A Arte do Planejamento | 🎙️ Episódio #8

Portuguese podcast episode (A Arte do Planejamento — Episódio #8) where hosts André Novaes, Frederico Gonçalves and guests Ronaldo Askar and Euline Rodrigues discuss practical aspects of personal financial planning: challenges of monetizing advisory services in Brazil and converting clients (especially for newcomers), career transitions into planning, and detailed client case studies (a long-term viúva with succession and budgeting issues; a post-separation client redefining identity and money). Emphasis is on relationship-building, prioritization, defining "sufficient", and combining technical clarity with empathetic care.
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Olá, sejam todos muito bem-vindos ao oitavo episódio aqui do nosso podcast A Arte do Planejamento. Deixa eu rapidamente me apresentar. Meu nome é André Novaes, eu estou aqui na companhia, vocês já sabem de quem, do Frederico Gonçalves, o meu co-anfitrião. Fred, como é que você está? Tudo bem? Tudo bom, pessoal?
Como é que vocês estão? Bem-vindos todos.
Também, na companhia, a gente recebeu mais de 1.700 e-mails, 417 telefonemas e não sei quantas cartinhas pedindo para que o Ronaldo Askar voltasse aqui. Então, o Ronaldo foi convidado, ele está de volta. Ronaldo, bem-vindo.
Bom dia, pessoal. Muito bom estar aqui com vocês. Sejam todos bem-vindos.
Muito bom. E é um privilégio a gente ter aqui o Euline Rodrigues também. Está começando uma caminhada como planejador financeiro. Vai trazer uma perspectiva de quem está no ponto de partida. Euline, bem-vindo.
Eu que agradeço a oportunidade aqui. Muito bom estar com vocês, bater esse papo aí. Bem-vindo a todos aí que estão nos ouvindo também.
Joia, muito bom, muito bem. Pessoal, só para lembrar aqui o propósito desse podcast, justamente é, deixa eu chegar aqui, que seja uma conversa entre colegas, a gente quer fazer aqui algo bastante descontraído, a gente aborda casos reais, reais, para que você que está escutando a gente, eu não sei se você está caminhando, correndo, no carro, em casa, A gente realmente acredita que esse conteúdo chega para você no momento que ele deveria chegar para você, mas a gente quer te convidar para ter uma perspectiva real do que é a prática, a atividade, o dia a dia de um planejador financeiro pessoal. É uma grande troca de experiências entre colegas. E a gente busca aqui, sim, imprimir o que a gente acredita que seja parte relevante dessa arte, que é a profundidade de conversas profundas e também a horizontalidade, a abrangência de diversos, diversos temas nos quais a gente pode, então, ajudar o cliente a enxergar o nosso valor e o valor que o verdadeiro planejamento tem e deposita na vida dele. E, para concluir e já começar a conversa, a gente crê e a gente quer que você avalie a gente a partir da lente que isso é um serviço de valor da gente aqui na academia para a comunidade de planejadores. Vamos já começar então, Euline. Aqui a gente tem o costume de... a colocar já quem está começando para começar, literalmente. Apresente-se rapidamente e comenta um pouquinho, cara, semana passada como é que foi. Deixa eu dar um rápido contexto aqui. O Euline começando essa caminhada, então, ele vai trazer justamente um contexto de quem está nos desafios, não apenas de exercer a arte do planejamento, mas de convidar famílias a contemplarem a possibilidade de caminharem com o planejador. Euline, mais uma vez, muito bem-vindo. Conta um pouquinho sobre como foi a semana passada.
Bom, me apresentando aí, eu tenho trabalhado já como planejador, como orientador financeiro há muito tempo. Então eu estou numa carreira, na verdade, eu estou começando no campeonato de Masters. porque eu já faço esse trabalho de ajudar pessoas em dificuldades financeiras há muito tempo, mas eu nunca ganhei dinheiro com isso. Então o meu desafio tem sido, o maior desafio realmente tem sido monetizar o que eu já fazia voluntariamente. E isso tem sido um desafio, mesmo nos encontros que eu tenho tido, as pessoas que eu tenho conversado, é justamente convencê-las de que é viável e é importante pagar por esse serviço. A gente não tem essa cultura no Brasil de imaginar um prestador de serviço, uma pessoa que esteja interessada em planejar sua vida, planejar suas finanças e trazer luz a essa área tão importante, como a gente vê aqui. e a gente tem aprendido, tem ouvido, o custo de não ter um planejamento...
Acho que tivemos algum problema ali na conexão. Acho que agora voltou.
O desafio tem sido esse, tem sido convencer as pessoas de que vale a pena a gente ter essa questão de pagar um planejamento também. E aí as minhas conversas têm sido nesse sentido. As pessoas que eu tenho conversado, as duas entrevistas que eu já dei também em uma TV aqui na cidade foram nesse sentido. Vale a pena? As pessoas já estão com tantas dívidas, tantas coisas para pagar, ainda vai pagar mais um planejador? E aí convencer as pessoas que o custo de não ter um planejador já é alto. Então esse tem sido o meu maior desafio nas conversas que eu tenho tido com as pessoas. para contratarem um planejador financeiro pessoal.
Ótimo, ótimo. Acho que é um grande desafio. Acho que nesse exato momento deve ter um monte de gente conectada na direção de, eu também, eu também, eu também tenho o desafio de me apresentar, de poder converter famílias em clientes. Fred, deixa primeiro eu te chamar para essa conversa. Você que começou a ser planejador na década passada, literalmente. Você enfrentou esse desafio, você se lembra de como foi enfrentar esse desafio? Será que de lá para cá as coisas ficaram mais fáceis, estão mais difíceis? Tentando fazer uma grande avaliação horizontal de como o mercado era e está no contexto de quem começa. Não tem cliente. Começa. O que você lembra da sua prática? O que você pode compartilhar com quem está ouvindo?
Bom, André, primeiro que talvez fosse até um pouco mais desafiador na época lá, porque falava-se muito pouco dessa questão de educação financeira. Era muito restrito, muito restrito mesmo. Não estou falando que Euline tenha um caminho fácil pela frente, de forma alguma, porque continua com a mesma dificuldade, porque as pessoas ainda têm uma demanda muito grande pelo... deixa eu ver o que eu consigo de graça, deixa eu só fazer uma consultinha, deixa eu só entender o que é. A mesma coisa que chegar com um advogado e falar assim, viu, dá uma analisada nesse contrato aqui, mas olha, só dá uma olhada, não precisa de muita coisa, não, tá? É sempre desafiador você colocar para as pessoas a importância de não só falar sobre a parte financeira, mas planejá-la, entendê-la, enfim, discuti-la. Ou seja, essa parte da educação financeira. Então, os desafios lá talvez fossem desafios de... uma área muito menos divulgada, muito menos falada e muito menos propagada ali nas redes sociais e etc.
