Webifly - "Autocuidado como caminho para o bem-estar da mente até o novo normal chegar"

This content was created by GHION.AI . This content was uploaded by GHION.AI . This is a YouTube video titled "Webifly - 'Autocuidado como caminho para o bem-estar da mente até o novo normal chegar'" created on May 9, 2020. It features a discussion in Portuguese led by Eloy and Isabela Camargo, with participation from Victor and Vlad, during the last day of Flytour Development Week. The conversation covers topics such as mental health, the impact of the COVID-19 pandemic on the travel industry, and strategies for adapting to the 'new normal'.
Chapters
Bom dia a todos, pessoal. Espero que vocês estejam bem. Hoje estamos no nosso último dia da Semana do Desenvolvimento Flytour. Para nós, até aqui, foi algo muito prazeroso porque acho que aprendemos muito, escutamos, debatemos. Foram cinco dias de aprendizado. Hoje temos ainda O doutor Sérgio Aveleda, à tarde, falando um pouco também sobre vida. Ele que fez várias viagens e foi nosso colaborador há muito tempo. Conhece bastante a nossa empresa, então temos certeza que vamos, de uma maneira ou outra, escutar muito isso hoje, o dia todo, mas será um dia prazeroso para nós. Queria dizer também do meu agradecimento a todos que nos ajudaram e quero apresentar Isabela Camargo para vocês. Sem dúvida alguma, uma jornalista com mais de 20 anos de experiência, tem como vida, e ela viveu mesmo, isso é importante porque o jornalismo ele tem muito como contar e contar dos outros, né? E é difícil você encontrar alguém que fale de si mesmo. Então, isso é muito importante. Acho que essa vivência, essa especialidade que ela obteve em termos de saúde mental é fundamental. Ou seja, é uma especialista naquilo que fala mesmo. Ela está há muitos anos entre nós. Acho que todos já a conhecem há muito tempo. desde o FBT, Band e Globo, muito tempo. Hoje ela nos traz um pouco de cuidado e é o caminho que nós achamos que nós temos que ter para nos preparar para o que vamos ter que viver daqui para frente, que nós chamamos do novo normal. Eu acho que através desse autocuidado para nos prevenir de doenças que possamos ter ou que já temos e não sabemos tratar, que isso é fundamental. Vamos escutar hoje ela, vê-la também e com certeza vamos sair daqui fortes. Muito obrigado a todos. Eu vou ficar aqui participando com vocês e ela nos pediu para que a gente possa debater um pouco com ela. Então, está muito aberto este canal. Isabela, por favor. Obrigado. Muito obrigado mesmo.
Bom dia, Eloy. Bom dia a todos que estão nos acompanhando. Obrigada pelo tempo, pela confiança. E eu estou muito feliz em poder compartilhar não só o que eu vivi, mas o que eu estou aprendendo dia a dia com muitas entrevistas desde o dia 17 de março. Eu acredito que, assim como vocês, eu pensei que nós ficaríamos 15 dias nesta situação. Por mais que existisse uma suposição que poderia demorar mais, mas depois de mais de um mês vivendo o que estamos vivendo, agora está caindo a ficha, que nós teremos que passar por uma reciclagem de ideias, de crenças. E eu digo, Eloy, que desde que tudo isso começou, nós começamos a reclamar daquilo que sempre pedimos, mais tempo, mais tempo com a família, mais tempo para a gente, mas está aí um exemplo de que eu posso ter mais tempo, mas se eu não souber usar esse tempo, ele se vira contra mim. Eu acredito que todos que estão aqui já viveram uma segunda-feira em que saíram de casa querendo ficar mais tempo em casa, querendo mais tempo com a família. E agora nós estamos tendo essa oportunidade, mas como ninguém estava preparado para ela, demora um pouco realmente para as melancias se ajustarem na caçamba. Eu estou, gente, no norte do Paraná, Cambira, e toda vez que eu vou para o Paraná, tem lá um caminhão parado na entrada da cidade, cheia de melancia, e eu fico imaginando, né? O carregador dessas melancias, ele colocou tudo lá, mas elas vão se ajustando com o trajeto. Acredito que somos melancias nesse trajeto, e a gente vai se ajustando conforme o tempo vai passando, né? Então, eu não sei, Elói, se você quer que eu comece falando das minhas percepções sobre o setor ou do que eu gostaria de compartilhar como indivíduo. O que você escolhe? Não estou te ouvindo.
O seu áudio está fechado, Sr. Elói.
Pronto.
Acho que primeiro sobre o setor. Nós sabemos que você nos conhece muito, isso é importante com essa indústria. adora viajar, sabemos que você também adora viajar, a gente pesquisou bastante isso. E claro que a gente gostaria que você falasse um pouco sobre o setor, mas depois eu acho que sobre os nossos cuidados, quais são realmente os cuidados que nós devemos ter para nos preparar para enfrentar tudo que vem aí pela frente.
