ZONA DE CONFORTO impede MUDANÇAS, com Rafael Papa

Isabela talks with Rafael Papa about why comfort zones block change, and how panic attacks and burnout signal that organizations aren't adapting to what younger generations actually need.
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Ô Rafael, quando você me fala assim, quando você tem uma crise de pânico, ou seja, quando você tem um mal-estar, quando você tem um sintoma que está te impedindo de entrar em determinado lugar ou fazer determinada coisa, ali tá sua cura.
Sim. Estampado. A gente só precisa desembrulhar a cura.
Mas quanto mais eu evito falar disso, e você falou aqui um negócio pra mim que foi chocante, ou seja, eu já sei que o trem é errado e eu continuo no trem, ué, Aí.
A culpa vai se expandindo e chega num ponto que a pessoa... E às vezes questões inconscientes. Eu sei que estou errado em falar alto com o meu filho. Mas eu continuo falando alto. Eu sei que eu tenho que parar de fumar, mas eu continuo fumando.
Por que a gente faz isso?
Porque nós queremos... Para nós mudarmos o comportamento, nós temos que sair da zona de conforto. E muitas vezes a zona de conforto é o lugar onde a gente guarda energia, É um lugar que é seguro. É um lugar conhecido. É um lugar que eu tô bem.
A gente fica aceitando a estabilidade financeira, desconsiderando a estabilidade emocional.
Qual o custo emocional disso? Daqui a pouco eu tô encharcado de remédios. Daqui a pouco eu não convivo mais com a minha família. Daqui a pouco eu não faço mais minhas viagens pra refazimento emocional.
Isso é burnout.
As pessoas não têm noção de uma reunião de negócios, a vibração deletéria. Vou contar um caso, por favor, de uma médium, Ana Guimarães. Ela entrou na casa de uma família que eles gritavam muito e falavam muito palavrão. Quando ela entrou no ambiente, ela viu manchas escuras. Porque eram o quê? As correntes magnéticas. E o pensamento é uma corrente eletromagnética. Então, ele fica aqui parado no ar. Se ele é um pensamento limpo, eu tenho tendências a ter comportamentos mais saudáveis. Mas se eu vou para uma reunião de negócios atrás de lucro desproporcional, Porque uma coisa é eu trabalhar e ter mérito por aquilo. Realização. Realização. Méritos, trabalho, realização. Mas eu tenho um corpo físico. Eu consigo trabalhar seis horas por dia. Se eu passar por esse tempo, o meu corpo não consegue produzir mais. Então, eu tô trabalhando 12 horas à toa. Porque eu só tô produzindo seis.
Esse é o famoso presenteísmo. Você tá ali, Mas a alma não se sabe. Eu sempre brinco. Presenteísmo, a luz está acesa, mas não tem ninguém em casa.
Exatamente. A famosa demissão silenciosa. Todo mundo anda falando. Infelizmente, tem 20% de pessoas no mundo, isso de acordo com as pesquisas da Lancet, que chegam no trabalho, batem o ponto, vão embora, fazem apenas o necessário. Mas você não consegue ter aquele colaborador engajado. focado com a cultura da empresa, alguém que não é vestir a camisa da empresa, mas alguém que fala, eu quero pertencer a isso aqui.
Então, aí está fora do propósito.
Está fora do propósito. Então, a gente tem que saber dizer não, para que as instituições organizacionais comecem a falar, opa, os talentos estão nos recusando.
Quando você diz sim pra todo mundo, pode até ser que gostem de você, e isso eu vivi, mas não significa que te respeitem.
Isso.
Então fala ali olhando pra aquela câmera.
Quando os talentos, e isso vai acontecer, porque as pessoas estão adoecendo cada vez mais, quando os talentos recusarem as empresas, As empresas, as instituições organizacionais precisarão mudar as suas estruturas, porque ninguém vai querer trabalhar.
Rafael Papa, você fica, você ouve de algumas pessoas falando, porque esta geração não aceita tal coisa. Aí outro dia me perguntaram assim, Isabela, o que você acha dessa geração que não aceita mais trabalhar 12 horas, que não aceita mais, eu falo, tava na hora? Estava na hora já de dar uma atualizada no software, por quê? Vou falar aqui com muita cautela.
Claro.
Venho de uma ancestralidade em que só o trabalho.
Salvo.
É. Venho de uma ancestralidade que me ensinou o que funcionou para eles, mas o mundo também era outro.
Artesanal, lento.
Então, não adianta eu querer colocar o Brasil dentro do Uruguai. Ou seja, não adianta eu querer colocar o modelo do passado no presente.
Não vai.
Não vai dar certo.
Estruturas velhas e necessidades novas.
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Depois de tantas histórias, aprendizados e pausas necessárias, o @interior_iza está de volta








