AAP | Ep004: Planejamento do tempo, profissional de saúde que se atrapalhou ao empreender e ambição profissional trazendo um distanciamento conjugal
27 Sept 2022 · 61 min
Three case studies: a public servant near 50 with international assets seeking time freedom, a doctor whose clinic debt and poor business decisions led to separation, and a client whose career ambition damaged his marriage. The hosts discuss tools like Life Lens and budget stratification to align money with what actually matters.
Chapters
Ajudando os verdadeiros planejadores e planejadoras a ter maior clareza, mais clientes e a se tornar a melhor versão de si mesmo. Este é o podcast da Academia de Planejadores.
Olá, seja muito bem-vindo ao quarto episódio aqui do nosso podcast Arte do Planejamento. Sem mais delongas, eu tô aqui na companhia já tradicional do Fred. Fred, como é que você tá?
Tudo bom? Bem-vindos, pessoal.
Beleza, muito bem-vindos. Boa, agora a gente acertou. A gente tá melhorando. A gente vai ficar bom nesses troços daqui a pouco. Turma, a gente tá na companhia aqui também do Ronaldo Ascari, do Roberto Kenji. Ronaldo, seja bem-vindo.
Olá, pessoal. Todos sejam muito bem-vindos. É um prazer estar aqui com todos vocês.
Obrigado, Ronaldo. Kenji, como é que você está? Tudo bem?
Fala, pessoal. Tudo certo por aqui. Espero que vocês aproveitem o conteúdo.
Muito bem, muito bom. Daqui a pouco eles se apresentam mais propriamente dito. Deixa só eu, então, compartilhar esse podcast. É basicamente uma conversa entre a gente. A gente busca fazer uma abordagem de casos reais. A gente gosta muito de trazer os desafios, os encontros, as conversas. tudo aquilo que a gente pôde vivenciar junto com o cliente na semana anterior. O traço de contemporaneidade é uma digital impressa aqui nesse nosso podcast. É uma grande troca de experiências e a gente busca, nessa troca, desenvolver conversas maduras, ganhar profundidade nas discussões dos casos e mostrar a abrangência que um verdadeiro planejador financeiro pode imprimir junto aos seus clientes. E o nosso grande objetivo aqui é que isso seja um serviço valioso para a comunidade de planejadores. Sem mais, Ronaldo Keynes, se apresentem rapidamente. Contem para a gente um pouquinho de vocês. Dez segundinhos cada um para a gente já começar a tomar um bom café aqui e conversar sobre a semana passada.
Maravilha. Pessoal, Meu nome é Ronaldo Askar, sou um planejador financeiro junto da Life desde 2019 e honestamente eu entendo essa atividade como meu grande propósito de vida.
Muito bem, muito bom. Kenji?
Opa, sou Roberto Kenji, estou na Life também desde 2017 para 2018, estou no quinto ano então como planejador. Sou engenheiro de formação, caminhando aqui para acompanhar pessoas no lado humano mais desenvolvido agora.
Bom, engenheiro na companhia do Fred aí também, que há 15 anos atrás inaugurou, né, Fredão? Essa caminhada de engenheiros junto com a gente é um grande privilégio. Pessoal, vamos começar conversando. Ronaldo, deixa eu te trazer aqui para o bate-papo, cara. Conta para a gente o que você viveu na semana passada. Teve algum destaque para você compartilhar?
Sim, claro. A semana passada, na verdade, ela foi bastante agitada, umas 13 reuniões marcantes nessa reunião. É até difícil escolher o caso mais emblemático, porque os três são clientes, um deles está conosco já há 24 meses, um deles está conosco, vai fazer um ano, e a outra família está conosco aí já há 10 meses. Os três casos são extremamente desafiadores, mas se eu pudesse escolher um deles, Eu escolheria o casal que eu atendi na segunda-feira da semana passada, normalmente as reuniões são longas, e a história desse casal é muito interessante. O marido acabou de fazer 50 anos de idade, ele é um funcionário público, ele é membro da AGU, a esposa trabalha cuidando das filhas e da família, cuidando da casa, ela não trabalha fora, E o interessante dessa família é que a primeira reunião com eles foi um pedido que ele me fez no momento em que estávamos desenhando um mandato dessa família, foi, eu quero ser dono do meu tempo. Eu quero ter, de fato, liberdade financeira, patrimônio o bastante, que me permita efetivamente não trabalhar mais. E no desenrolar do trabalho, a gente conseguiu identificar que Esse profissional construiu realmente uma grande fortuna em imóveis de leilões, um patrimônio realmente muito considerável, porém a agenda familiar dele, a agenda pessoal, ela é tomada, efetivamente tomada, em função da gestão desse grande patrimônio imobiliário. Imóveis de leilões, normalmente em função da grande oportunidade, valores bem abaixo do mercado, isso é uma oportunidade porque muitas vezes eles têm uma série de entraves jurídicos e situações até bem novas para mim. Eu tenho uma certa experiência, mas não conheço tudo a fundo. Então, sim, eu precisei compreender bastante sobre esse mercado, principalmente questões jurídicas, sobre como é que a gente poderia, de fato, fazer esse patrimônio servir a essa família. Mas quando esse cliente, de fato, nos fez esse pedido, essa frase dele foi a que mais me marcou. Então, a mônica de todas as reuniões até hoje foi sempre com esse objetivo, de que forma que eu posso, sim, ser dono do meu tempo, mas eu ainda tenho um caminho a percorrer, uma vez que meu serviço público vai se aposentar com paridade e integralidade, mas somente daqui a 15 anos, ou seja, Essa conversa até chegou a ocorrer em algum momento. Valeria a pena ele abrir mão da aposentadoria do serviço público e se dedicar exclusivamente à gestão desses imóveis? E ele entendeu que não. Então, essa foi uma das primeiras decisões que eles tomaram ao longo desses últimos dez meses. E à medida que a gente foi construindo, desenvolvendo a clareza do orçamento dessa família, ele realmente foi percebendo que Existe uma grande confusão patrimonial, ou seja, tem muitas empresas que foram criadas ao longo de muitos anos com o objetivo de gerar mais e mais e mais dinheiro.
Para servir essa família.
Por orientação do advogado, eles decidiram levar uma montante considerável de recursos para o exterior, que hoje, infelizmente, não conseguem movimentar isso. também entrou na pauta dessa reunião da semana passada, mas o ponto mais importante da reunião foi.
