AAP | Ep012: PFP em uma nova fase de carreira, planejamento previdenciário e espalhando a mensagem no começo de carreira.
22 Nov 2022 · 62 min
André Novaes, Fred, Andressa e Euline discutem planejamento financeiro em transições de carreira. Um cliente se beneficiou do planejamento ao encerrar emprego, uma médica reorganizou sua previdência, e o grupo reflete sobre como divulgar o trabalho do planejador financeiro.
Chapters
Ajudando os verdadeiros planejadores e planejadoras a ter maior clareza, mais clientes e a se tornar a melhor versão de si mesmo. Este é o podcast da Academia de Planejadores.
Olá.
Pessoal, tudo bem? Antes da gente começar esse episódio, eu quero aqui fazer uma rápida correção. Vocês vão ver no início da gravação que eu digo que a gente está no décimo primeiro episódio, mas se você olhar atentamente, esse é o décimo segundo episódio. Então, eu passo aqui rapidamente apenas para fazer essa correção e já te convidar a curtir, comentar e aproveitar o conteúdo que a gente preparou nesse décimo segundo, décimo segundo episódio. Divirtam-se, aproveitem. Um grande abraço.
Olá, senhoras e senhores, muito bem-vindos ao décimo primeiro episódio aqui do nosso podcast. Meu nome é André Novais. Eu tenho o privilégio de estar participando de todos esses junto com o Fred. Fred, como é que você está? Tudo bem?
Tudo bom e vocês? Tudo tranquilo. Novamente, um prazer estar aqui.
Muito bom. A gente também está aqui com a Andressa de volta aqui com a gente. Andressa, como é que você está?
Super energia, tudo bem? Tudo ótimo, bom dia a todos, um prazer estar de volta.
Beleza. E também o nosso querido Euline aqui presente com a gente. Euline, tudo jóia?
Tudo em ordem, prazer estar aqui com vocês para esse bate-papo produtivo.
Muito bom, muito bem. Pessoal, vamos começar a conversa aqui acerca do que a gente viveu, como é que foi a nossa semana passada, só reforçando que a gente está aqui num encontro, é uma conversa entre colegas profissionais, a gente busca aqui abordar Casos reais, o que aconteceu na semana passada. A gente não tem um script aqui. Claro que antes da gente começar a gravar, a gente falou, e aí, o que a gente vai abordar? Para que justamente o conteúdo fique interessante para você. Interessante a partir de uma lente que a gente também te convida a usar para desfrutar desse conteúdo. Uma lente que aponta para maturidade, profundidade e abrangência nas conversas, nos casos, nas relações, no tipo de entrega que a gente busca fazer para os nossos clientes. A gente fielmente acredita que esse é um serviço relevante para a comunidade de profissionais de serviços financeiros e principalmente para você que contempla, busca a migração para uma carreira, carreira efetivamente como um planejador, como uma planejadora financeira, ok? Vamos lá, vamos começar nossa conversa aqui. Hoje eu tenho o privilégio de pedir para o Fred, queridão, começar contando aí para a gente como é que foi a sua semana passada. A gente está gravando isso daqui no comecinho de novembro. O Fred tem mais umas duas semanas de trabalho pela frente, depois ele só volta a trabalhar em fevereiro. Mas, Fredão, o que você conta para a gente aí da semana passada?
Ah, isso aqui é masterização da atividade, né? Quando você volta em fevereiro, agente em bloco... brincadeiras à parte e passando um momento ali bastante interessante, né? Pós tudo o que aconteceu, feriado no meio, mas foi uma semana agitada e muito bacana, né? E o que eu trago aqui de highlight da semana é uma reunião com um cliente de quase quatro anos já e todo o benefício do planejamento criado ao longo desse tempo todo para uma repentina notícia que ele recebeu do encerramento das atividades do local em que ele trabalha aqui no Brasil.
Agora, não tem mais emprego, não tem mais trabalho. Como é que a gente vai ajustar tudo isso? E como é que o planejamento bem feito ao longo desse tempo todo tem trazido benefícios para ele em relação a tudo isso que aconteceu e que não estava no controle dele? E a tranquilidade que foi a conversa na semana passada e bacana de saber que eu pude ajudar aqui num momento desse, que geralmente é muito tenso para todos, que ele estivesse bem tranquilo nas reflexões, nas relações todas, e entendendo que ele tem uma oportunidade até financeira, uma proteção financeira boa, para ele poder decidir o melhor para ele, sem pressa.
Conta um pouco mais desse caso, Fred. Então, o cliente recebeu uma notícia, foi realmente repentino, já existia algo? Ele te ligou quando aconteceu? Dá um tempero aí mais.
Na verdade, assim, repentino foi a questão de, há meses atrás, ele receber a notícia que a operação se encerraria agora em outubro.
E aí, obviamente, acho que três meses antes, sabendo disso, ok, posso olhar para as coisas, mas também não sei o que vem de rescisão, de bonificação e tudo mais, aqueles cálculos todos do regime seletista de todo um cargo alto também na corporação e etc. Mas que ele veio trabalhando essa questão de, poxa, num ano de mudanças no Brasil, mudança de governo, encerrar uma operação que ele visualizava como muito boa para frente, passando por um momento de pandemia, onde eles conseguiram, e aí a decisão corporativa de encerrar a atividade, no momento que ele olha para frente e fala, eu com alto cargo dentro da corporação, entendo que isso aqui seria, a ideia é que isso vai melhorar muito para frente, mas enfim, eles quiseram. encerrar e talvez seja pior voltar depois num outro momento, onde vai custar mais pra voltar, né? Então ele trabalhando tudo isso na cabeça dele e ele muito tranquilo em conversarmos sobre os planos e projetos de vida e falar, cara, que bom que tá tudo bem, que tá tudo tranquilo, que tá tudo encaminhado e que eu posso, palavras dele, né? Posso, com a tua ajuda aqui, olhar pra trás, olhar tudo que a gente fez, inclusive a decisão de troca de apartamento, carros e etc. E saber que eu não terei renda daqui para frente, mas tudo bem, porque eu tenho um tempo determinado aqui por nós de tranquilidade financeira para poder escolher o bom caminho a seguir.
