Backstage | Como ajudar um cliente a construir um plano de aposentadoria

André Novaes, Felipe, Paulo and Júlio discuss how to help clients plan for retirement. They explain the rule of 250: multiply your desired monthly income by 250 to find how much capital you need. A client wanting R$10,000 monthly needs R$2.5 million. Early retirement can demand saving rates above 90%.
Chapters
Olá! Fala, Filipão!
Boa noite! Boa noite, gente! Tudo bem? Como é que vocês estão? Tudo certo? Boa noite, André!
Tudo bem? Como é que você tá?
Tudo ótimo, graças a Deus!
Bora, bora! Vamos já pular pro assunto. A gente tá aqui no YouTube, a gente também tá aqui numa live pelo Instagram. Eu um dia me acostumo com tudo isso, viu, Filipe? Um dia eu ainda me acostumo. Mas e aí, o que a gente tem pra hoje? O que você preparou?
Hoje nós temos participações ao vivo, temos perguntas de pessoas que não puderam estar aqui, mas são perguntas muito pertinentes. Vai ser um backstage muito, muito legal, como sempre, mas o melhor sempre é o próximo.
Muito bom, muito bom. Quem vem primeiro? Porque a gente gosta de começar pontualmente, direto ao assunto, respeitando o tempo de quem está escutando a gente.
Quem vem primeiro? Vem o Paulo primeiro. Vamos lá, Paulo?
Boa noite, tudo bem?
Boa noite, Paulo.
Tudo bem, e vocês?
Como vocês estão? Beleza, graças a Deus. E aí, Paulo, o que você manda?
Então, André, na última, acho que o Open Class chegou a... a gente teve a discussão de aposentadoria, planejamento, pensando nos cálculos de o que a gente tinha que fazer atingir os valores que ele tinha, que eu atingi de acordo com os objetivos dele. E aí você mencionou de 250 vezes o valor, se não me engano, da reserva de emergência ou do novo objetivo. E aí acho que você foi bem conservador pensando em um retorno de 0,4% ao mês. Aí eu queria entender de onde você deu 250 vezes e por que tão conservador nesse sentido.
Tá bom, tá bom, legal. Bom, primeiro, Fê, daqui a pouco eu te trago de volta pra cá, tá?
O 250 e o 04 estão interligados. Vou dar um passinho para trás. A ideia do planejamento de aposentadoria, o que a gente pratica aqui e convido as pessoas a contemplarem como uma maneira de planejar a aposentadoria, ajudar o cliente a estimar a renda mensal dele, caso ele estivesse naquela idade que ele projeta aposentar-se. Esse é um exercício de futurologia, ele não é um exercício exato, até por isso que a gente gosta de dizer, né Paulo, que é planejamento de aposentadoria e não plano de aposentadoria, planejamento, então, denotando um filme que se edita constantemente, plano já seria uma foto que uma vez tirada não se edita, mas A ideia desse planejamento de aposentadoria é chegar nessa renda mensal que ele estima. Vou dar um exemplo aqui para a coisa ficar melhor ilustrada. Eu estou com 45, eu quero me aposentar, digamos, aos 65. Eu devo então projetar aos custos de hoje o quanto que seria o meu gasto mensal caso eu estivesse aos 65. O que eu convido os meus clientes a ponderarem, Paulo e pessoal, é Pense em algum tio seu, alguma pessoa ao redor dessa idade, cerca de 65, mas que tenha um estilo de vida que consiga fazer coisas que você acha que sejam compatíveis, condizentes, adequadas para aquilo que você projeta como sua aposentadoria. E aí chegamos no valor. Vamos dizer aqui, eu e minha família, minha esposa, a gente faz toda uma projeção de eu com 65, minha esposa vai estar com qual idade, meus filhos estarão com qual idade, Até pra gente ver então se nessa renda mensal por um tempo eu ainda devo contemplar um desembolso na direção, por exemplo, da formação universitária dos meus filhos ou o que quer que seja. Mas vamos dizer que eu e minha família chegamos à conclusão de que eu preciso ter 10 mil reais por mês. de renda pra eu