A Arte do Planejamento | 🎙️ Episódio #3

André Novaes, Frederico Gonçalves, Gabriel, and Marcelo Caneiro discuss planning with three real cases: separating business revenue from personal income, treating bonuses as one-time money instead of recurring, and adjusting a budget after adoption reduced household income by 15%.
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Olá, sejam todos muito bem-vindos para o terceiro episódio aqui do nosso bate-papo, do nosso podcast vídeo também, quem puder acompanhar por vídeo. Estamos no terceiro episódio, A Arte do Planejamento, e deixa eu já te apresentar quem está aqui junto comigo, como já é comum, o Frederico Gonçalves, o co-anfitrião. Fred, tudo bem? Como é que você está?
Bom dia, tudo bom?
Bom dia, boa tarde, boa noite para quem estiver escutando. Pois é.
Toda vez eu esqueço isso. Eu juro que eu corrijo. Bom dia, boa tarde, boa noite. E animado aqui para mais um capítulo.
Bem-vindo, queridão. Muito bom ter a sua companhia. Deixa eu dar as boas-vindas também para o Gabriel, que está repetindo aqui a dose com a gente. Muito bem-vindo, Gabriel.
Obrigado, André. Bom dia, boa tarde, boa noite a todos que estamos ouvindo. É um prazer estar aqui mais uma vez com vocês.
E a gente também tem aqui a participação do Marcelo Caneiro. Marcelo, como é a tua primeira? Fala aí, bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada para a turma toda. E diga um pouquinho, conta quem você é, o que você faz, conta um pouquinho de você para a gente.
Saudações, obrigado pelo convite, primeiramente. Bom, eu estou nesse mercado financeiro desde 2011, evoluindo na direção de ser um verdadeiro buscando ser um verdadeiro planejador financeiro. Trabalhei durante muito tempo na área de tecnologia, que é a minha formação inicial, e tenho alguns cursos na área de gestão.
E desde 2011 estou no mercado financeiro. E agora, há pouco tempo, fiz essa opção de estar junto do time da Life, que me parece ter sido a melhor opção que eu fiz de todas.
Muito bem, espero que a gente consiga te dar essa certeza, viu, Marcelo? Mas lembra, a gente não é perfeito. Mas olha só, vamos já entrar aqui para o nosso bate-papo e deixa eu só reforçar um pouquinho, você está ouvindo a gente, quem estiver assistindo isso no YouTube pode ver ali esse slide sendo projetado. Pessoal, esse momento nosso, a arte do planejamento, ele é, acima de tudo, uma abordagem contemporânea para tudo o que envolve o planejamento a partir da experiência, da prática do planejador. Portanto, é uma conversa entre colegas profissionais, a gente não tem um script aqui, o grande desafio nosso é abordar e trazer a luz para que você também participe, desafios que a gente, enquanto planejador, e aqui é um bate-papo entre colegas, tá? Eu faço parte dessa turma de colegas, me sinto privilegiado por isso. É uma troca de experiências e, naturalmente, a gente busca aqui imprimir uma digital na direção de conversas maduras, que ganham em profundidade, que se complementam em abrangência, para que você, que está ouvindo a gente, que está assistindo a gente, possa ter uma degustação, uma melhor experiência e um maior entendimento do que é a arte do planejamento, o que é de fato ser um verdadeiro planejador. E a gente acredita que a gente está aqui prestando um serviço valioso para a comunidade de profissionais, para a comunidade de planejadores. Vamos já mergulhar no bate-papo. Fred, deixa eu te convidar aqui para participar. Conta para a gente como é que foi semana passada, cara. Teve alguma situação interessante que você gostaria de compartilhar? Pode ser um caso, pode ser um caos também. Então, o que você tem para dizer para a gente?
O primeiro ponto é que a semana passada foi, no mínimo, divertida por causa do nosso encontro com a equipe.
Falando dessa ponta com clientes, reuniões, causos e casos, eu reforçaria duas reuniões que eu tive, uma na quarta e outra na quinta, logo cedo, pontos importantes aqui. No caso da família, da quarta-feira, um papo muito legal, mas muito legal mesmo, sobre... Os exercícios, vamos falar assim, de paciência, que o marido tem começado a fazer depois de tudo que a gente tem conversado. A reforma no pensamento dele, do Fred, estou entendendo cada vez mais a importância de não ser imediatista, de curtir todo o processo, de curtir as realizações, curtir o planejamento e entender que, por exemplo, com uma viagem programada aqui com as crianças, é muito mais a viagem desde o início da programação do que só ela em si etc. E o segundo ponto desafiador da semana, num papo mais profundo também ali com a cliente.
Vamos ficar num caso só, queridão?
Vamos, vamos.
Esse é muito bom.
Vamos nele. Nossa, estou falando que tem dois highlights aqui para a gente tentar entender o que é melhor aqui.
Isso eu acho que vale a pena a gente explorar, até porque, como eu me recordo lá há tanto tempo, você trazendo para toda a equipe da Life isso que eu acredito que seja, inclusive, já uma marca sua na direção de menos linha de chegada, mais processo.
Então conta para a gente um pouco disso, cara. Teve algum caso particular? Eles estavam realmente planejando uma viagem? Dá um tempero a mais. O grande tema que a gente vai conversar aqui é sobre isso. Jornada melhor que linha de chegada, mas dá um detalhe a mais para a gente.