É num começo onde também eu falo assim, com quem que eu vou conversar, com quem que eu vou falar, e será que isso é, por um longo prazo? Será que as pessoas entendem que isso é relacional, é relacionamento puro, é o planejador servir como um guia? para a vida financeira das pessoas. E agora, talvez, o desafio seja, André, muito mais de entender que tem uma divulgação maior, tem um excesso de informações, e, na verdade, esse excesso de informações só gera confusão. Então, talvez, hoje, o desafio é a condensação de todas essas informações para trazê-las para um ponto correto e não simplesmente para esse excesso de coisas que tem, porque a gente vê uma busca maior por esse tipo de trabalho, por esse tipo de serviço, mas, ao mesmo tempo, uma busca daquele... Será que talvez isso não seja caro? Mas eu quero pagar uns truquinhos só. Tem um cara ali que faz para mim, que está dentro de uma plataforma assim, assado. Será que ele faz mesmo, de verdade? Tem muita gente que se fala planejador, se vende planejador. Na verdade, está muito aquém do que um correto planejamento, um correto profissional de planejamento financeiro vai fazer e tudo que ele vai abranger dentro do apunto.
Eu tenho uma colocação nisso que o Fred está falando, que eu acho muito interessante, que é a questão das pessoas não valorizarem os serviços dos outros. A minha esposa tinha um tio que era médico, e um dia o cara, numa fila de banco, isso há muito tempo hoje em dia, ninguém mais vai ao banco, Mas o cara parou ele e falou assim, ah, que bom que o senhor está aqui, doutor, o senhor poderia me dar uma opinião, não sei o quê. Daí ele estava na agência bancária e falou assim, olha, se você tirar a roupa aí eu posso te examinar. Então a gente tem essa questão aí também. Eu trabalhei muito tempo na área de informática, então todos os computadores da família eu tinha que ter a solução, e a gente fazia isso de graça. Então essa questão é muito interessante, é um dilema mesmo.
Para organizar o trabalho. O que nós brincamos aqui é o excesso de médicos aqui que são donos das farmácias. Brincadeira, aqui é uma analogia do excesso de pessoas que vendem na questão de fazer um planejamento financeiro, quando, na verdade, estão dentro de instituições que só estão vendendo produtos.
E a gente tem discutido ao longo desses nossos fóruns, desse nosso podcast, de tudo que a gente tem conversado, desmistificando um pouquinho, talvez, para a audiência que tem nos ouvido aqui, que planejamento financeiro não é só falar de investimentos, aliás, vai muito além.
Pegando exatamente esse gancho, Eudine, eu que já estou partindo para... oito, quase nove anos de transição de carreira, onde eu tomei a decisão de me tornar um planejador financeiro e indo para quatro anos de life, eu lembro bastante do meu começo ali extremamente sozinho, sem metodologia, sem ferramenta, mas com muita vontade e uma coisa que eu nunca deixei de lado foi o cuidado com os clientes. Quando a gente fala de cuidado, eu estou querendo dizer de se importar efetivamente com os clientes, conhecer a história do cliente efetivamente, conseguir ter um olho no olho com o cliente para que você consiga ali gerar conexão, ou seja, um cliente ou uma família, efetivamente. Isso, na verdade, é o que vai fazer você conseguir desenvolver um relacionamento de longo prazo. E aqui eu não quero ser raso no seguinte sentido. Sim, planejamento financeiro é necessário ter conhecimento base, é necessário ter metodologia para aqueles que também estão iniciando e nos ouvindo. uma ferramenta e um grupo de apoio, sim, pode apoiar esse planejador a amadurecer, a saber como se comportar em situações de dificuldade, de conflito, mas eu posso te afirmar, Euline, que o que efetivamente vai fazer com que os clientes confiem na sua prática é a forma como você vai se relacionar com eles. Então a gente tem uma prática de utilizar o dinheiro como uma mídia, como uma ferramenta para poder cuidar de pessoas. Hoje, ainda no início de uma carreira, são somente oito anos, eu confio plenamente, dados os resultados, que a prática que eu venho desenvolvendo me traz. Até chego a adquirir amigos dentro dessa prática, e vocês me veem constantemente compartilhando isso com vocês, o tanto que é bacana a gente poder também, dentro dessa atividade, usufruir de relacionamentos saudáveis que eu tenho certeza que vão durar, alguns deles vão durar muitos e muitos anos aí.
Mas olha só, pessoal, o grande desafio aqui, acho que o Fred trouxe uma perspectiva interessante. Se há 15 anos atrás pouco se falava, hoje em dia fala-se demais. Então existia à época o desafio do desconhecido, hoje o desafio do exagero. O Ronaldo já trouxe uma perspectiva de quem pode e tem muita gente ouvindo a gente que está nesse contexto, fazer uma transição. O Ronaldo teve uma carreira onde ele tinha uma conexão com produtos financeiros e acho que ele, de maneira bastante atípica, conseguiu fazer uma transição de uma forma extremamente elegante e extremamente muito, muito bem feita. Acho que tem muita gente que vai querer te ouvir depois disso, de como é que isso foi feito, viu, Ronaldo? Mas, turma, o Iuline está com um desafio que, primeiro, tem o contexto dos dias de hoje, onde se fala muito, e é de graça, assessoria de graça, consultoria de graça. E ele não está fazendo uma transição de carreira. Ele está tendo que ele veio de tecnologia. Ele não veio de produtos financeiros ou de uma outra área correlata a serviços financeiros. A montanha é maior a que ele tem que escalar. Nesse contexto, Fred e Ronaldo, o que vocês diriam para o Lini e para quem está ouvindo a gente que também pensa em ir para planejamento financeiro, mas nunca trabalhou com isso e está numa cultura do grátis?