me aposentar. Então a gente fala assim, bom, da onde sairão esses 10 mil? Vai sair de um estoque patrimonial, é como se fosse uma caixa d'água que a gente abre ela todo mês e ela dá pra gente 10 mil reais. Então da onde saiu os 250? Na verdade os 250 saem de uma expectativa de que essa família vai poder derivar desse estoque patrimonial, dessa caixa d'água, 0,4% ao mês de rentabilidade real. Se eu estimasse que fosse 1% ao mês, e é interessante aqui, Paulo, quando você faz essa pergunta para as famílias, legal, então a família chegou à conclusão de que ela precisa de 10 mil por mês. A segunda pergunta didática, interessante, que a gente pode fazer e deve fazer é, para você ter 10 mil todos os meses de renda, para o resto da sua vida, quanto você acha que tem que ser o tamanho da sua caixa d'água? Você poder abrir e tirar 10 mil e ela nunca secar. Nunca secar. A resposta muito típica é cerca de um milhão de reais. Todo mundo faz mais ou menos a conta do 1%. Mas a gente fala assim, poxa, 1% aos 65. Entenda, não é uma questão apenas de apetite a risco, é uma questão de contexto de risco ou não. Alguém com 25, 35 pode ter ativos mais voláteis, que se tiver num down market, ele consegue recuperar. Alguém com 65, que tem que derivar do estoque todo o seu fluxo de caixa, talvez esse estoque patrimonial tenha que estar em ativos mais líquidos. Portanto, estimar uma rentabilidade de 1% é exagerada. Aí tu fala, pô, então por que não 0,5%? 0,5% seria análogo a multiplicar por 200. a rentabilidade, certo? Se eu estimo que é 1%, seria então multiplicar por 100. Se eu estimo que é 0,5%, é análogo a multiplicar a renda mensal por 200. Eu tenho 200,5% para fazer um inteiro. Mas a gente também parte do pressuposto de que, poxa, por exemplo, se eu fosse hoje ter uma aposentadoria numa IPCA mais com juros semestral, que me paga uma TIR de 6% ao ano, mas sobre isso depois eu tenho que recolher imposto, 0,5% ao mês é muito. Por quê? Eu estou falando de rentabilidade real, ou seja, eu desconto inflação, para isso, por exemplo, uma IPCA com juros semestral faria um papel legal, uma vez que ela... E eu também terei que estar descontando o imposto de renda. sobre o 6% TIR, não chego a 0,5%. Eu não chego exatamente nem a 0,4%, mas eu chego muito perto de 0,4%. Então 0,4% na realidade nem é uma conta tão conservadora. quando a gente olha o contexto como um todo. Claro que o cliente aos 65, aos 70, aos 80 pode e deve ter na sua carteira ativos mais voláteis, ativos de renda variável para tentar melhorar a rentabilidade global da carteira. Mas é que a gente está fazendo uma conta quase que com a tentativa em prerrogativa de vai dar tudo certo, vai dar tudo certo. Se a gente estiver preparado para uma rentabilidade real de 0,4 e conseguir ao longo dos 65, para ficar no meu exemplo, até os 100 anos de idade, 0,5% ao mês, real, o cliente vai ficar triste? Minha expectativa foi melhor alinhada. Agora, se a gente fizer uma conta 0,55, mas real, eu consegui 0,50.
Ele vai ficar potencialmente frustrado. Porque, imagina, ele está na trajetória de se planejar desde os 40, 45 até os 60, 65. Ele também começa a ficar acostumado com isso, acostumado com usar o que ele pode usar como fruto de um planejamento bem estruturado. Então, eu creio que aqui a gente possa fazer um uso saudável de um alinhamento de expectativa bastante conservador. E aí, então, o 0,4 de rentabilidade real sobre essa caixa d'água, sobre esse patrimônio, me parece muito adequado. Então, o que significa eu multiplicar por 250? É, na verdade, tirar 0,4. Eu tenho 250 0,4 para fazer um inteiro. Então, é daí que emerge a regra dos 250. e o 0,4% de retorno justamente devido a uma natureza mais líquida dos ativos e portanto mais conservadora na rendabilidade.