Eu acho que o principal ponto deles é que são empresários, abriram uma empresa de empreitadas lá em Guinas, junto a Vale, com obras e etc. e estavam acabando atropelando as coisas um pouco na questão de gestão, combinação de empresa com família e sempre muito querendo fazer as coisas muito de bate-pronto, sem muita programação e se enrolando um pouco com tudo. E aí a conversa nossa, desde sempre, foi muito mais de entender que esse negócio, para se tornar realmente um negócio.
No mês seguinte, né? Até mesmo porque participa de licitações e etc. E aponta também do conhecimento maior de tudo que está acontecendo, da separação entre vida financeira pessoal e vida financeira da empresa, que se conjuga muito ali. E principalmente com o marido, esse ponto da paciência e da relevância em participar do processo como um todo e não simplesmente resolver de forma muito atribulada, de hoje para amanhã, por exemplo. Ou seja, construir as decisões, as relações e etc. Isso é um highlight de algumas conversas que é o que você sabe, como você bem falou, eu tento caminhar bastante com isso com os clientes.
Deixa eu trazer aqui o Marcelo e o Gabriel para esse nosso bate-papo. Gabriel, já passou por isso também?
A importância da gente conduzir os clientes para alinhar a expectativa.
O pensamento tem que ser longo. O pensamento longo, quando a gente fala de Brasil, no máximo entre copas do mundo. A minha visão é longa. Daqui a quatro anos, a gente vê isso na política, a gente tem plano de governo, a gente não tem plano de país. Mas e a gente aqui, cara, no nosso grãozinho de areia, nessa praia conturbada, cuidando de uma família de cada vez? Como é que você tem visto essa questão do alinhamento de expectativa, do convite para a jornada e não só da celebração na linha de chegada? O que você compartilha para a gente?
Então, André, acho que um tema bastante irrelevante esse que o Fred trouxe, acho que o que eu passei mais próximo que seja parecido com essa situação, é na questão de um alinhamento de expectativa com relação a empresários, principalmente na questão da separação da empresa, do que é empresa, do que é pessoa física, eles trazem muito isso de uma forma misturada e acaba que quando ele enxerga a empresa como um todo, ele olha um faturamento e aquilo faz a questão do alinhamento de expectativa ser um pouco mais alto do que a realidade, porque faturamento é diferente de lucro. Então isso faz com que num momento, num curto prazo, quando ele tem um faturamento maior, ele acaba criando um padrão de vida um pouco maior com aquela conquista, e aquilo muitas vezes não é perene, E de lá na frente, alguns meses depois, quando aquilo acaba não se repetindo na empresa, gera uma frustração dentro do planejamento da família, porque ele não consegue manter aquele padrão que ele trouxe. Famílias que estão sendo acompanhadas por um planejador, acho que tem a oportunidade de agir a tempo antes que essa situação acabe virando um endividamento, porque é muito difícil a gente baixar de um padrão de vida depois de que experimenta tudo aquilo. E uma coisa que eu trabalho muito com os clientes nesse sentido de alinhamento de expectativas é mostrar para eles que a gente precisa, por mais que um empreendimento seja algo que não é tão perene em relação aos resultados, a gente não consegue fazer um planejamento muito linear todos os meses, de forma constante, ele tem uma oscilação muito grande. Acho que o mais importante de tudo isso é a gente usar o tempo ao nosso favor e enxergar no longo prazo uma média disso que a gente pode estar trazendo e criar um padrão de vida dentro daquilo que a gente tem uma garantia de que a empresa vai nos trazer e depois com os projetos que a gente vai criar, conforme for ter um resultado superior àquele, a gente vai escolhendo nossas prioridades, já tendo elas mapeadas e passar a dizer para o dinheiro onde ele deve estar nos servindo a partir do momento que a gente enxerga que ele vai estar disponível. Eu traria isso, parecido com o que o Fred trouxe para nós.
Marcelo, aqui quem participa já é colocado para um bate-papo forte. Então, olha só, o Gabriel colocou que existe uma diferença entre faturamento e lucro. Eu colocaria uma camada adicional. Existem três diferenças. Existe o faturamento, o lucro e a renda. porque muitas vezes parte do lucro deve ser reinvestido, parte do lucro deve ser reservado, e aí então há uma disfunção ainda maior. Agora, você comentou pra gente aqui que teve uma experiência em tecnologia, uma experiência em gestão de negócios, uma carreira longa, A turma confunde, Marcelo? O empresário confunde finanças pessoais com finanças empresariais? O médico confunde isso? O autônomo em geral? Ou a gente está meio viajando aqui no assunto, cara?
Nossa, André, confunde muito. Isso era um grande problema que eu sempre tive, porque eu atuei na área de tecnologia com... software de gestão, um software que geria a parte operacional da empresa. E uma grande dificuldade era justamente ter essa segregação de contas, do que é a pessoa física, do que é a pessoa jurídica.
Legal.
E eram pequenas empresas, a gente não atuava na área de grandes empresas, eram pequenas e médias empresas, onde isso é mais marcante. E a vida empresarial oscila muito, ela é mais volátil, porque a gente está sujeito a várias coisas, mercado, governo, imposto, ambiente, E a vida pessoal não precisa ser assim. Então, quando a gente consegue segregar isso e criar esse colchão, tanto na vida pessoal e buscando isso também na empresa, porque a empresa também não precisa estar dentro dessa oscilação. A gente tem que criar um colchão para que, em momentos de incerteza, a gente consiga ter uma segurança maior.
