AAP | Ep002: Ajudando o cliente no plano de carreira, gestão do tempo e frustrações com o orçamento.
13 Sept 2022 · 61 min
André Novaes, Frederico Gonçalves, Andressa and Thiago Botelhos discuss how financial planners help clients redesign careers and spending habits. They share cases of clients leaving jobs and a psychiatrist balancing two careers, then walk through time-blocking and manual expense tracking to reveal emotional patterns before automating anything.
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André Novaes, Frederico Gonçalves, Andressa, Thiago Botelhos.
59 minutes 30 seconds.
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Ajudando os verdadeiros planejadores e planejadoras a ter maior clareza, mais clientes e a se tornar a melhor versão de si mesmo. Este é o podcast da Academia de Planejadores.
Olá, seja muito bem-vindo ao segundo episódio aqui do nosso podcast A Arte do Planejamento. Eu estou aqui na companhia do meu co-anfitrião, Frederico Gonçalves. Fred, como vai? Tudo bem?
Tudo bom? Bom dia. Bem-vindos. Super legal receber o Thiago e a Andressa dessa vez aqui. Eu mudei um pouquinho o visual aqui, vamos ver se fica melhor para todo mundo ver.
Muito bem, muito bom. Bom dia, boa tarde, boa noite, né, queridão? A gente não sabe que horário que a turma vai estar escutando isso ou assistindo, mas a gente está de manhã aqui gravando, então o bom dia faz total sentido. Deixa eu dar as boas-vindas à Andressa e ao Tiago. Andressa, primeiro para você, bom dia. E rapidamente, quem é você? O que você faz? Conta um pouquinho da gente.
Bom dia, time. Eu sou a Andressa, sou planejadora live há mais ou menos um ano e cliente. Então, hoje estou ansiosa para bater esse papo e contar um pouquinho sobre a minha experiência para vocês.
Muito bom, seja muito, muito bem-vinda. Thiago, como é que você está? Tudo bem? Bem-vindo.
Bom dia, bom dia. Uma alegria, um prazer também estar aqui com vocês. Thiago Botelhos, então, planejador live há dois anos e meio e espero batermos um bom papo aqui hoje.
Muito bom, muito bom. Turma, para a gente ir aquecendo os motores aqui, só destacando, então, quem está podendo, se você quiser, você pode também ir no nosso canal ali no YouTube e ver a gente tendo esse bate-papo, além de poder escutar a gente tendo essa conversa. E se trata efetivamente de uma conversa entre colegas, aqui somos quatro planejadores, é uma roda de conversas, momento no qual a gente quer abordar casos reais e a gente eventualmente traz essa perspectiva, como é que foi a semana? Eu vou contar um pouquinho, o Fred vai compartilhar um pouco, a Andressa e o Tiago também. A gente deseja que isso seja uma grande troca de experiências e como objetivo central que você que está assistindo a gente possa a compreender o caminho que a gente busca de maturidade, de conversas profundas e como é abrangente a atuação de um verdadeiro planejador financeiro. A gente quer fazer isso te convidando para estar com a gente nessa conversa, para participar efetivamente do que é o mundo real. E a gente chama, então, isso de a arte do planejamento. É um bate-papo contemporâneo acerca do que acontece no nosso dia a dia. Então, para a gente já começar essa conversa.
Eu brinquei no primeiro episódio que se o Fred tinha algum caso, era um caso com lagostas, camarões e etc., porque ele estava de folga, mas eu sei que ele voltou com força total na semana passada. Então, meu querido anfitrião, o que você conta para a gente? Como foi a sua semana passada? Teve algum highlight?
Acho que se talvez eu for falar de um highlight, vai ser a quantidade boa de reuniões que eu tive, uma agenda intensa, mas foi muito bacana, porque boas interações. Eu acho que se eu tomar uma única só como base da semana passada, vai ser até pouco, tá? Tive conversas muito interessantes e mais profundas aí com alguns clientes que estão há mais tempo e que acabaram Nós acabamos nos reunindo na semana passada, que já estava marcada há um tempo, e foi muito bacana. Eu acho que, se eu puder trazer o highlight principal, é o casal de clientes que saiu recentemente, numa decisão pessoal junto com a empresa, da empresa. Teve um bom pacote de saída, com orientações.
Uma recolocação e etc. E ela, como boa profissional do mercado, está recebendo diversas, né? Diversos convites, diversas oportunidades. Mas o mais bacana foi, na semana passada, conversarmos sobre o projeto dela que não é voltar para alguma coisa corporativa e sim ter o negócio dela, o negócio consultivo dela, né? a reafirmação ao longo da conversa de que o plano é esse e não vai mudar por nenhuma ponta financeira, vamos falar assim.
Mas, Fred, calma aí. A gente, como planejador financeiro pessoal, deveria estar falando dessas coisas que são importantes para a vida da cliente? Cara, e aquele bate-papo sobre quantos por cento do CDI está a carteira dela, se ela está com investimento adequado, se a alocação está boa ou não. Será que você sabe que você é planejador financeiro ou você esqueceu? O que aconteceu semana passada?
Justamente por eu ser planejador financeiro, mas não só planejador financeiro, mas planejador de vida deles, é que esse papo aconteceu. Então, por isso que eu trouxe ele. De novo, falei para vocês, talvez não um único highlight, seria ruim falar para os outros que só trouxe esse caso, mas eu acho que esse é um caso mais emblemático até, né? Porque efetivamente foi, ela saiu com um bom pacote, a parte financeira, ela, ok, está tudo bem, está encaminhada, E agora vamos decidir por o seguinte, eu não quero tomar a decisão para o lado financeiro de qualquer proposta que eu vá receber, porque o nível dela é nível de diretor, então vocês podem imaginar as cifras que vêm a valor dela e ela, de forma muito coerente, falando assim, o projeto é esse, é outro.
Acho que a Adressa quer te fazer alguma colocação.
