A Arte do Planejamento | 🎙️ Episódio #17

André Novaes, Andressa, Fred and Gabriel Faria review real client cases for financial planners. One 27-year-old doctor was promised 10% then 17% monthly returns paid in cash, a red flag they discuss. They cover how to talk to young clients chasing FIRE, teach basic investing, and show what happens when people do nothing.
Questions this video answers
17
17% ao mês (initially 10%, later claimed 17% per month)
27 years old
Gabriel Faria
Chapters
Olá, seja muito bem-vindo ao 17º episódio do nosso podcast A Arte do Planejamento. Hoje eu estou aqui na companhia, Ladies First. Andressah, você de volta aqui, seja muito bem-vinda.
Bom dia, prazer estar de volta. Feliz.
Muito bem. Bom dia porque a gente está gravando durante o dia, mas talvez você esteja escutando isso à tarde, à noite e na madrugada, mas seja muito bem-vindo. Fernandão, como é que você está? Tudo bem?
Tudo bom, pessoal? Como é que vocês estão? Prazer novamente estar aqui na companhia da Andressa e de quem estava com um monte de pedido por cartinhas, Gabriel Faria.
É isso aí. Gabi, como é que você está, meu irmão? Bem-vindo pela primeira vez participando aqui do podcast. Para a gente é uma honra ter a tua companhia, Gabi. Gabriel Faria. Não é o Gabriel que participa com a gente algumas vezes. Hoje é o Gabriel Faria pela primeira vez. Como é que você está? Tudo bem?
Bom dia, tudo bem? Prazer estar aqui com vocês.
Muito bem, muito bom. Pessoal, vamos começar, mas antes, como a gente sempre faz, lembrando que isso daqui é uma conversa entre nós quatro colegas. A gente busca aqui abordar casos reais, o que aconteceu na semana anterior. A gente está gravando esse episódio imediatamente na semana seguinte à semana do Carnaval, então foi uma semaninha mais curta. É uma grande troca de experiências e o principal recado aqui é que a gente quer fazer desse seu momento um momento no qual você pode enxergar se projetar, imaginar como que é o dia-a-dia desses planejadores, planejadores centrados na vida, profissionais atuantes do modelo direto, que recebem única e exclusivamente dos clientes para entregar um bom e verdadeiro planejamento financeiro pessoal. Esse é o nosso objetivo, e sem mais delongas, eu convido a Andressa, primeiro, Andressah, para contar para a gente como foi a semana passada, que tipo de encontro bacana, que destaque você tem para trazer para a gente.
Eu acho que é legal apontar que a gente está voltando de um carnaval, e mesmo assim foi uma semana É importante pra mim, porque eu tô trabalhando com uma cliente jovem. É um perfil onde eu não surfo tão bem quanto o Gabriel faria. Digamos que temos um especialista aqui num perfil mais jovem, né. Mas é uma médica, uma pessoa, uma gracinha, uma mulher muito empoderada, né, naquilo que ela se coloca como planejamento. E a história dela é que ela quer se aposentar com maior antecedência possível. Eu não quero dar plantões, ela não é uma... Logo se formou, já tá no mercado dando seus plantõezinhos, aí vai fazer mais ou menos uns dois anos. E ela descobriu uma empresa incrível de investimentos, no qual ela depositava o dinheiro dela. E a empresa devolviu uma rentabilidade incrível de 17% ao mês.
Uau!
E ela começou a montar um volume muito intenso de dinheiro e falou, meu, o meu objetivo vai concluir. Eu vou me aposentar com 30 anos de idade.
Uau!
E ela se empenhando nisso forte, só que ela é uma mulher muito focada naquilo. Então, amigos, ela acabou deixando o rendimento do dinheiro lá, pra fazer volume.
É uma amiga de longa data, então é uma cliente que virou amiga num outro tipo de trabalho que eu tinha. Fui apresentar e ela falou, cara, eu já estou super programada. Mas eu acho que você pode vir para pôr uma cerejinha no meu planejamento.
Tá bom. Deixa eu fazer uma parte por pura curiosidade aqui, não sei se alguém se lança a isso, mas se você obtém uma rentabilidade de 17% ao mês, investindo 100 reais por mês, em 10 anos, você ultrapassa o patrimônio de um trilhão de reais. Entendeu? É bem possível realmente isso.
Incrível.
Mas vamos lá, continua aí. Como é que você vai cuidar dessa cliente trilhardária? Conta pra gente.
Na verdade, logo no início, eu não entendi o problema, porque ela me vendeu uma estratégia assim. Eu já tenho um amigo Ele é um amigo mesmo pessoal e ele já está cuidando dessa parte dos investimentos, então eu não quero olhar para isso com você, eu quero olhar com você sobre o meu orçamento.
E como nós temos um trabalho em conjunto, né, é muito importante entender que o planejador não faz tudo sozinho. É muito importante entender que a gente precisa de alguns auxílios e de algumas pessoas pra construir esse planejamento. Então, na primeira reunião, que é a reunião que eu mais gosto de fazer, eu tentei explorar melhor essa parte, porque eu achei uma história muito esquisita.
Só que eu não posso assustá-la, eu não posso desvalorizar aquilo que ela já se programou pra fazer. Eu não posso chegar no primeiro dia e falar que tá tudo errado. Eu nem sei se está. Então, com carinho, eu fui explorando esse sucesso. Logo no começo, na primeira reunião, eu descobri que tinha alguma coisa nessa conversa esquisita. E quando ela me passou a rentabilidade, eu achei mais esquisito ainda.
Claro, claro.
Primeiro porque começou com 10, e como ela começou a reinvestir o dinheiro que ele depositava para ela, que na verdade ele dava em dinheiro, ela deixava na casa dela o dinheiro guardado no colchão. Quando juntava uma grana, ela devolvia para ele.
Ou seja, só indícios de que a coisa é tranquila, legal, né? pagar em dinheiro, guardar debaixo do colchão. Está tudo indo tranquilo por enquanto.
Dressa, acho que o teu volume parou de funcionar.
Parou, mas tenta restabelecer aí, você vai falando com a gente. Enquanto isso, eu trago o Fred. E aí, cara? Olha só, né? Acho que a Andressa, ela mostrou uma delicadeza muito relevante, né? Na direção de não dar, realmente, pra chegar dizendo que tá tudo errado. Eu acho que esse cuidado é importante, essa sensibilidade é relevante. Não precisamos de muito mais… Acho que voltou o som, né, Andressa?
Acho que sim.
