"Trato pessoas, não só as doenças" com Dr. Fábio Santos EP 37 Ïnterioriza

Dr. Fábio Santos talks about treating people as whole beings rather than just their diseases. He emphasizes prevention in medicine and shares his journey in lifestyle medicine, discussing how healthy habits can transform patient outcomes.
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Fui paciente dele por muitos anos. Ele é muito top e a abordagem de antecipar problemas e cuidar do equilíbrio é demais. Esse depoimento é de um grande amigo que nos conectou já há alguns anos, mas que pela primeira vez eu consigo trazer o doutor Fábio César dos Santos, o doutor Estilo de Vida aqui no Interioriza. Obrigada, Fábio.
Obrigado a você pelo convite, Isaia.
Nada melhor do que abrir um programa já trazendo o feedback, o depoimento de uma pessoa que já esteve contigo, provavelmente pra cuidar de problemas, de dores crônicas, etc, etc. E acho que essa é a melhor maneira de eu explicar aqui pra turma por que você tá aqui. Quando a gente fala de estilo de vida saudável, parece que é algo tão inacessível, tão inalcançável, tão caro. O que é um estilo de vida saudável? Vamos lá.
Interessante que você abre falando tão inalcançável. Eu costumo dizer para as pessoas, inclusive em palestras, que estilo de vida é a coisa mais fácil que tem na teoria. Na prática, parece ser uma das mais difíceis.
Por quê?
Veja, as pessoas querem o mais fácil. Então, se eu perguntar pra você, na minha população, por exemplo, quem tá em sobrepeso ou obesidade, hoje a gente tá vivendo a geração do Ozempique. O que você acha que elas querem, as pessoas no geral, né? Elas querem rapidez, elas querem perder 5, 10, 15 quilos em uma semana. E às vezes não querem largar as coisas que dão prazer, né? E se ela tá obesa, por exemplo, o grande prazer dela pode ser comer. Então, ela quer injetar algo e pum, fantástico. Só que isso, na verdade, tem resultado? Tem, eu sou prescritor desse tipo de produto. Só que nunca sem prescrever estilo de vida associado. Então, ter um estilo de vida saudável, na verdade, é poder, já que o teu programa se chama Interioriza, é você interiorizar, você olhar lá no teu interior quem é realmente você e o que você pode fazer, o que está dentro do teu repertório para você viver melhor, viver com mais qualidade.
Agora, no modelo de vida que hoje nós temos, no modelo, eu usaria até um termo, zeitgeist. Zeitgeist é o espírito do tempo. No espírito do tempo que nós estamos, em que o fast, ele é necessário para dar conta de tudo, como é que eu consigo ter um estilo de vida saudável nesse zeitgeist que a gente está vivendo?
É o que você tem que ter, regras, você entender que isso, lá na frente, que nem investimento, estou investindo nesse momento para entender que lá na frente eu vou ter uma grande resposta. Então, hoje os estudos científicos mostram o seguinte, 80% das doenças que mais nos matam, elas podem ser prevenidas ou revertidas com mudanças de estilo de vida, que a gente está falando aqui. comer melhor, se exercitar melhor, cuidar do estresse, que é uma coisa que você fala tanto, sono, relacionamentos fortes e saudáveis, entender um pouco a toxicidade do meio e tentar se blindar com essa toxicidade. É isso.
Repete, olhando para essa câmera aqui, a senhora. Quantos por cento das doenças podem ser evitadas?
80. 80 por cento, tá? Então, 80 por cento das doenças podem ser prevenidas ou revertidas, o que é muito legal. Porque no caminho, às vezes a gente tá conversando sobre prevenção de alguma coisa, porque na tua família tem um monte de problema assim e você tá andando nesse caminho. Por exemplo, doença cardiovascular. E aí você começa a fazer um trabalho de prevenção forte disso e, de repente, você percebe que uma coisa que você jamais imaginou que fosse melhorar, melhora. Uma alergia, uma dor de cabeça, porque você está olhando o todo da pessoa. Então essa é a grande diferença da história.
Agora eu vou provocar você. Como que um fellow em cardiologia pela Duke University Medical School faz uma pós-graduação pela Associação Brasileira de Nutrologia. O que a nutrição tem a ver com o coração?
Então aí eu vou voltar lá nos primórdios, né? Eu vou voltar na minha formação médica, tá? Sempre fui um cara que quis trabalhar com prevenção, por isso que eu escolhi clínica e não escolhi cirurgia, tá? Falei, eu vou ser um cara clínico. O que mais mata? O que mais mata é coração. Então eu falei, então é aí, é aí que eu vou. Então fiz clínica e fiz cardiologia. Só que eu esperava muita prevenção. Aliás, eu esperava muita prevenção na faculdade inteira. Sabe quantas horas de nutrição um médico em seis anos de medicina tem? Menos de 20 horas. Menos de 20 horas em seis anos de medicina para falar sobre algo que é o que mais te adoece. Porque, grande parte, para você ter uma ideia, 11 milhões de pessoas morrem todos os anos pelas escolhas alimentares inadequadas. Então, o que você coloca na boca está matando mais do que Covid matou. Então, quando apareceu o Covid, que falaram, nossa, a pandemia é o caos e não deixou de ser, Falei, pessoal, por que não estavam falando antes de outras coisas? Aliás, porque até mesmo no cenário Covid, quem mais morreu foram as pessoas que estavam com estilo de vida pior, né? Eram os obesos, que tinham grande risco, porque estavam inflamados, estava tudo bagunçado.
Exato.
