Trajetória inspiradora: Nelson Freitas e sua jornada de autodescoberta - Ïnterior Iza EP 29

Isabela talks with comedian Nelson Freitas about his career in comedy, personal growth, and why he shifted to creating inspirational content online. They discuss how humor shaped him and the challenge of updating your identity as you change.
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Olá, olá, seja bem-vindo, bem-vinda ao interiorismo. A partir de agora, 30 minutinhos para você assimilar um assunto que com certeza vai te ajudar a tomar boas decisões. Por quê? Vamos conversar com Nelson Freitas, este homem que já encantou milhares de pessoas com sua arte, com suas interpretações, com seus vídeos, não é? Recentemente. E é um privilégio receber você aqui neste sofá. Obrigada, tá?
Obrigado a você, meu amor.
Aqui, ó. Muito obrigada. Eu tô muito curiosa pra saber com você, Nelson. Que momento que você tá da vida? Quem é o Nelson Freitas hoje?
Aff, Maria. Nunca soube. Imagina que eu ainda... Talvez essa encadernação ainda venha a saber.
Tem uma ideia?
É, mais ou menos, mais ou menos, como diz o homem.
Hoje, hoje.
Olha, eu vou falar uma coisa, hoje eu sou um cara de 61 anos, não é? Completados Agora, na data de ontem, 25 de julho, Leonino, um cara que, puxa vida, eu tenho uma natureza, talvez pelos caminhos que eu passei, eu saí de casa muito menino, com 13 anos de idade, fui para o colégio militar, depois fui para a marinha, viajei na marimercante, joguei as margens do carro e virei ator. Por onde eu passo? Eu tenho quase que uma necessidade biológica de tornar o ambiente mais leve, mais agradável. Mas eu não sei. É muito forte. Às vezes, eu posso estar com cinco pessoas dentro do elevador ou com cinco mil pescoços numa plateia. E eu vou fazer daquilo. Eu estou no elevador. Calma, Nelson. Só por hoje eu frequento contadores de piadas anônimo, não falo nada. Aí vejo a criança, olho pra ela, olho pra mim e faço contato.
Nossa, isso que você falou me arrepiou. Você já leu O Segredo de Shambhala?
Não. Adoraria.
O Segredo de Shambhala fala da nossa capacidade de transformar os ambientes. Isso não tem nada a ver com religião. Isso tem a ver com a espiritualidade dentro de cada um para transformar aquele contexto da melhor maneira que você puder. A gente sempre pode deixar os ambientes melhores. Caramba, rapaz!
Cara, eu vivo, eu vivo isso.
Desde jovem você já tinha essa consciência?
Desde jovem, desde jovem. Talvez por circunstâncias... da minha casa, minha mãe era muito divertida e tal, maluca do cacete, mas ela era muito brava, muito rígida, a gente apanhava pra cacete, entendeu? E aí, como o Will Smith tem lá no livro dele, que ele começou a fazer comédia pra distrair o pai que batia na mãe, eu também tentava fazer o ambiente leve pra minha mãe não ficar aborrecida. E aí fui trazendo essa leveza. E aí durante todo o processo de colégio militar, as agruras da vida, veterano dando trote, eu levava todo mundo por um lado mais alegre, mais leve e tudo. E eu tenho um texto lá no meu canal, quem não conhece, por favor, se aproxima.
Qual é o canal?
É o Nelson Freitas Oficial. Eu tenho um texto lá chamado Luz, que é a história de um cara que estava num trânsito em Nova York e, de repente, não havia misericórdia ali, as pessoas brigavam, ninguém falava, uma senhora grávida chegou, entrou, ninguém deu lugar, não havia nenhum tipo de possibilidade de luz ali dentro. E o motorista virou e falou assim, gente, isso lá em Nova York, ele apertou o botão, lá tem os motoristas falam, né? Falaram assim, olha, eu não tenho controle sobre o tráfego, sobre o tempo, sobre a temperatura, mas tem uma coisa que eu posso fazer pra que vocês não levem esse lixo todos pra casa hoje. Mais na frente do meu caminho, eu passo pelo rio Hudson. Quando vocês descerem, deixem na minha mão os seus problemas. Eu vou jogar tudo no rio.
