AAP | Ep.031: A diferença entre agir e reagir, jovem demais para começar a pensar em aposentadoria? Cliente coach para mulheres que enfrenta uma queda brusca de receita
8 Aug 2023 · 68 min
André Novaes, Fred, Euline e Michel discutem três casos reais: um casal com patrimônio que precisa priorizar, jovens de 19 e 23 anos relutantes com planejamento, e uma coach que perdeu receita por conflitos familiares. O episódio explora a diferença entre agir e reagir, usando SWOT e cartas de compromisso para conectar vida e números.
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Ajudando os verdadeiros planejadores e planejadoras a ter maior clareza, mais clientes e a se tornar a melhor versão de si mesmo. Este é o podcast da Academia de Planejadores.
Olá, seja muito bem-vindo, muito bem-vinda ao 31º episódio aqui do nosso podcast, A Arte do Planejamento. Deixa eu já começar aqui, saudando os participantes de hoje, como já é comum. Fred, como é que você está? Bem-vindo mais uma vez. Tudo bom?
Tudo ótimo, mas um grande prazer estar aqui na companhia dos nossos colegas Michel e Euline e a nossa companhia Minsu aqui de sempre. É ótimo estar aqui e cada vez mais próximo do 100, né?
Pois é, percebi que ia me dar boas-vindas sempre aos outros e nunca para mim, mas tudo bem, eu guardo essa mágoa, mas não tem problema. Vamos lá, bom dia também para Euline, que vem aqui com a gente. Euline, como é que você está, tudo bem?
Tudo em ordem, graças a Deus. Muito bom estar aqui de novo com vocês, batendo papos profundos e desafiadores sobre o papel do planejador.
Bem-vindo a todos. Que legal. Boa maneira de fazer um bom resumo aqui do que a gente, pelo menos, busca. Michel, bom dia. Como é que você está?
Eu estou excelente. Muito bom dia. Sempre bom estar na companhia de vocês, que a gente pode entrar em diálogos mais profundos e aprender um pouco mais com a nossa prática.
Estou gostando dessa maneira como a gente tem colocado, principalmente na direção da profundidade, da maturidade, e esse é exatamente o objetivo que a gente tem aqui com esse espaço, com esse momento. É uma prática nossa para... A gente não sabe se é a cada 15 dias, tem hora que é uma vez por semana. A gente aqui tem o compromisso não de um cronograma, mas de qualidade. Então, a nossa ideia aqui é sempre abordar casos reais, situações práticas, e tentar retratar, te convidar de alguma maneira para ter um olhar de perto de como é a prática, de como é o dia a dia. É como se você estivesse sentado ali, ao lado, numa reunião entre um verdadeiro planejador e uma família, abordando, então, como foi muito bem dito, de maneira profunda, de maneira abrangente, buscando maturidade, enfrentando os desafios que são inerentes à nossa atividade, daí o nome que a gente acha que é muito certeiro, a arte do planejamento e não apenas a técnica ou o método ou então as dicas. A arte que emerge justamente dessa prática sadia, saudável, de trocar experiências, dialogar, de não tentar ser aqui, em hipótese alguma, a última palavra cerca de nada, mas a gente assume o risco talvez de ser, uma primeira palavra na direção de fazer você, que está escutando a gente, refletir melhor, refletir mais, sentir-se também desafiado a conhecer mais sobre essa carreira, principalmente uma carreira manifesta no modelo direto. modelo no qual você é remunerado única e exclusivamente pelo cliente, pelo expertise, pelo cuidado, pelo valor que você tem e que você tem total capacidade de trazer isso para a mesa do planejamento. Fredão, vamos começar um pouco diferente dessa vez? A gente sempre te deixa para o epílogo Vamos te convidar para o prólogo, dessa vez aqui em um episódio. Eu queria que você começasse contando para a gente acerca de um encontro, de uma situação, de uma arte que você teve que co-criar, porque a gente co-cria, o cliente faz parte da criação junto com o cliente. O que você conta para a gente da semana passada?
André, foi um almoço aqui, convidei um casal de clientes já mais velhos, ali na casa dos seus fazendo 60 anos eles. Todas as reuniões nossas haviam sido 100% online, ele mora fora do país, A esposa mora aqui em São Paulo e temos que encaixar essa agenda sempre nessa semana que ele está aqui no Brasil. E eu convidei eles no mês passado para esse almoço que poderia ocorrer em São Paulo ou em Campinas, mas ela... A esposa de Campinas pediu para que fosse aqui porque ela falou, Fred, nasci aí, queria estar aí um pouco novamente, enfim, ver como é que a cidade está. Faz muito tempo que não vou até aí, apesar de ser próximo.
E aí vieram, vieram almoçar e caminhamos com uma boa e bela conversa ao longo do almoço. Obviamente, conhecendo ao vivo, falando um pouco de amenidades, lógico, mas entrando no foco da agenda deles, um casal que eu já citei aqui dentro dos nossos fóruns, um casal que tem um patrimônio positivo e um fluxo negativo.
E buscando essa qualidade de vida de um cansaço, de uma vida de mudanças, de países etc. Eles têm green card, porque já moraram nos Estados Unidos, já moraram na Europa, já moraram em vários países aqui da América Latina. Ele tem uma vida bastante atribulada em relação a isso.
E a busca deles de um lugar para chamar deles, porque sempre muito desfocado e reagindo às coisas. Compraram um apartamento em São Paulo, mas financiaram, porque ao mesmo tempo fizeram investimentos imobiliários a conselhos de pessoas para investimento e para alocação, mas nenhum desses, apenas um deles 100% quitado, os outros todos com a dívida, relativamente saudável no fluxo, mas que atrapalha bastante eles. E aí, agora também, uma equação dele autoexecutiva de uma empresa, olhando e falando assim, Fred, talvez a operação onde estamos vai findar, e eu preciso entender se vou ficar ou se saio, e o que fazer. E aí o convite aqui para eles.
Na ponta de agirmos em direção a, e não reagirmos mais a tudo aquilo que tem acontecido, ou seja, que eles estejam no controle da situação assim como começamos a fazer com venda de apartamento que já foi vendido, com patrimônio de fora que foi trazido para cá para quitar uma importante dívida, que era de um dos apartamentos também, para livrar o fluxo, para que eles possam pensar nas coisas todas, para que eles possam se sentir à vontade, planejar a vida.
Esse é um cliente que está há quanto tempo com você, Fred?
Está indo para o sexto mês agora.
Mas o pessoal que compra muito a ideia do planejamento e caminha muito naquilo que a gente conversa. Você vê que eles são muito assíduos às decisões que nós tomamos juntos nas reuniões.