André, a primeira palavra que eu falaria é que está tudo bem. Dá certo e tem como. Está tudo bem, dá para fazer. Eu seria o maior mentiroso se falasse que não dá para transitar a carreira ou o Ronaldo ou outro, porque fizemos, cada um nos seus contextos. Mas até pontuando aqui num tema que falamos num encontro semana passada das empresas de planejamento financeiro, que eu apresentei ali pontas de gestão do tempo e etc.
É muito importante que você esteja também dentro de algo que vai te dar, para que você seja o guia, que você tenha o caminho a trilhar, tá? Ou seja, metodologia, ferramentas e etc, para que você possa mostrar de forma muito consistente que o trabalho é diferente, que para esse trabalho existe, sim, uma perspectiva de cobrança e tudo bem, porque ele é, ele tem valor de mais agregado, né? E que o desafio aqui, através disso, então, você vai conseguir mostrar que é diferente de um conteúdo que vem totalmente solto, gratuito e etc. Que você vai ter profundidade na relação, que você tem uma trilha a seguir com ajustes de rota e etc. Inclusive, isso é necessário, na discussão que nós tivemos lá, entre profissionais bastante experientes, eu era um deles lá, necessário até para a gestão do tempo do planejador, para que ele possa mostrar para o cliente o seguinte, talvez os seus primeiros clientes, Euline, você tenha uma dedicação de tempo, talvez até no bom sentido da palavra, até exagerada para eles, porque você vai poder, tá? Mas a metodologia, o ferramental e etc. vai ser extremamente importante para que você, através disso, mostre que, ó, tudo bem aqui, mas na evolução da minha carreira nós vamos caminhar para algo que vai se ajustar melhor e que a profundidade vai nos permitir mais coisas, que vamos ser mais eficientes nas nossas conversas, nas nossas discussões, nas nossas reflexões e assim vai.
Ronaldão, tem alguma coisa aí para... Esse não é um tema fácil, pessoal. Realmente começar sem ter uma carteira, no mercado atual, não é algo trivial. Ronaldo, nesse contexto, o que você tem para compartilhar?
Eu tenho para reforçar o que a gente colocou antes que os desafios sempre vão existir na carreira de um planejador financeiro. seja ele no início.
Acredito que no crescimento de carteira de clientes efetivamente, ele vai começar a ter alguns desafios de tempo e posteriormente, entendendo a prática dos mais antigos dentro do nosso grupo, eu começo a perceber que os desafios continuam, ou seja, a atividade de planejamento financeiro Ela obrigatoriamente força aqueles que desenvolvem essa atividade com um certo compromisso, de que ele vai precisar se qualificar sempre. E, puxando o gancho do que o Fred colocou, a gestão do tempo é muito importante, para que esse profissional consiga manter um nível de qualificação técnica, pessoal adequado, de relacionamento, mas que, principalmente, ele tenha condição descansar também. Isso é muito importante. Lidar com pessoas, lidar com desafios conjugais, em alguns momentos desafios familiares e com tudo isso, além de tudo, a própria.
Prática do planejamento financeiro traz, é importante um profissional ter momentos de descanso e puxar um gancho até para essa nossa iniciativa, de certa forma aqui nós estamos disponibilizando o nosso tempo para servir a um grupo mas com tranquilidade. Nós nos permitimos abrir a nossa agenda de hoje para poder favorecer outros profissionais nesse sentido. E isso é maravilhoso. Na minha outra atividade, eu nunca imaginei eu podendo servir a outras pessoas dessa forma. Não houve efetivamente nenhuma iniciativa nesse sentido. E eu te falo que é bacana poder participar dessa forma.
Legal, legal. Euline, antes de eu me arriscar aqui numa resenha final, porque esse tema é quente, vamos voltar para você. O que você tem feito? O que você tem pensado? Compartilha. Olha, vai ter muita gente que vai se conectar com você, que está na mesma página, por assim dizer. começando e vindo de uma área regressa não relacionada a serviços financeiros. O que está na tua mente? O que está no teu coração? O que está na tua agenda?
Eu pego a minha agenda de contatos que eu tenho nas várias redes sociais que eu tenho e conversado com as pessoas, ligado, mandado mensagem, divulgando a minha página, que já tenho na live. Então, tentando diversificar esses contatos. Então, as ACs que eu já fiz, que eu consegui fazer também, vieram também algumas dos leads indicados pela Life também. Então, eu tenho feito isso. Uma outra sugestão que a gente teve, eu já tivemos uma experiência não tão bem sucedida com o Petit Comité, Eu ainda penso em fazer outros, mas ainda não me arrisquei agora. E umas coisas que ficaram mais evidentes semana passada, eu tenho uma pessoa que tem um café aqui em Campinas, aquela ideia de... dar um café para uma pessoa. Então, a pessoa aceitou. Então, a gente deve, nas próximas semanas, disponibilizar também um café para quem quiser acessar a minha página, ter o meu cartãozinho e daí voltar lá e ter o café de graça. Então, basicamente, as minhas atividades são essas. Então, estou focando na minha agenda de contatos.
E tive a oportunidade também desses contatos, de ter uma pessoa que tem uma... Ele é um repórter aqui em Campinas e ele abriu duas oportunidades de eu falar nos programas da TV Bandeirantes sobre o papel do planejamento financeiro. E isso ainda não deu muito retorno, mas eu tenho divulgado também nas minhas redes essa participação que eu tive nesses dois programas aqui. Então eu estou... basicamente é boca a boca.