Entendi. Faz sentido.
É nessa direção, cara. Então é um composto de várias variáveis. E relembrando, Paulo, é uma arte. Mas vai ser sempre assim? A única resposta honesta é não sei.
A gente fica fazendo simulações em cima do que a gente pediu, de acordo com a gente usa a calculadora 12C, pensando o que ele pode guardar, se pode mudar, se tem atualização da situação financeira dele também.
Exato. Então, acho que 04 ou a regra dos 250 é um bom ponto de partida. E aí a gente tem outros tweaks também que a gente faz no planejamento de aposentadoria. Para chegar no que eu abordei numa outra Open Class, hoje quem assina a Academia Premium tem acesso a todas essas aulas, que é o conceito do sobra zero, para que o investimento mensal seja uma conta para o cliente pagar. Porque você, Paulo, tocou no ponto importante. A cada revisão trimestral, semestral, eu vou ter que refazer essa conta. Toda conta refeita é uma tensão no relacionamento estabelecido. Vou repetir, toda conta refeita é uma tensão no estabelecimento, no relacionamento estabelecido. Por isso que a gente gosta do conceito do sobra zero, e aí também faça um bom uso da regra dos 250 quando a gente conecta, conjuga os dois conceitos.
É que nesse cenário que a gente está falando, em teoria não sobraria zero, ficaria só aqui para o planejamento sucessório da família.
A questão do sobra zero tem a ver com o fluxo de caixa, ou seja, todo o dinheiro que entra eu tenho um destino para ele. A questão sucessória é acessória a esse projeto de aposentadoria. Constituir minha caixa d'água. Bom, e agora, no que tem jabapá de sucessória, como é que eu faço pra, na ocorrência do meu falecimento, essa caixa d'água seja transferida pros meus herdeiros de uma maneira fiscalmente mais eficiente e a gente aborda a questão sucessória, inclusive vai ter uma open class sobre isso ainda esse ano, não olhando apenas a criação de documentos, processos e tratados, mas a criação de relacionamentos, a criação de testemunhos e a relação e a criação de bons diálogos na família pra que não apenas, não apenas a herança seja transmitida, mas pra que o legado seja continuado, mas isso cenas de um próximo capítulo.
Beleza, obrigado, André.
Beleza? Valeu, obrigado eu, cara. Baita pergunta bacana, baita pergunta bacana. Eu que agradeço. Obrigado pelo tempo aí, pela disponibilidade. Deixa eu voltar o Felipe aqui pra te agradecer também.
Obrigado, Paulo. Obrigado, cara. Quando eu vi sua pergunta na Open Class, falei, cara, a gente precisa falar disso no backstage. Super aderente. Eu anotei, até te falei esses dias que eu tinha anotado. Falei, vamos levar isso pra frente.
Beleza.
Obrigado, Felipe, pelo convite.
Valeu, meu irmão. Obrigadão, cara. Grande abraço.
Um abraço.
Tchau, tchau.
Tchau, tchau.
Bora.
O que mais temos aqui?
Temos o Júlio.
O Júlio da área, gente.
Será que ele tá aqui?
Deixa eu confirmar. Bom, pra mim aqui tinha dado um ok.
Eu tô vendo ele aqui, mas eu não tô... Deixa eu ver.
Acho que a câmera do Júlio pode estar com algum desafio lá. Ao vivo tem dessas, né, turma? A gente tem que se preparar aqui pra esse tipo de coisa.
Pois é.