Por que você se emociona?
Um a um, porque é do cacete isso. Um a um, as pessoas faziam um gesto de deixar alguma coisa cair na mão dele. E as pessoas se emocionavam. Outras riu porque se transformou. As pessoas que não se olhavam, de repente, falaram, tá falando sério? Ele tava falando sério. uma pessoa invisível num planeta, uma das pessoas mais invisíveis, motorista de ônibus, você mal agradece a ele depois que você sai do ônibus, e ele transformou com um poder de trazer uma luz, e às vezes você se vê num lugar, num dia que foi ruim, que às vezes dura anos, esse dia ruim, e você não vê possibilidade de iluminação. Mas e se você E se você for o elemento de iluminação daquele momento, daquele lugar... E eu tenho isso como uma máxima na vida. Como esse motorista de ônibus. Alguma merda eu tenho que falar. Alguma bobagem eu tenho que falar pra quebrar o gelo e trazer um pouco de... de paz, e isso reverte de uma forma que... Sabe, eu tenho estudado muito isso, pelo fato de ter sido comediante muito tempo, tipo, as células do nosso corpo, ela tá... De Pak Chopra fala muito isso. As nossas células estão constantemente bisbilhotando os nossos pensamentos pra saber como é que elas vão se comportar. Como é que vai ser?
Como é que eu faço?
Como é que eu faço? O ser humano é o único animal sobre a face da Terra que tem a capacidade de mudar a sua biologia de acordo com o que você pensa, de acordo com o que você sente. Entendeu?
Ou seja, o seu ambiente não te define.
Exatamente. Às vezes, é um sorriso. Um sorriso. Você tá no trânsito, tá puta, não sei o quê, brigou com a mulher, o seu chefe, o cara quer te dar uma fechada, tu tá... Aí, de repente, faz assim, ó. Filho da puta. E dá um sorriso. Você sabota o seu sistema imunológico. E ele todo fígado fala com... Todo mundo tá ali. Peraí, ele tá rindo. Ele tá rindo. E fala com o coração, graças a Deus. Já tava cansado dessa sofrença. Você muda.
Toma uma água, gente. Por enquanto é água que tem aqui, né? Ô, Nelson, eu tô amando esse papo.
Só que só tem 30 minutos, né? Tudo a ver.
Você sabe que isso tudo que você tá me dizendo, eu fiz há pouco tempo um curso lá em Porto Alegre sobre gerenciamento do estresse. é a habilidade que todos nós temos que desenvolver. Eu fiz ano passado, fiz esse ano de novo. Falei assim, não, deve ter mais alguma coisa, né? Porque nós vamos viver situações que vão nos despertar estresse. Da hora que a gente acorda...
O trabalho do mundo que a gente tá vivendo hoje.
Mas se liga, da hora que a gente acorda, da hora que a gente dorme. Se esse estresse vai ser positivo, vai ser um estímulo, ou se vai ser uma coisa ruim e vai me adoecer, é uma decisão de quem? E isso é do elevador que demora ao trânsito, ou seja, situações que você não pode mudar. Então esse motorista do Wannabes, eu já gostei. Gostei demais de saber dessa sua história, que desde cedo você tinha consciência de poder transformar os ambientes. Cara, isso é fantástico!
Pois é, você me perguntou quem é você. Eu acho que eu continuo sendo essa criança, com a necessidade de fugir das agrúrias da mãe, que era muito brava e batia muito na gente. E fui levando isso pra vida e acabei me encontrando com a comédia. Fui super bem recebido, passei 17 anos na comédia. fazendo Zorra Total, depois o outro Zorra, não sei o quê, e agora a prósia está mudando um pouco de rumo.
Para onde?
Através do canal, para um lugar mais desse, de inspiração.
Inspiração. Podemos definir de desenvolvimento pessoal?