É um desafio, meu amigo. Acho que como o Ronaldo destacou e o Fred sempre reforça, acho que para a gente é um privilégio poder servir quem está começando, não apenas a direção de poder contribuir, mas também aprender e até, saudavelmente, eu diria, nos humilharmos na direção de, se eu estivesse começando hoje, uau, eu também teria desafios, eu também teria grandes dificuldades. Muitas vezes, aqueles que têm mais tempo, mesmo sem querer, parece que se posicionam meio que no topo da montanha dizendo, vem, vem, Mas a gente muitas vezes tem que olhar e dizer, sabe o que tem aqui nas minhas costas? Uma outra montanha, que eu também estou aqui meio que parado sem querer subi-la. Mas o que eu acho que eu tenho para dizer sobre isso? A primeira coisa, turma, porque todo mundo está ouvindo a gente, vendas é de sua responsabilidade. Ninguém vai fazer para você o que você tem que fazer por você. E isso tem que estar muito claro. O capítulo inicial de um bom planejador financeiro é a habilidade de vender. é habilidade de vender. E você precisa se treinar nisso, se desafiar nisso. E muitas vezes, o desafio eu já me coloco, André, você não faz ideia, eu sou o cara que mais me cobra. Ok, mas não apenas se cobre, também vá, invista tempo e, se for necessário, dinheiro para aprender como fazer isso de uma maneira melhor. Porque existem técnicas que superam tentativas. Técnicas que superam tentativas. Além disso, disso é sua responsabilidade. Acho que nos dias de hoje, trazendo um pouco aí, Fred, desse arco de mudança cultural, na nossa época pouco se falava, hoje fala-se demais, você precisa ser diferente, você precisa gerar um contraste. E aqui talvez um pouco de polêmica, não vamos esticar muito esse papo, quem sabe mais para frente, mas eu creio que um bom planejador tem que ser lembrado por aquilo que ele defende. mas ele é percebido por aquilo que ele luta contra. Então, se você quer se tornar um verdadeiro planejador, fazendo de tudo um pouco, correndo o risco de ser mais do mesmo mesmo de sempre, vai ser muito difícil alguém se conectar com você nos dias atuais. Agora, o que você luta contra? Isso vai te permitir ser melhor percebido num mar de ruído. mas não vai te garantir ser lembrado. O que vai te fazer ser lembrado é o que você defende. e a gente tem que ter a coragem de atuar nessa maneira. E aqui eu concluo. Eu tenho percebido planejadores que conseguem romper essa barreira, que ela é maior hoje do que há 15 anos atrás, quando eles assumem a coragem de, muitas vezes, fecharem as portas para outras possibilidades de carreira dentro de serviço financeiro. Turma, existe o conflito de interesse, sim, em ser agente autônomo. Existe, sim, o conflito de interesse em ser gerente de banco. Existe o conflito de interesse em cuidar dos investimentos do cliente e ser remunerado por isso. Se você quer se posicionar como um verdadeiro planejador, e essa é a digital da academia, a gente tem que saber conversar acerca disso de maneira direta e madura. Viu, Euline? Espero que a gente tenha habilidade, capacidade, humildade de poder ajudar não só você, como tantos outros que estão nessa caminhada. E obrigado pela coragem e disposição de vir aqui colocar esses desafios. É um privilégio poder ajudar. Né? Pessoal, vamos caminhar aqui na nossa conversa agora, Ronaldo, meu querido irmão de Belo Horizonte. E você, meu irmão, como é que foi essa semana passada? Conta pra gente aí um destaque pra gente poder aprender com você e ter um bom bate-papo aqui na companhia de um bom café.
Maravilha. Bom, semana passada, uma semana mais leve, mas com algumas reuniões. Afinal de contas, eu prezo pelo descanso programado, isso tem me feito bem, me feito bem pra minha família. E o caso da semana passada é uma viúva, nós estamos ali há quase 7, 8 meses de trabalho, e ela foi indicada por uma amiga. Essa cliente, ela é uma funcionária pública, já em fase de aposentadoria pelo Serviço Público de Minas Gerais, e o caso dela é um caso interessante, porque Ela é viúva, o marido faleceu há 12 anos, ele trabalhava no mercado de capitais como especulador de mercado e ele construiu um belo patrimônio financeiro. Mas questões sucessórias mal organizadas na época a trouxeram a decisões muito apressadas ao longo desses últimos 12 anos. Então, ela me procurou com um objetivo exclusivo de compreender efetivamente o orçamento familiar, hoje é ela e uma filha que moram juntas, ela tem uma outra filha casada, mas principalmente o que fazer com o patrimônio existente. Então, as conversas com essa cliente desde o início foram muito focadas em aderência a um orçamento efetivo. Ela gosta de se cuidar, ela gosta de realizar procedimentos estéticos, ela gosta de comprar roupa. mas ela também começou a perceber que um estilo de vida tão descolado de uma capacidade financeira, ele começou a consumir o patrimônio de uma forma rápida e ela realmente ficou assustada no meio do caminho, ou seja, se eu continuar dessa forma, o que vai ser de mim lá na frente, mesmo com essa aposentadoria do serviço público? E tem um tempero a mais aí que ela, desejou construir um objetivo que foi também de transitar carreira. Ela é uma pessoa adepta de terapias alternativas e ela quer se tornar uma profissional para também orientar outras pessoas e assim a gente vem construindo inicialmente a aderência ao orçamento, o cuidado que ela tem que ter efetivamente com uma gestão financeira eficaz e aos poucos a gente também tem construído essa questão de alocação de ativos e enfim, as questões sucessoras ainda também são bastante evidentes, então essa cliente ela diariamente ela traz desafios, não exclusivamente nas reuniões, ou seja, nós conseguimos construir um relacionamento onde ela efetivamente confia que o planejador financeiro é a pessoa adequada dentre o arcabouço de profissionais que atendem e aí a gente pode considerar a advogada, o contador, o agente autônomo e até mesmo os parceiros de investimentos que ela nos trouxe. Então, sim, eu classifico esse caso como um grande relacionamento focado no contexto dela.
Legal, legal. Olha só, acho que dois pontos de destaque aqui, pelo menos para mim. uma reflexão da cliente na direção de se eu continuar assim, o que será de mim? Mas tudo isso me parece um caso, aqui, para a gente poder também trazer o Fred e o Euline para a roda, parece que tem muita coisa na mesa. Existe toda uma situação sucessora de um patrimônio que não foi muito bem organizado, existe o desafio do orçamento e do fluxo de caixa, a partir de um estilo de vida que ainda precisa ser equacionado e, se não bastasse cuidar do estoque e ajustar o fluxo, eu quero empreender em alguma coisa nova agora nesse meio do caminho. Para mim, Ronaldo, eu escrevi aqui, além do desafio do estilo de vida, como ser relevante nesse contexto todo, qual o foco do planejador, no que servir agora, no que servir depois? para também a gente não se perder no exercício do cuidado. Fred, deixa eu te trazer primeiro para a conversa. E aí, cara? Eu sei que o Fred é o cara mais tranquilo, viu, pessoal? O cliente do Fred chega assim, Fred, tudo bem? Eu gostaria de fazer isso agora. E depois que a gente fazer isso agora e estiver tudo bem, eu quero fazer isso depois. E eu entendo que a terceira coisa que eu quero fazer é só depois que a primeira estiver feita e a segunda também. Então, Fred, acho que você não tem muito problema na direção do cliente que quer fazer 17 coisas ao mesmo tempo. Ou tem?