É, não, eu tô achando super engraçado porque as pessoas compram o nosso trabalho como mais um profissional que vai decidir aonde ela vai colocar o dinheiro da sobra do novo trabalho. Mas eu fico feliz porque, na verdade, com quem ela falaria, né? De uma forma mais robusta. Eu acho que o trabalho do Fred, de conversar com ela sobre, tá, ok, mas quais são os seus objetivos, pra onde você quer chegar, como que nós vamos construir isso, sem pensar nessa parte tão numérica, mas pensando mais nela como pessoa, que eu acho que fica aquele papel, eu converso com quem? Muitas vezes o cliente fala, com quem eu vou conversar sobre isso? sobre tirar essas dúvidas, eu falo com meu marido, que não tá dentro do meu ambiente de trabalho, eu falo com um parente, e aí que entra o planejador adotado, que é aquele cara que vai falar com ela sobre tudo que for preciso. Eu tô achando divertido, porque é a primeira pergunta que as pessoas me fazem, então eu tô achando ótimo isso.
Tiagão, para te trazer para a roda de conversa aqui, depois eu quero escutar a perspectiva da Andressa para a mesma pergunta. E aí, Tiago, o Clint diz, preciso aqui de um bate-papo sobre minha carreira e você é meu planejador de vida, como o Fred bem destacou, que usa o planejamento financeiro pessoal como alicerce para esse projeto de vida. E aí, o que você faz com o cliente? Você viu que aqui é uma roda de conversa meio que no pinga-fogo. Pinga-fogo, sim. O que você faria numa situação dessa, Tiago? Como é que você lida com esse contexto? Andressa, vai aquecendo o Gol-Gol, que logo depois você é quem vai dizer para a gente.
Então, é curioso, porque isso me faz lembrar de uma situação bem recente que aconteceu, onde um cliente, um médico, psiquiatra, estava querendo organizar a sua própria agenda e, ao conciliar duas frentes de trabalho, tanto uma mais na área educacional, outra mais na área de consultório, e aí, a partir disso, a pessoa, no caso, queria organizar melhor a carreira, não sei se é que eu dou mais atenção para uma atividade, eu estou precisando dar mais atenção para uma outra que está vindo mais à demanda, e isso surge a partir do momento que a gente começa a entender melhor aquilo que está de fato por trás da receita, por trás daqueles recebimentos, por trás daquele incômodo que de repente uma parte da atividade toma um tempo enorme e não traz nem a questão da remuneração com uma satisfação, nem também a questão mais de satisfação pessoal, de realização pessoal ali dentro da atividade. Então isso vem de uma forma tão colada e intrínseca e acaba sendo algo muito relevante da gente poder tocar nesses pontos e ajudar, de certa forma, o cliente a perceber que, de repente, sim, é preciso fazer ajustes e esses ajustes não só vão trazer um certo benefício adicional do ponto de vista de remuneração, como também da questão de alocação de tempo. Então, essa questão de de trazer desafios da carreira acaba sendo bem interessante. E eu vou só complementar com um exemplo mais específico. Uma coisa que ficou bem interessante é que a pessoa tinha um senso de generosidade incrível. Isso também é outro fator muito interessante quando a gente consegue ser inspirado pelos clientes. E a pessoa queria dedicar parte do tempo para atender pessoas que têm uma condição é não tão é talvez privilegiado do ponto de vista de fazer os pagamentos mas ela queria dedicar parte da agenda dela para poder efetivamente poder cobrar menos porque não e continuar atendendo essas pessoas. A gente trouxe a ideia do conversando e trouxe a ideia do por que não de repente alocar um pedaço do seu tempo e talvez fazendo uma analogia que usar o dízimo do seu tempo para poder dedicar a essa parte da atividade. E isso fez com que ele brilhasse o olho ali e pudesse de alguma forma sair daquela reunião com essa ideia de que a pessoa realmente podia trazer satisfação ali, uma remuneração mais robusta nos 90% do tempo, mas os 10% de tempo que a remuneração é menor, traz ainda assim um senso de satisfação enorme. Então poder trabalhar e conversar sobre esses assuntos é realmente incrível.
Joia, o Thiago entrou bem na arena, bem aquecido. Mas, Thiago, daqui a pouco eu quero voltar para... Acho que você deu um bom panorama do que a gente pode fazer. Eu quero te convidar a uma camada mais profunda do como você efetivamente conduz essas conversas, de maneira bem prática, se é possível. te colocar tanto contra a parede assim. Andressa, e você? Já aqui no Papo Mais Profundo, um cliente te aborda na direção de questões relacionadas à carreira, plano de carreira. Como é que você conduz essas conversas? Como é que você... exercita sua arte como planejadora num contexto de conversas acerca de carreiras?
Acho que, no começo, tento entender não o que ele está me dizendo, mas o que ele sente sobre aquilo que ele está me dizendo. Porque, às vezes, é como o Tiago falou, existe uma insegurança sobre o movimento. E essa insegurança muitas vezes acontece por falta de clareza, falta de informação. Então, eu tento acolher o cliente de uma forma com que ele sinta que ele pode tomar qualquer tipo de decisão, porque nós sabemos quem nós somos. Então, eu tento mais puxar ele para descobrir o eu dele, um papo muito mais comportamental, muito mais quem você é, o que você gosta, o que você deseja, para onde você quer ir, e entender se o comportamento financeiro dele se encaixa com o desejo interior. E aí eu vou trazendo esse cliente para o objetivo de ir para o caminho do meio, né. Nem sempre para um lado, nem para o outro, mas sempre do caminho do meio. E, normalmente, os clientes já estão nesse processo. Eles só precisam de segurança. Então, se sentirem mais à vontade pra pensar. Porque depende do nível do cliente. Eu tenho alguns casais que têm filhos e só tem uma coluna financeira na família. Então, muitas vezes, esse cara se sente muito preso em pensar. Aí eu não posso nem pensar nisso, porque a minha família depende de mim. mas a felicidade da sua decisão é um contexto familiar mesmo. Então, numa roda de conversas é tão legal, porque às vezes eu pergunto, você acha que o seu marido é feliz no que ele faz? E a esposa fala, olha, eu achei ele estressado. E ele diz, mas eu sou estressado porque eu não gosto muito do que eu faço, eu queria fazer isso. Ela diz, ok, como nós podemos fazer isso juntos? Porque já rolou um casamento financeiro, já rolou um bate-papo de quem nós somos, já rolou uma clareza, então eu vou conduzindo os dois para que eles, juntos, decidam como um time para onde eles querem ir. E aí, muitas vezes, esse passo acontece de forma leve. sofrem, mas eles entendem o sofrimento, eles sabem para onde eles estão indo, mas eu tento conduzir de uma forma mais em conjunto, como se nós fôssemos um time. Eu tento fazer ele pensar que as decisões são dele, a felicidade é dele, individual, mas como é familiar, vamos entender juntos como nós fazemos para chegar nisso, porque ele vai precisar de um apoio. Quando a pessoa é solteira, não tem esse dependente, o papo é muito mais de vamos nos desafiar. O que está faltando no que você tem hoje?