Será que o Júlio vai conseguir resolver? Engraçado, porque, enquanto eu conversava com o Paulo, eu via ele aqui no bastidor do bastidor, do backstage do backstage, que estava bem, eu estava conseguindo vê-lo, inclusive, mas não mais.
Fê, vamos fazer o seguinte, entre em contato com ele, Eu vou fazer uma coisa diferente. Veja como é que ele está. A gente tem também o Deomar, para poder participar ao vivo. Enquanto isso, enquanto o Júlio restabelece o contato com a câmera, eu sei que você preparou algumas perguntas que a gente recebeu, correto?
Foi. Exatamente. Achei que ia voltar, mas vamos lá. Exato. Algumas pessoas que já previamente... Julio!
Julio apareceu, voltou!
Boa! Tudo bem?
Julio, como é que você tá? Tudo bem?
Tudo bem, André? Tudo bem, Filipe?
Graças a Deus!
Tudo ótimo! Melhor agora!
Deu uma travada aqui, aí eu voltei, desliguei e voltou. Tá ótimo! Faz parte! Faz parte do Ao Vivo, né?
É, essas coisas! E aí, Julio, como é que você tá?
Tudo bem, cara. Estamos aqui no Rio de Janeiro, acompanhando o trabalho de vocês da academia, sempre com temas muito relevantes e tocados de maneiras muito apropriadas por vocês. Sensacional, realmente.
Muito bacana. Imagina.
Muito útil para o nosso dia a dia e para a gente estar crescendo na profissão de empreendedor financeiro.
Legal. Muito gentil. Muito obrigado. E aí, o que você manda?
Cara, eu achei fantástica a abordagem que vocês fizeram, que você fez, sobre aquela questão da visão da aposentadoria antiga para a nova aposentadoria nesse cenário de mais longevidade, de maior tempo de vida que a gente tem. Aliás, essa é uma pesquisa recente que o Brasil, a longevidade passou para uma média de 76 anos. e pode se aproximar já a 2030 para 82 anos, a expectativa de vida. E achei super interessante a capacidade de você realmente poder poupar um pouco menos, considerando um prazo maior e tal. E aí o engraçado é que depois eu atendi um cliente que ele já chegou para mim assim, Eu já estou muito tempo aqui trabalhando na área de tecnologia, ele é um gestor da área de TI, e eu estou querendo me aposentar mais cedo, me aposentar com 55 anos, estou com 50, quero me aposentar com 55, quero fazer uma transição de carreira, já toquei muito a área de TI, quero ir para uma outra área, e aí como é que eu faço? Aí eu fiquei assim, deixa eu colocar essa questão para o André, a gente conversou bastante sobre isso, Mas é um desafio, porque em um cenário em que você pode trabalhar com uma expectativa de vida mais longa e que, teoricamente, você tem uma capacidade produtiva maior, mas o cliente chega para você e diz que quer ter independência financeira mais cedo, a partir de 55 anos. E aí, como é que a gente aconselha esse cliente? Como é que a gente sai dessa situação? O que você acha?