O pessoal do vídeo depois vai olhar as caras que a gente faz aqui enquanto o André fala. E eu tava rindo, porque é totalmente ao contrário. E eu sei que ele tá brincando e tal, e é legal. Esse ponto de descontração também do nosso bate-papo, que é um bate-papo, é importante. De forma alguma. Na verdade, talvez eu tenha clientes que queiram fazer 50 coisas ao mesmo tempo, não só 17. É aquele negócio de casar, comprar bicicleta e ir para fora junto. Então, tudo muito... atabalhoado, muito bagunçado às vezes, e tudo bem, porque também vivemos numa época de um excesso de informações, como estávamos falando ainda agora, um excesso de tentativas de convencimento de que você precisa mais, você tem que ter o melhor, e assim vai. E ok, o nosso papel é tentar gerenciar aquilo que nós conseguimos, que é a nossa vontade, são os nossos desejos, as nossas perspectivas, e eu vou pontuar agora as nossas prioridades. Então, acho que cabe muito bem aqui, se o Ronaldo ainda não fez, longe de mim querer ficar dando conselhos, é ele, mas só dando uma dica aqui, o exercício da priorização com ela, ela está precisando entender.
Como já disse o Steve Jobs numa determinada fase lá da vida dele, né? Obviamente antes de morrer, né, gente? Ter foco não é dizer sim para aquilo que você quer. É sim dizer não para todas as outras coisas legais que vão aparecer ao mesmo tempo e que talvez vão te atrapalhar na realização daquele objetivo principal. E aí passa muito por uma definição que vou... Eu vou remeter um pouquinho também à conversa que tive lá com as empresas na semana passada, da definição do que é um objetivo. As pessoas pouco sabem ou pouco entendem o que seria um objetivo de verdade. E aí a definição do que é um objetivo e depois a priorização desses objetivos é que vai fazer com que você aproveite melhor todos os recursos que você tem à disposição. Seja ele recurso financeiro, que eu adoro o termo que o Ronaldo usa, que é a mídia, né? Seja ele o recurso de tempo, seja ele o recurso de saúde, seja todos eles, tá? Ou seja, aqui cabe, e eu sempre puxo os clientes para esse ponto, o exercício de priorização. Qual que é a prioridade? Ela vai acontecer. Os outros se encaixarão depois dela começar a ser programada, planejada e realizada.
Joia, joia. Waldão, dá uma segurada aí e deixa eu contextualizar o Euline na conversa. O Euline, por muito tempo, liderou uma equipe no contexto de desenvolvimento tecnológico, mas também teve um trabalho, talvez de fundo eclesiástico, como...
Alguém como voluntário e também tinha que liderar pessoas. E acho que quando a gente está nesse processo, existe também agendas diversas, prioridade A, B, C, D. Ao se deparar num caso desse, Euline, o que você traz de aprendizado e também de outras práticas profissionais, porque eu acho que é muito saudável salutar para a gente, enquanto planejador, também tomar emprestado práticas e boas práticas de outras áreas para poder, muitas vezes, auxiliar uma única pessoa, uma única família. O que você tem para dizer nesse contexto onde tem um monte de coisinha em cima da mesa, Euline?
O que eu acho interessante aqui é que o papel do planejador tem uma chance que a pessoa que está no olho do furacão nessa série de conflitos, de decisões, ela não tem. E é o papel de todo líder também, que é o cara conseguir dar um passo atrás e ter uma perspectiva do todo.
E aí, com essa possibilidade, é mais fácil você chegar no subordinado ou na família que a gente está ajudando e conseguir fazer isso que o Fred falou, estabelecer o que é a prioridade. E a gente tem um conceito, acho que errado, que a gente acha que todo mundo tem que ser o bambambam de tudo. E às vezes não tem, às vezes as pessoas são chamadas também para fazer um serviço ordinário e aquela é a vocação da pessoa, fazer o ordinário. Então a gente tem, acho que a gente às vezes tem uma ideia errada que todo mundo tem que ser a última bolacha do pacote e não é assim. E aí, acho que é o papel do líder, o papel do planejador, responder uma pergunta junto com essa prioridade aí que o Fred bem colocou, o que é o suficiente nessa situação?
Então, essa pergunta tem norteado muitas das coisas que eu tenho feito também, Porque, às vezes, quando a gente não tem a noção do que é o suficiente, a gente dá passos maiores que a perna, a gente toma decisões que não ajudam, que só atrapalham e geram arrependimento. Então, eu acho que é um papel importante sentar com esse cliente e falar assim, olha, e a gente tem várias ferramentas na nossa metodologia aqui para a gente mapear isso com o cliente, os cálculos, os livros dos sonhos e tal. Eu falo assim, olha, o que dá para fazer? A prioridade é isso? Mas isso é o suficiente?
Então tem uma definição que eu gosto muito de um cara que escreveu, ele falou assim, o que é ser bem sucedido? E, às vezes, o ser bem-sucedido não é ser o rico da jogada ou ter mais dinheiro. Às vezes, o ser bem-sucedido é deixar uma criança melhor no mundo, você ter tempo para o seu filho, você resolver uma questão social bem solucionada, ser parte da solução. Então, juntando o que o Fred falou, acho que a resposta do que é o suficiente é importante nesse caso aí do Ronaldo.
Muito bom. Ronaldão, meu único sentimento nesse caso, e eu quero te dar a última palavra, é que essa cliente tem o privilégio de estar na sua companhia. O que você tem feito? Como é que você tem buscado essa questão da prioridade? A gente sabe que a gente vive na era da pressa. Todo mundo está pressa para fazer tudo com o sentimento de fazer tudo para ontem. E é por isso que a gente traz tanta coisa ao mesmo tempo para ser feita. A era é da pressa. E a gente acaba não fazendo uso de simples exercícios, como o da prioridade, como até o que o Uline colocou, uma pergunta relevante. Defina sucesso. menos a partir dos parâmetros culturais e mais a partir de uma reflexão madura. Mas, de novo, eu quero que você conclua esse caso, compartilhe para a gente um pouquinho do cuidado que tem exercido na vida dessa cliente.
