AAP | Ep.026 | Estabelecendo parcerias de qualidade, aumentamos nossa renda, e agora?!? E agora, o plano deu certo, eu vou começar! E aí, o que eu faço?
30 May 2023 · 62 min
Episode 26 of the podcast 'A Arte do Planejamento' (hosts: André/André Novaes with guests Gabriel Faria and Rodrigo Guerreiro). The episode discusses building quality professional partnerships (e.g., with accountants and lawyers) to grow client acquisition and add value, and examines client situations where income rose suddenly—how that often fails to improve long-term wellbeing without deliberate planning. The hosts emphasize ethical independence, prioritizing clients’ life-purpose (the “why”), using tools like a "book of dreams", and ongoing planner accompaniment after clients achieve milestones.
Chapters
Ajudando os verdadeiros planejadores e planejadoras a ter maior clareza, mais clientes e a se tornar a melhor versão de si mesmo. Este é o podcast da Academia de Planejadores.
Deixa ele fazer a pontagem aqui.
Olá, pessoal, tudo bom? Sejam todos muito bem-vindos aqui a esse nosso 26º episódio do podcast A Arte do Planejamento. Presença hoje ilustre do Gabriel Faria e do Rodrigo Guerreiro aqui conosco. O Rodrigão aqui é uma figurinha carimbada, no bom sentido da palavra, aqui no nosso podcast. O Gabriel tem se tornado, então isso é muito, muito bacana. Gabriel, Rodrigo, bem-vindos.
Obrigado Fred, prazer estar aqui de novo e seguir os passos do Rodrigo, tentar vir mais vezes também.
E aí Fred e Gabriel, sempre uma alegria, tem muita conversa boa, muita discussão boa aqui, eu aprendo demais também com todo mundo, é sempre bom estar aqui, vamos nessa.
Legal gente, e lembrando sempre aqui, que esses nossos episódios, esse nosso podcast trata-se de uma conversa entre colegas profissionais, abordagem de casos reais, daqueles casos que nós temos no nosso dia a dia, na nossa semana a semana da atividade de planejador. Não temos invenções aqui, são sempre casos que aconteceram recentes. Uma troca real de experiências, conversas maduras, profundas, abrangentes. Para quê? Para que nós possamos trazer para vocês um serviço de qualidade a toda a comunidade de planejadores aqui que nos ouve. Então, lembrando, esse é o 26º episódio. Olha só que legal, galera. Passamos já do primeiro quarto para completarmos 100. Então, isso é uma marca super bacana. E bora lá. Então, bora começar. Gabriel, vamos começar com o teu caso. Me conta aí, o que você traz para nós? Como é que foi a tua semana? O que você tem feito? Quais são os casos que você gostaria de apresentar? O que você traz para nós?
Bom, semana passada, eu até tive reunião com cliente, mas eu quero falar de uma outra reunião que eu tive, que foi com uma parceria que eu estou começando, com um escritório de contabilidade, com uma advogada, que eu montei um conteúdo de tudo que a gente conversa aqui na live sobre aposentadoria, e eu apresentei para elas, elas gostaram bastante, então fiz o convite para apresentar, fazer essa apresentação justamente para os clientes delas, porque elas já me contaram que recebem de vez em quando demanda, principalmente na contabilidade, ainda mais agora na época de declaração do imposto de renda, que é uma época que o pessoal acaba dando uma revisada no patrimônio, Então, eu acabo pensando, poxa, como é que eu podia destinar isso aqui melhor ou aproveitar para minha aposentadoria? Então, é algo que no escritório elas não têm como fazer. Então, a gente já tinha conversado outras vezes sobre essa demanda, então eu montei esse conteúdo, apresentei para elas, elas gostaram bastante. E agora a gente está, então, fazendo os ajustes finais para tanto divulgar para os clientes quanto para pensar na melhor forma, vamos fazer reuniões individuais, talvez uma... live ou uma sala aberta no Zoom, forma de bate-papo. Então, é uma ideia justamente para agregar valor ao trabalho que elas já fazem, mas também para me ajudar na parte comercial, para desenvolver, aumentar minha carteira de clientes. A principal forma que eu gostaria de fazer é por indicação de clientes que eu já tenho, Mas para acelerar esse processo, aproveitando que eu também ainda estou no começo da carreira, eu posso fazer essas outras iniciativas, então é uma forma de acelerar esse processo de crescer carteira.
Bacana. Olha lá, Rodrigão. Então, o Gabriel nos traz aqui um caso aqui onde ele está afiando o machado dele, na verdade. Ele está começando a criar casca aí para ter bons papos, para ter boas interações. E, Gabriel, podemos até falar que você está criando parceiros de qualidade, certo? Essa interação com esses parceiros de qualidade. que podem ser indicadores de clientes e propagadores, reais vendedores do teu trabalho e te dando oportunidade de apresentação, de apresentações e etc. Então, Rodrigão, deixa eu te trazer um pouco aqui para a conversa. Então, me fala um pouquinho, o que você imagina, Rodrigo? O que você imagina aí para a atividade? Como é que você imagina essa questão de criar parceiros de qualidade? Onde buscar essas interações? Como fazê-la? Entendendo que tipo de profissional que combina contigo? Vamos até conversar um pouquinho daqui a pouco sobre, e aí, será que devemos ter a ideia de remunerações entre as parcerias, etc. Como lidar com tudo isso? Mas vamos deixar para um segundo momento essa outra pergunta aqui. Mas me conta aí um pouquinho, Rodrigo, o que você traz de experiência, perspectivas e entendimento dessa criação desses parceiros de qualidade? Como é que você enxerga isso?