Então... Esse é um ponto. Então isso, na verdade, eu esperava encontrar caminhos de prevenção dentro da cardiologia. Encontrei pouco. Encontrava assim, tem um colesterol alto, toma tal remédio. O açúcar está alto, toma tal remédio. Não está certo isso. A gente tem que mexer um pouco mais na raiz do problema. E aí eu comecei a estudar coisas aqui, coisas fora. Neutrologia nem foi o primeiro que eu fiz. Eu fiz várias outras coisas. O pessoal fala assim, puxa, o que você fez de graduação, pós-graduação, curso de extensão? Tem um monte. Um monte de coisa que eu fiz sempre em busca de prevenção com a melhor forma de fazer tratamento. E aí na neutrologia eu aprendi muita coisa. mas não foi nem nela, né? A gente vai ter tempo pra falar aqui pra você de medicina funcional, medicina integrativa, de medicina do estilo de vida, né? Nesses lugares, sim, eu acho que eu encontrei muito a verdadeira essência do que eu tava buscando, que é ter hoje um grande baralho nas minhas mãos, tá? Então você tá me procurando e, de repente, né? Eu gosto de dizer que eu olho pras pessoas como se elas fossem um grande sistema, uma grande árvore, e aí eu olho. As tuas queixas são as folhinhas que estão amarelando, estão caindo dessa árvore, e os galhos que estão mais molinhos, tá? Mas se eu não olhar o todo, se eu não olhar o tronco, sabe, e a raiz e o terreno onde a tua árvore está, eu não vou cuidar de você. Eu posso tentar cuidar daquele problema. Então eu dou um remédio e eu baixo o colesterol. Tô cuidando de você? Possivelmente não. Então por isso, porque muitas vezes o professor doutor da cardiologia, que é super científico, muitos estudos científicos, é o cara que está com três nós na gravata. E eu era o cara mais engravatado e mais engessado e partia olhar um olhar fora da caixa e tentar enxergar.
Um pouco O paciente.
O paciente, tá? E aquela história de que se eu tratar o paciente, eu nunca perco, né? Se eu tratar a doença, né? Então, o Pat Adams falava isso, né? Se você tratar o indivíduo, você nunca perde. Se você tratar a doença, você perde ou ganha.
Então, você que está acompanhando aqui este programa, neste planetinha, preste muita atenção se você está sendo atendido, atendida por pessoas que querem tratar a doença ou tratar você. Isso faz bastante diferença. Ou a doença, ou o paciente. Fábio, o seu livro, Manual do Estilo de Vida, 30 Doses Saudáveis Sem Efeitos Colaterais, alcançou a segunda edição. E quando eu coloco um do ladinho do outro, eu vejo que tem aqui uma diferença de páginas. O que aconteceu de 2020 pra cá, pra você lançar a segunda edição, e ele ter aumentado tanto de tamanho? O que tem de diferente nessa segunda edição?
Na verdade, muda pouca coisa dentro, em volume. É mais a diagramação. Eu não quis mudar muita coisa, porque... É aquela história, né? Eu acho que o livro, ele não pode perder a essência dele, né?
Exato.
Então, quando eu escrevi esse livro, eu falei... Ele tem que vir agora muito parecido. Então, a gente mais mudou a capa dele, né? Então, colocou esse emoji sorrindo, né? É um solzinho, tá? E... Mas essa essência, quando a ideia surgiu de colocar em um manual, porque 30 doses saudáveis, eu falei, eu quero colocar 30 capítulos que as pessoas possam, de repente, ler um capítulo por dia. Pode ler mais lento, pode ler mais rápido, mas assim, e ela pode ler de formas... Aliatórias. Aliatórias, né? Porque pra ela pode fazer mais sentido nesse momento ela olhar alguma coisa de estresse, ela pode fazer mais sentido olhar alguma coisa de sono, ela olhar alguma coisa do intestino. Então eu coloquei ali as partes mais importantes que eu vejo. que pode, sabe, chegar na mão das pessoas pra elas realmente terem um manual e falar assim, ah, tá fazendo diferença pra mim.
Entendi. Ou seja, não tem nada que, por exemplo, nós já vivemos, eu não sei se você é desse tempo, mas que o ovo era o inimigo, o inimigo do planeta. Era o ovo. O problema era o ovo. Acabou, né? E hoje não. Mudou.
Mudou.
Tiveram vários alimentos que passaram por essas idas e vindas, né? Teve alguma coisa que aconteceu nos últimos quatro anos?
Então, assim, houve, né, já que você perguntou, eu faço parte de uma liga mundial chamada True Health Initiative.
Liga mundial? Tipo, liga mundial dos super-heróis? Liga mundial dos super-médicos?
Não, então, são de caras que têm um certo valor para os caras que criaram todo esse movimento. Então, assim, dentro dos criadores tem um cara que até autografa o meu livro, que é o David Katz, que é um dos maiores nomes de prevenção nos Estados Unidos, né? Ele está junto também com o projeto Blue Zones. Ele e o outro grande criador das Blue Zones criaram essa True Health Initiative. Então, tem 400 pessoas ao redor do mundo. Não são só médicos, não. São profissionais em saúde. Por exemplo, se eles tivessem conhecido você lá atrás quando eles o montaram, podia ser que eles tivessem se colocado aí dentro. Sabe por quê? Porque você faz toda a diferença em estresse. E tem jornalista ali dentro.
Temos vários jornalistas que hoje fazem muita diferença na educação e saúde.
