A Arte do Planejamento | 🎙️ Episódio #5

André Novaes, Frederico Gonçalves, Ronaldo Ascari and Erika discuss real client cases, including a dentist couple buying a clinic in Santa Bárbara do Oeste. They explore scarcity mindset in clients and how financial planning shapes life decisions beyond investments, grounded in Fred's 91-year-old grandmother's testimony about long-term impact.
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Olá, sejam todos muito bem-vindos ao quinto episódio aqui do nosso podcast. Deixa eu rapidamente apresentar. Meu nome é André Novaes. Eu estou aqui na companhia do Frederico Gonçalves, o meu co-anfitrião aqui. Fred, como vai? Bem-vindo.
Tudo bom, André? Olá, pessoal. Tudo bem? Para quem nos assiste ou nos ouve, tudo ótimo. Um prazer novamente estar aqui.
Muito bom, muito bom. Também aqui na companhia, mais uma vez, participando o Ronaldo Ascari. Ronaldo, tudo bem? Como é que você está?
Tudo ótimo. Olá, pessoal. Olá, André. Olá, Erika. Olá, Fred. Muito bom poder, mais uma vez, estar aqui com todos vocês.
Muito bem. O Ronaldão já anunciou. Hoje a gente tem a participação, pela primeira vez, da Erika. Erika, seja muito bem-vinda.
Obrigada. É um prazer. O prazer é todo meu.
Rapidamente, então, se apresente, conta um pouquinho de você e eu já vou até passar essa bola pra você, viu, Erika, pra você inaugurar a nossa conversa nessa semana e comentar aqui, apresentar pra gente alguma situação, algum caso ou até mesmo algum caos que você tenha vivido na semana passada. Bem-vinda, Erika, se apresenta pra gente e conte alguma situação aí da semana pra gente poder ter um bom papo.
Ah, que bacana. Olha só, eu estou iniciando minha carreira como planejadora, apesar de 16 anos de experiência no mercado financeiro, então está sendo muito, muito, muito gratificante mesmo, porque a semana passada mesmo eu tive um caso de um casal de clientes que eles decidiram comprar um imóvel para que a clínica, são dentistas, enfim, para que a clínica fosse instalada nesse novo imóvel. E o que eu achei interessante, que apesar de pouco tempo de eu estar junto com eles, nessa caminhada, enfim, eles me demandaram bastante. Eles me ligavam pedindo opinião, perguntavam sobre o que eu achava. Eu me senti muito bem de poder ajudar esse casal, sabe? Realmente bem gratificante. Esse meu início de carreira está sendo realmente muito recompensador, sabe?
Muito bom, muito bom. Conta mais o caso, então. Quanto tempo você está com esse casal, Erika?
Eles estão agora na nossa sessão dois de planejamento. E a gente fez então o orçamento deles. Eles são um casal muito sonhador, muitos planos. Então o desafio com eles é que a gente possa priorizar esses planos, porque eles são um pouco também de querer realizar tudo ao mesmo tempo, enfim. mas tem muito potencial, são realmente um casal excepcional, já conhecem um pouquinho de investimentos, enfim, e eles decidirem então fazer essa compra para colocar a clínica, foi um momento bem decisivo para eles, porque eles tiveram que tirar bastante das reservas financeiras, a compra foi um valor, foi uma compra muito boa, foi um valor bem interessante, num ponto que Eles consideraram muito bacana também para colocar a clínica, que é em Santa Bárbara do Oeste, inclusive. A clínica da minha cliente e eles estão muito contentes aí com essa nova fase. Agora, claro, tem outro momento de reforma desse ambiente e então a gente está procurando viabilizar para eles de que forma que isso vai ficar melhor, porque na minha visão é necessário que eles, quanto antes colocarem essa clínica para funcionar, é melhor, porque afinal eles fizeram um investimento numa empresa. Enfim, quanto antes colocar para funcionar, melhor. Então a gente está viabilizando isso.
E Erika, me conta mais um detalhe. No começo ainda da caminhada com esses clientes, eles já tinham essa ideia da clínica, foi algo que surgiu meio que, não vou dizer como uma surpresa, mas me conta um pouco mais do contexto dessa decisão. É a decisão financeira de maior volume que eles tomaram até o momento? Como é que você foi inserida nessa decisão?
Não, eles já vinham trabalhando essa ideia já, porque o que acontece, o casal ele tem uma clínica em Morungaba, o esposo comanda a clínica em Morungaba e a esposa comanda a clínica em Santa Bárbara, e ele já vinha fazendo esse trabalho de ampliar a clínica dele lá em Morungaba e deu resultado, deu um retorno bacana pra eles, eles já vinham trabalhando essa ideia já faz tempo, muito tempo já, e vinham Só cogitando a hipótese, será que eu alugo o imóvel para colocar a clínica e depois eu compro? Ou será que eu já compro mesmo, que daí já fica um patrimônio, mesmo que eventualmente depois, quando eu reduzir meu ritmo de trabalho, eu alugo? Então várias possibilidades aí. Mas eles já vinham trabalhando essa ideia já, então eu fui inserida já no momento que praticamente estava decidido já que eles iam comprar o imóvel. Então eu brinquei até com eles porque existe uma carteira grande de investimentos. Eles tiveram que colocar um valor alto para compra à vista inclusive. Eu falei a vocês facilitaram minha vida que não vou precisar colocar esse monte de investimentos aqui no cash para vocês para ajudar vocês nesse processo. Então a gente vai construir de novo a carteira deles agora de investimentos e recapitalizar eles. de uma forma mais dentro do que a gente acredita também aqui na Life, num investimento com custos baixos, de uma forma diferenciada.
Joia, joia. E Erika, para que... Eu, Fred e Ronaldo, a gente se aqueça mais aqui para participar da conversa. Qual é o grande mandato, qual é o grande objetivo desse casal ao te contratar? Uma vez que a decisão, como você bem colocou, já estava fundamentalmente tomada, inaugura-se agora uma fase nova na vida deles, agora com duas clínicas, além da de Morungaba, essa nova em Santa Bárbara. Qual é o teu grande papel na história, na vida desse casal? Como é que você tá enxergando esse teu papel?
