A Arte do Planejamento | 🎙️ Episódio #40

André Novaes talks with Fred and Felipe Oliveira about moving into personal financial planning. Most people making the switch already work in finance. They want to help clients and escape conflicts of interest, but worry about pricing, confidence, and reputation. Start with a community like Academia de Planejadores, move gradually, and build trust from scratch.
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Olá, seja muito bem-vindo a um episódio especial. Hoje a conversa é mais do que especial. Bom, primeiro, porque a gente está celebrando aqui o 40º episódio, momento no qual também a gente encerra essa primeira temporada do PoliJeff. E a gente já está pensando aqui num formato renovado para a segunda temporada antes de eu revelar. Qual vai ser aqui a dinâmica desse episódio especial surpresa. Deixa eu dar boas-vindas ao Fred. Fred, como é que você está? Tudo bem?
Tudo bom, pessoal?
Tudo bem?
Como é que vocês estão? Desculpa que eu estava só vendo se meu áudio estava liberado. Tudo bem?
Tá liberado, tudo bem, muito bom, o áudio tá ótimo. Então, aqui, já revelando a surpresa desse 40º episódio, a gente tem a companhia também do Felipe Oliveira. Felipe, dê rapidamente aqui os boas-vindas, depois eu trago um pouco mais do contexto de quem é o Felipe, o que a gente vai conversar aqui nos próximos minutos.
Pessoal, assim como dizem nos podcasts, bom dia, boa tarde, boa noite, em qualquer hora que vocês estejam nos ouvindo. Sou o Felipe, é um grande prazer estar aqui com vocês no 40º Derradeiro do Ano.
É isso aí, é isso aí. Turma, é o seguinte, o Felipe é o consultor acadêmico aqui, é o cara que está na frente de batalha aqui, que está no front, no contexto da Academia de Planejadores. Eu acho que ao longo de praticamente dois anos, né, Felipe, com muita, muita, muita intensidade nesse ano, talvez não haja ninguém, ninguém no país que tenha conversado com tanta gente de maneira profunda no contexto de uma transição de carreira. Então, a gente convidou o Filipe para a gente poder conversar acerca dos desafios, dos anseios, das angústias, das dúvidas que permeiam. Você que eventualmente está escutando a gente aqui e que contempla, pensa numa transição de carreira, então a gente vai dar um mergulho profundo nessa temática, buscando a mesma consistência e qualidade de conversa que a gente sempre teve ao longo desses 40 episódios, ou seja, de maneira profunda, com uma boa abrangência, buscando não ser mais do mesmo, o mesmo de sempre, mas, de fato, dando para você que está ouvindo a gente, um olhar bastante de perto, bastante íntimo acerca de como a gente lida com os desafios que são inerentes à nossa atividade. Sem mais delongas, Fê, conta para a gente, então, um pouco, cara, o que você tem escutado ao longo desse ano, para quem contempla uma transição de carreira ou para quem, então, até já colocou um pezinho aí numa atividade como planejador financeiro, mas, poxa, está enfrentando diversos desafios. Não é uma atividade fácil, a gente sabe disso, mas eu acho que você tem bons elementos aqui para a gente poder ter uma boa conversa e servir, servir, ajudar. O que você tem para dizer para a gente inaugurar aqui a conversa?
Sim, perfeito. Gente, eu acho que aqui a gente consegue separar em dois grandes grupos. Quem vem já do mercado financeiro normalmente tem os seus porquês diferentes de alguém que não vem do mercado financeiro e até por isso dá para perceber que quem vem do mercado nem sempre começou a atuar nem que seja de forma informal. Agora quem não vem no mercado financeiro já foi demandado por amigos, familiares é aquele famoso me ajuda ou cara olha eu vi que você fez então me ajuda a fazer também. Isso para quem vem de fora são até estatísticas assim mas normalmente vem formação mais.
O pessoal de direito em geral, mas elementarmente assim não tem um ponto a esse, essa formação é a mais ou menos, a ideia é eu me organizei financeiramente, fiz comigo e as pessoas em volta começaram a me pedir. Já quem está no mercado financeiro, talvez até por mais cuidado, uma visão de mercado ali, vontade das certificações, normalmente ou condiciona a ter um caminho mais direcionado, uma luz mais sobre o caminho, ou às vezes até condiciona a uma certificação. Olha, eu preciso ainda saber mais de investimento, então eu vou para o CEIO.
Esses condicionamentos, mas quem está no mercado financeiro.
Felipe, numa simples prevalência, ou seja, se é 51% ou se é 90%, não importa, mas você tem conversado mais com que tipo de gente? Com quem não está no mercado financeiro e vislumbra uma caminhada e encontra no planejamento financeiro uma boa rota? Ou quem já está no mercado de serviço financeiro destinado à pessoa física? Ou seja, gerente de banco, agente autônomo, consultor de investimento, corretor de seguro, mas que busca a atuação como planejador financeiro. Qual é a prevalência?
Inegavelmente, quem já está no mercado financeiro, é de 70% a 80% tranquilamente.
E nessa turma, cara, se você pudesse dizer assim, André, como eles têm chegado numa conversa com você? Qual é a primeira grande dor, a primeira grande angústia que eles apresentam para você começar a dialogar e, enfim, ajudá-los aí no que a gente tem para poder oferecer?