Pessoal, exatamente. Estou ficando mais maduro, estou olhando. Deixa a molecada fazer rir, brincar, etc. Agora, eu estou num momento meu. Estou no momento de olhar para a vida diferente, sabendo que, com tudo que eu angariei ao longo da vida, simpatia, humor e tal, e credibilidade, eu posso trazer alguma coisa que seja um pouco mais...
Profunda.
Profundo, mas guardando toda essa simpatia para que, quando morra, tenha briga de tapa para carregar a alça do meu caixão.
Eu quero, eu quero, eu quero. Ô, Nelson, meu Deus do céu. Estou aqui tentando elaborar o que você está me dizendo. É. de tudo que você viveu, qual foi o momento da sua vida, então agora mais próxima desse passado, que fez você querer investir na internet? Porque eu tenho conversado com muitas pessoas que têm décadas de trabalho na TV, mas ainda não estão vendo na internet uma possibilidade de desenvolvimento profissional. Ainda estão muito presas ao que já aconteceu no passado. E quando você fica preso no passado, você perde tanta oportunidade. E assim, você tá brilhando ainda mais na internet. Ou seja, todo o trabalho que você fez, maravilhoso. Só que agora, você é você. Ou seja, você escolhe o seu papel. Você não recebe mais um papel que te escrevem pra você.
É, exato. Falou tudo. E se você parar pra pensar, a gente tá ainda tateando isso, nós estamos na pré-história. É, pré-história. Dá dez anos aqui, dá dez anos que você vai olhar pra trás e fala, meu Deus! É como se olhava com uma fita cassete, com um DVD, com ninguém mais. O cara às vezes faz um contigo, ah, toma o meu DVD.
Eu falo, o que eu vou fazer com isso? Eu não tenho nem aparelho pra botar o DVD.
Onde é que eu vou botar isso? Quer dizer, tudo está numa velocidade. E hoje a gente ainda tá vivendo uma revolução, uma transformação que eu comparo até o Renascimento. Quando você tava andando na rua e duas quadras dali, tava lá o Michelangelo metendo uma bomba da 20, metendo um martelo numa pedra e dizendo assim, não, não, eu só tô tirando o excesso, a obra já tá aí dentro.
O David já tava ali. Isso é maravilhoso.
Tudo acontecendo e as pessoas não se davam conta de que elas estavam presenciando um momento que mudaria pra sempre. A história da humanidade, que é o que nós estamos vivendo agora, com essa questão da internet, com tudo, com essa tecnologia, com esse Black Mirror, com as coisas que estão acontecendo e tudo. E aí nós voltamos a um assunto que a gente estava falando antes de começar a gravar, que é você recebe atualização o tempo inteiro. O telefone manda, vai atualizar. Se você não atualizar, vai pegar. Eu vou botar essa noite, atualiza ou não. Se você não atualizar, você vai morrer.
Sim, total.
Cara, eles aterrorizam. Eles aterrorizam, porque a gente sabe que ele atualizando, ele vai diminuir a capacidade do processador, e você vai ficar sem bateria mais cedo, vai ter que trocar o telefone. Eles não vão dar um telefone pra você ficar 10 anos? Não vão fazer? Então eles fazem para dar para o outro. E é assim que funciona. Mas veja bem, se ele, se esse menino, se todos esses aparelhos que a gente vive, esses gadgets, precisam de atualização, como é que nós não vamos atualizar? uma máquina tão complexa, tão poderosa, que é o cérebro humano, que é o nosso corpo, que é a nossa vida, entendendo que nós fazemos parte de um todo, um pedaço de uma unha, um fio de cabelo, é um DNA que é seu, é único, exclusivo seu, entende? E que ele está vibrando naquela forma. Por isso que eu digo que o câncer pra mim, desculpa eu até falar isso, mas nada mais é do que um cansaço celular, um aborrecimento celular. As pessoas falam, ah, mas câncer infantil, mas por quê? A criança não pode receber através da mãe, ou talvez em outras vidas, sabe lá, Deus, mas, pô, tem aborrecimento, tem mágoas, tem não sei o quê, porque quando você fala, a célula fala, cansei, e começa a reproduzir erradamente. E quando, pelo contrário, não é? Quando você promove um bem-estar, você muda o chip. É o que você falou.