Acho que sim. Mas então, dá um stand-by aí. Deixa eu trazer o Fred pra conversa, rapidamente. Fred, essa turma mais jovem, com essa talvez uma turma... Primeiro, a turma mais jovem é fundamental. Eu já disse aqui algumas vezes talvez uma das piores reuniões. Eu vou dar aqui o nosso exemplo particular no contexto da Life Finanças Pessoais é quando tem caras como eu Fred tem o Ricardo tem o Michel que já está junto a mais de 10 anos a gente se reúne para debater. Vai ser um desfile de egos. Todo mundo achando que é a última cereja do bolo, que tem todas as respostas, que não precisa aprender mais coisa nenhuma. E provavelmente eu é que vou estar liderando esse bom de todo. Ou seja, é muito bom ter a turma mais jovem, porque traz uma perspectiva renovada. Mas, Fred, a questão aqui é, o cliente é muito jovem e ele está amplamente informado, ele não sai das redes sociais. Olha a situação, cara, um amigo trouxe um investimento para ela, a gente sabe quanto que o mercado financeiro, não só o não ortodoxo, o ortodoxo também se usa ou faz uso do capital reputacional dos profissionais para atrair os seus primeiros amigos, o famoso mercado X, para aquilo que a gente quer oferecer, isso é o chamado capital reputacional. E você se depara com o cliente jovem, cara. Você tem essa delicadeza, sensibilidade da Andressa, ou já numa primeira reunião, para tudo, desce do bonde, esse avião vai bater no pico da montanha. Como é que você faz?
Gente, primeiro ponto, eu acho que a maior demonstração nossa de insegurança seria sair falando que está tudo errado.
Eu parto desse pressuposto. E sim, tem muita coisa que nós podemos e devemos aprender com as pessoas mais jovens ou que estão há menos tempo fazendo a mesma coisa porque não estão minimamente viciadas em toda a questão. Mas o principal ponto, André, que eu acho, acredito e confio que deve ser feito é uma conversa franca e objetiva com o cliente falando assim, vamos entender o que é isso, se isso faz sentido para você e vamos entender detalhes de tudo isso. Você sabe detalhes?
Não. Perdão.
Então, me deixa te ajudar a entender esses detalhes, a enxergar toda a situação, porque às vezes pode ser algo bom. Não estou falando desse caso da Andressa, mas podem ser trazidos coisas interessantes para entendermos. Ou até mesmo que você mostre com dados, com argumentos.
Que você mostra, é pra ele que, ó, tá vendo que tá meio estranho? Tá vendo que tá fazendo parte daquela ponta de que o nosso cérebro nos guia pra isso, que é, deixa eu tomar o caminho de menor esforço possível. Que é esse de eu investir pouco e ter muito. Não existe. Não existe. A lei do mínimo esforço, infelizmente, não rola, principalmente nessa ponta de.
A seguir, eu falo sempre para o cliente o seguinte, nós vamos correr uma maratona, não é 100 metros, então não precisa gastar todo o sprint agora, então vamos ter calma, vamos enxergar e vamos mudar, mesmo aquilo que não pode mudar, ah Fred, mas o vencimento é lá na frente e tal, etc., calma, vamos ajustar outras coisas e esse aqui, vencendo a gente muda, tem que ter tranquilidade, não pode chegar e falar assim, não, previdência privada é uma porcaria, isso aqui não presta e deixa eu fazer o meu, Não, enfim, é isso.
Dressa, voltando com você, agora você descobriu que antes era 10%, agora virou 17% ao mês, era pago em dinheiro. E aí, o que você fez?
Eu senti que ela me contando a história, ela começou a se questionar, e isso trouxe um desconforto para ela.
Então eu peguei as informações, pedi o contato da contadora do lugar. Pra tirar algumas dúvidas que ela não sabia me responder.
Ela me deu até o Instagram da empresa. E eu fui recebendo a informação, né, pra poder deixar ela mais confortável. E normalmente, eu faço uma reunião por mês com o cliente. Só que daquele dia em diante, eu entrei no detalhe sobre o que tinha, como funcionava, conversei com a empresa.
Desliguei, fiz um mapa do processo pra fazer uma apresentação bem didática. Ela tem 27 anos, essa médica. E... Conversei com uma parceira que eu gosto muito de trabalhar com, uma contadora. Pra trocar algumas figurinhas. O príncipe tava com o plano pronto. Eu falei assim pra ela, vamos marcar uma reunião rapidinho pra eu conversar contigo? Você tem aí uma meia hora, uns 40 minutos? Ela, eu tô voltando de um plantão, foi bem tranquilo. Eu tô chegando em casa, a gente se toma café juntas. Eu falei, ótimo. Eu fiz um café, fiz uma comidinha aqui. Ela tava na casa dela, ela é de outro estado. E eu falei para ela, vamos conversar sobre como funciona uma estrutura. E aí eu fui desenhando para ela, pela lozinha, e ela foi interagindo comigo. E ela entendeu no final que ela estava num programa de pirâmide. E no final da reunião foi assim, tá, mas se isso não for um problema, eu posso ficar aqui?
Ela te perguntou isso.
Então eu percebi que mesmo sendo uma coisa que não era tão viável financeiramente, no sentido de eu estou fazendo uma coisa correta.
Ixi, Dressa, o seu microfone, de novo, parou de funcionar. Ele está com algum período de validade. Mas não tem problema, a gente aqui... Faustão já dizia, quem sabe faz ao vivo. Tenta voltar aí, Gabi, entra na roda de conversa aqui, cara. Como você tem percebido isso com a turma mais jovem? Você é um homem jovem.
Ao meu ver, mais maduro do que muitos homens mais velhos que conheço, até por decorrência, da decisão de estabelecer uma aliança com uma mulher, a sua esposa, casou-se muito jovem, isso é admirável, admirável. Mas e aí, cara, eu sei que você também conversa com muitos amigos, você tem a sua turma de amigos. Como é que essa turma está conversando sobre investimento? Como é que você, como planejador, tem visto o tipo de conversa, os assuntos que interessam essa turma? O que você tem para dizer para a gente?