Fred e Gabriel, acho muito interessante esse contato com outros profissionais, essa troca com outros profissionais, porque eu acho que isso pode refletir até um ponto que a gente comenta muito com os clientes, que é o planejamento financeiro tem que estar a serviço da sua vida. E todo mundo que começa a se aprofundar um pouco mais nos pilares do que é um planejamento financeiro percebe que a gente tem várias áreas que se influenciam, uma mexe com a outra, mas que tocam em pontos diferentes e que tem relação com muitos outros profissionais, especialistas de outras áreas. Então, um pilar super importante de planejamento financeiro é falar sobre aposentadoria, sobre a preservação da qualidade de vida de longo prazo dos nossos clientes. Isso tem uma relação super grande com vários profissionais que tratam sobre longevidade, longevidade com qualidade de vida. Então médicos, outras pessoas da área de saúde. que também trabalham na preservação da qualidade de vida desses nossos clientes, né? Então ter a troca, por exemplo, com esses profissionais, né? Como é que eu tenho uma vida saudável a longo prazo, tanto física, emocional, financeira, que é mais a nossa parte, né? Essas coisas se conversam muito, né, Fred? Acho que a gente vê todo dia isso, conversando com os clientes, como um ponto interfere no outro, né? Então, problemas financeiros que impactam a vida emocional, afetiva dos nossos clientes ou problemas de saúde que impactam a vida financeira dos clientes, né? Então, poder trocar, por exemplo, com os profissionais que lidam nessas outras pontas é riquíssimo. E quando a gente se encontra, a gente consegue até planejar como atender melhor essas pessoas. Cada profissional dando a sua contribuição. E esse é o exemplo de um pilar. Acho que se a gente for pensar nos outros, até alguns super técnicos, a gente trata de planejamento tributário, conversar com nossos colegas do direito, os tributaristas, planejamento sucessório, esses outros aspectos também super importantes do direito. e a gente entender bem como é que a gente consegue se complementar para pensar sobre isso. Acho riquíssimo. E, claro, até pontos mais evidentes. Por exemplo, o Gabriel trouxe um escritório de contabilidade ou mesmo escritórios de investimento com os quais nossos clientes têm relação. Acho que se a gente consegue estabelecer uma relação madura, uma troca de experiência bem sincera e claro, sempre fundamentada ali nas nossas preocupações éticas, longe de conflitos de interesse, acho que você vai abordar mais isso até, Fred. Eu acho que só tem a ganhar, a gente, os profissionais, com o aprendizado com as outras áreas e principalmente nossos clientes, que vão estar mais bem suportados. Eu acho que isso é super interessante, o que o Gabriel comenta e que me traz à mente é a evidência de como o planejamento financeiro são várias partes que precisam estar integradas, não são silos, não dá para a gente ver isso completamente isolado, uma coisa impacta na outra e essa troca eu acho que é boa para todo mundo, para todo mundo que está envolvido.
Legal, legal. E deixa eu pontuar uma coisa importante aqui, né? Legal ouvir o Rodrigo falar dessa complementação, vamos falar assim, né? De atividade, de como não necessariamente parceiros criados precisam ser entendidos como pessoas nas quais nós vamos competir pela atividade, etc. Porque não, né? na verdade serão... Veja bem, o Rodrigo citou até, por exemplo, o escritório de investimentos, e por que não? Por que não usarmos aí esses possíveis contatos com parceiros nos quais nós vamos poder nos apoiar a eles nas questões de investimentos, de soluções ali dentro das plataformas, e nós aqui trabalhando a favor do cliente, do plano e projeto de vida do cliente. conhecedores na essência, na profundidade da relação que é criada entre nós e os clientes, sabendo de verdade aquilo que o cliente precisa acessar e podendo acessar junto com pessoas que entendem que o nosso trabalho é um trabalho complementar ao deles e não concorrente ao deles. Agora, Gabriel, Conversa aqui com a gente, traz um pouquinho da tua perspectiva de como é que você escolheu esse início, esse start de Fred, vou conversar com pessoas do tipo.
Como é que você olhou para o... Porque eu sei que você tem contato com o Life Planner da Prudential, ou ex-Life Planner da Prudential, eu sei que você tem contato com pessoas da parte até profissional aí que você trabalhava antes. Enfim, como é que você escolheu esse início, esse start desse teu contato, dessa criação desses parceiros de qualidade? Conta um pouquinho aqui pra gente.
Bom, no começo do ano passado, na verdade, no final, acho que de 2021, justamente também tentando ter acesso a mais pessoas para conversar e tudo mais, acabei conhecendo, fiquei sabendo que existiam grupos de empresários por aí, justamente para ajudar as pessoas a se referenciarem ou para criar parcerias, e um desses grupos que eu conheci foi justamente o BNI, que é onde eu conheci tantas contadoras quanto a advogada. E ali a gente foi criando um relacionamento ao longo do tempo, de reuniões, a gente tem reuniões semanais, Então, ali eu fui conhecendo mais as demandas que elas tinham tanto em cada escritório. Então, sempre desenvolvendo. Poxa, como é que eu posso agregar valor ao trabalho delas? Como é que a gente pode fazer uma parceria? Tanto porque, eventualmente, algum cliente meu pode precisar de uma contadora. E se eu confio no trabalho delas, eu posso fazer essa conexão entre eles. Se o cliente gostar, eles vão lá e fecham o negócio. Então, é mais ou menos aquele papel da gente visualizando a mesa do mercado financeiro. A gente está ali como um guia dos nossos clientes, estando do lado do cliente, ajudando ele a escolher os melhores parceiros. Então, essa foi a iniciativa. Foi justamente para ter essas parcerias, para ter acesso a outras pessoas que eu não teria acesso tão facilmente ou naturalmente ao longo da vida, justamente para poder fazer crescer a minha carteira de clientes. Então, no caso, decidi começar com elas porque são pessoas que eu tenho mais contato mesmo ao longo desse tempo nas reuniões, né? Adquiri confiança no trabalho delas e, enfim, né? A sinergia acabou sendo natural, né? Pelo, acho que pela área de atuação, né? De cuidar de empresários e de empresas e até mesmo algumas pessoas físicas, Então, naturalmente, acho que uma hora ou outra a gente ia acabar fazendo uma parceria desse tipo.
Legal, bacana. O Gabriel trazendo aqui para a gente uma importante conclusão aqui, vamos falar, assim, de busca por grupos de profissionais, grupos de interações entre empresários, etc. Isso é super bacana. Agora, Rodrigão, te trazendo de volta aqui então para para a conversa, porque hoje é uma conversa um pouco menos dinâmica aqui, porque o André não está aqui conosco hoje, e eu estou fazendo o papel de entrevistador e comentarista, vamos falar assim.
Papel bobo hoje, Fred.
Não, mas vai ser ótimo, isso aqui vai ser fantástico, esses papos são muito bons.