A ideia normalmente é eu quero a transição de carreira, eu estou em um lugar aqui que sempre colocando com bastante educação, sem juízo de valor, eu sei que o mercado funciona assim, mas para mim o que eu realmente queria era entregar mais do que eu tenho até intelectualmente para o cliente ou algo que seja legal para o cliente também, algo que seja uma troca. Então tem esses valores até morais ou pessoais muito envolvidos nessa decisão. Então eventualmente a ideia do conflito de interesse é um ponto que vai desgastando a pessoa Se o incômodo é pequeno, ele vai se agravando com o tempo. Isso é muito do que eu ouço de quem já está no mercado. E o porquê vislumbra uma transição. Mas aí esbarra no segundo ponto. Mas como é que eu faço?
Mas eu deixa fazer uma rápida pausa aqui, porque eu acho que isso é legal. Ou seja, a motivação é, ou ela emerge justamente dessa sensação de eu poderia fazer mais, eu poderia até intelectualmente estar sendo mais desafiado e ao mesmo tempo eu quero romper com esse conflito moral de eu faço realmente o que é melhor para o cliente ou eu tenho que bater as metas que me são impostas. Isso você tem escutado com grande frequência.
Sim, e André, sobre um tema muito importante, e assim, pode soar genérico, mas eu acho que é o grande motivador das pessoas. A frase, eu quero ajudar as pessoas de verdade, eu quero realmente ajudar as pessoas, é o que eu mais ouço. Para começar, é o prelúdio disso tudo que eu te falei. Então, talvez essa ideia do conflito, ela sinta que, pô, eu quero ajudar, mas não estou ajudando com o meu poderinho, sabe?
Acho que a maioria realmente chega com essa predisposição de servir, de ser mais útil. Para a gente chamar o Fred para conversa, porque fazer resumo é fácil. Quando a coisa fica difícil, eu chamo o Fred. Qual é, agora então, depois dessa motivação, o que a turma tem visto como barreira para começar? Ou seja, legal, eu tenho essa ideia, eu tenho essa motivação, eu quero servir mais, eu quero servir melhor, eu quero ajudar, mas barreiras emergem. Quais são essas barreiras?
Primeira grande barreira, mas não faço ideia por onde começar.
Vamos parar isso daí. Fred, não faço ideia do por onde começar, queridão. O que os teus anos de experiência poderiam aconselhar para quem lembra? Vertical aqui, não faço ideia do por onde começar. O que você apontaria a alguém que buscasse um conselho seu, Apatia, do não faço ideia do por onde começar?
Felipe, primeiro, depois você me dá os créditos aqui, brincadeira. Primeiro ponto é o CEP, Cultura e Mercado. Mas fora a propaganda aqui do nosso excelente curso.
Primeiro ponto é procurar realmente então as referências do mercado, as empresas que tem aí no mercado. Procurar essa formação e começar a apresentar para as pessoas próximas a você Algo que você vislumbra fazer. Os amigos mais próximos, você pede uma atenção, fala assim, cara, queria um tempinho teu. Os amigos mais próximos, sem dúvida alguma, aceitariam ter esse tempo contigo. Quero esse tempinho aqui para apresentar uma ideia que eu tenho aqui. Algo que eu gostaria de começar a fazer, o que você Pensa como que você acredita que isso possa ser encarcado e, de repente, você vai ter uma boa surpresa que a pessoa vai querer te contratar. Então, é buscar fora daquela caixinha normal que todo mundo vai, que, ah, vou fazer uma certificação, ah, vou tirar o CPA 10, o CPA 20. Ah, vou? Não. Se você quer mudar de verdade, você tem que sair da caixinha. E sair da caixinha é procurar cursos de formação para esse mercado do PFP, a referência aqui é o CEP, e começar a se apresentar como uma pessoa que... Estou pensando em fazer isso, estou começando a fazer isso, queria falar um pouco com você sobre planejamento, né? Enfim, essa é a dica que eu dou.
Joia. Fê, e você, cara? Agora eu vou te colocar também aqui na berlinda, né? Como é que você tem reagido quando esse primeiro desafio é apresentado? O que você tem apontado para essa turma?
Legal.
A primeira coisa que eu sempre coloco.
Na penhasco e esperar que você aprenda a voar na queda. Exatamente para criar aquele grande diferencial de grande parte das reuniões são online, então vieram de algum contato da internet, então um grande diferencial de cada um não é aquele tipo de promessa falsa ou promessa super fácil das coisas, porém há um caminho e esse caminho ele é totalmente estruturado por pessoas que já o trilharam, por pessoas que têm ajudado outras pessoas a trilhar. E aí eu procuro entender um pouco mais da atuação, de como que a pessoa, de onde ela veio, porque realmente o planejamento, até porque grande parte aí, eu vou dizer 90, para não dizer 99, vamos para 95 das pessoas vão ter uma atuação que é exatamente o planejamento financeiro. Ou seja, não é algo que vai criar um problema para ela fazer aquilo em plano B, por exemplo. Então, a gente já começa a desenhar os primeiros passos para que ela entenda o quê, tendo o CEP como fazer.
Muito legal. Acho que o que eu adicionaria aí é algo talvez um pouco mais até na direção de um aprofundamento em reflexão na direção do... Você acha legal, bacana, fazer planejamento ou você realmente tomou uma decisão para ser planejador?