Legal, legal. Mas te ouvindo agora e refletindo, Não é... Bom, seis meses de caminhada, a gente sabe que ainda está num processo inicial, mas o primeiro encontro presencial ainda num contexto inicial, concluindo o primeiro semestre, e a sensação que eu tenho é que eles te trouxeram muita coisa para essa agenda, muita coisa na pauta. A gente quer falar sobre melhorar a qualidade de vida, a gente quer falar sobre fluxo, a gente quer falar sobre estoque, Eu também queria falar um pouquinho sobre minha carreira. E eu também quero voltar para Campinas.
É que acabou juntando tudo ali no almoço, das conversas todas que fizemos online.
E um momento, talvez, um grande apanhado para isso tudo. E talvez este seja um tema interessante, ou seja, ao invés de conversar acerca de alguma faceta do caso, talvez a gente poder dialogar aqui sobre um contexto no qual o cliente vem para uma reunião e dizendo, eu queria ir para o norte, mas eu também queria ir para o sul. Se eu for para o oeste, está tudo bem. Olha, o leste também me agrada. Numa situação como essa, Michel e Euline, onde o cliente bem-intencionado, maduro, as coisas estão caminhando bem, mas ele se encontra num ponto onde rei, parece que eu não consigo nem decodificar o que é o mais importante para mim, o que eu devo... Um pouco de como o Fred bem articulou. O que eu deveria fazer, até como denotação do agir para, mas eu te trouxe um monte de coisa e a gente sabe que quando alguém traz um monte de coisa é porque essas pessoas estão reagindo ao monte de coisa ao invés de agir na direção de alguma coisa. Num caso assim, que tipo de diálogo vocês têm evoluído, desenvolvido com os clientes? Deixo aí para Michel ou Euline trazerem essa perspectiva para a gente. Quem vai primeiro?
Por favor, Euline.
Eu tive uma situação, não nessa questão típica do que o Fred colocou, Mas um outro casal de clientes que eu tenho, eles vieram com essas questões aí, o que decidir e tal. E aí, na hora, eu falei, cara, como é que eu vou ajudar esses caras nessa decisão? Porque, assim, tem um monte de variável para cada decisão. Então, assim, a gente sempre tenta mostrar para os clientes que cada decisão tomada tem consequências. E aí eu falei assim, cara, não adianta só falar isso, eu acho que a gente tem que analisar as consequências e o que está envolvido. Daí a esposa desse casal, ela já trabalhou no mercado corporativo, me deu um estalo, eu peguei e falei assim, você já fez análise SWOT? Que é análise de forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Ela falou assim, mas nisso aqui dá para a gente aplicar? Eu falei, vamos aplicar. E aí a gente analisou cada ponto deles, abrimos uma planilha na hora lá, desenhamos, pintamos de cores diferentes e daí começamos a fazer as análises de cada decisão que eles tinham que tomar, o que era bom daquilo, o que não era, qual o benefício e qual a ameaça de cada decisão. E aí foi muito legal, porque pelo menos ficou esquematizado. Daí eu falei assim, agora o que vocês podem fazer para melhorar um exercício de casa? Coloquem pesos em cada uma dessas coisas e vê o que pesa mais. E daí é mais fácil vocês decidirem. Então, uma análise SWOT numa situação dessa cai muito bem.
Legal, uma boa ferramenta. Michel, e você? Como é que lida numa situação como essa?
Eu lido da mesma maneira que o Euline, eu gosto muito da análise SWOT, e quando o cliente escreve nos quadrantes, se o quadrante de pontos fracos tiver mais peso que os pontos fortes, eu procuro conversar sobre a qualidade desse peso. avançar um pouco mais no racional, porque justamente essa prática ajuda a tirar as emoções e coloca o lado obscuro de qualquer decisão na estrutura da realidade, que é que não existe decisão 100% boa. Ela tem consequências. Então, ajuda bastante. E eu tenho tido bastante êxito também nisso. E, sabe, não precisa de muita ciência de foguete. A simples conversa, já a pessoa autoresponde. Até porque o método socrático de fazer perguntas ajuda, quando a gente faz mais perguntas, a pessoa responde, e ela mesma já toma a conclusão qual vetor trilhar. Essa calma que a gente precisa ter no momento que o cliente está afobado em fazer perguntas, em investigar, naturalmente ele vai encontrar a decisão. Pode ser a mais estapafute sobre o seu ponto de vista, mas você tem que ficar quieto. A decisão é dele, não é sua.
Muito bom, muito interessante. Começamos, Fred, com o Lili sugerindo uma abordagem corporativa, mas funcional, quando a gente se depara com muitas decisões, análise de SWOT, o Michel disse também que faz uso. E trouxe também esse traço socrático na direção de faça perguntas, deixe as pessoas falarem, e o produto disso é uma clareza na direção do que tem que ser feito. E na sua prática, Fred, como é que você tem? ajudado alguém a puxar o primeiro fiozinho desse nó de um monte de coisa para decidir, um monte de coisa para pensar, e como você consegue colocar o norte ou apontar o norte, melhor dizendo, para situações como essa?
Pessoal, eu anotei aqui as sugestões e as coisas todas, porque sempre falo, a gente aprende bastante participando de todos os podcasts.
Eu gosto muito de incentivar o cliente a olhar para aquilo que os americanos falam muito, que é as primeiras coisas vêm primeiro. E quais são as primeiras coisas? Vamos descobrir, vamos tentar entender dentro disso tudo o que é a prioridade. Quando temos mais do que uma.
Muitas prioridades, nada é prioritário, vira uma bagunça e a urgência é para todos os lados e você não consegue ter um foco. Então ter foco não é falar sim para aquilo que você quer, é falar não para um monte de outras coisas que vão aparecer ao mesmo tempo.
Então o meu incentivo com eles foi o seguinte, ótimo, perfeito, mas lembra, começamos a fazer o passo de reagir em direção àquilo que não faz sentido para vocês, que era termos todos esses imóveis que não rendem o quanto eles custam para vocês. Então a decisão é, não combina. e rapidamente eles acionam isso, já comunicaram um inquilino, o inquilino saiu, já venderam, está super rápido mesmo o caminho. Então você vê que quando eles focam o negócio acontece, ela é muito agitada com as coisas, e ela gosta dessas mudanças também. Mas o exercício sempre nesse caso, por exemplo, específico aqui e migrando e expandindo para outros é qual é a prioridade? Qual é, por exemplo, a característica especial e primordial de uma casa que você quer comprar para que você decida qual comprar, por exemplo? Já passei por momentos onde clientes estavam pesquisando casas totalmente fora do escopo e do espectro que precisavam porque não tinham focado na qualidade principal, que era estar perto do trabalho dela e não dele, porque era a situação mais perto das escolas e etc. E já tinham passado pela opção de compra, que eles compraram depois, porque simplesmente não haviam focado naquilo que era a qualidade primordial para aquela compra. Ou seja, ajudar o pessoal a afunilar realmente a questão e decidir de forma a ter aquilo que é prioritário e necessário colocado realmente na frente da decisão e não simplesmente deixar um monte de barulho atrapalhar.
