AAP | Ep013: série JORNADAS: Da Engenharia para o Planejamento Financeiro Pessoal, com Frederico Gonçalves, CFP®
29 Nov 2022 · 51 min
Podcast interview (recorded Nov 29, 2022) in which André Novaes interviews Frederico Gonçalves, a chemical engineer (Unicamp) who transitioned into financial planning (CFP®). The episode traces Frederico’s move from oil & gas engineering to founding/joining a planning practice around 2007–2008, the challenges of running both careers, the financial and family planning behind leaving engineering (including using a reserve and accepting a large pay cut), early client-growth dynamics (word-of-mouth and network activation), and current goals around market leadership and achieving harmony between professional and personal life.
Chapters
Ajudando os verdadeiros planejadores e planejadoras a ter maior clareza, mais clientes e a se tornar a melhor versão de si mesmo. Este é o podcast da Academia de Planejadores.
Olá, sejam muito bem-vindos a mais um episódio aqui do nosso podcast. Turma, a gente hoje está começando uma coisa diferente. A gente vai fazer um teste aqui. A gente gosta muito dessa cultura do laboratório, de tentar coisas diferentes. Até então, todos os nossos episódios foram concentrados na troca. num bate-papo aberto entre planejadores, bate-papo no qual a gente conversava acerca do que foi vivido, o que foi de real na semana anterior, nos encontros que cada um de nós temos com as famílias que a gente tem o privilégio de servir. A partir desse episódio, eu estimo que a gente vai fazer isso por algumas semanas, eu vou convidar alguns profissionais para compartilharem com a gente a jornada individual de cada um, dentro da arte do planejamento, migrando para a carreira como planejador. A ideia aqui é a gente poder ter uma perspectiva histórica completa, mas também real, vulnerável, com os desafios, com as virtudes, que é e que faz parte de qualquer movimento de carreira. A gente é sensível, a gente sabe que tem muita gente ouvindo a gente que ainda não fez a transição completa para a carreira como planejador, então a gente deseja que você, ao ouvir algumas histórias, não apenas com o que deu certo, mas também com os desafios, com as dúvidas, com os anseios, com as noites mal dormidas, você possa principalmente perceber que isso aqui é pra gente como você, pra gente real, pra gente que enfrenta os desafios, mas que supera os desafios que são impostos por qualquer transição de carreira. E, como não poderia deixar de ser, adivinha só quem está aqui no primeiro capítulo, voltou de férias mais uma vez. Fredão está aqui comigo para inaugurar essa série Jornadas, e vai ser muito legal a gente poder conversar acerca da história do Fred, uma história que envolveu uma migração vindo da engenharia. Mas, enfim, quem sou eu aqui para contar? Fred, seja muito bem-vindo. Como é que você está?
Tudo bom? Pós 18ª férias do ano. Estou eu aqui.
Não teve férias nenhuma não, pessoal. A gente está aqui só aproveitando.
Mas é um prazer estar aqui novamente. É super legal isso. Vamos testar essa nova formatação. Acho que vai ajudar muita gente.
É isso aí, queridão. É o nosso laboratório em ação aqui. Vamos começar então. Cara, conta um pouco da sua história. Bom, a gente está junto desde o início, você me ajudou a montar esse negócio todo, mas no início você não estava full time nisso daqui. Mas antes disso, cara, muito brevemente, rapidamente mesmo, coisa de um minuto, qual é a tua história antes do planejamento financeiro? Você é formado no quê? Trabalhou com o quê? Bem rapidamente.
Bom pessoal, eu Fred sou formado em engenharia química pela Unicamp, trabalhei durante muito tempo, a carreira toda ali na parte de engenharia. com a indústria de óleo e gás. Então, projetos Petrobras, refinaria, equipamentos pesados, depois um pouco de offshore, a parte de exploração e refino do petróleo também, enfim, toda essa parte. Uma história de engenheiro mais para o lado do cálculo, num primeiro momento, dimensionamento e etc. Uma parte comercial junto, porque existia uma comunicação direta com a parte comercial, você calculava o equipamento para depois o pessoal vendê-lo conforme as especificações, depois uma parte mais de coordenação de equipe, e aí depois realmente ao final uma coordenação e gerência de grandes projetos. O último deles foi parte de fornos petroquímicos na Renest, e depois uma parte do pré-sal com as FPSOs, que são os navios de plataforma. Essa é a história breve.
Legal. E como foi essa mudança para o planejamento financeiro? Como isso surgiu na sua vida? O que você tem para compartilhar para quem pensa em fazer uma migração de carreira, mas que ainda não está na atividade de serviços financeiros? Como foi essa mudança de chave para você?
Eu costumava falar, André, para todo mundo o que tinha sido depois do seu convite, mas, na verdade, acho que ele foi anterior a isso tudo. Refletindo e falando mais para as pessoas, eu olho um pouco mais além.
