Vamos respirar?

Isabela Camargo interviews spiritual practitioner Satyanatha about his book on finding limits in a boundless world. Satyanatha burned out in his twenties before entering a meditation monastery and learning to align work with purpose. They discuss how technology warps our sense of time, then walk through a breathing exercise that slows thoughts and sharpens focus.
Chapters
Olá, sejam bem-vindos, bem-vindas, boa tarde, dia 2 de setembro, 5:45, virando o relógio para 5:46. Tudo bem, Neide, Diego? Sejam todos muito bem-vindos para mais uma prosa boa, para quem dá um tempo para viver um tempo de qualidade. Meu nome é Isabela Camargo, Hoje nós teremos o privilégio de compartilhar da hora do Satyanatha, uma pessoa incrível, iluminada e que ilumina por onde passa, ilumina os corações de quem quer também compartilhar esse tempo com ele. Tudo que nós falaremos aqui, um pouquinho talvez já esteja aqui no tempo, no livro Dá um Tempo: Como Encontrar Limite em um Mundo Sem Limites, o livro que eu lancei algumas semanas, em que o Satyanatha compartilha a história, a história pessoal, como ele se tornou monge e também como a respiração pode ser uma grande amiga do nosso tempo. Eu já vou dividir aqui tela com o Sath e assim eu respeito todos, não é, que estão escolhendo estar aqui comigo. Já vai entrar. E para vocês que estão chegando, oi, Sati!
Oi, Isabela! Oi, todo mundo!
Que alegria te ver aqui, pelo menos na tela do telefone, não é?
A gente querida não fica longe, a gente pensa nela, e aí a energia vai conectando. Talvez esse seja um dos ensinamentos da gente lidar bem com o tempo. Naqueles momentos em que a gente tem de espaçamento e de distância, a gente pode lembrar que na verdade a distância no mundo físico é medida em metros, mas em termos de energia da consciência, a distância é medida em afinidade. Enquanto eu tiver afinidade com você e você tiver afinidade comigo, a gente está conectado na energia.
Sensacional! Eu não tinha ainda me dado conta disso, Sathya. Então, na matéria, distância medida em metros. Metros.
Na energia, a distância medida em afinidade. E isso, Isa, é positivo e negativo. Se você mantém uma afinidade com certas coisas que não são boas, você tá muito próximo delas. Então cuide das suas afinidades. Todo dia você vai lá, se lapida. E para se lapidar, a gente precisa de tempo. Esse tempo da gente, esse tempo de autocuidado. Gente, eu tô empolgadíssimo com o livro dela. Terminei de ler esse domingo.
Terminou?
Terminei, terminei. É muito, muito gostoso de ler.
Tá fácil? Tá fluido?
Posso falar já? Vai parecer que eu— gente, eu sou monge, eu não vou mentir em absoluto. Posso pegar o melhor ângulo, mas ele tem que ser verdade. Vou te contar a verdade então. O livro é muito gostoso por um monte de motivos, mas o que me surpreendeu dele ser tão gostoso de ler é porque ele parece um passeio. Ele não é só um tema, um só tema monótono, né? Não é monótono, não é uma coisa só. Parece que a gente vai ouvindo palavras de músicas, a gente vai encontrando pessoas interessantes, E aí de repente a gente tá falando com um médico, a gente tá falando com um artista, a gente pega uma frase antiga, a gente lê uma frase nova. Então é uma jornada tão rica que acabou tornando muito gostoso de ler, porque eu tenho vontade de conhecer todas essas pessoas. Quando eu leio que tem uma frase do Carl Sagan, eu falo: "Nossa, que legal!" Quando eu vejo que cita uma música dos Titãs, eu falo: "Nossa, que legal!" Então é um jeito bom de usar o tempo.
Olha, Sati, eu fico muito, muito feliz. Coração tá aqui cheio de alegria pelas suas palavras. E essa sensação que você teve ao reconhecer pessoas que você admira, provavelmente também é a mesma sensação daquelas pessoas que já te seguem no aplicativo da Vivo, que também te seguem nas redes sociais, que já acompanharam suas meditações. Isso é uma vantagem maravilhosa dessa conexão que a internet nos permite, não é?
A tal da tecnologia é muito interessante, Isabela, e tem tudo a ver com o nosso tempo, né? Então vou contar duas coisas aqui meio rapidinho, só para ilustrar, e porque é super interessante para gente. Primeiro, que tecnologia Ela é algo que devia potencializar o que a gente tem de bom. Ela devia servir. Então, por exemplo, lá na índia, milhares de anos, quando inventaram uma tecnologia nova, que é a palavra escrita. Inventaram a escrita e aí tinha um monte de textos lá que eram sagrados e as pessoas não confiavam nessa novidade que era a escrita.
Não confiavam.