O Luiz, na época, o Luiz que é o co-autor do meu livro, Luiz Cesar Pimentel, na época que o True Health Initiative começou, tem um jornalzinho mensal e eu tentei traduzir esse jornalzinho pra português e o Luiz fazia isso. A gente jogava aqui no Brasil na mão de outros profissionais, né? Mas então, tem um cara que tá junto comigo, hoje são perto de 400 profissionais ao redor do mundo. Tem um cara chamado Darius Mosafarian, que ele é um cara de Harvard, e ele é o grande cara que assina os guias de alimentação nos Estados Unidos. Pra nossa sorte, é um cara que olha fora da caixa também. E ele acompanhou um estudo bastante interessante sobre ovo, dizendo o seguinte, né? Se você comer três ovos por dia, nada vai mexer no seu colesterol. Aliás, mexer no seu colesterol nesse fato, nada podia significar para o seu coração. Mas eu entendi a tua pergunta, que é Tá toda hora uma coisa ruim, outra coisa boa. O que a gente entende, né? A industrialização, tá? Ela trouxe muitas mudanças. Então, se você for me perguntar o que é pior de alimentação, é realmente o alimento processado e ultraprocessado. Coisas como glúten, que é tão falado assim. Por que acontece? Porque o trigo que tinha Muito tempo atrás, hoje é um trigo modificado, geneticamente modificado. E ele acaba sendo mais inflamatório para grande parte das pessoas. Então assim, muitas pessoas hoje têm sensibilidade a glúten sim, tá? Leite, tá? Tem uma grande briga essa história do leite. Se você for pegar os vários estudos de leite, você vai perceber também, sem contar que o leite que às vezes chega para você não é o leite puro ali, está cheio de outras coisas associadas, mas a proteína do leite, a própria lactose, geram alterações inflamatórias no nosso organismo que podem se conectar a doenças. Mas o mais importante de tudo isso é você personalizar. Você chegar pra mim e falar, Fábio, eu como de tudo, mas eu não sinto nada, eu tenho zero sintomas. Quer dizer, por mais tóxico que seja o produto que está entrando em você, você está conseguindo se detoxificar. Então, eu não posso criar uma regra única, né? Falar, não, esse alimento mata, eu tenho que entender. E não posso também criar restrições alimentares que possam virar compulsões alimentares depois, né? Então, esse é um outro ponto.
Me dá um exemplo.
Açúcar é um grande exemplo, talvez o maior de todos.
Ah, eu restrinjo tanto, depois vira uma compulsão.
Isso, você pega para uma menina que é adolescente, eu tenho filha que está em uma transição de adolescência, está com 20 anos, então adulta-jovem, cheia das problemáticas do mundo, dos Instagrams e das necessidades e sabe, tem que ser x, y, z. e ela de repente fala, puxa eu gosto de doce, mas a sociedade fala que ela tem que ser barriga chapada e se comer doce ela vai engordar demais. O que acontece? Não posso, não posso, não posso, daqui a pouco cria uma compulsão alimentar. Então isso no nosso consultório é o tempo inteiro. Então o que eu tenho que fazer? Eu não posso demonizar as coisas, mas eu tenho que explicar o fato. Então o açúcar é um grande vilão? É um grande vilão, mas eu tenho que tomar cuidado como eu vou lidar isso com cada um.
Acabei de lembrar agora da Angelina, que tem 3 anos, e eu tento evitar o máximo de açúcar em casa. Ela fica maluca quando ela vê, quando ela vai numa festinha, ela quer chocolate. Não que a gente não dê, a gente dá, mas com muita moderação.
É, o erro da festinha, sempre que eu falo no consultório é... A criança foi na primeira festinha da vida. Ela correu, correu, correu, suou, tá cheia de sede. Chega pra mãe e fala, mãe, quero água. A mãe vira e fala, não, aqui é festinha, você pode ir com a coca-cola.
Ah, não, não, não, isso eu só tô na água.
Então aí, aí quando ela toma coca-cola, bum, né? Fala, opa, esse negócio... E aqui eu posso, né? Então assim... Neurocientistas falam que, teoricamente, até dois anos de idade, talvez a criança não tivesse que entrar em contato com açúcar, porque ela não tem capacidade neural de fazer as suas próprias conexões e interpretações, se aquele negócio é do bem ou do mal, e ela pode ganhar um ciclo de adição pesado. E aí a gente está falando de dopamina, né?
Sim.
E o ciclo de dopamina ali, a adição por dopamina, é realmente bastante complicado. E o açúcar, do ponto de vista de alimento, é o principal.
Hoje, minha filha tem três anos. Batom, esmalte e chocolate são as maiores delícias da vida dela, da vidinha dela. Batom, esmalte e chocolate.
Você imagina o seguinte, eu conheço várias pessoas e vários pacientes que me contam essas histórias, ou às vezes o paciente que está contando que a mãe fez isso, ou a mãe contando o que faz com o filho. com essa idade, com três anos de idade, e de repente fala vai pra festinha, mas vai pra festinha e, bom, come antes e ainda chega lá, de repente tem todos os tapauerzinhos prontos para o que ela pode comer lá na festa. É muito complicado isso. Porque aí é uma grande restrição. Então, esse é o problema. Agora, ensinar, eu sou louco pra ter uma escola de estilo de vida, que possa colocar nas escolas, já falei até com gente da educação pra isso, mas nunca foi pra frente da forma como eu queria. Ainda não. Colocar isso pra crianças e adolescentes Esses princípios de estilo de vida, porque quando eles passam a ser adolescentes, criança virando adolescente, eles são os grandes influenciadores dentro de casa. Então, as escolhas vão partir a partir deles. Então, mesmo que o pai esteja, de repente, estragado, vamos chamar assim, em escolhas, só querendo trazer muita coisa industrializada para casa, ele vai falar, não, eu quero comida de verdade. A gente pode, no final de semana, uma data especial e tal, a gente pode dar uma chutada de balde. Mas assim, no geral, vamos comer o que é comida de verdade?
Ai, não vou levar bronca. Olha só, você comentou sobre o açúcar e no seu livro tem o capítulo O Nosso Veneno de Cada Dia. E eu gosto muito de uma frase de um médico do século XVI, doutor Paracelso, que dizia a diferença entre o remédio e o veneno é a dose.
Perfeito.
Aí aqui você fala, o nosso veneno de cada dia, né, você que está em casa, sugiro muito que você adquira o manual do estilo de vida, né, 30 doses saudáveis sem efeitos colaterais. Mas pra quem está nos assistindo agora, quais são os venenos nossos de cada dia e que a gente precisa ter mais presença, mais autorresponsabilidade pra não eliminar totalmente, como você disse, não pode virar compulsão, mas pisar no freio. Quais são?