Acredito que essa história já venha sendo criada com todas as questões financeiras que a família passou, a ausência de um diálogo entre pais e filhos sobre toda a situação, e aí, do nada, quando você vira adulto, ou quando você está na fase de faculdade, olha, a situação é essa. Opa, surpresa. Então, eu acho que já tinha essa sementinha plantada lá atrás, Aí, toda a história que você bem sabe, mas o pessoal pode conhecer aqui, que é o trabalho final de curso teu, a história toda de você escrevendo ele, conversando comigo, falando sobre as coisas, os teus primeiros trabalhos, algumas reuniões que eu fui contigo, ou seja, essa sementinha sendo cada vez mais cultivada, até o momento que culminou no convite, que eu sempre brinco com todo mundo.
Para estar na live contigo, o quê? Ou das duas, uma, ou você estava enxergando algo que eu não enxergava, nessa impossibilidade, ou você estava meio doido e queria que eu fosse na tua loucura junto.
Ou um pouco das duas coisas combinadas. Comigo.
E eu topei. E aí, lá em finalzinho de 2007, quando você falou, apresentou e tal, etc., E aí, em 2008, com o primeiro de todos os startups e o entendimento de tudo, eu comecei a falar, cara, isso aqui tem muito futuro, combina muito com aquilo que eu quero fazer e vamos tentar descobrir se isso vai ser a carreira. Porque, até então, eu estava muito naquela ponta de, cara, eu tenho um trabalho.
Muito legal. Sem dúvida que o convite foi meio no escuro ali.
Eu acho que seria uma grande bobagem, nessa altura do campeonato, dizer que a gente tinha certeza absoluta e uma convicção irrefutável de tudo o que poderia acontecer. Existia, sim, uma confiança, até porque senão não haveria o investimento que foi necessário no projeto. Mas era, sim, uma grande interrogação que a gente tinha ali em 2007, 2008. Mas aí você topou esse desafio com muita coragem, bravura e amizade. E, durante um tempo, você ficou ainda conjugando duas atividades. Como foi esse período? Quais os cuidados que você teve que ter? Os desafios que você enfrentou e como você os superou?
Acho que o primeiro ponto, André, ambos os lados sabiam da existência de um do outro. Então, nunca deixei de falar para quem estava ao meu lado na engenharia que eu tinha esse projeto com a Life e nunca deixei de falar para os meus primeiros clientes que eu ainda era engenheiro. Essa clareza foi extremamente importante para mim e para todos.
Eu tinha um compromisso assumido naquela época de tocar um projeto extremamente importante onde eu falei assim ó eu vou ter que entender quando que eu vou poder sair né junto com isso tudo, justamente por eu ser o gestor da questão toda. E.
Em paralelo, também tinha a situação financeira da família, que demandava ainda cuidados e ajuda, ou seja, eu também não podia simplesmente pular de paraquedas em algo e, de repente, o paraquedas falhar um pouco e eu cair mais acelerado. Então, foi uma transição.
No início, pouco planejada, confesso, porque era aquele teste, aquela piscina que você está começando a completar de água e ela ainda tem um metro de profundidade, então você não consegue pular de cabeça, tem que botar um pé ou outro e etc., deixar encher, às vezes ela vai vazar, não vai suportar. Então, por exemplo, a minha ausência em alguns momentos pela outra atividade fazia com que as pessoas... Falei, Fred, ok, ótimo, mas, cara, você não tem mais tempo para isso. O tempo era escasso. Acho que o principal desafio era como eu vou tocar algo que precisa de dedicação, que precisa de estudo, que precisa de... conhecimento que precisa de cuidado com as pessoas. Eu preciso estar presente, sem poder estar presente muito mais tempo do que isso. Então, eu também visualizava um crescimento de carreira travado pela falta de tempo, por exemplo. Acho que o principal desafio foi pessoal em alguns momentos, profissional num cumprimento daquilo que estava acordado, Mas o principal foi tempo, porque o conhecimento vinha com a atividade e os estudos que eu começava a entender que eu precisava fazer.
Legal. Cara, naquela época, se é que é possível existir essa lembrança, o que te angustiava, o que te causava preocupação? Porque a foto é mais ou menos o seguinte. Você acordava cedo, ia para uma atividade que demandava talvez as suas oito a dez horas diárias. E, convenhamos, não era uma atividade trivial, ou seja, de alta carga cognitiva e relacional. e depois você tinha as noites e os finais de semana para desenvolver sua carreira como planejador. Isso também criava uma certa exaustão. Mas, enfim, o que te angustiava naquele momento?
Porque em algum momento você falou assim, preciso dar um jeito nesse troço, não dá para fazer as duas coisas.
André, acho que aquela época me ensinou muito porque, assim, Eu efetivamente, eu não tinha imensos problemas no excesso de algo ali, tanto por um lado quanto por outro, ou seja, não me incomodava absurdamente a atividade no contraturno, vamos falar assim, né, à noite, ou acordar um belo sábado de sol e ir para algum lugar aqui, uma cidade próxima, etc., atender algum cliente e tal, etc., mas, obviamente, existia um cansaço. A juventude ajudava, né? Lá se vão 15 anos, então faz diferença, sem dúvida. Mas o que mais me angustiava era começar a entender que o tempo não era suficiente para fazer as duas coisas, obviamente, por mais que eu não ligasse muito para ter muita coisa para fazer.