Isso. Bom, Eloy, vocês como agentes de turismo indicam vários roteiros, E provavelmente alguém que está aqui nos acompanhando já viveu uma experiência de algum cliente que amou o que vocês sugeriram e algum cliente que não gostou de alguma coisa que foi sugerida. Onde eu quero chegar? O caminho, ele pode ser o mesmo para todos, mas cada um vai ter a sua percepção, a sua interpretação, como um roteiro de viagem. por mais que algumas pessoas indiquem um caminho, cada um de nós vai percorrer da sua maneira. Por que eu estou falando isso? Porque tudo que eu disser aqui pode ser que sirva para alguém ou não sirva para outra pessoa. Mas, de alguma maneira, eu tentarei ser o mais breve, objetivo e assertivo possível. Para o setor de vocês, eu vejo muito boas notícias, porque eu estou vivendo uma experiência que eu tô doida para viajar. Quando eu puder viajar, quando a gente puder voltar a circular, eu tô doida para viajar. Inclusive, minha mãe já está recebendo de uma agência de viagem aqui de Apcarana várias promoções para o final do ano. Se isso vai acontecer ou não, eu já sei que eles estão plantando uma sementinha na cabeça dela e, consequentemente, para a minha. Então, Quando eu estava na previsão do tempo, eu sempre falava, especialmente o pessoal do Sudeste, que no inverno não chove muito. Então, que aquela era a hora de consertar o telhado para o verão que chove bastante. Então, eu acredito que nesse momento é o período ideal para que vocês plantem sementinhas na cabeça dos clientes de vocês. Ou para aqueles que ainda não são clientes, sabe, Vlad? Para que este sonho comece a ser alimentado para que depois vocês consigam efetivar uma venda. Ah, mas Isabela, eu não sei se eles vão. A gente precisa tentar. Então, eu estou falando de uma experiência própria, tá? Eu estou doida para viajar, espero ter dinheiro para conseguir viajar, mas já estou acompanhando e já estou sonhando, sabe? Assim como eu quero... Tô doida para ir para Paris, também tô doida para ir para a praia, ir para o Nordeste, veja, né? Então, como já disseram, não custa sonhar. Então, acho que esse é o momento que vocês podem plantar as sementinhas. Outra boa notícia que eu vejo é que os preços podem reduzir, mas isso também pode mostrar um aumento de interesse daquelas pessoas que não pensavam no assunto. Enfim, tem um infinito de possibilidades pela frente. Eu falo isso, Eloy, e amigos do turismo, que é como os números do Covid que nós estamos vendo. Ou eu olho só para os números ruins ou eu olho também para os números de recuperados. Semana passada eu entrevistei o governador do Paraná e no site de notícias do estado tem lá o número de contaminados, infelizmente o número de óbitos, mas eles fazem questão de colocar o número de recuperados. Isso para mim é o mais importante. Eu sempre gosto de ver quando tem o número do dia, infelizmente, de óbitos, qual foi o número de recuperados? Porque se a gente não equilibrar as notícias, a gente vai ficar só com o ruim. Então, trago isso agora para o setor. Ou eu olho só para os possíveis desastres e problemas, ou eu olho para as possibilidades. A outra boa notícia que eu quero dar para vocês é que, na semana passada, eu entrevistei 25 pessoas para falar sobre o futuro do mercado de trabalho. Eu entrevistei três futuristas e 22 líderes. o presidente do Google, a Luiz Helena Trajano, o Carlos Wieser, João Apolinário, para citar alguns. Está tudo lá no meu canal no YouTube Isabela Camargo Real. E o que todos eles, todos, todos, disseram? Especialmente os futuristas que são pesquisadores. Até 2030, 50% dos postos de trabalho não existirão mais. Mas também existe um grande número de postos de trabalho que serão criados ou que o número ficará maior. Quais são os trabalhos que não existirão ou reduzirão drasticamente? Aqueles que exigem força física, repetição, cálculos e memória. Eu vejo que neste cenário, em que todos disseram a mesma coisa, os agentes de turismo já saem ganhando. Porque eu tenho certeza que vocês conquistam um cliente ou uma empresa, para vocês que lidam com o corporativo, vocês ganham pelo que vocês vendem de emoção. Além do preço contado, das características do lugar, quanto mais humano vocês forem, mais clientes vocês conquistam. E esta é a característica dos empregos que surgirão ou aumentarão. os empregos mais humanos é que vão ganhar espaço. Olha que curioso isso. Então, quanto mais máquinas eu tiver, mais humanos eu vou precisar. E eles disseram sobre os valores femininos como ponto de equilíbrio para as lideranças, porque os valores masculinos, os objetivos, os racionais, os cálculos vieram até aqui. Eles trazem um repertório. Mas o mundo, os especialistas e pesquisadores já veem nos valores femininos o equilíbrio e o sucesso no mercado de trabalho. Gente, na prática não é que todos teremos que usar batom, tá? Para dar uma chacoalhada aqui agora. Na prática significa que os trabalhos que exigem um cuidado emocional, um cuidado psicológico, como vocês quiserem, vão ganhar espaço. E teve uma coisa, Eloy e amigos, que eu compartilhei num evento da Abracorp, até que o Vlad estava, e eu vejo por mim. Se nós estamos vivendo num mundo digital em que muitos clientes têm suas páginas pessoais abertas, o que eu posso usar disso ao meu favor? Isso não é legal, isso não é feio, tá? Porque se vocês derem um Google no nome de um cliente ou entrarem em alguma rede social com o nome do cliente, vocês poderão ver o que esse cliente gosta, o que esse cliente tem a preço. Por exemplo, se vocês entrarem na minha página, vocês verão que eu gosto de natureza. Então, o agente de turismo que quiser me vender uma coisa vai ter sucesso se vender alguma coisa relacionada ao tema que eu mais gosto. Se eu entrar na página de um outro cliente que gosta de cachorro, eu não vou oferecer para ele um hotel que não aceita pets. Por exemplo, tá gente, eu tô dando aqui um exemplo muito simples, mas que eu entendo que pode ser um caminho muito positivo para os agentes de turismo. Porque se eu vejo que os clientes estão comprando mais pela internet, ou estão fazendo suas buscas, ou fechando as suas compras pela internet, o que eu posso fazer? Ou reclamar, ou inovar. E inovar, como o João Polinari da Polishop disse, não é só criar do zero alguma coisa, é melhorar algum processo que existe. Então, como é que eu vou ganhar este cliente? Se eu tocar no coração dele, não só no bolso. Eu preciso oferecer algo que ele vai ficar muito feliz Porque você, como agente de turismo, pensou nele. E não está oferecendo o mesmo roteiro para cada um. Pode dar um pouco mais de trabalho? Sim. Mas esses cinco minutos que você vai investir estudando esse cliente, pode garantir a venda. Então, eu vejo que esse investimento de tempo, se vocês derem um Google no nome da pessoa ou procurarem uma rede social, pode trazer uma compra. Faz sentido, Eloy, o que eu estou falando? O som. O som. O som.
Faz muito sentido e no início da sua conversa você falou muito o foco de nós trabalharmos fortemente na necessidade do cliente, ou seja, eu preciso entender onde está meu cliente e como vou chegar até ele. Nós usamos hoje Como eu falei no início, 65% a 67% das nossas vendas, dos nossos clientes, eles são corporativos. Ou seja, a gente administra o volume de viagem, as necessidades de viagem, inclusive se o hotel é bom, se o quarto é não fumante, se ele tem restaurante, se ele está perto do aeroporto, perto da empresa dele. Como a maioria são corporativos, nós administramos o contrato que essa empresa tem conosco para as necessidades de viagem dos seus colaboradores. Então, mas mesmo assim, a maioria da pergunta deles, do cliente, é realmente sobre o hotel. Se é, principalmente, se é a primeira vez que está indo trabalhar naquela cidade ou se ele é frequente, por exemplo, nós chamamos um cliente que tem pares de cidade frequência. Ele vai ao Rio toda semana. Ele conhece mais o Rio do que eu.
Com certeza.