Eu acho que são os excessos, para falar de forma geral os excessos. Quando eu falo em veneno ali, eu não estou falando só de alimento, porque às vezes tem venenos ocultos que estão dentro de um produto de beleza, de um produto de limpeza que você não conhece, no ar que você respira. Tudo que entra em contato com você, com o seu interior, de novo valorizando o seu programa, O que você come, o que você bebe, o que você passa na sua pele, tá? Tem gente que fala assim, não passe na sua pele o que você não comeria. É difícil também, né? Porque assim, você vai absorver aquilo e isso vai ser metabolizado. Mas aí é muito radical se eu for levar ao pé da letra isso.
Ou seja, eu não poderia nem pintar o cabelo então.
Pintar o cabelo, passar maquiagem, um perfume. Se não fosse, de repente, a linha dos cosméticos green, por exemplo, eles estão crescendo muito, tá? Porque tem muito, por exemplo, pra você segurar uma cor numa maquiagem, você tem metal pesado, tá? E metal pesado tem uma interferência violenta com o seu corpo. Quando você fala em perfume também, para o perfume segurar em você, você tem substâncias que acabam fazendo uma disrupção endócrina. O que é isso? Eu posso ter substâncias que estão atrapalhando os hormônios sentarem nos receptores corretos deles. Então isso, se eu for colocar venenos de cada dia, eu vou encher a tua mesa aqui. Alimento, eu diria, que eu acho que é o que mais o pessoal quer ouvir, processado e ultraprocessado. Eu acho que esse é o ponto, tá? Eu tenho que comer mais comida de verdade, eu tenho que comer cada vez mais, a ciência mostra, em menor quantidade, com muitos vegetais. Então, se eu levar esses três, comida de verdade, menor quantidade, com muitos vegetais, O caminho é certo para uma vida longa. Então assim, ultraprocessados e processados, primeiro da lista ali. Depois começam esses que são, vamos falar de açúcar isoladamente, é um problema. Açúcar tem o efeito da adição, não tem dúvida. Quando você acaba de comer açúcar, você vai ter um pico de insulina. Vai ter um pico de insulina, que vai fazer com que teu açúcar daqui a pouco caia. Cai o açúcar, você está com mais fome, querendo comer o quê? Açúcar. Você não vai querer comer salada depois disso, então você vai querer comer mais, além do que mexe com dopamina. Mexeu com dopamina, é o ciclo de adição, você vai ficar viciado por isso.
Recompensa.
Recompensa. um monte de paciente, um monte. Tava muito ansioso, cheguei em casa. Porque assim, você chega em casa cansado, tá? Trabalhou, trabalhou, trabalhou. O que aconteceu com você? Tua dopamina caiu, tá? E aí você chega em casa, olha em cima da mesa e teu marido comprou aquela rosca de chocolate, sei lá, aquele bolo X, que você não olhou pra ele, mas ele olhou pra você e gritou, Iza, tô aqui! E aí, você fez o contato. Fez o contato visual. Dependendo da tua necessidade e do teu momento de vida e da tua compulsão, você vai comer um pedacinho ou o pedação ou o bolo inteiro. Ou então, se você estiver muito preparada, muito preparado, você fala, não, não posso, eu não vou fazer, não quero. É terça-feira à noite. Eu falei que eu só vou comer no final da semana.
Por isso que é bom não ter em casa, gente.
Que nem queijo pra rato, né? Ratoeira. Ele sabe onde tá, vai lá e come.
Eu digo isso porque... Quem é que não chega em casa e não tá cansado? Isso é normal. A diferença é com quem você vai se anestesiar.
Sim.
Eu nem posso falar qual é a minha válvula de escape.
Você que sabe.
Melhor não. Vamos ver. Mas é o famoso descascar mais e desembalar menos.
Isso. Essa frase é muito boa. Essa frase é muito boa. E isso mostra, na verdade, se a gente tiver isso como base... Eu gosto muito, quando eu falo do tratar as pessoas, eu olho muito como pirâmide dentro do consultório. Então, assim, a base da pirâmide é sempre estilo de vida. Então, estilo de vida, uma das coisas é alimentação, são alimentos e nutrientes, tá? Aí depois ainda tenho, como eu falei, atividade física, sono, estresse, relacionamentos e o entendimento desse mundo tóxico, tá? Mas assim, quando eu olho alimentação, nutrição, essas coisas bem básicas, como você falou, vou descascar mais e vou desembalar menos, alimento de verdade em menor quantidade, Quando a gente quer mergulhar em estudo, a gente vai falar um monte de estudo aqui, um monte de caminhos. Por exemplo, por que comer menos? Restrição calórica é a melhor coisa que tem para aumentar a nossa longevidade. Isso já foi testado em todos os animais possíveis. E hoje está sendo visto também no bicho homem. Então assim, comer menos, quando você fala assim, eu como um prato X, eu conseguiria comer perto de 30% menos do que eu estou comendo? Isso chama-se restrição calórica. Se você fizer restrição calórica, então isso em leveduras, em moscas, em ratos, em outros animais de experimentação aí. E hoje, não por tempo de vida no homem, porque o homem tem um tempo de vida de 70, 80 anos e está vivendo cada vez mais. Então, para você falar, puxa, nos últimos anos o homem aumentou o lifespan dele em tanto tempo, ainda a gente não tem esses dados. Mas a gente tem dados, por exemplo, recessão calórica revertendo diabetes, revertendo pré-diabetes.
Atenção, Brasil. Atenção, você que está atrás dessa câmera. Atenção a você, Alessandra. Atenção a você, Caroline. Isso, vocês mesmos que estão aqui me ouvindo. Você, Maria, João, todo mundo que está aqui nos assistindo. Vocês entenderam. Eu vou pedir para o doutor repetir essa frase, porque para nós que vivemos... ancestralidades com muita escassez, isso aqui é o que vai fazer você virar o jogo. Então vamos lá.
É isso aí.
Mesmo você que já viveu com restrição alimentar, emocional e busca nos alimentos esse acolhimento, vamos lá?