André, você me permite fazer uma parte?
Claro.
O grande paradoxo da nossa vida moderna é o seguinte, como o senso de urgência no mundo corporativo, até pode ser que o que eu estiver falando, Fred, faça um sentido para esse grande executivo, o senso de urgência que ele tem na empresa dele é diferente o ritmo, do senso de urgência num projeto de vida. Eu acho que a nossa grande dificuldade como planejador de vida para uma família é entender que os ritmos são diferentes. O senso de urgência numa empresa é diferente de um senso de urgência numa decisão que impacta a sua vida com o dinheiro. Por isso que o que o Fred falou Eu considero uma virtude trazer a virtude da prudência, porque a virtude da prudência gera o foco e traz calma para determinadas situações, como o do cliente dele. Mas eu, me ouvindo falar, acho que faz muito sentido, se vocês podem me criticar, que o senso de urgência no mundo corporativo é diferente do senso de urgência de planejamento de vida das pessoas. Faz sentido o que eu falei?
Qual é o maior, na sua perspectiva?
Eu acho que no mundo corporativo... Não, eu não digo que é maior. É pior o senso de urgência no mundo corporativo.
Na verdade, ultimamente, o que eu tenho visto é... e diversos casos que nós temos ou discutido aqui ou discutido internamente nos nossos fóruns que eu tenho apresentado, que eu tenho colocado para vocês de alguma forma ou citado como exemplos, o que eu tenho visto, por exemplo, é uma procrastinação nas urgências da vida pessoal, em detrimento a só focar nas questões profissionais. Eu tenho clientes procrastinando decisões de vida importantes, porque simplesmente não focam, porque eu trabalho isso, porque eu trabalho aquilo, porque a agenda é isso, a agenda é aquilo, e estão se prejudicando, estão dilapidando as coisas, dilacerando o relacionamento.
Perfeita observação, Franco. Perfeita observação. Perfeita.
Isso aí.
Acho que isso é um traço cultural, onde temos uma boa parte da nossa identidade centrada e quase que inteiramente definida a partir do que fazemos e não a partir de quem somos. talvez o simbolismo mais evidente dessa identidade centrada no que a gente faz seja, por exemplo, quando qualquer um de nós, ao receber, por exemplo, um convite para participar de uma entrevista, seja numa TV, numa rádio, numa revista, num site, e quando, então, quem está produzindo esse conteúdo diz, como é que eu deveria te qualificar? E a primeira coisa que vem após a vírgula, do lado esquerdo dela, está o nosso nome, vírgula, planejador financeiro, executivo, diretor, CEO, CFO, médico, terapeuta, dentista.
A gente nunca é qualificado como homem, mulher, casado, solteiro, pai de tantos filhos, a nossa identidade, a qualificação dela é a partir do que a gente faz. Isso é um símbolo, eu creio, dessa cultura que a gente vive. E acho que é importante a gente dialogar isso com os clientes até fazer do momento com a gente um espaço onde a vida é reorganizada, ela é reposicionada, enxergando... Fato é, o que a gente faz profissionalmente, eu não vou nem dizer mais em 10 anos ou 20 anos, em cinco anos, ninguém vai estar nem aí para aquilo que foi feito, essa é a grande verdade.
Mas aquilo que a gente faz, e o mais grave, aquilo que a gente deixa de fazer com os nossos filhos, com os nossos cônjuges, ele vai ter um impacto daqui a dois meses e vai ter um impacto daqui a 20 anos, daqui a 40 anos.
Você sabe que o que me chamou...
Desculpa. Eu imagino...
O que me chamou a atenção num podcast despretensioso que eu ouço vira e mexe, academia ou em algum lugar que eu esteja ali, mais para treinar o inglês, porque ela lhe conta casos, fala sobre regiões dos Estados Unidos, etc. E o que me chamou muito a atenção foi O ponto positivo de falarem sobre Denver, no Colorado, onde as pessoas se apresentam e querem receber de volta nessa apresentação, quando perguntam para você o que você faz, não é o que você faz para viver, laborar. se você esquia, se você faz alpinismo, se você é pai de quem, o que te faz a vida, o que te representa. Eu achei superdivertido e importante isso. O clima da cidade muda porque as pessoas querem entender como que você traz qualidade de vida para você, ou seja, o que você faz de hiking, de esqui. e etc, é o que eles estão esperando de volta. A hora que você responde o que você faz, a atividade laboral, eles falam, não, não, não, eu quero saber o que você faz na vida, né, com a sua vida. Superlegal isso, né?
Eu acho que talvez a gente poderia.
Inaugurar, de repente, uma mudança aqui, colocar, ao invés de ser aqui, pai da Ana Beatriz e da Júlia, de repente. ao lado, por exemplo.
Muito legal, muito interessante esse exemplo. Mas Fredão, eu acho que é um bom caso, que bom que esse cliente tenha a sua companhia e eu creio que casos assim, mesmo quando a gente se depara com clientes mais experientes, eu nunca me privo de fazer a mesma coisa que faço com os jovens, com aqueles que são contemporâneos ou com aqueles mais experientes, que é tratar o adulto como adulto e dialogar acerca do que realmente importa, ajudando-os a fazer o download de ideias. Gosto muito desse exercício também.
Pessoal, peço desculpas aqui, a internet está falhando, André.
Nossa, que falhou? Tudo bem, eu repito aqui. Eu comento rapidamente que o exercício que eu gosto de fazer é convidar os meus clientes a fazerem um download de ideias, porque a gente também vive num momento, e eu muitas vezes me vejo assim, me perdido nos meus pensamentos. E eu me encontro nas minhas formalizações. Então, os meus pensamentos me levam para 300 lugares diferentes. E o único produto disso é a ansiedade. E a ansiedade gera depois o seguinte comportamento emocional. O problema está acontecendo sempre do lado de fora.
