A DESAGRADÁVEL Verdade do Mercado Financeiro Para os Profissionais | 🔴 Cortes da OpenClass

A Portuguese-language YouTube monologue by André Novaes that questions how financial professionals can remain true to their original ideals (caring for people rather than only managing money) in a market that rewards contrary behaviors. Novaes diagnoses a common lack of coherence between stated ideals and actual practices, prompts listeners to reflect on motivations, methodology, mentorship, and whether they genuinely attempted client-focused financial planning, and highlights structural pressures (fee models, asymmetries) that push professionals toward easier, less ideal-aligned options.
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Eu quero começar te deixando aqui uma provocação, provocar uma ação. Como sermos o que sempre sonhamos ser em um mercado que recompensa fortemente quem é o que antes negávamos nos tornar? Eu vou ler de novo. Como sermos. O que a gente sempre sonhou ser. Eu acredito que a gente tem aqui uma narrativa, e daqui a pouco eu vou apresentar ela, que muitos de nós temos. Se a gente pudesse resgatar o primeiro amor, olhar o que nos motivou a começar nessa atividade, não era cuidar de investimento ou ficar centrado nisso. Era cuidar de gente. Era cuidar da relação das pessoas com o dinheiro.
E deixa eu colocar isso aqui com cuidado. Provavelmente.
Essa frase não será qualificada como popular em um conteúdo destinado a profissionais de mercado financeiro. Mas a caminhada de mais de uma década interagindo com diversos profissionais aponta para o que eu escrevi acima. A maioria almeja um modelo de trabalho diferente. mas estão presos aos modelos que temos atualmente. Deixa eu voltar pra cá, tá? Deixa eu ficar até maior. Eu realmente creio que não há praticamente nenhuma pessoa que eu tenha conversado que eu digo, imagine o seguinte, lado A, coluna A, o que você faz hoje? Coluna B. Você não vai atender muito mais do que uns 10 novos, 10 a 12 novos clientes por ano. Você vai cobrar diretamente desses clientes. Não vai começar cobrando mil, mil e quinhentos, dois mil por mês. Vai começar cobrando um pouco menos do que isso, mas é lá que você vai chegar. Depois de cerca de seis, oito anos, você vai estar atendendo cerca de 80, 100 famílias. Você, para isso, vai estar usando cerca de 20 horas semanais. Não porque você é preguiçoso, mas porque as outras 20 horas, parte você vai estar usando para se desenvolver pessoal e profissionalmente. Parte para cuidar e cultivar do que você também acha que seja importante, tal qual teu casamento, teus filhos, teus pais, a comunidade a qual você está inserido. Quem não quer isso? Quem não quer isso? Então a gente realmente acredita nisso, e deixa eu te contar isso que eu chamo de a narrativa de muitos do mercado de serviços financeiros. Olha só, a gente começa mais ou menos assim, eu gosto de lidar com o número de dinheiro, e eu também gosto de ajudar a gente. Veja se você não se identifica com essa história, com esse arco que eu estou construindo. Alguns dos meus conhecidos me percebem como alguém que pode ajudar. Lá no trabalho eles me perguntam, eu sou um pouco reconhecido como isso, ou na igreja que eu frequento, ou eu já fiz algum trabalho voluntário nessa direção, eu já até pratico de alguma maneira esse tipo de ajuda. E se eu pudesse fazer isso de forma profissional? E se fazendo isso eu pudesse contribuir para que um lugar, para que o mundo fosse um lugar melhor, e olha, ter reconhecimento financeiro por isso. E a gente então sonha, e se eu pudesse, e se eu pudesse, queridos, queridas, percebam, se eu pego tudo isso, a gente tem boas causas, nobres causas.
O sonho é bom. Ou seja, não nos faltam ideais pra gente ser o que a gente deseja ser.
O problema é que eu acho que tá faltando pra gente coerência. Coerência. Não é falta de ideal. Você sabe o que é o ideal. Você almeja o ideal. Você tem como sonho, como anseio, como causa, como propósito se aproximar desse ideal? Mas eu acho que tá faltando coerência.
Olha só, ao olharmos para as nossas ações, e isso daqui é um assessment, são perguntas dirigidas ao seu íntimo, ao olharmos para as nossas ações, Ao invés de quantificarmos e qualificarmos apenas os resultados, quais são as verdadeiras motivações para fazermos o que realizamos? A eita reflexão carente nos dias de hoje. O que me motiva realmente a pensar o que eu penso, a fazer o que eu faço, a sentir o que eu sinto? Quais são as motivações?
A gente tem se privado de uma reflexão madura como essa. Quais são os sonhos que te movem a ação? Legal você também parar um tempo e pensar sobre isso. Se o nosso ideal estiver claro e correto, eu creio que para a maioria esmagadora, a maioria está. Poderia dizer até que para a totalidade. Ao olharmos nossas ações, enxergamos consistência e coerência entre aquilo que pregamos e aquilo que realizamos.