Olha só, restrição calórica, não tem nada mais poderoso do que a restrição calórica para poder fazer com que você viva mais e com certeza com mais qualidade.
Não significa passar fome, significa comer um pouco menos.
Um pouco menos, porque muitas pessoas, aliás é o que a gente também ouve quando as pessoas estão desequilibradas no consultório e depois elas se equilibram e começam a atingir os seus pontos de sucesso. Elas viram assim, eu comia muito mais do que eu necessitava. E elas se sentem muito melhor. Duas coisas são poderosas aqui, tá? Outra coisa é o jejum intermitente, tá? Então assim, agora as pessoas acham que jejum intermitente você precisa ficar 18 horas, 24 horas sem comer, não é isso. É você dar um tempo maior entre a última refeição e a primeira do dia.
É isso?
Perto de 12 horas, se você conseguir, então... Ah, eu jantei... Nove? Por exemplo, você janta às nove horas?
Não, muito tarde, né? Janta às oito.
Mas tudo bem. Oito às nove horas, tá? De repente eu converso com você e a gente chega à conclusão que você também consegue tomar teu café da manhã entre oito e nove, tá? Se isso é possível, você já tem doze horas. Sabe por que isso? Porque assim, vou em um minutinho explicar. Antes a gente falava do que pode comer ou não. Depois a quantidade que pode comer ou não. E hoje o tempo é muito importante.
Que horas você come?
Então eu tento fechar isso. Eu vou comer mais ou menos esse horário que você falou, oito, nove horas. Só que eu treino de manhã às sete horas, eu treino em jejum, e aí eu faço o meu café da manhã no pós-treino. Então eu tenho doze horas, ou perto de doze horas, não é exato, tem dia. Hoje, por exemplo, eu estou aqui com você gravando, eu vou ter um evento mais tarde, que é um evento que vai até mais tarde, vai ter um jantar que, por acaso, vai ser depois das nove. O que acontece? Não vai dar as 12 horas, mas tudo bem. Mas na regra geral, a gente faz isso. Por quê? Porque o parque de diversão trabalhou o dia inteiro. Juntou sujeira o dia inteiro. Acumulou carga. Comeu, teve produção de metabólico, quebrou a substância. Ele precisa descansar e fazer o trabalho noturno. Então a Disney fechou as portas, limpa todo o lixo para no outro dia abrir a porta linda, maravilhosa. Então, não tenho dúvida que você já pensou e na sua cabecinha está pensando agora. Quando eu abuso, que eu como mais tarde, no outro dia eu acordo mal. Eu acordo com a boca mais seca, eu acordo com dor de cabeça.
Ressaca.
Excesso. Porque ressaca não é só algo.
Exato.
É isso aí. Excesso. Aí você falou do tóxico lá atrás, e eu falei que o tóxico era o excesso. Trabalho em excesso. Pensamentos fixos em excesso. Desejos excessivos. Aquela história maluca do ser humano desse momento.
Olha, eu já estaria muito satisfeita com essa nossa entrevista chegando nesse momento, mas eu quero saber o seguinte, Fábio. Você hoje é conhecido nacionalmente como doutor estilo de vida. O que aconteceu para você se tornar o doutor estilo de vida? Você viveu alguma experiência que te fez, opa, não dá para continuar neste ritmo, vamos ter que mudar?
Sim, na verdade hoje, os profissionais de saúde no geral, as pessoas às vezes endeusam os profissionais, é até um problema isso, porque se o cara ficar com aquela tarja de salvador da pátria, é mais um estresse para ele levar. E às vezes o profissional de saúde fala assim, ah não, eu tenho tantos pacientes para cuidar, eles precisam muito de mim. Vi um podcast esses dias de um médico húngaro, Gabor Mate. Gabor Mate.
Médico cura-te a ti mesmo.
Isso. Fantástico. Ele falando exatamente isso. Que os pacientes deles, chegou um momento que ele falou, eles não estão precisando de mim, eles estão precisando de um médico. E eu achava que eles precisavam de mim, aquela tarja do Salvador. Então assim, na minha vida acho que tem dois momentos pra te citar, tá? Um momento foi o nascimento dos meus filhos, então meus filhos eles estão hoje com 20 anos, nasceram em 2004, prematuros, gêmeos, né, prematuros. Ficaram 45 dias entre UTI e SEMI, tá? nos mudamos praticamente para o lado do hospital, eu moro no ABC, a minha mulher deu luz em São Paulo, e aí ela mudou literalmente ao lado do hospital, e eu fiquei entre a minha casa, minha casa 2 e o meu trabalho, e os meus filhos, naquela baita tensão, 45 dias foram para casa. Quando foram para casa, ela teve um intestino irritável como diagnóstico depois, e eu tive uma pneumonia, eu fiquei internado com pneumonia. Então olha só o primeiro ponto.
Pausa nesse ponto. Você acredita que essas manifestações de saúde eram ou poderiam ser a vida pedindo pra vocês, vocês precisam se cuidar?