É importante a gente tomar decisões maduras ao longo da vida. E depois, uma vez a decisão sendo tomada, ou talvez algumas pessoas encontram a gente na direção até de construir esse processo de decisão, esse amadurecimento, eu te aconselharia a conversar com pessoas que estão nessa área. A gente é uma delas, a academia é uma delas, existem outras. E escolha efetivamente aquela que seja mais compatível com os seus valores, aquelas que vão mais na direção de poder, de fato, te auxiliar. No final dos dias, o que eu estou te recomendando é busque caminhar com quem já caminhou o caminho e não apenas com quem aponta uma direção. Não busque fazer isso sozinho. Não é uma atividade. O mundo já é solitário demais. E ele parece que está ficando cada vez mais. e as pessoas têm uma tendência de se fecharem. A ideia aqui é você buscar um grupo de gente. Também quando você vai buscar um grupo de gente, cuidado para não ficar só naquele grupo de gente que diz o que você quer escutar, mas que não está te amadurecendo, que não está te lapidando. que não está fazendo com que você cresça, não apenas tecnicamente como um profissional, mas também como pessoa na direção de amadurecer, porque a gente nunca pode se esquecer. De um lado tem essa motivação, eu quero ajudar a gente, mas aí a gente vem e fala, preciso ser técnico. A gente esquece de cuidar de gente, a gente esquece de amadurecer. Então é importante a gente estar num grupo, fazer parte de um grupo que tenha isso, como, de forma declarada, uma agenda intencional. O amadurecimento, ao meu ver. Porque finanças pessoais é muito mais sobre pessoas do que sobre finanças. E isso a gente não pode se esquecer.
E aí, eu assino embaixo o que o Fred colocou.
Compartilhando algumas histórias, mas isso tudo a gente ensina direitinho, no detalhe, no contexto do CEP, inclusive, não vamos dar spoiler nenhum aqui, até porque a ideia não é essa. Fê, o cara deu o primeiro passo, então já está ali tateando com as primeiras engrenagens do motor chamado Planejamento Financeiro Pessoal. E depois, quais são os outros anseios que emergem, as outras dúvidas? O que você tem aprendido ao longo dessas ricas interações?
Legal, legal.
Olha, eu acho que aqui a gente começa um ciclo e aí a gente pode olhar esse ciclo com mais detalhes a partir disso, mas é exatamente um ponto que vira um ciclo e um círculo mesmo, porque ele já nos procurou ou se interessou por esse assunto, seja lá como ele chegou, porque ele olhou o planejamento e, poxa, não pode ser eu. E aí ele vem entender com a gente, para quem, por quanto, e depois se quanto a entrega, só que ao ouvir esses pontos, aí eu sempre vou realmente querendo entender qual que é esse problema dele, surge de novo, será que eu? Quando o deparado com a realidade, o será que eu volta? Quase que como um viés refazendo as perguntas. Então esse é um ponto assim, principal desse ciclo, acho que a gente pode entrar nessa, nos detalhes, o pra quem, o por quanto, mas a ideia é esse será que vai e volta e é o grande catalisador das decisões.
Ou seja, o que você está colocando ainda é uma vez, ou seja, a motivação de ajudar depois do desafio do Como Eu Começo, E aí a gente entra nos detalhes. Tem mercado de quem eu cobro, como eu cobro, como eu entrego, que método eu uso, que ferramenta eu uso, como é que eu faço? Isso são questões contratuais. Mas você também está dizendo que depois volta ainda para uma questão talvez até mais filosófica. Essa questão filosófica pode ser entendida por, mas será que eu sou capaz? Mas será que eu dou conta disso? É nessa direção que você está. colocando aqui para a gente ou não, Filipe?
Sim, sim, e fica evidenciado quando o assunto vai, por exemplo, para a cobrança, ou para o dinheiro, para a remuneração. E aí, por exemplo, um exemplo mais claro, a maioria das pessoas que está no mercado financeiro, ela não é remunerada de forma direta pelo cliente. E a proposta do planejamento é exatamente essa.
Pedir desculpa por cobrar. E aí entra nessa questão de será que o porquê está ali transparecendo para o cliente mesmo que não está sendo dito.
Tem muita coisa aqui para a gente então descascar. Fred. Deixa eu te trazer de novo aqui para a conversa, queridão. Olha só que interessante essa questão do, mas será que eu sou capaz? Porque a maioria, como o Felipe colocou, 70%, 80% já está no mercado financeiro e carrega consigo, muitas vezes, grandes sobrenomes, sobrenomes corporativos. Eu sou o João da instituição tal. E, ao interagir, mesmo que minimamente com alguns dos nossos materiais, ele começa a aprender que, opa, o João vai ter que ser o João. E aí emerge justamente um pouco dessa preocupação. Manifesta depois, seja na cobrança, seja na entrega, seja na organização do que é feito. Nesse quesito, cara, o que você tem para compartilhar, para aconselhar? quem não tem mais ou quem não vai mais ter um grande sobrenome corporativo. Que tipo de conselho você dá para quem está contemplando essa possibilidade?
É um desafio.
Dá frio na barriga sim. Eu imagino a pessoa sair de um grande nome sobrenome sopa de letrinha ou o que quer que seja. Felipe como eu falo lá as letrinhas as letrinhas mágicas do mercado.
Mas ao mesmo tempo André e Felipe O que eu falo para as pessoas, e falaria aqui para as pessoas, é o seguinte. Você tem que entender se você não estava se comportando como... Está não, né? Estava ou não está se comportando como peça do jogo dos outros ou jogador do seu próprio jogo. Quando você tem uma instituição, um nome grande por trás, você efetivamente é peça do jogo dos outros. A partir do momento que você decide uma carreira solo, uma carreira através de um outro tipo de instituição onde você tem mais liberdade, você tem com responsabilidade, obviamente, onde você tem mais capacidade de escolhas, você deixa de se portar como o vendedor do produto do mercado e passa a ser a parte profissional do mercado. Você passa a ser aquele que vai se posicionar como o especialista no assunto, aquele que vai ajudar o cliente a escolher aquilo que o cliente precisa e não aquilo que os outros querem que ele tenha. Obviamente o peso da instituição por trás fará falta num primeiro momento mas a leveza de você poder fazer tudo isso que eu acabei de falar vai te dar até um apetite maior, no bom sentido da palavra apetite, para desbravar esse novo caminho, para falar um pouco mais sobre essas coisas com mais liberdade. Ou seja, independente da instituição onde você esteja, as coisas... Onde o cliente, perdão, esteja, as coisas estão indo bem, eu não preciso, eu não sou forçado a nada, eu posso entender e oferecer para o cliente tudo aquilo que ele precisa e não aquilo que os outros gostariam. Eu falo isso. Então, você perde a instituição, mas ganha a liberdade de poder fazer de uma forma mais correta, mais direta e mais se importando com o cliente.