Entendendo aqui, gente, deixa eu até fazer então já um comentário, entendendo que aqui Quando o questionamento real ali para o Gabriel veio muito na ponta de... Temos que ser criteriosos nessas questões, nessas parcerias que nós vamos criar. Temos que escolher quem vai estar a bordo conosco, porque é importante isso, porque a pessoa tem que comprar o conceito também do real planejamento de vida. a história dos clientes e tudo aquilo que nós vamos falar é o que mais importa, é o mais importante. Então, o Rodrigo falou muito ali dessa questão da essência das relações e do entendimento da complementaridade de atividades e etc. Agora, efetivamente, para sermos consistentes nessa questão dessas parcerias e etc.
E aí, devemos falar daquela ponta que vai ficar aqui no ar ou não sobre remuneramos ou não, ou seremos remunerados ou não por essas parcerias, etc. O que vocês imaginam? Vocês sabem que eu tenho a minha opinião aqui, daqui a pouco eu vou colocá-la, mas e aí, como lidar com isso? Porque pode ser que seja apresentado para nós alguma ponta do... do tipo. E aí, o que vocês trazem?
Fred, acho que tem, antes até de tocar nesse ponto, o elefante na sala. Primeiro, acho que tem um aspecto, ouvindo o Gabriel, que é super importante para quem está na nossa atividade, planejador financeiro, que é uma atividade que tem muito ainda a ser divulgada.
Ter um entendimento melhor, as pessoas entenderem melhor como é que funciona, o que de fato é desenvolvido, qual que é o nosso papel, o que você deveria esperar de um planejador financeiro, inclusive com relação à independência, acho que a gente vai falar sobre isso. Então como tem muito ainda a se desbravar, digamos, nessa divulgação, tem um trabalho de divulgação da atividade grande, Essa relação com os profissionais, essa troca, eu acho que contribui muito também. Para educar, inclusive, esses outros profissionais, para educar esse público em potencial que a gente tem. Então, a gente precisa estar mesmo. É muito legal, acho louvável essas iniciativas do Gabriel e de outros colegas nossos que estão nessa troca com os profissionais, porque esse é um aspecto importante. As pessoas precisam ainda entender mais aqui no nosso contexto do Brasil como é essa atividade. Infelizmente, elas têm se surpreendido positivamente, né? Assim, se pegam falando, poxa, era isso, é esse profissional. que meu cliente pode se beneficiar ou que eu mesmo pessoalmente posso me beneficiar. E aí tem um segundo ponto que eu acho que trata o que você está comentando de coerência. A gente muitas vezes se vê num papel de curador de possíveis serviços para os nossos clientes. Eles confiam bastante na gente e um dos nossos papéis talvez seja facilitar esse caminho para eles, seja para um contador, seja para alguma interface de investimentos, uma corretora mais adequada para a necessidade dele, acesso a produtos de seguros, por exemplo. às vezes eles querem, de fato, algum auxílio nesse sentido. Então, acho importante a gente também, enquanto profissional, estar aberto para conhecer o que existe aí. Então, ter essas conversas, entender, para depois a gente analisar criticamente, poxa, isso faz sentido, isso não faz, isso é bom, isso é ruim. isso conflita, isso não conflita, mas a gente precisa estar aberto, acho, de cara para conhecer, para poder fazer algum juízo de valor e conseguir assistir o nosso cliente, inclusive nesse sentido, como um curador desse tipo de serviço financeiro que vai chegar nele de alguma maneira. Agora, a maneira como a gente vai se relacionar com esses profissionais, eu acho que você tocou num ponto super importante. Tem que ser coerente com o nosso modelo, com o modelo que a gente acha adequado, mais adequado para o nosso cliente. Nosso modelo, eu sei que a gente aqui, nós três aqui, compartilhamos da visão de ser um planejador independente, que não esteja vinculado a nenhuma instituição, que não tenha nenhum conflito de interesse. Então, eu acho que essa tem que ser a nossa antena.
Remuneração, se eu passar a ser remunerado por um ou outro personagem desse ambiente, desse ecossistema, talvez eu já passe a comprometer de alguma forma toda essa minha isenção aqui e o meu cliente já não esteja tão em paz de que o Rodrigo está único, exclusivamente ao lado dele, pensando no interesse dele. E aqui a gente não quer depender da boa vontade, da retidão das pessoas individualmente. A gente quer estar, de fato, livre de qualquer influência. Então, acho que esse é um ponto super importante, manter essa coerência e ter essa antena sempre alerta, porque é fácil a gente não perceber, às vezes, alguma situação de conflito que a gente pode entrar. Acho que esse é um ponto super relevante.
Olha lá que importante, então. Bons pontos aí do Rodrigo. Acredito eu aqui que nós três chegamos à conclusão e compartilhamos do mesmo entendimento de que, sim, faz sentido essas parcerias, que, sim, é muito importante que tenhamos elas, que, sim, o trabalho será feito, né, Gabriel? De repente, há seis, quatro, oito mãos, né? A depender de quantos parceiros forem criados ali dentro dessa relação, tal, etc. Agora, o que eu gosto muito de colocar é que temos que ser efetivamente criteriosos, né? Nessa ponta toda. Então, efetivamente escolher quem vem a bordo conosco, né? Confio muito na ponta de que Temos que tomar cuidado e ser criteriosos para onde as conversas estão indo. Acredito que vocês compartilham da mesma interpretação de que não podemos cair na questão de caminhar com a conversa de produto.
Não entrar nessa questão do produto, porque o fim em si efetivamente não é o produto, e sim a realização pessoal, familiar, etc., dos clientes, ou seja, o que mais importa é a história dos clientes, e efetivamente nós temos que ser a parte profissional e não parte da indústria, ou seja, o profissional que está ao lado do cliente ajudando o cliente a se relacionar com os outros profissionais que podem e devem ajudá-lo. Agora, ajudá-lo de forma correta, ajudá-lo de forma efetiva. E dessa forma, e colocando essa clareza superimportante, acredito eu que nós caminhamos para termos clientes referenciados, que é o que nós queremos, né? Clientes com referência e que trazem para nós uma possibilidade de aprofundamento e sinergia com o nosso trabalho maior, né?
Certo?
E essa questão de remunerar indicação e tudo mais, a gente sabe que é muito normal no mercado aí fora de empresas remunerarem quando tiver essa indicação.
Mas para mim, até que foi tranquilo nesse caso específico, porque como eu conheci essas empresárias no BNI, no BNI a gente tem essa política de não-comissionamento. Então, para mim, acabou ficando mais tranquilo lidar com tudo isso.