Ok, construímos orçamento, hoje temos clareza, a família decidiu há 60 dias atrás realmente, na linguagem dele, utilizar uma renda carnívora, ou seja, uma parte do dinheiro que existe servir essa família que hoje tem um fluxo negativo, ela tem um balanço negativo, Então essas decisões foram trazendo mais clareza para essa família e hoje essa clareza que foi desenvolvida vem nos apoiando sobre as próximas decisões. Por que eu entendo que essa reunião foi tão emblemática? ao invés de a gente, de fato.
Partir para novas... Deixa eu te interromper aqui, Ronaldão. Daqui a pouco a gente vai querer escutar um pouco da sua conclusão aí do caso, mas antes deixa eu convidar mais gente para participar. E, Kenji, eu sei que você teve o privilégio de, num dado momento da sua vida, salvo engano, foi um momento de estudo seu, antes de se tornar planejador, de estudar com um compositor brasileiro de música chamado Paulo Barucchi. Ele tem uma música que, para mim, acho que escuto ela toda semana, principalmente quando preciso revisitar algumas coisas, chamada Senhor do Tempo. E me conta um pouco da sua prática, Kenji, quando você se depara com o cliente na direção de, eu quero ser dono do meu tempo. Como é que você tem cuidado disso? Claro que o planejamento financeiro tem todo um arcabouço técnico. O Ronaldo bem colocou a questão do patrimônio, das empresas, da internacionalização dos ativos. Mas dentro do eixo arte do planejamento, O cliente diz, eu preciso ser dono do meu tempo. Que tipo de reflexão você tem convidado esse cliente a ter caso essa agenda apareça no trabalho entre vocês?
Bom, muito legal. Realmente, essa música, Senhor do Tempo, vale a pena ouvir mesmo, diariamente, para refletir. E eu vejo dois pontos, ao meu ver mesmo, que o Ronaldo acho que já trabalhou muito bem. Se ele continuasse nesse ramo de querer mais dinheiro para comprar tempo no final das coisas, nessa gestão patrimonial de muitos imóveis, ele não teria o tempo que ele queria tanto comprar e desfrutar. uma armadilha, querer correr atrás de muito dinheiro desta forma e lá não ter uma gestão, ou muitas vezes não precisa nem ser imóvel, a pessoa quer ter milhões na conta para render dinheiro, mas não sabe gerenciar, muita informação com pouca formação, como a gente sempre fala na Life, e acaba tendo muita confusão, e essa confusão acaba tomando muito tempo. Acho que a primeira armadilha é como chegar lá, quanto precisa, como é que vai viver quando alcançar. E outra coisa que eu trabalharia bastante é, por que não, trabalhar o tempo que já tem hoje ao invés de esperar chegar lá, gastar seus 10, 15, 20, até 30 anos da sua vida para poder desfrutar ou ser dono do tempo. O tempo não volta mais, um ativo não é nem escasso nessa forma, não tem nem como proceder ou acumular novamente, então a cada segundo nesse sentido é muito valioso, muito precioso. E como é que tem desfrutado esse tempo antes de chegar lá? Como é que podemos viver de uma forma que seja muito bom, desde presente com o dinheiro que já tem, que é uma coisa que o Mitch Anthony trabalha muito bem também. Qual é a melhor vida que pode ser vivida hoje com o recurso que você ganha agora? Acho que essa seria a jornada, seria a principal reflexão que eu iria trazer.
Muito bom, muito bom. Ronaldão, eu só estou aquecendo os tambores aqui para que a gente escute um pouco da sua condução, mas deixa eu trazer o Fred para a conversa, porque eu tenho o privilégio de acompanhar o Fred há muito mais tempo do que os 15 anos da Life, e se tem algo que eu admiro no Fred é o cuidado que ele tem com o tempo, o tempo em família, o tempo de descanso, E eu creio, Fred, que você também exerça uma saudável liderança junto aos seus clientes nesse tocante. Como é que você tem lidado? Isso é um caso que aparece na sua prática de gente que também chega, ei, que bom que eu vou ter um planejador financeiro que vai me ajudar a cuidar melhor da minha vida financeira, mas você encontra o espaço para também cuidar do tempo dessas famílias. Isso acontece, como é que tem acontecido, como é que você tem lidado com isso?
Acontece, acontece muito. Obrigado pelas palavras.
A questão toda é até, né, Ronaldo, que o Ronaldo conversou rapidamente comigo sobre esse caso, né, também, então nós batemos a palavra do segredo.
Tal, etc. Nós conversamos sobre as pessoas, né, Eu tenho conversado muito, muito com meus clientes, alguns deles até jovens aqui, me impressionando com essa questão do tempo e etc. Me impressionando negativamente dessa tensão toda. E eu converso com eles, eu uso as ferramentas que a gente tem dentro do Life Cash, o Life Lens, por exemplo, para falar do dia ideal, da semana ideal, do ano ideal, do mês ideal, enfim. começar a entender até onde eu quero chegar, em quanto para hoje, comparar e etc. Mas tenho incentivado a reflexão muito grande, muito grande mesmo, sobre o que é suficiente, o quanto é suficiente, aquilo que eu gostaria de ter, porque nem sempre vamos conseguir tudo aquilo que... sonhando, às vezes, ou alguma coisa do tipo, porque a gente talvez não entenda até qual é o limite, aquilo que nós queremos, não temos clareza muito grande disso tudo, né? E é importante incentivar essa conversa e trazer os clientes para a reflexão do seguinte, a melhor forma de mostrar carinho e atenção a alguém do programa é dedicar o seu tempo para ela. E muitas vezes, muitas vezes, essa palavra minha com os clientes faz acender uma luzinha e eles falam, caramba, será que eu estou fazendo isso? Já existe um questionamento de eu preciso cuidar de mim e também cuidar dos outros. Então sim, até tenho um caso da sexta-feira, uma reunião sexta-tarde, e muito da reunião passou por esse ponto dela mãe recente, há um ano e pouco. Estou sem tempo para cuidar de mim e, ao mesmo tempo, não estou entendendo direito como é que eu vou cuidar do meu processo de retorno à profissão.
Ou seja, ela não entendeu o tempo dela, etc. Então, a gente começou a fazer.
O exercício do Light Lens sobre a semana ideal dela, onde ela conseguiu encaixar essas coisas. Então, sim, temos que conversar e entender, principalmente, o que é suficiente.
Posso fazer um comentário, um anexo?
Por favor.