Quando a gente viaja, ele conhece mais o Rio do que eu. Eu sempre falo, não há o que discutir com um cliente que tem uma longa história conosco no mesmo par de cidades. Então, tem que ter muito cuidado com isso. Mas o que você está nos dizendo é o seguinte, mesmo que o cliente nos compre, mesmo que o cliente nos compre por necessidade contratual, nós temos que encontrar nele, entender as necessidades dele e passar coisas para ele que dê a ele uma segurança de que comprando conosco ele está comprando bem, porque a empresa está dizendo que é para comprar ali, porém é a nossa responsabilidade de não entregar algo que ele não quer.
Elói, é como aquele match. Sabe quando você procura algum serviço e uma gentileza, um detalhe é o que vai fazer o cliente comprar ou não. E vejo muito, Elói, o seguinte, todos nós viajamos, agentes de turismo também viajam. Se eu fizer com o cliente o que eu quero que façam comigo, incrível! Vou dar uma experiência que eu vivi, eu não vou nem falar o nome do hotel, porque eu não sei se faz parte ou não dos hotéis que vocês oferecem, mas eu vivi uma experiência incrível num hotel de João Pessoa, e que depois o Ricardo Amorim fez uma publicação desse mesmo hotel, ou seja, não foi só comigo, então aconteceu com mais pessoas, e que faz toda a diferença. Eu cheguei no meu quarto e tinha uma foto minha e da minha família impressa em cima do criado. Isso é pequeno, isso vai ter custo, se tiver muito pouco e vejo nos espaços, por exemplo, dos atendentes que tem momentos de de overbooking, tem momentos em que todo mundo chega de uma vez lá no balcão, mas existem momentos em que as pessoas ficam mais ociosas. Gente, se eu der um Google no nome dessa pessoa, se eu vir lá uma foto e imprimir, o que isso me custa? Muito pouco.
Não custa nada, absolutamente nada.
Mas para o cliente que vai entrar no quarto, o que ele vai sentir?
Uma emoção muito grande.
Pronto.
Ele vai entender que a pessoa realmente se entregou. Algo para ele e isto é realmente surpreender, encantar um cliente.
Isso, eu me lembro de uma outra experiência há muito tempo, acabei de lembrar, quando eu fui para Las Vegas, numa época em que eu podia ir para Las Vegas, tá? Então, eu me lembro quando eu cheguei no hotel, a televisão ligou, automaticamente apareceu, bem-vindo Isabela. Olha que bobagem! Mas, para mim, fez muito sentido. Então, eu estou trazendo aqui uma experiência de consumidora, por observar aqui o movimento da minha família e entender que, gente, depois de todo esse isolamento, que as pessoas, no final, vão querer viajar. Se o preço dessas viagens forem acessíveis, vai facilitar isso acontecer. Entendo também que uma redução de custo será necessária para todos. Então, as empresas que tinham uma margem de lucro vão ter que reduzir essa margem. Eu vejo assim. Se isso vai acontecer, eu não sei. Mas eu sei que é um caminho para que todas essas viagens aconteçam. Eu ia casar no dia 1º de maio. Estava tudo certo. 60 pessoas, compraram pacote e tal. Eu não pude casar. Eu não pude realizar a festa. Aí o hotel não teve uma conduta que me pareceu adequada, porque diante de um problema mundial, ou eu estudo cada caso, ou eu perco, não só eu como cliente, como 60 pessoas. Entende onde eu quero chegar? Então, cada caso é um caso. Todos vão viver esta experiência de alguma maneira. Todo mundo teve que cancelar uma festa de casamento? Acho que não. Mas os que tiveram que cancelar, estão aflitíssimos, como eu e o meu marido estamos, para resolver. Porque não é só um problema meu, é um problema que envolve 60 pessoas. Então, você imagina a quantidade de propaganda que esse hotel faz e agora 60 pessoas podem repensar, se numa primeira oportunidade vão viver. Então, também estou dizendo isso porque acredito que muitos dos que estão acompanhando venderam pacotes que não puderam realizar, Como isso vai ser resolvido, eu não sei, mas uma conversa precisa existir para que depois isso não vire contra mim. Entende? Então, sobre o setor, eu queria dizer isso. Agora é hora de consertar o telhado, agora é hora de plantar a sementinha na cabeça dos clientes ou dos futuros clientes, como está acontecendo aqui no Norte do Paraná. Chama Valentim Turismo. Estão fazendo um trabalho espetacular, já falando, olha, tem esse pacote, sabe, quando puder está valendo e pronto. Isso é o que eu vejo e entendo que o que os futuristas disseram sobre essa sensibilidade, mais o que as redes sociais nos permitem, tá aí na mão de vocês uma grande oportunidade para oferecer para um cliente aquilo que vai tocar no coração e aí depois do coração vai no bolso, sabe? Tudo aquilo que a gente gosta, a gente investe até um pouco mais.
Eu acho que nós brasileiros temos uma oportunidade e eu tenho certeza que você vai falar nisso agora, como profissionais, eu acho que se voltarmos, todos nós vamos voltar mudados, com certeza. Olhando um pouco, não só para... eu digo que o povo brasileiro é bastante humilde, mas para uma humildade com sensibilidade no cliente, ou seja, vou cuidar mais do meu cliente Eu tive uma prova de vida, eu acho que todos nós passamos uma prova de vida muito grande agora. Não foi só na nossa qualidade de vida, não, que está nos abatendo. Eu acho que é o sentido da vida. Por que da vida? Se nós pensávamos para isso, nós vamos tratar melhor as pessoas. E não vamos sair por aí exigindo ser bem tratado, mas ao menos fazer mais a nossa parte. Eu acho que nós, brasileiros, temos que fazer mais a nossa parte. Não só para a família, para o cliente e para nós mesmos. Ou seja, nos valorizarmos mais, porque se realmente passarmos disso, e nós tivemos muita sorte até agora, na FlyTour nós tivemos muito poucos colaboradores que passaram pela pandemia ou que tiveram que ir a um hospital. Isso é muito bom para nós, mas todos aqueles que foram, e imagina aquele que foi entubado, como ele sai de lá pensando da vida? E nós brasileiros somos assim, eu vou sair daqui, eu não vou mais fazer isso, agora eu vou mudar. Dez dias depois ele está fazendo a mesma coisa, porque o tempo que ele ficou lá foi muito pequeno, agora não. Nós estamos há 60 dias fechados. Então, deu tempo suficiente para não fazer mais e não pensar mais no que estávamos fazendo e pensando. Então, eu acho que esse novo normal é que vai trazer uma melhora. Onde é que eu penso que pode nos afetar? Claro, só para acabar da indústria, é como ela vai voltar. Se ela vai voltar em uma guerra tarifária, ou se ela vai voltar aonde os governos possam ajudar a indústria e essa indústria não tenha necessidade de entrar numa guerra tarifária futura. Então, se o governo ajudar as empresas, os empresários não farão uma guerra. Se o governo não ajudar as empresas, vai haver uma guerra tarifária, então os hotéis cairão de qualidade, as companhias aéreas também, vai ser uma loucura. E quando a gente fala de preço, para nós que prestamos serviço, quando a gente fala de preço é muito ruim, porque a nossa receita cai muito. Apesar de parte da receita da Flight Tour vir de FIS, de Management Fee, ou seja, a gente administra aquela viagem, mas eu espero que realmente os preços não voltem muito caros, porque também se eles um financiamento muito grande, eles não vão precisar de dinheiro e assim eles não terão uma boa tarifa, não saberão concorrer claramente, mas se vier muito baixo então a gente tem um medo, que é que as companhias quebrem, as companhias aéreas, os hoteleiros, os renta caro. Então nós também temos que olhar isso, nós que estamos tanto tempo numa empresa, ah eu vou, Eu acho que agora eu tenho uma oportunidade de ir para outra atividade, mas todas as atividades foram abatidas, todas elas.