E aí a gente via muito isso. O problema é que a família entrava para dentro da empresa e aí fazia com que a empresa fosse ficar sustentável, sendo um bom negócio em bons momentos, mas talvez não tão bom em momentos mais difíceis.
E eu acho que nosso trabalho como planejador pessoal, quer dizer, se a gente traz isso para as famílias, automaticamente elas vão ver que isso tem efeito e vão levar isso para a empresa. Apesar de não ser o nosso foco da empresa, mas isso vai refletir.
Sem dúvida. acaba tendo impacto também na empresa. Fred, deixa eu fechar esse loop com você, cara. Como é que você faz? Conta para a gente como é que você, na prática, ajuda os clientes a distinguirem melhor entre pessoa jurídica e pessoa física.
André, primeiro eu vou direto ao ponto.
A separação via livecache, via o sistema que a gente utiliza aqui dentro da live, é direta. E, num primeiro momento, eu efetivamente viro para eles e falo assim, ó, primeiro a vida pessoal, vamos entender como é que ela está configurada, vamos entender como tudo isso está começando a aparecer para você de forma maior e o que isso vai significar, né? para depois começar a entender o que pode ou não vir da empresa para cá, vamos falar assim, complexidades criadas dentro do orçamento, se faz sentido ou não colocar os custos ali dentro, porque as duas pessoas precisam estar saudáveis na vida deles, a física e a jurídica. Como o primeiro é a pessoa física, é a família, e muito do que a gente coloca para os clientes eles podem levar de volta para a administração, pessoal, familiar, ou enfim, que seja na empresa, eu primeiro começo na base, que é a família. E começando a segregar realmente aquelas contas de, ok, se a empresa paga um plano de saúde, tudo bem, vamos entender dessa forma, mas os custos de médicos particulares não cobertos por eles são de vocês e não dela. Só para dar um exemplo básico.
Claro, claro.
Então basicamente é isso, é começar a colocar a linha limite nas questões todas, porque eu sempre falo o seguinte, se a gente entender qual é a média saudável para vocês aqui dentro, nós podemos criar um fluxo saudável para a própria empresa para vir para cá e depois distribuir lucro do jeito que vocês melhor preferirem e acreditarem que deve ser. Antes de ficar sangrando Porque você não sabe se a empresa pode dar aquilo. Então, primeiro, vamos ajustar aqui. O primeiro ponto é a família.
Legal, legal. Eu gosto de abordar da seguinte maneira, acho que vai muito na mesma direção que todo mundo aqui colocou. É normal um pequeno empresário, até mesmo um profissional autônomo, ter até uma sede de conversar com a gente sobre o negócio que está sobre a mesa. E como eu acho que palavras importam, eu digo o negócio que está sobre a mesa é importante, mas mais importante é quem está na cadeira. tomando as decisões do que acontece. Eu costumo dizer que, basicamente, negócios conjugam recursos humanos, recursos materiais e recursos financeiros. É o recurso humano que decide o uso do recurso financeiro para a otimização do recurso material. Mas tudo emerge, como o Fred bem colocou, do recurso humano. E eu gosto muito dessa abordagem que olha o recurso humano a partir da perspectiva da família. E creio que uma conduta muito legal é a distinção dos papéis. Quantas conversas, não necessariamente fáceis, mas amplamente relevantes, eu tive com médicos donos de policlínicas ou de day hospitals, ou mesmo com dentistas que tem ali uma operação ao redor da cadeira dele, ou até pequenos empresários, lojistas, donos de consultorias pequenas, que aponta para qual é o teu papel dentro dessa empresa. E você vai remunerar o seu papel como você remuneraria qualquer outra pessoa que desempenha esse papel. Porque qual é a remuneração do sócio? Não é faturamento, não é dinheiro que sobra, é lucro distribuído. Não é nem lucro. Porque dependendo do estágio da empresa, o lucro precisa ser reinvestido nela mesmo. Agora, para o lucro também não ser falso, ele já tem que contemplar o pagamento de um papel. Se você quer chamar você mesmo de CEO, presidente, não importa. Entenda o papel. Sim, dê um nome para o papel e olhe o teu negócio remunerando esse papel. Cara, mas se eu só retirar isso, eu não consigo fazer o que a minha família quer fazer. Ótimo. Temos aqui mais um motivo para você estar ao lado de um bom planejador que vai te ajudar nas escolhas que são difíceis, nas renúncias que são necessárias. Para concluir, quantas e quantas vezes a gente já não ouviu e pode fazer o convite para empresários, para autônomos. No limite, você vai ter que tomar uma única decisão. Ou você vai ser dono rico de empresa pobre, ou você vai, por um tempo, ser dono pobre de empresa rica. E lá na frente, aí eu emendo com o começo. Visão longa. Como é que você acha que vai estar melhor? Como é que você acha que você vai estar melhor? Muito bom papo, Fredão. Obrigado por trazer isso. Quem sabe a gente aborda o segundo caso aí, que você sempre traz coisa boa para a mesa. Mas agora, Marcelo, prepara o gogó. O Gabriel vai ter mais um tempinho aí para pensar no caso, o caos dele. Como é que foi a sua semana passada? Conta para a gente se teve algum encontro relevante. Não precisa ser nada extraordinário, cara. O nosso dia a dia aqui já é um tanto quanto fascinante. O que você conta?