Olha que interessante, de um lado, uma notícia que talvez traz uma frustração, porque como um auto-executivo, ele deveria estar capitaneando esse projeto, ele devia ter visões acerca de onde esse projeto podia chegar. E uma notícia como essa, se olhada apenas sob a ótica profissional, pode trazer um desânimo, porque a frustração traz desânimo. Mas, de outro lado, um cliente planejado. e um planejamento que talvez possa funcionar até como uma ponte de ânimo entre de onde ele sai e para onde ele vai. E uma ponte também na direção de agora, talvez ele poder agir na direção de uma carreira e não apenas reagir na busca por um trabalho. Deixa eu trazer primeiro aqui o Fredão Euline para essa conversa. Por quê? Euline, você teve uma carreira na área de tecnologia.
E também está fazendo um movimento, e aqui o movimento também aponta para um processo alongado e não para um evento único, portanto leva tempo, um movimento de migração total também de carreira. Como eu te conheço de outros carnavais, talvez não deslocado do que já tenha sido uma função vocacional na sua vida, que é servir pessoas, ajudar pessoas. Mas, não obstante, uma alteração, uma mudança profissional.
Me conta um pouco de você, Aurílio, como é que o planejamento financeiro te ajudou? E depois disso, você se sente preparado também para guiar eventuais futuros clientes nessa questão? O que você conta um pouquinho para a gente?
Para mim é muito claro que as questões de economia sempre permearam as minhas decisões de carreira também.
Para mim é muito claro que a economia é o que você faz quando os recursos não são infinitos. E esse conceito é mais antigo do que a gente imagina. Quem acredita em Deus sabe que existia um paraíso antes e que lá, sim, os recursos eram infinitos. Daí, quando houve um rompimento, a primeira coisa que Deus falou foi assim, agora você vai suar. Agora você vai ter que gastar suas energias para produzir a sua riqueza, o seu trabalho. E aí eu tive um privilégio de ser criado num lar onde essas questões sempre foram muito claras para a gente. Então desde a minha adolescência, da minha juventude, eu sabia que tinha que guardar parte dos meus recursos. Então essa decisão eu tomei desde o meu primeiro emprego, fazer de alguma maneira uma poupança, uma aplicação, guardar para os momentos de vacas magras. E aí esse é um problema que eu acho que todos os celetistas, o Fred usou essa palavra, as pessoas não têm muito... Geralmente os celetistas não têm ganhos eventuais, então os caras não colocam o guardar para o futuro dentro do seu planejamento, que é uma coisa que a gente ajuda aqui as pessoas a se programarem. E isso faz muita diferença na hora do vamos ver, na hora que cessa essa riqueza, como você vai fazer. E aí, cara, se você se programou, se você pensou e se aventou a possibilidade de um dia cessar essa fonte de receita e você se planejou, você tem aí, dependendo de quanto se guardou, um prazo, como esse cliente do Fred, que você vai passar a tormenta. Então, no meu caso, eu sempre procurei fazer isso. Procurei ter uma reserva e ela está sendo consumida agora nesse período que eu ainda não tenho clientes, muitos clientes, para poder passar por ela.
Jóia. Tem um papel também esse dinheiro, não é? Eu quero que você volte daqui a pouco, mas, Dressar, deixa eu te convidar aqui agora para... e presentear a gente também com um pouco de sensibilidade, não que os homens não possam exercê-la, mas eu acho que as mulheres a têm de maneira mais natural. A gente está falando aqui de uma notícia.
Acabou o emprego, acabou, perdeu, a gente pode usar o verbo que a gente quiser, E a gente também está falando que tem um planejamento financeiro que suporta. Agora, nessa situação, Andressa, quais são os sentimentos que os clientes trazem para a mesa? E na sua perspectiva e experiência, qual o papel do planejamento financeiro nos sentimentos que emergem quando a gente se vê, opa, o projeto que eu tinha, a empresa que eu investi, o ideal que eu havia aqui imaginado já não existe mais. A pergunta é clara. Qual o papel do planejamento nos sentimentos? O que você tem para dizer para a gente, Dressar?
É superinteressante essa pergunta, até porque ela é contínua. O policybook não é algo que pipoca de vez em quando. Mas eu acho que a primeira coisa que eles fazem é se comparar, e se comparam. Você tem outros clientes que já passaram por isso? Você tem pessoas... eu escutei uma cliente ontem, foi demais, ela me disse, mas eu tô tão ruim. As pessoas passam por essa situação, eu acho que a primeira coisa que elas fazem é se comparar, porque eu acho que a comparação faz com que a gente mostre pra ela como que as outras pessoas passaram por isso. Então, eu percebo que nós acabamos nos tornando um pouco de contador de histórias. as histórias da vida real. E acho que, no final, o nosso papel é dizer que vai ficar tudo bem. E eu trago de novo, que na última vez eu falei da mesma forma, a importância do planejador ter uma ferramenta útil para poder trazer clareza para onde a pessoa deve ir. Não que a gente vai comandar para onde a pessoa vai, mas acho que o nosso papel é trazer a informação de os caminhos que ela pode percorrer, e quais são as coisas que ela vai ganhar e vai perder por isso. Mas eu acho que no resumo é o comparativo, as pessoas se comparam, elas procuram acolhimento em histórias, e aí é o papel do contador de histórias, e a clareza das informações, que eu ressalto novamente, a importância de um planejador ter uma boa ferramenta para isso.
Muito bom, muito bom. Fredão, acho que o Andrés usou um termo que eu acho que é extremamente relevante, que é garantir que tudo vá bem, que as coisas vão ficar bem. Mas quando eu também aponto a relevância, a importância desse termo, Eu não quero que esse termo pareça desprovido de uma responsabilidade, ou seja, não é apenas dizer que tudo vai estar bem, é de fato poder sustentar, poder ter elementos que suportam no sentimento e na visão do cliente de que Tudo vai dar certo, tá tudo bem. Então eu te pergunto, o que você faz, cara, na tua prática, na experiência, pra, de um lado, poder vocalizar e ter a segurança de vocalizar, tudo vai dar certo, mas de um outro lado, demonstrar, suportar, evidenciar que tudo vai dar certo?