Ou seja, o critério até no grupo que se participa. Isso é ótimo, ótimo, ótimo. Gabriel, show, ótimo, ótimo ponto para começarmos aqui. Estava aquecendo a mão aqui. Que bom que eu mutei para ninguém ouvir, porque efetivamente minha sala está gelada, mas vamos lá. Ela está sendo aquecida com esse nosso papo. Mas, Rodrigão, traz aí um pouquinho, então, do que foi o highlight da tua semana, do que tem sido ali os pontos importantes dentro da tua atividade. Dentro da tua atividade, traz um pouquinho aí do teu caso. Vamos lá, vamos conhecê-lo.
Bom, na última semana eu vou trazer dois, vou juntar aqui dois casos, duas famílias diferentes, em diferentes estágios também do acompanhamento, Fred, mas que tem acho que um ponto em comum curioso, que talvez fuja um pouco do que a gente imagina sejam os incômodos das famílias que nos procuram. Uma família eu já acompanho há algum tempo, então a gente já está com um trabalho desenvolvido há alguns meses, cinco meses mais ou menos, e a outra família eu tive uma conversa. Então a gente está começando essa jornada muita coisa pela frente. Mas os dois casos o que eles têm em comum e que talvez fuja do usual como eu falei é que os dois casos buscaram ajuda depois de aumento de renda. A gente acostuma tanto a pensar que vão buscar ajuda de um planejador financeiro quando as coisas estão apertadas ou quando estão na beira da dívida ou não conseguem se organizar. Aqui aparentemente pelo menos no primeiro olhar eles tiveram notícias boas. Essas vendas aumentaram significativamente nos dois casos e no final das contas foi isso de certa forma que causou a necessidade de procurar ajuda, né? Agora eles têm contextos bem diferentes os dois casos, acho legal compartilhar um pouco, né? E um caso, a família é um profissional da área de tecnologia e ele se envolveu numa empresa em estágio inicial, conhecida startup. E ela, como é característico da startup, tem um risco grande, uma grande parte acaba por não prosperar, mas quando elas dão certo, você tem mudanças rápidas. E foi o que aconteceu nesse caso dessa empresa. Então com o crescimento rápido da empresa, a empresa recebeu um investimento importante, a renda dele praticamente dobrou e em consequência a renda da família aumentou significativamente. No outro caso, é o outro extremo do risco na renda, é um concurso público. Então, a esposa do casal foi aprovada no concurso público e isso aumentou a renda da família em 80%. Agora, o que aconteceu nos dois casos? Depois da acomodação, digamos assim, dessa renda, eles, lógico, durante muito tempo pensaram que quando isso acontecesse, acho que todo mundo já passou por isso, pensa, quando eu tiver tal renda, meus problemas se acabaram. Mas o que aconteceu é que as coisas se acomodaram, algumas decisões foram tomadas nos dois contextos, nas duas famílias, e rapidamente essa renda foi consumida, tomada. E a frustração deles com o fato de que esse aumento de renda não resultou em uma vida mais planejada, mais organizada, em capacidade de poupança, em construção patrimonial, essa frustração fez com que eles me procurassem e a gente começasse esses trabalhos. Então, num caso, surge o carro do sonho, três trocas de carro em um ano, no outro caso surge um financiamento de uma casa, compram uma casa, um intercâmbio, ou seja, o que eu quero trocar ideia com vocês aqui é, acho que um dos principais pontos é, como que a gente concilia, vai, digamos, uma justa realização de alguns sonhos, de alguns desejos que estavam lá na cabeça dessas pessoas depois de tanta batalha e por essas conquistas, mas também essa responsabilidade com o futuro, construção patrimonial, segurança.
Então são dois casos aí de a renda aumenta, mas não necessariamente as coisas entraram no eixo como eles imaginavam que aconteceria.
Uau! Baita caso interessante, olha lá. Algo do tipo, né, Rodrigo? Assim, a nossa renda aumentou, e agora? Podemos citar essa frase, né? Aumentamos nossa renda, e agora? O que faremos? Carro dos sonhos? Casa dos sonhos? Nesse contexto todo, Gabriel, aquece aí a mão e o gogó aí para você participar aqui junto conosco desse papo, mas... Os clientes procuram ajuda em um momento de aumento de renda, não necessariamente um aumento de qualidade de vida, pelo que o Rodrigo está falando. É aquela típica família que chega ao planejador e fala assim.
Sempre refleti sobre quando eu dobrar minha renda, tudo vai estar resolvido. E agora que eu dobrei minha renda, não sei o que fazer com ela. e talvez nem tudo esteja resolvido, talvez nem tudo esteja solucionado e encaminhado. E agora, o que fazer? E aí, Gabriel, você como planejador, o que você traz para, não necessariamente esses casos do Rodrigo, mas de forma mais genérica? situações do tipo, como lidar, como fazer com que as reflexões sejam as mais corretas, como caminhar nessa conversa de aumentamos nossa renda, e agora?
Eu também acho que é um caso bem legal. É bom quando o cliente realmente traz aí, poxa, a gente está ganhando mais, e agora o que a gente pode fazer? Porque aí abre muitas possibilidades para você ajudar justamente o cliente a realizar seus objetivos, E é justamente por isso que o Rodrigo falou que é importante estar bem planejado, porque se você for gastando de qualquer forma, você vai ver que não é porque você vai gastando duas vezes mais que você vai ter duas vezes mais qualidade de vida. E é muito fácil quando a gente sobe na escala do conforto, na vida, e depois a gente percebe que, poxa, se precisar dar alguns passos atrás, a dor é muito maior. Então, por isso que é realmente importante estar bem planejado pra tudo isso. E eu acho que é importante, para quem se vê nesse cenário, justamente pensar quais são as prioridades. Afinal de contas, o dinheiro é um recurso limitado, então a gente tem que realmente se direcionar para aquilo que é mais importante. Você quer ter um carro novo? Legal, vamos colocar isso aqui na planilha, gastar cinco minutinhos que seja para pensar um pouco mais sobre isso e ver quanto vai custar trocar o carro uma vez, duas, três vezes, você comprar uma casa agora, fazer todas as contas, porque no final das contas, às vezes, a gente está gastando o nosso dinheiro com uma coisa que a gente acha que vai trazer muito mais qualidade de vida, só que é isso, às vezes, não vai. Então, é importante a gente pensar o que é mais importante agora para a gente, o que vai trazer mais qualidade de vida, pensando, por exemplo, na idade, por exemplo, que você tem. Se você tem família, se você tem filhos, às vezes, você tem que gastar com os filhos, aproveitar a infância deles, fazer uma viagem, talvez você vai gastar mais, mas nesse caso é algo que vai ficar marcado na história da criança, dos seus filhos, ou às vezes até netos, não sei a idade das famílias, mas acho que é importante a gente ter isso em mente também, às vezes postergar alguns sonhos, ou enfim, poder fazer eles, mas pensando também nessas outras coisas que a gente não pode deixar passar.