Não confiavam. Então não eram textos sagrados, eram assim mantras e eles rimavam, sabe como musiquinha de criança? Nananana, rimava para você lembrar. Então as palavras sagradas indianas, elas eram todas transmitidas oralmente. E veio uma tecnologia nova, a escrita, e eles demoraram 400 anos para escrever o que eles sabiam. Então eles desconfiavam. Então hoje em dia a gente sabe que foi uma perda de tempo aqueles 400 anos. Claro que o conhecimento deve ser transmitido, veja, através da escrita. É super legal. Mas qual que era uma raiz interessante lá? A tecnologia, ela tem que servir para fazer o bem e para expandir o que a gente tem de melhor, senão ela é uma encrenca. E aí é como ter um carro. O carro é maravilhoso contanto que você vá para os lugares certos, que você dirija com cuidado, E as tecnologias da mente também são assim. Então, coisas que me permitem conversar com— a gente está conversando aqui com quase 200 pessoas nesse instante, vocês estão ouvindo a minha voz, isso é absolutamente maravilhoso. Você percebe como isso aumenta a minha responsabilidade de trazer algo útil? Então, a tecnologia é super legal, mas ela deve servir para a gente fazer alguma coisa que tem a ver com a nossa verdade, e não perder tempo, ganhar tempo e não perder tempo. E aí eu quero mencionar uma coisa: tem um paper, uma tese escrita por um economista inglês chamado John Maynard Keynes, que é das possibilidades econômicas dos nossos netos. E aí ele pensa assim, lá em 1930, ele fala assim: com o avanço da tecnologia As pessoas ou vão poder trabalhar muito menos, porque elas vão ser tão mais produtivas, e aí vão se dedicar à arte, ao amor, alegria, ao bem-estar. Perdão?
Criatividade.
Criatividade. Ou elas vão se dedicar a uma vida melhor, ou elas vão inventar necessidades ilusórias e vão trabalhar loucamente. Imagina só o que que a gente escolheu. Mas a boa notícia é que eu acho que essa escolha de ter tantas necessidades ilusórias é temporária. Eu acho que livros como o seu e movimentos como a gente está vendo em toda a humanidade de busca de qualidade de vida agora, não quando eu me aposentar, agora.
Agora.
Esse tipo de descoberta que a vida é para ser vivida a cada instante, que cada instante é precioso, e que ele tem que ser investido com mais cuidado do que você investe o seu dinheiro no banco da eternidade, você vai pondo seus segundos ali. Essa descoberta eu acho que vai preponderar nas próximas décadas. Então aquele economista lá falou: ou a gente vai viver uma vida melhor ou a gente vai criar necessidades ilusórias. Eu acho que a gente foi por um caminho, mas era um beco sem saída. E a gente vai voltar e pegar outra estrada que ele sugeriu lá atrás. Vamos viver com mais qualidade e utilizar o aumento da produtividade para a gente fazer bem e depois viver bem. Pronto, já falei muito sobre isso.
Imagina essa colocação que você trouxe. Na década de 90 nós tivemos um filme, é uma trilogia, né, que eu até abro o livro. Um casal não tinha internet nessa época, não tinha telefone celular, né? E nesse filme, Antes do Amanhecer, é uma trilogia, é quando o casal se encontra, eles dizem, né, as pessoas dizem que a tecnologia traz tempo, né? Mas o que que elas fazem com esse tempo? Eu nunca vi alguém dizendo que ganhou tempo e foi para o mosteiro zen, né? É com essa frase que eu abro o livro. E a partir Deste trecho foi onde eu comecei então a desenvolver todos os outros capítulos. Então foi lindo você trazer isso porque é exatamente o que eu começo a provocar: o que que nós estamos fazendo com o tempo que temos de sobra a partir das tecnologias que estamos escolhendo para nos poupar tempo? E aí, Sati, eu lembro quando nós conversamos— bom, para quem ainda não leu o livro, no livro nós compartilhamos, né, um trechinho da mudança, 224. Ah, que lindo! É a mudança de estilo de vida do Sath, e depois um pouquinho sobre o quanto nós tranquilizarmos a nossa respiração tranquiliza também os nossos pensamentos. Mas, Sath, de uma forma assim muito prática para quem tá aqui, você viveu antes dos 30 anos o que muitas pessoas acabam vivendo Muitas décadas depois, ou seja, você não entrou naquela esteira do preciso, tá todo mundo fazendo, eu preciso ir. Você conseguiu parar, buscou a sua elevação, e aí continuou. Você pode contar assim para quem ainda não leu o livro, para quem ainda não sabe da sua história, como é que foi essa grande mudança?