Mas eu tenho uma coisa bem bacana para compartilhar. O meu primeiro cliente na Life, ele já é meu cliente há mais tempo e está nessa jornada comigo também na Life, mas ele me apresentou uma coisa na segunda-feira, assim, Marcelo, tem um problema, vou precisar de você. Eu falei, opa, vamos lá?
Que problema é esse?
Bom, resumindo bem, ele precisa ou ele quer comprar um apartamento, né? Por conta da escola dos filhos, que onde ele mora hoje estaria distante de onde eles vão estudar ano que vem. E as atividades de lazer, academia, natação, todas estão também próximas a essa nova escola e eles moram num local relativamente distante desse ponto do colégio. E aí qual que era o dilema dele? A esposa queria comprar um apartamento e ele falou, cara, eu não quero, estou com um problema, que a Carol quer o apartamento e eu não sei como é que vai ser isso. Falei, não, espera aí, vamos voltar à conversa do início. A Carol quer e você não quer? Você acha que... Não, eu estou preocupado com o nosso planejamento futuro, a minha tranquilidade financeira lá na frente e o impacto disso, dessa decisão nesse nosso planejamento. Falei, não, então isso é outra coisa. Mas o que você acha da compra do apartamento? Não, eu acho que realmente está no momento. A gente precisa de um canto nosso, porque ele é executivo de uma construtora, então ele acaba ficando a semana toda, mas a atividade que ele está hoje permite com que ele sempre volte a Belo Horizonte, fique dois, três dias fora e volte para cá, passar o restante da semana. Antigamente, ele não podia fazer isso. Aí a família tinha que acompanhá-lo. E aí a gente está querendo um canto, é aqui que a gente quer estabelecer realmente a nossa família. Bom, em suma, a decisão também não era ruim para ele. O que estava deixando ele um pouco preocupado era o impacto disso nas finanças e nos projetos futuros. Bom, a partir de um histórico que a gente já tem do Cash, a gente conseguiu ver o seguinte, cara, está super tranquilo. O que a gente tem que fazer? Aumentar a reserva mensal que a gente tem que fazer para esse projeto futuro, porque a gente vai usar parte de uma reserva que já existe para essa aquisição.
Uma das metas que a gente tinha até o final do ano era encaixar o orçamento dele dentro do rendimento mensal, não utilizando os bônus. E os bônus são maiores, inclusive, que o rendimento mensal.
Mas a gente já conseguiu fazer isso. E, assim, diante dos bônus que ele vai receber, a gente consegue executar os dois planos, esse apartamento no curto prazo e a tranquilidade financeira dele para o projeto futuro que a gente já tinha estabelecido também está tranquilo. Então, eu consegui mostrar isso muito claramente para ele e muito rápido, por conta da clareza que a gente tem no orçamento. Então, foi muito recompensador. para mim, como planejador, e acho que para ele, como cliente, tranquilizou muito em relação a isso.
Muito bom. Fred, deixa eu te trazer primeiro para essa conversa, porque sei que você tem uma extensa coleção de famílias que recebem bônus. e bônus significativos. E eu me lembro de algumas conversas que a gente teve nessa direção, os desafios que você tem de...
Ter boas e maduras conversas acerca do papel dessa grana extra no grande planejamento. Nesse contexto, Karen, pacto de uma decisão X num planejamento futuro Y. E existe um bônus. O que você tem para dizer como aprendizado da sua carreira até agora?
Eu vou começar com a frase que eu falo para todos eles, bônus precisa significar bônus e não expectativa de garantias de recebimento ou considerar que isso seja um alvo para pagar as contas mensais. Isso tem que ser uma boa surpresa e não simplesmente conto com isso para fazer todo o meu planejamento. E suposto, o que eu gosto sempre de frisar para todos os meus clientes é o seguinte, colocando na grande foto, entendendo que a média saudável de vocês é essa, e se dentro da média saudável nós não dependemos do bônus, bem-vindo ao mundo de que você pode gastá-lo da melhor forma que você entender que é, que seja possível, né, no momento que ele acontecer. Então, se, por exemplo, se a família entende que a média saudável cabe dentro daquilo que ele recebe, sem contar com as receitas que não são fixas, são variáveis, mesmo que sejam altas, são variáveis, às vezes podem ser mais altas ainda, a hora que chega, chega num ponto de que a opção por acelerar um plano ou realizar um plano, passa a ser uma boa escolha e não uma obrigação de pagar contas passadas, porque eu não fiz a preparação toda para que isso pudesse acontecer. Ou seja, por isso que eu falo do bônus significado bônus, de verdade não. Um ônus onde eu vou cumprir as metas que eu deixei para trás por uma falta de organização. E aí chega no momento, o cara pode virar e falar assim, putz, eu posso escolher gastar e tudo bem. Gastar com o quê? Com o meu plano, com um novo plano, acelerar o plano antigo, acelerar o plano mais longo. Enfim, escolha. O cara vai poder fazer, a família vai poder ter escolhas. Eu sempre trabalho com coisas profissionais nessa ponta.
Legal, legal. Gabriel, e também para dar um contexto, o Gabriel, antes de atuar como planejador também, um multiempresário, teve negócios que ele derivou da família, teve negócios que ele empreendeu do zero, mas eu não sei se nesse contexto, Gabriel, você e família tiveram que lidar com bônus, mas acho que essa é a pergunta pequena, a pergunta grande é, e aí, qual o papel do bônus no planejamento de vida e no planejamento financeiro de uma família? Cara, qual é a tua perspectiva?