Muita gente diz, mas eu gostaria de, eu penso em, eu não estou dizendo para você loucamente, desprovido de um planejamento, desprovido de uma mentoria, desligar o que você faz e se conectar numa coisa nova, mas eu também estou te convidando para não ficar na inércia, não ficar só no campo dos sonhos, dos ideais, Eu tô te convidando pra ser mais coerente com o seu ideal, eu não preciso pregar pra convertido. Você sabe qual é o ideal, e eu te afirmo, o ideal é difícil. O modelo direto, desprovido de investimento, é o mais difícil, o mais difícil.
Por isso que eu te digo o seguinte, e isso também emerge de perguntas que eu tive com muita gente, muita gente boa, muita gente honesta, muita gente corajosa, que desprovidos do orgulho, tiveram então a coragem de colocar algo como isso. André, eu até tentei ser planejador financeiro pessoal, cobrando única e exclusivamente do cliente, mas eu não consegui. Então, eu busquei novas formas de agregar valor. Formas que o mercado aceita com mais facilidade. Tudo isso eu já mostrei, tudo isso a gente já conversou sobre como o mercado faz dinheiro, sobre as falsas promessas. Realmente é mais fácil. Existe ainda uma assimetria não corrigida. Mas duas coisas me destacam nesse tipo de frase. O até tentei ser planejador e novas formas. Deixa eu destacar cada uma delas.
Eu até tentei ser planejador financeiro pessoal. Olha só.
Eu aqui te convido a ponderar sobre a natureza dessa tentativa. Você pode até dizer que tentou, mas será que você tentou do jeito certo? E aqui de novo, momento aqui de novo, essa daqui é desagradável verdade para nós planejadores, então não é o distante, não deveria ser diferente. O meu convite aqui é para que você reflita. Você pode até pensar, contei com mentores que já fizeram o que eu desejava atingir como planejado para me orientar nessa tentativa, ou você contou com mentores, certa vez eu ouvi de uma pessoa, não, eu trabalhei como planejador financeiro durante um ano, um ano e meio. Depois, eu já abandonei isso, porque eu percebi que o meu negócio não era crescer o meu Era ajudar os outros a crescerem o negócio deles. Lindo. Bravata. Merece um post. A única pergunta que eu faria para esse profissional é, ok, você já caminhou o caminho que está convidando as pessoas a caminhar? Você já cresceu uma carteira de cliente para convidar o outro a crescer uma carteira de cliente? Acredito que o que a gente faz, a legitimidade, supera qualquer teoria sem pé nem cabeça. Só que você também tem que ter maturidade pra saber com quem você vai estar caminhando. Você contou com mentores que já fizeram o que desejavam atingir? Ainda não basta ter bons mentores. Isso aqui agora vai no seio da sua maturidade. Se você teve mentores, você os escutou com humildade, ou rapidamente se desmotivou, pois não suportou a natureza desafiadora da trajetória que tiveram, a natureza desafiadora do que eles colocaram acerca do que você tinha que fazer. A gente hoje quer mentor, mas a gente quer mentor do tipo babá, que diz o que a gente quer ouvir, e não aqueles que dizem o que a gente precisa escutar.
Essas pessoas a gente não se sente pertencendo.
Para com isso. Eu sempre lembro da filha do meu grande amigo Fred, que dizia pra ele, porque ele roncava, ela dizia, pá com isso papai, pá com isso, pá com isso turma. Ainda, qual era a sua verdadeira motivação quando você fez a tentativa? Tá vendo a relevância daquela reflexão anterior centrada na motivação? Qual foi a metodologia que você usou durante essa tentativa? Você também merece, no mínimo, fazer essa reflexão. Por último, foi realmente uma tentativa ou, avaliando em retrospectiva, talvez você reconheça, você tenha desistido cedo demais.
Essa é a primeira parte que eu te convido a pensar. Volto aqui pra frase completa. Eu até tentei. Cobrando única e exclusivamente, mas eu não consegui. Então eu busquei novas formas, e esse é o segundo destaque dessa frase. E para refletir acerca das novas formas, eu quero primeiro te colocar essa frase. Deixa ela maior aí na tela, por gentileza. Nunca soubemos tanto do que aconteceu nas últimas 24 horas, e isso eu aprendi essa frase com o Ricardo Agreste, o pastor da igreja que eu frequento. Nunca soubemos tanto do que aconteceu nas últimas 24 horas e, ao mesmo tempo, nunca soubemos tão pouco do que aconteceu nos últimos 24 anos. Ele usou 24 aqui, horas e anos.
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