É importante isso, André, porque começando na segunda parte da pergunta, porque ela está mais fresquinha aqui na cabeça de todo mundo. A ferramenta mostra isso, o uso da ferramenta, a gestão do fluxo financeiro do cliente, o entendimento de receitas e despesas, a clareza de onde está o patrimônio e como ele está distribuído, para onde ele está alocado, alinhado, encaminhado. Isso é o jeito que a gente usa, quando eu falo a gente, nós aqui dentro, Na live, utilizamos a ferramenta que nós temos para isso, para mostrar. E cenários criados a partir disso. A outra ponta de como é que eu faço para mostrar para o cliente é efetivamente construindo a relação com ele daquilo que ele efetivamente quer, qual é a prioridade, quais são os planos ou quais são os planos, perdão, né? E conversar com ele sobre a construção desses ao longo do tempo, ao longo do prazo, tendo paciência, construindo de forma a edificar em rocha e não em areia, ou seja, solidificar tudo, decisões complexas, intensas, tensas, conversas sinceras, entendimento da relação que precisa ter planejador-cliente, não só no atendimento, Ou seja, muitas vezes, o cliente até brinca comigo. Eu falo, pô, você está falando do nosso projeto? Eu falo, é, porque eu participo, eu posso não ir, eu posso não estar nele, mas eu estou participando da construção dele. Então, é dessa forma que eu mostro com a ferramenta e converso com eles sobre, ok, tudo bem.
Perfeito, perfeito, cara. Acho que essa dança que você está propondo, de um lado, realmente, a evidência física até de uma ferramenta. É interessante quando a gente pensa em serviços profissionais. Bom, são famosos os quatro P's do marketing. preço, praça, produto e promoção. Mas em serviços profissionais, a estes quatro, a gente adiciona outros três. O P de Pessoas, o P de Processos e o P, tentando trazer para o português, o P de Prova. Em inglês é People Process Physical Evidence. De alguma forma, a ferramenta serve para provar que o que a gente está dizendo de fato está materializado. e que não é uma palavra lançada ao vento para gerar um conforto imaturo, mas é, de fato, a manifestação de algo que foi contestado numa ferramenta. Agora, Euline, para concluir esse caso do Fred, e você tem uma experiência bacana em tecnologia, ferramentas, cara, servem para fazer a vida do usuário mais fácil ou deveriam servir também para fazer com que a vida do usuário fosse melhor? Melhor na direção também de mais efetivo, de amadurecê-lo. Deixa eu te contar um pouquinho do contexto, da motivação dessa minha pergunta. Eu sinto que muitas vezes a gente tem, enquanto profissionais, uma perspectiva de querer facilitar demais as coisas para o usuário, e muitas vezes isso vem acompanhado de um desperdício de uma oportunidade de amadurecer o usuário na direção de você precisa se envolver com algumas coisas. Tentando fazer a analogia que eu sempre faço, eu não vejo nenhum educador físico, nenhum empreendedor de academia de ginástica tentando fazer com que o peso segure o braço do aluno e levante o braço do aluno. Mas parece que, em planejamento financeiro, a gente quer automatizar tudo para que o usuário não faça nada. Me conta um pouquinho o que você acha disso numa perspectiva tecnológica.
Eu penso que um dos P's que você citou aí, se não estiver envolvido, de pouco importa a ferramenta, que é o P do processo. Se as pessoas não entenderem que elas precisam seguir um processo, a ferramenta não vai resolver em nada. E o apelo das ferramentas geralmente é esse. Não, a ferramenta vai fazer por você.
Não, não vai.
Se você não tiver um processo, a ferramenta vai emperrar o seu desenvolvimento, emperrar as suas decisões, e vai ser um peso a mais. E daí a ferramenta passa a ser enfadonha. O que era para melhorar a sua vida se tornou um peso, e você perde muito tempo com aquele peso. Claro que a ferramenta, as boas ferramentas, elas são muito simples e intuitivas até. É muito barato você pegar uma criança tentando usar um tablet. É intuitivo passar o dedo. Coisas que gente de mais idade como eu aqui, antigamente o celular era botão. Então assim, a ferramenta tem que ter essa simplicidade, mas se não tiver o processo, de pouco importa a ferramenta. Você vai perder mais tempo. Então não vai melhorar sua vida e vai piorar. E aí eu tive uma experiência semana passada conversando com uma pessoa e foi justamente essa. Ela falou assim, antigamente eu fazia o controle, eu tinha um orçamento. Que ferramenta você me sugere? Eu falei assim, cara, se você tiver um caderno, caneta e lápis, resolve. Se você não tiver o hábito, se você não tiver o sequenciamento das coisas, a disciplina, a ferramenta não interessa. Se você não tiver o processo, não vai facilitar a sua vida.
Muito bem, muito bem colocado. Eu acho que a gente está em uma fronteira tecnológica em serviços financeiros, em planejamento financeiro, cada vez surgindo mais coisas. Eu acho que o ponto de atenção aqui para profissionais é cuidado, cuidado com a tecnologia para que ela não subjulgue o processo. E ao ter o processo subjulgado, quem acaba descartado é o profissional. E, sem perceber, muitas vezes a gente ajuda no descarte da relevância de um profissional por subjulgar o processo e supervalorizar a ferramenta. Então, deixemos aqui um cuidado. Flandel, obrigado pelo caso. Vamos contar um pouquinho como é que a Andressa passou a sua semana passada. Andressa, o que você tem para contar para a gente?
Bom, acho que é um caso que eu acabei demorando um pouquinho para encontrar uma saída junto com a minha cliente. Ela está comigo há mais ou menos um ano e três meses, mas era algo que ela me pontuava sempre no começo, aquela sensação de desconforto com o trabalho. Eu tenho uma médica. Ela é médica, trabalha em todos os lugares que você possa imaginar Eu brinco e falo, quantos trabalhos você tem no primeiro atendimento? Porque eles são multifuncionais, né? E ela tá em uma clínica, faz os plantões, e ela é concursada pela prefeitura da cidade dela E há um ano eu venho percebendo, e eu falei sobre isso, não era essa cliente, mas eu falei sobre isso, sobre como a ferramenta é importante. Eu comecei a perceber junto com ela que existia dias específicos da semana onde o consumo era devastador para o orçamento. E num bom bate-papo, a gente entendeu que o problema dela é a parte do estatutário. Ela não gosta de fazer esse tipo de trabalho. É um trabalho que demanda muito da agenda dela. que foi descoberto por uma agenda em blocos, né, porque ela se sentia incapaz de fazer atividades pessoais, né, médico com uma certa idade, ele começa a ter dificuldades com várias coisas, e eu não quero que ela tome medicamentos. E ela chegou no ponto e falou assim, Andressa, eu preciso desistir de alguma coisa, porque tá inviável. E eu pus a ferramenta de lado, peguei um papel, uma caneta e falei, vamos montar a sua agenda. Vamos entender como é que funciona a sua agenda. E junto com a agenda, a gente entendeu com a ferramenta que existia um gatilho ali. Um gatilho emocional. Então, qual foi a estratégia? Vamos pegar férias e vamos trabalhar no que você gosta durante 30 dias. E aí descobrimos que sim, a prefeitura é algo que estava incomodando ela. E aí eu trago para a mesa a importância de a gente trabalhar com outras pessoas, você ter parceiros inteligentes. Então, nós contratamos uma empresa especializada na parte de aposentadoria, E a gente descobriu que não estava tudo perdido, que ela poderia sair da Prefeitura e utilizar o que ela já tinha contribuído de uma outra forma. E essa mudança aconteceu, vamos fazer três, dois meses aproximadamente, e é outra pessoa. Nós temos uma profissional no mercado muito mais preparada, muito mais à vontade, muito mais feliz. Ela falou que a carteira de clientes particular e tanto do plantão, o plantão é feito com mais amor. Então, às vezes as pessoas ficam presas naquela... Um fato de café com as amigas, não sai não, você vai perder, você vai perder, porque tem aquela parte da segurança que deixa a pessoa meio que amarrada naquela situação. Mas algumas revisões foram feitas durante os anos e ela se sentiu perdida e eu acho que Planejadores, é muito importante que vocês tenham parceria com pessoas inteligentes, idôneas, que querem ajudar os seus clientes junto com vocês, né? Então, é claro que no começo foi desafiador, claro que ela sentiu medo, mas eu acho que quando a gente tem, mais uma vez, clareza sobre a informação, a ferramenta ajudou a gente a entender, tá bom, se der tudo errado, vai dar tudo certo no final.