Bacana, acho que é uma boa maneira de abordar. Fredão, volta aqui para a conversa. A gente faz a roda aqui girar. Enfim, mais de uma década enfrentando esses desafios. tem uma linha mais central, claro que uma linha não na direção de um trilho, mas de uma trilha. a partir da qual você busca abordar esses assuntos, você tem uma... Talvez eu queira explorar aqui alguma conduta, não necessariamente uma cartilha que a gente não possa sair dela, mas como é que você aborda, cara, quando o cliente te traz? De maneira mais prática, você tem algum exercício que você propõe? Você tem alguma pergunta-chave que você apresenta? Alguma reflexão central que você o convida a fazer?
Pensando para esse lado, dessa forma como aborda, sinceramente, tenho uma naturalidade tão grande na conversa com os clientes e colocar essa intimidade necessária para o trabalho. Obviamente que você não tem a mesma com todos, mas tento colocar da mesma forma para todos, a interpretação vai de cada um, em como deixa, até onde vai, mas tento sempre extrapolar um pouquinho os casos para algumas coisas que aconteceram comigo ou com pessoas próximas ou com outros clientes e tentar dar exemplos de como a gente pode pensar isso tudo, tá? E tento trazer exercícios ali, mas de forma mais falar num processo a ser feito, o exercício de priorização, o exercício de onde você enxerga estar na sua melhor versão, o Life Lens é um exemplo disso, a gente pode usar ele, você pode usar o Life Lens dentro do Life Cash para a semana ideal, dia ideal, enfim, a agenda ideal da família. trazendo todo mundo para uma reflexão, porque principalmente quando é o grande atendimento nosso, que são as famílias, quando é o público família, precisa estar todo mundo comprado na ideia também. a sensação de que é de um só, fica meio que... E aí, efetivamente, precisa de apoio, precisa de compreensão ou precisa de cumplicidade em tudo isso. E a gente só consegue isso, assim como as pessoas já têm as relações delas, lá a gente tem que entrar nessa relação com eles. Não é um atendimento, é um relacionamento junto ao cliente. Então, eu tento dar essa profundidade para as interações.
Exemplos, etc., e ir caminhando com a ferramenta.
Joia, joia. Dois bons eixos, exemplos e também algumas dessas ferramentas. Tiagão, te dei um bom tempo para pensar o que você tem feito num eixo mais prático, numa conduta mais prática, quando o cliente te traz alguma coisa de carreira. Tem alguma coisa para compartilhar com a gente?
Sim. Uma das atividades e roteiros e ferramentas que eu acabo fazendo uso bastante frequente tem a ver com aquela ideia do agenda em blocos Então quando a gente pensa na alocação do tempo a gente necessariamente está pensando na e refletindo a gente passa a refletir sobre o que de fato a gente está investindo tempo investindo energia investindo. Então assim quando a gente quer o agenda em blocos no final das contas é você realmente ter uma visão da sua semana, enxergar efetivamente quanto tempo, quantas horas ali é dedicada a determinada atividade, seja atividade profissional, e mesclando obviamente isso com aquilo que faz parte da vida pessoal, familiar, do tempo de lazer e descanso. e enxergando esse panorama isso ajuda efetivamente a trazer uma reflexão ajuda a perceber que a pessoa de repente está tendo praticamente zero possibilidade de respirar na semana e isso está trazendo.
Um sofrimento porque a pessoa não tem tempo nem de pensar naquilo que pode mudar na sua forma de conduzir a atividade. Então uma das coisas que eu tenho percebido é que de fato conversar sobre como a pessoa aloca o tempo Isso faz total diferença depois, para que ela também possa tomar melhores decisões com relação à questão financeira.
Joia, muito bom, muito bem. Achei muito legal, a minha única contribuição nesse ponto sempre que eu recebo esse assunto, acho que o Fred foi muito feliz ao comentar, porque eu sou um planejador de vida, é que eu abordo. Então, já tem aqui um convite para ampliarmos o exercício dessa nossa arte. Porque eu sou é que eu falso. Há uma relação aqui direta. Eu sempre gosto de abordar uma reflexão que é sempre muito interessante, na direção de, já que há um evento profissional que nos convida a refletir, que a reflexão também passe menos sobre a profissão e mais sobre a vocação. Tentar aproveitar esse momento para que a gente converse sobre o exercício da vocação e não apenas o próximo passo na profissão. E isso amplia a nossa possibilidade de intimidade, de amadurecimento, de conhecimento com o cliente. E aqui eu só vou reiterar também os exercícios que eu uso. Para quem não conhece, LifeLens é uma suite de exercícios que a gente tem dentro de uma plataforma que a Life usa justamente para ampliar a visão de forma prática do Kant acerca de como as coisas estão no seu grande projeto de vida. E a agenda em blocos, um baita exercício também, esse a gente explora de maneira mais contundente no contexto do CEP. Basicamente, a agenda em blocos, para quem não conhece, é o orçamento do tempo. A gente fala muito que tempo é dinheiro, então é correto dizer que dinheiro é tempo. A gente faz o orçamento do dinheiro, mas muita gente não faz o orçamento do tempo e não segue esse orçamento do tempo. Então acho que a gente teve aqui uma boa conversa a partir desse highlight seu da semana passada. Fred, obrigado por trazer. Dressar, e você? O que você viveu na semana passada que você pode compartilhar com a gente?