Falando da música reflexiva no começo, realmente eu vejo que muitas vezes essa filosofia do mais é melhor também é uma pegadinha, porque você sempre vai querer mais, sempre vai querer mais, sempre mais um pouquinho, e esse mais um pouquinho nunca chega. Quando você for ver, já passou muito tempo e deixou de aproveitar. Faço até uma analogia com Conversa entre clientes e amigos, falando igual rodízio de pizza. Será que sempre mais é melhor? Você já matou a fome, já não precisa comer mais, já não está mais saudável, já passou do ponto de insuficiência, como o Fred estava falando, e seu corpo não foi feito para absorver tudo aquilo ou aproveitar da melhor forma, comendo seus 15, 20, 30 pedaços de pizza, enquanto seus 4 ou 5 estavam bons, estaria feliz, passaria o dia e a noite bem. poderia viver muito bem. Então nem sempre mais é melhor nessa forma na vida, em relação ao meu tempo.
E até mesmo pegando esse gancho, Kenji.
Há 60, 90 dias atrás, quando essas conversas começaram a efetivamente acontecer nas reuniões, assim que eu fazia essas perguntas, esse cliente, que na verdade é muito orientado para o dinheiro, Ele foi começando a ficar nitidamente, digamos assim, provocado. Ou seja, espera aí, os meus advogados não me perguntam isso, os meus contadores. E aqui o pessoal comentando de advogados é porque ele tem mais de dois. Ele tem mais de um contador. E chegou até num momento em que eu falei, pra que a gente tem todo esse arsenal de profissionais aqui à sua disposição e por que as decisões que deveriam ser mais simples, estão tão difíceis de tomar, digamos. E ele conseguiu abrir, assim, cara, porque se um não fizer, eu tenho que ter o outro que faça para mim. Aí eu imediatamente perguntei, ok, quantos planejadores financeiros você tem além de mim? Ele falou, não, planejador, realmente, eu só tenho você. Realmente, a gente conseguiu estabelecer aqui uma relação de extrema confiança. Então, a partir desses elementos que ele foi me trazendo, eu fui realmente afinando com ele, porque quanto é o bastante? Quantos mais imóveis serão necessários você arrematar para que você tenha tranquilidade financeira e que você deseja? Porque, de certa forma, ele já tem uma situação patrimonial muito favorável. O que a gente conseguiu compreender é que era necessário ele trabalhar melhor o tempo disponível com atividades simples, então a gente conseguiu incluir nessa agenda familiar exercícios diários no clube, qual eles fazem parte, eles são sócios de um clube tradicional, então todos os dias ele consegue fazer academia no clube. Hoje, isso foi uma iniciativa até dele, que eu achei muito interessante, ele criou um dia do casal, ou seja, um lançamento para o casal, ou seja, isso aqui somos eu e a esposa e eu quero saber efetivamente Se eu estou direcionando mais dinheiro para isso ou mais dinheiro para os negócios? Tudo isso foi entrando no mundo. Na hora que a gente abria os estratos do orçamento, a gente ia conseguindo desenvolver. Falei, meu amigo, olha o que você tem gasto com essa iniciativa e o que você poderia estar gastando com essa ou outra iniciativa. Então essas provocações foram surgindo nas reuniões e a reunião da semana passada Ela veio logo depois de uma tentativa de uma arrematação de um imóvel muito grande no sul do país, onde não deu certo. E a primeira coisa que eu fiz foi, e aí, como é que você está se sentindo por não ter conseguido? Então, esse foi o grande elemento, Daniel. E ali, a ideia de fazer o questionamento não foi exclusivamente porque eu não queria que ele o fizesse, porque ele não tinha a liquidez necessária para arrematar o imóvel. ele iria se endividar para fazer isso. E no momento em que ele me questionou sobre, ó, eu posso ou não posso? Nós estávamos no LBM e eu precisei atender e falar, olha, o limite é esse. Ele falou, ok, eu vou seguir a orientação, porque realmente eu entendo que eu não posso ir além disso. Então, de certa forma, essa pergunta voltou. E aí, quanto é o bastante? qual é o limite, efetivamente, para a gente ter... Precisa de tanto patrimônio, efetivamente, para a gente se sentir bem? E agora, como começar um novo ciclo previsto para os próximos 90 dias, para conseguir melhorar um pouco mais essa perspectiva dele acerca do patrimônio?
Eu acho que essa é uma das grandes responsabilidades que a gente tem como planejador. De um lado, atender os pedidos que os clientes nos trazem, mas de um outro lado também não nos privarmos de muitas vezes ter que reformar algumas das premissas, das vontades e até mesmo das ambições que se confundem com ganância que são apresentadas para a gente. E eu acho que isso é um privilégio que a gente tem e um exercício que a gente deve realmente praticar. Deixa eu só concluir esse caso do Ronaldo comentando aqui o primeiro parágrafo dessa música, Senhor do Tempo, depois a gente deixa aqui a referência nas notas desse episódio, mas ela começa assim, eu busco tempo para tantas coisas, são tantos planos para pouco tempo. Em meio a tudo que exige tempo, eu já não tenho tempo para falar com Deus. Eu me disponho para o trabalho, e sem notar, eu perco o horário. Só resta tempo para fechar a porta para tudo que na realidade importa." E ali a música se segue. Vale muito a pena escutar. A música é belíssima, não só a letra como também o arranjo é muito, muito bonito. Ronaldo, obrigado por compartilhar esse caso aí da semana passada.
André, deixa eu só fazer o último comentário desse caso, que acho que é interessante ainda.
Vamos lá.
Reflexão do tempo ainda, porque o Ronaldo, você foi uma pessoa que tirou o cliente da corrida dos ratos, né? E a gente não tá numa corrida, a gente tá numa maratona, precisamos chegar em primeiro rápido, né? Nesse caso, chegar em primeiro e rápido seria já partir daqui. E muitas vezes, nessa corrida também, nesse leilão, muitas vezes envolve risco, né? você como arrematar, mas não poder vender ou ficar preso, até várias outras coisas aí, e a pessoa trabalhou, nesse caso, talvez 10, 15 anos para juntar aquele dinheiro, para comprar aquele leilão, imóvel pelo leilão e já pensou perder aquele montante, ou pelo menos uma parte significativa, ele perdeu os 10 anos que ele acumulou trabalhando, sendo um ativo valioso aí, o recurso foi em um instante, uma única decisão que você está trazendo aí, Boas reflexões e consciência para sair dessa corrida e realmente começar uma nova trilha. Parabéns. É isso aí.