Legal, bacana. Ô, Rodrigão, mas me conta aqui, essas três trocas de carro, você estava junto com eles em alguma delas ou todas elas? Como é que foi isso? Porque eu sei que você já falou que estava há um tempo com eles. Conta um pouco aqui que eu já quero voltar depois aqui para comentar algumas outras coisas, mas diz aí, como é que você participou de alguma delas?
Olha, eu não estava, eu não estava. Esse dos dois casos, esse das três trocas de carro é justamente da família que eu tive a primeira conversa só. A gente vai começar o trabalho agora e eu espero que agora a gente converse um pouco mais antes de qualquer...
Então, o problema já foi criado, agora eles contrataram o Rodrigo para... Aumentamos a nossa renda, andamos fazendo algumas coisas esquisitas e agora? Gente, acredito eu que seja um caso super interessante até da gente voltar um pouquinho em episódios para trás no podcast, que falamos sobre e aí, o dinheiro traz felicidade? Traz, realmente traz. Tem um limite ali, discutimos de forma muito bacana isso e é super importante aqui que Todo mundo que está nos ouvindo hoje, que possa voltar nesse episódio e ouvir um pouquinho essas reflexões nossas. Não me lembro ao certo aqui o episódio. Se algum de vocês aqui puder olhar e depois trazer aqui para nós, agradeço, porque na coordenação aqui eu não vou conseguir ver isso agora, mas é importante. Mas olha só que bacana. Clientes procuram o profissional.
Num momento de aumento de renda, ou os clientes estão junto a um profissional num momento de aumento de renda. Talvez essa seja, no entendimento geral, a situação ideal onde o planejador fala assim, pronto, resolvi meu problema.
A família está ganhando mais, as coisas vão caber melhor e tudo bem, reflexões não precisam ser colocadas porque resolveu, ganhar mais é a resposta. E aí, Gabriel e Rodrigo, ganhar mais é realmente a resposta?
É um ponto interessante, Fred, acho que é o que você comentou, esse episódio da felicidade, a gente fala sobre isso. A partir de determinado ponto, mais coisa está na nossa mão com relação a isso. Então é lógico que existe um patamar de renda em que A gente está falando de um contexto muito específico de questões básicas de sobrevivência, de moradia, de alimentação e claro que aqui não tem muito o que gerenciar. Você tem que estar numa situação mais apertada e aí nesse caso esse aumento de renda é diretamente relacionado com com uma qualidade de vida melhor, com uma melhora na satisfação e felicidade e tudo mais. Agora, à medida que essa renda aumenta mesmo, Fred, à medida que a gente vai num patamar maior já, as escolhas que a gente faz podem impactar muito. Uma vez essas necessidades básicas atendidas, esses aumentos de renda podem não resultar numa qualidade de vida maior, numa satisfação melhor, por exemplo, no caso desses clientes, o que acabou acontecendo depois de algum tempo, alguma frustração, por conta das decisões que a gente toma, os comportamentos que a gente adquire. Uma das coisas que eu tenho conversado com a família, que eu acompanho já há mais tempo, e certamente vai ser parte do papo dessa família que está começando o trabalho, é que, primeiro que, É natural, né, Gabriel Fred, acho que vocês veem isso também, que a despesa ocupe o espaço, se a gente tá no automático. Se a renda aumenta, é totalmente compreensível de que você passa a... Poxa, agora eu posso ter algumas coisas, eu posso fazer alguns ajustes na minha vida que vão me trazer alguma satisfação. E isso, com o tempo, a despesa vai ocupando esse espaço. E daí aqui eu acho que tem até duas distinções importantes. Tem algumas despesas meio estruturais que às vezes a gente toma uma decisão do tipo onde morar. que podem impactar demais até mais e até tem um impacto maior do que alguns luxos digamos assim por exemplo do carro. O cliente foi lá resolveu comprar o carro mas o carro por mais que você vai ter um impacto uma perda de grana você vende o carro e ajusta as coisas. Às vezes a moradia tem consequências outras. Então vai morar num lugar maior, consome muito do patrimônio mês após mês vai ter esse impacto e daí isso impacta num jardineiro, isso impacta num funcionário, isso impacta numa escola mais cara no entorno. Então é um momento em que realmente a gente tem que ter muito cuidado com o eu mereço. Tem que ter, realmente, uma reflexão. Eu acho que é normal, como eu falei, acho que é natural, isso pode acontecer. Acho muito legal da parte desses clientes ter identificado isso e falado, opa, eu preciso de alguma ajuda aqui, eu preciso ajustar isso. Agora, necessariamente, acho que passa pela reflexão, o que é relevante para mim mesmo, parar, olhar. que vida que eu quero construir, sair um pouco do automático, porque se a gente ficar no automático, toma conta mesmo, e a gente vai embora, é décadas a fio assim, sem parar pra pensar nisso, porque no final das contas, nesses contextos que a gente tá falando aqui, dá pra se organizar. E aqui eu não estou falando só de ter uma vida espartana e depois ser feliz. Construir uma vida boa hoje que você consiga claro desfrutar desse aumento de renda mas também sendo responsável e garantindo uma vida boa no futuro. Mas lógico para fazer isso a gente tem que ter esse papo tem que ter essa reflexão do que é relevante para essa família. O que é mais importante para eles para dar força para eles focarem nisso.
Ótimo. Gabriel, te trazendo aqui para o papo.
Será que aqui não é aquele ponto de perguntar, questionar, incentivar a reflexão com a família de, e aí, o quanto que é suficiente? Qual é a vida que vocês gostariam de levar?
Como é que você tem feito isso junto às famílias? Conta um pouco aí para a gente.