É engraçado que a minha atividade da semana passada divertida foi com relação à agenda em blocos, né? Porque eu tenho uma cliente que ela tem muita dificuldade. e engajar no nosso processo etapas. Ela adora o trabalho, ela meio utiliza para várias coisas, mas ela tem algumas dificuldades, que ainda ela fica andando em círculos. E depois de cinco meses juntas, eu cheguei para ela e falei assim, essa reunião a gente vai fazer uma reunião do seu orçamento da sua agenda, do seu tempo. Ela achou super estranho.
Não ficou muito confortável no começo, porque ela queria falar sobre outras coisas. E quando a gente montou a agenda dela efetiva, Tiago, você não acredita, ela ficou assim... Não, essa pessoa não sou eu.
Foi difícil para ela se enxergar. E depois foi muito mais fácil para ela entender o porquê que ela não conseguia fazer algumas atividades básicas do processo. Então eu acho que convidar o cliente para ver uma visão dele que ele não imagina que exista, tira ele um pouquinho. Existem algumas conversas difíceis, foi uma reunião difícil, uma reunião para ela complicada, mas ela foi apresentada por uma personagem dela que ela não conhecia.
Qual a parte mais difícil dessa conversa, Andressa, que você lembra? Algo que ela disse, algo que ela revelou? O que você conta para a gente em termos práticos?
A parte mais difícil para ela, não vou ter 100% de certeza dentro dela, mas...
A tua percepção.
A minha percepção é dela ter dito, não, mas não funciona assim. Não, eu não sou assim. É uma pessoa que estava muito dedicada a não trabalho. A queixa dela é que ela não conseguia se desenvolver com algumas coisas porque ela trabalhava muito. Mas, na verdade, a agenda dela era super livre para o trabalho e muito focada em apagar incêndios familiares. Só que como é um padrão que ela já vem trazendo e para ela é normal.
Quando ela se enxergou não se reconhecendo, ela se emocionou e falou, nossa, eu me dedico tanto para os outros e estou esquecendo de mim mesma. Então, eu não tenho tempo de fazer isso, porque eu trabalho muito. É uma profissão complicada, eu tenho muitas atividades. Então, a parte que ela mais gosta, que é dar aula numa universidade, ela faz uma vez na semana. E o engraçado é que no Cash, ela é superacida nos registros. Então, no Cash, eu consegui identificar com ela um dia na semana específico que rola um gatilho emocional e ela gasta.
Olha só. Deixa eu dar uma pausa aqui, Andressa, até para trazer o contexto para quem está ouvindo ou assistindo a gente. Cash é o sistema da Life, é a plataforma tecnológica da Life. A gente convida os clientes, por um período, a fazer o input manual dos registros, dos gastos, como a Andressa está colocando. E, Andressa, conta um pouco agora para a gente desses gatilhos que você percebeu. Como é que você fez? Como é que a ferramenta te ajudou? E olha só, minha pergunta é difícil. O que você vai fazer com isso que você aprendeu agora?
A ferramenta me ajuda muito a ter clareza no processo do mês da pessoa. Então, eu consigo ver os lançamentos dela. E é engraçado que ela dá aula de quarta-feira, que é a atividade que ela mais gosta. Terça-feira é o dia que ela dá muitos atendimentos, num lugar que ela não gosta, numa prefeitura, ela tem dificuldade com o ambiente, ela achava que era uma segurança, então existia aí umas crenças com relação a essa parte. Só que toda quarta-feira, Desculpa, na terça-feira, ela atendia na segunda, né? Toda terça-feira era um dia que ela não tinha muitos registros do sistema, e quando era quarta-feira de manhã, ela registrava várias coisas ao mesmo tempo. Então, o que acontece na terça-feira tarde, que você fica ausente, você dorme porque você tá cansada? E o que acontece na quarta-feira que você está dando aula, só que a aula começa a partir da uma? O que acontece na sua quarta de manhã?
Então, a resposta foi, terça-feira eu vou para o shopping para descansar da segunda-feira, que é um dia que eu não gosto de trabalhar. Ou eu vou para a casa dos meus familiares. Então, ela incorpora o sensor de urgência das pessoas.
E devolve para o mercado, para o shopping, para a farmácia, para os itens que vão entrando na vida dela durante aquele dia, as frustrações que ela teve na segunda. E na quarta-feira, que ela toma café da manhã numa padaria que ela adora, é o momento onde ela senta e ela se reconhece. Só que na terça-feira ela não registra, porque ela tem vergonha de dizer o que ela fez.
Então, na quarta, ela sofre. Só que como ela é muito regrada a números, é uma pessoa extremamente metódica, ela não consegue ficar sem registro. Então, ela registra na quarta.
Fizemos uma atividade.
Vamos pedir um afastamento desse trabalho para uma férias.
Vamos ver como você se comporta, porque ela tem direito.
A agenda em bloco delas de hoje, porque aconteceu na semana passada, tá muito divertida, porque ela me mandou um print assim, eu não tenho atendimentos na segunda, só que eu enchi a minha semana inteira de atendimentos durante a semana particulares. Então, provavelmente ela vai conhecer uma rotina diferente. E aí o meu trabalho vai dizer assim, tá tudo bem, mudanças são importantes. O orçamento tá funcionando. Vamos funcionar aqui e aqui emocionalmente. Foi pra ela uma semana muito difícil dela se reconhecer assim, se enganando, mentindo pra ela mesmo. Por que eu não compartilhei isso comigo? Meu Deus, ninguém pode saber disso. E tá tudo bem, é só uma versão de você diferente daquilo que você imaginava. E a ferramenta é muito boa, porque marca o horário para a gente, qual é o lugar onde ela foi, o que ela estava fazendo. Muitas vezes ela se confundia, colocava itens de roupa, usuário, na padaria, porque ela estava lá, o subconsciente dela. Então eu falava, mas como você comprou sapato na padaria? E aí a reunião ficou divertida, porque ela falou, meu Deus do céu, como eu consegui fazer isso comigo mesma?