Eloy, eu vejo aqui uma oportunidade do setor, das empresas, porque todos vocês se conhecem, né? Todos vocês se conhecem, ou se juntam ou se separam. Então, guerra tarifária, se eu usar esse termo que você usou, na minha opinião sempre existiu. Agora pode ser que vai ficar mais evidente. A questão das tarifas das companhias aéreas também. Agora é um grande momento em pensar, será que a tarifa de uma viagem aérea precisa acontecer como acontece? Podemos inovar. Como vai ser, precisamos pensar. Será que agora é a hora dos agentes de turismo, das empresas de turismo, se afastarem ou vamos nos juntar. Como é que a gente vai junto sair dessa crise? Entende? Porque se uma empresa estiver muito agressiva em relação à outra e ela sofrer danos materiais, isso vai impactar todo o mercado dos outros. Então, eu vejo um caminho, como inclusive já disseram, do futuro mais colaborativo e menos competitivo. É como eu vejo.
Maravilha. Vamos aos nossos cuidados.
Victor, antes dos cuidados, tem alguma pergunta, alguma reclamação? Pode falar com a gente.
Alguns comentários aqui, na verdade. Tem várias opiniões. Tem algumas perguntas, o João Girão está perguntando sobre o modelo de plataforma virtual que tem hoje no mercado, a Bianca está perguntando sobre a inteligência artificial mais a inteligência emocional, é uma dupla ideal nas vendas? Quer dizer, o futuro está no digital e como combinar o digital com esse lado humano, esse lado do momento WOW que o cliente tem que ter?
Eu vejo nessa questão do... Vamos dar uma olhadinha no que esse cliente gosta? Simples. Um minuto. Um minuto se você entrar. numa rede social que estiver aberta, eu não vejo isso como ilegal, até porque se a página está aberta, é como aqui numa paquera. Se quem está nos assistindo começou a trocar alguma mensagem digital, você entrou lá e viu que a pessoa gosta ou não gosta. Inclusive, aquilo serviu até para o relacionamento avançar ou não. Então, eu vejo, neste equilíbrio entre tecnologia e humano, Bruna, né? Que perguntou.
Temos o... Deixa eu só confirmar aqui. Foi o João Girão e acho que... Bianca.
Era Bianca. Pronto. Eu vejo, então, Bianca e João. Neste equilíbrio, assim como eu falei, menos competitividade, mais colaboração. Então, se a tecnologia me ajuda, como as plataformas de vocês entenderem qual é a companhia aérea que está fazendo um valor assim, valor assado, isso a máquina faz. Lembro que os futuristas disseram. Cálculos, memória, repetição, a máquina faz. Agora, eu posso, então, juntar ao preço uma característica que vai chegar direto no coração, que é que são, na verdade, as habilidades chamadas soft skills, que todos os líderes têm dito. Se antes uma pessoa me ganhava no currículo com as habilidades técnicas, hoje ela também me ganha pela capacidade em resolver os problemas, qual é o comportamento dela em equipe, e foi dito pelo, acho que o Fábio Coelho, presidente do Google, Se uma pessoa é contratada pela habilidade técnica, ela é dispensada pelos comportamentos. Isso sempre, não é? Uma pessoa só é dispensada quando o seu comportamento não é adequado. Então, volta para a questão emocional. Se eu não tiver os soft skills, essas habilidades emocionais, não vai adiantar uma faculdade em Harvard.
Sim. Temos um comentário aqui da Verônica. Eu acho, inclusive, que esse pode ser nosso diferencial. diferente das plataformas online que são frias, nós podemos ter a venda online, mas ter o cuidado com o cliente.
E, ao mesmo tempo, eu tenho uma.
Pergunta que ficou da Vanna, de Belo Horizonte, que ela coloca assim, no caso dos clientes corporativos que buscam passageiro no Google ou nas redes sociais, não pode parecer uma invasão de privacidade, mesmo que seja, na maioria das vezes, um conteúdo público?
Aí vai depender da interpretação de cada um. Quando vocês vão fechar um negócio com uma empresa, é como eu. Se eu vou fechar um evento com uma empresa, eu vou fazer minha lição de casa. Eu vou dar um Google nessa empresa para entender qual é o perfil dela e o que elas precisam. Isso já acontece. A diferença é que eu posso fazer isso de uma maneira displicente ou de uma maneira realmente focada em entender o que essa pessoa precisa. Gente, o que eu tô dizendo aqui é uma coisa que é dita, tô chovendo no molhado, não é? Todo mundo que faz a lição de casa sai melhor na prova. Então, se eu já faço isso com uma empresa que eu quero fechar um negócio, então eu posso fazer isso também com uma pessoa que quer fechar um negócio. Eu vejo assim, Esta é a minha opinião. Por que nós já fazemos isso, Vlad? Todo mundo que... Eu, quando vou fechar um evento, eu vou saber qual é o perfil dessa empresa. Eu preciso conversar com essa empresa. Agora, se muitas vezes o cliente pede algo para vocês e vocês não vão ter tempo, às vezes, de trocar uma ideia mais profunda, aí eu entendo que a tecnologia está aí para nos dar mais informações que a gente precisa.