Olha, o meu mandato... O mandato deles ainda é um pouco mais money, né? Eles ainda entendem que eu vou ajudar eles no investimento, alguma coisa assim. E claro que eu vou ajudar também, né? Mas o meu mandato mesmo com eles é que eles possam realmente... aproveitar a vida de uma forma mais plena, porque eles são um casal que tiveram muitas dificuldades para construir o nome deles como dentistas. São um casal que vieram das bases, a família se empenhou muito para que eles se formassem, os dois, principalmente a esposa. Não foi fácil, foi uma família que lutou para que aquilo acontecesse. Então existe um pouco dessa síndrome de escassez, principalmente na esposa, dela não entender que ela pode usufruir também com paz. Fala assim, eu posso comprar alguma coisa, eu posso ir num restaurante, e aquilo ficar bem pra ela, ela se sentir feliz. Então, o meu mandato é que ela perceba que sim, vai estar tudo bem, os planos dela vão estar tudo em ordem, o plano de aposentadoria, com certeza, e outros, eles pretendem ter filhos, em dois anos, e eles têm essa expectativa de...
É uma família jovem, então?
É uma família jovem. E eles têm essa ideia de construir realmente uma família com filhos, e querem que isso seja realmente vivido de uma forma importante. Eu exaltei essa importância de ter realmente a vivência da paternidade e da maternidade, não só ter o filho e ficar loucamente trabalhando, sem tempo, Esse é um aspecto que eu estou trabalhando para que eles percebam esse aspecto vida maior do que o dinheiro.
Legal. Vou deixar o Fred se preparar para fazer o pacote final desse caso, mas antes eu trago o Ronaldo para a conversa. Eu comecei escutando o caso da da Érika, Ronaldo, e pensei em abordar a partir da perspectiva de, uau, a gente entrando numa família já com uma decisão relevante tomada. Mas acho que a Érika trouxe um presente melhor para a gente, que é essa questão da síndrome da escassez. Como é que você, meu irmão, na sua carreira, isso acontece, você tem outros casais, onde, caramba, Ele contratou um planejador financeiro para ensinar a gastar melhor, e muitas vezes gastar melhor também é gastar mais, fazer um uso do dinheiro. Como é que você tem lidado com situações como essa? Conta para a gente um pouquinho da sua experiência.
Olha só, era que eu fui relatando o caso desse casal, e eu fui lembrando especificamente de duas famílias que eu atendo aqui em Belo Horizonte, uma delas já está comigo há quase três anos, É um casal também jovem, eles têm menos de 40 anos, é um empresário de sucesso e ele teve uma formação educacional muito robusta e até mesmo uma educação financeira, advinda do pai, muito, muito relevante. Eles já eram uma família organizada financeiramente, mas o casal não conversava efetivamente de uma forma organizada sobre dinheiro. Por que eu tomei a liberdade de falar isso? Porque esse foi o grande marco do feedback que esse cliente uma vez me deu, ele falou, Ronaldo, tudo que eu já vi até hoje nada se parece com a forma como vocês tratam todo esse processo de fazer a família ser incluída no planejamento financeiro. E por que eu trouxe esse caso? Porque há seis meses atrás eles resolveram, de fato, resgatar 100% das reservas e alocar inteiramente em um imóvel de alto valor. Então, ele me convidou para tomar a decisão junto dele, falou, Ronaldo, você que nos acompanha há dois anos e meio, quais são os impactos que essa decisão vai trazer futuro, desses ativos que a gente já tem alocados aqui, alguns deles até numa gestora, onde é que a gente de fato vai conseguir ter um sucesso nessa nossa operação? E ali ele até brincou comigo, falou, Ronaldo, eu sei que de certa forma você não concorda, E eu fui muito objetivo com ele e respeitei, principalmente, a decisão dessa família, porque eu percebi que a decisão já estava tomada, e comentei com ele o seguinte, falei, olha, a decisão da compra de um móvel, ela é uma decisão importante, e eu não estou aqui, efetivamente, para ele dizer o que pode ou não pode ser feito, o que pode ajudar, efetivamente, a concluir esse seu objetivo, de fato, é enxergando o menor impacto possível, em termos de construção de futuro. E o que a gente conseguiu construir, derivar dessa nossa outra conversa foi que uma vez que ele decidiu destinar todos os esforços para a compra desse imóvel, uma eventual reforma, daqui para frente nós não vamos ter preocupação a mais por isso. E a gente vai poder dar uma atenção exclusiva também ao projeto de aposentadoria, às grandes viagens. Essa família tem um sonho de ter um motorhome, então tudo isso foi entrando no meio da conversa, porque de fato já estava tudo bem destinado ali. E uma outra família que, na verdade, eu fui visitar o bebê recém-nascido, a gente acompanhou ali o início, a gravidez, até aquele caso em que eu fui no chá de bebê, eu fui convidado para ir no chá de bebê, a gente teve uma conversa muito importante também. para a pedida até da esposa. Ronaldo, não é o momento da gente buscar a compra de um imóvel considerando que hoje o aluguel que a gente paga, a reserva que a gente paga já poderia justificar? E a gente de fato lançou essa conversa para a pauta da reunião e a gente começou a desenhar algumas perspectivas nisso. Então, eu particularmente gosto dessas conversas sobre imóvel, André, Fred e Erika, porque elas são desafiadoras. E eu me confesso que não existe uma conta definitiva, porque tem um fator emocional e até mesmo o fator familiar que também tem que ser levado em consideração. A gente tem uma prática de apresentar ao nosso cliente um cálculo muito interessante, Eu sempre levo aquela reflexão aos nossos clientes, mas eu particularmente gosto também de apoiar o cliente no seguinte, cara, é isso que você quer fazer? Vamos tratar isso da melhor forma possível.
Muito bom, muito bem. Fredão.
Eu vi que o Ronaldo mostrou dois casos aí dessa parte de imóvel. O Ronaldo gostou da ótica imobiliária do caso da Erika.
Eu quero te ouvir um pouco nisso também, mas ainda, e essa questão da escassez? Cara, o que você tem para dizer aí com uma boa bagagem, uma boa experiência? O planejamento financeiro serve também para que o cliente gaste dinheiro ou é só para ele investir melhor?