Muito bem. Sem dúvida, eu acho que a gente só pode exercer aqui, Fred e Felipe, uma verdadeira empatia, porque como o Fred bem colocou, realmente não é fácil, Dá frio na barriga, dá receio, dá medo. Mas uma coisa importante que todo mundo tem que entender é o seguinte, o mercado financeiro corporativo é pautado em reputação. O mercado do planejamento financeiro deveria ser orientado à confiança. Eu sei que não dá para a gente construir reputação sem a gente ter confiança. Mas é importante você notar, a partir do que a gente sempre coloca aqui, de ser peça do jogo dos outros, que você está tendo débitos no seu capital reputacional a cada semana e mês que você continua atrelado a uma grande instituição que, invariavelmente, os interesses transitam mais para o que é melhor para ela do que o que é melhor para o cliente. Então você tem que estar ciente disso. Se de um lado há o frio na barriga, na direção de ser mais independente, do outro lado você também tem que colocar na balança o débito no seu capital reputacional. E você resolve esse débito quando você começa a construir créditos de confiança. E aqui o que eu posso te dizer é o mercado também ele muda bastante. O Planejamento Financeiro Pessoal pode ser para muita gente, mas o Planejador Financeiro Pessoal não é para todo mundo. Em nenhum lugar do mundo essa é uma atividade barata para gente que não tem alguma condição de remunerar. Isso tudo para dizer o quê? Esse mercado comprador do Planejador Financeiro Pessoal, que nunca deveria ser uma oferta barata, porque isso acaba com o profissional, Esse mercado, ele não precisa de muito convencimento para reconhecer que eu sei que o que tem no mercado financeiro não necessariamente é o melhor para mim. Então você também encontra, fora do sobrenome corporativo, um ambiente para você construir confiança, você vai ter que abrir mão de uma reputação, mas que hoje está representando um débito. Mas você vai encontrar um terreno de confiança fértil para você poder fazer bons convites para as pessoas na direção de caminharem com você. Agora, isso requer também um cuidado importante, e é que eu concluo. Jamais, em hipótese alguma, seja um... Tem um termo americano para isso chamado bad liver, é aquele que sai mal. Se você está numa instituição financeira, honre a instituição que você está, faça o melhor trabalho que você possa fazer, E você vai ter que talvez fazer algumas decisões difíceis na direção de se deslocar dessa instituição ou respeitando o tipo de contrato que você tem com ela, montando uma transição de carreira enquanto ainda pertencente a essa instituição. Mas note, respeitando, respeitando, respeitando, todo o cuidado, detalhe, contratual que você tem junto a essa instituição, para que você seja um good lever. E uma vez saindo bem, você também vai perceber que as instituições continuam sendo importantes para o projeto financeiro do seu cliente. E você depois, só que agora você está num outro lado da mesa de serviços financeiros, Você não está mais no lado oposto do cliente, você também não está mais nas chamadas laterais da mesa, você agora está sentado numa cadeira ao lado da cadeira onde o seu cliente está sentado e você está observando o mercado como um todo. E é aqui que você começa a construir mais a confiança. Então, esse é o desafio e essa sutileza que todo mundo tem que ter. Hoje, se você está numa instituição financeira, ela está usando do seu capital reputacional, portanto, você está tendo débito a cada semana, E uma vez você indo pra essa outra cadeira, você passa a ter créditos no capital chamado confiança. Mas busque fazer essa transição acima de tudo, respeitando, respeitando, respeitando as condições contratuais que você tem na sua instituição. Poxa, André, eu não posso fazer nada aonde eu tô. Eu sou bloqueado pra fazer qualquer coisa. Aqui, para mim, só tem um jeito certo de fazer a coisa certa, que é fazer a coisa certa do jeito certo. Para você, talvez, você vai ter que queimar uma ponte, se você não tem condições de fazer mediante o contrato que você tem com a sua instituição. Não tente fazer nada às margens, não tente fazer nada à sombra, não tente fazer nada no jeitinho brasileiro de fazer as coisas. vai demandar de você assumir um risco maior, uma decisão mais contundente. e a gente já pôde acompanhar muita gente nessa direção também, mas a gente nunca acompanhou dizendo o que as pessoas querem escutar. Dá um jeitinho aqui, dá um jeitinho acolá, no seu nível que você não possa conversar, no seu nível que você não possa repactuar algumas coisas no seu contrato de trabalho, mas talvez você não tenha muita margem para repactuar e aí você vai ter que tomar uma decisão. Cara, eu não posso tomar uma decisão, eu preciso continuar isso, a única coisa mais honesta que a gente tem para dizer é talvez você vai ter que adiar um pouco esse teu projeto. O que não significa que você não possa começar num curso montando já toda a tua trajetória de expertise, tua trajetória teórica, tua formação, mas eu quero refrisgar isso. Faça a coisa certa do jeito certo.