O cuidado com ela foi o que eu citei no início. A primeira reunião exclusivamente, mais de duas horas de reunião, totalmente disponível para cliente, deixei ela colocar toda a história de vida, ali a gente já foi compreendendo que existe também uma questão comportamental relacionada ao uso do dinheiro, onde ela sente dor e mesmo assim continua fazendo alguns gastos ainda expressivos. E no momento em que a gente vai articulando e apresentando cenários, mostrando a realidade, ou seja, a clareza do que a gente desenvolve em termos de orçamento, ela imediatamente fala, eu não posso continuar fazendo isso mais. Então, depois de quase oito meses de trabalho, É gratificante ouvir isso do cliente. Esse é o nosso tapinha nas costas, digamos. Conseguir tocar essa pessoa, mostrar para ela o caminho adequado. E ainda esse caso, ele tem muitos temperos. O grande objetivo dela era melhorar a condição física. Ela fuma. criamos um objetivo para ela mudar o hábito até de compra de supermercado para ela não comprar o cigarro junto com a compra de supermercado. E isso está fazendo a cliente realmente enxergar que esse hábito a fazia fumar mais. A quantidade de cigarro que ela tinha na frente a fazia fumar mais. Então, essas pequenas coisas, as pequenas construções são elas que estão trazendo resultados efetivos. Porque as questões práticas relacionadas a planejamento sucessório, a questão de alocação de ativos, isso realmente a gente vai resolvendo ao longo do tempo. E sim, a ansiedade dela, no início, era exatamente essa. Eu preciso resolver tudo isso porque eu já gastei dinheiro demais em outras iniciativas, digamos. Então, a partir do momento em que a gente foi compreendendo a história dela, fazendo com que ela percebesse O caminho que ela já percorreu, mas principalmente o que ela pode construir daqui em diante, isso foi realmente trazendo mais tranquilidade para a cliente. Ela abertamente fala nas reuniões, eu vou te ouvir mais, eu vou seguir mais as orientações que você me dá, porque nesse pouco tempo eu já me sinto mais segura. e assim a gente vem construindo essa narrativa dela. Eu creio muito no sucesso dela e a gente já desenhou esse empreendimento para daqui a um ano e pouco ela vai continuar resolvendo as questões que precisam ser colocadas, ou seja, trabalhamos o jogo de prioridades, trabalhamos as questões sucessórias mais evidentes, trabalhamos questões de realocação de ativos mais necessárias, teve parte que inclusive a gente não mexeu nada Ela entendeu à medida em que ela foi adquirindo educação financeira. Ela falou, realmente, isso aí não preciso mexer. E todas as pessoas que sentaram à mesa, ela conseguiu perceber efetivamente a importância de cada uma dentro de todo esse processo. Ela conseguiu perceber. E hoje ela direciona mais.
Eu acho que é muito saudável escutar essa parte final do seu relato, Ronaldo, um momento no qual você conjuga de um lado toda a qualidade técnica, o aparato técnico para a questão patrimonial sucessória, mas pessoal, voltem aí esses cerca de cinco, seis minutos, com qual objetivo? Reparem, no tom de voz, na tranquilidade, na cadência com a qual o Ronaldo explica o contexto. Isso também importa quando a gente se comunica com alguém que está com pressa, que tem múltiplas prioridades. Essa palavra no plural sequer deveria existir. É priori, é apenas um. Isso também é arte. Não apenas o que a gente comunica, mas o como a gente comunica. A gente ser o momento para as pessoas terem paz, para poderem perceber a graciosidade que é ter alguém se relacionando com ela e não apenas atendendo ela. Então, eu te convido a observar com essa lente, a do formato, a do cuidado, a do tom de voz com a qual o Ronaldo explicou o caso, e isso tem que ser também feito no exercício do cuidar, do cuidar com o cliente. Obrigado, Ronaldo, obrigado. por trazer esse caso rapidamente, um caso também complexo. Agora eu convido você, queridão. O Fred, pessoal, bateu o recorde, ele está na terceira semana trabalhando seguidamente, ele não tira férias. Então, além de celebrar esse recorde recente da sua vida, meu irmão, o que você fez na semana passada?
Eu acho que eu deveria brincar aqui falando que eu cuidei de criança com virose, né? Mas foi um pouco isso também, mas é brincadeira aqui. Acho que todos que têm filhos aí nessa época aqui do ano estão passando um pouquinho por isso, mas brincadeira à parte. Agora, finalzinho da semana. A semana foi bem bacana. Eu até, algumas conversas ali eu tinha... Ponto alto, falei, caramba, acho que essa aqui vai ser legal, mas o highlight foi, ao final da semana, um papo com uma cliente que passou por um processo de separação um pouco doloroso, talvez eu esteja sendo muito simplista aqui em falar um pouco doloroso, foi o fim daquela unidade familiar ali, de uma unidade familiar nunca é algo muito...
Enfim, agradável, etc. Mas foi um processo amigável depois, etc. E quando ela veio a mim, já tinha terminado todo esse processo, quando a gente começou. E existia realmente a perspectiva de um dinheiro de surpresa, vamos falar assim, um Sunday Money recebido ao longo de um período. por toda a separação de bens, etc., a saída dele da empresa, uma bela saída e tal e tudo mais, e ela sempre me pontuando da importância que esse dinheiro tinha para ela, a importância de tudo aquilo que esse dinheiro poderia significar, tá? E eu ajudando ela, desde sempre, a realmente significar da forma correta a mídia, né, Ronaldo? O meio, o dinheiro ali, para tudo aquilo que ela gostaria de ser e se tornar, tá? Então, a conversa foi muito, muito legal acerca de, agora, afim dado todo o fluxo financeiro, dos cenários que eu mostrei para ela, porque ela falou, Fred, preciso ter clareza maior daquilo tudo que você está pensando e me mostrando, porque ela até brinca, preciso às vezes que desenhe e repita várias vezes, tudo bem.
Mas os cenários todos, daquilo que significa os pontos importantes da vida dela e tudo aquilo que esse valor vai poder transformar um pouquinho mais, toda aquela dor sentida, pelo fim, da unidade familiar, mas a manutenção dela como a mãe que ela gostaria de ser, de estar presente, de tirar o peso de uma... Não digo transição, mas um novo desenvolvimento da carreira dela pessoal, porque ela ficou muito fechada para essa carreira, por causa da maternidade. No início, ela tem filhos pequenos, aliás, eles estavam lá juntos, foi fantástico, foi mó barato, a molecada ali junto na reunião. Então, uma reunião que foi o highlight ali da reunião da semana, justamente por isso, Por todo o contexto, a complexidade em falarmos sobre um bom dinheiro surgindo de repente, porque quando falo de repente, por mais que tenha a perspectiva, não era algo pensado antes, mas que ela falou que precisa olhar para isso e fazer com que ele signifique algo de verdade para mim e não só dinheiro.