Muito bom. Olha, o primeiro é... É como se a gente estivesse dizendo, né, Júlio? Bem-vindo ao dia-a-dia de um planejador, né, cara? A nossa teoria ali... Eu não sei se só... Esses clientes são esquisitos, Júlio, porque os meus clientes, eles chegam sempre aos 30 anos de idade, eles querem se aposentar aos 80, eles são tudo... É o próprio Peter Weston. Mas olha, Acho que primeiro, enquanto verdadeiros profissionais, planejadores, e eu digo isso para toda a equipe aqui, a gente tem que tratar o adulto como adulto. Então, pegando exatamente as variáveis que você traz, Júlio, um cara de 50 que quer se aposentar aos 55, a primeira coisa que eu começaria a falar com ele é, Joia, vamos às contas, vamos então ao que a gente tem que fazer para isso. E quase sempre, em casos assim, aí de novo, tem muita variável, de repente esse cara tem lá X milhões guardados, de repente ele fala assim, eu quero me aposentar, eu quero ter uma vida ermitã, eu vou fazer um downsize de tudo que eu tenho, vou vender meus carros, vou vender minhas motos, eu preciso de R$7.500 por mês para viver e eu tenho patrimônio. Mas geralmente, né Júlio, não é assim o caso. Geralmente, ao fazer as contas, as contas são as legal, quanto é que você estima precisar então de renda mensal, vitalícia a partir dos 55, vamos ver qual é a idade do seu cônjuge, a idade dos filhos, pra gente também contemplar qualquer desembolso necessário pra esses filhos dos 55 aos 60, dos 55 aos 62, ao que for que seja. Geralmente a gente chega numa renda mensal... cujo estoque patrimonial ainda não seja suficiente. Portanto, ele tem que poupar por 60 meses, dos 50 aos 55. E o que ele tem que poupar, numa expectativa bastante realista, não adianta colocar uma rentabilidade mensal de 5% ao mês. A gente tem que ser bem realista. Talvez a gente mostre para esse cara que é possível ele se aposentar aos 55. basta ele começar a poupar 92% do que ele ganha a partir de já. Aí ele diz o que pra gente? Mas como assim? Isso é um insulto. Como é que você acha que eu vou viver com oito? Não, não é o que eu acho. É a tua expectativa que diz que é isso que você tem que fazer. Você quer que eu seja um amigo que diz o que é preciso ser dito ou você quer que eu seja um amiguinho que fala o que você quer escutar?
E sempre quando eu coloco dessa maneira, Júlio, a gente cresce junto aos clientes. Então, muitas vezes, eu começo pela conta. Aí eu falo, bom, e aí, qual é o sentimento com esse número? E eu sempre brinco, agora deixa um pouco os pensamentos irem e os sentimentos ficarem. O que você sente com essa conta? Cara, é impossível. Aí eu digo, vamos deixar isso guardado por um tempo. Agora me pergunta, qual é a motivação realmente para se aposentar aos 55? Primeiro, vamos resgatar um conceito. Faz sentido, eu digo para o cliente, faz sentido para você, aposentadoria não necessariamente é parar de trabalhar? É não mais precisar do dinheiro que veio do trabalho? Faz sentido ou não, André? Aí o cliente começa a revelar algumas coisas a mais. Não é, Júlio? O problema não é trabalhar, o problema é continuar trabalhando do jeito que eu estou. Aí você fala assim, legal, então a gente não precisa de um planejamento de aposentadoria. A gente precisa de um planejamento de aposentadoria que, conjugado a isso, um planejamento para transição de carreira, para uma carreira mais interessante. A gente tem um instrumento, uma ferramenta na Life que a gente chama de Life Lens. A gente simplesmente convida o cliente a projetar como é que é o seu dia a dia hoje e como é que seria o seu dia a dia de uma maneira mais ideal. Ou seja, ponto A, o dia-a-dia de hoje. Ponto B, onde eu quero chegar, o dia-a-dia ideal de amanhã. Bom, a ponta que a gente constrói entre o dia de hoje e o dia ideal é um planejamento de transição de carreira. E olha só, talvez não seja mais agora o desafio de se aposentar daqui a cinco anos, estando aos 50 e querendo se aposentar aos 55, e investindo dinheiro com isso. Talvez agora, nos próximos dois anos, a gente tenha que investir dinheiro numa recapacitação profissional, em algum outro tipo de habilidade. Para você, então, dos 57 aos 70 que seja, estar desempenhando uma atividade, estar exercendo alguma coisa, estar contribuindo. Contribuir é bom, trabalhar é bom. E aí você começa a mudar o clima da conversa, a natureza do diálogo, a energia do que está sendo discutido. Mas eu sempre começo, primeiro, tratando o adulto como adulto. Se é o que você quer, é isso que você precisa. Qual o sentimento? Vamos agora voltar e entender as motivações para isso.
Excelente.