Não busque atalhos na sua vida, porque senão você vai continuar o quê? Tendo débito reputacional, mas você também vai estar tendo um grande débito em confiança. Você tem que legitimar tudo o que você faz. E como planejador financeiro, na direção da construção de um caráter de amadurecimento, isso é fundamental.
Mas, Fredão e Filipe, pula aqui para a conversa também, ainda tem essa dúvida do será que eu sou capaz?
Será que eu vou dar conta?
E aí, o que a gente pode compartilhar para a turma que tem essa apreensão aí do será que eu vou dar conta? O que a gente pode dizer para calentar a mente e o coração desses profissionais?
Olha, então uma coisa que eu sempre coloco é que o fato do acompanhamento, estar no SAP, conhecer mais sobre a academia, ela é paralela, funciona da mesma forma em que você como planejador serve ao seu cliente. É uma opção, um caminho, um acompanhamento por esse caminho de forma mais inteligente. O cliente também está gastando vários dos seus capitais ali.
Sabendo o que fazer, mas não sabendo como, e por isso não faz. Então, esse tipo de próximo passo, de entender como um acompanhamento de verdade funciona, de verdade, traz essas possibilidades. Inclusive, tem até um caso bem interessante do que você falou de, poxa, às vezes uma pessoa entra totalmente bloqueada, já aconteceu no século. da pessoa entrar, ficar ali muitos meses, que não podia nem abrir a câmera nas lives que a gente faz, mesmo sendo lives internas ali, e nesse meio tempo ela conversou com a instituição, negociou com eles, e antes do final do acesso, até um tempo antes, Ela chegou a participar de uma live já aberta com a gente, em outra rede social, e isso todo mundo viu o rosto dela atrelado à academia, mas não rompendo nenhum contrato com o seu plano A. Então, necessariamente, às vezes você vai ter que começar para começar.
E sim, esse é um ponto bem importante que a gente viu de quem já fez e quem está fazendo ali, bem no contínuo mesmo.
O Felipe falou uma coisa antes e ele usou palavras diferentes só. Mas eu sempre falo para todo mundo que ninguém vai pedir para você pular numa piscina que está sendo preenchida de água e aí ela tem. 50 centímetros de profundidade e você pulou de cabeça, você vai se machucar. Atendendo a tudo aquilo que compliance, ritmo de cada um, de carreira, momento de carreira, necessidades financeiras e etc.
Colocar o pezinho na água é importante. E aí você vem começando. Lembro que quem quiser ouvir aí depois eu acho que o episódio 11 né André que é o meu da transição de carreira se eu não me engano. Depois a gente pode até colocar na referência e corrigir se for o caso se não for o 11.
Mas eu falo para todo mundo lá demorei. Talvez, hoje, olhando para trás, deveria ter feito antes, tá? Mas foi um processo que foi necessário. Foi um pezinho sendo colocado, outro, água preenchendo, você começa a molhar a cabeça, você começa a entrar, né, Felipe? Você começa a se adaptar, você começa a entender. Por quê? Porque você começa a acreditar naquele processo e você vai até atrás daquilo que você achava que era impossível. Aqui é o quê? Ah, eu estou presente e associado a essa instituição, mas, ao mesmo tempo, eu posso participar dessas coisas. Não tem conflito de interesse. Pelo compliance, tudo bem. A instituição reconhece que sem problema eu fazer. Qual o problema? E aí você está fazendo um processo no teu tempo, de acordo com aquilo que você precisa, suportado, por exemplo, estando aqui dentro da academia.
Mentorias e webinários para te dar os conselhos, o aconselhamento, as dicas de quem já bateu a cabeça, de quem faz isso há 16 anos e que tem os caminhos. Não tem atalho, pessoal. Não pensem que a gente vai dar atalho para vocês. Não existe atalho. Se você quiser construir sua carreira em rocha e não em areia, não tem atalho. Não é simples, mas dá para fazer. Tem N exemplos, a gente pode dar, e eu sou um deles. Formação nada a ver com tudo isso que a gente faz hoje e estou aqui.
Então, querendo, dá para começar a fazer, entender o que está acontecendo, se posicionar e até pensar no seguinte, pessoal, a rede social ou mídia social, qualquer coisa que aconteça, que você estiver participando, Não vai servir para falar que você mudou. A pessoa vai colocar que você está se posicionando de uma forma tal. Só isso. Você está cuidando, por exemplo, da sua formação pessoal.
A instituição que enxerga isso de forma equivocada é aquela instituição que responde àquela pergunta de, poxa, e se a gente pagar para o funcionário e ele sair?
O pior seria se a gente não pagar nada, ou se ele não fizer nada e ele ficar, e ficar pior. Então, no mínimo, o cara vai estar melhor.
A grande dúvida do sou capaz, acho que ela preenche todo mundo que busca fazer alguma coisa grandiosa.
A gente não pensa, será que eu sou capaz de correr 500 metros? Não tem muita dúvida. Como é que eu sou capaz de completar uma maratona? Dúvidas emergem, medos emergem. Ou seja, você sim, ao contemplar a carreira como planejador financeiro, você tem que estar ciente de que ela é a mais difícil de toda a área do serviço financeiro pessoal. É muito mais difícil ser um verdadeiro planejador financeiro recebendo unicamente dos seus clientes do que ser um family officer, do que ser um private banker, que muitas vezes é colocado ali no cume de uma carreira em serviço profissional. Talvez seja o cume da graduação em serviço, depois você tem a pós-graduação, e ser planejador financeiro é o MBA do pós-doc, talvez. Mas isso aqui eu não coloco de forma petulante, eu coloco só para dizer que é uma maratona. Outra vez, uma outra analogia que se aplica bem é como subir uma montanha. A gente pode olhar ali um morrinho no interior, na casa dos nossos avós, e dizer, acho que eu chego ali no topo. Outra coisa é falar, eu quero subir um Everest, eu quero subir um Aconcagua, eu quero subir algo maior. E eu me recordo de um treinamento que eu fiz um tempo atrás, e ali ele estava dizendo, o que você tem que pensar quando você vai subir uma montanha? Aí você olha, ela é enorme na sua frente, Talvez o pico não seja sequer visível, ou seja, tem dúvidas. O trajeto que você vai seguir é repleto de curvas e de dúvidas. O clima é instável, como o mercado é instável. E ele diz, algumas coisas você tem que ponderar antes de subir uma montanha. E o Felipe falou isso e o Fred também. Primeiro, primeiro de tudo, não vá sozinho. Essa é a regra número um do escalar uma montanha, não vá sozinho.