Olha, realmente acho uma coisa bem importante, bem interessante da gente refletir E eu acho que uma das ferramentas que a gente tem isso é justamente o livro dos sonhos, né? Pra conversar qual que é a vida ideal que você gostaria de ter, de fazer os clientes refletirem sobre tudo isso. Ali no livro dos sonhos, a gente pensa sobre vários aspectos da vida, pensando tanto nessa questão da moradia, mas também de viagens, de lazer, de como você pode cuidar da sua saúde. Então, eu acho que a partir daquilo, a gente acaba realmente tendo uma noção do que a... as pessoas elas gostariam de ter no hoje, mas a gente sabe que isso muda, ainda mais porque quando a gente vai aumentando justamente os nossos gastos, nosso conforto, a gente se acostuma com isso e aí o nosso padrão acaba aumentando, a gente acaba sempre querendo mais, mas acho que justamente essa postura, ela também é bem perigosa, assim como o eu mereço é perigoso, essa postura do sempre querer mais também é muito perigosa, porque você nunca vai estar satisfeito, eu não lembro Fui o André que falou alguma vez em algum podcast aqui passado, mas eu lembro de ter ouvido isso, né? Essa postura consumidora, ela nunca vai te trazer a satisfação. O ideal mesmo é a gente pensar em como é que eu posso ajudar outras pessoas. E a partir disso, sim, você vai ter uma satisfação.
E assim que você alcança, então, aquele padrão, aquele nível que você gostaria de qualidade de vida, de conforto, Para de pensar em o que você poderia ter de mais e o que você poderia fazer por outras pessoas. Porque você para de pensar nisso, né? De, poxa, preciso gastar mais, eu quero mais, quero mais. E você começa a estar realmente satisfeito com o que você tem hoje.
Perfeito, perfeito. Eu gosto muito de pontuar, né? Nesse contexto, junto com os clientes, eu acredito que uma das primeiras coisas que a gente tem que deixar claro, junto aos clientes, sejam aqueles clientes que tiveram esse aumento de... de renda, seja aqueles clientes que ainda não têm a renda suficiente para complementar tudo aquilo que traz qualidade de vida para eles, enfim. É todo mundo efetivamente trabalhar no conhecimento daquilo que mais importa, que é a história dos clientes. O porquê... Eles estão querendo acumular para o quê? O quanto que é suficiente. a vida que eles gostariam de levar.
O que eles gostariam de conquistar e ter, que é um exemplo muito legal que o Gabriel deu da utilização do livro dos sonhos, que é o que eles gostariam de ter e realizar daqui até o momento que vai chegar para todo mundo. E a gente não sabe, a longevidade é uma variável dentro da equação que a gente não controla.
Mas efetivamente que os clientes reflitam sobre a vida com propósito, porque aí é o porquê do que ele vai ter que fazer. E aí, olha só que importante isso que o Rodrigo falou. Entendendo esse fluxo, inclusive entender se, por exemplo, mesmo com aumento de renda, a complicação financeira do orçamento não foi tão grande que acabou comprometendo de forma estrutural todo aquele aumento que veio a favor. E aí a reflexão sobre aquilo que teremos no futuro começa a ser uma reflexão que dá angústia, que cria pontos onde... Caramba, mas eu aumentei minha renda, e agora? O que eu faço? Criei um problema estrutural. O que a gente fala muito aqui dentro da Life é que eu criei um problema estrutural. E efetivamente o planejador tem que ajudar as famílias a entender as realidades que podem ser conquistadas lá na frente. Fred, como assim realidades? Três delas podem ser conquistadas lá na frente no futuro. Não ter o suficiente, de hipótese alguma isso pode acontecer.
Outra que eu falo que gera muita polêmica é ter mais que o suficiente também não pode acontecer, concorda? Porque aí é o que o Gabriel falou, uma viagem que não foi realizada, sorrisos de netos e filhos que não foram vistos na realização de sonhos, de planos, de objetivos, de conquistas, de viagens e etc. Porque efetivamente o real planejamento tem que ajudar aos clientes a entender que Vocês terão apenas, então, somente o suficiente. E que tudo vai estar bem. Que vocês vão viver a vida que vocês gostariam de viver. Daqui até lá. Né? Então, olha só que importante essa reflexão. Pode parecer muito... E às vezes, a maioria das pessoas é muito imediatista mesmo. O seguinte, ah, resolvi agora o meu problema de vida ganhando mais. Não. Se eu não tiver reflexão acerca disso, Talvez você só tenha criado, como o Rodrigo bem falou e vou repetir bastante aqui, um problema estrutural novo dentro dela, porque você, com a licenciosidade de recebo mais, posso gastar mais, acabou criando um problema maior lá para frente. E só para o pessoal ficar aqui e eu não receber um puxão de orelha quando eu cito episódios anteriores e não falo quais são, O episódio especial que nós falamos sobre se dinheiro traz felicidade ou não é o episódio 21, pessoal. Então, retorne aí. Estamos no episódio 26. Cinco episódios atrás falamos um papo super legal sobre o dinheiro traz ou não felicidade. Legal, Rodrigão. Ótimo caso. Muito bom falar sobre tudo isso. Queria eu que vocês pudessem me entrevistar agora para eu falar sobre o meu caso. Mas deixa eu trazer aqui aos 44 minutos aqui do nosso podcast um pouco do meu caso. É um caso super bacana. É uma cliente que veio a mim, indicada por um outro cliente, e muito esperançosa de que, no planejamento, estivessem todas as respostas para a grande conquista da vida dela, que ela é uma profissional... Eu nem sei como falar agora, porque ela ampliou até o contexto dela de profissional, ela é uma cabeleireira de renome, e tem trabalhado muito com essa questão de qualidade, experiência dentro do salão, atendimento até de saúde capilar e coisas do tipo. Então, coisas que vão além até só do cabelo, da pintura, do corte, maquiagem, etc. E ela sempre teve esse sonho de, Fred, preciso ter o meu lugar.
E na época eu lembro bem que ela chegou a mim e falou assim, eu queria que você me ajudasse a estudar como fazer com que isso se torne realidade e eu tenho quem vá colocar dinheiro comigo.