Ou seja, em cerca de 60 minutos de reunião, o cara sai de você e fala assim, Júlio, ninguém nunca conversou comigo dessa maneira.
E aí ele falou, Júlio, como estaria a minha vida hoje se eu tivesse te conhecido há 10 anos atrás?
É isso aí.
Esse é um sentimento sadio pra gente gerar nas pessoas. E depois, Júlio, se me permite, até muitas vezes um convite. Que tal levar essa reflexão pra outros colegas? Que tal a gente organizar um petit comité onde eu, Júlio, eu, André, posso apresentar para alguns desses colegas uma perspectiva renovada sobre aposentadoria, sobre carreira e sobre como o planejador financeiro pode contribuir para isso. E aí você deriva de uma apresentação funcional diferenciada, especialmente novas oportunidades de negócio. Para a gente ser percebido de maneira diferente, a gente tem que fazer diferente.
Tem que fazer a diferença.
Tem que fazer a diferença. Eu acho que é tratar o adulto como adulto. acolher o que ele quer e mostrar o que ele precisa, e depois ter uma conversa madura, honesta, sobre motivações. Qual é o verdadeiro problema? Geralmente não é querer parar de trabalhar, é querer parar de viver o dia a dia que ele vive hoje.
Sim.
E aí você amplia sua relevância junto ao cliente.
Excelente, André. Excelente. E tem aquela questão que achei super... adequada a tua abordagem, né? Que você fala que opa.
Tá vendo como são os deuses da internet? Quando ele vai dizer que eu disse alguma coisa adequada, a coisa cai, né? Mas tudo bem, a gente vai persistir, acho que ele vai voltar Será que voltou?
Eu sei que o.
Acho que ainda não voltou. Fê, vamos deixar o Júlio... Acho que vai voltar. Estou vendo a rodinha girar aqui.
A gente vai dar mais cinco segundos.
Se não, Felipe, já prepara aí alguma notícia do Delmar.
Sim, ele mandou uma mensagem, está preso no trânsito, infelizmente. Então, eu já conversei com ele, que eu vou representá-lo aqui na pergunta, porque é super adequada. Ele merece a resposta e o nosso público também vai gostar bastante de saber sobre a pergunta.
Bora! O que ele mandou?
Vamos lá, deixa eu colocar ela na tela aqui.
Você consegue colocar ela na tela?
Eu não tenho a pergunta dele.
Ah tá, então vamos lá. Só um minutinho então pra eu colocar ela aqui.
Achou.
Por aí?
Achei. Tava numa outra janela aqui.
Vamos lá.
Eu vou ler aqui como se fosse ele, tá? Então vamos lá. Participo de um grupo de amigos e familiares sobre finanças, muitos deles com perfil de 50 anos ou acima e, frequentemente, eles me perguntam se ainda acredito na aposentadoria tradicional oficial oferecida pelo governo e se ainda vale a pena contribuir com a mesma. Ou se seria melhor desenvolver um plano de investimento seja por carteira de ativos financeiros e patrimoniais ou por meio de um plano de previdência privada. Uma questão até bem relevante e acho que permeia a cabeça de muita gente. Previdência vai e vem. Então, como é a sua visão da academia e da life a respeito? Conta para a gente.