Só uma parte aqui, André. Olha só a galera toda profissional de escalada e de montanhismo que pede ajuda aos Sherpas lá para escalar o Everest. Você não pode fazer isso.
Isso é fundamental. Nossa, de novo, a gente vive uma cultura que aponta para o encurvamento para a gente mesmo, para o ensimesmamento, mas eu prefiro ser lobo solitário. Isso é um engano grandioso. Mas ao mesmo tempo que você não deve ir sozinho, você também tem que ponderar com quem você vai subir essa montanha. Não vá com as pessoas erradas. O exemplo dos Sherpas é muito bom, porque essa turma vive a montanha, eles são guias da montanha. No topo do Everest tem os vendedores de mapas também. E assim como na nossa carreira, na nossa profissão, tem um monte de gente que está vendendo mapa. que escreve bem sobre o assunto, que fala bem sobre o assunto, mas que nunca de fato vivenciou o que é ser planejador financeiro por décadas e décadas. Por que não fazem isso? Porque dá trabalho pra caramba. Tem um monte de decepção. Assim que você começa a subir na montanha, você vai chorar com um monte de gente, você vai se decepcionar com um monte de gente. Isso acontece, como em qualquer carreira. Mas alguns cuidados antes de você começar a subir uma montanha. você não pode levar uma mochila muito pesada.
Ou seguir um mapa, né André? Também cuidado para seguir um mapa também.
Você não pode levar uma mochila muito pesada. Porque o que é uma mochila muito pesada? Ah, eu preciso de mais conhecimento, e mais conhecimento, e mais conhecimento, e mais conhecimento. A gente está virando muito profissional obeso nos dias de hoje. É mais curso, é mais certificação. Isso, na verdade, é uma manifestação de falta de confiança em si mesmo. De novo, isso é normal. De um lado, isso é até bom, porque aponta para cuidado, mas você tem que também dosar isso para que não seja um exagero. Mas se você não pode também carregar muito peso, você também não pode ir leve demais. Ah, basta eu ter uma ferramenta aqui que está tudo certo, vou virar planejador financeiro. Ah, basta fazer o CEP aqui que eu já virei planejador financeiro. Não é, essa é a nossa falsa promessa. Daí o nosso constante convite para esteja na comunidade, participe das aulas ao vivo, faça parte dos grupos, traga as suas dúvidas, interaja de maneira profunda, porque senão a coisa não vai funcionar. A gente, pelo menos aqui, tomou uma decisão de não ser vendedor de curso. A gente tomou uma decisão de ser comprador de projetos profissionais. Por isso a interação junto com o Felipe. Será que você realmente está preparado para uma transição? E a conversa com o Felipe ela vai te fazer pensar. Porque a gente quer comprar um projeto de uma transição profissional e não vender um curso para você e te soltar, olha, toma aqui o mapa, toma uma mochila semi-carregada, suba o Everest. A gente não topa isso. Então, de novo, primeiro, vai em companhia. Pondere a companhia. Não vá pesado demais, mas também não vá leve demais. Você conjugando essas duas coisas e entendendo. Tem mais gente que já caminhou o caminho a ser caminhado. Tem mais gente pra você poder olhar e dizer, eu consigo, eu consigo. Esse é o caminho que a gente tem que ponderar. Efe, motivação de ajudar? Aí emerge o desafio de como é que eu começo, com as suas facetas técnicas, como é que eu cobro, quanto eu cobro, o que eu entrego, como eu entrego. E aí depois a gente tem essa questão filosófica do... Mas será que eu sou capaz? E aí chega a hora do cara tomar uma decisão.
Vou fazer essa transição de carreira ou não vou? Vou colocar o pezinho do lado de cá? Por que as pessoas têm adiado essa decisão, cara? O que elas têm... na tua leitura, e aqui a gente não está muito preocupado em ser politicamente correto, a gente está mais aqui na intenção de buscar ser efetivo e poder servir.
Por que as pessoas estão adiando tanto? Por que as pessoas estão postergando? Se é a questão, o que você tem para dizer para a gente?
Legal, olha, tem um ponto bem interessante.
Conhecimento sobre os passos aqui e uma decisão. Um ponto que chama muita atenção da pessoa que está no mercado financeiro para o planejamento é o poder abranger mais o cliente, mas quando entra no será que eu de novo, esse é um dos pontos às vezes que faz tipo, mas espera aí, cara, eu entendo bem do sucessório e começa às vezes uma conversa em voz alta, mas eu percebo que é uma conversa interna. Eu entendo bem do sucessório, de investimento, mas previdência e sabe, parece que o que a atraiu no começo torna-se, ao olhar para esse caminho, torna-se um aparente, um problema, algo a resolver. Então acho que até vamos compartilhar um pouquinho disso e aí eu entro mais nas questões depois pessoais de cada um, mas como é que vocês.