Quando, na verdade, as boas perguntas que eu fiz para ela estavam dando a entender que não fazia sentido ela ter isso com alguém. Tinha que ter a cara dela, tinha que ter o jeito dela. E começamos lá atrás a conversas muito intensas e bastante complexas sobre como criar a perspectiva dela fazer por ela mesma. Ou seja, com as próprias pernas. E aí chegou agora, semana passada, ela me chamou para uma reunião e falou, Fred, não some não, preciso de você na minha vida. Não que eu estivesse sumido, mas na impressão dela, reuniu-se comigo mês passado e agora, na iminência de inauguração, que vai ser, na verdade, está sendo hoje. Vou passar lá depois para ver como é que estão as coisas todas. Ela falou assim, Fred... Vai prestigiar, dar.
Um tapa no visual também, Fred.
Você sabe que ela quer conquistar esse cliente para ela, é que eu corto o cabelo em outro lugar e ela fala, ainda vou cortar o seu cabelo. Ela chegou para mim e falou assim, Fred, e agora? Deu certo, eu vou começar. E aí, o que eu faço? Ou seja, aquela ponta de que o cliente te chama para uma reunião que, em teoria, estaria marcada mesmo. É que, na verdade, a gente já tem um tempo a mais, então as reuniões não acontecem todos os meses com ela, mas eu prometi que perto da inauguração faríamos. Ela me chamou e falou assim, Fred, deu certo, vamos começar. E agora?
E aí, como é que vocês lidam com esse tipo de caso? Se já tiveram esse tipo de caso do cliente conquistou o grande sonho e aí ele para para o planejador e fala, e agora?
Hora da onça beber água, né, Fred? É difícil, viu, Fred, um ponto assim que, bom, eu já acho ótimo, Essa é até uma movimentação, acho natural, não sei se natural, mas talvez comum de um ótimo profissional da sua área tentar fazer essa transição, ter o desejo de fazer essa transição para seu próprio negócio. Tipo, a gente numa área técnica assim, por exemplo, dessa, né? De ter uma expertise grande ali e ter esse desejo de ter o seu próprio negócio. Mas nem de longe é simples, né? Acho que são papéis bem distintos, bem diferentes. Um bom técnico de uma área não necessariamente vai ser um bom empresário ali. Às vezes são atividades até que ele vai descobrir que não é onde ele se dá bem. Então assim, eu tô comentando isso só porque eu acho que buscar ajuda nesse contexto é muito importante. Acho que isso ela fez de forma muito madura em querer ter essa troca com você, porque de fato não é uma... transição simples e pode ter mais coisas aí que complicam esse caminho, principalmente se você tá só nessa jornada. Agora, essa coisa da preparação e execução, poder assustar, eu também acho super típico. Eu sou uma pessoa, vocês conhecem um pouco disso, desse traço, que eu sou o cara aqui. Peca por se preparar demais até. Eu acho que às vezes isso acaba sendo um refúgio. A gente se prepara, se prepara, planeja, planeja, planeja, planeja, mas nunca dá o passo. Isso pode assustar mesmo. Agora tem coisas, aprendizados, que eles só vão vir com o executar, com o fazer. E agora que eu vou começar, ponto importante que eu acho é ter um acompanhamento próximo, dar esse passo, mas tem que estar muito de olho, muito mergulhado mesmo no que está sendo implementado e ter, acho, uma abordagem, Fred, que é do espere pelo ajuste, vai ter coisa para ajustar, espere por isso e não se frustre. É improvável que de cara tudo esteja ajustado, tudo que com a nossa cabeça de planejador, de preparador a gente sonhou, é improvável que crave tudo, assim, certinho, né? Então, acho que um ponto super importante, acho, na concretização dos nossos objetivos, né? Quando a gente executa, digamos, quando chega lá, entre aspas, né? É a gente estar preparado pra ajustar algumas coisas. A gente vai lapidar, nem tudo vai ser como a gente esperou, como a gente sonhou. E eu acho que se a gente já vem com essa cabeça, isso poupa frustração, decepção e poupa desanimar, saber que isso é parte do processo e a gente vai colher esses aprendizados, vamos ajustando isso ao longo do tempo e isso só melhora, né? Mas eu acho que esse é um ponto super... que passa pela minha cabeça de cara, assim, nessa execução, no concretizar, né? Versus esse período que a gente passa de preparação, de planejamento, né? Acho que isso é super importante.
É, eu acho que é bem legal isso também, porque além do acompanhamento, né? Isso não é o fim da vida, ela vai continuar tendo outros sonhos, outras coisas pra fazer, então, o acompanhamento, né? E ter um planejador do lado dela vai continuar sendo importante, por muitos e muitos anos ainda. Imagino que tenha outras coisas na lista de coisas que ela gostaria de fazer, pessoas para ajudar além do trabalho. Então, não só pensando em coisas para ter ou para fazer, mas também o que mais ela pode fazer da vida dela pensando justamente nessa questão do propósito que vai além do trabalho.
Mas o maior barato é aquele friozinho na barriga, né? Eu fui até checar aqui para não falar besteira da data, mas completamos três anos de trabalho agora em fevereiro desse ano. Então, três anos depois, ela está realizando o grande sonho dela. Três anos e pouquinho depois. Mas uma ponta que eu queria conversar aqui com vocês sobre esse caso e esse friozinho na barriga que pode e deve dar, porque a ideia do planejador acompanhar A vida do cliente é que realizações serão feitas, conquistas serão ali ticadas, como Dan, foram feitas. Mas e aí? Ela vai surfar a próxima onda.
Ela chegou no platô agora de criar e realizar e agora ela vai surfar a próxima onda. E aí, só dando elementos aqui para vocês, o surf da próxima onda talvez seja, por exemplo, um espaço que tenha mais aonde ela criou o espaço dela e que ela falasse, Fred, e agora? O que eu faço com aquilo também? E aí a conversa passou por um caminho de agora é um negócio que foi criado que precisa pagar por essa outra possibilidade que temos lá. Então a próxima onda agora é surfar o desenvolvimento desse negócio. A próxima onda agora é surfar na rotina que terá que ser criada para a implementação de tudo isso e conquista de novos passos ali dentro para a consolidação. Mas olha só que bacana, gera aquele friozinho na barriga.