Eu que agradeço a oportunidade, pessoal.
Kenji, já que o gogó está quente aí, compartilha com a gente uma situação sua da semana passada. O que você tem para contar?
Bom, o que eu tenho que eu queria compartilhar com vocês é um caso já mais recente, uma pessoa, um cliente que é profissional da saúde, da área da medicina, que procurou por um estado de emergência quando começou seus negócios, como ele é profissional da saúde e não um empresário, quando abriu o consultório começou a desandar um pouco as coisas, não tem muita visibilidade, clareza de como estava sendo gerido, e aí começou a acumular um pouquinho de déficit na conta bancária, esse déficit aí começou a girar rápido, rápido, rápido, em poucos meses já começou a ficar descontrolado. Então quando já chegou, já estava no montante que não conseguiria pagar em um ou dois meses, Estava meio desesperado para resolver as coisas, não sabia como, não tinha tempo, inclusive, olha só, não tinha tempo para parar para resolver as coisas, porque as coisas continuavam andando, as contas continuavam chegando, e quando fui ver, era um monte de coisa, fora a visibilidade, que talvez o consultório não está gerando lucro suficiente, as aulas trabalhadas, contas parceladas, decisões de compras passadas, financiamento, tudo juntou. e deu esse estopim aí. E agora, correndo atrás das coisas, quais as soluções que existem no mercado, como é que vai conseguir juntar dinheiro para resolver, ou quais os outros meios. E quando a gente foi começar a ir atrás, tinha questões jurídicas travando a possibilidade de sondar soluções no mercado. Então, são questões que estou enfrentando, jurídicas, que não é a minha praia. e trabalhando e tudo mais. Esse é o desafio que estamos passando inclusive até agora e acompanhando.
Dá para a gente dizer, Kenji, que se trata de um caso de endividamento, flerta com super endividamento, como é que você qualificaria o caso?
É um endividamento, não diria um super endividamento, porque não está perto de insolvência, nada. Pelo que a gente levantou, daria para resolver, possivelmente levantar um crédito mas não está sendo possível levantar crédito por barreiras jurídicas. Não sei se é questão de cartório ou de receita alguma coisa está sendo travada e o contador está tentando buscar o que é.
Fred o que você compartilha com a gente da sua larga experiência com clientes que enfrentam situações de endividamento. Ele é médico, Kenji, ou é um dentista? Só para dar um tempero a mais aqui.
Médico. É médico. Na verdade é uma médica, né? E está em processo, além disso, que tem questões pessoais, em processo de separação, então imagina um caramelo de coisas fora financeira, fora o negócio, ainda mais o pessoal relacional, né?
Ou seja, uma médica que decidiu também empreender, virar não apenas, ou seja, não apenas trabalhar no negócio dela, mas passar a trabalhar o negócio dela, uma situação familiar difícil, dívidas se avolumando, e a gente chega nesse contexto, Fred. E aí, como é que você costuma conduzir situações como essa?
O mais interessante aí, para o Kenji é que o tempo não combinou muito. A gente está conversando tempo, não é, Kenji? Acho que aconteceu tudo meio que ao mesmo tempo. Mas o meu primeiro passo, num caso desse, André, Kenji, Ronaldo e o pessoal que está nos ouvindo, é começarmos a ter clareza sobre tudo o que está acontecendo.
Comportamental também, tá, é extremamente importante, porque muitas vezes nós vemos as pessoas descontando para algum lado, alguma frustração, alguma coisa, então por isso que o relacionamento com o cliente é extremamente importante, principalmente nesses casos, né, nós não temos que ter medo de ser um daqueles, dos three killer bees, né, André, aqui nesse momento, não temos que ser o big pic, temos que ser minuciosos, meticulosos, exigentes, detalhistas com essas questões todas, para entrar realmente naquilo que realmente importa de verdade, que é o plano e projeto dela, com esse consultório, com esse negócio dela, desculpa quem está aqui tentando adivinhar o que é, consultório, a clínica, o que quer que seja, para que ela realmente a percepção de quanto ela está preparada até para encarar isso, porque uma coisa é ela exercer aquilo para o qual ela se formou, outra coisa é ela exercer em paralelo a administração de um negócio. Rafael, mas a gente, nós podemos ajudar os clientes sem dúvida alguma a ter clareza sobre tudo isso e começar até a buscar ajuda de profissionais no.
De tentar buscar ajuda de profissionais que possam, de repente, administrar junto com ela isso e tudo mais. E muito, mas muito do que falamos na vida pessoal dos nossos clientes, eles podem e devem levar para a parte profissional. Então, a organização financeira e etc. Coincidentemente, a gente não combinou, mas falei semana passada também com uma cliente minha que está montando um salão.
Então, temos esses pontos também.
Muito bom, muito bem. Achei clareza.
A única vantagem, desculpa. A única vantagem é que essa Cleide, que a gente já conhece há mais tempo, ela já está comigo há mais tempo. Talvez o teu desafio aí seja essa entrada nesse universo todo aí, que vai precisar ser entendido.
Deixa eu ir pegando o gancho aqui, Kenji. As situações de endividamento com as quais eu já lidei não foram poucas. Eu sempre faço a primeira reunião com o cliente que está numa situação de endividamento, fazendo uma pergunta, duas perguntas, na verdade, muito objetivas, são duas perguntas de uma só. Você quer resolver a situação da dívida ou a situação do endividamento? Eu faço essa pergunta. E efetivamente, a situação de endividamento Ela pode ter sido desencadeada por toda essa vontade ou necessidade dessa profissional querer ter mais autonomia, vendo essa questão de empreender e por aí vai, vem as questões pessoais, não sabe se ela teve apoio ou não teve. Então, eu entendo que quanto mais sensibilidade para poder compreender essa história do cliente, mais apoio dela você vai ter e efetivamente mais mais elementos você vai ter para apoiá-la. Ou seja, ela externando a história, ela vai conseguir compreender, inclusive, uma série de coisas que ela fez ou deixou de fazer. E isso passa, efetivamente, para um relacionamento saudável, um relacionamento aberto com o planejador e vice-versa. Mas eu tenho certeza que, com a sua experiência, você deve estar conduzindo esse caso com muita tranquilidade.