Obviamente no início, não vou ser hipócrita aqui de falar, existe uma dúvida de que, cara, será que cliente é para sempre? Será que o cliente fica muito tempo conosco ou vou ter que sempre buscar mais gente e troca e daqui a ano que vem eu tenho que buscar mais 15 porque os outros 15 saíram? A galera vai querer ficar sempre. E aí, conforme você vai caminhando, a palavra que você está expondo, caminhando o planejamento, caminhando as coisas todas, você começa a entender que sim. E aí, a tua confiança passa a ser a confiança do cliente, porque você passa essa confiança pra ele. Quando é uma dúvida na sua cabeça, o cliente também fica na dúvida, certo? Acho que a minha maior dor era essa questão de entender o futuro dessa profissão e a longevidade dela e da relação junto ao cliente. Acho que era a minha maior dor, sem dúvida alguma. E a segunda era um tempo escasso para fazer tudo que eu queria fazer nessa profissão, porque a outra estava muito determinada o que precisava fazer. Aqui eu ainda estava entendendo o que precisava fazer.
Olha, que interessante. De um lado, toda essa angústia que a gente pode dizer que é muito pessoal, uma coisa sua, seja com a convicção acerca da longevidade da atividade, o futuro da profissão, e também isso que era muito pontual, presente, por assim dizer, que era a gestão do tempo. E desafios externos, Fred? Você enfrentou questionamento de família, cônjuges, amigos. Convenhamos, né? Uma formação robusta que muitos almejam e poucos conseguem, uma carreira de sucesso numa idade jovem e, de repente, abre mão de tudo isso. Houve uma pressão externa. Como é que você lidou com isso, cara?
Não tenho a mínima dúvida. Existe um questionamento de algumas pessoas positivo, de outras talvez nem tanto, porque existe uma crítica pela tela, mas aí eu não condeno as pessoas porque é uma falta até de conhecimento do que era. Hoje a gente ainda tem muito isso no mercado. Muita gente ainda não sabe ao certo o que é isso, o que a gente faz e etc. Então teve, lógico que teve. Eu lembro até hoje quando eu falei que eu ia sair de vez mesmo, eu falei assim, pô, mas você não se formou para isso, você se formou para continuar lá, você é doido, a sua esposa vai ter filho agora, vocês terão a primeira filha agora, como é que você faz isso? Então eu falei, gente, está decidido. Então sim, tive. Mas talvez, assim, muitos deles incentivados por mim também, tá? Porque, como eu tinha essa dúvida de como fazer, o que fazer, ou até da longevidade da relação, eu também não passava tanta firmeza para as pessoas. Então, as pessoas mais próximas poderiam começar a se questionar por uma ausência de clareza da minha parte, inclusive.
Mas, sim, teve crítica externa e etc.
Ou seja, queridão, somos humanos. A gente também tem as nossas dúvidas e anseios e acho que é bom até ter um núcleo de pessoas mais próximas para compartilhar isso e aconselhar a gente.
E como você sabe que sempre existiu na minha vida, até esse incentivo da contra-argumentação, principalmente pelo meu pai, que sempre me incentivou a isso, até nas épocas que a gente ia sair, que ele me perguntava o porquê que eu queria ir de novo naquele lugar e eu tinha que convencê-lo disso, isso foi ótimo para mim o tempo inteiro. Foram questionamentos positivos, saudáveis, com amor, com carinho, com atenção e etc. E muitos deles para me ouvir, para deixar com que eu falasse e eu expusesse as dores, as questões, até para que a pessoa, de forma... dar contraparte de incentivo, questionamento, ou abrir os olhos, ampliar o espectro da visualização. E muita gente me ajudou a enxergar um monte de coisa.
Legal. Então, olha só, desafios internos no que tange à longevidade, ao futuro, aos clientes ficarem ou não, ou ter que toda hora ter que refazer, remontar uma agenda. Também uma pressão familiar. Alguns com carinho, outros no desconhecido. E também, claro, Fred, ao longo do caminho, alguns mais ácidos porque são ácidos. Isso também faz parte de toda a história. Mas você citou uma coisa importante, minha esposa grávida. E eu me recordo de você, então, ponderando também, opa, eu desejo ser pai e não apenas estar pai. E eu recordo que isso também foi algo que te apontou para a direção de cuidar melhor do tempo, ter uma atividade que te permitisse isso. Conta um pouquinho dessa fase da sua jornada.