Olha, o pessoal mais jovem, né, e aí eu me incluo nessa, é bem apressado, né, digamos assim, que é tudo para agora, para a última hora, até mesmo pela velocidade das informações que a gente tem por aí. Então, o pessoal é muito antenado, principalmente redes sociais, canais do YouTube, os influenciadores digitais. Então, essas pessoas realmente, elas acabam tendo muita informação rápido, E querem realmente, ah, eu quero acelerar o processo da vida, eu quero me aposentar logo e viver aposentado a partir dos 30 anos, né? Isso é uma utopia. Mas o pessoal acaba entrando nessas furadas querendo alcançar os objetivos delas. E eu acho que isso acaba sendo até mais comum do que a gente espera, né? Ou gostaria que fosse. e acaba até, na verdade, trazendo mais valor para aquilo que a gente faz, o verdadeiro planejamento financeiro.
Joia, joia. Eu acho que você fez um bom panorama.
Tem esse termo, né, Gabriel, o FIRE. Vocês já ouviram falar nesse termo, do FIRE?
Não.
Financially Independent Retiring Early. Então é a turma que quer estar financeiramente independente e se aposentando cedo. E alguns apontam realmente para a direção de se aposentar antes dos 40 anos de idade. Ou seja, a gente tem um terreno fértil, né? Mas... E aqui eu vou entrar numa coisa polêmica, hein? Então vocês podem me corrigir aqui, fiquem à vontade. Existe corrupção sem o corrupto?
Não. Existe corrupção sem o corruptor? Não. Vocês entenderam onde eu quero chegar? Acho que existe muita ganância também numa turma mais jovem, uma motivação que é equivocada, uma motivação que emerge do coração que é equivocada. Eu acho que o nosso papel é também, muitas vezes, apontar para alguma reflexão mais madura na direção. E, turma, não é só gente jovem, não. Eu tenho clientes da minha faixa etária, estou aqui com 43 anos, e até alguns mais velhos que também se sentem seduzidos por cantos das sereias financeiras que nadam ali ao redor da Faria Lima.
É sensacional.
E também caem nesses contos, viu? Então, não é a sua turma mais jovem. Mas, Andressah, para a gente, então, começar a concluir esse teu caso, agora, o que você vai fazer? Assim, o fato é, né? Ela te perguntou, posso continuar? E aí, o que você vai fazer agora com o status que está na mesa?
Na verdade, descobri que o problema estava pessoal. É um medo. Os pais tinham uma empresa, faliram, ficaram sem dinheiro, passando necessidade, não tinham o que comer.
E.
O microfone da Andressa está, mais uma vez, dando uma rasteira na gente. Andressa, tem que... Mas fica tranquila que a gente vai... Fredão! Deixa eu te trazer aqui agora, e agora eu quero que você vista aquela capa do Fred Old School, tá? Não vem com essa conversinha com o bonzinho, tem que ouvir o cliente, não, tá? Fred Old School aqui pra gente. Cara, ela tá numa pirâmide, é errado. Ela faz parte de um processo criminoso.
E aí, Fred?
E aí, Fred?
Não tem jeito certo de fazer a coisa errada.
Mas entenda que, quando eu falei aquilo de ouvir o cliente entender junto com ele o que é, é para a gente entender realmente o que é. E, em sendo, preto é preto, branco é branco e ponto. Não tem jeito, sai e faz a coisa errada.
Para quem não conhece o Fred, o tempo do Fred entender as coisas é mais ou menos de 12 segundos.
Assim, a Andressa...
Esse não é o problema, eu acho que é uma característica que tem a sua aplicação prática, viu?
A Andressa me falou desse caso, eu falei para ela, pá, na hora, mas ela falou, mas eu falei, vai estudar com a gente o que é para você lapidar e mostrar para ela, porque o processo de aprendizado de cada um é diferente, então eu não posso partir Mas, sim, o planejador, vamos lá, desculpa para o Fred mais tough aqui na questão, e eu sou mesmo, não tem problema isso, não dá para fazer a coisa errada, não dá para ficar em algo do tipo, tem que sair o quanto antes, até inclusive com questões depois de certificação e etc., é nosso papel determinar para o cliente essas contas, porque nós não podemos estar junto com ele em algo do tipo. tem diretrizes e questões todas a serem cumpridas. Então, preto é preto, branco é branco, não dá pra ficar, isso é ilegal, vambora. E assim, como é que você vai declarar isso? Como é que você vai determinar isso na tua renda, na tua receita? Você não pode fazer isso. Você vai levar penalidades, você tá fazendo adiotagem, você tá participando de uma pirâmide. Tem que deixar claro. Por mais dolorido que seja o processo para o cliente, você tem que chegar lá e apertar a ferida. Vai fazer o quê? Vai passar, mas tem que apertar.
Eu acho que nessa frustração dela toda, no contexto geral, é ela descobrir que essa rentabilidade não existe. E que o ambiente das pessoas grandes, dos adultos, isso é utopia. Acho que o trabalho agora é esse, dela entender que isso não existe.
Eu acho que sim.
Eu acho que é importante aqui, Andressa, o adulto, aos 27 anos de idade, ela já é uma adulta, ela é médica, capacidade cognitiva não é algo que seja faltante. Talvez o meu conselho para você, e é um conselho que eu uso para mim, que eu também compartilho para quem aqui atende, gente mais jovem, é primeiro celebre o fato de alguém mais jovem estar. E celebre junto com ela o fato, olha, eu aos 27 jamais talvez pensaria em começar a me planejar. passos e passos e passos à frente. Às vezes você está com a mesa pronta para que tudo vá bem e caminhe bem na sua vida. Mas vamos agora tratar o adulto como adulto e corrigir um pouco essas expectativas, realinhar melhor essas expectativas. E aí eu concordo com o Fred na direção de que é importante mostrar que preto é preto, branco é branco. investimento que funcione, aquele que é simples, que é barato, que é feito de maneira direta e que é o feito de maneira frequente. Isso é o que a gente pode controlar. E é lógico que, no meio do caminho, explorar também diálogos na direção da Talvez... Quais outras áreas da vida que a impulsividade dessa cliente pode estar trazendo algum tipo de prejuízo? Quais outras áreas da vida que a irreverência... Ah, é um amigo? Eu nem fui checar direito. Eu nem pensei se eu tinha que declarar essa renda ou não. Outras áreas da vida que essa irreverência, até de uma médica, que têm responsabilidades absurdas. Ela também deveria estar observando isso. E também, porque o adulto deve ser tratado como adulto, sinuar um pouco de uma soberba dentro desses clientes na direção de quererem estar à frente sempre, quererem fazer mais rápido, quererem ganhar mais do que os outros. Eu acho que o nosso papel como líderes, não só como planejadores, quando na direção de estarmos servindo alguém mais jovem, é não nos privarmos de amadurecê-los também. E eu acho que essa acaba sendo boas conversas, Dressa. Vai ser legal ver a continuidade desse caos aí. Viu?