E, Kenji, compartilha mais um pouco aí, cara, quais foram os primeiros passos, você já conseguiu enxergar alguma coisa, permitiu a ela enxergar alguma coisa melhor? E, na verdade, acho que a pergunta que eu realmente quero te fazer é o seguinte, você já teve que ter alguma conversa difícil com ela na direção de, ei, vamos realmente enxergar, colocar os pingos nos is, e vamos encarar esse problema de frente? ou ainda não chegou esse momento, como é que você está avaliando isso?
Vamos lá, esses comentários tão assertivos que parece que acompanharam o meu caso junto aqui do lado já.
Realmente, comecei algumas conversas com ela um pouquinho mais difíceis, no sentido de, tem a busca da clareza, busca dos documentos, levantar dados e tudo mais, nessa etapa ainda de correr atrás das informações, mas ao mesmo tempo já percebemos que o orçamento dela parece deficitária mesmo em 20% mais ou menos e as compras parceladas muito altas porque o cartão não tem limite então você vai parcelando, parcelando, parcelando e de repente já está somando quase o salário dela nessa soma somatória de parcelas que é uma das causas de essas dificuldades, né? Não tinha clareza disso então quando foi somando item por item realmente foi meio alarmante na hora então isso já foi um ponto, né? de atenção, então foi bom também. Fora isso, outras decisões relacionadas a negócios que estava querendo tomar, e aí começou os pontos de colocar o dinheiro no Z, de, poxa, ela queria investir mais no negócio para poder ganhar mais dinheiro, para poder sair dessa situação, mas aí esse formato, essa pressa e ansiedade, talvez afundaria ainda mais o buraco, então eu fiz perguntas do tipo, dá para resolver se a gente consolidar a dívida em um lugar só, escolher uma parcela que cabe e fazer com calma, levar um tempo, uma coisa que eu já pedi desde o começo, a solução chegará, estaremos encaminhando a uma saída, porque essas afirmações, além de ser verdadeiras, trazem uma uma paz para o coração da cliente, porque um dos comentários antes mesmo de começar é que ela não estava conseguindo dormir, estava realmente muito inquieta. Então, essas conversas trouxeram muita paz, muita tranquilidade, ao mesmo tempo que traz energia também para poder correr atrás do caminho certo. Não correr do credor, mas para o credor, e a gente vai resolver. Então, estamos ainda nesse estágio inicial, mas acho que é muito positivo. Enfrentar as coisas, enxergar os números, ter um pouquinho de calma e paz no coração, nem que seja um pouco, para relaxar um pouquinho, ter uma esperança. Então, estamos aí nessa caminhada. ao mesmo tempo que tem as partes técnicas e questões de planejamento financeiro mesmo sendo já bem trabalhado para consolidar e busca de soluções aí para poder tomar decisões, né? Colocar as cartas na mesa ainda para ver qual que seria o melhor de hoje, não o melhor que tem no mercado, porque isso levaria talvez muito tempo e tempo é uma coisa que Talvez se deixasse mais um pouco, poderia piorar demais.
Nota uma coisa importante aqui, André, nesse processo dos dois casos que foram expostos aqui, pelo Kenji e pelo Ronaldo.
Que é efetivamente o planejador estar naquele papel da honestidade mesmo, de falar a verdade para o cliente sobre o dinheiro, sobre o negócio, sobre os anseios, sobre os planos e projetos. Falar efetivamente aquilo que o cliente precisa ouvir, não aquilo que ele gostaria de ouvir.
Sem dúvida, cara. Acho que essa delicadeza é bem colocada, Fred. Acho que o Kenji também foi muito... feliz ao trazer aqui para quem está ouvindo a gente, mais uma conjugação. De um lado, todo o trabalho técnico que é necessário, mas também palavras de afirmação, atitudes de acolhimento.
A gente conversa muito aqui sobre as três dimensões de um problema. Existe a manifestação externa, ei, tenho dívidas. Existe o reflexo interno, eu não estou conseguindo dormir à noite, mas existe também a questão filosófica do problema, que basicamente se resume a será que eu sou capaz? E de um lado, olha a complexidade de um caso desse, de um lado a gente tem que dar palavras de afirmação apontando sim, você é capaz de resolver o endividamento, mas sem nos privarmos do cuidado de apontar talvez para a direção de Será que empresariar uma estrutura médica é o seu chamado vocacional no exercício profissional? Porque eu me deparo também com muitas famílias com um anseio de empreender, muitas vezes a motivação não é correta, empreender não é difícil, empresariar é complexo. Abrir empresa, mesmo com todo o entrave burocrático, que convenhamos, foi muito melhorado nos últimos anos no país. não é lá a coisa mais difícil de ser feita. Mas empresariar, manter um negócio sustentado por 10, 15, 20, 30 anos, é uma história completamente diferente. Ainda mais, e eu acho que isso é importante para a gente como planejador, que também tem um papel de liderança junto aos clientes, não nos privarmos de atuar muitas vezes na correção de um traço cultural brasileiro, que eu acho que é negativo. A gente celebra os empreendedores, os empreendedores seriais, o cara montou 17 empresas. Será que a gente não para pra pensar, mas ei, será que se aquela primeira realmente tivesse dado muito certo, ele estaria na segunda? ou Itália na terceira, a gente deveria celebrar mais o empresário no Brasil e não apenas o empreendedor no Brasil, ainda mais quando a motivação é tão somente o ganhar mais e não impactar melhor. É tão somente mais autonomia ao invés de mais responsabilidade. Eu acho que a gente, enquanto planejador, tem que convidar o cliente a uma reflexão mais profunda e mais abrangente também nessa direção. E oro, Kenji, que você consiga ser esse profissional que também a convide a refletir, não apenas no seu traço profissional, mas também na sua atuação vocacional, para ver se a empresa realmente é o melhor caminho ou se existe um outro exercício para ela exercer a vocação dela.
E olha só que importante isso, porque.
Pegando um pouco daquilo que ouvimos o Nick Lincoln falar lá no Live 27, estamos sendo humanos e dando um pouco de humanidade aos nossos clientes. Ou seja, a gente tem que conversar sobre essas questões mesmo, falar assim, gente, o que importa não ser empreendedor, mas ser empresário, não é mais tempo, talvez mais responsabilidade, enfim, Talvez não seja a verdade mais prazerosa, mas é a verdade necessária.