Legal, André. Eu acho que uma das coisas que eu consegui trazer da minha experiência foi nessa parte. Por ser em empresas que não tinham um resultado constante, como é natural de um empresário no Brasil, mesmo antes, sem ser um planejador, eu já tinha aquela cultura de, e é algo que eu tenho levado para os meus clientes, de eu viver como eu prolabore, e o ProLabore, ele ser definido na empresa tanto com relação ao meu papel dentro dela, como também um valor que seja condizente, que ela possa estar suprindo sem comprometer o papel da empresa. Então eu sempre usei, e o início que a gente ia usar esse ProLabore como a sua receita para as despesas do dia a dia, mesmo as despesas frequentes e as eventuais, como a gente gosta muito de classificar, aquelas que ocorrem todos os meses, aquelas que ocorrem em datas pontuais. Exemplo prático, IPVA, IPTU, seguros. E aí, então, ao longo do tempo, conhecendo a experiência do negócio, a gente já tem como ter uma ideia de como vai se comportar esses bônus que, na verdade, no meu caso, se referiam à distribuição de lucros. E hoje, com o planejamento financeiro, fica muito mais fácil, porque daí você, principalmente ali com o PQV, a gente estimula o cliente a já estar mapeando e priorizando o que ele vai conseguir estar realizando de sonhos e objetivos com esse bônus quando ele chegar. Talvez ele não esteja conseguindo contribuir mensalmente para alcançar todos os objetivos que ele almeja, mas ele já tem bem mapeado o que ele vai fazer com o dinheiro quando esse dinheiro realmente acontecer. Isso já vem de ganho, porque normalmente a gente tem aquele costume, as famílias tem muito costume de como ganha um X, vai lá e gasta de uma maneira talvez não muito bem pensada, não muito bem alinhada com seus verdadeiros propósitos, aí quando chega o momento de estar realizando algo importante e não tem os recursos, ou como o próprio Fred disse, acaba contando com com esses recursos para os gastos dia a dia e se acaba não acontecendo, aí vem uma frustração e um problema nas finanças. Eu gosto de tratar dessa forma, eu acho que foi isso uma coisa que eu consegui trazer da minha atividade como empresário ao longo desses anos.
Muito bom, muito bom. Eu acho que todo mundo aqui traz para a nossa equação parte dessa experiência e talvez o grande privilégio que a gente tenha eu poder pegar um pouquinho da experiência do Gabriel, um pouquinho da experiência do Marcelo, do Fred e dela, ou da combinação destas derivar a minha. Marcelão, deixa eu terminar esse caso com você, e você vai achar a minha pergunta, no mínimo, interessante. Está tudo bem com o casal, cara? Porque você colocou, poxa, um cônjuge queria uma coisa, o outro, outra. Pelo menos aqui na Life, a gente busca sempre ter esse cuidado para que a família esteja bem. Não há vitória profissional ou vitória financeira que supere uma derrota familiar. Como é que está a família, cara, se está cuidando dessa parte? Conta um pouquinho pra gente.
Tô, tô sim. E foi até esse motivo que eu provoquei essa reflexão dele.
Do marido, que ele falou, pô, tô com um problema, mas e aí? O que você acha? Isola a parte financeira e a decisão desse apartamento, o que você acha dela? E é o que ele disse, não, eu acho que faz todo sentido, pra mim vai ser muito bom também e tal. Aí depois vamos tratar a parte financeira, mas o mais importante é eles estarem bem. E é isso, eu acho que a decisão, inclusive, na minha análise, é muito boa pra família, porque vai diminuir o tempo de deslocamento, vai fazer com que a esposa tenha mais tempo pra dedicar a carreira dela, que tá numa ascensão também.
E é um momento que isso é importante no nosso planejamento, porque ela sempre focou muito fazer com que tudo estivesse bem pra ele, né? Por conta dessa atividade de ter que viajar muito, de estar muito fora, e ser uma atividade muito estressante, e às vezes deixou um pouco a carreira dela de lado. E agora é o momento da gente, inclusive, focar nisso, na carreira dela, né? Pra que tudo dê certo, e ela é uma profissional super qualificada. tem uma habilidade muito importante nesses dias de hoje, que é na área educacional, mais educacional em termos de melhorar os filhos, de dar base consistente para as crianças. Não é só a base educacional, é uma base de princípios de família. Muito interessante.
A gente tem tudo isso mapeado no nosso planejamento. Esses pontos são abordados de forma muito mais... com muito mais ênfase nisso do que na parte financeira. A parte financeira é secundária, é necessária, mas é secundária. O que importa é que eles estejam realmente bem.
Te ouvindo agora, mas imediatamente eu lembrei de algo, não esperava que teria essa recordação de algo que eu ouvia, talvez, 15, 16 anos atrás, logo quando eu fundei a Life. Na época, me perguntavam, mas quantas pessoas você quer tocar? Qual o tamanho da escala que você deseja? É um negócio de milhões? E eu nunca soube responder bem isso. até eu levar esse meu incômodo com a minha incapacidade de responder isso para um amigo mais experiente. Ele então me conta a história. Primeiro, ele conta que a gente vive essa cultura do sonho grande, do escala, do tocar milhões e milhões. Ele disse que talvez o seu papel como planejador seja tocar um que toque milhões, seja mais um papel de bastidor, do que um papel de palco, um papel mais de atuação para que as coisas aconteçam e não apenas o agente para que aquilo aconteça. Imagine, então, esse cuidado nesse caso e quantos outros a gente tem no qual a gente talvez toque um educador, um médico, um executivo, um jovem empresário, que a partir dessa organização, dessa distinção entre empresa e vida pessoal, possa promover sua empresa, gerar mais emprego, fomentar emprego no fornecedor dele, porque ele está demandando mais. Isso é também uma extensão do agente que toca um, que toca milhões. Então, muitas vezes, a gente vai cuidar de 70, 80 famílias na nossa carreira inteira. Mas quanto estas famílias tocam e podem ser influenciadas e podem atuar como influenciadores a partir da nossa atuação? Então, esse teu caso me lembrou disso, cara, e te agradeço por trazer ele à mesa, trazer aqui para o nosso bate-papo.