Parabéns, parabéns. Ela está em ótimas mãos.
Ela está se divertindo agora.
Que bom, que bom.
Gabi, de jovem para jovem, e você, meu irmão? O que você viu na semana passada, numa semana um pouco mais curta de carnaval? O que você conta de encontros que você teve na semana passada?
Bom, semana passada foi uma semana à la Fred, a gente aproveitou o carnaval para ficar mais tranquilo, passear com os amigos, mas há duas semanas tive uma reunião com uma dessas clientes bem jovens, até mesmo mais nova do que eu, que também é médica, e a gente já tá numa etapa aí da metodologia, que a gente começou a conversar sobre investimentos, a gente já definiu os objetivos, registrou lá no cash, então já tá naquela etapa de dar uma olhinha de investimento, e que é bem interessante, esse público jovem gosta disso, e era um dos interesses dela no começo do trabalho, mas principalmente ela tem uma noção melhor do que estava fazendo com o dinheiro, para onde estava indo, investir bem, porque ela também já estava investindo também, desbravando águas arriscadas, então estava também emprestando dinheiro para a diota, e agora a gente já está direcionando melhor o dinheiro dela para investimentos mais seguros, contextualizados para os objetivos dela.
Tá bom, tá bom. Você tá vendo só, Fredão? Você já tá liderando também, né? O Gabriel também já tá podendo exercer um equilíbrio, semanas de trabalho, semanas de mais descanso. A gente tem essa brincadeira aqui, né, Fred? Mas se alguém que sabe o quanto você trabalha, esse alguém sou eu, viu, meu irmão? Ao mesmo tempo, também celebra o fato de você encontrar espaço na sua agenda pra descansar. e celebro ainda mais você, Gabriel, de fazer o mesmo, viu? Você está certíssimo, não adianta, não, eu vou descansar quando eu tiver com os meus 40 e poucos anos, aí eu começo a cuidar disso. Cara, olha que bacana você com a maturidade de poder exercer isso desde já. Mas Fred, eu quero te trazer para a conversa pelo seguinte, vamos de novo ficar na turma mais jovem e a gente aqui a tatar a voz do planejamento financeiro no Brasil, A gente está parecendo chato, velho, chato, falando do assunto. Mas a turma jovem, como o Gabriel bem colocou, está na rede social, está no YouTube. E é engraçado. Segura essa, porque essa vai para quem tem costas largas. Será que os influenciadores digitais poderiam ser, na verdade, chamados de manipuladores digitais? O que você acha?
Deixa eu respirar aqui, mas eu não tenho dúvida. Não tenho dúvida que sim. Não tenho dúvida que sim, porque, na verdade, cada um ali tem o seu interesse de virar a manada para onde ele está apontando. Então, tem os autores da Renda Fixa morreu, agora ressuscitaram, e coisas do tipo, e entendendo que não é só a galera jovem não, viu, André? A galera como um todo, as pessoas que talvez tenham a cabeça um pouco menos preparada para todo esse excesso de informação, se deixam levar muito pelas notícias das últimas 24 horas e se esquecem da história toda que foi contada e tem sido contada e construída pela humanidade. Então, você sabe que nas nossas conversas a gente fala muito disso, de o quão importante é conhecer a história.
Não.
É mérito ou demérito dos mais jovens ou dos mais velhos, é meio que geral o que está acontecendo, e sim, tem que tomar muito cuidado. E qual que é o papel do Gabriel, da Andressa, meu, teu, junto a esses clientes? É mostrar a realidade e falar assim, é isso que acontece. E o que é pra você é diferente do que serve pra qualquer um ou pros outros. É pra você, pro teu plano e projeto de vida. Então, Gabriel, não tenho dúvida que contextualizou com essa cliente o seguinte, É isso que está acontecendo, mas você precisa disso agora, e depois os passos serão dados. No papo anterior, ele estava nos contando.
Sem dúvida, sem dúvida. E, Gabi, conta um pouco mais desse caso.
Você entrou em cena. E aí, como é que foi? Ela aceitou a sua interferência até Pelo que entendo, então, ela fazendo diversos investimentos, multidirecional, até muitas vezes operando com agiotas, e você entra em cena. Como é que você se sentiu acolhido? Está conseguindo imprimir a sua digital? Está tendo alguma dificuldade nesse meio de campo? Como é que está?
Olha, tá sendo muito bom. Tô gostando bastante de atender ela. Tanto pela facilidade aí da gente poder conversar, linguagem parecida, interesses. Então, acaba sendo uma cliente muito boa aí de ter. E desde o começo, quando ela descobriu o que eu fazia, ela achou interessante. Falou, poxa, eu preciso disso. E daí, a conversa foi indo. A gente teve depois uma conversa mais formal de negócios. E nunca teve, assim, não tive nenhum problema, ela foi super aderente ao cache, tanto na versão web, ela cadastrou os sons, colocou imagem nos sons, ficou super bonito o PQB dela. Ela lança tudo direitinho, usa bastante o aplicativo. Então, assim, não tenho tido nenhuma dificuldade no planejamento com ela. Estou, na verdade, me divertindo muito com o trabalho. E, bom, acho que é basicamente isso.
Então basicamente, mas você usou uma palavra importante, estou me divertindo com o trabalho. Eu acho que isso tem muito a ver com uma opção sua também. Você tem que tomar uma decisão toda manhã de me divertir. E agora eu trago a Andressa, já que você deixou o gancho, porque se tem alguém que eu sinto que se diverte com o trabalho, que consegue realmente não só se divertir, mas fazer também com que o cliente por sentir-se acolhido, se divirta também com o processo, é, Andressa, o pessoa de espírito leve e bom de estar na companhia. Andressa, e você, o que você acha? Você já falou da cliente mais jovem, mas e aí? Muita gente sendo influenciada ou manipulada, e como você, com sensibilidade e leveza, tem abordado casos assim?
O áudio está falhando de novo.
Meu Deus!
Olha, eu vou colocar certa culpa aqui no StreamYard, porque eu acabei de perceber que o meu microfone também não estava habilitado. Então, talvez o meu som esteja melhor agora.
Sério mesmo? Não, o som estava bom já. Não voltou, Odrissa.
Não estou falando que...