Enquanto, quando eu coloco as minhas ideias no papel, começo a formalizar, até na direção de o que eu devo priorizar, o que eu devo olhar primeiro, eu tenho percebido que, primeiro, o problema nem é tão grande assim, Eu não me levo tão a sério assim, no final do dia, essa é a grande verdade. E eu começo a me encontrar em algumas, na verdade, poucas alternativas e poucas ações que eu posso ter para tentar realmente impactar de alguma maneira, melhorar aquela situação que eu enfrento. O exercício que eu tenho aconselhado os meus clientes é, para a gente não ficar perdido no campo das ideias, a gente se encontra no campo das anotações, do escrever mais, do formalizar melhor. SWOT é um exemplo disso. Um outro que eu gosto é o jogo da prioridade, que eu aprendi há mais de dez anos atrás com um americano chamado Matthew Kelly, muito fácil de ser feito. Você pode ter dez coisas, você lista, começa com o download, com o escrever, e aí você faz um jogo entre elas, um confronto entre elas. Então você, bom, entre o que você listou em primeiro e o que listou em segundo. Não sabemos ainda se o primeiro é prioridade ou não. Se você tivesse que escolher apenas entre o que está no card 1 e o que está no card 2, é essa a única opção que você tem, não tem que pensar nas outras 8 do total de 10. Quem é que leva, quem é que ganha? Ah, um ganhou, legal. Agora, então, um vai ter que competir contra o card de três. E entre um e três? Você vai ter que escolher apenas entre essas duas. Poxa, três ganhou. Legal. Se três ganhou de um e um ganhou de dois, três ganhou de dois. Então, agora, três vai se confrontar contra quatro. E assim, consecutivamente. Até você ter ali um card vencedor. E aqui é uma estrela norte. É aqui que a gente tem que olhar primeiro. Funciona muito bem. E para concluir, Eu sempre tenho dito também, e tenho buscado praticar, decida e viva a decisão, para que você não tenha que sofrer tanto com escolhas. Quando a gente tem que fazer muita escolha, desprovida de uma decisão, a gente fica tenso em qualquer processo de escolha. Quando a gente tem que escolher a partir de uma decisão tomada, as coisas ficam mais claras e a gente tem mais paz ao fazer isso.
Então, a gente tem que escolher mediante uma decisão tomada. Muito bom, Fradão. Começamos bem aqui o nosso... Opa, ele pintou uma coisa aqui sem querer. Começou bem o nosso podcast. Vamos partir para a Euline agora. Euline, o que você conta para a gente aí da semana passada?
Eu tenho trabalhado uma família, que são meus clientes, já é um casal de mais idade, e eles têm dois filhos jovens, um rapaz de 19 anos e uma menina de 23 anos. Eu tenho tentado também trabalhar com esses dois jovens, fazendo reuniões também separadas com eles. Então eu consegui, algumas semanas atrás, sentar com os dois e mostrar uma série de conceitos de finanças e tentando desafiá-los a pensar no futuro, numa aposentadoria, começar a guardar dinheiro e tudo mais. E a menina, de 23 anos, foi bem reticente, não se mostrou nem um pouco empolgada, diz assim, o papo não a atraiu, Mas o menino de 19 anos, eles moraram nos Estados Unidos, então ele fala inglês, ele dá aula de inglês, ele já recebe um pouco de dinheiro pelas aulas e ele se mostrou interessado em fazer o planejamento. Então eu criei também nas nossas ferramentas um orçamento para ele. e desafiei ele a tentar se programar para fazer uma aposentadoria. Daí passaram-se algumas semanas e a gente se reuniu de novo, só ele. Daí ele pediu uma reunião, falou que tinha que me atender e a gente sentou presencialmente.
Eles são clientes aqui de Campinas mesmo, então eu consigo, não preciso vir online, a gente consegue sentar junto. E aí eu comecei a explicar pra ele as possibilidades que ele tinha de fazer um aporte, de começar a pensar em guardar um pouco, talvez mensalmente, pra poder se garantir aí num futuro. E aí a gente mostrou pra ele alguns tipos de títulos, principalmente no Tesouro Direto, E aí, no meio da conversa, explicando para ele a questão de gerar um estoque e tudo mais, que quanto mais cedo ele começasse, melhor seria e tal. No meio da conversa, ele tem um pouco de dinheiro aplicado, ele ganhou, ele falou assim, vamos comprar um título. E aí, eu achei muito engraçado, porque eu falei assim, vamos, estou aqui para ajudar justamente isso. Eu sei que perdemos um bom tempo acertando o cadastro dele, apesar dele ter cadastro lá no GOV, no IPR, mas para poder acessar o Tesouro Direto. E aí compramos um título lá, eu mostrei as diferenças dos vários títulos que tem e ele, no final das contas, ele decidiu por um título que o vencimento é em 2045. E aí ele pegou metade do dinheiro que ele tinha aplicado e aplicou nesse título e... E daí eu peguei e falei pra ele, né, eu falei, bom, você também agora tem que pensar de fazer aplicações periódicas, né, daí abrimos o orçamento dele, quanto que ele tinha, né, então a namorada dele se muda agora, vai fazer acho que um intercâmbio em Londres, né, eu falei assim, cara, quanto que você vai precisar pra ir visitar lá em Londres, né, ele falou assim, nunca pensei nisso, daí a gente fez um levantamento dele, de que ele precisaria, eu falei, então, você vai precisar separar mensalmente, porque senão não vai dar para você viajar tal dia, um ano que vem ou daqui a dois anos. E aí mostrei todas essas necessidades de pensar e ele se mostrou muito receptivo às coisas que eu falei.
Legal.
Então, de um lado, eu tenho um caso de sucesso, que é ele, um cara que entendeu, apesar de ter só 19 anos.
E, por outro lado, tem uma pessoa de 23 que não acha que isso é importante agora. Então, o meu desafio tem sido...
O que é a postura dela na reunião? Ela declarou, olha, isso para mim, não quero nem mais participar...