Um tempero a mais aí, Kenji. Essa também foi uma frase que eu utilizei com um cliente na última quinta, onde é um gancho aqui rápido. Eles decidiram comprar um imóvel e eles vão parcelar a compra desse imóvel diretamente com o proprietário, ou seja, valores íquitos. uma mensalidade muito alta para que ele não use o patrimônio financeiro atual. E eu falei assim, ótimo, se essa é a decisão, vocês estão seguros de que é isso, vamos em frente. Mas o convite que eu vou te fazer daqui a dois anos é, se existiu todo esse esforço para você trabalhar o seu fluxo de hoje, permite não mexer nesse patrimônio financeiro, quer dizer que daqui a dois anos nós vamos poder fazer investimentos enormes e assim você realmente conseguir criar todo esse patrimônio financeiro que você também colocou lá atrás que era importante. Então, às vezes, Kenji, o que pode até apoiar essa sua cliente a desescalar o tamanho da dificuldade que ela está passando hoje é, olha, Nós vamos passar por isso aqui fazendo isso. Mas depois que isso passar, olha o que a gente vai poder fazer também. Dar pra ela essa perspectiva de acolhimento. Você vai passar por esse problema. E outra, a tempestade não dura pra sempre, a gente sabe disso. Então é importante que ela tenha essa perspectiva, ou seja, tá passando por um divórcio, situação de endividamento, embrasariando um negócio talvez sem o preparo necessário, né? e adequado, inclusive. Procura construir essa perspectiva com ela, porque eu acredito, de verdade, que isso vai apoiá-la a entender que isso é temporário. Aí os esforços realmente vão ser... A energia vai ser canalizada para a solução desse problema. Eu encaro isso da mesma forma como a gente vai fazer uma viagem de férias. O Dico vai falar que a viagem é de férias, todo mundo se movimenta, todo mundo acorda cedo, todo mundo se organiza, Eu entendo da mesma forma. A gente tem que levar essa missão para os nossos clientes também.
Muito bom, muito bom. Acho que tem um bom ensinamento aí, Ronaldo. Muitas vezes desafios no curto prazo são melhor encarados com perspectivas de longo prazo. Esticar a visão do cliente para além do problema é uma arte também que a gente deve imprimir na nossa prática. Fredão, e você, cara? O que você conta para a gente acerca da semana passada?
Teve algum encontro de destaque? O que você tem para dizer?
Como vocês puderam perceber, tivemos coisas parecidas, sem saber, na agenda minha, do Ronaldo e do Kenji, coisas próximas. Mas eu tinha até realmente separado essa reunião de destaque, semana passada, na terça-feira.
Porque eu fiz uma das melhores e mais divertidas e mais bacanas leituras do Livro dos Sonhos junto à cliente. E online, cara. Eu me surpreendi positivamente com isso, porque foi online.
Uau!
Que onda é essa?
Até com permissões que eu sinceramente vou confessar aqui para vocês, que mesmo depois de 15 anos eu falei, caramba, eu falei isso realmente para ela, de ter a liberdade de falar coisas com a cliente. E ela falou, Fred, fique tranquilo, porque eu estou aqui justamente para isso e confio demais nas coisas que você me fala. Eu falei, caramba, que legal. E é uma relação que não é tão longeva para estarmos nessa fase.
Mas que parece, como ela veio de referência de clientes meus, acho que parece que ela me conhece há mais tempo, então, provavelmente. Mas foi muito, muito bacana, porque envolveu e envolverá muito do que nós estamos conversando aqui hoje, muito do que envolveram outras reuniões que eu tive semana passada.
Que principalmente ela começou a falar sobre o que ela gostaria de evitar.
Ela falou, Fred, eu entendo que o excesso de trabalho, que já foi muito mais excesso do que é hoje.
Pode estar me causando diversos pontos de questionamento, inclusive um dela está momentaneamente meio que separada do marido.
Mas a dúvida que eu tenho é que, ao mesmo tempo, eu entendo que isso é extremamente importante para eu melhorar as condições financeiras e econômicas financeiras da minha família como um todo. Então, eu até questionei ela o seguinte, o quanto que você... Só para vocês terem uma ideia, eu entrei no detalhe de quanto que você fazer direito foi algo que você gostava ou foi para você provar e alguém da sua família é capaz de realmente fazer o direito dar certo como não deu certo até hoje com a sua mãe, ou seja, se ela não está espelhando um pouco isso, etc.
E a conversa sobre o aprendizado que ela quer ter mais, para poder ter uma possibilidade de algo dela ou não que ela se questiona, se isso levaria ela para o de ideal ou não, esse negócio próprio, o equilíbrio dos pontos da vida, que é muito competitivo.
Fazer mais coisas. Eu queria equilibrar muito mais o tempo juntos com o meu companheiro e meu marido, entender o porquê de nos distanciarmos. Ela falou assim... E ela ficou mais legal que depois das primeiras conversas aí, das nossas primeiras reuniões, que você me incentivou a pensar se ele não deveria estar aqui conosco, etc. Eu estou muito mais contente de olhar pra frente, não tenho dificuldade pra vida nossa. Então, cara, foi fantástico, porque assim, o papo... Eu vou ocupar o restante do podcast inteiro se eu começar a descrever tudo que a gente conversou.
Mas deixa eu só pegar, como eu tenho aqui, um dos meus desafios aqui é de redator, na direção de buscar, se não um título, pelo menos um resumo de cada caso, por exemplo, O do Ronaldo eu coloquei, é um casal, funcionário público, cujo mandato é ser dono do tempo. O do Kenji, profissional da saúde, que se atrapalhou quando decidiu empreender. No seu caso, o que eu poderia dizer é que é um caso de... Eu vou usar o termo ambição não como algo negativo, apenas como uma característica de intencionalidade. Caso de ambição profissional trazendo um distanciamento conjugal, E ali, então, quando da leitura do livro dos sonhos, na parte que a gente aborda e que ela gostaria de evitar, ela começa a repensar, a redimensionar algumas das atitudes. Dá para a gente ir nessa direção?
Ou podemos, ou num ponto que eu citei aqui, talvez chegaria mais à frente, que é esse equilíbrio entre todos os pontos da vida dela, que ela falou muito. Ela falou muito na palavra equilíbrio. O que pode ser também. Não, não, não. Essa missão está errada, entendeu, André?
Sim, claro, claro. Agora, pergunta para o Ronaldo e para o Kenji. Entrem na conversa, quem quiser, sem muita organização. Pergunta difícil, hein? Vocês estão preparados ou não? Existe equilíbrio na vida? quando se deseja criar algo realmente significativo?