André, você sabe que no momento que vocês estavam falando aí eu pensei, me passou um filme aqui pela cabeça de muitas coisas que eu conversei já com alguns clientes meus, em relação a essas questões imobiliárias e etc. Pode realmente se apresentar essa equação que a Erika colocou ali de escassez, ou seja, eles gastarão um dinheiro bastante considerável, Mas o que eu falo para todos os meus clientes é o seguinte, se a equação única e exclusivamente financeira da compra de um imóvel é a que vai comandar, efetivamente, fazendo conta, você não se convence da compra. Mas justamente porque não é só financeiro, e sim plano e projeto de vida, e sim parte emocional, parte familiar, etc., é que existem essas discussões muito importantes a fazermos junto aos nossos clientes de legal, ótimo, vamos entender aqui então que o gasto do dinheiro é melhor feito dessa forma, realizando esse projeto. Ah, mas eu vou ficar com uma sensação de que não tenho mais o recurso, Ok, mas você realizou um plano e um projeto. Então na tua lista de cheques está ali colocado que esse projeto foi realizado. E aí você começa de novo a construção num processo de carimbo do dinheiro para cada um dos pontos. Então se esse dinheiro estava ali destinado a um imóvel, que ele seja alocado no imóvel. Tudo bem. a alocação final do dinheiro tem que ser 100% obediente à destinação dele. Muito provavelmente nessa ponta, essa equação toda.
É menos sobre reserva financeira e mais sobre plano, projeto de vida, realizações.
Eu sinto que o caso da Erika traz para a gente.
Um bom aprendizado, uma boa lição, até na direção de que um bom planejador financeiro no contexto de uma decisão, seja imobiliária ou não, ele também atua na direção de esticar um pouco a perspectiva. Muitas vezes as famílias trazem para a gente uma situação pontual e elas desejam uma ajuda para alguma decisão. E a gente fala assim, hey, vamos esticar essa decisão nos próximos 20, 30, 40, 50 anos da família e talvez perceber que aquela decisão que parece uma montanha intransponível, será que eu devo, será que eu não devo, se eu fizer, qual é a consequência, tudo isso é importante ser analisado. Mas quando colocado numa perspectiva, eu me lembro de um amigo, cliente, ele usava o termo, vocês ajudam a gente a dar um zoom out do problema. A gente olha o detalhe da decisão, a matemática da consequência, mas a gente também tem o privilégio de poder dar um zoom out e dizer, daqui a 30, 40 anos, A gente tem tempo para recuperar, a gente tem tempo para restabelecer uma situação patrimonial, a gente tem tempo para readequar ativos. E efetivamente, se agora isso está se apresentando como algo relevante, não é tomar uma decisão por tomar uma decisão. Acho que o Ronaldo colocou bem isso. Vamos tomar agora a melhor decisão possível, entender as mais consequências e a melhor consequência possível, mas de uma decisão que tem que ser tomada. Recentemente, eu li algo que um outro planejador da equipe postou na direção de não busque tomar a melhor decisão, busque tomar uma decisão e vivê-la da melhor maneira possível, a partir de decidida. Agora, para viver da melhor maneira possível, é fundamental a companhia de um planejador ao longo do tempo, Por isso que a gente prega muito a importância do planejamento e não do plano. Toma, o plano para compra da clínica em Santa Bárbara é essa, é esse. Não, isso não tem tanto valor. O planejamento no contexto de uma compra de uma clínica agora é para cá que ele aponta e daqui a um ano a gente vai ter que repensar tudo isso de novo e daqui a dois anos a gente vai ter que repensar tudo isso novamente e é assim que a coisa funciona. Então, muito bacana. Vocês viram que a gente deu uma escapada do assunto escassez, mas quem sabe ele apareça...
Eu ia até comentar isso agora, André. O assunto foi basicamente direcionado para as questões imobiliárias, que também são ótimas da gente conversar, mas eu entendo que a questão da escassez não está ligada exclusivamente a essa questão somente imobiliária. Eu percebo hoje um cliente solteiro que eu atendo, que trabalha numa empresa multinacional e hoje trabalha no Brasil, mas recebendo em dólar. Então vamos considerar que ele está tendo uma bela remuneração já há dois anos e sempre viveu com essa perspectiva da escassez. Quando eu falo perspectiva da escassez, é porque, de fato, ele nunca quis conversar efetivamente com o dinheiro da forma como ele está sendo provocado dentro do nosso processo. E, para apimentar ainda mais a conversa, ele decidiu fazer uma mudança de país. Ele está mudando para o Canadá, para a sede dessa empresa, ele concordou em ter uma redução salarial drástica mas em função de um grande projeto que é obter uma cidadania canadense nos próximos anos e construir família lá. Então, essas conversas, a cada vez que a gente vai avançando no nosso processo, os feedbacks são, Ronaldo, eu nunca enxerguei o dinheiro dessa forma, eu nunca imaginei que eu pudesse fazer tantas coisas utilizando o dinheiro efetivamente a meu favor. Então é nítido nesse caso, Érica, que ele tinha essa visão de escassez, ou seja, será que algum dia eu vou conseguir de fato acumular recursos que me deem condição de eu ter a liberdade que eu sonho? Essa foi uma das perguntas dele. E ele não é tão disciplinado. Às vezes ele entra nas reuniões muito sem graça. Cara, eu não fiz o dever de casa. Mas esses ensinamentos que você vai me dando ao longo do processo, André, eles têm sido mais importantes, porque eu sei que aquilo tudo ali é uma questão prática. Aí eu, de fato, consegui perceber que a mensagem, de certa forma, está sendo incluída na agenda dele. E isso, ele falou, cara, eu tenho certeza que a gente vai conseguir construir pelos próximos anos algo bem bacana. De certa forma, André, realmente a gente vai desescalando, né? a dificuldade em função de todo esse arranjo, porque as contas vão começando a se ligar, ou seja, ele começa a desenvolver projetos, ele vai organizando o orçamento, ele vai percebendo que a alocação efetivamente depende da destinação e assim a gente vai percebendo que as pessoas vão ficando mais seguras a respeito do uso do dinheiro.