Não estamos te ouvindo, minha amiga. Não estamos te ouvindo. Mas tudo bem, daqui a pouco a Andressa vai voltar. Enquanto ela não volta, a grande questão aqui é o seguinte, pessoal. A gente tem um mercado que é caracterizado pelas muitas opções. Não faltam opções no mercado hoje em dia, até no mercado de investimento. E as nossas vidas, eu acho que elas parecem que estão sendo consumidas pela baixa efetividade nos resultados que a gente tem obtido. Eu acho que a gente foi convencido, como investidor, que quantidade é igual à qualidade.
Quantas vezes a gente não pega carteiras de investimento com dezenas e dezenas de ativos, indo para tudo quanto é lugar, claramente... Olha, pode até ter uma política de investimento, pode até ter um risk profiling bem feito, mas claramente não existe uma estratégia de vida norteando esses investimentos. Eu não estou nem entrando aqui na questão da eficácia da carteira, no custo da carteira. Eu tô mais falando aqui da questão do projeto de vida. E, Gabriel, já que você tá aqui pela primeira vez, eu quero te trazer pra conversa. Como é que você tem lidado, cara, com essa questão, ainda jovem, né? E, portanto, também numa frase, num processo de descoberta, como é que você tem lidado na direção de aconselhar alguém que parece, opa, eu acho que não tem um norte muito claro aqui, parece que as coisas estão ainda indo para muitas direções. Como é que você tem se desenvolvido nessa parte, cara?
Bom, esse tem sido um desafio bem grande para mim, porque eu também estou descobrindo muita coisa para mim mesmo, para o meu contexto, para a minha família. Então, eu tenho que... Estou começando a estudar bastante para eu tomar as decisões e também nas ferramentas que a gente tem disponível aqui na live. Tanto os outros planejadores que estão à disposição, quanto os livros e todos os fóruns que a gente tem gravado. Tudo isso tem ajudado bastante a... aprender como fazer boas escolhas. E aí eu acabo tentando levar isso para os clientes também. Vamos tentar organizar uma coisa de cada vez, o que é o mais importante. E a gente vai tentando dessa forma.
Cresce, acho que agora voltou. Estou ouvindo alguma interferência aqui. Será que vem?
Será que sou eu?
Não sei.
Mas dá para ouvir meu áudio, não dá?
Agora dá para ouvir o seu áudio e a interferência vai baixando.
E agora?
Dá para ouvir, mas com alguma interferência. Agora a gente não está mais te ouvindo.
Olha, eu acho que tá tendo alguma nuvem alienígena passando por Jundiaí. E nesse exato momento a gente tá achando que tá tudo bem, mas o mundo está sendo invadido. Se isso for verdade, hoje é o dia 28 de fevereiro de 2023, 11h43, Luzia, Maria Camila, Maria Fernando, papai, amo.
Brigadeiro da parte. Adressagem que agora voltou. Fala, fala de novo. Vamos tentar.
Vamos tentar. Como é que tá agora?
Fala rápido. Dá um fast forward na mensagem e deixa eu te contar.
Ó, minha mensagem rápida. Aprendi com o Fred que entretenimento financeiro é difícil. Não aceita entretenimento financeiro. Tem gente que faz entretenimento financeiro.
Uhum, uhum. que são os profetas financeiros também, onde eles profetizam um monte de coisa. Ao mesmo tempo, a gente sabe que tem gente, pelo menos, acho que com alguma intenção minimamente séria. Mas pessoal, a nossa ideia aqui é o seguinte, não é apenas parecer crítico, é apenas também não parecer acrítico, porque isso também tem muito nos dias de hoje, ninguém mais pode fazer crítica de nada, a gente está na sociedade do frágil, mas pense bem, se é realmente alguém que não conhece o seu contexto que pode te ajudar a, de fato, planejar a tua vida. Daí que emerge aquela frase que a gente gosta tanto. Todo texto fora de contexto só serve de pretexto. E se há um ambiente onde isso é amplamente exercido, é na rede social. A rede social é uma coleção de textos fora de um contexto que só serve de pretexto para quem, então, usa ali para, eu não sei se te influenciar ou te manipular de alguma maneira. Para a gente concluir esse caso do Gabriel, deixa eu te fazer a seguinte colocação. Como ajudar um cliente que gosta de investimentos, como a sua cliente, como a cliente do Gabriel, mas que está completamente perdido no assunto. E a gente está dizendo que não adianta apontar essas pessoas, vai para a rede social saber mais sobre o assunto. porque talvez ali a gente tenha muita quantidade, mas não necessariamente muita qualidade. No contexto do menos é mais, como de fato ajudar alguém que gosta sem desmotivá-la de, por exemplo, estar onde ela já está, que muitas vezes é num ambiente digital? Como é que você responde essa pergunta difícil, minha amiga?
Ai, o microfone dela não funciona, esse microfone está ajudando. Você está ajudando, Andressa, ou você está prejudicando a gente? Então, enquanto a Andressa tenta voltar com o microfone dela, o Franti estava ali relaxando, tomando uma água. Se vira, meu irmão, a pergunta agora é para você. Como ajudar um cliente que gosta de investimento, mas se apresenta completamente perdido no assunto, mas a gente não pode desmotivá-los também?
André, eu gosto de reservar um momento para conversar com ele sobre isso. Longe de nós todo o ar professoral que às vezes nós temos, mas talvez valha a pena uma aulinha sobre macroeconomia, contexto, o que significa cada um dos investimentos. Eu tive um papo muito legal hoje cedo com uma cliente minha que falou, pô Fred, eu sempre via tudo o que a gente estava fazendo, você e meu marido sempre falando muito sobre as coisas todas que nós estamos fazendo e me via perdido em diversos momentos quando chegava no ponto investimento, mesmo é você falando um pouco, mas não era o suficiente que eu gostaria. Porque também fica muito maçante a gente só ficar falando disso e ficar dando aulas ali. Ela resolveu fazer um curso e hoje cedo ela conversou comigo trazendo umas impressões, falando, nossa, que legal, vi que a gente fez tal coisa, é por isso, isso e aquilo, vamos entender tudo isso e tal. Faz parte, talvez, até ela buscar uma formação externa para trazer de volta para nós aqui a conversa mais estruturada. E tudo bem, eu acho que temos que ajudá-los nisso e contextualizá-los.
Muito bom, muito bom. Acho que o Gabriel também colocou essa mesma receita, quando ele então comentou, ah, comecei a falar um pouquinho com ela, dar umas aulinhas de investimento, eu acho que esse é um cuidado. Então, de um lado, a gente trazer um pouco, e aqui talvez a gente esteja sendo bastante vertical, né, Fred, a Life tem um... um conjunto de conhecimento, a gente tem um material que vai na direção de aulas de investimento. Me lembro bem de um cliente que disse que não gostava desse assunto. Um pouco diferente. Estou ouvindo um eco vindo de algum lugar.