Ela ouve e ouve as coisas que eu estou falando. Geralmente, eu levo para o computador, mostro alguns gráficos, algumas planilhas que eu tenho para mostrar justamente essa questão do tempo, dos montantes sendo gerados. E aí ela não faz nada, ela fala legal. Daí acaba a reunião, ela sai e ele fica fazendo perguntas. Quando eu os desafiei a pensarem no orçamento, criei os orçamentos para ele, ele pediu uma reunião só comigo. E aí eu perguntei para o casal se ela também queria, daí o casal falou assim, ó, ela está irredutível, ela não quer fazer faculdade apesar da idade, tem um trabalho lá, trabalho desses de rede social mesmo, de grupos de serviços, tipo um Uber da vida aí, mas é voltado para animais de estimação, mas não tem, assim, perspectiva. E ele não, ele percebeu que, né, Ele tem que tomar um rumo na vida dele, então ele vai prestar um vestibular ainda. Ele tem alguns sonhos. Quando eu falei que ele tinha que juntar um dinheiro para ir visitar a namorada, se ele quiser ir, ele percebeu a necessidade. Falei, então, você vai ter que guardar. Mas o meu desafio tem sido esse. Como? Porque eu não desisti dela ainda. Eu acho que tenho que, de alguma maneira, tentar ajudá-la também. E a mãe deles fez um comentário, só encerrando aqui, que eu achei muito pertinente, porque depois que ele fez essa aplicação no título em 2045, ele comentou com a mãe e falou assim, nossa, mas está tão longe, 2045. E a mãe dele fez isso em comentário, se você tivesse um planejador, se a gente tivesse um planejador na idade que você tem, a gente não teria feito muita besteira que a gente fez. Então, isso foi, para mim, um ponto em que encheu o meu ego.
É bom.
É bom. Fred, deixa eu te colocar uma situação interessante. Como eu te conheço de alguns carnavais, Euline e Michel, o Fred foi um cara muito namorador, ao redor dos 20 anos de idade dele. E Fred, o Euline acha que o cara investiu, mas, na verdade, a única motivação dele foi ver a namorada em Londres. Tem nada a ver com o investimento, viu?
O problema é que ele investiu para 45, né?
Ele quer ver sua namorada no ano que vem.
Talvez tinha que ser um pouco mais, a 45, com sua namorada em Londres, acho que você vai perder o bonde, mas tudo bem. Mas...
Acho que aqui a questão é com o adolescente. De um lado, um cara motivado. A gente ainda não falou muito sobre a natureza da motivação dele, mas parece que ele tem ali alguns eixos dessa motivação apontando para alguma coisa sadia, e também se foi para ver a namorada, nada de errado nisso, ao meu ver, aos 19 anos de idade. Mas ela não. Ela totalmente alheia a tudo isso. Será que ela está precisando de um namorado, Fred, para se motivar? Ou você teria alguma outra sugestão, alguma outra condução para tentar trazê-la mais on board? Como é que você lida com clientes que já não são mais crianças, não são ainda adultos, parece que tem traços de adultecência? O que você tem para dizer?
Olha, eu sempre coloco nesses casos, assim, Auline, seja com mais jovens ou seja com pessoas mais velhas e etc., a ponta de algo que ouvi num TED Talk muito legal do Daniel Goldstein, falando sobre a batalha do eu presente com o eu futuro.
E aí ele coloca num inglês.
Arcaico lá, que até na tradução, ao pé da letra, ele fica até esquisito de você fazer, mas ele faz a tradução, ele fala que abrir mão do poder de decisão no presente, em detrimento ao futuro, está uma das maiores dores da vontade humana. Então, deixar de passar o cartão para pagar álcool, para pensar lá na frente naquilo que você pode e deve fazer pelo seu futuro, É doído, é dolorido. Agora, o exemplo que ele coloca ali é que precisamos caminhar para que o sorriso esteja no nosso rosto ao longo da vida inteira, e não somente agora, porque gargalhar agora vai parecer aquele seu amigo de faculdade que falava bastante besteira para você e você ria até ficar com dor, que você não conseguia sorrir logo depois.
Ou estar triste hoje para só tentar sorrir lá no futuro, ou seja, só ficar guardando, guardando, também não é o correto. Então você tem que entender que é um equilíbrio de sorriso ao longo da sua vida. É um equilíbrio do eu presente com o eu futuro. Talvez colocar um link desse para ela seja importante, seja interessante. Ele fala lá no podcast, no TED Talk, Michel.
Da jornada de Odísseos lá com o navio dele, passando pelas sereias encantadoras lá, e que dizem que ele queria ouvir o canto da sereia, que ele queria, ó, me amarrem em qualquer coisa que eu pedir para vocês, vocês não façam, porque eu quero ouvir, eu sei que eu vou resistir, tal, não dá, não resiste, né? Então fala um pouquinho disso, eu acho que ajuda, essas coisas externas às vezes ajudam, sabe? O livro lá do John Bogle, o investidor de bom senso, fala muito disso, não acredita só em mim, sinta outras pontas de outras fontes, pense nesse futuro, não precisa pensar só lá, mas pense aqui, aqui e lá, não abandone simplesmente um dos lados, tenta entender esse equilíbrio. Eu sempre coloco isso e, muitas vezes, coloco alguma coisa que nós temos de fonte, de conhecimento ou de virtudes ali fora para colocar dentro dessa discussão, até para incentivar a discussão. O que você interpretou dali? Vamos conversar um pouco sobre tudo isso? Isso é um TED que não sai da minha cabeça e eu acho que já vi isso. A primeira vez que eu ouvi, acho que tem oito anos, ou mais até. Talvez a idade da Ana Beatriz, agora com nove. Mas você vê que é uma mensagem tão bacana, que entrou tão bem, que eu relembro de frases de dentro da mensagem ali. Então, acho que isso é super bacana, importante. E às vezes pega, ou minimamente combina com a tua... com a tua colaboração com ela e traz fomento para vocês discutirem e para ela entender, porque a programação própria dela, daquilo que ela quer fazer, vai precisar de planejamento. Não vai precisar de um plano, vai precisar de planejamento. As próximas realizações que ela vai fazer, vai precisar disso. Então, não é que a ação nova tudo se resolve.
Legal, legal, interessante. Michel, o Fredão trouxe essa dia-contribuição na direção do confronto, do embate ou da reflexão entre o eu presente e o eu futuro. E você tem que falar com uma jovem que talvez esteja num momento apático da vida dela, não quer fazer faculdade, não quer falar muito sobre futuro. Os pais parece que também estão ali numa situação de não saber muito bem como lidar com isso. Talvez, grande parte, Eurine, você pode entrar no circuito aqui, muito ocupados também com a sua vida, com o seu trabalho, com a sua agenda, não significa o que são pais ruins, é apenas uma situação que está sobre a mesa.
E você é um planejador de vida, você não é apenas um planejador financeiro que fala, bom, o orçamento está feito, o fluxo de caixa está feito, os planos de investimento dos pais estão acontecendo, paciência. Você, de alguma maneira, percebe uma situação e diz, eu poderia interferir de alguma maneira, eventualmente contribuir de alguma forma. Isso passa sobre a sua prática, ou você prefere se manter um pouco alheio a isso? E se faz parte da sua prática, que tipo de prática você tem proposto em casos assim?