Ronaldo, eu não sei se esse caso desse cliente foi da semana passada ou não, mas agora isso vira café pequeno, até para a gente ter uma linha condutora aqui no episódio. Acho que a gente pode abordar de novo esse episódio da escassez, porque eu acho que tem mais coisa para compartilhar. E eu trago a Erika de volta aqui para a conversa. Erika, nesse contexto, vamos fazer aqui agora um blend desse seu cliente, desse jovem cliente do Ronaldo, que ganha em dólar e gasta em reais. Já pensou? Que sonho! Mas... Existe ainda essa situação do, será que eu posso, será que eu devo, será que eu não estou gastando demais, etc. Como é que você tem visto isso, Érica? Até na sua experiência, regressa também, como é que você encara uma situação de escassez, onde muitas vezes dá para perceber que o cliente poderia esticar um pouquinho a corda ali, muitas vezes isso pode trazer até alguns desafios conjugais, onde um cônjuge tem mais vontade de fazer algumas coisas, tem alguns desejos a mais, e um outro, então, contém um pouco isso, e o produto disso é uma certa tensão conjugal. Você tem passado por isso? O que você tem para compartilhar para a gente? É sempre bom ter uma perspectiva feminina, de uma mãe, também, nessa questão toda, Erika. O que você compartilha para a gente?
Olha, é interessante como muitas vezes isso vem mesmo e tem os extremos. Parece que o mundo não consegue, realmente é difícil achar o centro, o equilíbrio. Então, com certeza existem casos, o oposto, de pessoas que acham que podem realmente gastar e não têm condições e esses casos mais... Dessa sensação de que a pessoa realmente, se ela gastar, ela vai ficar numa situação muito difícil, vai passar dificuldades, vai... Isso é bem desafiador também. Enfim, esse casal, é uma questão muito pregressa deles. Eles têm essa sensação porque a família passou dificuldades. A partir do momento que a gente vê a história daquela família, entende o porquê que eles fazem aquilo, daquela forma, enfim, a gente também ajuda um pouquinho a entender os motivos. E tem um pouco também aquela questão que eu trouxe na reunião com eles. No caso de vocês, vocês têm muito potencial, vocês têm condições de gastar melhor, né? Mas vocês vão perceber com o tempo que aquela frase, né? Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. Vocês vão poder chegar a essa análise, né? Fala assim, não, eu posso comprar um belo carro, enfim, não sei se não é o caso deles até, né? Mas eles vão falar, mas eu não quero. Eles vão poder chegar a essa conclusão que eu prefiro fazer uma outra utilizar o meu recurso de uma outra forma que vai ser muito mais significativa. Enfim, eu acho que quando a gente começa a trazer esses aspectos mais sensíveis mesmo das relações, as pessoas começam a perceber diferente o nosso trabalho também.
Muito bom. Muito legal, Ericka. Fredão, e aí? Agora sem tangente, hein, cara? Direto na... A Ericka já... Ronaldo trouxe de novo o assunto à tona. A Ericka colocou um tempero de profundidade maior. E agora a gente quer escutar um pouquinho de você, cara. Essa questão da escassez. O cliente tem dificuldade de gastar dinheiro. E isso está trazendo problema para ele ou para a família dele. E você é o planejador nesse contexto. O que você faz na prática? Você tem alguma ferramenta? Você tem algum exercício? Você tem alguma provocação? O que você tem para dizer?
André, eu acho que sim, tem algumas ferramentas. Temos, sim, algumas ferramentas para colocar aos clientes. Desde o início, desde a contratação, eu converso muito com os clientes sobre a questão de gastar dinheiro ao longo da vida é uma equação que não tem como fugir, ou seja, o dinheiro vai ser gasto até o fim da vida. E para alguns clientes que têm um pouco mais de dificuldade, eu tenho alguns deles, na minha carteira de clientes, eu converso muito sobre o sentido de tudo aquilo que tem vindo a favor deles e tudo aquilo que pode ser proporcionado com essa equação financeira favorável, ou equacionável, vamos falar assim. Então, converso muito sobre a destinação final do dinheiro e a qualidade de vida que isso pode trazer. Conversando com eles, é o seguinte, olha, Não temos que nos apaixonar por qualquer tipo de reserva financeira se ela não fizer sentido para a tua vida. Guardar por si só, e falarmos única e exclusivamente de investimentos, é para outra função, é para outro tipo de profissional que vai falar só sobre alocação final do dinheiro. Nós estamos falando aqui sobre plano e projeto de vida, então faz parte sim gastar, gastar com qualidade e gastar melhor, não necessariamente é gastar menos. E gastar melhor faz parte você gastar com aquilo que faz sentido para a tua vida. Eu sei que muita gente tem realmente essa dificuldade, tem essa sensação de que, poxa, se eu... Tem um cliente meu que ele fala, ele fala, Fred, a minha sensação é que se eu soltar, o nosso orçamento de 30 vai pra 40, depois vai pra 50 e etc, e por isso que eu mostro pra minha esposa que eu ganho menos. Não, não precisa. Tem que ter clareza nisso tudo, tem que ter plano e projeto, tem que ter alocação, tem que ter destinação final pra tudo isso, carimbar o dinheiro pra cada um dos pontos, E fazendo sentido, tudo bem gastar. Você quer ter uma proteção financeira pra alguma coisa da tua empresa, etc? Vamos construir isso junto. Vamos entender qual que é o numeral. Vamos entender o que que precisa. mas não necessariamente só guardar ou não gastar com qualidade. E gastar com qualidade faz parte da quitação de dívidas, da qualidade de vida presente e do investimento no futuro. Agora, tem que dimensionar, tem que entender, por quê? Daquelas três verdades lá no futuro, duas delas não podem existir, que é ter menos do que o necessário, ter mais do que o necessário também não pode existir. Por quê, Fred? Porque senão talvez você não tenha curtido a vida que você gostaria de curtir, né? Você precisa ter, uniexclusivamente, o quê? O suficiente. E é importantíssimo para o planejador que ele mostre isso ao cliente. E que ele comece com ferramentas de orçamento, com ferramentas de plano e projeto de vida que a gente tem dentro do Life Cash, que é o PQV, ferramenta de planejamento de investimento, mostre para o cliente quais são as necessidades futuras e presentes. E um dos exercícios que eu faço muito constante com os clientes é o exercício da priorização. É eles entenderem o que está na frente e o que faz sentido. E só para vocês terem uma ideia, a última vez que eu fiz isso, com um casal de clientes, A troca do carro estava muito à frente e eles estavam enrolando a troca do carro, que era necessária. O carro estava dando muito problema e etc. E estava muito à frente de qualquer outra coisa que eles estavam programando para fazer e, na verdade, eles revisitaram e falaram assim, caramba, a gente precisa logo decidir o carro, porque todo o resto não tem feito sentido agora. Mas eles estavam presos a essa questão de, poxa, eu vou gastar com o carro, mas o carro não estava dando segurança, o carro não estava... enfim, né?