Deve ser eu procurando resolver meu problema.
Resolveu.
E agora?
Só você pode falar.
Eu vou falar, quero falar, porque eu quero participar.
Fábio, manda grupo.
Olha só, tem uma coisa importante aqui, que eu acho que a gente tem que falar. O Gabriel, ele surfa muito bem o...
É, Andressa, sinto muito, mas o seu microfone está sendo... Andressa, depois...
Não pode fazer propaganda.
A Andressa está chorando nesse exato momento, ela está se descabelando. Imagina, Gabriel e Fred, uma mulher querendo falar e não poder falar, meu irmão. O negócio não deve estar sendo fácil.
E conhecendo muito bem ela, como eu conheço, ela está desesperada.
Drey, tira o plugue, volta o plugue, veja se você quiser. Você pode sair do link, entra de novo.
Tira o microfone, Drey. Desconecta aí.
Não sei se você está no Google Chrome, mas é importante estar no Google Chrome. Mas vamos continuar aqui a conversa. Acho que eu estava rapidamente concluindo um cliente meu que, por exemplo, está um pouco ao contrário dessa turma mais jovem. Ele já fala assim, cara, eu não tenho muito interesse não nessa parte de investimentos. Eu não gosto muito de clientes que optam por isso. Eu disse abertamente para ele que esse não é o meu estilo preferido. Mas ele usou uma figura de linguagem que eu achei interessante. Ele disse, André, se eu te pergunto que horas são, eu só quero saber que horas são. Não precisa me explicar como funciona o relógio. Então, acho que cabe a gente essa sensibilidade, enquanto planejadores, a entregar e encontrar o cliente onde ele está também. para depois disso a gente poder, acolhendo, conduzir, como se fosse uma condução realmente, conduzir o cliente para onde ele deveria estar. E esse deveria estar, o Fred bem colocou, não é onde a gente quer que ele esteja, é a partir do projeto de vida que a gente cocria junto com cada um deles. Dressa, vai tentando aí, fica tranquila. Você pode ficar falando, a hora que sua voz aparecer a gente para para te ouvir, mas não está aparecendo por enquanto. Fred, e você, meu irmão, o que você teve na semana passada de caso? Era algum cliente jovem também ou não? Ontem foi a semana dos jovens, na semana passada, pelo jeito, ou não? Você vai quebrar essa...
Não são clientes idosos, mas também não são tão jovens talvez quanto esse do Gabriel e da Andressa. Eu estou ouvindo aqui a microfonia de alguma forma. É um casal para baixo de Ela é de 40 e ele 42, ou seja, é um casal relativamente jovem, mas não tão jovem. Desde o início do trabalho, eles têm uma sintonia muito legal nessa parte plano, projeto de vida e etc, até com desafios legais de curto prazo que nós colocamos e tal. Mas eles têm uma dificuldade muito grande quando o negócio entra para um lado de orientação da parte mais monetária da coisa. Então, planejamento e ajuste de algumas questões de dívidas deles ali, com a parte de uso de FGTS e algumas outras coisas do tipo. Então, eles têm uma dificuldade muito grande de ter o compromisso de ambas para que tudo vá bem. Eles têm um comprometimento muito grande nessa questão de discutir os planos e projetos. Então, por exemplo, se eu quisesse, as conversas seriam 100% para esse lado na reunião. Só que não dá para ficar 100% para esse lado na reunião se a organização financeira não caminhar junto. para que isso possa ser realizado. E aí, na hora que precisa desse compromisso de ambos com essa questão da parte mais monetária da coisa, o negócio desanda. Mas desanda de um jeito que, assim, parece um parto o negócio. Demora às vezes nove meses, e realmente nove meses, para resolver algumas coisas que seriam mais simples. Então, eles têm uma postura de muitas desculpas para esse lado, que acaba trazendo um pouquinho de... É dor, não é? Porque você visualizar aquilo, talvez tenha uma dor ali, e eles procrastinam, não é? Eles reconhecem de forma muito efetiva que precisa ser feito, não é? Mas a palavra dele mesmo foi, Fred, eu ando apagando os primeiros incêndios que aparecem, depois eu olho para isso.
Gabi, deixa eu te trazer para a conversa, cara. Imagina você nessa situação, onde está claro que precisa ser feito, mas o cliente não está fazendo a parte dele. Já se deparou com isso na sua ainda jovem carreira, ainda não, e se não deparou, como é que você buscaria sair de uma situação como essa? Como é que você lidaria com uma situação dessa?
Olha, é bem difícil. Eu já tive, sim, clientes mais ou menos assim, que realmente... A gente precisa de fazer essas coisas e as pessoas ficam postergando, não fazem. E é difícil. Eu confesso que eu não descobri como ajudar ainda, como resolver esse problema. Mas eu... Eu era assim também, muito de deixar fazer as coisas depois, e hoje eu me vejo muito melhor por causa de um acompanhamento com um psicólogo. Imagino que a gente aqui, vendo nossos clientes nessa dificuldade, pode acabar direcionando, olha, acho que talvez faça sentido você.
Ativando a fazer tudo isso. Então, eu acho que seria um caminho. É ajudar o cliente a encontrar outros profissionais do mercado que podem ajudar nesses casos mais específicos.
Exato. Pode ser que, eventualmente, seja uma natureza até cujo cuidado precise de algum apoio de remédios ou alguma coisa nessa direção. Dressa, não sei se você já conseguiu reativar o microfone.
Mas tá dando microfonia ainda.
É gente, eu sinto muito.
Parece que você tá num avião agora falando com a gente, tá legal assim.
Poderia ser se você desativar tudo, desconectar tudo, deixa o microfone do notebook só ali, tem?
Tem.
Mas aí o som também sai, né?
Uhum.
Drey, se prepara, você vai ter que voltar semana que vem, viu? A gente vai querer te ouvir mais agora de um outro lugar.
Tenta conectar no celular, Drey.
Pode ser uma ideia, pode ser uma ideia. Mas olha só, Fredão.