Eu acho que essa fase aí já estava muito mais claro. o que eu queria, onde eu queria chegar, e que não era a continuidade na engenharia. Até mesmo porque eu tinha muito claro os próximos passos lá e eles eram escancaradamente falados a mim, de assumir outras coisas, de partir para coisas mais altas. Mas a decisão estava tomada. Ela só precisava daquele tempo profissional que eu me dei e me comprometi para fazê-la. e que, coincidentemente, culminou também com talvez até algo que acelerou, não digo que acelerou, porque não foi tão acelerada, isso aí demorou, mas que só bateu o martelo para assinar tudo, que foi a gravidez da Mari e o nascimento da Ana Beatriz, onde eu comecei a enxergar o seguinte, no ano anterior à Mari engravidar, não foi no mesmo ano, se não me engano, eu passei 45 dias fora a trabalho, tendo sido avisado 22 dias antes. E esses 45 dias foram no meio do meu aniversário, etc. E ali me fez cair a ficha, num momento em que eu estava na Holanda, sozinho a trabalho lá. Tudo bem você estar sozinho, mas você também incentiva a pensar, etc. E eu comecei a olhar e falei assim, cara, essa agenda não é minha. Eu estou aqui, é legal, uma baita experiência, fantástico. Quem dera muita gente fazer o mesmo, etc. Uma baita experiência de vida, inclusive. Mas a agenda não é minha. Eu talvez possa fazer isso estando do outro lado. Mas eu vou fazer porque eu decidi, não pelo que os outros decidiram. Ou porque eu me programei. e não os outros me fizeram programar em cima da hora e, de repente, desistir de algumas coisas que, cara... E eu não conseguiria, eu não visualizava a possibilidade de levar e buscar a minha filha da escola, porque era um dia inteiro fora e à noite fora e etc. E não que o planejador trabalhe pouco, de forma alguma. A gente trabalha muito. As brincadeiras das férias, etc. É porque talvez, André, eu e você tenhamos, acho que mais você esse ano, menos eu esse ano, mas, enfim, tem toda a explicação esse ano meu. Mas masterizamos a questão da agenda, de como lidar com tudo, e nós temos tempo para fazer muita coisa. E essa muita coisa é muita coisa de trabalho, muita coisa de reunião e muita coisa pessoal também. Cuidado e etc. E eu não teria essa possibilidade de usar tudo isso e trabalhar tantas horas que eu trabalho e também ter tantas horas com a família e etc. Talvez eu teria horas de deslocamento a fio. Eu lembro muito bem da época de ir toda semana para o Rio uma ou duas vezes e é bate-volta no dia. Então era um negócio que efetivamente eu não olhava para o futuro como... Eu estaria pai e seria pai aos finais de semana e estaria pai quando eu chegasse em casa, desse um beijo de boa noite e ela já dormindo, por exemplo.
E olha só, acho que isso foi uma... um evento importante, que talvez tenha contribuído de maneira positiva para acelerar uma decisão que já estava sendo sedimentada, mas talvez ali a gente teve a pedra fundamental realmente para que isso ocorresse. Mas, de um outro lado, existe um desafio financeiro também, e que muita gente passa por isso que está ouvindo a gente, que é eu vou ter que abrir mão de alguma coisa, e o fato de a gente conversar com muita gente, a gente percebe que muitas vezes há uma expectativa, não. Eu hoje ganho X. Quando eu estiver ganhando perto de X, como planejador, não precisa nem ser X, mas é perto de X, aí eu faço essa transição. O que a gente não pondera é que quando você tiver com X de um lado e um perto de X do outro, Teu estilo de vida já está em 2x. Em algum momento, você abre mão de pelo menos metade. Foi assim com você? Como é que você lidou com isso? Como é que foram as conversas em casa para essa transição? Pessoal, eu sei que tem muita gente que pode pensar, ah, ele era mais jovem e tal. Sim, mas mais jovem, já casado e com um filho, a filhinha prestes a nascer. Então, imaginem também, exerçam a empatia. na direção dos desafios que isso impõe na vida de qualquer um. Como é que você cuidou desse planejamento de transição?
André, basicamente foi olhar para a reserva financeira e falar assim, eu posso.
E falar assim, eu quero gastar esse dinheiro com isso? Quero. Por quê? Porque foi uma decisão conjunta, porque a Mari também saiu. Ela falou, Fred, eu quero ficar ao menos o primeiro ano da Ana Beatriz com ela, então ela também resolveu sair. O dela foi um delta de cinco meses de licença e recebimento para depois sete sem nada. A gente criou esse delta e eu criei um delta para mim ali de ao menos uns dois anos. E graças a Deus deu tudo certo, eu tenho na ponta do lápis aqui tudo que foi gasto, nós não mudamos nada da nossa vida financeira e eu gastei sim dinheiro para fazer tudo isso e manter um padrão minimamente razoável de vida, viagens e etc. E galera, eu saí de X para X dividido por 4 ou um pouco menos. E tudo bem porque estava preparado e A decisão foi apresentada tão como certa depois, porque seis meses depois a carteira tinha dobrado. Por quê? Porque existiam também recomendações de clientes, indicações de clientes represadas, porque eles sabiam que não tinha tempo para isso, para atender as pessoas. E as pessoas, de forma muito carinhosa, os clientes cuidam da gente também. Eles tinham gente para passar e queriam que eu atendesse. Então, estava represando, sem eu saber. Isso foi acontecendo quando eu falei, tomei a decisão, queimei a ponte. Não pulei ela, nem passei por ela. Eu queimei ela para trás e não volto. Recebi, lembra, acho que você sabe bem disso, recebi alguns convites tentadores para o retorno, etc, mas a ponte já estava queimada. E de forma muito clara, financeiramente falando, eu falo assim, esse dinheiro está carimbado para ser gasto com a transição de carreira. Então sim, gente, talvez vai exigir sim um gastar dinheiro, investir dinheiro nessa transição, Mas se você tem a reflexão de que é isso que você quer fazer.