Posso, posso sim. Eu nem sempre falo de mim, mas se essa história ajudar os outros, estou aqui para falar. Então vamos lá. Eu não tenho nada demais, gente. Eu acho que a história que eu vivi é extraordinária, mas eu— o mais legal é que eu não tenho nada demais. Então dá para vocês fazerem certas coisas que eu fiz. Não exatamente, porque cada um tem um caminho, mas eu vou explicar. Então, menino nascido no Brasil, assistiu os mesmos programas de TV, Li Monteiro Lobato, e aí foi crescendo. E quando eu tava no início dos meus 20 e poucos anos, eu comecei a ter um aperto no coração. Acho que eu tive a minha crise de meia-idade aos 22. Então vejam, não é que eu tinha mais paz e mais tranquilidade, eu tinha menos, eu tava com déficit maior. E aquilo foi me apertando. Eu tinha um emprego bom, eu tava fazendo uma transição, tava nos últimos último semestre de uma faculdade, já trabalhando em São Paulo, trabalhando com consultoria. E aí, coração apertado. E aí, o que que a gente faz quando a gente não tá bem? Põe a culpa em alguém. Não, vou trocar de empresa. Eu troquei de empresa, não deu certo, continuava angustiado. Vou trocar de namorada, vou trocar de carro. E na verdade, o que eu fui descobrindo Porque ao mesmo tempo eu lia livros sobre espiritualidade. E eu não tenho escolha nenhuma de espiritualidade. Para mim não importa se é de uma religião ou de outra religião. Eu acredito nessa bênção, nessa luz, nesse amor infinito que conduz a cada um de nós. E aí existem grandes seres que nos contam como ir seguindo esse caminho. Grandes, muito maiores que a gente, que nos contam como seguir esse caminho. Mas cada ser humano é amado, tem uma fagulha divina. Você tem uma fagulha divina em você, inclusive uma responsabilidade que a gente tem de usar o nosso tempo para encontrar e depois expressar essa fagulha divina. Coisa que eu absolutamente não sabia lá nos meus 20 e poucos anos. E a crise foi tão grande, porque eu alcançava os objetivos que as pessoas falavam: então tenha um relacionamento gostoso, 'Ah, e aí você vai acalmar.' Eu tinha, mas não me preenchia, um grande vazio interno. Então faço uma excelente faculdade, tem esse emprego que tem bastante prestígio e dinheiro, e eu alcançava, me sentia vazio, me sentia louco, me sentia frágil e exausto. Depois, muitos anos depois, eu descobri que quando você tá no seu propósito, você pode trabalhar muito e você termina o dia cansado, mas pleno. Eu não me sentia cansado e pleno, eu me sentia sugado e vazio. E essa é a diferença: quando você trabalha fora do propósito, você termina o seu dia oco, se sentindo sugado, uma uva passa. E quando você trabalha dentro do seu propósito, claro, dormindo direito, hein, gente. Ela tem um monte de dados científicos no livro, ela tem uma tabela para a gente ver por idade quanto que a gente dorme. Mas se cuidando, se você trabalha no seu propósito, isso inclusive tem uma quantidade de hormônios que vem no sangue e permitem que você lide com a oxidação e o estresse de maneira diferente. Então lá atrás, como eu tava fora do propósito, a minha intenção era apenas ter uma carreira chique e ganhar dinheiro, eu tava acabado. E aí falei: chega, eu vou no monastério. E eu procurei um monastério especializado em meditação. Porque ninguém, eu acho, acorda um dia e fala assim: ai, acho que eu vou virar monge, vamos lá, boa ideia. Você é motivado por um processo que inclui dor. E talvez isso seja algo para a gente refletir. Gente, o que a Isabela passou envolveu tanta dor e ela tá transmutando. Olha que lindo a diferença de transformação e transmutação. E que transformar, você muda de forma o que tá acontecendo. Transmutar, você muda de essência, você pega algo muito essencial e você transmuta em algo diferente. Ela transmutou a dor dela e o desconforto em uma cura que pode ser espalhada para muita gente que não vai ter que chegar no burnout, porque vai ser guiado pelo dar um tempo. Pelo livro dela. Então ela realmente transmutou uma dor em algo positivo. Quem sabe nessa pandemia a gente pode transmutar várias dores e medos e confusões e crises em mudanças positivas permanentes na nossa vida e depois no mundo. E aí eu lá atrás fui no monastério especializado em meditação para tentar transmutar aquela minha confusão, aquela minha ansiedade. Ansiedade pode ser transformada numa intensidade de busca. O medo pode ser transmutado em cautela, você ir para onde você, né? E essa imprudência, ela pode ser transmutada numa dedicação, porque a gente é imprudente falando 'Eu me apaixonei pela ideia, eu vou lá.' Não, não, não, não, não. E se você for, mas for junto com a prudência, aquele impulso, que é como um relâmpago, ele vai se transformando em uma coisa estável, e aquilo vai te levando longe, vira o combustível, contanto que você saiba lidar com aquilo. Então, dentro dessa conjuntura toda, eu era tão perdido e tão ansioso que lá fui eu quando eu vi Tava aprendendo a meditar, me tornei monge, passei um ano tentando entrar no monastério, fui aceito, depois mais 7 anos e meio lá. E aí comecei a viajar pelo mundo para ensinar, e eu já tô aqui, amigo da Isabela.