E ela já é uma outra pessoa. É uma pessoa muito mais feliz com o que ela faz. E acho que com o tempo que ela passou...
Interessante. Deixa eu entender. Então, o grande receio que ela tinha de reorganizar a agenda de trabalho e isso passava necessariamente por sair desse trabalho da prefeitura, esse receio estava ancorado na questão previdenciária. Ah, mas eu saí, ou eu posso perder, ou eu não terei mais a segurança. Esse é o caso.
Até porque a agenda dela, 70% dos dias do total da agenda dela, da semana, estava comprometido pelo serviço público.
Acho que esse é um caso clássico, não é, Fred? Você já deve ter passado por vários médicos também que têm diversos trabalhos, diversas atividades, multilocal. Não é estranho a gente encontrar um médico que tem talvez até um consultório, geralmente em consultório de terceiros, também faz plantão e também tem alguma questão na esfera pública. E a vida é bastante conturbada na direção de muito tempo... alocado nesses trabalhos, e aí a gente pode fazer o exercício justamente da semana atual e da semana ideal, de ver em qual período da semana eles geram não apenas mais renda, mas também maior contentamento. Em qual da atividade há um maior exercício da vocação na profissão? Como é que você lida, Fred, com casos assim? E eu sei que você gosta também de organizar, você tem o lado do engenheiro, né, que deixa as coisas muito claras, muito evidentes, matematicamente muito, muito bem fundamentadas. Como é que você lida com casos assim?
André, primeiro ponto, eu acho que tem similaridade com um caso que eu trouxe aí num um ou dois podcasts atrás, né, daquele cliente que é médico também.
A ideia aqui é refletir sobre aquilo que faz sentido para a vida. Vai muito além de números. Então, respondendo a tua pergunta aqui, eu tenho lidado cada vez mais com a sensação que a pessoa atende para onde ela quer caminhar do que aquilo que pode trazer de benefício financeiro.
Por quê?
Porque talvez precisamos de uma decisão que vai deixar dinheiro na mesa. Tudo bem, vamos tentar entender isso, tá? Porque no caso dessa cliente da Andressa, por exemplo, é o dia a dia, a semana a semana, quinzena a quinzena, mês a mês e o ano após ano que ela tem de, cara, eu estou vendo que estou indo para trás e é porque é uma segurança financeira. Como é que eu estruturo isso? Como é que eu compenso isso em algum lugar? Ah, vou perder. A segurança de ter o valor lá na frente me importa menos. Eu não queria perder o tempo de contribuição. Então, olha lá. traz alguém para avaliação e fala, ó, você pode usar tempo daqui para o INSS e tudo bem. E aí ela fala assim, legal, eu vou deixar menos dinheiro na mesa então, que era uma decisão muito financeira, estava pautada, e agora passa a ser uma decisão de vida. Então, é colocar as pessoas para realmente se questionar sobre o quanto é suficiente, o que você precisa. É diferente daquilo que eu falei, até que o cliente meu falou lá atrás. Ele falou, Fred, é super legal voltar de umas férias com uma qualidade de vida fantástica em 20, 15, 20 dias. Mas e os outros dias do ano? Eu preciso ter qualidade também.
É isso aí.
E talvez aqui é claramente o caso da cliente da Andressa, ela não estava tendo qualidade de vida. E por uma decisão única, exclusivamente financeira, ela não fazia, não invertia o lado daquilo que é a melhor versão dela para o lado que ela precisaria caminhar. E aí com a ajuda e clareza de todo o trabalho, ela fala, legal, vou tomar a decisão.
Euline, te convido para conversa. De um lado, O trabalho público tem, sim, essa questão da segurança. E não só isso, pessoal. Também tem muita gente que, no exercício de uma atividade pública, enxerga ali o seu traço vocacional. Mas, de um outro lado, muitas vezes isso requer uma boa dose de tempo com uma remuneração-hora bem mais reduzida, principalmente quando comparado ao mesmo tempo em outras atividades. Como é que você tem auxiliado, ponderado na direção de como equilibrar, de um lado a segurança, do outro lado, essa maior liberdade com maior rentabilidade?
Ao ouvir a Andrês, eu pensei em uma frase que caminha comigo há muito tempo, que é assim, às vezes Deus tira o que eu tenho para dar o que eu preciso.
Então, acho que é muito essa balança aí. Às vezes as pessoas acham que elas precisam de um emprego público, ou elas precisam de determinada posição, de determinada coisa, e coloca toda a confiança de que a segurança da vida, a segurança do futuro está naquilo ali. Por isso que gosto de ser planejador também, porque a gente consegue enxergar isso de fora, e aí, como foi bem colocado aqui, com a ferramenta, sentar junto e conversar, e você ter uma visão maior, você consegue justamente tirar essa falácia de que o emprego público vai te dar um futuro melhor. Então, eu acho que esse é o papel nosso, de trazer essa clareza para a pessoa, e o Fred usou a palavra que eu gosto bastante, o que é o suficiente, o que é preciso? O que vai transformar o seu dia a dia na sua melhor versão? De que adianta você ter uma segurança financeira do futuro, mas você ter uma qualidade de vida péssima até chegar lá? Aí chegou lá, todo esse dinheiro que você guardou, você vai gastar com remédio, medicação, porque sua saúde está em frangalhos, você não gastou tempo de qualidade com a sua família, você não curtiu a vida nos outros dias que você precisa. Então eu acho que esse balanceamento, e aí chegar nessa conclusão mesmo, às vezes eu não preciso disso. Deus tira o que eu tenho para dar o que eu preciso.