O Ronaldão, eu acho que o Fred e a Erika podem estar enganados nesse negócio todo. Até onde eu sei, O planejamento financeiro serve para você economizar dinheiro e investir dinheiro. Eu fiz uma conta rápida aqui, eles não fizeram, mas se você economizar um cafezinho por dia de R$ 5,00, isso significa R$ 150,00 por mês. Se você colocar isso na poupança a 0,5% ao mês, em 30 anos você chega em R$ 150 mil.
Esse negócio de escassez faz sentido, vale a pena. O que a gente pode ensinar para o Fred e para a Érica aqui, reformar a atuação deles?
Eu entendo que o dinheiro, sim, ele foi feito, ele foi criado para ser gasto, mas ele é um meio, ele não é a finalidade de tudo o que a gente faz.
Eu viajando um pouco aqui, eu viajo bastante, vocês sabem disso, eu comecei a pensar o seguinte, a gente está falando muito sobre a escassez de dinheiro, mas e a escassez do que a gente faz com o nosso tempo também? Isso tem a ver com o planejamento financeiro? Na nossa visão, sim, porque a gente trabalha as duas linhas, a linha do dinheiro e a linha da vida. E eu entendo, Erika, que com essa família você vai ter um terreno muito fértil para, nesse primeiro momento, dar uma atenção exclusiva à parte dinheiro, porque ela é necessária agora, mas você vai ter aí uma grande oportunidade de poder acompanhar esses clientes e apoiá-los na parte life também, a criar uma agenda intencional para que essa família perceba que todo aquele esforço para formar essa essa esposa foi vaga e que em algum momento eles também vão precisar usufruir disso. Então eu acho que aí vem uma grande oportunidade de fato mostrar a relevância do planejador financeiro nesse sentido. Tudo bem, cliente, agora está tudo certo. Comprou a clínica, já formou, empreendeu, se preparou para isso, mas e agora? Como é que nós vamos aproveitar tudo isso de uma forma realmente intencional? Como é que a agenda familiar vai entrar, a agenda com os filhos, a agenda do casal, a agenda individual, inclusive, né? É importante termos tempo de qualidade com nós mesmos e a gente defende isso. Então, eu entendo que aí, Erika, você vai ter realmente uma grande oportunidade de poder, além de orientar, mas de aprender bastante também com essa família.
Muito bom.
Uma questão, acho que é muito legal. Lógico que os R$5 por dia foi uma provocação. A gente é muito aderente aqui ao uso do dinheiro, ao gastar o dinheiro, a ser generoso eventualmente com o dinheiro e, idealmente, fazer tudo isso de maneira planejada e como capitão desse planejamento o teu projeto de vida e não apenas as suas finanças pessoais. Eu costumo contar... Duas histórias e meia para os meus clientes no tocante à escassez. Vocês já vão entender o porquê da meia. A primeira história das duas completas.
E eu sempre gosto de contar essa história no contexto do cliente. Então, se eu estou falando com um profissional autônomo, eu o convido a se imaginar num belo dia lá na frente, fazendo um discurso frente aos seus colegas de profissão. Se é um executivo, ele fazendo um discurso, então, ali aos seus liderados, aos seus colegas na sua empresa. Mas que dia é esse? O dia onde essa pessoa, então, se aposenta. O último dia de trabalho. Esse dia está estará na história de todos nós aqui, de todos que estão ouvindo a gente. Nesse belo dia, então, esse primeiro personagem está muito tranquilo, está muito feliz, ele começa a dizer acerca das coisas que ele vai poder fazer daqui pra frente, de como ele cuidou do dinheiro dele, de como então tá tudo bem organizado pra que os próximos anos da vida dele sejam incríveis, incríveis, incríveis, as viagens que ele deseja fazer, os restaurantes que ele vai poder conhecer, todas as experiências que ele vai poder ter, a generosidade que ele vai poder exercer, as coisas que ele vai poder comprar. E ele, então, se preenche daquele discurso. Até que um belo colega levanta a mão e diz, rei João, rei Maria.
Me conta agora um pouquinho como é que foram os seus últimos 30 anos.
E, nesse momento, esse personagem começa a se esvaziar. porque ele se dá conta que eu não tenho muita história para contar. A única história que eu tenho para contar é que eu guardei dinheiro. Eu fiz bons investimentos, a minha alocação de ativos foi inacreditável, mas eu não tenho história para contar.