Gabriel, o que está acontecendo no sul do país? Conta para a gente. Você que planeja, basicamente, todo o estado de Santa Catarina. E, dentro de Santa Catarina, o que você conta para a gente?
A gente chega lá, André.
Eu tenho um caso que é um caso até trivial, mas é interessante que, dentro de cada contexto, por mais que uma coisa seja comum aparecer, cada... cada momento e cada família pode ser diferente. Eu reuni uma reunião na semana passada, um cliente que já está concluindo a primeira etapa do planejamento, estávamos ali na nossa reunião que a gente faz um apanhado e comemora as conquistas e tenta enxergar junto ao cliente quais vão ser os próximos desafios. Foi uma família que me contratou um mês antes de concluir um processo de adoção, E essa adoção acabou sendo de dois meninos, que eram irmãos, e numa idade um pouco mais avançada, não eram recém-nascidos, o que traz um certo desafio, tanto na parte emocional, mas também financeira, já iam para a escola, atividades extras, tudo isso, então eles me contrataram porque eles viram que eles não tinham opção, eles tinham que se organizar financeiramente, eles já estavam muito carregados de compromissos, como sempre, da família brasileira, cartões de crédito, parcelamentos e tal, e que precisavam receber e trazer para o orçamento essa família que eles tanto sonhavam ter. E a gente teve essa primeira fase do trabalho desafiadora, mas nessa reunião que a gente teve no ano passado, conseguimos comemorar bastante coisa, eles enxergaram bastante conquistas, porém, tivemos um contratempo que um deles tinha uma bolsa de doutorado, tinha já uma previsão dessa bolsa acabar, mas não sabia que já seria no meio do ano e também tinha a perspectiva de uma reposição desse salário para.
Para não faltar no orçamento, um valor ali que cerca de 15% do orçamento da família. Então, logo em seguida que a gente comemorou as conquistas do primeiro fase do trabalho, a gente já teve um desafio imediato que é buscar a readequação do orçamento com base nessa queda de renda. Então, foi um desafio porque a gente Temos as ferramentas todas ali para fazer, mas como eu disse, nesse contexto dos clientes.
Está sendo o que a gente não concluiu ainda. Eu convidei eles para, durante esse mês, eles se relacionarem melhor com o orçamento, para juntos tentarem encontrar. A gente já fez um primeiro exercício na reunião, convidei eles para repetir sozinhos, É um desafio que a gente tem, porque fica um pouco mais difícil uma nova redução de gastos, depois de um período já fazendo todo esse trabalho, cada mês a gente chegando lá. Então, o que eu tentei mostrar para eles foi que a gente cavou um pouquinho, e a gente talvez pensou que naquele momento já era o momento de estar voltando a começar a escalada, mas acho que a gente encontrou ali uma pedra e talvez seja necessário estar cavando um pouco mais. não tentei levar isso para ele, mas está sendo um desafio. Eu lembrei de trazer isso, quem sabe os colegas aí tenham uma experiência e possam ajudar também.
Aparentemente, a gente deixou o, não vou dizer o mais difícil, mas talvez seja efetivamente o mais difícil aqui para o terceiro caso. Deixa eu ver se eu entendo direito. Eles contrataram você, Gabriel, uma semana antes de concluir o processo de adoção.
Um mês, certo.
Um mês. Rei, a vida vai mudar, a gente vai ter dois filhos agora, e naturalmente, pessoal, isso tem um impacto no orçamento, além de um impacto no planejamento, e se não bastasse o aumento de gastos, há uma diminuição da receita e você é colocado no meio desse negócio todo para dizer, ei, resolva. Fredão, já passou por isso, cara? Ou você está só cuidando de bônus, de gente que não tem problema com essas coisas? Como é que você está?
Cara, eu dou risada aqui, porque o mais legal, na verdade, é cuidar desse tipo de caso. Os outros casos é um negócio que parece até não desmerecendo, mas às vezes parece até um pouco vazio você só falar do dinheiro, e efetivamente a gente sabe que acaba sendo. Já passei sim, já passei por algumas poucas e boas, e recentemente tenho o caso, não é talvez tão complexo quanto esse do Gabriel, da família que vai crescer repentinamente, Porque um processo de gravidez daria nove meses, né, Gabriel, para projetar isso aí de um mês só. Mas é, talvez, o nascimento, vamos falar assim, do projeto de vida de uma cliente, na ponta dela.
Não é montar, mas fundar o negócio dela. Agora, depois de a gente caminhar na montagem dessa estrutura toda até agora, e agora deu o passo de locar o lugar e decidir essas coisas. É aí que está a beleza do nosso trabalho, a arte toda do nosso trabalho, de poder ajudar as pessoas com aquilo que mais importa na vida delas. O dinheiro é a ferramenta.