Isso é um tipo de pergunta que... Ele disse que participa de um grupo, mas talvez o primeiro conselho que eu daria para o Delmar é convidar cada participante desse grupo, cada indivíduo, contemplar a possibilidade de avaliar o seu próprio contexto. Esse é o tipo de situação onde qualquer texto fora de um contexto pode servir apenas de pretexto. Eu conheço gente que, dependendo da idade que começou, de quando começou, ainda vale a pena continuar investindo na previdência oficial. Já outros que vão continuar, mas que notadamente precisam complementar essa aposentadoria com alguma estratégia previdenciária particular. Se é através de previdência privada, se é através de uma carteira de ativos objetivando a aposentadoria, se é, por exemplo, através de um novo instrumento que é interessantíssimo, que o Tesouro Nacional lançou, o Tesouro Renda Mais, De novo, também cabe aqui uma reflexão individual. Talvez, para o Deomar e para quem participa de grupos análogos ou tem clientes numa situação assim, é sempre convidá-los para uma avaliação particular. Existem empresas, inclusive, que se propõem a fazer esse tipo de análise individualizada e dar como um diagnóstico qual seria o melhor caminho para cada pessoa. E eu aconselho um investimento muitas vezes nesse tipo de serviço também. Então, eu acho que é individualizar. contemplar que pode sim fazer sentido. Acho que um grande cuidado que todo planejador financeiro deve ter é de não generalizar e de não partir do pressuposto de que isso é bom para todo mundo ou isso aqui é ruim para todo mundo. Existe o contexto de cada um, existe a história de cada um, existe o projeto de cada um. Ou seja, é muito mais sobre o pessoal do que até sobre o planejamento. O pessoal aqui apontando para a sincronicidade, apontando para a compreensão. Então é o que eu aconselharia para o Delmar. E já que ele faz parte de um grupo, eu também convido ele a contemplar a possibilidade de levar esse tipo de discussão sobre a nova aposentadoria versus antiga, sobre reimaginar a aposentadoria, sobre as quatro fases da aposentadoria, tudo aquilo que a gente abordou na Open Class, para esse grupo. e, naturalmente, se posicionar frente a esse grupo como um profissional que pode auxiliar, que pode guiar, que pode servir à individualização, à avaliação individual de cada um, de cada participante desse grupo.
É como eu tentaria ajudá-lo, se é que é possível.
Perfeito, faz muito sentido. E até de outras interações que eu tenho com outros profissionais, essa personalização, essa individualização é o que vai fazer o sentido lá na frente, né? Porque algo genérico às vezes não é o que me faz sentido, mesmo parecendo ser o mais adequado. Bem legal ouvir isso.
Muito bem representada aqui a sua resposta também, Delmar. Obrigado por essa pergunta, pela contribuição e esperamos você em mais dos nossos eventos e grupos adiante, certo?
Muito bem, muito bom.
Bora para as próximas perguntas?
Bora, o que você tem aí na manga?
Vamos lá.
Vamos para a pergunta do Alexandre.
Vamos fazer uma jogada aqui, você lê e eu respondo, e a gente conversa.
Boa, boa. Vamos lá. Só uma correção, acho que esse é o Alexander. O Alexander é o próximo, exato.
Pode ler a pergunta dele.
Estamos aqui, estou te ouvindo. Você está me ouvindo bem?
Bora lá, então voltamos. Como a academia define o termo aposentadoria e qual a relação deste termo com os citados pelo André e na Open Class, liberdade financeira e propósito financeiro?
Olha, a gente define aposentadoria da seguinte maneira, aposentadoria não é Fê, eu vou te tirar um pouquinho aqui só para poder interagir melhor. Mas olha só, aposentadoria não é necessariamente parar de trabalhar, é não mais precisar do dinheiro que vem do trabalho. Eu até acredito e tenho convidado meus clientes, convidado os planejadores da Life, da academia, convidarem seus clientes a esticarem um pouco as suas atividades, a serem mais relevantes para a sociedade naquilo que fazem, exercerem o dom que Deus deu a cada um deles, até por mais tempo. Lógico, naturalmente, a vontade e o desejo do cliente acabam prevalecendo, mas eu creio que a gente não deva se ausentar na direção de convidar um cliente a conversar, dialogar, refletir acerca das motivações, do porquê ele faz o que ele faz, do porquê ele pensa a aposentadoria do jeito que ele pensa. Mas no que tange a definição, aposentadoria pra gente é isso. Não é necessariamente parar de trabalhar. Pode ser, problema nenhum, a gente não tá aqui pra julgar. É não mais precisar do dinheiro que vem do trabalho.
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