Fredão, se prepara aí. O Fred, como o cara que lidera e traz o Cash pra gente, deixa eu te perguntar, Fred, você tinha noção de que o Cash ajudava as pessoas a eventualmente perceberem lacunas ou fortalezas na sua identidade? Você tinha um pouco dessa expectativa? Já passou por alguma situação semelhante a essa? Entra na conversa, que a gente quer escutar o pai da criança agora falando.
Eu não só tive, como continuo tendo experiências em relação a isso. A Andressa Acho que já me ouviu falar da história de uma cliente que era nítida e claro que, por exemplo, o gasto dela no salão de beleza tinha muito mais a ver com uma necessidade pessoal dela do que qualquer outra coisa, porque toda vez que ela gastava, ela lançava e toda reunião ela lamentava demais comigo, ela focava muito a reunião naquele ponto. Então, Fred, Está tudo certinho, mas olha o que eu fiz aqui. Está tudo certinho, mas olha o que eu fiz aqui." E eu sempre defendo para todo mundo o seguinte, eu preciso avançar tudo certinho, local, tal, para a gente começar a identificar quais são os hábitos. E aí, numa conversa que eu pude ter com ela, chamando para essa ponta da reflexão, eu falei assim, mas e aí? Te incomoda tanto, mas, ao mesmo tempo, constantemente está aqui, a cada X período. E foi bastante impactante pra mim, porque ela declarou o seguinte, Fred, sabe qual foi o grande problema? Depois de uma separação, depois de uma filha que já tá na idade de faculdade, que não tá mais comigo o tempo inteiro, etc. Esse é o único momento onde alguém cuida de mim. E eu queria te colocar isso, porque eu sei que você nunca criticou esse meu gasto, mas sempre me chamou atenção em relação a ele. Por quê?
A gente não faz para eles e nem por eles, nós fazemos com eles. Então, a gente tem que construir, mesmo não fazendo sentido para nós, a gente tem que entender quanto faz sentido para eles e entender o que atrapalha ou não com aquilo que eles querem. Então, se for para gastar naquilo, ela tem que ajustar. E ela falou, eu me senti tranquila em abrir isso para você, porque você nunca criticou de forma efetiva isso, você só...
Ela decidiu, Fred, eu vou fazer alguns testes, vou mudar algumas coisas, e tivemos um papo bastante profundo em relação a... não é ali que iam cuidar dela, ela teria e precisaria dedicar mais tempo para ela mesmo, ela. Ela estava terceirizando isso, porque ela estava se bloqueando para um monte de outras coisas na vida que ela queria e que ela estava simplesmente indo ali para... Então, sim, esse eu acho que é o caso mais emblemático, que eu posso citar, mas sim, o Keshe fala muito para a gente.
Muito bom. Tiagão, entrar na conversa aqui, e te convido para entrar na conversa da seguinte forma. Muito claro, a necessidade que um planejador tem no exercício da sua arte, da sua atividade, um tempo de qualidade olhando o orçamento. Algo que muitas vezes não é sequer comentado. Na cartilha do planejamento financeiro, nos encontros tritípicos de planejamento financeiro, rapidamente a conversa vai para investimentos, alocação de ativo, mercado e etc. E eu sei que você é um cara muito organizado na direção de também cuidar da estrutura das suas reuniões. Como é que você prepara as suas reuniões, Tiago, para um olhar cuidadoso no uso do dinheiro, no orçamento, nas decisões e escolhas que os seus clientes fazem? Como é que você organiza isso? Você tem um tempo mínimo para isso? Conta um pouco para a gente como é que você cuida dessa parte.
Essa é uma parte bem relevante mesmo do nosso trabalho. Definitivamente, o que a gente faz e o que a gente entrega vai muito além daquilo que acontece durante duas horas de reunião, por exemplo. Efetivamente, existe não apenas um trabalho contínuo ali de...
De aprimoramento por parte individual de cada planejador, da minha parte não é diferente, mas existe também um preparo específico para cada um dos atendimentos. Agora assim, qual que é a minha base? A minha base é, uma vez que se inicia um relacionamento e se inicia uma parceria com determinada família, um cliente, Inicia também uma história de parceria. E essa história, que é uma linha que está sendo construída, ela tem as suas conexões. E a gente vai construir a reunião necessariamente em cima dessa régua. E é uma régua completamente personalizada, é uma régua completamente individualizada e customizada para aquilo que é o contexto familiar. E isso tem duas implicações. Uma, que absolutamente nenhum planejamento se torne igual ao outro. E a segunda implicação é, a partir dessa questão, como é que a gente faz para se organizar e se preparar? A gente vai ter que fazer horas e horas de preparação para cada reunião. E aí que entra também aquilo que a gente tem em termos até de metodologia. Então, uma metodologia muito bem estruturada nos torna capaz de, primeiro, saber muito bem a sequência das etapas que vão ser cumpridas ao longo do processo. Nos ajuda a guiar, de alguma forma, quais são as conversas que não podem faltar ao longo das reuniões. E aí o tempo de preparação se resume não tanto com relação a quais ferramentas serão utilizadas, mas se resume realmente ao caso particular que está ali sendo endereçado. Então se resume, por exemplo, dentro de um contexto onde a pessoa precisa tomar uma decisão com relação a uma adesão de aposentadoria, que eu vou dar um exemplo bem específico para entender. Então se existe essa necessidade, porque existe uma janela de decisão.
Essa atividade dentro de uma metodologia que já está estruturada, meu tempo de preparação vai ser justamente poder identificar ali o contorno, seja técnico, seja de contexto de vida, para que na hora que a gente chegue para uma reunião, a gente não tenha necessariamente as respostas, mas a gente tenha minimamente as perguntas importantes e necessárias para serem feitas. E o mais interessante é que, no fim das contas, a partir dessas perguntas, a gente não só faz o cliente, de repente, redirecionar os caminhos, mas também nos retornar com mais perguntas. E é interessante perceber que, no final das contas, a reunião acaba não necessariamente com a decisão final, mas sim com tanto de novos horizontes para serem pensados, refletidos, amadurecidos, para que ao longo do processo, novamente, a coisa aconteça. E as decisões sejam tomadas entre as reuniões também, porque a vida está acontecendo, só que a gente está dando os caminhos para isso.