Deu tudo certo, deu tudo certo, Sati. Que a sua história é tão linda! Toda vez que eu ouço, eu fico assim muito grata por ela. Na verdade, quem nos conectou foi a Mariana Ferrão. Sou grata sempre, para sempre, por essa conexão linda. E é curioso porque aos 20 e poucos anos você fez uma pausa voluntária antes de viver uma pausa involuntária, que é o que eu pretendo falar a partir de agora. Agora com o isolamento, todos nós vivemos uma pausa involuntária, mas nem todos fizeram uma pausa voluntária para sair daquele piloto automático e tal. Então é lindo quando você diz Que você estava vindo, parou numa aflição, e ao invés de ficar aqui batendo, como muitas pessoas fazem, eu também fiz isso, você já buscou a sua elevação. Então essas palavras que você diz, como está escrito no Caibalion, quando o ouvido está pronto a mensagem chega, eu espero realmente que essas palavras semeiem elas floresçam no coração das pessoas, porque sim, nós podemos não ficar batendo, nós podemos mudar o nosso caminho.
Eu quero— você fala no livro, na parte da nossa conversa, a gente fala um pouquinho de desejo. Mas deixa eu pegar um outro ângulo que a gente nem mencionou ali. Quando a gente bate numa parede, a gente tá naquele medo de como que eu vou seguir adiante, a gente tem contas para pagar, Uma das chaves de como a gente vai realmente passar por ali é você tentar não reprimir certas coisas suas, e sim você re-arquitetar o seu desejo. Eu vou explicar. O que a gente quer fazer é encontrar algo que você ame mais para que você tenha coragem de abrir mão do que você gosta menos. Então não é que eu fui em busca dessa luz porque eu não amava um colchão macio, ou eu não gostava de ficar aqui tomando sorvete, ou eu não gostava da moça que eu namorava. Não é isso. É que eu abandonei aquilo que eu amava um pouco para ir em busca daquilo que eu amava muito. Então às vezes, se você tá precisando na sua vida de uma coragem de fazer uma mudança, E você não tá encontrando, tá batendo ali, como a Isabela falou. Não é que você precisa reprimir os seus medos, mas encontre um refinamento dos seus desejos. O que que você deseja mais? Eu tava conversando com uma pessoa esses dias e tentando ajudá-lo a enxergar que ele aspira muito ser um pai amoroso, presente, que tenha clareza e um sorriso no rosto. Mas aí, numa loucura da cabeça dele, ele acha que ele não pode porque tem que trabalhar 20 horas por dia. Então ele precisa entender. E aí eu fui olhando, ele precisava entender que na hierarquia de necessidades da filha, um pai que sorrisse era mais importante do que o dinheiro para ir para Disney. Então você precisa se apaixonar por alguma outra coisa. E no momento que ele se apaixonou por ser um pai que sorri, Ele conseguiu fazer uma manobra para mudar a vida. Então, se tá difícil você se manobrar, tente buscar os seus amores maiores. O que que você amaria ser, mas lá em cima? E isso vai te dar combustível.
É lindo, porque os desejos, eles acabam nos distraindo demais. Quando você diz, né, refinamento do desejo, Isso para mim me lembra a palavra filtro, curadoria, né? E aí vem muito da questão, e eu vejo isso em muitas falas suas, como é que eu posso escolher, como é que eu posso estar aqui de verdade se eu quero estar em vários lugares, se eu estou desejando muitas coisas? E aí você me disse aqui agora, né, a pessoa tem muito mas nada preenche. Isso provavelmente deve ter se potencializado nos últimos tempos, né, Sáti?