E aí, então, ele sai do palco e ali, num momento de reflexão, ele pensa, poxa, eu queria mesmo ter sido como aquele meu outro amigo. E aí ele se lembra daquele outro amigo, é o personagem número dois completo da equação. Esse amigo, então, Esse cara curtiu a vida. Nossa, mas ele viajou o mundo inteiro, ele comprou tudo o que ele quis, ele comprou os imóveis que ele quis, ele dirigiu os carros que ele quis, ele foi nos shows que ele quis, e ele decide dar uma ligada para esse amigo e fala, cara, hoje eu entendo por que você fez tudo o que você fez, por que você gastou o dinheiro que você gastou, por que você curtiu a vida do jeito que você curtiu. Só que ele também se deu conta que esse amigo também estava, porque é um amigo de longa data, prestes a se aposentar. E esse amigo também agora dotado de maturidade diz, cara, realmente, esse segundo personagem, eu vivi a vida abessa. Eu tenho uma coleção de livros aqui para escrever. Mas, cara, semana que vem eu vou dar o meu discurso, o meu testemunho da minha vida e eu não tenho a menor dificuldade de dizer tudo o que eu fiz. Mas você é meu amigo de longa data e eu tenho que te dizer o seguinte, eu vou ter que dizer tudo o que eu digo com a garganta presa, porque, cara, eu não sei o que vai ser da minha vida. Eu não tenho um dinheiro guardado. Eu gastei tudo criando as minhas histórias e não tenho nada para deixar como legado daqui para frente, para continuar vivendo a minha vida daqui para frente. Eu não sei como é que eu vou ter que ligar para os meus filhos e pedir ajuda deles. Eu não sei o que eu faço da minha vida. Eu não tenho dinheiro para os meus próximos 10, 15, 20, 30 anos.
Esses são os dois personagens.
E aí muitas vezes eu provoco o meu cliente dizendo, qual desses dois você preferia ser? Tentando enfatizar que ambos não estão bem. Aquele que tem todo o dinheiro do mundo e uma perspectiva incrível, mas uma retrospectiva vazia. Mas também não está bem aquele que tem uma retrospectiva inacreditável, mas que uma perspectiva aponta para um vazio. porque ele não tem dinheiro. E aí depois é que eu digo, existe um personagem, um meio personagem, porque ele ainda está em construção, que é você. Como é que você vai contar essa história nos próximos 20, 30, 40 anos? E quando você então chegar para dar o seu testemunho, como é que vai ser? Será que não há um caminho do meio? Será que não há uma maneira melhor de a gente fazer as coisas? Será que não é aqui que o planejamento de vida tem que atuar? E aí acho que a gente começa a inaugurar uma perspectiva renovada para isso tudo. Falei demais, tá? Rompi a minha própria regra dos três minutos aqui. O pessoal que está escutando a gente, a gente combina antes, viu, turma? Tentar não passar muito de três minutos aqui, eu explorei, estourei a banca, não vou falar mais nada, consumi toda a minha cota. Deixa eu... Fredão, e você, cara? A gente tá no quinto episódio, tá? No primeiro episódio eu falei, Fred, semana passada você tava no Nordeste, né? Agora eu falei, e agora? Como que eu vou falar? Semana passada você tava no Rio de Janeiro. Não sei se apenas em passeio, eu sei que num propósito nobre, que era visitando a família, mas a gente não quer passar mensagem aqui, né, Fred, que o planejador, com alguma caminhada... A vida fica fácil depois, ganha bem, trabalha com tranquilidade, pode tirar umas... uma semana de férias a cada cinco semanas, umas brincadeiras à parte, Ferdão, eu sei que você teve encontros por lá, reuniões também. Tem algum destaque, cara, para você trazer para a gente?
Pois é, eu estava rindo aqui antes de falar que história que eu vou contar, porque semana passada eu estava no Rio, no primeiro episódio estava em Natal, eu falei, pô, o cara só viaja. Mas efetivamente foi isso, foi uma viagem combinada ali com uma possibilidade. quem tem filhos em idade escolar com provas, sabe que tem que equalizar tudo isso.
Mas foi uma possibilidade de visitar a família e fazer alguns encontros com algumas pessoas.
Mas, André, você sabe que eu tive contato com clientes, tive contato com o pessoal, que quem está como planejador aí há um tempo mais conhece, o Enep, o pessoal das outras empresas que nós conversamos, que nós temos contato constante, etc.
E assim, o cliente que me contatou, cara, quero conversar com você, vamos conversar, tal. Mas eu acho que o destaque aqui vai por uma conversa que eu tive com a minha avó de 91 anos. Sobre, num dia lá, ela falando sobre tudo o que ela realizou na vida, e como eu chamava ela lá atrás, que eu falava aquela minha avó rica, que ela consegue fazer tudo, e realmente ela, graças a Deus, teve uma vida muito bacana, trabalhando bastante como costureira, meu avô trabalhando ali na área de...
Aeroportos, numa empresa de manutenções, etc. Ele faleceu, infelizmente, há muito tempo, deixou ela sozinha aí com a família toda como matriarca. Mas ela, graças a Deus, realmente teve muito boas histórias pra contar. Mas aqui, um pouquinho alinhado a isso que você trouxe, ela falando pra mim que, poxa, Tudo bem, tudo o que eu fiz, tenho muitas histórias, muitas coisas. Graças a Deus, criei muito bem minhas filhas, dei muitas coisas boas, não só materiais para os meus netos e etc. Ela está com 91 anos e muito lúcida, falando muito e lembrando de tudo. Mas ela falou, mas, poxa, me vejo hoje? É muito dependente de todos vocês.
Porque ela mora com a minha madrinha, pela condição também de saúde, e eu, num dia lá, tinha uma lista imensa de remédios e peguei e falei assim, daqui, deixa eu ver, comprei para ela. Ela falou, isso me deu um alívio fantástico, para eu poder ir ao médico e pagar o plano, que é muito caro. E ela estava falando, poxa, vejo você falar um pouco da sua atividade hoje e quiser eu ter tido algum contato com isso lá atrás. para me programar melhor, porque hoje a pensão do seu avô e a minha pensão do INSS só serve para remédio e plano de saúde. não consigo dar um presente para vocês mais, não consigo fazer mais nada. Falei, mas a senhora já fez demais. Ela falou, pois é, mas, mesmo assim, eu queria ter feito mais. Eu queria ter me programado mais e olhe para isso que você faz hoje, porque ela me perguntou algumas vezes o que eu fazia, porque ela também me perguntou quando eu decidi tirar, sair da engenharia e caminhar esse caminho que nós estamos aqui há 15 anos, e ela fala, poxa, me dá muito orgulho disso, e é muito bom saber que você está podendo ajudar pessoas a não estarem como eu aos 91. Então, acho que esse foi o destaque da minha semana passada, independente de diversas conversas legais que eu tive com pessoas lá, com clientes, Confesso aqui que fiz uma envejinha branca, no bom sentido da palavra, com o André, na sexta ou quinta-feira, que eu mandei assim, olha o home office de onde eu tô falando, né? Então tinha o Cristo ao fundo, né? Mas, cara, foi o highlight, eu trouxe essa história aqui, assim, coincidência, eu não conversei com o André, coincidência dele começar a falar de tudo isso, eu não tinha combinado com a Erick, etc, a gente não tinha falado sobre tudo isso aqui, né? O highlight da semana passada. Foi esse. Minha avó, 91 anos, falando, deveria ter feito algo do tipo que você faz com as famílias de clientes há mais tempo, para ter uma condição minimamente diferente hoje, que não dependesse tanto de vocês e que eu pudesse fazer mais coisas.