Como é que vai ser hoje? Atualização de identidade.
Atualização. Vou dar uma atualizada nisso aqui. Peraí. Mas esse comportamento tá legal? Não, separei daquela mulher, me enche o saco. Você vai lá, começa e repete tudo que você tava fazendo. Não é você que tá errado? Já parou pra olhar? Olhe-se no espelho. Olha-se! Procure essa identidade, procure... E outra, a partir de agora que a gente vai ficando mais velho, né? O jovem é a melhor jovem da idade, a mielina do cérebro vai te criando outras ligações cerebrais que você consegue descobrir habilidades que você nunca imaginou que você tinha. E eu vivo isso agora, latentemente. Entrei pra um lugar, dentro da internet, durante a pandemia. Pandemia! Ah, pandemia! Fica em casa! Mas, ah, cara, desgraça todo! Os bichos começaram a sair. Levando mesquita, parecia uma jiborra no condomínio dele. Tinha uma raposa. Onde é que estava essa raposa? Onde é que ela estava? Ficou de dia. Não vou sair, não. Tem muita gente aí. E aí, de repente, começou aquela coisa de... Meu produtor entrou em casa e falou... Chega, Nossão. Vamos fazer uma coisa. Vamos criar um negócio. Comecei a fazer uma live. Da live, a gente pulou para um canal no YouTube. E eu digo... Vou falar do quê? Experimenta isso, experimenta aquilo. O quê que é? As pessoas pensam no começo. Agora não, mano. Mas as pessoas entravam no meu canal e falaram... Mas esse canal é o quê?
E eu digo...
Não. Eu tenho a melhor ideia.
Estou descobrindo também.
Estou descobrindo porque a todo momento a gente tá se redescobrindo, a gente tá se reinventando. E aí hoje as pessoas me cumprimentam na rua de uma forma diferente da época de zoar.
É um troço... Então!
Obrigado!
Rapaz!
Hoje eu chorei no telefone, porque o cara falou, meu amigo tá querendo falar com você, você me tirou da depressão, velho. Falei, que isso? Eu tô te falando sério. Sim. E aí você não acredita. Eu não acredito. Ele tá querendo me agradar. Mas o cara começou a ser emocionado no telefone, eu falei assim, e caramba, o que eu trouxe é sério. Obrigado, velho! Obrigado! Aos meus!
Salve de palmas.
Obrigado.
Aqui no estúdio, nós estamos em 1.
2, 3, 4, 5, né?
Ô, Nelson, mas foi por isso que eu quis trazer você aqui pra este sofá, né? Quando Juliana, sua assessora maravilhosa, obrigada, Ju, fez essa conexão, eu queria exatamente entender em que momento você atualizou a sua identidade para fazer o que você está fazendo. Porque, geralmente, nós fazemos mudanças a forceps. Por exemplo, eu tive que empreender a forceps. quando aconteceu um episódio bem desafiador na minha vida em 2018, eu não estava preparada para nada do que aconteceria depois, evidente, mas quando eu consegui ter um pouquinho de força para sair da cadeira de vítima e ir para a de aprendiz, aí eu comecei a falar assim, poxa, o que isso aqui está? O que eu vou fazer com isso aqui? Então, eu queria justamente entender de você com 60 anos, então você tinha na época, né? Qual foi a virada de chave? Por que digo isso? Quantas pessoas estão agora nos acompanhando e acham que já fizeram tudo o que Podia ser feito. Ou, se viveram experiências que não foram tão satisfatórias, acham que não podem recomeçar. E quando eu recebo seus vídeos pelo meu WhatsApp, do meu sogro, de outras pessoas que eu tenho grande estima, eu falo assim, cara, o Nelson está chegando em mim na hora que deveria chegar. Porque a internet tem essa possibilidade, né? Quando nós temos um pouco mais de conhecimento sobre física quântica, sobre lei da atração, você começa a treinar mais a sua antena, o seu drive. Repara só. Porque como é que era antes na televisão ou quando você só tinha o acesso da informação no jornal, no rádio e na TV?