Nós temos aqui também uma pergunta, na verdade, aproveitando que você faz muitas entrevistas com diversos empreendedores, a pergunta seria qual a visão desses empreendedores com relação às viagens? Existe um medo muito grande hoje do que nós estamos fazendo aqui substituir as reuniões presenciais, quer dizer, eu não preciso mais fazer uma convenção, um meeting, num hotel, eu posso fazer virtual. Qual que é a sua visão? O que você escuta desse mercado sobre essa nova ferramenta que a gente está sendo obrigado a usar, dada essa situação de encarceramento que a gente está?
Eu entendo, Vlad e Eló, inclusive, que comentou sobre isso. Vou dar um exemplo. Quando o e-mail apareceu, no início dos anos 2000, eu achei uma bobagem. Falei, gente, mas por que eu vou criar um e-mail se as pessoas têm meu telefone? E depois o e-mail foi incorporado, certo? Se no início daqui da nossa, desses últimos anos, eu olhei para o WhatsApp como uma bobagem, hoje todos nós vendemos muita coisa pelo WhatsApp. Se essa tecnologia que hoje nós estamos usando vai ser positiva ou negativa, vai depender da interpretação de cada um. O coronavírus antecipou o futuro. Porque tudo aquilo que as empresas pensavam em fazer a médio e longo prazo, tiveram que fazer. O home office que parecia um sonho, hoje se torna um pesadelo, porque a gente não teve tempo de se acostumar. Mas o cérebro se acostuma com o tempo. Então, por mais que no primeiro seja um choque, depois, com o tempo, eu vou me adaptar. Os eventos que foram cancelados, os eventos que eu tinha foram cancelados, todos, todos. No primeiro momento eu vivi um pânico e depois eu falei, bom, com pânico só vai piorar a situação, então eu preciso arrumar outras formas. Por isso que eu comecei a fazer entrevistas desde o dia 17 de março. Falei, bom, então se eu não posso gerar retorno financeiro, então que eu gere um conteúdo intelectual que vai ser importante para todo mundo, certo? Quando nós pudermos circular, eu entendo que algumas pessoas ainda podem continuar no home office, Algumas reuniões ainda vão continuar de digital, mas como o Eloy falou, no primeiro momento eu posso ficar cheio de dedos, cheio de cuidados, mas depois eu vou voltar a um outro modelo. Sabe, então Vlad, isso vai ser muito pessoal. Algumas empresas vão continuar só no digital, mas eu duvido, duvido que outras empresas não voltarão aos seus eventos presenciais. Pode ser que eles durem menos tempo, não sei, é aí que tá. Nós temos muito mais perguntas do que respostas, mas eu sei que quem pergunta encontra respostas muito boas e avança. Ou a gente vai olhar para este novo normal com tristeza, decepção, frustração, ou eu posso usar a minha energia e o meu tempo para tentar, como várias pessoas inovaram, melhorar processos que hoje não estão dando certo. Existe uma palavra chamada Roseville, que é você olhar para o passado com aquele ar do tipo, nossa, mas era assim, era assado, na minha época era assim, esquece, esquece. Olhe para o seu passado olhando a sua biografia, o que você já evoluiu a partir de vários desafios que cada um viveu. Leia a nossa biografia, é fundamental nesse momento, para você lembrar de outros desafios que aconteceram. Hoje estamos todos vivendo a mesma tempestade, cada um da sua forma, uns com iate, outros com barquinho, outros com canoa, outros com rolê de salva-vida e outros com nada. Mas todos aqui, se olharem a sua biografia, vão com certeza reconhecer momentos em que pareciam sem saída e que existiram saída. Então, eu olharia nesse momento para o passado, olharia para a minha biografia. Eu não perderia tempo pensando, ai, mas na época X era assado. É igual quando falam assim, né, sobre, trazendo aqui para as mulheres que estão na roda, que tem o dia das mães no domingo, mas antes as mulheres tinham 10 filhos e estava tudo bem. Sim, mas as mulheres não trabalhavam. O mundo era outro, então é muito injusto quando eu comparo o presente com o passado, quando eu olho o futuro com o passado, porque nós mudamos todos os dias, o mundo muda todos os dias e quando eu ouvi lá atrás, quando voltar ao normal tal coisa. Não, não vai voltar ao normal que tínhamos, será o novo normal. Como nós vamos nos adaptar a este cenário, cada um vai ter o seu caminho, a sua percepção. Então, eu vejo agora que nós precisamos de muito mais otimismo do que vitimismo, porque senão não vai adiantar nada. E se eu investir a minha energia pensando no passado ou em vitimismo, eu não tenho energia para pensar no futuro em coisas boas. É igual quando eu olhar o número do coronavírus e não olhar o número de recuperados. Faz sentido?
Faz sentido.
Perfeitamente.
Deixa eu fazer uma pergunta aqui do grupo do WhatsApp, que a gente tá recebendo algumas perguntas aqui também por WhatsApp, né, dos grupos aqui. É uma pergunta para a imprensa, né, assim, a imprensa não fala muito de agência de viagens nos telejornais, né. Fala muito de companhias aéreas, restaurantes. Qual a sua opinião sobre isso? Por que o foco é tanto em companhia aérea, não fala especificamente de agências de viagem, que é um empregador grande, tem uma grande quantidade de pessoas que trabalham nesse segmento?
Vlad, ótima pergunta. Eu não estou dentro das mídias tradicionais. Eu não sou um canal tradicional, sou um canal individual. eu vejo uma oportunidade para vocês, agentes de turismo, venderem essas pautas. Porque imagine que as mídias tradicionais estão recebendo um monte de notícias. Se eu não incluir o meu mercado nessas notícias, não é que ele não será mencionado porque não querem, mas é porque não estão olhando para esse cenário. Por que eles não estão olhando? Eu não sei. Mas então eu preciso me fazer lembrado. Então, eu sugiro para todos que estão aqui, dentro das suas cidades, comecem a falar sobre o assunto. Numa rádio, no jornal, até chegar na mídia maior. Faz sentido o que eu estou dizendo? Não vamos esperar o setor quebrar para isso virar notícia. Nós podemos pautar a mídia, como vocês já sabem que isso acontece. Então, eu não vejo nada pessoal. Eu vejo realmente um volume muito grande de informações, de notícias, e aí os editores, aqueles que escolhem as notícias, vão pegar naquilo que está na cara do gol. Como nós, às vezes você tem um e-mail cheio de coisa e você vai responder o que está ali no topo. Vejo assim, precisamos tentar vender as pautas.