Uau. Belíssima, belíssima frase. E eu também percebo que muitas vezes a segurança, e segurança também pode ser manifesta no conforto, pode ser manifesta em várias outras coisas que a gente persegue na nossa vida. Eu acho que o cuidado, e é um papel nosso também, apontar o cliente para, será que essas coisas, que não são ruins, mas talvez a sua relação com elas não seja manifestação de uma idolatria? E aí, por ser idolatria, não é uma questão de ser bom ou ruim, é uma questão de ser péssimo. Péssimo, péssimo. Te afasta de um senso maior de propósito, te afasta de fato, de fato de exercer uma vocação. Então, muitas vezes, até o que a cultura coloca como o alvo, o objetivo, quando aquilo não é você que tem aquilo, mas é aquilo que te tem, aquilo rapidamente tem traços de idolatria.
E acho que é o nosso ponto a levar. Diga, Euline.
Tem uma outra frase que eu lembrei agora que fala assim, se você possui alguma coisa e você é incapaz de se desfazer dela, então você não possui aquilo, aquilo é que te possui.
Aquilo é que te tem. Muito bom, muito bem, é isso aí. Dressa, acho uma outra coisa muito legal desse caso, além desse papel que você teve na direção de trazer paz para ela, foi justamente a humildade que você usou na sua prática ao trazer um profissional mais especializado, mais competente para uma análise previdenciária. Como é que você cuida da relação com os seus parceiros? Diga aí para quem está ouvindo como estabelecer bons parceiros e nutrir boas parcerias.
Eu acho que Nós somos todos interdependentes.
Trabalhar com um time de... Com variações de profissões diferentes ou culturas é super importante, porque traz uma visão, né? Te deixa atualizado. Então, eu tento estar próximo de pessoas, né? Trago da minha carreira, do meu antigo trabalho, muita gente diferente, de trabalho diferente, de cultura diferente. E eu acabo utilizando essas pessoas durante o meu dia a dia, então... Se eu tenho um cliente que tá com uma dificuldade numa sucessão, e eu conheço dois advogados que trabalham com isso. Então, eu tento contato, pergunto se tem disponibilidade, se ele pode me ajudar. E as pessoas têm uma humanidade muito bonita. As pessoas gostam de ajudar pessoas. Então, o que eu tento fazer? Participo das reuniões, vou junto, tento intermediar esse lado. Então, se eu tenho algum cliente que precisa de alguma coisa, eu tento ajudá-lo a procurar profissionais nessa área. E o mais bonito do nosso trabalho é que a gente não tem comprometimento financeiro com essas recomendações, com essas trocas de clientes. Então, no começo é engraçado que as pessoas falam, ah, mas eu te pago uma comissão. E aí ele tem que entender que não, ele tem que me pagar com um trabalho eficiente, com o meu cliente feliz. E isso é super legal porque as pessoas ficam, nossa, mas é uma troca de informação mesmo Então eu carrego muitos profissionais diferentes da minha antiga carreira e no qual eles me conhecem como uma pessoa e estão super abertos a me ajudar. Então, eu digo para os meus clientes que eu tenho um grande time, porque as pessoas não fazem nada sozinhas. Além da Life, que nós temos os planejadores com diversos conhecimentos, eu viro e o Mexo me manda uma mensagem, oi, fulana, tudo bem? Eu estou com um caso assim, você não quer me ajudar? Marca o horário, e a gente marca pro cliente. Eles gostam bastante dessa interação. E o engraçado é que o cliente não enxerga como alguém desfuncional. Ah, eu não sei fazer isso. Ele enxerga como alguém que tem um networking muito grande. E entende que eu ponho na mesa pra ele aquilo que tem excelência, né? Então é engraçado. Ah, a Andressa pediu pra conversar com essa pessoa, então ela é muito boa mesmo. E aí enxerga a gente de uma forma diferente. Então eu acho super válido. válido esse tipo de parceria, essa parceria mais genuína, né? E você, no meio do caminho, André, você começa a perceber quem é que toca no mesmo time que você, quem é que trabalha como você. E aí, de forma mais energética, você acaba tendo um time de gigantes, né? Pessoas que falam o mesmo vocabulário que você. Então, é fácil, assim. Eu tô conversando com um assunto, já tô pensando, nossa, preciso falar qual pessoa pra mexer nisso. E aí, eu vou apresentando pra ela opções.
E acho que você colocou uma coisa, Idrissa, que eu volto a reforçar aqui, até para quem está nos ouvindo, anote isso. Um dos traços de um bom especialista é o reconhecimento da importância da curadoria que aponta para que tem gente que faz algumas coisas melhor do que eu, que tem mais capacidade do que eu. O especialista, e o planejador financeiro talvez até seja mais um generalista, mas a gente tem uma especialidade dentro do geral que a gente faz, que é o quê? Cuidar da vida como um todo. ainda mais como um planejador centrado na vida. E dentro desse contexto, a curadoria de bons profissionais, ela enaltece a nossa relevância junto a clientes. Você colocou uma coisa que é fundamental, o cliente não acha menos da gente, ele acha melhor da gente quando a gente também o aponta e traz pessoas para a mesa. Fredão, para concluir esse caso da Adressa, cara, e... Enfim, eu sei que você tem uma carteira de clientes que carregam uma boa posição patrimonial, o que necessariamente também te demanda a curadoria e o envolvimento com outros profissionais, e alguns desses outros profissionais no eixo investimento. Como é que você tem lidado, como é que você tem diplomaticamente cuidado dessa relação? Até muitas vezes, quando essa relação, opa, parece que as visões aqui são divergentes. Como é que você tem navegado nessa situação?