Queridão, isso é incrível. Deixa eu... Tenho alguns sentimentos aqui, mas deixa antes eu perguntar para o Ronaldo e para a Erika, Vocês já pararam para pensar? Vamos sair um pouco do script aqui. A gente que serve clientes na faixa dos 30, 40 anos, como seria um depoimento deles acerca do que a gente faz quando eles, então, atingirem seus 80, 90? É difícil de imaginar, porque talvez a gente não seja nem vivo para ver isso, mas, de qualquer maneira, Acho que a nossa atividade excede até muitas vezes a nossa existência cronológica, por assim dizer. Mas o que isso mostra para vocês, esse testemunho do Fred? Acho que o Fred não trouxe um caso, ele trouxe um testemunho para a gente.
Está claro esse impacto? da nossa atividade na vida dessas pessoas. Vocês já pensaram sobre isso, refletem sobre isso? Isso serve como estímulo na carreira de vocês? Traga um pouco agora de um ensaio mais, talvez, não vou dizer emotivo, mas quase que com um contorno épico da atividade, da carreira de vocês. O que vocês pensam sobre tudo isso? Nosso impacto é tão grande.
Bom, primeiro, esse testemunho do Fred, ele não é uma realidade só do Fred, ele é realidade de muitas famílias brasileiras. E não é tão diferente da minha, Fredão.
E nem da minha.
Vou te colocar aqui que eu sou totalmente, eu fiquei sensibilizado com o que você trouxe e eu enxergo efetivamente o impacto que, primeiro, eu consegui levar a minha família nuclear, desde que eu me tornei um planejador financeiro de carreira, efetivamente, isso há oito anos, digamos. Então, primeiro, eu consegui proporcionar uma transformação, um amadurecimento. Segundo que, hoje, a minha família periférica enxerga essa transformação e, honestamente, ela ouve um pouco mais. Então, levando isso para os clientes, André, é claro que na nossa atividade a gente sempre procura colocar o contexto do cliente antes do nosso, raramente a gente coloca, mas eventualmente, uma vez ou outra, a gente pede um pouquinho de licença para o cliente e fala assim, ei cliente, espera aí, deixa eu te contar que talvez essa história ruim que você teve, ela só vai simplesmente te preparar para novas histórias muito boas daqui para frente. Ou seja, a gente pode utilizar as dificuldades do nosso passado, problemas, erros do passado, se como um funcionador, para que a gente consiga construir novas histórias. E eu também, André, articulo muito isso com as famílias que eu atendo. Eu abertamente faço essa pergunta. Qual é a história que você vai querer contar para os seus filhos, netos ou para os seus amigos, quando a gente alcançar essa idade aqui? E outra, qual é a história que os seus filhos querem que eles contem a seu respeito ou respeito da sua família quando eles estiverem chegando à faculdade ou à fase adulta. Porque a gente defende que além do legado financeiro, que é muito importante, existe também o legado de vida, quais são as experiências que a gente vai adquirir ao longo de toda essa jornada. Então, toda essa articulação, toda essa provocação efetivamente ajuda o cliente a criar nessa perspectiva de longo prazo, que é o que, de fato, a gente procura fazer quando a gente quer esticar o ponto de vista. Então, Fredão, tamo junto, cara. Eu também faço isso e passo pelos mesmos desafios, mas hoje, com certeza, com muito mais segurança.
Foi uma semana muito interessante mesmo, porque foi o momento lá com a Andressa na segunda-feira, o momento com o pessoal do ENEP, momento com família, momento com algumas pessoas que eu visitei lá, de clientes ou ex-clientes ou coisas, ou questões do tipo, mas esse foi o highlight, realmente, e assim... Realmente aquela ponta de, caramba, acredito que estou fazendo algo correto mesmo. Estou na carreira. Aquela sensação de... Aquela boa sensação, não é, Ronaldo? Desculpa interromper e voltar aqui, mas é aquela sensação de dever começando a ser cumprido. E um caminho muito longo pela frente, se Deus quiser.
Acho que essa perspectiva de começando é muito boa, cara. Mas, Erika, e você? A Érika está começando nessa atividade como planejadora, né, Érika, apesar de ter uma experiência interessantíssima aí já dentro do mercado financeiro, mas você já consegue, Érika, esticar a perspectiva, o impacto, até muitas vezes o impacto geracional da sua atividade dentro de cada família? Eu fielmente creio que a gente possa mudar a rota de famílias. E você, Erika, como é que você tem percebido tudo isso? Ou eu sou meio exagerado, meio triunfalista nisso tudo? Qual é o teu sentimento sobre tudo isso, Erika?
Totalmente nessa linha. Acho que o nosso impacto é muito grande. e eu tô tão apaixonada por isso que eu tô fazendo, justamente por poder proporcionar isso para as famílias que eu vou ter oportunidade, vou ter o privilégio de servir. Muito da minha decisão de estar seguindo essa trilha, seguindo esse caminho, é poder realmente impactar as famílias e sentir isso de uma forma realmente de realização profissional, de poder falar, poxa, eu realmente fiz diferença para as pessoas. É um pouco o jeito da gente ser imortal, porque você falou que talvez a gente nem esteja aqui, as pessoas vão contar um pouquinho, que a Érika, olha, eu já estou falando como é que seria o meu final de vida, enfim, como é que seria talvez o meu discurso. Mas é interessante poder entender que a gente pôde impactar de uma forma excepcional as famílias, as pessoas que nos deram essa oportunidade. Então, sim, eu já procuro imaginar dessa forma e isso me motiva demais.