Nesse contexto aí, cara, você já comentou, já tentou algumas coisas, está tentando. Eu acho que uma coisa importante em situações assim é A gente, de novo, partir para uma conversa franca com o cliente também, até na direção de mostrar aqui uma coisa que é muito importante. Olha, dar certo o projeto de planejamento não deveria ser o meu objetivo isolado. Até porque eu não quero imprimir em vocês qual é o meu objetivo pra família de vocês. Vocês é que vão ter que me dizer qual é o objetivo de vocês e o meu papel é facilitar a trajetória até o objetivo de vocês. É somente isso. E há um absurdo valor nisso. Agora, vocês precisam, de fato, depositar essa parte de vocês. E talvez até um pedido de licença para o cliente. Vamos aqui projetar e enxergar quais são as consequências da gente fazer o que precisa ser feito e quais são também as consequências da gente continuar postergando, continuar dando desculpas para não fazer o que tem que fazer. E ali desenvolver realmente um cenário claro para o cliente. Eu me lembro Donald Miller é um autor americano e ele criou o conceito do Story Brand, e ele coloca o seguinte. Toda grande história, e a nossa história também é muito pautada nisso, existe um protagonista, o protagonista é o cliente, que tem um problema. Eu aqui tenho vários problemas na minha vida, eu sei que o Gabriel também, a Andressa também, o Fred também, todo mundo tem. Ninguém aqui é alheio a isso. Mas, ao longo da nossa vida, a gente encontra guias que podem ajudar a gente a superar esses problemas, a lidar melhor com esses problemas e até resolver esses problemas. Agora, esse bom guia, que não é um manipulador e nem um influenciador, é um guia, e o guia aqui requer uma relação síncrona, um a um, ele tem um plano. E você tem um plano, pelo que eu entendo, você claramente já mostrou qual é o plano. E esse plano, ele chama o protagonista a agir, ele chama o protagonista para a ação, ou seja, não é o guia quem faz. Não é o Q que faz o que o 007 tem que fazer. Não é o Dumbledore que faz o que o Harry Potter tem que fazer. Então, o Harry Potter tem que fazer o que o Harry Potter tem que fazer. Mas existe o guia. Ao chamá-lo para a ação, e aqui tem a parte mais importante desse framework narrativo, é também o papel do guia mostrar o seguinte, o que acontece se a gente fizer e dá tudo certo? E o que acontece se a gente não fizer? Que significa dar tudo errado. E a gente tem que mostrar essas duas cenas, essas duas imagens para o cliente. A gente não deve impedir um cliente nosso de enxergar as consequências negativas dele continuar seguindo a vida do jeito que está. Isso seria um desserviço. Mas muitas vezes, aqui eu concluo, a gente se sente constrangido de mostrar isso, ou até com medo de mostrar isso. Porque será que eu não vou perder o cliente?
O que ele vai pensar de mim? Vou ser eu mais um chato que vai mostrar como as coisas são? E aqui realmente eu concluo, eu penso, por exemplo, qual é a grande linguagem de amor que existe? E se a gente vai para a Bíblia e remete aos 10 mandamentos, os 10 mandamentos começam muitas vezes com a palavra não.
Não roubarás, não desejará a mulher do outro. Não é uma palavra de amor. Para quem aqui tem filhos, sabe o que eu quero dizer. A gente não diz não para os nossos filhos porque a gente tem qualquer sentimento que não seja o de amor na direção deles. Claro que isso tem que ser medido, claro que isso tem que ser colocado dentro de um contexto, mas a gente tem que mostrar o não para o cliente também. Não o não no sentido de não faça. O não no sentido de você não vai estar bem se isso continuar desse jeito. Você não estará perto da tua melhor versão se você continuar dessa maneira. Então, eu acho que a gente tem que saber dosar isso e não se privar de mostrar as consequências para o cliente. Viu? Dressaz, está conseguindo falar?
Acho que sim.
Olha só.
Ai, que incrível. Agora estou plena.
8 minutos para falar tudo que você queria falar.
Primeiro, quero pedir desculpas e prometer que semana que vem eu estou de volta, faça chuva, faça sol, para poder participar com mais qualidade. Segundo, eu acho que a gente está falando sobre pessoas jovens, pessoas mais velhas, mas todos têm uma coisa em comum, que é a parte dos objetivos. que muitas vezes eles acabam não acontecendo por essa dificuldade do não, mas entra muito aquela parte que eu estava falando do Gab, ele ter uma facilidade em conversar com o público que está vivendo o que ele está vivendo. Então, acho que a gente trazer a nossa vida pessoal, as nossas experiências, coisas que deram certo, as coisas que deram errado para o nosso cotidiano, para o dia a dia, talvez ajude a gente a entender os nãos deles e ajudá-los a dizer mais nãos. Então acho que esse contexto é muito legal. Eu falo para ele, falo, a gente estava trocando uma ideia, a gente conversava bastante e eu falei, cara, você surfa um mercado que te compra com qualidade porque você está vivenciando aquela emoção. Então é fácil você dividir com eles as estratégias porque é a sua história, né?
É verdade. E acho que é importante, para o Gabriel, um planejador jovem, e deve ter muitos outros ouvindo a gente também, você não precisa ter tudo equacionado na sua vida. Eu, pelo menos, não tenho. E acho que também digo o mesmo pela Andressa, pelo Fred. Mas, Gabriel, e turma mais jovem, profissionais mais jovens, basta você estar um passinho à frente. E vocês estão um passo à frente, pelo conhecimento que buscaram adquirir e também pelo grupo, pela comunidade que vocês decidiram participar e exercerem um coração ensinável. Então, basta estar um passo à frente para a gente poder até atuar como um guia dessas famílias. Isso não deveria trazer conforto para ninguém. Isso, na verdade, é como o Uncle Ben costumava dizer, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Então vocês já têm um poder, que é estar um passo à frente, que é estar se dedicando de maneira mais intencional para entender toda essa relação de vida e dinheiro. A responsabilidade agora é, primeiro, não ter soberba, não ter impulsividade.
E não buscar resolver tudo de maneira muito rápida na vida, na carreira de vocês. Dê tempo ao tempo. Mas também, uma outra característica dessa responsabilidade é entender que vocês são líderes já. Líderes dessas famílias. líderes dessas pessoas que dizem, mesmo jovens quanto, tão jovens quanto, ou até mesmo clientes mais velhos. Eu sei que o Gabriel atende gente mais velha do que ele. Mas você tem um conjunto de conhecimento que, se não for completo, o meu eu te digo que não é, Gabriel. Já é um pouco adiante desses outros profissionais. E você ali já pode exercer uma liderança. Já pode exercer uma liderança, tá? Então.