Isabela, eu acho que você conhece tão bem, provavelmente melhor do que eu, essa sensação de ter vários alarmes que vão tocando antes da crise ser irreversível. Então, um deles é o vazio. A gente tem um monte de sistemas que vão dizendo assim: olha, não tá legal, não tá legal. E um deles é esse vazio irreversível, que na verdade é uma saudade de si mesmo. Tô com falta de mim. Onde que eu me larguei? Onde que eu me esqueci? E não de uma maneira egoísta, de você se permitir assistir um filme, comer uma pizza. Não, não, não, não. De você conseguir se identificar em cada coisa que você cria. Em sânscrito tem 5 tipos de felicidade, 5 palavras para felicidade. Uma é o contentamento de ter um teto, simples assim, não tá chovendo em mim, tenho o que comer. O segundo é piti, é um pico de felicidade, meu time ganhou, minha prima me ligou, é um pico, ele dura muito pouco. O terceiro é manapa, Manapas são pequenas felicidades que vão te deixando agradecido, vão gerando gratidão em você. Então é você olhar e falar assim: "Que bom que isso está acontecendo comigo." Ou então, cada vez que você vai colocar a mesa na sua casa, você sente: "Que bom que eu tenho esse jogo de louça que eu escolhi com carinho, que meu primo me deu." Aí você encontra uma pessoa e você se permite sentir gratidão: "Que legal que ele é meu amigo." Manapas são pequenos pontos de felicidade que vão acendendo e apagando, mas como se fossem infinitos vagalumes. E se eles forem número grande, eles acendem a sua noite. Mas o quarto ponto que eu queria chegar é o seguinte: chama Shukla. É uma palavra que quer dizer eu estou expressando a minha essência. É um tipo de felicidade que a gente só sente Quando a gente, o nosso coração tá vazando para o mundo. É quando uma avó faz uma torta de chocolate e tem muito dela na torta de chocolate, muito do amor, muito do carinho pelos netos. É quando você cria esse livro e ele vem com todo o seu carinho e você sente que você conseguiu expressar o que você queria, embasar com veracidade, coordenar para muitas outras pessoas interessantes virem e transmutar, para que a dor e o sofrimento virem cura e elevação. Então você sente: nossa, algo dentro de mim impactou o mundo! E isso pode ser tão simples quanto você ter um jardim e as plantas lá todas são resultado da sua expressão. Então essa é uma das palavras para felicidade. E quando você sente que você está expresso no que está ao seu redor. Os seus filhos sorrirem porque você brincou com eles. O seu quarto tem os livros que você gosta. O seu corpo faz sentido porque você se alimenta bem e cuida dele. Quando você tem, você colocou a si mesmo em tudo que te cerca, você para de ter saudade de você, porque você se olha e você se reconhece em tudo. Problema é que dá um tremendo vazio, aquele oco, é quando você olha tudo em volta e fala assim: isso não tem nada a ver comigo, comigo, isso não tem nada a ver comigo, isso não tem nada a ver comigo, isso não tem nada a ver comigo. Cadê eu? Então você sentiu aquele oco, aquele vazio, e eu super senti. Isso é um dos alarmes que a gente sente, né? E nessa pandemia eu acho que muitas pessoas perceberam o vazio. Não é que ele foi criado, Então, gente, o problema não é a pandemia nesse sentido. O vazio já tava lá. Que bom que agora você identificou. Agora vamos curar.
Sati, nossa, te ouvindo agora, tô me segurando aqui para não chorar. Sabe o que que eu me lembrei? Quando eu fui te entrevistar, se eu não me engano, foi 2000 e final de 2017, 2018, já não me lembro. Eu já estava tentando esconder muitos sintomas, como você falou, muitos avisos. E eu me lembro justamente dessa frase quando você me disse, aí mesmo onde você está, né, que você quando fez aquela mudança você estava com saudade de si. E naquele momento eu me lembro que aquilo me chocou demais. E agora eu estou voltando àquele momento e pronto, ali sim minha ficha caiu, o quanto eu estava me negligenciando e o quanto eu estava ausente de mim. E é curioso que quando eu falo sobre a prevenção, né, do excesso de estresse que pode gerar o burnout, eu sempre digo: é quando você não se coloca na agenda da maneira em que você vai se cuidar, não se colocar na agenda para ficar fazendo o que tá todo mundo fazendo. E agora me caiu essa ficha. Por que que quando você me contou da sua história lá atrás, aquilo me emocionou tanto? Me lembro de ter chorado naquele momento. Nossa! Ou seja, eu sentia e nem tava sabendo que eu tava sentindo.
A nossa história é tão parecida, Isabela. E eu me sinto uma grande afinidade com você, como eu sinto uma grande afinidade com qualquer buscador que Escolheu um caminho que não era o dele, trilhou com toda dedicação porque é um guerreiro, é um lutador, é focado. Vamos, vamos, vamos, vamos, vamos. E aí foi salvo por uma catástrofe, foi salvo porque a alma disse assim: eu não vou patrocinar isso aí, você vai voltar para sua luz. E aí a gente quebra a cara e volta.
Fomos salvos por uma catástrofe. Olha que frase agora que eu já anotei aqui, Sati. Antes de passar para respiração e pensamentos, porque eu sinto assim todos os dias agora quando abro minhas lives, eu digo uma coisa que eu falava lá no interior: vamos chegar. Quando você vai visitar alguém no interior, né, você sempre fala: entra, né, vamos chegar. Então entra, vamos respirar. Para a gente chegar aqui com corpo e mente e alma, senão de tela em tela às vezes a gente tá até diante de alguma coisa, mas o nosso pensamento ficou em outra situação, né? Mas antes de passar para respiração e para o trabalho maravilhoso que você vem fazendo agora, Sath, quando você disse sobre o vagalume e sobre esses pequenos momentos de felicidade e como eu também sou responsável pelo meu redor, O jardineiro cuida de um jardim não para ele. Então se eu mantenho o jardim da minha casa organizado, bonito, eu também estou colaborando para que o outro que esteja vendo também tenha uma sensação boa. Eu me lembro de lugares que eu já viajei, por exemplo, eu estive em Amsterdã. Que sensação boa ver aquelas casas todas organizadas, flores bem cuidadas. Isso faz muito bem, não é?