Mas e aí, conta pra gente, em termos práticos, o que você faria? Esse é um grande caso de aumentou gastos, diminuiu receita. Eu entendo e concordo, é bacana, a gente tem bastante relevância nisso, mas...
Falei da parte boa primeiro, calma aí.
Agora vamos para a parte que não é tão boa. Na prática, o que você faz em uma situação dessa? Você viu que aqui o Marcelo, que está aparecendo pela primeira vez, deve estar pensando, será que eu volto para esse troço? Eu volto, mas para fazer o que o André faz, que é perguntar para os outros como eles se sairiam do problema. O que você diz, Fredão?
Cara, eu acho que assim, no caso aí do Gabriel, como nitidamente é um baita de um plano de vida deles essa questão, porque a pessoa que parte para o lado de uma adoção, porque realmente ela entende que ser pai, se tornar pai, mãe, é um plano e um projeto maior e mais importante da vida deles, independente que tenha sido uma gestação natural.
É um desafio, de novo, daquele impacto momentâneo, né? De fazer... Caramba, mudaram as coisas. Mas, ao mesmo tempo, acaba nos dando a licença, Gabriel, de entrarmos mais ainda no detalhe, na profundidade das discussões com eles, porque nós vamos falar que ajustes precisam e precisarão ser feitos, mas pelo motivo mais importante para a vida deles. Aí, obviamente, o que é o nosso papel ali? Na parte técnica, é conversar o seguinte, ó. Por que nós entendemos, de forma correta, o porquê vocês fizeram ser esse motivador real principal? Vamos dar uma olhada naquilo que deixa de ser tão relevante e que, momentaneamente, nós podemos olhar, entender, ajustar, adequar, reduzir para gastar melhor o dinheiro, não necessariamente gastar menos. E vamos até entender se existiu uma reserva financeira de alguma forma para isso, que ela seja consumida por um bom motivo, porque não? Até eles terem a oportunidade de caminhar com esse processo de se tornar em paz.
E que o dinheiro seja a principal ferramenta para essa realização, ou seja, trazer a perspectiva para o cliente de que, cara, muitas vezes gastar aquilo pelo qual você lutou e criou, gastar o dinheiro, né? É a melhor forma do respeito todo ao processo que você teve até aqui, de tudo que você dedicou e etc. É você gastar com aquilo que faz mais sentido para você Ah, mas não tem a reserva, Fred, então vamos entender o que que precisa ser feito no dia a dia, na semana a semana, no mês a mês, para ajustar para aquilo que é o modelo que vocês querem seguir, que é o quê? O modelo da família com quatro agora, né? Quatro, né? Eles não têm outro filho mesmo não, né, Gabriel? Quatro. Então, e aí a ferramenta, né? Não só do planejador, não só da... da metodologia, não só do cache, mas a combinação de tudo para clarear todo o caminho.
Marcelão, quer entrar na fogueira?
Eu acho que eu sempre tive um.
Pouco.
De resistência nesses aplicativos de controle de gastos. E hoje eu entendo qual que é o motivo da minha resistência. Qual que é o objetivo principal de algumas ferramentas que eu testei?
É controle.
Então, você quer bater exatamente ali a conta do cartão de crédito, a conta corrente. E a gente só faz as coisas pelas motivações que essas coisas nos dão. Então, por que eu estou fazendo isso? Porque existe uma motivação. Nem sempre a motivação do controle é adequada. E aí, a forma como a gente aborda dentro do caching, que justamente não é controlar e sim ter clareza, Isso muda tudo. Então, o cast tem uma grande importância nisso, que é o quê? É a gente priorizar o que é importante. Então, em relação a esse casal, que é Clint e o Gabriel, acho que assim, eles realizaram um dos maiores sonhos da vida deles. Pelo menos é um sentimento que eu tenho como pai.
Porque os meus filhos são a minha maior realização. Eu não meço esforços pro deles.
E aí tudo fica mais fácil. E vem um planejador, vem o Gabriel, para ajudar o quê? Justamente ter clareza em relação a isso. O que a gente vai cortar em prol do nosso maior sonho? Então, a dor do cortar é muito maior.
Eu acho que é essa a importância do orçamento, do verdadeiro orçamento, que não é controlar e sim priorizar.
Então, eu acho que foram muito felizes em estar com você, Porque nesse momento, Gabriel, vai tornar isso muito mais….
O áudio aí está meio ruim, viu, Marcelo? Mas deu para entender, acho que a mensagem toda, o principal, deu para a gente ouvir. Gabriel, deixa eu te permitir encerrar esse assunto, depois eu só trago duas, três coisinhas. Mas e aí, cara, como é que está a situação com eles? Eles estão tendo que fazer cortes.
Renúncias no orçamento. E como é que você está conduzindo isso com eles? Como é que você organizou sua agenda para estar mais próximo deles? Conta um pouquinho agora da tua prática com esse caso, que é muito interessante.
Então, acho que esse é o ponto que o Marcelo e o Fred trouxeram, foi muito importante. Eu acredito que lá atrás, quando a gente começou o trabalho, há um mês da chegada dos novos membros da família, o desafio era muito maior.
Mas justamente por isso que eles apontaram, que eles tinham uma razão forte.
O.