Totalmente dirigida e escolhida a dedo pra ver o que essa pessoa possui. Mas você não tinha escolha nenhuma.
Agora não. Agora eu posso escolher o que eu quero ver. E ao escolher o que eu posso ver, eu escolho exatamente o raciocínio que eu tô. Então, quando chega um vídeo seu, eu falo, obrigada, viu, papai do céu? Estou com a antena na direção certa. Isso fez sentido o que eu te disse?
Isso é porque você não me segue na fonte, que é o canal do YouTube Nelson Freitas Oficial.
Mas eu não recebo as notificações.
Porque, às vezes, quando você chega, quando chega pelo WhatsApp, é porque alguém, que eu não sei quem é, porque não sou eu, que tira, às vezes, um corte ou a imagem, põe, e eu não sei quem fez isso. E põe, e aí um começa a mandar pro outro, começa a mandar pro outro, entendeu? Porque as pessoas gostam do que fazem. E aí, talvez tenha sido essa chave, porque eu não tenho assim exatamente, mas foi esse fio de beck. Esse fio de back de alguém que me colocou, por exemplo, uma outra senhora, não era nem senhora, era uma jovem senhora, e que estava... Encontrei com ela no aeroporto, ela me parou e falou assim, oi, tudo bem, Nelson? Preciso falar contigo. Falei, que legal, Beckham. Ah, eu gosto muito do seu trabalho. A gente já fica, né? Eu falo com todo mundo e tal, porque não tem o menor sentido a pessoa trabalhar a vida inteira pra ser famoso, depois que for famoso, ficar de futebol. Não é verdade? Pô, agora... Não tem pra mim...
Mas existem algumas exceções, né? Restaurante... Bom, depois a gente fala disso, tá?
Eu sei que você tá comendo, que é chato, você sabe por quê que você... Tudo bem. E aí ela chegou pra mim e falou assim, eu só queria te dizer que você me salvou. Eu falei assim, como assim? Ela veio a mesma história, né? Como assim? Ela falou assim, eu tava numa cama de hospital, tinha perdido um filho, eu tava numa depressão profunda e depois de tantos meses ali, querendo parar a minha vida. Eu tava vendo o zona total e eu consegui dar uma risada com você. E a partir daquela risada, eu achei que tinha... que tinha alguma coisa ainda. Esperança.
É.
Aí eu falei... Ela falou assim, eu só queria te falar isso. Um beijo, tchau. Foi embora.
Total.
Ela foi embora, eu falei assim... Eita! Quer dizer... É sinal? É um sinal, e a gente tem que estar atento, porque os sinais estão o tempo inteiro.
Eu não sei qual é a sua fé, mas eu, Isabela, acredito que Deus fala conosco o tempo inteiro, especialmente através dessas manifestações espontâneas, em que a gente não sabe o nome da pessoa, a história dela, mas eu sempre vejo isso como uma comunicação divina. Aqui no seu canal, por exemplo, Nelson Freitas Oficial. Sabe por que eu não via o senhor? Porque eu não tinha acionado o sininho.
Acionado o sininho, aí não chega.
Aciona o sininho. Olha o comentário aqui. Maravilhoso, Nelson Freitas. Você me traz o sorriso de volta. E aqui é de um vídeo que você não estava contando uma piada e nem fazendo gracinha. Estava falando de algo profundo.
Exatamente. Então foi na pandemia que você virou.
Foi o que você virou a chave.