André, o primeiro ponto é que eu trago o profissional do outro lado, nos primeiros contatos para o nosso lado. Quando eu falo nosso lado é o seguinte, trabalhar para o cliente, trabalhar em favor do cliente, trabalhar de acordo com aquilo que o cliente precisa. E eu deixo muito claro para o profissional como que é o nosso trabalho e como nós enxergamos o investimento dentro do planejamento financeiro do cliente e ele alocar para onde a destinação vai determinar, e não o contrário, alocar simplesmente por alocar.
E aí, profissionalmente, vocês sabem que eu procurei também ser bastante aderente e obediente a tudo aquilo que está sendo criado e tenho a questão da CVM como minha, pessoa física, para entender se eu precisava caminhar com algumas outras estruturas. algum outro relacionamento junto aos clientes para que eu pudesse, vamos falar assim, blindar um pouco alguns que não tivessem profissionais, que estivessem entendendo a real situação de tudo e o que precisaria ser feito para o cliente. Mas, graças a Deus, nunca tive nenhum problema com isso e sempre encontrei, como a Andressa falou, boas pessoas do outro lado que entenderam que faz parte e tudo bem.
É isso aí. Muito bom, muito bom. Acho que dá para a gente criar uma relação saudável, cada um no seu quadrado, efetivamente. Eu acho que uma coisa importante, caso quem esteja nos ouvindo aqui também tenha, e necessariamente você vai ter, a necessidade de apontar o seu cliente para outros profissionais também. A gente não é a última bolacha do pacote, a gente não sabe tudo. Mas o seu grande cuidado, como aqui destacado, é garantir que não importe quem está certo e quem está errado, mas que prevaleça o que é certo e o que é errado. E esse é o trabalho de um verdadeiro planejador. Junto com o cliente, estabelecer essas premissas do que é certo e o que é errado. E eu tenho uma posição Muitas vezes a gente fala assim, não, eu vou levar o meu cliente para alguns profissionais e ao levar o meu cliente eu vou fazer com que então esse outro profissional possa trazer condições mais baratas ou melhores para o meu cliente. Eu digo, pera aí um pouquinho, será que realmente esse é o valor que a gente tem em levar o nosso cliente para um profissional que vai topar exercer a sua atividade a um preço menor para o nosso cliente? Porque a gente quer ficar bem na fita e dizer para o nosso cliente, está vendo? Eu estou te trazendo vantagens econômicas. Eu, particularmente, penso que não. Porque eu não quero trazer pro meu cliente um parceiro barato, eu quero trazer pro meu cliente um parceiro efetivo. E não um parceiro efetivo hoje, nos próximos 30, 40, 50 anos. Portanto, o meu parceiro tem que ganhar dinheiro também. no expertise dele, no papel dele, naquilo que ele faz. O nosso papel como planejador, no exercício da curadoria e trazer especialistas, não é buscar o especialista mais barato ou aquele que está disponível a ceder uma parte da sua receita para beneficiar o nosso cliente. É aquele que faz o trabalho e tem que ser feito. é aquele que efetivamente resolve o problema, e que resolve o problema hoje e sempre. Para isso tem que ser remunerado. Então, acho que a gente, como planejador, no exercício da curadoria, também tem que cuidar do mercado como um todo, e não só da economia, para o nosso cliente. Mais efetividade e não apenas menor custo. Acho que a gente também tem que ter essa maturidade no exercício das nossas parcerias.
Muito bom, Andressah. Adorei, viu? E eu gostei de uma outra coisa que você colocou, time de gigantes. Eu adoro os termos que você usa, eles ficam tão claros, tão claros. Parabéns, viu? Eolini, e você? O que você conta pra gente aí da semana passada? ainda começo de carreira, você disse, André, mas semana passada eu estive ajudando a minha mãe ali numa viagem para o Sul, não tive muitos encontros. Mas eu sei que você tem tido um outro exercício, que era a direção de espalhar sua mensagem, participando de programas midiáticos, rádio, TV, também de algumas lives. Conta um pouquinho para a gente aí, tem muita gente que está ouvindo a gente que está nessa pegada também, que está começando. E, antes que comece, é repleto de desafios, é repleto de percalços. Então, a gente aqui não quer criar um mundo que não existe, a gente aqui quer retratar o mundo que é. Conta para a gente como é que tem sido essas suas caminhadas, como foi na semana passada sobre isso.
Só um parênteses antes de entrar nessa sua pergunta. Na hora que eu estava vendo o Andrés e o Fred falar, eu tenho um cliente que me demanda muito, que é a minha mãe. Porque as finanças da minha mãe sou eu que controlo. A minha mãe, desde que meu pai faleceu, ela morou um tempo com a minha irmã e agora ela mora sozinha, mas eu assumi todo esse controle das finanças. Até eu pensei esses dias, vou começar a cobrar um FII da minha mãe porque demanda pra caramba. Então, na verdade, apesar de eu não ter tido nenhum contato financeiro essa semana passada de cliente, eu corri atrás de muitas demandas e eu fiquei pensando, isso aqui é trabalho de planejador, de decidir o que vai investir, a reforma que vai fazer e tudo mais. Mas só esse parênteses aí que eu lembrei na hora que ele estava falando. de... Bom, eu acho que assim, meu pai falava uma frase que eu gostava, que é que a propaganda é a alma do negócio. Então, a gente tem que tentar, de alguma maneira, se mostrar.
Propagar.
Falem bem ou falem mal, mas falem de mim. Claro que eu espero que falem bem de mim. E algumas portas têm que ser abertas, justamente nessa tentativa de espalhar a mensagem, de falar assim, olha, eu mudei de carreira, eu não sou mais um... um gerente de tecnologia, de desenvolvimento de software, agora eu trabalho com planejamento financeiro. E aí surgiu essa oportunidade, existe um canal e várias igrejas, e essa igreja aqui de Campinas me chamou, eu já tinha ido em duas ocasiões na TV Bandeirantes, e aí, por conta disso, eles ficaram sabendo também, eu tenho usado muita divulgação, mandando mensagem para as pessoas, e uma das pessoas da igreja falou assim, ah, nós temos aqui um programa toda semana, chama-se Central de Boas Novas, você não quer vir aqui falar sobre o seu trabalho?" Eu falei, claro, é a chance que a gente tem. E aí a experiência foi legal também, porque assim, eles divulgaram antes e vieram várias perguntas pertinentes ao trabalho. E aí o pessoal também gerou demanda no site, preencheram propostas lá do nosso quiz, teve gente que fez perguntas baseadas no que enxergaram no site. Então eu vejo isso como uma... uma propagação da imagem, da propaganda dos meus trabalhos. E foi muito interessante o tempo gasto, a gente ficou uma hora e dez, mais ou menos, e perguntas muito sérias e importantes que levam a divulgar realmente o trabalho nosso, que também é um trabalho muito importante. Às vezes as pessoas acham, ah, mas eu vou pagar por isso? Vai, porque tem valor o que a gente faz, a gente tem... ter ferramentas, ter uma plataforma, ter a metodologia. A gente tem muita coisa que pode agregar e ajudar as pessoas, o que a Andressa acabou de compartilhar, em toda a vida da pessoa. A gente não trata, a gente costuma, o nosso slogan não é só dinheiro. Dinheiro é uma parte, eu diria que é uma parte pequena. A gente trabalha muito mais com valores, com decisões, Claro, o dinheiro está envolvido, mas eu acho que é mais importante o princípio por trás do que o valor monetário.