Meses e anos depois, você vai ter a resposta clara e objetiva na sua frente que você fez o passo certo. Foram desafios grandes, que foram transpassados com uma fase de planejamento para isso e uma tomada de decisão. Eu tinha escolhas a fazer mas decisões a tomar. Aí eu tomei a decisão as escolhas ficaram para trás.
Então, olha só, tentando recapitular aqui a jornada. Engenheiro com uma formação robusta, um desenvolvimento precoce também robusto na carreira e um belo dia. E, turma, entendam, isso a gente está falando de 2007, 8. Se hoje, muitas vezes, a gente ainda tem a sensação de que o planejamento financeiro é algo que é bastante embrionário, pouco reconhecido. Naquela época, imagina, então, como era. Eu deixo aqui para cada um imaginar. faz essa transição, ainda conjugando as duas atividades, uma jornada intensa de trabalho. Existe um evento externo, que é a gravidez, que também joga ali uma reflexão madura, que requer maturidade na direção não apenas de qual carreira eu quero ter, mas que tipo de pai, marido, homem eu desejo me tornar. E o papel da carreira nisso, isso a gente fala com muita tranquilidade, né, Fred? Porque a gente acredita aqui que, apesar disso estar sendo direcionado para planejadores, a vida é maior que o dinheiro, né? A vida é maior do que a carreira, o casamento, a paternidade, mas é lógico que elas podem se comunicar e trabalhar em conjunto. E aí você citou uma outra coisa, cara, fiz a mudança, queimei a ponte e rapidamente minha carteira dobrou. O que você lembra dessa fase da sua jornada da carteira dobrar? Você fez algum estímulo? Você conversou? Você pediu para que os seus clientes, de alguma maneira, participassem dessa sua jornada nova? Como é que foi esse momento da sua jornada?
Eu acho que o primeiro ponto, o tempo já joga a teu favor. Na hora que você dedica mais tempo para uma coisa.
Consequentemente resultados começam a aparecer. Mas sim, eu de forma muito clara falei com as pessoas, pessoal, eu estou 100% agora aqui. Pô, Fred, que legal, tem tal pessoa para você conversar. Legal, aí conversa com um, com outro, fala, ó, agora estou por aqui, queria fazer tal evento, queria conversar com tais pessoas. Enfim, comecei a ativar rede de contatos que estava ali guardadinha para tentar entender o quando fazer para não queimar contato e etc. Então, tinha uma cliente minha que foi, eu falo com ela até hoje sobre a importância dela, eu falei assim, não me passem esses nomes até eu poder atendê-los, né? E a partir do momento que eu pude atendê-los, o negócio virou, né? Porque um indicou para o outro, que indicou para o outro e assim foi. Então, sim, a gente conta muito com a ajuda dos nossos clientes que, em sendo cuidados por nós e com o relacionamento que nós temos com eles, eles cuidam da gente também, tá? Mas óbvio que não veio só de uma pessoa, de uma indicação. Foi um trabalho de contato, de conversar com outras pessoas, de visitar. Eu lembro que eu cheguei aí até na... na ProMon falar com o pessoal, que quase me contratou na época de engenharia, para falar assim, cara, queria apresentar o trabalho que estou fazendo agora para vocês, para a gente entender se faz sentido e para quem ele pode ser oferecido.
Então, olha as fotos, Flo.
Você começa a bater perna para o lado da atividade nova.
E aí, como a gente pode perceber, a carteira dobra, e depois, então, todos viveram felizes para sempre, não teve mais nenhum problema, mais nenhum desafio. Ou não foi bem assim, cara? De lá para cá mesmo, já conseguindo um número bom de clientes, paulatinamente, e turma, Não é rápido que a coisa acontece, mas é com consistência que ela ocorre. Quais foram os desafios depois? O que existiu já num nível um pouco mais maduro? A gente comenta aqui, né, Fred, que existem fases da carreira. Existe a decolagem, depois existe a aceleração. Houve desafios na fase de aceleração e a terceira fase a gente chama de consolidação. O que você lembra dessa etapa da jornada, da fase de consolidação?
Até mesmo nesse início, para falar para todo mundo, dobrar a carteira nunca significou também ganhar a mesma coisa que eu ganhava antes, pessoal. Dobrar a carteira significou ganhar um pouco menos da metade do que eu ganhava antes na engenharia. Então, ainda tinha um delta. Mas aí essa fase de decolagem, eu fui paulatinamente tentando entender o que eu precisava conhecer para oferecer mais, atender melhor, estudos, investimentos, aí começou a acontecer, né, André, idas para a FPA, ou seja, viagens a trabalho programadas por mim, decididas por mim, investimentos pessoais, estudos, contatos, cuidado depois com a equipe, com troca de experiência, etc. Desafios de perda de clientes que são... Que acontecem, né? Conquistas de novos, ajustes de rota, tentativa de outros... Em outros mercados, com outros contatos, com incentivo de outras questões todas, né? E aí, novamente, voltar para o estudo, voltar para...