Eu não acredito nisso. Não.
Desenvolva.
Eu entendo que se uma pessoa está disposta a empreender, é porque ela não quer equilíbrio. Ela quer desafios.
Então, né?
Empreender, gente, efetivamente, é você se lançar, é você transpirar, é você efetivamente colocar a mão na massa. pode ser que em até nenhum determinado momento esse empreendimento seja vendido, colocado no mercado e alguém vai lá e adquire e a pessoa.
A partir disso, ela consiga um bom montante financeiro que a permita ter liberdade ou uma certa independência financeira. Mas eu entendo que empreender e empresariar é não ter sossego, é não ter calma, E, efetivamente, quem está procurando isso e empreendendo, provavelmente não vai encontrar o que está buscando.
Eu vejo um ponto parecido, mas acho que eu explicaria entre equilíbrio, se a gente pudesse definir como colocar o prato num movimento estático em que não pode ser Então, eu acho que a gente tem que ter uma visão de equilíbrio, de equilíbrio.
De equilíbrio, de equilíbrio, de equilíbrio, de equilíbrio, de equilíbrio, de equilíbrio, sacrificar de muitas partes do lazer, ou até um pouquinho da parte de relacionamento ou conjugal, ou com os filhos, equilíbrio. para depois, em outro momento, conseguir ter mais foco nisso. Então você vai ver uma curva, como se um engenheiro pegasse um gráfico, você vai ter um pico de trabalho, depois você vai ter, começando a baixar, poder ter mais um pouquinho a elevação do lazer com o tempo. E essa harmonia, tentando buscar um equilíbrio ao longo do caminho, que não vai ser uma fase eterna desse trabalho, de empreendimento até o final, se for, acho que está errado de alguma forma, vai ter que buscar algum ponto em que as coisas vão começar talvez a se equilibrar um pouco, e aí você vai consciente nisso, trazendo clareza para a família, estamos nessa fase, vou ter menos tempo, mas estarei com vocês, nesse tempo vou separar para vocês e buscar essa harmonia aí nos pontos mais vitais do projeto de vida da família, como um todo, não somente da pessoa.
Para apimentar ainda mais, Candy. A gente procura construir isso com os nossos clientes através do Life Lens, efetivamente. Uma agenda em blocos, onde ali nós temos o orçamento do tempo e ali a gente permite, efetivamente, apoiar, permite não, a gente apoia o cliente a construir uma agenda intencional para que ele consiga fazer o máximo de coisas que ele deseja, ou seja, uma agenda efetivamente voltada para o lazer, para a qualificação, voltada para a vida conjugal e para o trabalho também, que é importante, mas com a opção dele ter um descanso direcionado. Hoje eu defendo bastante essa agenda com os clientes, e o descanso direcionado. No momento que a gente vai vir, você vai conseguir descansar sabendo que tudo está acontecendo. Eu acho que essa é uma das grandes possibilidades que a gente consegue levar aos nossos clientes.
É, porque até mesmo a demanda deles, emocional, já não é fácil, e ainda ser rígido, rígido não, disciplinado em carimbar aquele tempo, estar presente, porque muitas vezes você carimba aquele tempo, reservou aquele final de semana específico, mas você não está presente, somente está lá no negócio, no trabalho, preocupado. e trazer a presença da pessoa para realmente desfrutar, é um outro trabalho que tem que ser realmente bem discutido.
Eu estou ouvindo você falar, deixa eu só te colocar mais, como você tem a cancha, eu posso. Para mim, esse papo ficou meio esotérico demais, cara. Inquilíbrio, harmonia, cara, embate. É nosso trabalho isso, cara? O que a gente tem que fazer mesmo é o orçamento. Me conta um pouco dessa parte aí, cara. A gente está quase no meio. Ou não, ou não.
Eu tô rindo aqui, porque eu sabia que algo do tipo viria da sua parte, e tô sorrindo aqui também, porque parece que não combinamos, galera, não combinamos nada aqui, tá? Mas parece que o Ronaldo e o Kenji estão atendendo comigo também, ou alguma coisa do tipo. Porque eu falei de equilíbrio, tá? E não da missão ali, né? Porque talvez o equilíbrio não seja possível realmente pra ela nesses momentos que ela quer, tá? Então por isso que eu falei do equilíbrio. E por isso que é que na discussão, na leitura, na conversa, ela falou assim, talvez o meu ideal possa ser proporcional para esse negócio próprio depois, mas não no momento. Então talvez eu vá desequilibrar mais ainda. Então ela mesmo foi se respondendo a algumas coisas. E sim, cara, a gente tem que falar dessas coisas, porque efetivamente o que mais importa é o plano e projeto de vida do cliente, a história dos clientes, o dinheiro, é uma ferramenta, não é o fim, é o meio, o planejamento financeiro vai responder pelos o quês para realizarmos os porquês, o que nós vamos precisar fazer para alcançar os porquês da vida. Então, sim, teríamos esse efeito, talvez. Ela até brincou ao final, falou assim, cara, você desce... Desce o quê?
E sim, obviamente, guardadas as devidas proporções, o princípio da competência, etc, mas sim, nós temos que nos relacionar com os nossos clientes a ponto de conversarmos sobre as coisas do tipo mesmo, mesmo, mesmo, mesmo, e por isso que a cancha ali foi o equilíbrio que talvez tenha que caminhar entre aspas aí, porque Talvez vá desequilibrar para poder equilibrar em outros momentos. E, como eu gosto de falar aqui do sobra zero, ele não precisa ser sobra zero todo mês, mas uma média saudável ao longo do tempo. Então, o equilíbrio também é isso, uma média saudável ao longo do tempo.