Nós temos aqui algumas perguntas que vai fazer um pouco do exercício de futurologia nosso também, né? Mas assim, você acha que depois dessa pandemia as pessoas vão ficar receosos em viajar, em estar num avião juntos? Tem uma pergunta já na mesma linha, que o turismo de lazer foi afetado diretamente, independente da pessoa ter questão financeira. Você acha que eles irão viajar logo depois ou vão priorizar as contas, primeiro pagar o que tem para trás? Quer dizer, o lazer como vai ficar?
Vai ter de tudo. Assim como eu disse, eu estou doida para viajar, eu espero ter dinheiro para viajar, eu vou voltar a viajar. Pode ser que não seja já no primeiro mês que tudo isso acabar, evidente? E aí vai depender muito de uma coisa, que eu vou já encaminhando para a questão individual, que eu estou olhando aqui o relógio, nós só teremos 20 minutos, que é a reserva financeira. Quem pensou em reserva financeira, quem entendia a educação financeira como essencial, está passando por esse período com menos estresse, consequentemente com menos problemas de saúde, e vai depois poder voltar a realizar os sonhos com mais facilidade do que aqueles que não pensaram em reserva financeira. Então, neste momento em que estamos adquirindo novas habilidades, esses soft skills, precisamos também aproveitar esse momento para pensar e estudar o que é reserva financeira para as próximas crises. Então, se eu não pensei nisso até agora, eu preciso pelo menos pensar no assunto. Sobre o uso de máscaras nos aviões, eu entendo assim. Falando de uma experiência, vários momentos em que eu tô dentro do avião, eu fico pensando. Aliás, eu vivi uma experiência muito ruim num voo que eu fiz tempos atrás e eu cheguei no destino que eu mais queria chegar, que era Roma, muito doente. No voo, durante o voo, eu... Tem um gatinho aqui arranhando meu biombo. Durante o voo, eu fiquei muito doente. Eu cheguei em Roma... Michelle. Michelle. Michelle Obama. Eu cheguei em Roma eu fiquei cinco dias dentro do hotel. Por quê? Durante o voo, eu com a minha imunidade baixa, algum vírus deve ter agarrado em mim. Então, essas preocupações com vírus de diversas naturezas, para mim, sempre existiram depois que eu vivi uma experiência. Então, dentro de um avião, assim como dentro de um aeroporto, os vírus estão circulando. E vão circular não só de coronavírus, como de outras patologias. O uso de máscara, na minha opinião, vai continuar. E se a gente olhar os filmes de 10 anos atrás, que falavam sobre o futuro, que é o que a gente está vivendo, vocês já viam as pessoas usando máscara. Outro dia eu fui assistir Avatar, Eloy, e tem uma cena em que o personagem está atravessando a faixa de pedestre, ele está de cadeira de roda e várias pessoas aqui do lado dele andando. A maioria estava de máscara. Então, no passado, os futuristas já falavam sobre os problemas virais que nós viveríamos. Então, o uso de máscara vai acontecer, vai continuar. Pode ser que uns relaxem mais, outros não. E entendo que sim, o mercado vai voltar. Pode ser que ele não volte como todos queremos já de cara, mas ele vai voltar. Vejo assim.
Eu não sei se você quer mais perguntas, se quer da continuidade... Deixa eu.
Voltar, deixa eu entrar aqui no assunto sobre o indivíduo, porque para vocês atenderem esse cliente como nós estamos falando, vocês terão que se cuidar. Então eu vou usar esses 15 minutos próximos para falar sobre isso. Nós estamos vivendo uma revolução cognitiva, fato. Se antes nós usávamos mais a força física, hoje nós usamos mais a força mental. E é uma conta igual a da força física. Se eu uso de mais um músculo, esse músculo vai doer. Só que eu sinto aquela dor no próprio músculo. A diferença do excesso de uso do cérebro é que a dor não é só no cérebro, não é só dor de cabeça. Essa dor se manifesta por todo o meu corpo. Pode ser com uma tontura, pode ser com enjoo, com aquela tremedeirazinha no olho, de repente com uma herpes. Cada pessoa vai ser atingida pelo seu órgão mais vulnerável. Este excesso mental, ele vem porque nós não fomos ensinados a pensar no cérebro como pensamos na alimentação, como pensamos em outras áreas do corpo. Faz sentido o que eu tô dizendo até aqui? O que eu vou dizer, eu não quero que as pessoas se assustem, não, mas se cada um depois pensar um minuto nisso, eu já tô feliz, já me dou por satisfeita, como dizia um professor lá na minha época de escola. no evento lá da Abracorp, o Vlad participou, uma experiência assim. Durante o evento, eu falei, nossa, com uma dorzinha de cabeça aqui, alguém tem um remédio para me arrumar? E aí, especialmente, as mulheres foram lá, abriram de suas bolsas e tiraram necessaires bem grandes assim. Essa é de maquiagem, tá, gente? Essa não é mais de remédio. E aí, numa brincadeira, cada um vai falando que tipo de remédio que tem na necessaire. Então, surgiu um exercício. Qual o tamanho da nossa necessaire? Quais são os remédios que eu estou escondendo as minhas dores? Por que que eu tô buscando esse atalho do remédio e não buscando na origem do problema? Pelo menos tentar achar a origem do problema para que eu seja curado e não para que eu seja tratado. E entendo que por N questões, talvez não dê tempo aqui de entrar nessas questões, A gente vai fazendo o melhor que pode para dar conta de todas as tarefas que nós mesmos aceitamos, para dar conta de responsabilidades financeiras que nós mesmos fomos atrás. Então, ou eu olho para o meu estilo de vida e entendo se eu vou precisar manter tudo isso, porque para manter tudo isso eu vou ter que tirar essa energia de algum lugar e vai ser de mim, e se eu não me cuidar, que aí eu vou falar, vou aproveitar esse tempo para falar sobre Primeiro um tripé e depois sobre as cinco formas da gente cuidar do nosso cérebro de uma maneira saudável. Se eu não me cuidar, não adianta eu estar na melhor empresa do mundo vendendo o melhor produto, porque eu não vou ter energia, eu não vou ter a sensibilidade de olhar aquele cliente e captar o que ele está precisando, porque eu vou estar esgotado. E a gente precisa olhar para o nosso corpo Vou dar aqui um exemplo de um carro, tá? Não adianta eu ter o melhor pneu, o melhor banco de couro, colocar a melhor gasolina, se eu não colocar água no radiador. Eu vou estar na jornada e esse carro vai pifar. Então não adianta eu ter uma boa alimentação, vestir roupas boas, ter uma cadeira ergonômica, ter um sofá colorido na minha empresa, se eu não colocar água no radiador, se eu não cuidar do meu cérebro. E como é que eu vou cuidar do meu cérebro? Fazendo a higiene mental. A gente não faz higiene bucal? A gente não toma banho todo dia? Eu preciso fazer a higiene mental. Qual é o principal caminho para a higiene mental? Sono. Você só vai limpar o seu cérebro do excesso de informações que você teve durante o dia dormindo o suficiente. Cada um sabe qual é o seu suficiente. Ai, a média é 6, a média é 8. Cada um tem a sua média e cada um precisa fazer a sua própria atualização de identidade, se der tempo eu falo sobre isso, para entender se a sua média mudou. Porque há 20 anos eu tinha uma condição celular e eu podia dormir seis horas e no dia seguinte produzir e ter ideias geniais. Hoje, 20 anos depois, pode ser que eu precise de mais tempo. Ou pode ser que eu consegui a partir de vários hábitos saudáveis, dormir menos. Então, nesta atualização de identidade, eu preciso entender quanto eu preciso para estar bem no dia seguinte e não me entupir de café, não me entupir de remédio, não procurar anfetamina, não procurar remédios que são receitados pelos médicos para dar conta daquilo que eu aceitei. Faz sentido até aqui?