Eu fico imaginando, imagina o planejador que o Gabriel vai ser quando tiver a minha idade. absurdamente mais habilitado do que eu, porque começou muito mais jovem e não abandonou essa jornada. Mesmo com os desafios, com as dúvidas, com os anseios, persistiu, persistiu, persistiu. Acho que não há nada mais belo do que o produto da persistência. Isso vale para o Gabriel, vale para os clientes mais jovens que a gente está atendendo, vale também para os profissionais mais jovens que estão escutando a gente aqui. Fredão... Fredão.
Para concluir esse teu caso aqui, O que está no teu coração para cuidar dessa família? De verdade, o que tem? Você fala assim, se eu pudesse invocar aqui do meu bate-cintos um superpoder, o que eu realmente gostaria de poder deixar claro para eles ou fazer com eles? Pergunta difícil, hein? Como é que você responde ela?
André, eu, sinceramente, sem soberba e sem achar que eu já estou fazendo tudo, eu acho que eu tenho feito de coração realmente para eles, porque teve uma conexão muito legal. Eu tenho tirado diversas ferramentas do cinto aqui para tentar ajudá-los. Fiz coisas totalmente fora de uma caixinha padronizada, vamos falar assim, né? Eu acho que só falta eu ir até lá e fazer uma reunião ao vivo e pegar na mão e ir junto. E talvez, se bobear, possa até fazer, tá? Cara, vamos lá, vamos... Então, eu estou nesse ponto porque, de coração mesmo, por causa do filhinho, da história de vida deles ali, de como eles vieram, do respeito todo ao trabalho, enfim, uma conexão legal que teve. Eu quero muito que dê certo e está isso aqui de dar certo. É pouca coisa. Precisa de um ajustezinho.
Por quê?
Porque esse ajustezinho vai fazer com que eles caminhem de forma muito mais leve. Não está difícil. Então, assim, eu estou querendo mostrar muito para eles, gente, não está difícil. Mas precisa sair, vencer essa inércia. Precisa sair dessa zona de conforto. Precisa parar de procrastinar. Óbvio que não dá para a gente fazer isso sempre e por todos. Mas, às vezes, dá vontade de ir lá e fazer.
Acho que eu gostei.
Há um poder absurdo em estar presente com as pessoas.
A gente está saindo de um ambiente, de um momento histórico que a gente pôde... ter novos clientes a partir do meio digital e continuamos servindo clientes do meio digital, mas, Fred, acho que se existir um extra mile para você percorrer nessa história com essa família é estar presente, fazer-se fisicamente presente, até na direção, muitas vezes, de eu vim aqui para resolver. Eu vim aqui pra ajudar. Falta, nos dias de hoje, aquele profissional que sai do escopo, que faz o além. Eu vim aqui pra ajudar. Nós vamos resolver esse negócio juntos aqui. Então, eu acho que você tatuou aí com uma boa resposta. Dressá, estamos encerrando de uma maneira diferente esse daqui. E no seu caso, minha querida amiga, o que está no teu coração pra fazer, pra tentar, então, a continuar acolhendo, mas apontar essa jovem cliente para investimentos melhores, talvez mais simplificados. Não vai ser 17% ao mês, talvez vai ter que ser mais a casa do 0,7% ao mês em maneira continuada. O que você está pensando em fazer?
Então, André, a gente começou um trabalho de conhecimento.
Onde eu fui mostrando para ela como funciona o mercado financeiro, o que é uma renda fixa, o que é uma renda variável. Então ela foi, ela está caminhando sobre um universo novo e para ela decidir coisas melhores agora é mais fácil porque ela sabe. Então acho que a clareza e o conhecimento sobre cada produto serve, por que tem que ser desse jeito, está ajudando a tomar decisões mais assertivas. Então, o orçamento dela já está mais redondo. Ela já escolhe os produtos que ela quer mais consciente. Então, no começo, o difícil foi a frustração da rentabilidade. Mas depois que ela teve o conhecimento sobre para que serve, ela está tomando decisões melhores agora.
Muito bom, muito bom. E você, Gabi, o que você conta aí? O que está no teu coração com essa jovem cliente médica? grande interesse na área de investimentos. O que você faz? Olha, eu quero apontar o meu cuidado com ela, o meu trabalho com ela para essa direção. Que direção é essa?
Bom, o contexto dela é bem parecido com o da minha esposa, então, o meu coração quer desenvolver bastante o meu contexto aqui em casa também. A gente conversar bastante sobre essas decisões futuras de carreira e para ajudar também essa cliente que vive um contexto muito parecido.
Eu fico pensando, né, Gabriel, muitas vezes a gente ora Deus, eu gostaria de... ter algumas coisas diferentes, eu gostaria de que aqui em casa algumas coisas fossem diferentes, e diz, ah, é? Você quer realmente, filho? Tá bom. Então eu vou te dar uma cliente parecida com a situação que você tem, pra você poder fazer exatamente a mesma coisa, e é assim que eu te ajudo. É assim que eu respondo a sua oração. Agora, só alguém com maturidade para ter essa sensibilidade, viu, Gabriel? Então, parabéns, cara. Parabéns e obrigado por estar aqui com a gente. Encerramos esse 17º episódio. Eu vou sair do estúdio aqui. Não sei se os alienígenas de Jundiaí já chegaram. Hoje a gente vai poder almoçar. Aí em São Paulo, Gabriel, alguma coisa diferente?
Tudo bem estão escondidos ali em cima das nuvens.
O negócio é que o Jundiaí vai descer mesmo.
Eu vou aceitar a zoeira.
Só porque você está no nosso coração. Dressa, se prepara, semana que vem você está de volta. Gabi, quero te ver mais vezes aqui, tá bom? De novo, sempre poder escutar a perspectiva do mais novo, de quem está começando, é fundamental. É como se fosse na veia de quem tem mais tempo de carreira. para a gente poder revitalizar algumas coisas, revigorar algumas coisas e pensar de uma maneira que a gente é incapaz até de projetar. Porque, olha só, eu posso dizer, não, eu estou pensando assim, mas eu gostaria de pensar diferente do que eu penso, mas eu começo a pensar diferente do que eu penso a partir do que eu penso, como eu penso diferente. Eu sempre vou estar canalizado, eu sempre vou estar limitado, tá? É sempre fundamental a gente ter uma perspectiva nova, tá bom? Te agradeço pela participação, meu irmão.
Mais novo, mas não menos importante.
É isso aí. Adressar, obrigado, Gabi, obrigado. Tchau, gente. Valeu.
Até semana que vem.
Tchau.
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