Muito bom, muito bom.
A gente marca aqui, preparamos as reuniões, mas quantas vezes a reunião não segue, naquela página preparada. Então, existe uma... É importante a gente falar que existe uma agenda que o leitor também pode propor, mas ele tem que ter a sensibilidade, como o Thiago está falando, de encaixar as questões dentro daquilo que você se prepara. E o mais importante é que... Nem todo preparo vai te preparar para algumas coisas que virão, mas o mais importante é que você esteja de coração aberto nesse atendimento, para entender, se colocar ao lado do cliente e começar a ajudar ele a construir, você não precisa dar respostas imediatas ali, é uma construção de uma solução, uma construção de reflexões, etc. Então, não existe uma regrinha.
Que forma a unha mágica que vai resolver tudo, né? Andressa, Thiago e André estão aqui para não me beijar. Mas o mais importante é que se você estiver preparado, de coração aberto nesse seu atendimento, você vai conseguir se colocar ao lado para ser o guia dessa família.
E aí, Fred, acho que você tocou um ponto-chave aí, né? Porque a questão justamente não é essa. A preparação da reunião, não é sobre preparar as respostas para dar aos clientes. É preparar o caminho de construção em conjunto. Acho que...
É isso aí.
Muito bom, muito bom. Eu enxergo a seguinte visão, ou talvez a analogia. Talvez para dar um exemplo aqui que muitos possam se conectar. Fato é que todo cliente está em um lugar. Então vamos dizer que todo cliente está em São Paulo. O fato também é que a gente consegue conversar com eles e a gente chega a um objetivo, que é chegar no Rio de Janeiro. É muito saudável que, em algum momento na história, talvez há dezenas de anos atrás, alguém ou pavimentou uma estrada, caso a decisão seja ir de carro, ônibus ou moto, ou alguém determinou que a linha aérea seria de tal forma. Reparem, mesmo que o nosso cliente seja dono do avião, Ele não pode ir de qualquer jeito de São Paulo para o Rio de Janeiro. Há uma trilha para ser seguida. Essa é a relevância de uma metodologia. Ele quer ir de bicicleta de São Paulo para o Rio de Janeiro. Dá para ir, dá. É bom a gente saber e ter a maturidade de que vai levar um pouco mais de tempo. Mas ele pode, sim, ir de bicicleta. Agora, mesmo de bicicleta, ele não pode ir por qualquer caminho. E é importante a gente entender a conjugação, o saudável convívio de regras, de maneiras mais adequadas de fazer as coisas. A gente não deve se privar de colocar isso para os clientes. Eles esperam isso da gente também. E, ao mesmo tempo, a arte do a gente vai ter que fazer isso aqui se encaixar, fazer sentido para vocês. Porque se fosse só uma régua e uma regra, a gente não teria tanto valor assim, seria facilmente replicável. Se não tivesse absolutamente nada do outro lado, a gente seria um bando de zumbi perdido sem saber para onde ir. A conjugação dessas duas coisas é que permite, primeiro até para a gente como planejador, ter uma vida, ter um número saudável de clientes e não ter que toda hora ficar inventando tudo para todo mundo.
Acho que foi um bom caso dessa conjugação de trilha com arte. É um pouco do que a gente faz, isso se encontra na metodologia, isso muitas vezes é...
Representado por uma plataforma tecnológica. Tiagão, e você? Conta pra gente um pouco do que você viveu na semana passada, algum encontro interessante, relevante, pra gente poder conhecer um pouquinho mais de como foi a semana passada.
Sim. Uma das coisas que me marcou na semana passada foi uma reunião que eu tive com uma família que estamos no começo, nos primeiros meses, E quando a família começa a engajar no processo que vocês bem descreveram com relação à parte de cuidar do orçamento, começar a gerar clareza naquilo que, de fato, para onde está indo o dinheiro. E foi uma reunião interessante porque a reunião Começou já a partir daquele sentimento, uau, eu não sabia que a minha vida me custava tanto. Eu não fazia ideia de que era assim que as coisas aconteciam. E não é possível que seja assim. Então é aquela fase, aquela fase ainda de choque, espanto e ao mesmo tempo perceber que é aquele primeiro momento onde de fato a pessoa está lidando com a realidade. Então ela estava vivendo ali num contexto onde ela estava literalmente se enganando ou vivenciando aquela aquela máxima de que os olhos não vê o coração não sente. Então os olhos passaram a ver o coração começou a sentir e porque começou a sentir começa a nascer ali um senso de responsabilização maior que acaba gerando frutos positivos já. Então é muito interessante perceber que logo ali no segundo mês, terceiro mês de atendimento, de reunião, a pessoa já começa a criar um senso do uau, é tudo isso que eu tenho para poder cuidar melhor? Olha o tanto de coisa que precisa ser feito. E esse sentimento é algo, de certa forma, até que comum da gente poder experimentar e poder ajudar.
E.
Enfim, aprendizados. Então, é a fase do processo onde é exponencialmente grande a quantidade de aprendizados que surge logo no início. Então, é mais ou menos por aí.
Vou pegar esse caso e, Fred, você, ao longo de mais de uma década, já passou, já serviu centenas de famílias. Primeiro, uma pergunta objetiva para uma resposta de... Eu quero só um número, e depois eu quero fazer uma segunda pergunta para você. De cada dez dessas centenas de famílias que você serviu, quantas têm um momentual? Um número.
Dez.
Dez. Boa. Eu acho que eu responderia a mesma coisa. Agora, um pouco para você compartilhar para a gente. Aqui eu vou colocar uma situação, tá? Já aconteceu com você alguma vez uma família que, antes de começar a caminhar com você, ou seja, no processo de apresentação comercial, na qual você o convidou a contemplar a possibilidade de lhe ter como planejador. Já aconteceu de alguma família? Não, mas eu já faço orçamento, eu tenho minhas planilhas, eu sei como as coisas funcionam. E depois? E depois? Quando, então, colocado na metodologia, podendo enxergar no sistema, ela ainda assim tem um momento uau ou não? Aí isso nunca acontece?