Perfeitamente.
Então, o sono é o melhor que vocês poderão fazer. É o maior presente que vocês poderão dar para vocês. Vou começar pelo sono. Segunda coisa. Eu fui outro dia na Unifesp e vi... e conversei com o neurocientista. Falei, doutor Fulvi, o que o cérebro precisa para funcionar bem? Oxigênio e glicose. Oxigênio, respiração. Glicose, alimentação. Juro para vocês. Para o cérebro funcionar bem, eu preciso de oxigênio e glicose. E o sono entra, então, nesse tripé. Se eu estou correndo, ofegante, tentando fazer várias coisas ao mesmo tempo, minha respiração tá curta. Se eu não respiro bem, eu não penso bem. Ponto. Se eu estou comendo em cima da mesa, se eu tô fazendo lanches cada vez mais rápido, se eu tô buscando cada vez mais comidas rápidas, que tipo de glicose que eu tô colocando no meu Isso não foi dito por mim, foi dito pelo neurocientista chamado Fulvio Scorza, pode dar um Google nele também. Aí eu perguntei, e o que eu posso fazer para o meu cérebro funcionar muito bem? Aí ele me mostrou uma experiência feita com ratinhos. Não sou a favor, tá gente, mas estava lá, eu estava vendo, sobre neuroplasticidade. que é a capacidade do cérebro se regenerar. Há 10 anos, apenas os médicos chegaram a um consenso que sim, o cérebro pode produzir novos neurônios. E eles fizeram um experimento com esses ratinhos, mostrando que os ratinhos que faziam atividade física voluntária ou involuntariamente, produziam 20% mais neurônios do que aqueles sedentários. E ratinhos que brincavam, Ratinhos que tinham momento de lazer, lembra disso, Vlad? Produziam 40% mais neurônios. Onde eu quero chegar? Que tudo aquilo que a gente acha que não precisa, porque a gente acha que nunca vai acontecer nada com a gente, nenhum problema de saúde, é o fundamental para a gente viver uma vida que vale a pena ser vivida. Repito, não adianta eu estar trabalhando na Flytour, não adianta eu ter um produto incrível para vender, se eu não me cuidar. E olha o que eu estou dizendo para vocês. dormir, comer, respirar, fazer alguma atividade física e ter momentos de lazer. Quando você está num ritmo de trabalho muito intenso, a primeira coisa que você abre mão é do seu sono. Você maximiza a agenda, dormindo menos. E dormir não é perda de tempo. Então, mesmo que no dia seguinte eu me entupa de café, ou use um efetivo de vitamina, ou use qualquer outra coisa que vai me deixar mais ligado, Eu posso até fazer isso por um tempo, mas depois a fatura chega. Está aqui a prova viva de quem buscou fora o que eu tinha que resolver dentro. A segunda coisa que a gente abre mão quando está com uma agenda muito intensa são os nossos momentos de lazer. Você começa a achar tudo bobagem. ter um momento para você, ter um momento para dançar, para quem gosta de dançar, assiste filme para quem gosta de assistir filme, é bobagem. E não, não é bobagem. Ah, mas eu não gosto de atividade física, falando já do outro alimento. Alguma coisa você precisa fazer para melhorar sua circulação sanguínea, ponto. Alongamento, levanta e senta na cadeira, cada um vai achar o seu caminho, se não quiser fazer uma atividade física. Mas, Se estamos vivendo mais, a gente precisa colocar mais vida nesse tempo. E depois não vai adiantar a reclamada, a osteoporose do músculo e tal. Eu tô tentando ser muito assertiva para vocês visualizarem o que eu tô falando. Então, neste caminho que eu chamo de autocuidado, eu só vejo neste caminho a solução para chegarmos no novo normal com menos problemas de saúde. E eu tô dizendo menos problemas de saúde, acreditando que pelo menos a maioria de nós está vivendo alguma coisa ou reconhecida ou escondida. Porque a gente tende, como eu disse, a buscar atalhos, a andar com um monte de remedinho dentro da bolsa e a gente vai ignorando os sinais do nosso corpo. Eu até esqueci agora o que eu ia falar, porque é tanta coisa e eu tô olhando aqui o tempo, mas o autocuidado que eu falo tanto, nada mais é do que você fazer por você, só aquilo que você pode fazer por você. E começa desde os cuidados pessoais até os cuidados mais sofisticados. Quer procurar uma terapia para te ajudar? Porque nós precisamos de outro ser humano para sermos humanos. Outro ser humano que tenha uma habilidade diferente da minha. Assim como eu preciso de um agente de viagem para me fazer um roteiro lindo, eu vou precisar, de repente, de um psicólogo para me ajudar a organizar as ideias. E se alguém aqui acha que falar sobre saúde mental é coisa de louco, eu pediria para vocês revisarem essa crença. Porque no passado, a saúde mental era taxada como um problema com medidas higienistas. Só que agora, nessa revolução cognitiva, ou eu aproveito para olhar para esse assunto agora, ou depois eu vou ter que investir tempo em tratamento. Tentei ser bem breve, teria muito mais coisa aqui para dizer. Mas, nesta atualização de identidade, vocês vão reconhecer habilidades que vocês perderam, mas também podem reconhecer habilidades que vocês ganharam. Então, se de repente eu preciso de mais tempo de sono para estar bem, eu posso reconhecer também que, numa outra coisa, eu estou melhor. Isso vai ajudar muito. E, para finalizar, não sintam culpa. A culpa tira muita nossa energia. Se eu não tiver essa energia para uma coisa boa, perdi, para as coisas ruins. Não se culpem, não se sintam incompetentes por não conseguirem marcar horário na própria agenda. Sabe marcar reunião com você? Porque ninguém nos colocou como prioridade. A gente sempre ouviu que a prioridade é o trabalho, 24 por 7, 365, mas também ninguém falou para gente que se você estiver doente, você vai ter que pagar fatura sozinho. Então, eu entendo que o caminho do autocuidado é o único que vai nos ajudar a nos manter bem para que eu possa atender bem. A Organização Mundial da Saúde reconhece que falar sobre saúde mental é prioridade numa pandemia. Hoje, inclusive, eu recebi uma notícia na Veja que os casos de depressão e ansiedade durante a quarentena e depois, se acabar, ainda aumentará. Então, ou eu olho para o assunto com mais acolhimento, menos arrogância, sabe? Porque muita gente evita o assunto, que, ah, eu não quero falar sobre esse assunto, porque é um tabu. Sim, ainda é um tabu. Mas eu estou aqui para, neste grupo, falar sobre o assunto. As palavras são sementes. E se está fazendo sentido para vocês, que vocês compartilhem com as pessoas que vocês amam. Dividimos o mesmo planeta. Então, quanto mais pessoas estiverem bem, melhor para todos nós.