Opa! Sem dúvida, né? Eu costumo dizer hoje pros pacientes, talvez nessa época eu não falasse isso, né? Eu falo assim, o corpo fala com você, mas se você não ouve, ele grita, tá? E aí gritou com ela e gritou comigo. E vamos pra frente. Nessa época eu já tinha ido pra fora do Brasil, fui lá pra Duke quando eu conheci Medicina Integrativa. De Medicina Integrativa eu fui pra Medicina Funcional Americana, daí depois eu fui pra Medicina do Estilo de Vida, passei por um grupo de Medicina Mente e Corpo, fui conhecendo, fui fazendo curso de extensão, pós-graduação, enfim. Fui me apaixonando por todo esse segmento. Mas era o quê? Era trabalho, era mais conhecimento, trouxe o movimento de estilo de vida para o Brasil. Isso era mais ou menos 2000... Isso era 2014, 2015, quando a gente trouxe para cá o movimento. Fizemos um baita barulho, tá? Nessa época, logo depois, eu escrevi a primeira edição desse livro, né? E aí... O que acontece? Nessa época, vida acadêmica, muitos pacientes, a vida pessoal, mesmo entendendo e praticando o estilo de vida, eu não estava com um escudo grosso. O que acontece? Acontece um problema na minha vida profissional com uma ruptura de sociedade, que foi extremamente nociva. E aí, nessa época, Eu fico introspectivo, começo, do ponto de vista mental, a ficar mais fadigado, percebo que o meu humor altera. Eu fecho os olhos. Quando eu abro os olhos, eu perdi perto de uns 8, 9 quilos. Então, meu peso sempre foi 78, 79. Eu vou lá pra 68, 69, tava sentindo o meu digestivo meio esquisito. Cabeça de médico, falei, bom, devo estar com algum tumor. Investiguei tudo, não achei nada físico.
Essa frase...
Mas é claro que eu tava com os meus monstros, as minhas emoções. Nós somos, na realidade física, tudo que a gente coleciona de memórias. As minhas memórias estavam doendo. Então eu falei, preciso me cuidar melhor aqui, né? Nessa época, tá? Eu já tava... Nessa época, inclusive, o meu Instagram era doutor funcional, né? E eu falei, não, é doutor estilo de vida, né? E aí, eu mergulhei muito mais forte em tudo isso, tá? Já praticava, mas tive um olhar muito mais alto aqui nesse olhar pra mim. E eu sempre falo, as pessoas, elas não estão imunes, né? Não existe uma vacina para essas desgraças da vida, né? O que você tem que fazer é entender que você pode olhar para o seu interior, pode trazer para o seu exterior uma realidade melhor e enxergar, né? Porque a realidade que nós temos é a forma como nós enxergamos, interpretamos e nos permitimos. Então, se eu permitir enxergar dessa forma, eu vou continuar adoecendo.
Saúde mental.
Mais ou menos assim. Então, tiveram dois momentos aí, né?
Você chegou a ter algum diagnóstico?
Na verdade, como médico, que eu estava te falando, é engraçado. Primeiro a gente quer se autodiagnosticar e se tratar. Depois, sim, eu fui conversar com alguns colegas que falaram, claramente, você fez um burnout aí, porque você teve vários comemorativos e, além de tudo, você teve uma ruptura de sociedade que foi tóxica. Então, teve um evento profissional associado.
Essa ruptura de sociedade, vamos ver se você entende o que eu vou te dizer. Muita gente confunde cansaço com burnout, cansaço com esgotamento e burnout. E eu estou muito convencida, doutor Fábio, que o que faz o copo transbordar, a gota que transborda o copo, é uma situação com características de assédio. E se a gente for falar de assédio, nós vamos ficar aqui horas, porque são muitos tipos de assédio. Hoje, catalogados. Mas antes não era. Então o assédio é como um mau hálito. Às vezes você tem que avisar a pessoa que, ó, cuida disso porque não tá legal. Por que eu tô te contando toda essa história? Porque depois do que eu vivi, de seis anos pesquisando muito sobre o tema, eu tenho muita certeza que é o assédio. que vai fazer esta pessoa tão produtiva, empenhada, realizadora, fazedora, executora, ter uma ruptura. O desembargador Sebastião Oliveira, inclusive, chama isso de dano existencial. Ou seja, acontece algo neste corpinho que já está adoecido que vai fazer você romper com o seu estilo de vida, com o seu projeto de vida. Você se lembra de algum fato de alguém par ou acima de você que pode ter faltado com respeito a ponto de você pensar assim, agora não dá mais?
Sim, quando eu falo dessa separação tóxica, na verdade era uma situação que quando você fala se tivesse, e aí eu até me incluo na história, eu sempre quando estou nas situações que eu vejo que teve um problema que aconteceu, eu sempre tenho esse exercício, hoje em dia eu me exercito muito falando isso. Qual foi a minha culpa nessa história?
Minha responsabilidade.
Minha responsabilidade, tentar me responsabilizar para entender. Talvez eu tenha, se eu tivesse enxergado de forma diferente, podia ter tomado um caminho diferente. Mas claramente, claramente teve, porque tinha um movimento muito bonito sendo criado e de repente eu senti que ele foi quebrado, fraturado. E aquilo, para mim, foi uma coisa... Eu não admiti aquilo. Então, não admitir aquilo foi nocivo demais. Então, esse talvez tenha sido o ponto. Óbvio que, nessa época, eu acho que eu não conhecia... Você, com certeza, conhece a tradição havaiana do hoponopono.
Sinto muito, me perdoe, eu te amo, sou grata.
Isso. E eles valorizam muito a questão do interior. A paz está no seu interior. Porque se eu tivesse que entender, eu tenho que mudar a pessoa, eu tenho que mudar o fato, eu nunca teria conseguido. Eu tive que mudar a minha percepção da história para poder continuar indo para frente.
Por isso que quando você quer mudar as pessoas do caminho ou quando você quer mudar o caminho, está na hora de você mudar de caminho.
Isso, é isso aí.
Antes da gente encerrar, qual é a sua principal dose de saúde? Aquela que você tem que ir todo dia. Deixa eu ouvir qual o seu inegociável.
Olha, é difícil te falar uma que é inegociável, mas assim, hoje, atividade física para mim tem sido muito diferencial. Eu tenho percebido que se eu não faço atividade física no dia, hoje, por exemplo, eu fiz, a minha energia é completamente outra. Então, eu tento fazer algo todos os dias e tem dia que eu me permito não fazer. Então, como descansar ou hoje foi impossível e eu de repente não fiz. Mas esse dia, que eu falo, poxa, porque estava com muitas tarefas, não consegui encaixar nada. Eu tento encaixar pelo menos alguma coisinha, porque eu sei que faz diferença. Se eu não faço nada, eu sinto queda de energia.