Euline, deixa eu te trazer para a conversa. Houve uma separação amigável.
No que tange ao trato, ao lido entre cônjuges, mas ainda assim, como é típico, você bem colocou, a dor. Um dinheiro surgindo, e uma cliente buscando uma identidade renovada, não só saindo do divórcio, mas também o dinheiro como um meio para a construção dessa nova identidade. E, Eulínio, o que eu quero te trazer é você teve uma robusta experiência também aconselhando pessoas, talvez aqui num ambiente eclesiástico, por assim dizer, e você deve ter se deparado ao longo da sua vida, experiência com situações de divórcio e a necessária criação de uma nova identidade e o papel do dinheiro no estudo. Tentando fazer uma resenha rápida aqui, e eu sei que isso mereceria um bom tempo de reflexão.
Outro podcast, só disso.
É, né? Mas, assim, de bate-pronto, cara, o que você tem, sem script, para compartilhar com a gente acerca disso?
Nessa situação de rompimento, de vínculo, tem uma coisa que é muito triste nessas situações.
Volta e Meia, eu e minha esposa, a gente tem esse comentário, que como uma pessoa que conviveu tanto tempo, Cara, um ano já é bastante tempo de casado, dois anos, não sei quanto tempo essa família teve o relacionamento, mas é como que uma situação como essa consegue transformar uma pessoa que foi tão íntima, tão próxima, num inimigo.
Então, as experiências que eu tive de tratar com casais se separando era justamente como lidar com isso. Porque uma coisa que é fato no rompimento é que as coisas continuam. Por exemplo, se a família tem filhos, é impossível um cônjuge olhar no filho e não enxergar o outro. Está ali, está presente. Olha, de um momento bom, um momento de prazer, nasceu uma criança e você olhar para aquele cara, mas esse cara, esse meu cônjuge aqui só me trouxe tristeza. Então, lidar com esse tipo de recomeço é muito complicado. E aí tem uma questão que eu acho que é essencial e é difícil de lidar, que é perdão. Porque falaram que foi o Einstein que disse isso, mas eu não sei. Se você não pratica o perdão, é como você desejar que a outra pessoa morra, mas quem está tomando o veneno é você. Então você não lida com isso. Uma coisa que eu gosto muito no nosso papel de planejador é que justamente a gente tem até um lado meio psicólogo, que a gente consegue tentar transmitir para o nosso cliente que é importante você resolver esse tipo de conflito, de dilema, de praticar o perdão, porque é a vida que segue. Olha para esse dinheiro como uma oportunidade de você reconstruir a sua vida, mas, cara, não vai ter mais aquela pessoa do lado, mas não guarda nada que possa te fazer acordar de manhã e falar assim, ah, eu odeio o fulano. Isso só vai fazer mal para você. Então é uma coisa que eu acho importante no nosso papel, transformar o nosso pior inimigo, que já foi um dia.
Um bom amigo, Uma pessoa que pelo.
Menos você conviva, porque você tem lá um filho que faz parte da relação ainda.
Acho que esse lado humano do planejador supera o lado terapêutico do planejamento. Diga, Fredão.
Só para pontuar, a conversa tem sido bastante profunda nisso tudo, porque nós conversamos, inclusive até, viu, Euline, a opção escola. para os filhos, tá? Porque ela está refletindo acerca de... Será que meus filhos precisam de tudo isso?
Será que eles precisam realmente dessa escola que tem uma fila de 200 para entrar e o pessoal está pouco se importando de se tem que adaptar ou não alguma coisa a eles porque tem fila? Será que é o correto? Ou será que eu estou levando para eles um estilo de exagero, né? E não é por valores nem nada, valores monetários, mas sim valores diferentes. O exagero que conduziu o meu casamento aonde chegou. O exagero, em alguns pontos, que conduziu o meu casamento até onde chegou. Ou seja, como é que essas relações vão se perdurar daqui pra frente? Até com o exemplo de escola e etc. Ou seja, reflexão profunda mesmo que assim, dinheiro tem, mas será que é ali que eu tenho que colocar? o que vai significar mais e melhor tudo isso? Onde que eu posso fazer com que ele realmente tenha o poder transformacional na vida? Vai lá, Ronaldo.
E, puxando o gancho do que a Oline trouxe muito bem, retoma aquela pergunta, o quanto é o bastante?
De que forma o meio em que eu vivo influencia efetivamente o que eu faço. Então, quando a gente começa a efetivamente fazer essas perguntas importantes, que são perguntas difíceis também, é ali que a gente percebe, Euline, que o cliente efetivamente começa a perceber que somos pessoas preocupadas com o projeto deles. preocupadas com a vida deles, efetivamente. Essa entrega, em termos de relacionamento, ela efetivamente faz o cliente valorizar o trabalho. Valorizar o trabalho e compreender a forma e quanto nós cobramos. Então, no início de carreira, pode sim ter um pouco de receio. Você, André, Fred, iniciar esse negócio, também tendo esses desafios lá atrás, Eu também encontrei esses desafios e é importante a gente compreender e levar essa mensagem ao cliente sem receio nenhum, não se furte a levar a mensagem para o cliente, ele sim vai perceber valor, ele vai perceber valor.
Nas minhas notas pessoais aqui, eu trouxe algo que nasce com o relato do Fred, e eu acho que ganha um contorno relevante com o que a Oline colocou, que é, trata-se de um recomeço. Essa cliente está num processo de recomeço.
E aí vem todas essas perguntas relevantes que você tem podido ajudá-la. E qual é o papel do dinheiro num contexto de recomeço? Onde ela talvez vai ter que revitalizar a própria identidade dela. O que eu tenho aprendido e buscado dialogar com os meus clientes, isso leva tempo. Tempo, tempo. Sempre quando a gente tem um processo de mudança, ou contempla ele, ou está passando por ele, ou a mudança passou pela gente, porque é o tal do sudden, o de repente.