Você toca num ponto tão bonito. Tudo que é realmente do bem da alma é impossível de não beneficiar os outros. O sol é um grande exemplo disso, né? O sol brilha todos os raios e recebam os raios quem quiserem, ele vai brilhar. E quando você planta essas flores todas, você planta porque você gosta de flores, porque são bonitas, E você nunca sabe quantos corações aquilo vai tocar. E não importa. De certa maneira, escolher essa evolução espiritual, esse cuidado consigo, é sair de uma consciência de escassez e entrar numa consciência de plenitude. Porque aquela consciência de escassez é assim: tem pouco, eu preciso guardar para mim. Eu vou plantar uma flor, mas ela vai ficar aqui trancada no meu quarto. Ou você plantar mais flores e outras pessoas também plantarem. Isso me leva a um ponto que me confundiu um pouco no início do caminho. Você se importa de eu contar aqui?
De jeito nenhum.
O tempo é seu. Fui para o monastério e aí um dia eu tava lá, acho que fazia 2 anos, e aí eu falei para o mestre: eu acho que minha mãe deve estar triste. Me incomoda que ela deve estar com saudade. E ele falou para mim: a melhor coisa que você pode fazer para sua mãe é se tornar uma versão mais iluminada de si mesmo. Falei: nossa, mas isso não é egoísmo? Tô aqui me cuidando, vou ficar ao máximo. E aí ficou dando tchauzinho da janela. Ele falou assim: isso só se vocês não tivessem muito conectados. Quando você vai se conectando e coligando com outras pessoas, o maior presente que você pode dar para o mundo é uma versão melhor de você. Porque se você se arrebentar para criar um projeto, você deu para o mundo aquele projeto, e talvez seja ótimo. Mas se você criar uma versão melhor de você, o seu impacto não vai ser só aquele um projeto, vai ser Projetos vários vão ser projetos, e também vai ser uma emanação que naturalmente irradia de você sem você perceber. As flores não sabem quantas pessoas as olharam. E se você tá vibrando uma vibração de mais paz, mais coerência, de repente numa fila você dá um sorriso e fala assim: bom dia. E aquilo muda o dia da pessoa. A sua vibração vai contribuindo para devagar as pessoas entenderem outras coisas. Então, quando você cuida de você para criar uma melhor versão de si mesmo, você está dando um presente para o mundo. E o presente é você nessa versão menos egoísta, mais disposta a compartilhar. Então eu perguntei para o meu mestre: mas não é egoísmo eu cuidar de mim? Ele falava: só se você achar que o mundo não te merece de presente. Você não daria um vaso quebrado para alguém, então por que que você quer se dar todo pifado para o mundo? Se cuide, se proteja, e aí se dê para o mundo.
Uau, mais uma, né? Realmente, o Satti, me dá só um minuto que eu vou acender aqui a luz.
Estou aqui com um monte de gente legal.
A gente começou a live, tava entrando um sol lindo aqui, e aí agora o sol se pôs, né? Tempo da natureza. Pronto, o Satti, nós temos quase, deixa eu ver, 15 minutos dentro do nosso combinado. E aí eu quero, bom, primeiro fazer um convite para quem ainda não acompanha o trabalho do Satti. No Instagram, Sathya Natha, como tá escrito aqui em cima, Sathya com Y-A-T-H-A. Para quem tá chegando agora, olha, 303 corações já passaram aqui pelas minhas contas, Sathya, mais de 2 mil pessoas, né? Porque a vantagem também da tecnologia é que depois cada um vai poder acessar, né, aqui no IGTV e lá no YouTube, a hora que puder realmente acompanhar toda a nossa conversa, e vai acompanhar a conversa toda. Então, para quem tá chegando agora, sejam bem-vindos. Vamos chegar, respirem. Que o intervalo entre a inspiração e a expiração, Sath, é o que a gente chama de tempo. Porque o dia que a gente inspirar e não expirar significa morte, não é? Então essa respiração é vida. E depende de como eu estou respirando.
Tem umas coisas super interessantes sobre respiração. Muitas. Isso que você tá falando de respiração ser vida, é considerado que a vida se inicia na primeira respiração do bebê. E na índia eles falam, e é metafórico, não é científico exato, mas é um grande ensinamento, eles falam que a gente nasce com um número contado de respirações. E se você fizer essas respirações mais devagar, mais mais longas e mais profundas, você vai viver mais. Olha, e isso naturalmente veio do fato de que eles devem ter observado que quem respira assim e quem fala assim e quem faz, então tá muito apressado, dura pouco. E que aquelas pessoas que aprofundam a respiração tem o mesmo número de respirações, mas vivem 3 vezes mais.