Essa coisinha pode ser substituir o elevador por escada.
Perfeito. Cinco minutos que você anda depois da tua refeição, tá? Eu gosto muito de um minuto de exercício, né? Então, assim, se você tiver qualquer coisa, você pode alongar, você pode agachar, você pode fazer flexão de braço, abdominal, prancha. Se você tiver reuniões... Posso alongar? Alongar. Uma em uma hora, se tiver a possibilidade de fazer um minutinho, tá? Você pode intercalar entre tudo isso, inclusive exercícios respiratórios. Então, você vai estar fazendo um mente e corpo genial. Esse, para mim, tem sido o mais diferencial.
Você que está assistindo aqui o nosso programa, qual é o seu inegociável? O meu inegociável, doutor, é o tempo de sono. E eu quero, em breve, poder falar que eu já tenho dois inegociáveis. Um é o tempo de sono e o outro é a atividade física. Eu já sei quanto me faz bem. Eu amo! Mas ainda é um desafio com o estilo de vida que eu tenho.
Esse anelzinho que eu comprei, que na verdade eu ganhei da minha esposa. Agora meu aniversário foi agora, ela acabou de me dar. É o Oura Ring, que ele está me medindo um monte de coisas. Uma das coisas que é fantástica é medir o meu sono. Então é um presente que você deve se auto dar algum dia.
Esposa, eu preciso do link, eu preciso... Ele carrega na tomada?
Carrega, carrega. E eu estou, está conectado, ele conecta também com o meu relógio, né? E assim, por exemplo, no sono ele dá várias características. Se teu sono não só foi profundo, leve, intermediário, se fez REM, se não fez, mas se ele é restaurador, se ele não é, é muito legal. Hoje eu falo para as pessoas do ponto de vista de estilo de vida, quanto mais você conseguir usar a tecnologia a seu favor, então assim, se monitorar numa boa, sem lado neurótico, puxa, isso é fantástico, porque você vai entender Tô meio cansadona hoje. Ah, tal característica não tava legal. E, na verdade, te provoca pra você tentar dar o próximo passo.
É muito bacana. Como sua esposa se chama?
Isabela.
Isabela, minha chará! Como é que é o nome da música do plantão?
O interior com Z, o interior com.
S. Então, vemos a programação do interioriza para dizer que existe um Wearable, um vestível chique, né, gente? É um trem que você vai usar e vai medir tudo que você tá...
É, e hoje cada vez mais vai.
Ter... Você tá sentindo.
Eu acho que isso é uma coisa a mais, porque, assim, uma coisa que eu acho que a tua audiência merece saber. Mudança de comportamento, rapidinho, tá? Tem uma etapa que você nem imagina em mudar, tá? Então você tá pré-contemplando, não tô nem aí. Tem uma época que você fala, eu acho que eu vou começar a fazer atividade física, eu acho que eu vou começar a fazer tal coisa. Você tá contemplando. Quando você contempla uma coisa, você vai pra próxima etapa que você vai se preparar. Preparação vai pra ação. E a ação, você vai pra manutenção, em tudo que você faz.
Gostei.
Então, se você tiver uma sequência... Então, hoje tem paciente que chega na minha frente que eu falo... Hoje, hoje de cedo, eu tive um paciente que eu falei... A senhora está pré-contemplando em atividade física, não está pensando em fazer de jeito nenhum. Mas vamos tentar mudar isso e começar a contemplar que isso pode ser importante para a senhora, para isso, para isso. E com quem você iria? Ah, iria com o meu marido que teve um câncer de próstata, etc. Não seria bom para ele? Para ele seria ótimo. Então, vai com ele, que para você também vai ser muito bom. Então, mudança. Dá o próximo passo. Tudo começa com o próximo passo.
Não tenho dúvida disso. Tanto que eu comecei mudando alguns passos dentro da minha casa pra defender meu tempo de sono. Então, quando eu digo meu sono é inegociável, é evidente que um ou outro dia, dependendo do contexto, a gente que tá se deslocando muito pelo Brasil, depende de uma malha aérea e, de repente, só tem um voo. Ou seja, tô dizendo que, por situações extraordinárias, eu vou reduzir um pouquinho meu tempo de sono. Mas eu já sei que se eu dormir menos do que oito horas, eu fico muito mal no dia seguinte. Eu vou ter que aumentar minha quantidade de café, de chocolate, de um monte de aditivo. Eu já sei que isso faz mal. Mas atividade física é algo que eu já tô sentindo que, nossa, faz muita diferença. Qual outro exemplo a gente podia trazer pra quem tá nos acompanhando? Transição de vida. Sono, atividade física, alimentação.
Estresse, tá? Então, as pessoas entenderem, né? Isso você fala pra todo o teu público, mas da minha forma, o que que eu falo, né? Tem um negócio também, já que eu falei de um minuto, os mini-mentals, né? Isso eu aprendi com um grupo de Harvard lá, do grupo de Mente e Corpo de Harvard. Um minutinho que você faça na transição também, ou do teu trabalho, ou num trânsito, etc. Que você faça de uma respiração. Então, inspira e expira com consciência. Isso pode trazer um equilíbrio muito grande. Alimentação, acho que a melhor dica que eu daria é essa, da comida de verdade. Você tentar colocar comida de verdade entre você. Quem já está com comida de verdade, então já está na ação, já está na manutenção, vai para a próxima etapa. Eu falei aqui de restrição, tá reclamando de peso e tá comendo um prato X, comeria 20% a menos do que isso, tá? Tá tudo certinho nesse aspecto, mas tá comendo, sei lá, até 10h30, 11h da noite, no outro dia 6h da manhã tá comendo, consegue se passar 12 horas que é o jejum intermitente? Então, são essas coisas, relacionamentos. Tem pessoas que estão vivendo sós, né? Às vezes estão no meio de um monte de gente, mas sentem-se sós. Então, é aquele oi no elevador, o se relacionar, quebrar um pouco, quebrar um pouco essas barreiras que tem. Acho que é isso, sempre o primeiro passo.