E a gente busca apontar a vida para uma direção ou para outra. E muitas vezes a gente gostaria de ter validação do caminho a seguir. Mas eu acho que a arte do planejamento não era a direção da validação técnica, do que fazer nos seis passos. Mas é menos validação e mais motivação. Qual é a motivação que você tem para fazer isso? O que está por trás da forma de pensar, da maneira como você pensa acerca desses assuntos? E a gente trazer, de novo, de um lado essas reflexões maduras, de um outro lado, tão importante quanto, todo um caminho técnico processual de clareza, né Fred, você aqui é o homem da clareza, clareza, clareza, clareza para aquilo que tem que ser feito, mas a clareza aponta para uma direção. A direção emerge da reflexão, na motivação. O que me motiva a fazer o que eu faço? A ser o que eu sou? A pensar o que eu penso, muitas vezes? E aqui eu concluo, eu sinto que a gente vive, na era da pressa, desprovido do tempo de reflexão acerca das verdadeiras motivações. A gente vai fazendo, a gente vai adaptando. A gente vai até planejando, sem antes refletir. Qual é a motivação? A motivação. E, turma, isso precisa de tempo. Isso precisa ser bem remunerado. E eu acho, vi o Euline fazendo aqui um arco, voltando para o primeiro caso.
Essa é uma pergunta importante para a gente fazer num processo comercial também, na direção de vamos abordar também essas perguntas. Porque a gente tem aqui conversado na direção de que se a gente compartilha conhecimento com os nossos clientes, o conhecimento leva a conclusões. Mas se a gente consegue fazer o cliente sentir que ele precisa refletir, pensar alguma coisa diferente, o sentimento leva a ação. Ação na direção qual? De quem estimulou o sentimento nele? Acho que a gente, sem querer, acabou fazendo um bom arco para amarrar o caso. Fred, vou te colocar aqui na parede, porque acho que você tem costas largas. Aqui eu me refiro à experiência e não necessariamente às dimensões, até porque você está magraço. Está um gato. Mas, enfim, intimidade de lado. Cara, uma, duas frases. Qual é o teu papel na vida dessa pessoa?
André, eu já até pensei nisso, porque em alguns momentos ela também tem um momento muito crítico em relação a tudo que se faz também com o dinheiro, porque ela tem opiniões por trás o tempo inteiro de alguém que trabalhou, como o marido dela trabalhou nesse mercado financeiro. Mas se eu pudesse sintetizar, eu até falei para ela, confia em mim, só te peço isso, porque eu estou com um cuidado até maior com as coisas que eu tenho comigo, com a minha vida, porque eu gostaria muito de te acompanhar nessa transformação toda e nessa liberdade que você vai poder ter a partir disso tudo que veio até você de um ponto negativo na tua vida, mas transformar isso num pico muito mais positivo, ou seja, realmente o cara que tá ao lado, o guia que realmente vai poder ajudá-la na condução de tudo isso.
Muito legal, muito legal, muito bem. Pessoal, a gente está aqui há 30 segundos.
Só uma parte que vou deixar para todo mundo aqui desde o início dos podcasts, etc. Cuidado pessoal também é importante, tá, galera? Fazia muito tempo que eu não saía dos três dígitos, tá? Saí dos três dígitos de peso e vambora.
Bom, é isso aí.
Parabéns, Fredão.
Parabéns, parabéns. Está um monumento do planejamento financeiro. A gente, um dia, instituiu uma estatueta do planejador do ano. É o Fred Magro, agora, que vai ser na silhueta. Mas eu estou acompanhando essa sua trajetória, meu irmão. Você está de parabéns, parabéns. Acho que, principalmente, porque está fazendo... Olha que interessante, com a ajuda de outros profissionais. Então, você está walk the talk. Não dá para fazer sozinho. E olha o valor.
O pessoal pode falar assim, mas por que o Fred está falando isso agora? Porque eu só fiz com a ajuda de outros profissionais que viraram para mim, inclusive um deles, e falou assim, Fred, deixa eu cuidar de você. E assim, isso me tocou profundamente, porque além de ser uma pessoa que tem um relacionamento até pessoal também, de amizade, essa pessoa que falou isso.
Eu parei para pensar e falei assim, caramba, nós estamos nos... propondo a cuidar da vida financeira pessoal e familiar das pessoas junto a elas, e por que a gente não se cuida? Por que nós não nos cuidamos? Eu tenho que estar preparado e cuidado para isso. E aí é o ponto-chave, de que olhei lá para trás e em algum momento eu perdi alguma coisa, que é aquele ponto de equilíbrio que nós falamos lá naquele podcast em que o Ronaldo participou. o 4, equilíbrio e tal, etc. E às vezes desequilibra mesmo, mas o nosso papel é enxergar e reequilibrar, pra depois sair de um outro ponto e etc. E na média saudável, beleza.
Muito bom. Acho que o cuidar tem algumas facetas, né, Fred? A gente se cuidar, a gente buscar um profissional que auxilie nisso, a gente está num contexto de um grupo que se cuida mutuamente também. Mas eu acho que, independentemente do formato, também o contorno necessário para o cuidado existir é não busque ser cuidado apenas por alguém que diz o que você quer ouvir. mas tem a humildade de se permitir ser cuidado por quem diz o que precisa ser dito. Hoje é muito fácil a gente buscar reforço positivo, porque a gente está frágil emocionalmente. Mas eu acho que a gente tem que amadurecer e buscar também a direção, o conselho, a companhia de quem, opa, aqui eu preciso reformar algumas coisas, aqui eu preciso ajustar algumas coisas. Parabéns pela atitude. É de pura maturidade. Parabéns. Ronaldo, obrigado mais uma vez. A gente agora respondeu as cartinhas das fãs que queriam você de volta aqui. Se a gente agora bater duas mil cartinhas, a gente te convida de novo. Iolini, muito obrigado, meu irmão. pela disponibilidade, pela coragem, né? Pô, eu não sei onde esses caras vão me levar, será que eu estou entrando na toca de leões? Nada disso você foi um homem maduro, ajudou a gente aqui, a gente, todo mundo aqui, pode aprender com todo mundo, basta o coração, tá motivado para aprender, disposto a aprender, é o que a gente sempre tem.
E pessoal, só falando aqui do fã clube do Ronaldo é porque ele tem um antes e depois bacana também, viu.
Que eu já mostrei pra ele a fotinha?
É isso aí, é isso aí. Obrigado pessoal, até o próximo episódio.
Um abraço, gente.
Obrigado pessoal, até a próxima.
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