E é interessante, você tocou nessa questão muito mais sobre dinheiro. E é mesmo, a gente sabe que a atuação excede e excede de longe a questão financeira, mas até para servir como estímulo para que a propagação continue, eu tive acesso no final da semana passada a um relatório que vai ser divulgado no começo do ano que vem, da Associação Brasileira de Recursos Humanos, que coloca o dinheiro como a principal preocupação das pessoas, mais do que saúde emocional, mais do que muitos outros assuntos, e isso vem numa crescente. Essa primeira pesquisa foi feita ainda à luz de 2020, o centro ali, o núcleo mais intenso da questão da pandemia, ele ganhou mais pontos em 2021 e assumiu a liderança em 2022. mais do que questões conjugais, mais do que questões políticas, o dinheiro hoje tem sido o grande centro de preocupação e, inclusive, com reflexos na saúde emocional das pessoas. Então, eu acho que existe aí um chamado missionário, eu não vou usar aqui a palavra oportunidade, porque eu acho que isso pode flertar com oportunismo, mas um senso de chamado, de servir, de servir às pessoas que efetivamente estão preocupadas com isso, estão deixando de dormir, relacionamentos começam a se desfalecer, relações entre pais e filhos começam a se afastar, porque o dinheiro, infelizmente... E, de novo, a gente sabe que não é o dinheiro, é o amor ao dinheiro e o quanto isso está permeado na cultura. E não ama o dinheiro só quem tem dinheiro, também ama muito o dinheiro quem não tem dinheiro nenhum. Então, propagar, seja num ambiente eclesiástico, seja num ambiente mais secular, eu acho que é, sim, o nosso papel. E eu realmente creio que toda palavra bendita nunca volta vazia. Andressah. você já teve que divulgar o seu trabalho, quando então, no começo da sua atividade como profissional de serviços financeiros, estava centrada em produtos, e depois você teve que redivulgar ou renovar a propagação do seu trabalho. Conta para a gente um pouquinho, se você tivesse que aconselhar aqui, de maneira assíncrona, as pessoas que escutam a gente, o que você aconselharia? Como propagar?
Como divulgar? André, o meu processo foi tão diferente.
Que é difícil de responder essa pergunta, porque eu acredito tanto nas parcerias que a minha transição de carreira aconteceu por uma parceria, de uma demanda que eu já recebia fazendo uma função que eu tinha, então as pessoas me pediam um trabalho de planejamento que eu não fazia, então eu encaminhava para uma parceria na época, Então, quando eu entrei de forma total para o meu trabalho atual hoje, foi um avisar, eu meio que estou avisando o que eu estou fazendo. Então, eu não tive um processo tão normal, porque eu acho que eu construí a minha transição de carreira junto com o meu planejador de uma forma mais leve e eficiente, na hora que eu percebi, já aconteceu. Então, eu tenho uma história de transição de carreira bem diferente, assim, né, das pessoas. Eu percebo que as minhas redes sociais, eu fui mudando um pouquinho o jeito como eu me comunicava, e as pessoas começaram a perceber que eu já estava fazendo aquilo que eu já fazia e não sabia, sabe? É meio complexo mesmo. Então, a minha transição foi diferente, assim, eu não... Não é que eu mudei da água para o vinho, claro, eu... Na verdade, eu trabalhava com um produto muito pequeno versus esse universo que eu faço hoje, né? Então, para mim foi um pouco diferente. Então, basicamente assim, eu utilizei as minhas redes sociais de forma silenciosa para dizer que eu estava me mudando. E quando efetivamente eu bati o martelo para essa transição, eu comuniquei a minha carteira de clientes que eu estava mudando por uma coisa positiva, e aí as pessoas que já me conheciam acabaram pulando para o barco junto comigo. Ah, eu quero participar. Mas foi uma transição muito diferente, eu acho que a minha... O fato de eu ter um planejador e de eu migrar essa transição de uma forma consciente foi muito leve pra mim. Eu não sofri.
Bacana. Mas olha só que bacana, o Euline usando ou se concentrando na propagação através de mídias de grande alcance, seja rádio, TV, lives. A Andressa já propondo um eixo aqui através de parcerias. Eu acho que isso é interessantíssimo. Fred, você que começou a ser planejador na década passada, no início do século, Isso é verdade, né? O que você fazia naquela sua época, cara? Você também tinha muita parceria, você tinha muita rede social e tal? Ou você usava um brochezinho assim, quer ficar rico, pergunte-me como, na Herbalife e tal? Como é que você fazia? Conta pra gente um pouquinho.
Eu adesivei meu carro e andava com camisa, né?
Essa estratégia é boa, hein?
A gente faz um revival de estratégia.
Brincadeiras à parte, porque o nome da empresa dava essa piada também.
Só falta o broche, só falta o broche.