É o Michel ou é o Lini?
É o Michel, é você mesmo.
Ok, desculpa, deu um certo bug aqui nesse momento.
Assim.
Como a gente tem uma natureza, o jovem da nossa década, ele é diferente do jovem das décadas anteriores, cada vez mais tem uma mutação, como ele percebe a estrutura da realidade, Então, já que o Fred citou o Ulisses, qual era a capacidade, qual era a virtude maior do Ulisses? Ele tinha uma capacidade política das mais renomadas e das mais astutas, ele era um astuto mesmo. E acho que eu me valeria dessa virtude do Ulisses e tentaria não entrar profundamente em coisas pesadas, como virtudes, como vícios, como práticas, mas tentaria entrar no universo dela. O universo dela é um universo aqui circunscrito à rede social, a passear com cachorro, tentaria dar um contorno. Tentaria não, mostraria como é benéfico você também ter planejamento para isso. Mas no universo dela, E daria o livro dos sonhos.
Por quê?
Porque a partir do momento, estamos falando de irmãos, e a gente tem exemplos na Bíblia, o Caim e Abel, você tem exemplos de poupadores e gastadores, você tem um antagonismo no traço humano. E também você tem que um hábito é construído a partir da visualização do hábito no outro. Como ela vai ver o irmão? cada vez com sucesso graças ao amparo do Euline. E se o irmão for comunicador, irônico, ele vai dizer, olha, eu cheguei aonde eu cheguei porque eu planejei. E ela se sentir incomodada porque a inveja é um traço humano, ela vai começar a querer mudar o comportamento dela. Mas antes que isso aconteça, eu acho que Se eu estivesse nos calcanhares, não de Achilles, mas do Euline, eu teria uma prática de entender o universo dela. Você está conseguindo quantas visualizações? E se a gente fizesse um planejamento aqui para você conseguir mil visualizações e aumentar a sua receita? O que você acha? Eu tentaria entrar no universo de como esse jovem percebe a estrutura da realidade.
Na óptica dele.
Ótimo. Deixe-me só fazer uma ponta aqui. É ótimo ter a participação do Michel porque, além de tudo, é cultura. Eu carinhosamente aqui coloquei o personagem no grego e ele retribuiu o carinho colocando ele no latim, não é, Ulisses? Então é fantástico.
E o interessante, Michel, é que muitas vezes a gente quer convidar um cliente jovem para o planejamento, mas antes a gente deveria permitir que o cliente jovem nos convidasse para o contexto dele. e depois, então, a gente talvez tentar trazê-lo para uma agenda. Mas, Euline, e você? Como é que você tem pensado aí? Quais estratégias, passos que você tem refletido acerca de como trazer essa jovem para mais de perto? Ou você acha que é o momento de agora... O tempo também tem o seu papel, não é? Deixar ela.
No tempo dela, talvez, se revelar mais interessada no assunto? Como é que você tem pensado em lidar?
Eu tenho trocado uma ideia com o casal, com os pais, que estão muito preocupados com essa situação.
Inclusive, eles pediram sugestão, se eu conhecia alguém que fizesse, algum psicólogo que fizesse teste vocacional, Porque os pais estão insistindo com ela que ela tem que decidir o que vai fazer, com 23 anos. Então, ela não quer optar por uma universidade nem nada, mas os pais têm batido nessa tecla porque ela precisa ter um rumo também. Então, eu não tenho abordado com novas propostas, tenho mandado as mensagens, normais que eu sempre mando, olha, conseguiu usar o cash, está com alguma dificuldade e respeita o silêncio dela. Mas eu acho que, baseado no que ouvi de vocês hoje aqui, eu acho que eu devo tentar fazer essa abordagem, mas esquecer um pouquinho lá do dinheiro mesmo e tentar entrar no mundo dela e perceber. Eu acho que isso vai ser uma boa coisa para eu fazer.
E nessa direção, Eu me recordo de um... Ele não tinha 23, curiosamente tinha 19, mas já concluindo o ensino médio e também com nenhuma motivação, nenhuma direção para a faculdade. E, no caso, ele tinha um irmão mais velho, não mais velho, de 22, quase a mesma situação, mas, nesse caso, de 22, já na faculdade, quase concluindo engenharia e muito motivado, talvez até por ter conhecido a engenharia, com a questão de números e de investimentos e por aí vai. Mas, para esse de 19, o que a gente, então, dialogou E eu sou grato a Deus, talvez, por naquele momento ter tido a sensibilidade de justamente propor para os pais. Não é o momento de a gente trazê-los para o dinheiro, é o momento de a gente entrar um pouco mais no projeto de vida, no que eles se interessam. E o interesse dele à época era por desenhos de anime, aqueles desenhos mais orientais. E ali dentro eu disse que a gente tem que ter um projeto nesse universo de anime, um projeto que apontasse para compromissos. E aí eu disse que o que é um compromisso? É o que você disser que vai fazer, você vai realizar. Eu até pude naquela hora mostrar... Quero te mostrar apenas um trecho de um livro que você já deve ter ouvido falar, não sei se você leu ou não, mas é Gênesis, capítulo 1. Deus diz, Deus faz. Essa é a origem do universo. Deus diz, Deus faz. Deus diz, Deus faz. Deus diz, Deus faz. Porque muitas vezes essa turma, ela tá parada, ela tá inerte. E eu não quero que ela esteja em movimento na direção de uma aposentadoria, isso não vai conectar. Mas num projeto, no universo dela, naquilo que ela curte, talvez, por exemplo, nesse caso, Irine, alguma coisa ligada a cachorros, ao mundo pet, ao cuidado com esses animais, um projeto que requer um compromisso. E depois fazer isso de repetição. Eu sinto, eu creio, pelo menos como esse meu caso aconteceu, ele quis mais disso, ele quis fazer mais disso. Para fazer mais ele precisava de um plano, e o plano contemplava uma faculdade de design gráfico. Mas a gente não falou sobre o design gráfico, ele foi o produto. a gente falou sobre o projeto de anime. E eu entrei um pouco mais nesse universo. O Fred conhece, eu tenho uma sobrinha que curte muito isso também, a Duda Maria Eduarda, filha mais velha da minha irmã. Fiz uma ligação para ela, ela me explicou um pouquinho sobre esse ambiente. E eu, então, me preparei para conversar sobre o que ele gosta, ao invés de prepará-lo para conversar acerca do que eu gosto. E isso me permitiu uma conexão maior e os pais são amplamente gratos. Amplamente gratos. Porque muitas vezes eles estão sem saber o que fazer. E a gente de fora pode auxiliar de alguma maneira. Então eu te apontaria para a direção de um projeto no universo dela. Um projeto que traça compromissos. Eu digo, eu faço. Repetidas vezes. Eu digo, eu faço. Isso vale para todo mundo.