Sim, sei sim, porque a gente... E não é aqui nos considerarmos a última bolacha do pacote. uma bolacha importante dentro do pacote. Também tirar a importância do trabalho, não. Porque tem muito, tem muito mesmo. Mas, sim, tem. Por quê? Porque o nosso papel junto aos clientes, como um verdadeiro planejador financeiro e de vida, ou até... Somo aqui planejador de vida e financeiro antes.
A clareza que nós vamos trazer com um trabalho de profundidade da relação, de expor ali o que são as prioridades, de entender para onde o dinheiro realmente tem que ir, de entender que não é gastar menos, é gastar melhor, etc., vai ter um momento alto, porque a pessoa vai entender que, assim, caramba.
Eu não sabia que estava indo. Por quê? Porque na minha planilha tem a linha cartão de crédito. E eu peguei todo mundo. O cartão de crédito não é o malvadinho que sai correndo da sua carteira e passa na máquina e volta para você e diz assim, olha lá, peguei você. Você que vai lá e gasta. Então ele não é uma linha de um orçamento que é o problema. Na verdade, a composição de tudo aquilo que está ali dentro, que a grande maioria das pessoas só recebe o relatório próprio, que é o que? A fatura construída, já construída, e acha que ali que é o ponto. E quando você dá clareza para tudo aquilo que está acontecendo ao longo daquele tempo que se forma a fatura, as pessoas viram e falam assim, uau, o iFood está fora do ponto onde eu gostaria.
E eu já ouvi de clientes que eu mesmo fiz essa reflexão.
Agora, tem hora que você começa a olhar e falar assim, tudo bem, a preguiça é muito boa pra não te ajudar ali nesse ponto de, cara, eu ligo, peço meia hora depois, se tem alguma coisa ali, eu vou comer. Agora, você tá curtindo tudo aquilo? Eu mesmo me vi num ponto, no meio da pandemia, que eu falei assim, cara, isso aqui não tem a mesma sensação. Por que eu estou gastando esse dinheiro? Ele não tá me trazendo sabe aquele comfort food, né? Você não está tendo aquela sensação de que você está fazendo algo bom. Isso é bom pelo tempo, mas não está sendo bom pelo processo como um todo, por você curtir as coisas. Então, essa clareza dá-me esse momento uau, por quê? Porque a pessoa olha e fala assim, caramba, eu posso destinar esse dinheiro para outras coisas que vão me trazer momentos uau na minha vida, né?
Idressah, acho que esse é um grande caso, além naturalmente do passo adiante que o Fred colocou, que é a reflexão item a item, mas acho que o que o Thiago trouxe é uma grande conversa também sobre estrutura. estrutura na direção de a gente enxergar exatamente o que está acontecendo. O Fred deu mais um outro bom exemplo, cartão de crédito não é destino do dinheiro, é meio de pagamento, então não adianta colocar na linha do orçamento o cartão de crédito, ali dentro tem um monte de outra coisa que a gente deveria enxergar com maior clareza. Mas ainda, sobre o bate-papo de estrutura, a gente também deve reconhecer que a gente vive numa cultura brasileira mais aderente à irreverência do que, por exemplo, direcionada a processos. E a gente, então, convida o cliente... Não, aqui a gente vai ter que conhecer item a item de maneira bem específica, bem detalhada, para a gente poder atuar de maneira mais precisa. Ah, mas não dá para colocar tudo numa coisa só? Você se depara com esse tipo de desafio, com esse tipo de comportamento dos clientes? Se sim, como é que você tem contornado esse desafio? Estrutura é importante, exagero ninguém quer, ao mesmo tempo que irreverência não funciona. Como é que você tem encontrado um bom equilíbrio, Andressa, na história do orçamento?
Na verdade, André, eu nunca me deparei com este... Eu acho que a gente tem que ser muito cuidadosos, porque a gente tem que ser muito cuidadosos, porque a gente tem que ser muito cuidadosos, porque a gente tem que ser muito cuidadosos, porque a gente tem que ser muito cuidadosos, porque a gente tem que ser muito.
Cuidadosos, porque a gente tem que ser.
Muito cuidadosos, porque a gente tem que ser muito cuidadosos, porque a gente tem que ser muito cuidadosos, porque a gente tem que ser muito cuidadosos, porque a gente tem que ser muito cuidadosos, porque.
A gente tem que ser muito cuidadosos, porque a gente tem que ser muito.
Cuidadosos, porque a gente tem que ser muito cuidadosos, porque a gente tem que ser muito cuidadosos, porque a gente tem que ser muito cuidadosos, porque a Então gente tem que ser muito é ao contrário, cuidadosos, eu tenho um trabalho, porque porque na hora da montagem do orçamento, os clientes querem colocar o detalhe do detalhe, eles querem saber todas as informações, e às vezes eu falo, vocês não precisam colocar supermercado, açougue e hortifruti, dá pra gente colocar tudo em supermercado, no item e aí você coloca na descrição pra mim, porque eu não vou precisar mexer nesse tipo de... Não, eu quero saber se o meu açougue que eu tô indo é muito caro. Eu não sei se é o meu tipo de abordagem, mas eu não tenho clientes que falam, mas não dá pra colocar uma coisa só? Eu sinto que é ao contrário, eles querem saber pra onde tá indo o dinheiro. mas não no sentido de eu vou parar de gastar, porque o Fred falou uma coisa que eu gosto muito, mas no sentido de gastar melhor. Então, eu vejo que eles têm tantos sonhos que eles querem conquistar, porque quando a gente coloca no PQV, a gente desenvolve lá os objetivos, eles falam, ok, o que eu preciso fazer é para realizar esse sonho. Então, eles querem os detalhes dos detalhes para que o erro não aconteça. Então, eu não tenho esse tipo de... Não sei se eu sou sortuda. E aí, se eu sou sortuda, você tem o cliente que você merece, então eu fico feliz.
Mas eu não tenho... Muito saudável também, muito bom te ouvir.
É, eu não tenho. Não sei se os meus colegas aqui desse time passam por esse tipo de situação, mas eu ainda não tive essa oportunidade de viver essa experiência. Eu vivo ao contrário.