Doutor, quem quer ler o seu livro, está aqui. Manual do Estilo de Vida, editora N-Versos.
Isso.
Quem quer marcar uma consulta, tem o horário para 2024. Te procura por onde?
A agenda é complicada, tá? Na verdade, o meu site, ele é doutor estilo de vida, né? Então, o arroba, doutor estilo de vida, você vai me achar em quase todos os lugares, tá? Minha clínica chama-se saúde 4p. Então, quando você entrar no meu Instagram, você vai achar um link pra clínica e você consegue marcar por lá, tá? Mas também pode mandar mensagem pra mim, pelo Dr. Estilo de Vida. Sempre lembrando, né? Dr. Estilo de Vida não é DR, porque tem um outro lá que é DR Estilo de Vida. Eu sou Dr. Estilo de Vida escrito, tá? Então isso é importante. E, recentemente, a gente também começou um podcast, tá? Tô engatinhando nele, né? Chamado Plenamente, tá? Então...
Quando eu vou?
Ali a gente tenta levar uma vida mais plena.
Eu sou muito oferecida, né, gente? Eu me ofereço pra tudo, pra todas as coisas.
Você tá escalado em várias coisas aí que eu tenho no meu roadmap, né?
Então vamos lá, no seu roadmap. Doutor... Por que eu tô falando o que eu tô falando? Porque eu sou especialista em comunicação, antes de qualquer coisa.
Legal.
E aí, eu vivi uma experiência... em que eu perco saúde pra poder entender o que é saúde. Eu podia estar até agora me lamentando. Porque acho que tudo que vai nos acontecendo, ou você vai buscar recursos pra você se habilitar, avançar... Inclusive, no próprio documentário, o Gabor Maté fala sobre isso. Por que você passa por aquilo que você passa? Pra aprender com aquilo e poder ajudar as outras pessoas a evitar aquilo. Me identifiquei demais. Mas eu tenho muita certeza que eu adoeci e muitas pessoas estão adoecendo por falta de comunicação consigo. Não é falta de informação, é falta de comunicação. Então, eu era especialista em comunicação, trabalhando na principal emissora de comunicação, mas eu não me comunicava comigo. Roda a fita há seis anos. Tô vendo um monte de dado. Dado, dado, dado, dado. Inclusive, o Luiz César Pimentel esteve aqui no Interioriza. Um beijo, Luiz. Compartilhou também episódios da vida dele que, com certeza, fizeram diferença pra quem assistiu. Ou seja, um homem, chefe, branco. Ou seja, todas as características que você falaria, opa, se ele passou por isso, eu também então.
Sim.
E aí estive com o Luiz em algumas reportagens, inclusive, e eu falo, por que eu de comunicação estou falando sobre educação e saúde? Porque a gente está adoecendo por falta de comunicação interna e depois com o nosso time. E mesmo assim a gente vai errar. Aí eu fiquei vendo um monte de dados de pessoas de afastamentos por problemas de saúde mental. Aí eu tive assim um insight, eu falei, poxa, mas se a gente tem equipamento de proteção individual pra riscos físicos, cadê os EPIs pra saúde mental? Aí eu lancei um manifesto em prol da criação dos EPIs da saúde mental. Tá aqui um adesivo pra você.
Fantástico.
E isso aqui, ó, já foi na churrascaria? Quer mais carne, né? Não, não quero mais carne.
Que legal.
O que que eu descobri? Um dos grandes detratores da saúde mental é a interrupção. E essa interrupção, doutor, que não é... Olha, agora meu coraçãozinho. Isso, olha que fofura. O que que acontece? Veja se faz sentido pra você. Não é aquela interrupção saudável, nutritiva, não. É uma interrupção desnecessária. Ou seja, comportamentos tóxicos. Não adianta você reclamar de ambiente tóxico se você é o componente tóxico. Aí eu fiz isso aqui pra colocar no escritório.
Fantástico.
Então, ou seja, estou disponível, posso falar. Não posso falar agora. Ainda botei aqui um obrigada pela compreensão. Obrigada, mas depois nós vamos ter que fazer, Carol, um obrigada-brigador. Vai funcionar? Está funcionando. Tenho certeza que na churrascaria, quando a turma começou a desenvolver isso aqui, no início foi curioso, engraçado. E hoje todo mundo usa.
Fantástico.
Isso é um EPI. Mas existem outros. Então, tá aqui pra você essa bolacha.
Muito obrigado.
A bolacha do EPI da Saúde Mental. Pra depois você seguir comigo, se fizer sentido. Lá no site tem as diretrizes, EPIs da Saúde Mental. Como é que a gente pode ampliar essa conversa?
Vamos em frente. Um convite que está mais do que aceito e uma das coisas que eu mais tenho estudado e trabalhado, um dos meus caminhos, que eu falei de roadmaps, é longevidade. A gente só vai conseguir realmente uma nação longeva e feliz. se tiver uma boa saúde mental. Então, assim, você já está escalada, sem você saber, para fazer parte desse produto de longevidade que a gente, em breve, vai lançar aí.
Perfeito. É a produtividade sustentável. É o movimento que eu levo desde 2020. Curiosamente, no mesmo ano que você lançou a primeira edição do livro, não adianta a gente querer um mundo sustentável e viver de forma insustentável.
Isso.
Eu tenho certeza que você amou esse papo e eu tenho certeza que alguém que está no seu WhatsApp, vai gostar de saber desse papo. Compartilhe com quem você quer bem, assim você nos ajuda, então, a trabalhar a educação e saúde. Dr. Fábio, muito obrigada. Demorou pra gente se encontrar, mas agora é a hora. Perfeito.
Eu que agradeço.
Até breve.
Até.
E você, muito obrigada pelo seu tempo e confiança, por seguir conosco até aqui. Até o próximo interioriza. Tchim, tchim.
Saúde.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