E depois... E, André, lembrando, fazendo uma interrupção muito elegante, desculpa, muito deselegante, mas o cache tem a aba compromissos, que muitas vezes nós não utilizamos. A gente podia utilizar, né?
Sem dúvida, sem dúvida. Cartas de compromisso. Tem também os desafios ali, que a gente pode uma vez... Eu vou me desafiar a alguma coisa, se eu fizer uma recompensa emerge disso. Então, acho que a gente tem que usar realmente essas múltiplas ferramentas aí. Caso interessantíssimo que você trouxe, Olin. Muito legal. Espero que a gente tenha ajudado também de alguma forma.
Opa!
Sem dúvida.
Muito bom, muito bom.
Obrigado aí, gente.
Michel, para você agora ficou um desafio difícil, que é concluir o nosso episódio em 8 minutos e 50 segundos. Com o teu caso, muito rapidamente, você tem 67 segundos para descrever o teu caso da semana passada.
Uma cliente perdeu receita durante quatro meses e o que ela descobriu foi o problema de comunicação com a tia dela, A tia dela que cuida da fortuna da avó, não é mãe e irmã, é tia e avó, e depois que ela descobriu essa questão comportamental e nulidade, a vida dela começou a caminhar positivamente. Diga-se de passagem eu não fui o acelerador para esta conversa. Ela já tem essa proatividade e tudo surgiu uma pergunta o que fazer com uma conta a fechar uma conta de uma previdência do Itaú a fechar o que fazer para ter um dinheiro mais um dinheiro melhor de previdência. Então, através do dinheiro, puxou o barbante da vida.
Mas então era uma cliente com uma relação difícil com a tia.
Com a tia, exato.
Essa tia mais velha, eu assumo, ou não muito...
Não, não sei, mas ela que... Antes, a minha cliente cuidava do patrimônio da avó, E passou agora a tia a cuidar. E ela percebeu que isso foi um grande tiro no pé.
Mas por quê?
Porque a tia revelou-se uma pessoa que não faz bem gestão dos recursos, que está sempre em pé de guerra com a minha cliente, E a partir do momento que ela resolveu essa situação, resolveu no sentido que agora ela está enfrentando, olha que interessante, não que as coisas estão pacíficas, ela está no meio da guerra, mas esse meio da guerra tirou todo um peso para ela cuidar melhor da receita dela, ressignificar um pouco o trabalho de coach que ela tem, agora ela quer entrar na área de designer, E a reunião da semana passada foram as comprovações desses fatos.
Interessante perceber que muitas vezes, pelo que eu entendi do que você colocou, Michel, e pode me corrigir aqui, existe um problema. Problema que envolve família e dinheiro. Alguém conhece sobre isso ou é só o Michel que enfrenta uma situação assim? Mas o fato dela estar enfrentando o problema parece que uma boa parte do problema já está resolvido. Ou seja, não está resolvido de fato. Se a gente for olhar de fora, a mesma problemática, que é o input, está igual durante o processo. O output, não sabemos qual que é. Mas o sentimento da cliente é o simples fato de eu estar na arena jogando jogo já faz o jogo parecer menos intenso, menos agressivo, menos problemático, menos desafiador do que era quando estava só na arquibancada.
Na hora que ela partiu para a guerra justamente para resolver o problema, entretempo.
Surgiu uma outra demanda de receita, porque ela também trabalha com plataformas digitais, estou puxando os barbantes agora, Eu estou tentando.
Ficar em um só e você está me ajudando a beça aqui, mas obrigado.
E a receita está aumentando e agora ela está trabalhando com o namorado dela, na empresa do namorado, como designer e com possibilidade de receber bônus.
Mas de férias ela vai fazer o quê?
Estou brincando, só para você não puxar o papel. E aí, de férias... Vamos ficar na situação da tia um pouquinho. E da tia, é. Talvez a situação aqui seja...
Esse foco é exatamente isso, a partir do momento, então, para sintetizar, a partir do momento que uma pessoa... Essa é a lição aprendida para todos nós, que a pessoa enfrenta o problema, está no processo, mesmo que não tenha resolvido, mas está na guerra, me parece que abre-se o caminho das pessoas.
Eu sinto a mesma coisa.
Aquela ponta dela é agir em direção a uma solução, uma proposta de solução, e não ficar reagindo em relação às coisas todas.
Eu acho que isso conecta-se muito bem com a sua situação também, Fred, do primeiro caso que a gente conversou. Deixe-me trazer o meu livro e depois peço para o Fred concluir. O que você tem encontrado na sua prática? As pessoas estão, talvez... E, por generalizar, é uma coisa um tanto quanto problemática, ou talvez até algo reducionista. Mas nota-se que as pessoas estão numa postura mais de esperar para agir, ou você acha que elas estão agindo? Também a gente fala muito sobre agir e não reagir, mas a gente também tem que falar sobre é ruim agir de maneira errada, é ruim agir com as motivações equivocadas e com as técnicas desaconselháveis. Mas o que você tem percebido mais? O que tem causado, muitas vezes, problema na vida das pessoas? É a ausência da ação? É a presença da reação? Ou, muitas vezes, é simplesmente, isso não é comigo, porque é avó e tia, a relação é mais direta do que avó e neta. Que tipo de ensaio meio filosófico você tem sobre isso, Euline?
Acho que o microfone está desabilitado, Euline.
Claro que eu não tenho o nível de filosofia do Michel, não vou chegar nem perto.
O que eu tenho encontrado, visto, e não é só nos clientes, mas questões familiares também, eu tenho alguns conflitos na minha família para serem resolvidos, que é justamente essa questão da relativização do que é verdade. Porque hoje em dia a gente está enfrentando situações em que cada um tem a sua própria verdade. E aí, cara, assim, Daí tem mais aquele desafio da comunicação, que não é o que você fala, é o que a pessoa entende, aí entorna o caldo. O que tenho tentado, principalmente nos conflitos que tenho, familiares, é tentar falar assim, você está entendendo o que estou falando? Estou falando isso. Não estou falando o que você entendeu, estou falando isso. E aí acho que isso extrapola para todas as situações. Esses dias eu recebi de um familiar um vídeo de um site que fala sobre toxicidade. Fala aí, ajuda aí. Relações tóxicas. Quando o pai faz mal, quando a mãe faz mal, quando o irmão faz mal. Eu nunca faço mal, eu sempre sou bonzinho. Então, assim, a pessoa que me mandou falou assim, olha o que a minha mãe fez para mim. Aí eu falei, não, vou assistir esse vídeo e enumerei. Daí eu voltei à lista do que eu tinha entendido do vídeo e falei assim, a sua mãe fez o quê dessa lista aqui para você? Então, assim, eu acho que é essa dificuldade que eu tenho, de definir a verdade nessas relações.