E aí eu tento, de alguma forma, sabe como isso? Trazer... o brilho das pessoas, principalmente nós aqui no Brasil, que tudo virou uma desgraça, tudo virou... Tudo é um pepino. Tudo é um pepino, tudo é problemático, tudo é culpa do outro, tudo... É dividir pra governar, então fica esse inferno que a gente tá vivendo e engolindo coisas que são impostas pra gente, sabe? que é lixo, você acordar de manhã e rodar o seu telefone, já faz com que você leve lixo o dia inteiro pra você. E você só vai passar pro glândula pineal, todos esses... Todo esse potencial bioquímico do nosso corpo, ele reage, né? Então, eu acho que é importante, principalmente porque o teu... o teu bloco, a tua ideia, o que você tem pra fazer, o interioriza, que é maravilhoso, eu adorei isso. Ele fala exatamente sobre isso, né? Sobre a gente poder olhar um pouco mais pra dentro, com um pouco mais de carinho, um pouco mais de afeto.
Gentileza.
Por você mesmo, porque se você não tá bem, você não pode... Fazer o bem por ninguém. Já diz a filosofia de aeromoça. Tem duas filosofias de aeromoça. Na vida, tudo é passageiro. E a outra, que é se alguma emergência acontecer, máscaras de oxigênio que cairão. Ajusta entre o nariz e a boca e respira normalmente. Só ajude alguém quando você estiver bem. Então, se você não está bem, você não pode ajudar ninguém, você não pode nem... Ah, Jesus... Já estamos, não, porque estamos com o nosso tempo, eu fico assim...
Calma, não, a gente ainda tem 10 minutos, né, pelas minhas contas, né, senhoras e senhores, muito bem. Não, teria milhares de coisas pra falar aqui, eu já entendi, viu, Ju, porque nós... gravamos.
E uma das coisas interessantes, antes que a gente já vá para o final do 10 minutos e eu fique aqui.
Eu quero ouvir do seu neto, quero ouvir do seu filme. Não, o Nelson acabou de fazer 61 anos. Gente, não, olha esses olhos, né? Esse perfil. Você acabou de fazer 61 anos. E assim, você me fala assim, não, meu neto. Eu falo, que neto, gente?
Eu tenho um neto de 19 anos. Que isso? Tem até uma foto dele aí, se você quiser botar. Felipe Brenner, ele escreveu um livro com 17 anos. E eu fiquei de cara, porque a minha filha foi lá e conseguiu publicar ele. E tá no Amazon aí, chama-se Chronicles of a Snow Kind. E é, de acordo com a idade dele, com o mundo dele, um universo fantástico. Em um universo onde os seres humanos são espécies menores, inclusive fisicamente, porque onde se passa isso as pessoas têm 2, 3 metros de altura, são peludas, têm chifres. E eu falava, onde? Tem um senhor do tempo que abre... Olha como é que uma pessoa... Um garoto de 17 anos, ele mora na Austrália, tá? E nós temos uma relação muito grande com a Austrália, eu vou todo ano a 17 anos. Ele agora tá com 19, ele foi com dois aninhos. E... Aff, é Maria. E tem uma coisa muito interessante que... Eu não tenho filhos, eu não tive filhos biológicos. Papai do céu não me deu essa oportunidade. E as duas meninas já eram da Cristina, que é minha mulher há 22 anos, e logo de cara eu abracei a causa e falei, é tudo meu, vamos embora.
É tudo meu.
Eu devo isso ao Cosmos, porque eu tive um padrasto também, que me criou durante a Kira Matsutani, que Deus o tenha também. E eu retribuo isso ao Cosmos. É tão bacana, porque é neto.
É neto, ok.
É, a relação, o carinho, o afeto, é tudo tão positivo. E ele é, então, a Gabi. Lá na Austrália, na Amazon, na australiana, publicou, está aqui disponível pra você na Amazon. E custa cinco e poucos. É um livro baratinho, mas... Sério? Aí eu vou dizer assim, ah, mas é um livro em inglês. Mas se você estuda inglês, você é jovem, você é garota, você é garoto, você é pessoa que está afim de estudar inglês, principalmente se você tem o Kindle, não é esses livros eletrônicos, né? Ou você lê no iPad, você clica em cima da palavra, ele faz a tradução e te ajuda a se entreter, a aprimorar o seu inglês e ao mesmo tempo embarcar numa viagem Do meu neto, Felipe Brenner. Estou tão orgulhoso.