Isso é muito bom, Erika. Turma, eu vou te dar um conselho, volta aqui alguns minutos, escuta de novo o testemunho do Fred, porque eu sinto, Fred, que você tenha encontrado na sua avó, que eu sei que você ama de maneira intencional, um grande porquê para a atividade. Não que você dele o precisasse, mas eu acho que todos nós, se estivermos sensíveis, a gente encontra nos encontros mais íntimos e especiais alguns dos motivos e dos porquês de a gente continuar. É como se, a partir de então, E aqui é um convite para todo mundo que escuta a gente, para estar sensível e também para encontrar o seu porquê, você pudesse, a partir de agora, dizer e testemunhar. Fred, eu trabalho para que nenhum neto de cliente meu tenha que escutar do seu avô e da sua avó. Eu queria poder fazer mais.
É para isso que eu trabalho. E eu me lembro disso e coloco isso como um convite porque eu tive uma situação parecida, alguns já me ouviram relatando-a, quando meu pai, então, que quando eu decido por fundar a Life, não sei se você já ouviu essa história, vocês, meu pai vira para mim e diz, André, interessante, mas eu não apostaria um centavo nesse negócio. Eu acho que isso não vai dar certo. Um baita estímulo para você ouvir do seu pai, aos 20 e poucos anos de idade, para começar um negócio. Mas eu, teimoso, decidi ainda assim persistir. E cerca de três anos depois da Life já funcionando, meu pai e minha mãe enfrentando um desafio de uma temporária separação física. Eles não chegaram a se divorciar, mas se separaram cada um para o seu canto. Meu pai me convida para uma pizza, a gente vai para essa pizza e ele então pergunta, cara, como é que estão as coisas? Me explica. E o que você faz exatamente? Até essa dificuldade a gente muitas vezes passa. O que faz um planejador financeiro exatamente? O pai chega assim, olá, imagina um pai num grupo de amigos, meu filho acabou de se formar, ele é um advogado tributarista. Não precisa explicar muito, mas mais ou menos todo mundo sabe o que um tributarista faz. Ah, meu filho é um engenheiro civil, ele agora está construindo. A gente já mais ou menos sabe o que faz. Agora, olá, meu filho é um planejador financeiro pessoal. O pai tem até meio vergonha, talvez. O que será isso? Eu começo a dizer para o meu pai, história longa, curta, depois que eu digo para ele tudo o que eu faço, as experiências que eu havia vivido, ele, então, no final daquele jantar, diz... Filho.
Entendendo agora melhor, primeiro, desculpa por eu ter te falado o que eu te disse há cerca de três anos atrás, mas o mais importante, eu sinto que se eu e sua mãe tivéssemos tido alguém na nossa família, antes mesmo de você e sua irmã nascerem, nos desafiando a estas questões e nos ajudando a organizar a vida e o dinheiro, eu sinto que a gente jamais teria se separado.
Naquele dia eu pensei, meu negócio não é fazer orçamento, fluxo de caixa, plano de investimento, alocação de ativo, reorganização de investimento, é salvar casamento, é restaurar a relação de pais e filhos. Talvez Fred, Acho que vou pegar emprestado, vou dizer. É cuidar para que nenhum vô e vó tenha que dizer para os seus netos, apesar de ter feito tudo.
Que tenha o sentimento de que gostaria de poder fazer mais e não faz.
Eu sinto que isso tem que ser agora uma rocha a partir da qual você constrói O seu segundo terço de carreira. Disse num episódio que completando 15 anos, eu sinto que estou completando meu primeiro terço de carreira. Talvez a tua avó tenha te dado o maior presente, cara. Maior presente.
Certo?
Foi fantástico. Foi, sem dúvida, o highlight mesmo. é para assinar aí embaixo a decisão lá de trás.
É isso aí, é isso aí. Pessoal, chegamos aqui perto da nossa uma hora. É interessante como que uma conversa sem script algum ela tem uma linha. A Érika inaugurou muito bem esse episódio, trazendo o caso do casal que decidiu pela compra de um imóvel e ela, então, rapidamente inserida nisso e com muita tranquilidade percebeu essa questão da escassez e acho que agora tem uma avenida para trabalhar. E o Ronaldo depois já pegou gancho nisso, trouxe... Talvez não o caso da semana passada, né, Ronaldo? A gente saiu aqui do script, mas o cliente aqui recebe em dólar, gasta em reais, tem um projeto de mudança, mas também sofre dessa questão da escassez. E a gente depois, então, pôde concluir com o testemunho do Fred e de sua avó de 91 anos, a avó rica.
Você fala 91, ela já fala quase 92, porque é fevereiro. Calma!
Que graça, que graça! Pessoal, muito obrigado. Obrigado pela participação de todos. Foi um privilégio a gente concluir mais esse bate-papo. Lembrando que o nosso objetivo, eu vou até colocar aqui na tela para quem estiver assistindo isso, mas você que está ouvindo vai entender. Esse podcast, A Arte do Planejamento, é uma conversa entre colegas. A gente tem o desejo aqui de abordar casos reais, desafios da semana anterior, e muitas vezes a gente precisa de um desafio só para fazer um bate-papo completo, é uma grande troca de experiências, e a gente realmente tem o desejo de que isso sirva a você, profissional que está nos ouvindo, como uma indicação de que é possível e que é saudável ter conversas maduras, ter conversas profundas, ter conversas abrangentes com os clientes. A gente não trabalha com dinheiro, a gente trabalha com pessoas através do dinheiro. Esse é o nosso grande desejo, que seja um serviço para a comunidade de planejadores. E eu aqui agradeço à Erika, ao Ronaldo e ao Fred, a prestar um baita serviço à comunidade de profissionais de serviços financeiros. Obrigado, pessoal.
Eu que agradeço. Foi ótimo.
Fantástico.
Mais um baita episódio.
Obrigado, pessoal. É sempre uma vontade com vocês.
Grande abraço. Até mais.
Obrigado, pessoal. Até semana que vem. Tchau, tchau.
Até a próxima.
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