Engajamento deles, mesmo sendo um desafio muito maior, foi muito grande. Isso foi uma lição que eu tive, que eu percebi que é muito importante a gente ajudar os nossos clientes a encontrar os seus verdadeiros motivos, os seus verdadeiros porquês, porque a partir disso a gente consegue um melhor engajamento do cliente com o processo que é necessário estar fazendo durante o trabalho.
Que eu não tive o mesmo sucesso e eu pude enxergar que o principal fator foi isso aí, que eles não tinham uma motivação tão forte como essa, que é você estar recebendo um sonho dos filhos e fazer com que isso aconteça de verdade. Isso foi muito importante, então o desafio financeiro na ocasião foi muito maior do que está sendo agora, porque agora são cerca de 15% do orçamento, então está tendo que ter gastos, mas agora está sendo muito.
Para buscar essa redução está sendo muito mais difícil agora do que foi lá no ano passado. Por conta, acho que de duas coisas, acredito. Uma que as motivações lá atrás eram muito mais fortes e também porque já vem a partir de um processo de redução já um orçamento já bastante enxuto. Mas a gente está encarando o desafio. A gente fez alguma coisa juntos e deixei que eles refletirem, porque falei para eles que não é de uma hora para outra.
Precisa ser um processo, e aí está sendo um desafio, realmente um desafio, mas eu mostrei para eles, olha, a gente já conseguiu fazer coisa muito mais difícil, olha lá atrás. E falei para ele uma coisa importante, vamos pensar nas reduções como uma redução momentânea, pontual, que assim que você conseguir essa recolocação, a gente consegue estar retomando esses esses gastos, colocando eles de volta para dentro do orçamento.
Fantástico, cara. Acho que aqui é uma lição de que, primeiro, sempre vai ser difícil a gente convidar qualquer pessoa para enxugar seus gastos. E o meu sentimento é que, muitas vezes, a gente se priva disso, porque a gente se priva do trabalho que dá enxergar o orçamento. A gente tem uma cultura orientada a investimentos, ou então a gente muitas vezes olha a questão de dívidas, mas a questão do orçamento, do ajudar as pessoas a fazerem renúncias, e renúncias muitas vezes significativas, que podem ir na direção de mudar os filhos de escola, mudar um plano de saúde. Não é muito difícil a gente recomendar para ninguém aqui desligar a TV a cabo, reduzir celular e menos comer fora de casa. Mas as mudanças estruturais, na estrutura da família, na estrutura do orçamento, essas são mais desafiadoras. E, muitas vezes, a gente também precisa apontar para essa direção, para a direção de algumas mudanças estruturais. Você colocou uma coisa, Gabriel, que eu me recordo, acho que é Viktor Frankl quem diz, ligado com o que o Marcelo e o Fred também trouxeram. Quando a gente conhece o nosso porquê, a gente encara qual que é como. Então, a relevância de um planejador conversar acerca das motivações antes de apontar as ações. A gente não precisa ter pressa de dizer o que o cliente precisa fazer. A gente tem que ter o cuidado e o amor de dialogar acerca das motivações. Se você tem 10 tempos e investir 8 ou 9 para deixar as motivações claras, eu aposto que naquele 1 de 10 tempos que sobram, o cliente age. Se você fizer o contrário e ir direto pra ação, ele pode até fazer. Curto prazista. Curto prazista. Então, o nosso papel é formar as pessoas e não apenas informar as pessoas do que elas precisam fazer. E eu acho que a gente abordou isso de maneira muito, muito significativa. Pessoal, encerramos o bate-papo de hoje. Trouxemos aqui três casos. A gente está se aproximando aqui de 54 minutos de conversa. Eu quero agradecer a participação do Gabriel, do Fred aqui, que está me acompanhando nessa primeira etapa, talvez, queridão, nesse primeiro capítulo desse nosso podcast, A Arte do Planejamento. É um privilégio tê-lo em companhia. Gabriel, obrigado. Marcelo, obrigado. Fredão, muito obrigado. E obrigado a todo mundo que está assistindo a gente. Podem se despedir, turma. Agora eu passo a bola pra vocês.
Valeu, pessoal. Valeu, Gabriel. Novamente por estar aqui conosco. Valeu, Marcelão, por entrar na arena.
É isso aí.
Obrigado, André. Valeu e confesso que se ficar de fora depois dos outros, eu vou ficar triste.
Você vem participar também.
A gente é meia roda.
Obrigado, Gabriel. Obrigado, Marcelo.
Obrigadão pelo convite mais uma vez. Foi um prazer estar aqui. Gosto muito desse momento de compartilhar com os colegas.
Muito bom. Marcelão, foi em Dolores. Dá para participar de novo? O que você disse para a gente?
Não.
Estou aqui. É só me chamar. Gostei muito. Parabéns. pela iniciativa. Acho que a gente tem que... Esse compartilhamento das experiências dos fortaleces...
É isso aí, é isso aí. Pessoal, muito obrigado a todo mundo que tá assistindo a gente, que tá ouvindo a gente. Não, a gente não sabe se você tá no carro, na academia, em casa, no escritório, fazendo qualquer coisa. A única coisa que a gente pede, tá? Não esteja fazendo nada que seja mais importante com isso e ouvindo isso ao mesmo tempo, ok? Isso tem o seu espaço, mas curta a sua família, curta seus filhos, se assim você os tiver. E tendo o tempinho para a gente, é um privilégio ter a sua companhia. Obrigado, pessoal. Até o próximo episódio. Um grande abraço. Tchau, tchau.
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