Com certeza. Deu para pegar? Pegaram? Depois então a gente assiste de novo, tá? Para consolidar realmente tudo que o Sath está dizendo. Sath, antes deixa eu só fazer aqui uma observação. Você tá dizendo coisas muito profundas, transformadoras e simples, mas o simples é o que mais incomoda a gente, não é? E aí Aqui no seu Insta tem um texto lindo, tá escrito ali: é preciso um tempo. E eu fiquei aqui parada no seguinte trecho: é preciso um tempo no qual o simples seja regra e norma, onde a verdade seja evidente e fiel. Olha que sintonia!
Eu lembro quando eu escrevi isso, e eu sinto com todas as fibras do meu coração essa necessidade. Porque cada vez que eu caminho pelo mundo e eu vejo as pessoas sofrendo, eu vejo as pessoas batendo cabeça, eu vejo as pessoas passando dores, passando doenças, passando fome, eu me lembro de que a complexidade complicada e desnecessária, ela oculta as soluções dos problemas. Como se a gente vivesse num mundo tomado pela névoa, e que conforme é uma busca muito dedicada você buscar a simplicidade, mas na hora que você encontra a simplicidade ela traz uma resposta tão profunda e tão estrutural que tudo muda. Então isso de você ter a simplicidade como norma como regra. É uma aspiração que eu tenho para toda a humanidade, porque os nossos vícios, os nossos medos, os nossos egoísmos, eles se escondem atrás de uma complexidade inventada. Quando vem uma criança bem pequenininha, Isabela, e fala assim: por que que a gente não pode combinar de se amar? Por que que as pessoas não podem ser boas e todo mundo se ajuda? E o que que a gente responde? É complicado. 'É complicado', quer dizer: 'Olha, a gente já deu tantos nós nisso, mas a criança tem razão'.
Sim.
Então, que a gente tenha coragem de ir em busca dessa simplicidade, porque ela é imensamente recompensadora e ela te dá uma versão verdadeira de você. Você teve que tirar tantas camadas de complexidades inventadas, de prioridades mentirosas que você tinha se imposto, ou que você tinha comprado da sociedade. Alguém um dia disse para você: 'Olha, Isabela, você 'Vai ter X.' E aí você vestiu aquela camisa. E aí a gente se despe em busca dessa simplicidade, e ela demora para chegar, mas ela move o mundo. Ela é muito poderosa. Que bom que você gostou desse texto. Ele nasce de um lugar muito profundo do meu coração.
Nossa, é maravilhoso! Eu não vou conseguir aqui ler todo, mas ele é inteiro assim, do começo ao fim, maravilhoso, né? E aí É preciso um tempo de amar, e para esse tempo de amar, é amar aqui primeiro, né? Vamos amar o nosso corpinho, vamos amar o nosso cérebro primeiro. E eu entendo, Sati, que a respiração é um ato de amor. Respirar, hoje eu aprendi isso. Claro que não é todo tempo que eu consigo manter essa vigilância, mas eu já consegui reconhecer que a hora que meu coraçãozinho começa a acelerar e eu estou falando mais rápido. Então, nesses 6 minutos, Sathya, o que você gostaria então de compartilhar conosco, para quem tá aqui ou que também vai acompanhar depois lá no YouTube? O que você gostaria de nos dizer sobre a respiração? Como ela pode então desacelerar os nossos pensamentos?
Eu vou começar por algo que a Isabela acabou de falar, gente. Ela falou que respirar é um ato de amor. E eu quero contar para vocês que o primeiro passo para a gente ter uma relação diferente com a respiração e com o ar é que o ar vem como um presente para cada um de nós. Ele passou pelas árvores, ele era gás carbônico, ele foi imbuído de oxigênio, e ele vem permitir que você tenha vida para dar cada beijo que você vai dar, para meditar cada meditação que você vai meditar, para olhar cada pôr do sol, para ler cada texto. Você vai precisar desse ar. Olha quantos presentes ele te traz. Esse ar vem, toca cada uma das suas células, vai tocando cada parte do seu corpo. Ele te acompanha sempre. Ele é gratuito, ele vem para todos. Olha a grandeza disso que é o ar. E se você sentir esse ar com o amor que a gente pode ter por ele, nossa, é o ar, é uma coisa extraordinária, tocada pelas árvores que fizeram fotossíntese através da luz do sol. O que que a gente respira? Quer dizer, o que que tá movimentando aqui o meu corpo? Eu comi alimentos. Mas essa energia dos alimentos veio de fotossíntese, que nada mais é do que os raios do sol encostando nas folhas das árvores. Elas guardam a luz do sol como energia e nos dão oxigênio. Então, um relacionamento de maior admiração pelo ar vai gerar o amor pela respiração. E aí entra uma grande descoberta que mudou minha vida. Controlar a mente é difícil, mas controlar a respiração faz você controlar a mente.
Sensacional!