Maravilha, gente. Eu queria, primeiro de tudo, agradecer as perguntas. Temos várias perguntas. Infelizmente, o nosso tempo está estourando. Eu vou abrir para o senhor Roy, para a Dalva, para o Vlad, para a Camila, fazer as perguntas e as considerações finais. E já deixo aí o meu agradecimento, Isabela, pelo tempo, por compartilhar a sua experiência aí com todos nós.
Obrigada, Victor.
O meu é bem rápido, na verdade, eu só queria fazer um comentário que às vezes o caminho é mais simples, né Isabela? Às vezes a gente fica pensando em tantas coisas complexas e você trouxe, eu acho, tanta simplicidade para que o nosso dia a dia e o autocuidado mesmo, né? Ele é bem mais simples do que a gente imagina.
Começa por escovar o dente, viu Carmen?
A Dalva quer falar alguma coisa, Dalva?
Eu também queria agradecer, Isabela, obrigado aí pela disponibilidade. A gente sabe da sua agenda aí, como foi concorrido aí para a gente trazer você aqui. A gente queria muito que você estivesse com a gente. Os agradecimentos aqui são vários, né? Assim, entre perguntas, as pessoas estão muito, assim, reconhecidas com o assunto. Está cada vez mais atual o que você trouxe aqui para a gente, nesse momento que a gente está vivendo. Então, agradeço de coração aí a tua ajuda com a gente. As pessoas estão muito gratas pelo seu tempo com a gente. Obrigado.
Obrigada, Vlad. Obrigada a todos que enviaram perguntas. Eu estou super aberta a responder dentro dos meus limites. Aliás, nós nem falamos como encontrar limite no Mundo Sem Limites, gente. Deixa para a próxima, tá, Cami? Isso. Isabela Camargo Real. no YouTube tem todas as entrevistas que eu fiz e no meu Instagram eu procuro compartilhar o máximo de conhecimento que eu vou aprendendo. Então, quem eu não conseguir responder aqui, depois vai lá e eu tento ajudar da melhor maneira.
Eu gostei muito, parabéns. Eu acho que esse cuidado e esse explorar a nossa força mental para recriar essa saúde mental, eu acho que cuidou bem desse estilo de vida futuro, que é o sono, a glicose, o viver simples, como disse a Camila, a gente tá usando muito essa palavra dentro da Playtour, pensar simples, fazer simples, entregar simples, é tudo que o cliente quer. O lazer que você botou muito bem, o caminho do lazer, o caminhar, eu acho que o caminhar basta. Eu, por exemplo, não pratico, eu só caminho, né? Então, outra coisa que eu vi aqui é que o que eu estava olhando, que eu deveria estar e não estava, por qualquer razão, né? E nós somos assim, eu sempre falo, você tá olhando ali um problema e outra coisa tá acontecendo aqui muito pior e você não está vendo. Então, uma coisa que você chamou muito a atenção, né? O que que eu estou olhando? Qual é o caminho da minha vida que eu tenho que realmente olhar, né? Que é simplesmente o novo que vem, então, né? Pra não dizer o novo, mas o simplesmente novo, né? E Eu acho que as nossas habilidades, as novas habilidades que nós devemos aprender, está muito na simplicidade. Talvez eu não preciso mais de um carro, eu não preciso mais pegar o metrô, eu possa trabalhar mais em casa e não me sentir tão culpado com meus filhos, minha família, eu possa ter uma competência de menos culpa e mais ação, mais proteção e menos risco. Então, eu acho que nós temos que nos preparar. Eu não assinalei cinco, assinalei nove. E como última é essa culpa. Eu acho que nós não temos que ter culpa. Nós só temos que buscar uma base nova, um pensamento mais simples, que nós não vamos ter mais tantas ambições mas simplesmente uma mente de um pensamento mais racional dentro daquilo que a gente pode. A gente não sabe se o rico vai voltar rico e se o pobre vai voltar pobre, então isso não interessa para nós. O que interessa para nós é se nós vamos ter a saúde e a simplicidade para encontrar novos objetivos. Foi isso que eu vi na sua mensagem. Muito obrigado mesmo.
Eu que agradeço, Helóia. Obrigada pela oportunidade, pelo tempo, pela confiança e tua disposição pra gente ou até tudo isso acabar ou depois, tá, Cami? Estar junto com vocês mais uma vez.
Obrigada.
Muita saúde pra todos.
Beijo.
Tchau, tchau.
Pessoal, hoje, hein, à tarde, a gente tem às 15 horas o nosso último encontro da Webfly. A gente se vê às 15.
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O processo de reconhecer limites, mesmo quando a vida parece exigir sempre mais.

Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