A lapidação da carreira, contato com os clientes. Enfim, desafios que vão daqui até o final.
E, queridão, nesse contexto, agora, quais são os desafios atuais que você enfrenta? O que te traz angústia? Já aniversariando dez anos de carreira apenas, Eu acho que minha voz só vai dizer apenas e tão somente. Como planejador financeiro, quais são os desafios que você enfrenta?
André, eu acho que um bom desafio pessoal é entender o quanto é suficiente até onde eu quero ir com tudo isso, de quantidade de clientes, atendimento, relacionamento e etc.
Obviamente, eu gostaria de ter mais controle, de saber que o cliente vai ficar sempre. É mais óbvio que os problemas acontecem e tudo bem, né? Mas faz parte sempre a conquista de novos. Acho que os principais desafios agora vão para parte do... criar um ponto de liderança no mercado, ou seja, desenvolver mais a presença do Fred como, junto contigo e depois de você, um percursor nessas coisas todas e desbravador dessa atividade. Acho que agora é liderar as pessoas para esse lado, mais ainda, para essa ponta da carreira, das transições, do aprendizado, dos desafios, trazer mais gente para desenvolver esse mercado nosso e, consequentemente, você começa a ser substituído no patamar que você está e pode alcançar o próximo. Então, acho que é isso que os desafios agora é alçar o novo voo, dar o próximo passo.
Legal, legal. Vamos já começar a praticar um pouco disso, então, já. O que você tem para dizer para a turma que está escutando a gente e que a gente está gravando esse bate-papo aqui no finalzinho de 2022? O episódio vai ao ar rapidamente. O que você tem para dizer para essa turma que está ponderando? Talvez a gente possa falar aqui de dois cenários, Fred, quem ainda não está em serviços financeiros e que pensa em entrar para esse mercado e tem diversas opções na sua frente. Tem o modelo transnacional, tem o modelo construtivo, tem o modelo relacional. para a gente dar nome aos bois. O modelo transacional é se você está objetivando algo como assessor de investimento, uma atividade como banker ou qualquer coisa correlata, talvez corretor de seguros e etc. Uma atividade consultiva muito centrada na vertical investimentos é talvez o grande semblante dessa a atividade consultiva. E no mercado relacional, o que a gente chama de modelo direto, de fato, ser um planejador financeiro da família, cuidando da vida financeira como um todo e não apenas de uma ou outra vertical. E também temos a turma, olha só o tamanho do desafio aqui, que já está no mercado de serviços financeiros, e muitos desses começam no transnacional, vão para o consultivo e agora enfrentam o desafio de, será que eu consigo imprimir e ser reconhecido apenas como um planejador cobrando somente do cliente? O que você tem para dizer para esses dois públicos? Tome o tempo que for necessário.
Eu estava anotando aqui coisas da nossa conversa e highlights que eu queria trazer. Você não combinou comigo, mas eu desconfiava que uma pergunta do tipo viria, e eu fui só olhar o que eu pontuei aqui para a gente falar.
André, eu acredito que o seguinte, primeiro ponto, se a pessoa, eu estava conversando até com uma pessoa ontem que gostaria de participar mais a fundo do nosso processo, ou seja, entrar para a equipe.
Eu estava conversando com ela o seguinte, a vontade é extremamente importante, a vontade de fazer diferente, de fazer mais e melhor para o cliente, de fazer de forma disruptiva, Independente, com a ausência do conflito de interesse é muito importante, mas o preparo financeiro, de vida e etc. é outro ponto. Então, galera, dá certo e a gente sabe fazer como dá certo, mas assim como eu falo com os clientes, nós não vamos fazer nem para nem por vocês, nós sabemos fazer com vocês. Então dá certo. Para essa galera que pensa em vir e está numa relação planejador, meio voo solo, não estruturada, eu falo da extrema importância de você estar vivendo num ambiente que tem troca de experiências, tem metodologia, criada para isso, tem uma referência para aquilo que você vai fazer e tem a tecnologia criada para ajudar a metodologia, não simplesmente uma tecnologia, tá? Como auxílio para te ambientar e ajudar a alavancar e alçar voos mais altos em relação a todo o atendimento que você faz hoje de forma... Galera, não estou criticando, mas talvez não tão estruturada quando poderia. Para o pessoal do transacional, do modelo híbrido, da mescla de produtos e atendimento, asset and management e tal, etc, eu falo para a galera o seguinte, de olho, no mercado e no futuro dele, porque cada vez menos o dinheiro está ficando ali na mesa dos assessores, porque comissões estão sendo cortadas, taxas de administração sendo reduzidas, vai impactar direto para esse lado, e cada vez mais as pessoas com consciência daquilo que elas pagam por.