Todo esse ponto a erguir, saber sobre a subida da montanha, mas os seis pontos, o CFP, ou entender sobretudo o planejamento, como vocês veem essa necessidade de preparação das pessoas?
Entendi, entendi. Fredão, o que você tem para compartilhar?
Eu... Felipe, Não me deixa mentir aqui que eu tenho sido bastante repetitivo, né? Mas a repetição é a mãe da compreensão. Menos, menos é mais nesse momento. A certificação, ela mudou, por exemplo, a perspectiva de você conseguir ter a certificação plena e correta. te pedindo cinco anos de experiência porque justamente tá reconhecendo que ela deve ser um processo e não única exclusivamente uma certificação. É um processo de aprendizado, um processo de entrega, um processo de Entendimento, um processo de conhecimento que vai ser coroado através de uma prova que você vai fazer. Mas é um processo. Tem uma história pra você contar. São cinco anos de experiência. Não é qualquer momento que você pode. Não basta querer fazer. E aí fica aquela ponta do que o André falou, do profissional obeso querendo ter mais. Mais coisas, mais certificações, mais planos, mais guias. mais mapas, quando na verdade ele nem reconhece que aquele mapa que ele montou é de um deserto onde ele vai entrar com o cliente e ele vai deixar o cliente na entradinha ali. E aí o cliente quer sair do outro lado. Só que está mapeada as dunas que se movem com os ventos. Imagina só se o cliente vai conseguir sair bem dali. Ele vai ter que acompanhar. Do mesmo jeito, é um processo junto ao cliente. É uma caminhada. Você tem que ser o guia. Então, não sei se respondi de forma direta e objetiva aqui, mas a certificação é um... Ou seja, menos. Não precisa. Não precisa. Tem um monte de conhecimento que você vai precisar antes dessa certificação. E um deles é saber ouvir, né, André?
Sem dúvida. E o importante também, querido, é notar que o CFP te ensina a fazer planejamento. Ele não te ensina a ser planejador. O que as pessoas precisam é ser planejador para fazer planejamento.
Mas nota que a mudança na certificação está pedindo isso, André, que você tenha experiência para ser, não simplesmente seja.
Mas a gente sabe, né?
Mas já é uma mudança. Eu sei que a gente tem uma crítica aqui, mas já é uma mudança.
Você vender capitalização por cinco anos, você tem a experiência, né? Então, é isso que eu digo, não é necessariamente ser planejador, né? Mas não tem razão.
Mas já mostra que é um processo. Já mostra que é um processo.
Também, ficar aqui, em berço esplêndido, só criticando, vai fazer o trabalho lindo que os caras fazem há décadas. Mas...
Eu sei que eu aprendi isso com o Fred, se eu não me engano, o Fred aprendeu isso com o cliente dele, que disse, né, queridão, na vida ou a gente dá desculpa ou a gente tem motivo.
É isso aí.
Então é muito importante quem está escutando a gente pensar, olha, ou você vai... Pensa no seguinte, de novo, quero ajudar, quero servir, quero romper com o dilema ético entre fazer o que é melhor para o meu cliente ou fazer o que é melhor para a minha instituição. Tenho a compreensão de que estou sendo debitado em capital reputacional, estou deixando de ser creditado em capital de confiança.
A partir de agora, ou você vai encontrar um motivo para fazer, ou você vai encontrar uma desculpa para não fazer. That's it. É isso. É isso. Lógico que você vai avaliar...
É bem por aí mesmo, né?
Se eu quero saber com quem eu vou fazer, eu digo, avalie o mercado, Converse com as pessoas. Avalie exatamente. Lembra? Não vá sozinho. Observe com quem vai. Não vá sobrecarregado. Não vá leve demais. Mas vai chegar uma hora que a decisão é sua. E nesse momento, ou você vai ter que ter um motivo pra fazer, e esse motivo não vai ser perfeito, ou você vai ter que ficar nas suas desculpas, que são necessariamente imperfeitas. Imperfeitas. Porque é um mecanismo de defesa, no final do dia. Então, ou você vai encontrar um motivo, ou você vai continuar dando desculpas. E é importante entender as consequências, seja de uma, seja da outra. E como adulto que busca amadurecer, você vai ter que viver com as consequências de encontrar um motivo ou de continuar dando desculpa.
É isso que a gente tem que ter, a clareza, a coragem, e a tranquilidade para trabalhar e deixar a cara do gol para tomar uma decisão. Para tomar uma decisão.
E o Filipe nos traz pessoas para conversar né Filipe que na verdade não teriam mais desculpas porque já tem a certificação já iniciou um trabalho nisso e mesmo assim ainda posterga.
A gente tem que parar e entender aí vou parafrasar um outro cliente meu que eu gosto muito da frase dele Entendendo que são desculpas que talvez sejam válidas pessoal porque tem a insegurança mas continuam sendo desculpas. Então como é que você vai fazer para mudar isso?
Que passo que você vai dar para mudar isso? Porque se você já tem o CFP se você já trabalha no mercado se você atende pessoas que te pedem ajuda Se você já faz alguns trabalhos do tipo, se você se interessa, o que mais você quer de motivos para te convencer que essa carreira é para você, por exemplo? Ou o que mais você quer de desculpas ou motivos para decidir que você precisa estar dentro de uma comunidade que pode te ajudar com isso? Gente, eu não tinha SFP, nem da área de finanças eu era, Muito distante de qualquer coisa eu participava e estou aqui há 16 anos.