Tiagão, e você? O que você está enfrentando? Mais um desejo, vou chamar aqui mais irreverente, ou mais um desejo detalhista? E como você tem lidado com as situações? Fredão, se prepara aí que eu tenho uma pergunta definitiva para você encerrar com chave de ouro essa conversa.
Eu compartilho da experiência da Andressa no sentido de que a maior parte dos meus clientes realmente desejam ter esse autoconhecimento mais profundo, até mais detalhado. O que acontece muito é que no início a gente talvez detalhe um pouquinho mais alguns aspectos e ao longo do processo, a partir dos aprendizados que vão acontecendo, a gente vai ali concatenando algumas informações para justamente não só facilitar a gestão, mas porque a coisa já está de alguma forma bem clara, como é que funciona. Em alguns raros casos que eu tive, de fato, onde o cliente queria simplificar tudo, o que eu percebia, na verdade, era uma certa... uma certa dificuldade de criar o hábito do lançamento. Então, na verdade, é o mesmo tipo de cliente que também tem uma certa dificuldade de poder enxergar ali, de poder, na verdade, praticar o cuidado e a gestão do orçamento. É uma pessoa que talvez precisa de ajuda e a gente vai tentando ajudar justamente para que a pessoa perceba que não é sobre fazer aquele controle minucioso do passado e sim, tendo clareza do presente, poder apontar para onde o dinheiro tem que ir, para isso que serve o orçamento, para a gente sair dessa esfera de ficar perguntando para onde foi o dinheiro e poder ter condições de dizer para onde ele tem que ir. Então é um pouco disso que eu acabo conduzindo os clientes nesses casos que quer simplificar demais.
Muito bom. Fredão, nos cinco minutos finais aqui, para você encerrar com chave de ouro, a gente falou de estrutura, que é dizer para onde o dinheiro vai, o destino do dinheiro. e além de dizer para onde ele vai, o quanto de dinheiro vai para cada um desses destinos. E o Thiago já puxou esse fio. Agora o cliente tem que fazer a gestão disso, tem que fazer o lançamento, o lançamento manual. E a gente está aqui em 2022, na era do Open Banking, e a gente, dinossauro do planejamento financeiro pessoal, ainda pede para o cliente fazer o lançamento manual. E aí, cara, não está na hora de mudar esse negócio? O que você enxerga sobre isso?
Eu sou muito... Eu acho que eu deixo muito claro isso para todo mundo, para clientes e planejadores. Eu acredito que para a grande maioria, no início, é necessário que faça manualmente para o correto entendimento daquilo que acontece. para criar o bom hábito de visualizar, começar a entender, discutir, refletir, pontuar.
Vou repetir a palavra, entendimento, clareza, para que depois caminhe para algo que possa facilitar a vida. E nesse ponto a gente tem um avanço tecnológico.
Nos informam as questões e nos permitem a conexão, sim, mas eu acredito que isso é algo que tem que ver com uma evolução, ou seja, mais importante até do que quando eu falo, por exemplo, do CFP, mais importante do que a certificação, é o processo para tirá-la, o aprendizado, a mesma coisa eu falo aqui na ponta do lançamento, mais importante até do que a facilitação da vida, do cliente é o processo de criação de um bom hábito em relação a esse acompanhamento, tá? A tendência de todo mundo é querer realmente facilitar as coisas, mas aí você tira o protagonismo do cliente. Lembra? Não é sobre ele. Não é sobre nós, perdão. É sobre ele, né? O cliente tem que ser o protagonista. Então, não vamos fazer nem para, nem por. Vamos só fazer ponto. e o processo dessa caminhada acredito eu que é necessário fazer de forma manual no período óbvio, aquilo que o Tiago e a Andressa falaram é bom quando o cliente entende que a complexidade que ele quer enxergar é aquela e ele tem noção do trabalho que isso vai gerar para ele zero problema mas também tem que ter uma, como eles bem falaram também.
O alinhamento do planejador, onde ele sabe que aquilo vai mais complicado que ajudar, e ele conduz por uma conta simples, sem ser simplista, vamos falar assim, mas caminhar para facilitar a criação desse hábito.
Acho que cremos que, como uma expressão da nossa arte como planejadores.
Justamente o amadurecimento dos nossos clientes, é a consciência dos nossos clientes. Por isso que a gente, até hoje, e eu não sinto que isso vá mudar, a gente convida o cliente para uma posição de protagonismo. Muitos querem chegar onde querem chegar, mas poucos querem caminhar o caminho a ser caminhado para chegar onde se deseja. e a gente já decide imprimir um convite para o caminho mais importante do que a linha de chegada, não é, Fred? Por isso a importância do fazer os lançamentos por um período para ganhar consciência. A gente costuma dizer que primeiro a gente cria o hábito, depois o hábito cria uma versão melhor na gente. E depois, eu fiz uma brincadeira aqui, mas hoje a gente também está no ecossistema do Open Finance, conectamos os bancos, mas isso como um produto do amadurecimento e como uma etapa do processo. e não apenas como um botão fácil, para que as coisas sejam mais fáceis. A gente é orientado para que as coisas sejam melhores e não apenas mais fáceis. Turma, 59 minutos e 30 segundos aqui de conversa. A gente está chegando no final. Uma hora eu agradeço tremendamente, Fred, pela Companhia ao longo desses primeiros episódios, Andressa pela participação, Tiago também, muito, muito obrigado por participar. É muito bacana ver a perspectiva de cada um de vocês, poder escutar e compartilhar um pouquinho da nossa semana e da arte do planejamento. Obrigado pela participação, pessoal.
Obrigado eu.
Obrigada, gente. Prazer é meu.
Muito bom, muito bem. Pessoal, muito obrigado pela sua participação e a gente em breve volta com o terceiro episódio desse podcast, vídeo, se você estiver assistindo no YouTube, A Arte do Planejamento, para a gente é um privilégio ter sua companhia. Tchau, Fred, tchau, Tiago, tchau, Andresa.
Tchau, gente. Tchau, tchau.
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