Para ter a clareza, e entendendo cada vez mais o quanto elas pagam para ter a transparência. Então é da transparência a clareza, realmente, como você bem fala ali nos nossos materiais, falando para esse pessoal ficar de olho nessa ponta toda, dos avanços todos no mercado mundial como um todo, e trabalhar melhor o relacionamento e a profundidade dele com os clientes e não só a venda de produtos, de serviços e etc. Eu abrangi todo mundo? Está faltando algum?
Acho que está perfeito. E tem mais uma pergunta que eu quero te fazer, uma colocação.
Eu acho que um bom caminho para uma marca de liderança entrando em 2023.
O tempo é limitado para todo mundo, ele é escasso para todo mundo, então a gente tem que ser muito cuidadoso com o uso dele, cuidadoso na direção do como é que eu vou usar esse tempo, para qual direção, quais são os meus esforços e o que eu desejo atingir com esse escasso tempo. E eu creio que na liderança, no contexto de liderança, em planejamento financeiro pessoal, um tema que eu gostaria de propor aqui é que a gente não se preocupasse tanto em fazer com que o planejamento financeiro fique barato e que todo o ecossistema ligado ao planejamento financeiro fique barato, mas que ele seja mais efetivo. Eu tenho visto muitos movimentos na direção de comoditizar o planejamento financeiro, porque a gente vive na doutrina da escala. Tudo tem que ter escala. E a gente perde muito com isso, muito com isso. Eu creio que o planejador financeiro, principalmente o planejador financeiro e líderes que estão nesse mercado, e líderes que emergem nesse mercado, deveriam usar o seu tempo mais para que isso seja efetivo e tenha um impacto transformador na vida das pessoas, do que apenas para que seja barato, para que mais pessoas tenham acesso. Eu sei que isso pode ter uma carga de polêmica grande. Eu creio que a gente vai ter mais à frente um espaço adequado para dialogar sobre isso. inclusive aqui na academia, mas essa é uma ponderação que eu tenho pensado e tenho executado, Fred. E queria saber o que você acha um pouco disso também, cara, na direção de não que não seja para todo mundo, mas a gente tem que entender qual é o nosso papel na história. Eu acho que muitos não tocam e não contribuem porque eles têm uma dificuldade de entender o timing das coisas. Talvez o planejador financeiro para todo mundo seja algo reservado para daqui a 30, 40 anos. O desafio agora é que a gente seja mais efetivo e que a gente tenha um impacto maior. Mas eu queria te ouvir um pouquinho, o que você acha disso?
André, se eu não tenho a mínima dúvida que eu concordo. com tudo isso, até mesmo porque.
De novo aqui também sem querer parecer arrogante, prepotente ou qualquer coisa do tipo, mas sim, talvez o planejador não seja agora para todos. Existe uma necessidade até como sociedade de um crescimento no conhecimento mais amplo de todo mundo, para podermos chegar em algo do tipo. Não adianta a gente querer de forma muito social, e nós temos que nos preocupar com isso, de sair oferecendo qualquer coisa a qualquer um.
Acredito que a gente precisa desmistificar um pouquinho essa questão de esse consumo online, que é o quê? Todo mundo conhece o preço de tudo, mas não reconhece o valor de nada. Então nós precisamos trazer isso, por quê? Porque, sim, talvez famílias de classe média mais baixa possam acessar depois, mais à frente, um planejador ou um sistema com um planejamento que vá poder ser acessível a ele, mas ainda precisa de um desenvolvimento muito maior e um monte de outras pontas para isso, tá? E, sim, a... o tempo de qualidade do profissional junto a essa família, junto a esse atendimento, gente, precisa ser bem remunerado, porque senão ninguém vai ficar fazendo pro bono o tempo inteiro. Então não é possível que você consiga dedicar duas 3 horas para o seu cliente por mês, no mínimo, cobrando R$50,00 por mês. Ninguém vai seguir com isso. Então, vamos parar de falar isso porque ninguém vai se relacionar, ninguém vai ter profundidade. cobrando pouco pela hora que trabalha, a não ser que você queira fazer caridade. E, na verdade, nós estamos falando de uma profissão, uma carreira, e não um trabalho de caridade. Levar a todos o conhecimento financeiro, levar a todos a educação financeira é uma ponta, que aí depois pode vir, sim, a ser a questão do planejamento financeiro de forma mais ampliada para todos. Mas, gente, Talvez todos, olha eu posso ser polêmico mais ainda com isso aqui, André, talvez todos ou quase todas as pessoas terão um meio de locomoção. Moto, carro e etc. Mas nem todo mundo vai ter Porsche, Ferrari e etc. Não adianta a gente querer que todo mundo tenha Porsche, Ferrari e etc. Não existe isso. Eu não estou falando que nós somos Porsche, Ferrari e tal. Mas talvez nem todos tenham carros tão caros, carros intermediários e etc. Talvez a grande maioria vai acessar a CG, vai acessar outras coisas, vai acessar o plano de um transporte público, etc. Então a gente primeiro precisa desenvolver essas coisas para depois poder falar em mais gente acessando. Não adianta a gente falar que o trânsito de São Paulo é ruim se não tem mais metrô sendo construído. Então não adianta a gente falar que as pessoas não têm acesso se a educação e o acesso não for dado. Não adianta ser por caridade, tem que ser numa construção de um negócio, de uma carreira, de ampliar o recado, a mensagem, etc.