Então é isso, a velocidade da sua respiração determinará a velocidade dos seus pensamentos. É como se uma pessoa que tá aprendendo a dirigir me dissesse: mas é muito difícil fazer o carro andar. E eu falo: tenta usar o acelerador e o freio. Em vez de empurrar o carro de trás. São pequenos controles que fazem toda a diferença. Se a mente não para de pensar, você controla a respiração, porque se a respiração tá rápida, a mente tá rápida. E há dois caminhos, os dois são rápidos. Você acalma a mente, a respiração também vai se acalmar. Mas a beleza disso é que o contrário funciona. Os dois estão rápidos, você acalma a respiração e os pensamentos também você acalma. Então se é muito difícil você enfiar a mão na mente e mudar os pensamentos, você pode fazer isso controlando a sua respiração. E para isso deixa eu dar umas sugestões aqui.
Sim.
Primeiro, observe qualquer pessoa ansiosa ou você mesmo no momento de ansiedade. A respiração vai se dar apenas aqui no topo do peito. Topo do peito parece que pula e a pessoa vai falar assim: "Não, porque aí a gente chegou e o prazo não vai dar tempo, porque eu falei para pessoa e ela também me disse e aí eu ouvi e olha isso aqui é terrível e a gente..." A respiração é curta. Lembra aquilo que a gente falou de que a gente nasce com um número de respirações na vida? Essa vida vai acabar rápido. Entretanto, se eu fizer uma respiração Tentem fazer isso. Coloque a mão no peito, abaixa o peito, põe a mão sobre o peito. E aí você inspira, deixando que a barriga se encha de ar, aí o peito, e só por último o peito dá uma pequena levantadinha. E aí você solta, solta, solta o ar, puxando até o umbigo. Solta, solta. E vai sentindo. Tente não entender, tente não pensar, mas vai sentindo. Sente o ar que entra trazendo oxigênio, trazendo a beleza das árvores. Enche a barriga primeiro, o abdômen, depois o peito, e só por último o peito se mexe. E aí solta, solta, solta. Mais algumas vezes no seu ritmo. Inspire, primeiro o abdômen, ou seja, o diafragma, depois o peito, e aí solta. Mais uma última vez. Inspire, encha bem o peito, vai parando devagar, sem forçar, e aí solta. E aí começa a observar que a sua capacidade de concentração aumentou. Por quê? Porque você recebeu a sua inteligência de volta. Assim como um computador fica lento com muitos programas abertos, quando você exerce essa respiração, ele fecha os programas de trás e te devolve todo o poder de processamento para o programa da frente. Outra coisa que a gente aprende a fazer, Isabela, é fazer uma respiração que você enche o peito sem forçar. Você vai parando devagar. Atenção, não é para fazer assim, não, não, não, sem tranco. Você enche o tórax, suavemente você para e dá 1, 2, 3 segundos, e aí só Mais uma vez, você vai encher, leve pausa, 1, 2, 3. E nesses 3 segundos você vai estar ocupado, ocupada, existindo. Apenas sinta que você existe. Vamos lá, respirando, enchendo o tórax para lá em cima. Exista. Exista, exista, e aí solta. Mais uma vez, inspira, para lá em cima, exista, exista, exista, solta. Porque a consciência do existir, ela vai dar qualidade ao fazer. Quando você faz e não coloca ali a sua essência, o que você faz sai oco. E aí você fica oco, você sente saudade de você, porque as coisas ao seu redor não te representam. Mas o existir, ele faz vir à tona essa energia que vai dar a qualidade do fazer. E aí o fazer será diferenciado, o fazer será abençoado. O fazer será imbuído, encantado por uma energia que vem de você. Então, antes de fazer, existir, existir, existir.
Que assim seja, Sati.
Que assim seja para todo mundo, todo mundo, gente. Não tem nada demais isso. Olha, se você tem pulmões, funciona.
Se você tem pulmões, está respirando, você pode respirar um pouquinho mais devagar para pensar melhor, decidir melhor, reagir melhor, né, Sati? Que é uma drenagem de energia tremenda se você não tiver ali consciência do que tá acontecendo. Meu querido amigo, o mestre é como a vela, consome se iluminando. Você iluminou aqui o nosso finzinho de dia e receba então um abraço bem demorado. Muito obrigada, Isabela.
Eu sinto seu carinho e eu sou seu amigo de verdade. É uma alegria, uma honra. Parabéns pelo trabalho que você fez, gente. O livro é bom de verdade, tô encantado.
Obrigada, até breve, tá?
Vamos juntos, beijo para todos. Boas respirações, gente. Boas meditações.
Obrigada, Sádio. Até mais. Deixa eu habilitar aqui os comentários para o Sádio poder—
Se você depois conseguir salvar, me mande o vídeo, eu posto também.
Com certeza.
Até mais.
Obrigada. Uma vida de beijos e gratidão, Sádio. Tchau, tchau, gente. Boa noite.
More from GHION.AI

O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