E aí tentar discutir não em cima do que eu acho que é verdade, mas por trás do princípio de que está em cada verdade, do que é certo e do que é errado. Aí é muito difícil. Acho que é uma tarefa, com essas gerações mais novas, a gente está se pegando nisso. Eu tenho essa dificuldade, ainda não acertei a mão.
Entendi, está certo.
E aí é o que acontece. Eu vou fazer do jeito que eu quiser. E faz.
Até mesmo porque é muito interpretativo. Ela pode ter feito algo para você que... Eu vou citar aqui a ponta... da minha passagem aqui junto a uma questão de tratamento médico psiquiátrico que eu fiz para questões de ansiedade e tudo mais, e a explicação técnica na conversa com o médico, um profissional muito renomado E, cara, indico para quem quiser. Para algumas pessoas, aquela situação é uma bolinha. Quem está vendo o vídeo está me vendo fazer desse tamaninho. Talvez, para mim ou para quem está reagindo diferente, o negócio já começa maior. E começando maior, para extrapolar da razão o sentimento para uma emoção que você não controla, e ninguém controla a emoção em si, é muito fácil. Então o que a gente precisa trabalhar são as interpretações de tudo aquilo que nós... Temos passado para revisitar o nosso comportamento reativo em relação a elas. Lembra, a gente tá falando muito aqui de reação. E as reações importam, porque depois de uma reação, eu tive algumas das quais eu me arrependo profundamente. E não tive a menor intenção de ter aquilo ou fazer daquela forma, ou machucar alguém, qualquer coisa do tipo. Eu nunca machuquei, mas machucar, às vezes, com palavra. Mas você teve. E de uma reação vem um possível arrependimento. Então, de novo, aquela ponta que a gente está falando o tempo inteiro aqui. Reagir em direção a. E não reagir por causa de. E em reagindo, entender qual é a tua perspectiva de reação. O entendimento e a perspectiva daquilo que está sendo interpretado por você. As pessoas hoje estão com um problema de interpretação muito grande. Muito grande. Eu estou para te falar que é um problema até inclusive cognitivo.
É.
Mas é verdade. Não temos que ter meias palavras aqui. Essa questão de tela. Nota. Nota. Não sei vocês, mas notem. o quanto você memoriza melhor escrevendo do que digitando.
Eu voltei a escrever sobre as minhas reuniões. Eu não estou esquecendo nada. E eu estava achando que eu estava esquecendo as coisas. É o processo. A digitação faz com que você emburreça ali na questão memória. Ah, a salva de qualquer coisa eu busco. A memória visual é extremamente importante. A memória interpretativa. A associação que você tem a coisas passadas, para que essas lições aprendidas possam te trazer boas perspectivas.
Eu tenho algum tempo ou o tempo se esgotou?
Não, por favor, já pode fazer o wrap-up do caso e depois a gente só se despede.
A nossa atividade, para quem está nos ouvindo, ela tem uma, vamos dizer, força muito grande, porque ela lida com uma com algo que é uma verdade.
Algo propenso à verdade, que é a abstração matemática. A matemática, nos povos antigos, os números, eles tinham um valor muito sagrado, porque 2 mais 2 hoje é 4,5. Mas para mim sempre foi 4. E por isso que na hora que a gente conduz, e quero mostrar para um jovem, que o planejamento de vida com o número vai te trazer certezas e seguranças. Acho que a gente tem esse trunfo na mão. O que o Ferd falou, que é a questão da memória, cognição e tudo mais, é justamente porque a gente precisa, enquanto profissional, tapar esse buraco educacional que os jovens estão vivendo. mostrar que o número tem uma força muito grande para a sua vida e ele pode moralmente te edificar. Como fazer isso passa pela humildade que o Irine está falando, porque hoje todo mundo tem uma interpretação. Então, o que o Irine sente, eu também sinto que é uma tarefa hercúlea o que a gente tem que fazer daqui para frente. Mas acredito que, Neste caso, a gente não pode ser tão bonzinho, a gente precisa ser com essas gerações um pouco duros a ponto de eles não espanarem, mas a gente não pode deixar que eles façam do jeito deles, porque não é um jeito certo.
Bem colocado.
É isso aí. E já que tem uma geração que se importa muito com a questão visual, o visual importa bastante, é muito chamativo isso, a gente pode buscar a referência de que, sim, a beleza é matemática. A beleza está na proporcionalidade, e proporção é matemática.
Michel, acho que o teu caso, aqui agora para a gente encerrar, pessoal, traz, acho que de um lado, pode parecer que a conversa ela foi desprovida, por exemplo, de elementos numéricos, matemáticos e de planejamento financeiro, mas não. O que a gente pôde apresentar aqui é como que muitas vezes a gente também tem que adicionar esse aspecto mais de reflexão, na direção de agir, de entender os relacionamentos, conjugado, conjugado, conjugado com os números. E quando eu digo conjugado, é justamente para E que isso fique amplamente claro, não é um mais importante do que o outro, mas é a gente realmente encontrar que na soma desses dois aspectos, cuidar da vida e cuidar do dinheiro, é que a gente multiplica o valor que a gente pode entregar para o cliente. Muitas vezes a gente também tem que reconhecer um cuidado que a gente tem que ter de não supervalorizar o aspecto life, life planning em detrimento do aspecto técnico monetário de planejamento. E talvez quem esteja escutando a gente não deveria colocar todo esse aspecto mais filosófico, conceitual, reflexivo na caixinha do é bom ter. Não é bom ter, é fundamental possuir, se você de fato deseja se tornar um verdadeiro planejador. Turma, a gente extrapolou um pouquinho aqui o horário hoje, uma hora e sete, mas ok, o papo foi bom. A ideia é não ir muito além disso, então eu começo aqui a agradecer a participação do Fred, do Michel, do Euline. Obrigado, turma, por mais um bom bate-papo aqui.
Valeu? Pode falar. Valeu, pessoal.
Obrigado.
Um abraço para todo mundo. Muito bom. Tchau, tchau.
Valeu, Filipe.
Um abraço.
Até o próximo. Tchau, tchau.
Até uma próxima.
Tchau, tchau.
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