Porque eu enxerguei que isso aqui era o meu futuro. Antes eu tinha um trabalho e eu falei isso lá no podcast da minha transição de carreira. Antes eu tinha um trabalho, controlado minha agenda por todos menos por mim. Hoje eu estou construindo uma carreira.
É diferente. Muito bom. Fê, para a gente foi uma honra poder ter essa conversa, você apresentando esses desafios, e eu vou deixar você terminar aqui a conversa, cara. Que recado que você tem aí para quem está angustiado até, eu acho que pensar em transição de carreira, pensar em fazer alguma coisa para a sua vida, É angustiante. As pessoas querem algo melhor. E mesmo que quem está bem é onde está, talvez esteja com vontade de fazer alguma coisa diferente. Que palavra que você tem para essas pessoas que tiveram o privilégio de interagir com você ao longo do ano? A gente espera que novas também topem uma conversa madura, para a gente poder trazer mais clareza, servir e ajudar na direção de uma decisão bem motivada, e não na continuidade de desculpas. O que você tem pra dizer?
Olha, é muito frequente, inclusive, conversar com pessoas que têm esses anseios que você disse, e às vezes não está num momento ruim. Na maioria, está num momento ok. E às vezes pode ser até mais perigoso por não estar doendo o suficiente. Então, ter essa questão, às vezes ela é um... um ponto muito a observar. E aí eu sempre gosto de traçar o paralelo, e é com isso que eu quero finalizar aqui, traçar um paralelo com o que o planejador pode ajudar aquela família. Porque assim, e não entenda aqui com uma arrogância, mas para o planejador, aquela família, se ele não for contratado por aquela família, ele vai continuar buscando uma outra família ou pode ser num outro momento. mas para aquela família é a vida deles, não há uma outra opção, não tem um outro jeito, é a vida deles, não vai mudar as pessoas. Então para o profissional o nosso convite é exatamente a mesma coisa, é claro que ter você com a gente será sempre um prazer, muda todo o jogo, mas muda muito mais para quem É uma entrega muito maior da nossa parte para quem está dentro. Por quê? Porque a nossa, seja em prospecção ativa, seja em conversas de pessoas que chegam, vão passando mais e mais pessoas. Então, se de hoje para o ano que vem entrarem mais 100 pessoas, a sua vida não vai mudar, só vai mudar quando você entra. Então, esse ponto acho que é o grande convite que a gente tem de trazer.
É o meu início que vai iniciar. Então, nós já temos pessoas aqui que dão um grupo super legal, ativo, esse grupo só tem de aumentar, mas ele vai fazer real diferença pra você quando você estiver dentro. Quando você estiver fora, não é nem algo que vai mudar o preço do dólar pra você. Então, esse é o meu convite.
É isso aí, muito bom.
Fredão, 40, meu irmão. Chegamos lá.
Boa, foi uma bela temporada, viu? Gostei. De novo, falo para todo mundo. Falhamos aqui, eu e o André, em um episódio cada um. Engraçado, a gente combinou até nisso, Felipe. Cada um foi no mundo. Mas não foi combinado não, pessoal. Mas foi um baita prazer, uma baita temporada. Muitas vezes vocês me olham aqui, eu tô anotando coisa e tô mesmo, tá? Eu acho que a... Quem está participando das minhas outras reuniões, dos meus clientes ou nos podcasts, webinars e etc. aqui da academia, pode ver que a gente tem colocado, né, André, palavras do outro que nós estamos aprendendo entre nós ou com os outros planejadores ou com o Felipe também, que tem trazido muita experiência para nós. Falo para todo mundo, é extremamente importante. Vira e mexe o osso de novo, os episódios, coloca ali no carro, vou colocando como uma trilha. Eu que estou aqui há 16 anos, o André que está aqui há 16 anos, o Felipe que está aqui com a gente há três já, não é, Felipe? O Felipe fala...
Indo para três.
Indo para três, está vendo? Eu sei. Ele escuta também. Então, assim, se nós que estamos aqui dentro aprendemos conosco Entre nós imagina vocês que estão por aí navegando mares nunca antes navegados. Vamos filosofar o final aqui. É extremamente importante pessoal e a gente faz isso com todo carinho e atenção para vocês. E obviamente tem uma tem uma intenção final de guiá-los para um melhor caminho.
Nada me impede de falar aqui que eu entendo que o melhor caminho é estar dentro de uma comunidade, estar dentro de um curso de excelência, estar dentro, fazendo parte de um pessoal que, por exemplo, ontem estava na praia com a minha família, mas fiz questão de participar um período porque eu aprendo participando.
É verdade, é verdade. Muito bom, muito bem. Mais uma vez, agradeço a participação, é um privilégio. Vamos ver o que a gente bola para a segunda temporada.
Traga ideias, Felipe.
É notório também aqui, a gente tem o termo em inglês, né? We walk the talk. Ou seja, a gente faz o que a gente prega e a gente pratica o que a gente prega. Então, a gente vai tirar um bom tempo de descanso agora. A ideia é repensar o formato, bolar alguma coisa diferente ou até mesmo continuar com a arte do planejamento, mas a gente vai bolar alguma coisa para 2024, quem sabe mais uns 40 episódios nessa segunda temporada, tá bom? Obrigado a todo mundo que acompanhou a gente, que escutou. Mais uma vez, Fred, obrigado. Felipe, obrigado pelo dia de hoje.
Um abração, pessoal.
Bom, finalizamos. Está aqui terminando o 23. Eu não sei se você vai escutar isso em 24, ou 25, ou 26, mas, de qualquer maneira, que seja uma nova temporada para todo mundo, uma nova estação. Um grande abraço.
Um abraço, gente.
Tchau, tchau.
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