Sensacional. Sensacional. Ô, Nelson, e antes da gente encerrar, além do YouTube, que agora você está todo todo, tem um outro rolê que você está... Um filme que você lançou num contexto que eu queria que você trouxesse mais pra nós, que é bastante aventura pelo jeito, né?
Depois que eu saí da TV Globo, essa filosofia também é muito boa, um pé na bunda sempre te bota pra frente, né?
Mas você levou pé na bunda?
Do quê? da TV Globo? Todos. Não, não é um pé na bunda. Mudou. O sistema mudou.
Não é isso.
Não quero falar sobre isso, mas o sistema mudou. Antigamente, todo mundo ali contratado, um 800... Quando eu saía, tinha um 830 atores contratados. E você, com quatro novelas no ano, usava 200. E o resto? Vai fazer o quê? Na época do Dr. Roberto, que Deus o tenha, que era um campeão, estava tudo bem. Mas depois ficou improdutivo. Então, eu, no nosso acordo, o Nelson Valeu, eu falei, valeu, velho, obrigado. Eu só usei o negócio para fazer piada. Mas, caraca, o meu mundo mudou. Depois que eu saí de lá, em quatro anos, eu fiz seis filmes, duas séries, uma internacional, que é El Presidente, dirigido pelo Armando Bock, ganhou o Oscar de melhor roteiro adaptado por Birdman.
E você interpretou recentemente?
O Ike. O Ike, todo ou nada, tá aí na Netflix ao seu dispor.
O livro da Malu é maravilhoso.
Maravilhoso, maravilhoso. Liguei pra ela e falei, meu, eu terminei de ler o livro na Austrália depois de ter gravado o filme. Quando eu morei, eu passei seis meses na Austrália no ano passado, e eu não li antes, pra não tomar influência. Eu falei, o roteiro é esse? É isso que tem que fazer? Vamos fazer. Tá bom? Não falamos com ele nada, porque tá aí. Não posso inventar a moda, é um cara que tá aí. Sacou?
Exato.
É. E aí eu falei, esse é o entendimento, essa é a interpretação do que o cara representou naquele pequeno átimo de tempo da criação e a finalização da OGCIS. E tá aí. Não é a vida do Ike, tem muita coisa. Tinha que ser uma série, porque é muita coisa.
Total.
É, você sabe. Então, tá lá à disposição. Tem o El Presidente, tem Nina, o filme, que eu faço também, um policial...
Mas eu quero saber um que tá fresquinho!
Ah, foi estreou agora, dia 29 de junho, chama Tração, uma aventura sobre duas rodas. E eu faço o vilão do filme. E tá lá Marcos Pasquinha, André Ramiro, Paulo Rodrigues, Bruno Altieri...
Vilão!
Fiuk, Duda Nagli, um elenco, e o diretor, André Luiz Camargo, E é um cara... Ou seja, uma loucura. A gente filmou no meio da pandemia. Passou dois anos filmando. E, finalmente, ele está aí. Não sei se ainda está nas telas até hoje, porque sabe como é o cinema.
Gente, é só dar um Google.
É, dá um Google aí. Vê o que está rolando. Está aí. Tração. É uma aventura sobre duas rodas. Uma espécie de Velozes e Furiosos sobre duas rodas. E eu faço o vilão mal, feito um picadavo. E aí é a cascada. Cuidado comigo que eu sou perigoso. Eu sou perigoso. Mentira. O filme é bom. O filme é agradável. Enfim, tem outros filmes que estão rolando. Eu fiz também Saralilé. Está para ser lançado agora no final do ano. Agradável também. Engraçado que todos com elementos mais sérios, sabe? Não é mais o KKK. As pessoas já não me chamam para fazer cacacá. E eu acho isso legal. Mas sabem que tem ali a simpatia, a engalhada durante anos, a competência de 36 anos de carreira e a credibilidade.