Quem me ouve falar, os planejadores novos da equipe que têm contato comigo, naquele bate-papo e tal, eles sabem que eu falo que foi um convite de um grande amigo, que cá está, né, o André, e que eu encarava na época como... Ou é uma maluquice da cabeça dele, ou então ele tá enxergando alguma coisa que eu não enxergo e eu vou lá porque ele é meu amigo e eu respeito muito a ideia dele, o convite e tudo mais. E lá atrás eu lembro que foi uma certa aventura, né? Porque a gente não tinha muito como... Como é que a gente vai estruturar isso? Como é que nós vamos fazer? Como é que nós vamos propagar isso, né? E foi num boca a boca, familiar, amigo e etc., e começou a crescer, começou a estruturar, começaram a surgir possíveis parcerias, key persons, algumas coisas do tipo. muito distante de qualquer tipo de rede social e etc, porque não tinha, né, 2008. Eu lembro até hoje da primeira foto que eu tenho publicada no Instagram e depois outro dia eu falei, caramba, já tem tanto tempo assim. E assim, eu acho que eu tinha uma foto e três seguidores, né, e era um negócio totalmente novo, né, e era coisa particular e tal e etc. Então foi uma aventura legal, mas foi muito mais boca a boca. Mas aí o legal é que você vai descobrindo, estruturando ao longo do tempo, desbravando isso tudo. E combinando diversas estratégias que eu falo para todos que até hoje dão certo e darão. É a lista de contatos, é pessoas chaves para você. Agora, de forma mais divulgada, como a gente falou com o Euline na outra participação dele, uma licença, acho que até maior, para falar sobre o assunto, mas, ao mesmo tempo, uma responsabilidade ainda maior para falar sobre um assunto que muita gente está falando qualquer coisa, né, Eulínio? A gente estava falando disso, ou seja, é algo mais conhecido, mas, ao mesmo tempo, divulgado de forma não tão correta. Então, o nosso papel também é nos posicionarmos de forma correta em relação ao que é o verdadeiro planejamento financeiro. Enfim, foi isso. Não usei camiseta nem adesivei o carro. Usei o velho e bom cartão de visita e a conversa com as pessoas para falar sobre aquilo que eu estava iniciando.
Muito bom, muito bem. Mas acho que é interessante a gente ponderar. Como começamos? Como foi quando a gente tinha... Todo mundo, um dia, tinha zero. cliente. E o Merodia teve um. Então, a gente também não pode se esquecer disso.
Eu penso que, tentando... Como a gente tem uma equipe crescente, eu sempre penso, poxa, como é que foi feito? E eu não consigo deixar de me deparar com a época, quando começamos, Em 2007, e um pouco antes disso, lá em 2004, 2005, o que eu comunicava é que agora isso existe no Brasil. Era o grande eixo que eu tinha de comunicação. Algo que existe em outros países agora existe no Brasil. E, se eu olho a gênese disso, o que eu estava criando, na verdade, era um contraste. Agora existe, antes não existia. Era o antes e o depois, o novo e o antigo. Eu creio que hoje, independentemente se a mídia, porque a mídia é meio, for a mídia social, a estratégia tem que ter um núcleo. E eu creio que o núcleo não deva ser diferente, que é o contraste. Que é o contraste. Ainda mais quando, agora sim, no contexto, no contemporâneo, a gente vê na mídia social um monte de gente fazendo ruído, um monte de gente falando mais do mesmo e o mesmo de sempre, o contraste se faz ainda mais preponderante para que a gente tenha uma distinção e seja percebido. Qual é o contraste que a gente poderia usar nos dias de hoje? Modelo direto contra outros modelos? O único modelo realmente isento do conflito de interesses versus todos os outros que são ainda dependentes ou de investimento ou de produto e, portanto, conflituosos?
Eu apenas propus dois contrastes aqui, mas eu sinto que, como nuclearidade, de uma estratégia de divulgação e propagação, o contraste. E talvez, talvez, um contraste saudável seja justamente na direção de quem estiver começando a comunicar se concentrar em comunicar o que o planejador faz por você que o planejamento financeiro não faz para você. Porque não basta as pessoas terem planejamento financeiro. A gente está falando aqui com um planejador. O que a gente deseja é que elas tenham um planejador financeiro. Então a gente tem que tomar um cuidado muito grande de palavras e fotos. para não estar divulgando demais o que o planejamento faz, e o planejamento é um texto fora de contexto, que só serve de pretexto e fica comum para todo mundo, tem pouca distinção. Agora, se você que está ouvindo a gente se concentra, o que eu, como planejador financeiro, como planejadora, consigo fazer? Eu acho que a gente começa a poder criar um contraste, uma possível distinção. Hoje, fundamentalmente, é como eu faria uso da rede social para a nuclearidade estratégica, que foi o que eu sempre usei, o contraste, a distinção. À época, quando comecei, o novo. Não existia no Brasil, agora existe no Brasil. Hoje, já existe no Brasil. Qual seria o contraste? Eu acho que é uma pergunta importante para quem está ouvindo a gente aqui poder refletir. E não obstante, Andressa, Fred e Euline, como a gente conversa acerca disso nos nossos fóruns também. A gente não está aqui propondo uma resposta. A gente só não se flerta de encarar a pergunta. Não se furta, aliás, de encarar a pergunta.
Muito bem, turma, chegando aqui na nossa uma hora de bate-papo, hein? Muito bom, muito bom, gostei. Fred, como vocês, suas férias, cara, que estão chegando aí, afinal de contas o ano já está acabando, estamos no começo de novembro, daqui a pouco já é carnaval. Enfim, março você volta a atuar, é mais ou menos assim ou não, queridão?
Estou programando aqui, o LBM agora, semana que vem, é a última... Evento profissional, depois Natal, Peru... Thanksgiving, Copa.
Do Mundo.
Natal, Verão, Carnaval, aí já...
Fora, brincadeira à parte, né, André? A gente tem já essa longevidade um pouco... maior aqui na carreira, a gente sabe que essa época aqui é intensa porque nós nos propomos de forma intencional a nos reunirmos com todos os nossos clientes para revisitar tudo e programar. E aí, qual será o olhar para esse novo ano? O que vamos ressignificar, revitalizar os planos? Enfim, é uma época bem intensa.
Em setembro, a gente já tem equipe conversado sobre como buscar o cliente, e não apenas reagir a um pedido dele na direção de me ajuda a enxergar e é melhor me planejar para o que vem adiante. Mas olha só, já que a gente está aqui nos bastidores já, meio que jogando conversa fora, eu quero deixar declarado aqui, Euline, que temos LBM na semana que vem e a gente gosta de comer pão no LBM. Tem LBM na semana que vem. A gente gosta de comer brownie no LBM também.
Não, mas a Idressa também faz pão também.
Não, é uma iniciante. Se o Euline levar o pão, eu faço a guacamole.
Opa, já está virando uma festa.
E o brownie.
E o brownie também.
A guacamole é um upgrade se o Euline fizer o favor de levar o pão.
Muito bom. Pessoal.
Obrigado pela companhia, obrigado por terem assistido, ouvido, prestigiado a gente aqui no décimo primeiro prêmio. Obrigado, Oline, obrigado. Beijo e muito obrigado.
Beijos e abraços para todos.
Até mais.
Até!
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