Muito bom, muito bem. E, galera, para a gente concluir aqui nessa jornada, a gente tem aqui o costume Isso é uma coisa mais interna na Life, de falar sobre o tema para a próxima temporada. No final desse ano, de 2022, eu apresentei para a equipe da Life uma proposta de um tema para a gente, que é o IT, IT de impacto transformador, Fiz a brincadeira de que um planejador tem que ter it, para a gente poder desenvolver tudo que a gente pode desenvolver e, principalmente, transformar pessoas e não apenas a vida das pessoas. Daí o impacto transformador. Agora, também é muito relevante que cada um de nós tenha um tema. Já ponderou acerca disso? As margens aqui de 2023, qual é o tema para o Fred em 2023?
Se for meu pessoal, o de 22, sem querer, num pensamento final do ano passado, eu pensei muito na questão saúde, eu tive surpresas para ter que cuidar bastante da saúde minha e da família também.
Isso não tem nada a ver com profissional, mas o pessoal impacta.
Talvez o pessoal e profissional para o ano que vem vá de encontro a o como cuidar mais e melhor.
Da vida e do planejamento dela. Ou seja, é conjugar, não um equilíbrio, mas uma... Nossa, fugiu agora a palavra que eu quis indicar.
Harmonia.
Harmonia. Então, o que eu busco no tema do 23, para mim e para os clientes, é essa harmonia entre a agenda, entre o planejamento, entre o profissional, o pessoal e etc., entender que depois de anos de pandemia, de isolamento, de coisas diferentes, de polarização, tal, etc. A gente precisa entender essa harmonia, entender esse cuidado pessoal, profissional e familiar. para que tudo passe a ser ainda mais construído, edificado etc., as coisas dêem certo. Não sei se é um tema muito abrangente, mas estou muito de olho para esse lado.
O tema é seu. Como é? Tem... Não me lembro, acho que foi o Homer Simpson que diz, a responsabilidade é minha, faço com ela o que quiser, ou algo do gênero. Está certo, o tema tem que falar alto para você, cara. Eu entendo essa questão, e harmonia realmente é uma boa palavra. E só para a gente concluir aqui, dentro do convite que foi feito no contexto do Impacto Transformador, A tese vai na direção de que a gente não deveria escolher algo em detrimento de uma outra coisa, mas que sim, sim, é possível conjugar. É possível cuidar do aspecto life, é possível cuidar do aspecto money, é possível cuidar muito da saúde. e também dedicar-se de maneira intencional, deliberada, focada, cuidadosa para o trabalho. É possível, sim, exercer a paternidade, exercer a questão conjugal e também as outras áreas da vida. Acho que a gente viveu um tempo numa cultura que aponta para um ou outro, e a gente se esqueceu da conjugação das coisas, que é possível somar para multiplicar. E eu acho que a gente tem o privilégio aqui, talvez até a responsabilidade, né, queridão, de também compartilhar e espalhar essa mensagem junto aos nossos clientes. Eu tenho me deparado com algumas pessoas que, não, eu vou abrir mão disso para isso. E eu penso, mas por que abrir mão de algo para alguma outra coisa? Acho que pelo menos uma conversa mais madura nisso a gente pode ter. Não que algumas coisas a gente não tenha que deletar, eliminar da nossa vida, mas qual é a motivação verdadeira para tudo isso? Então acho que é um bom tema. Eu acho que a gente vai poder se ajudar mutuamente, como a gente já tem feito nos últimos 40 últimos anos.
É isso.
Mesmo, é tentar fazer essa harmonia entre essas coisas e até, num passado recente aqui, mostrar como foi feito e a importância de fazê-lo.
É isso mesmo. Pessoal, é isso aí. Estamos chegando aqui a 50 minutos nas margens. A ideia é que esses capítulos sejam um pouquinho menores. Não foi muito menor, não, né? A gente geralmente fica ali na média de uma horinha. Fred, obrigado, primeiro, pelos 12 primeiros episódios aqui da Arte do Planejamento. A gente vai passar uma temporada aqui agora batendo um papo com a jornada de cada um. Eu acho que vai ser muito bacana, quem puder escutar e quem já escutou esse daqui, Aprender com Você, e também os próximos, onde a gente vai tentar trazer. O Fred continua, pessoal, me ajudando a elaborar todo o conteúdo, a narrativa que a gente quer te ajudar a ter com esse podcast. Então, obrigado, queridão. Mais uma vez, obrigado. E que o tema de 2023 seja e esteja vivo na sua vida.
Legal, gente. Valeu, mais um prazer novamente estar aqui. Aí sim, no próximo que eu vou participar, pode falar que eu tirei férias do podcast. É isso aí.
Também um pouquinho de férias no final de ano, todo mundo merece.
Um abraço, pessoal. Obrigado.
Um abraço.
Tchau, tchau.
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