Você sabe que... Não sei como é com você. Logo que eu saí da emissora em que nós trabalhávamos, as pessoas me pediam... Elas me paravam e me pediam para tirar uma foto. Hoje elas me param e me pedem um abraço.
Que genial.
Sabe? E às vezes eu recebo depois mensagens no direct das pessoas assim, nossa, a gente se encontrou. Elas choram. Elas choram, menos de cinco segundos. Ah, a gente nem tirou uma foto, agora a gente tem que se encontrar para tirar uma foto. Não se preocupe, o registro principal é o que ficou nas nossas células. Então, essa mudança que você falou agora, quando eu saí, eu fiz tal coisa. Entendam que nós não estamos desmerecendo o passado, nós só estamos falando que sempre vão existir possibilidades quando você se coloca para elas.
Sai do lugar de vítima, como você falou.
E vai para o de aprendiz.
De aprendiz, já tem coisa aí. Para encerrar, sabe o que é isso aqui?
Isso aqui é uma cerimônia das areias. Olha só o que eu inventei. Eu fui celebrar outro dia um casamento de dois amigos e eles propuseram isso para os convidados e eu amei. E por que não repetir ideias que são muito interessantes? Nelson, eu acredito profundamente que as nossas emoções, elas se misturam e depois não dá para separar. Assim como as areias. Então, todos os convidados que vêm aqui no programa, eu escolho aqui uma cor, você tem aqui esta areia amarela, para colocar no nosso garrafão. Imagina que daqui alguns meses, isso aqui já vai estar uma obra de arte. E são areias de cada convidado, mas mais do que areia, só pra representar fisicamente, a sua energia. Então eu gostaria agora que você pensasse numa mensagem pra deixar pra quem nos acompanhou até aqui, com a sua areia aqui. Então você pode ir jogando no seu tempo, ou quer jogar de uma vez, ou quer falar primeiro, como você quiser. O que você gostaria de deixar de mensagem para quem está nos acompanhando e precisa de um motivo para atualizar a identidade?
Isso, em primeiro lugar. É extraordinário poder estar aqui contigo, infelizmente é só 30 minutos, ou felizmente para você que tem a vida muito rápida. E o que eu deixo aqui, jogando essa areia agora com essa ideia genial que você teve, é que é o seguinte, falamos sobre muitas coisas interessantes e talvez o mais importante, o mais importante é que sempre Todo dia de manhã, quando você acorda, só pelo fato de você estar vivo, já é uma grande oportunidade. Esse planeta gira 17 mil quilômetros por hora, essa bola gigante em torno de uma outra bola maior ainda. que é o sol, que é a distância que mantemos dela, o sol amarelo e lindo, a distância que mantemos dela nos dá a possibilidade da criação de uma atmosfera onde você respira todos os dias. Se o planeta que te dá água, frutas, sobrevivência e a oportunidade de todos os dias conviver com as pessoas que você mais ama. Seus filhos, seus maridos, suas esposas, seus avós, seus netos, seus amigos que ainda estão aqui. E aí você tem a oportunidade de abraçá-los e beijá-los com você. Só vai dar valor quando você perdeu. E aí você fala, puxa vida, tinha tanta coisa pra fazer, tanta viagem, tanto beijo pra dar. Como eu digo num vídeo desses, o ontem é história, o amanhã é um mistério. E hoje é uma dádiva. Por isso, isso é um presente. Ó, as lágrimas.
Foi um presente ter você aqui, né? Eu sou feliz. Uma salva de palmas, senhoras e senhores. Foi demais. Olha, eu sou chorona, mas você... Eu fiquei aqui, ó, me concentrando.
É, eu choro vendo propaganda de manteiga.
Eu também. Foi um privilégio ter você aqui. Foi um presente ter você aqui.
Parabéns pelo seu trabalho.
Todas as suas palavras chegaram de forma muito amorosa em quem nos escolheu. Pensa quanto conteúdo bom e quem nos escolheu até aqui. Muito obrigada pelo seu tempo e confiança. Então a gente se encontra no próximo Imperializa. Até mais.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

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