O cliente tem o verdadeiro planejador ao lado dele como realmente um guia e não aquele cara que vendeu o mapa de como ela monta e cria esse negócio e agora larga ela, certo? Essa é a real ideia, essa é a essência do nosso trabalho. Entregamos este, vamos falar o que o mercado gosta de ouvir, esse goal-based investing, esse plano. E agora, o que eu faço daqui para frente? O verdadeiro planejador, o planejador centrado no plano e projeto de vida do cliente vai acompanhar a nova onda, vai acompanhar a nova perspectiva do cliente, vai trazer novos limites, anseios, perspectivas, ajustes. O Rodrigo falou coisas muito interessantes sobre a adaptação a esse processo, esse novo processo, porque agora estou por mim, não mais pelos outros. E aí? Isso posto, isso colocado aqui para vocês, Eu quis trazer esse caso muito para falarmos sobre essa profundidade da relação. E eu queria colocar para vocês uma reflexão final aqui, ou ouvi-los, em relação a isso.
Depois de três anos fazendo o trabalho e realizando agora o plano.
Como dar o próximo passo na profundidade dessa relação que nitidamente quer ser continuada pela cliente. O que vocês trazem?
Fred, de certa forma, eu vejo, lógico, não é aqui diminuindo toda a relevância dessa preparação, mas acho que é agora que boa parte do trabalho começa. A gente comenta tanto que o que a gente deseja é uma abordagem do dinheiro a serviço da vida das pessoas, né? E eu acho que no caso dela, a vida dela se expressa nesse desejo profissional, nessa transformação profissional dela, né? Que agora vai começar a ser realidade, né? Então, durante muito tempo, lógico.
Conseguir viabilizar isso foi o grande tema, ter certeza que ao longo desses três anos foi um ponto super importante da construção de vocês. Mas como você mesmo colocou, acho que mais relevante ainda do que... iniciar isso é, de fato, isso passar a ser a vida dela. E passar a ser a vida dela de uma forma responsável, que gere frutos, que ela consiga ter essa transformação de profissional que a gente comentou, que esses novos desafios sejam desenhados com a mesma clareza que esse inicial foi, para que ela tenha também essa essa visão do que deve ser construído a partir de agora, qual deve ser o foco dela a partir de agora, e eu não tenho a menor dúvida, como você falou, de que esses três anos que já aconteceram é o que vai dar condição de você apoiá-la da maneira mais adequada, com uma profundidade muito maior, E acho que, inclusive, é o que vai dar condição para ela mesma ter essa clareza. Eu acho que no trabalho, ao longo dos três anos, eu não tenho dúvida que, lógico, o Fred conhece muito mais ela, mas ela também conhece muito mais a respeito de si, do que ela deseja, do que ela quer fazer e de como ela consegue fazer isso da forma mais bem estruturada possível. E estruturada aqui não só numa questão quantitativa, de dar certo ou não dar, mas também de como isso é feito. Fazer isso com paz de espírito, com uma visão de que tem uma progressão aqui, tudo vai dar certo, como a gente fala, e não numa tentativa e erro estressante, que às vezes paga um preço, cobra um preço na saúde dela, como uma empresária agora muito grande. Acho que é isso. Agora de fato é que muita coisa vai acontecer. Acho que a parte até mais rica está por vir ainda.
Boa, a minha resposta para ela foi, agora é só o começo. Legal, mas, bom, ótimo, ótimas reflexões, ótimas conversas, ótimo papo. Gabriel, você quer fazer alguma ponderação? Eu estou seguindo aqui a orientação do nosso anfitrião maior aqui, que já me mandou uma mensagem, tente não ultrapassar muito de uma hora.
Sim, já vamos encaminhando para o final, mas pensando assim, essa foi, acho, uma primeira uma primeira montanha que você superou com essa cliente. Mas é como a gente já falou, tem muitas outras coisas que ela ainda pode fazer e que a gente, o nosso trabalho é relevante, como por exemplo, pensando na própria aposentadoria dela, algo que ia ir pensando no longo prazo. Então, essas conversas de acompanhamento, acho que realmente conversar sobre esses próximos objetivos dela, próximos passos, ajuda ela também a pensar em não só coisas que ela pode fazer pra ela mesma, mas pra outras pessoas, pensando no propósito financeiro também, não só da vida, mas pro dinheiro dela que ela tá fazendo, que, claro, que ela já tá ganhando ajudando outras pessoas, agregando valor à vida de outras pessoas, mas que ela também pode ajudar financeiramente. Então, acho que tudo isso acaba ajudando a aprofundar ainda mais essa relação que vocês já criaram ao longo desses três anos e que pode durar por 30.
Que assim seja, que assim seja com todos os clientes que possamos fazê-lo. Legal. Gabriel, Rodrigo, muito obrigado. Vocês me ajudaram efetivamente a vencer um pouquinho de um nervosismo inicial ali em fazer sozinho. Não é simples, mas eu acredito que Do primeiro a esse 26º episódio, nós estamos fazendo diversas adaptações, coisas legais, eventos ali comigo, só com o Andressa, conversas, bate-papo, faz um especial, volta, faz esse. Então está super bacana, agradeço o tempo de vocês, agradeço a conversa. Espero revê-los em breve num novo episódio, que não seja o 60, tá Gabriel? Volte em breve, tá Rodrigão? Vou deixar. É só chamar. Vamos chegar no 100. E no 100 a gente de repente faz aquele com 15 participantes. Vai levar 60 horas.
Maracona.
Um abraço para vocês. Uma ótima semana a todos que nos ouvem. Ao Rodrigo, ao Gabriel, meu mais sincero agradecimento pela participação.
Eu que agradeço o convite. Abraço e até a próxima.
Até, pessoal. Valeu.
E.
Aí.
More from André
AAP | Ep.40: [ESPECIAL] As principais dúvidas e angústias de quem planeja uma transição de carreirta
AAP | Ep.40: [ESPECIAL] As principais dúvidas e angústias de quem planeja uma transição de carreirta
AAP | EP.39: Marido desconectado do planejamento | Vivendo no padrão de outros… Como trazer a realidade para o casal? | Será que realmente precisamos de um problema para cuidar sempre?
AAP | EP.39: Marido desconectado do planejamento | Vivendo no padrão de outros… Como trazer a realidade para o casal? | Será que realmente precisamos de um problema para cuidar sempre?
AAP | Ep. 38: Casamento financeiro frágil: envolver-se ou delegar? Decisão “tectônica”: mudar de país. Em definitivo"?
AAP | Ep. 38: Casamento financeiro frágil: envolver-se ou delegar? Decisão “tectônica”: mudar de país. Em definitivo"?