Muito bom, muito bom. Eu acho que a gente tem o privilégio, turma, encontrar pessoas, eventualmente até casais, que buscam empreender, buscam do empreender empresariar, mas eu tenho realmente o sentimento de que a nossa atuação também serve na direção de lembrá-los que não existe sucesso profissional que supere um fracasso familiar. E a gente tem que vocalizar isso para os clientes. porque o ambiente externo, midiático, social, cultural, aponta o sucesso, muitas vezes, para uma medida empresarial, para uma medida financeira e nunca para uma medida familiar. A gente fala, poxa, eu gostaria de ter tantos milhões. A gente não conversa, eu gostaria de ter 40 anos de casada. Eu gostaria que os meus netos pudessem celebrar 50 anos de casado dos avós. E eu creio que a gente também deva atuar na direção de ajudá-los a refletir quais são as verdadeiras motivações para tudo que a gente faz. E desse caminho ou dessa conversa, talvez a gente realmente chegue à conclusão de que vamos organizar a família toda. Vamos, enquanto planejador, chamar a família toda para um bate-papo e dizer, olha, por uma estação na vida, por um período na vida, não vai ter equilíbrio aqui. Mas eu gostei, sim. Eu provoquei também, mas eu gostei do que o Kenji colocou. Eu acho que é menos sobre equilíbrio e mais harmonia. Harmonia também pegando o gancho no que o Ronaldo colocou. Harmonia que contempla um descanso intencional. Sim, a gente está focado nisso, a gente tem algo para realizar, mas a gente também vai precisar descansar. E a família trabalha na direção, a família dialoga para a mesma coisa, o orçamento simboliza esse esforço da família numa direção. E Fred, sem dúvida alguma, esse seu papel através de uma leitura cuidadosa do livro dos sonhos, que você, acho que corajosamente, humildemente, ao longo da sua carreira foi aprendendo, e hoje acho que você masteriza isso, eu fico emocionado de te ouvir, cara, falando do seu papel no exercício do livro dos sonhos, isso realmente é belíssimo. E eu deixo essa palavra aqui para concluir esse caso.
Enquanto planejadores e no exercício da arte pessoal, a gente não pode ser mais do mesmo, o mesmo de sempre. Eu acho que a gente tem que assumir o risco de colocar para as famílias algumas coisas que, no mínimo, as façam pensar na direção de onde mais eu escutaria isso. E hoje, A minha digital, quando eu vejo uma família começando a se desestabilizar por uma questão empresarial, ou até mesmo profissional, vai na direção de convidá-los a... Não existe, não existe um sucesso profissional ou financeiro que supere um fracasso familiar. E eu gostaria de dedicar uma reunião para a gente conversar sobre o que cada um sente e pensa acerca disso. Eventualmente até, dependendo da idade, envolvendo os filhos na reunião. Qual outro profissional que de um lado conjuga a questão financeira, de outro lado traz essa reflexão, pode contribuir de maneira tão significativa para a família? Eu sinto, penso, que esse também é o nosso papel.
Vocês concordam ou discordam? Há comentários finais, 30 segundos, que a gente já está flertando aqui com uma hora, pessoal.
Quer começar aí, Ronaldo?
Vai lá, Kenji.
A conclusão, construindo bem brevemente, a gente fala que o dinheiro tem que ser nosso servo, senão a gente fica escravo do dinheiro, desperdiça, mas diria que também o planejamento tem que ser servo da vida, porque muitas vezes a pessoa se sente assim, planejei o tempo, carimbei o tempo, mas me sinto escravo disso? Não. Se você não obedecer ao que você estabeleceu, planejou, você vai deixar de viver. E é muito fácil por default nessa correria, nessa mentalidade deste mundo atual, deixar de viver. E deixar de viver nesse caso é perder tempo. Então não estar presente fisicamente, não estar presente com alma, espírito e emoção. desperdiçando seu tempo, então é muito fácil deixar de viver. Então, que seja um planejamento servo da vida e um dinheiro também, com certeza, servo da vida para um projeto maior e melhor.
Ótimo.
Como na nossa prática consideramos o dinheiro como o meio, a mídia, para a gente trabalhar pessoas, eu entendo o planejamento financeiro, sim, como o mapa, o grande mapa, para a gente conseguir apoiar as pessoas a saírem de um ponto até outro, e é muito gratificante, efetivamente, a gente, mesmo com todos os desafios que temos, que não são poucos, às vezes a gente até se depara nos mesmos desafios dos nossos clientes, não todos, mas alguns, e isso mostra pra gente que a gente, cada vez mais, a gente tem que ter cuidado, se preparar, e de fato, orientar o cliente dentro do contexto dele. Eu defendo esse ponto de vista e concordo com o que você disse, André.
Muito bem colocado, Ronaldo. Legal. Fredão, você tem uma missão, cara, nesse caso aí, eu acho que ela é belíssima e eu não vou dizer que ela excede o escopo do planejamento financeiro, eu prefiro dizer que ela, na verdade, representa o verdadeiro escopo do planejamento de vida.
E o que eu falei, e tenho falado bastante, é que efetivamente o dinheiro, como a mídia, como o meio, né, Ronaldo, que você falou, se formos falar tecnicamente, a gente vai falar assim, a alocação do dinheiro. A alocação do dinheiro, seja ele para gasto, para qualidade de vida ou para investimento, ela tem que ser 100% obediente ao plano e projeto.
O resto vai importar muito menos.
Muito bom, muito bem. Turma, obrigado pelo tempo. A gente chegou aqui a uma hora nesse nosso quarto episódio. Kenji, obrigado pela participação. Ronaldo, muitíssimo obrigado. Fredão, como sempre, obrigado pela co-anfitrialidade. Eu pesquisei, viu, e essa palavra existe.
Acabou de inventar.
Eu acho que sim. Pesquisei no dicionário André Novais, né? Quem conhece há mais tempo sabe que palavras eu invento aqui com uma facilidade. Mas, de qualquer maneira, turma, obrigado pela participação. Deixem um tchau rapidinho aqui pra gente concluir e a gente segue no próximo episódio. Tchau, turma. Valeu, obrigado.
Obrigado, pessoal.
Até a próxima.
Valeu, gente.
Um abraço. Tchau, tchau.
Tchau.
More from André
AAP | Ep.40: [ESPECIAL] As principais dúvidas e angústias de quem planeja uma transição de carreirta
AAP | Ep.40: [ESPECIAL] As principais dúvidas e angústias de quem planeja uma transição de carreirta
AAP | EP.39: Marido desconectado do planejamento | Vivendo no padrão de outros… Como trazer a realidade para o casal? | Será que realmente precisamos de um problema para cuidar sempre?
AAP | EP.39: Marido desconectado do planejamento | Vivendo no padrão de outros… Como trazer a realidade para o casal? | Será que realmente precisamos de um problema para cuidar sempre?
AAP | Ep. 38: Casamento financeiro frágil: envolver-se ou delegar? Decisão “tectônica”: mudar de país. Em definitivo"?
AAP | Ep. 38: Casamento financeiro frágil: envolver-se ou delegar? Decisão “tectônica”: mudar de país. Em definitivo"?