Backstage | Como conquistar clientes como planejador financeiro

André Novaes and Carlos teach early-career financial planners how to win clients. They argue against charging a percentage of assets and push for transparent, fixed pricing instead. The core move: collect direct feedback from prospects to generate referrals, and position yourself as a planner, not just an investment advisor.
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August 24, 2022.
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Boa noite.
Boa noite, André. Tudo jóia?
Boa noite, Carlão. Boa noite, pessoal. Tudo bem? Jóia.
Muito bom. Tudo jóia, graças a Deus. Sejam bem-vindos, pessoal, à quarta edição do Backstage da Academia de Planejadores. Eu estou aqui na companhia do André, com o André falando diretamente de Orlando, hoje é uma versão internacional do Backstage, né André?
É isso aí, hoje vai ser conexão direta Brasil-Estados Unidos.
É isso aí, muito bom. O Backstage de hoje vai ser bastante focado, como sempre é, na temática abordada na última Open Class da Academia de Planejadores. O grande tema de hoje é basicamente como dar os primeiros passos na carreira como planejador, sobretudo no que diz respeito ao processo inicial, para que você tenha clientes, como pensar sobre isso, como elaborar um processo comercial, como precificar e tudo mais. Para isso, a gente já tem alguns participantes aqui nos aguardando no backstage. O primeiro deles, de acordo com a nossa programação, seria o Vitor. Deixa eu só confirmar se o Vitor já está disponível. Se não, a gente já convida o Rodrigo Jorge, que já está aqui também nos bastidores, para nos acompanhar. Vitor, se você estiver por aí, por favor, pode ligar a sua câmera. Deixa eu convidá-lo aqui.
Oi, pessoal. Vocês estão me ouvindo aí?
Fala, Vitor. Estou te ouvindo bem.
Opa, legal. Deixa eu só ligar a minha câmera aqui, que eu estou com um pouquinho de dificuldade aqui. com a minha webcam, mas eu já.
Tô... Fica tranquilo, se você precisar de um tempinho, Vitor, a gente já tem um outro participante aqui no bastidor também pra entrar com a gente, que é o Rodrigo, a gente pode inverter a ordem aqui de participação.
Cara, pode ser, eu acho que vai ficar bom sim, daí eu até tento pegar uma webcam melhor aqui.
Combinado, a gente se fala em alguns minutos então, fica tranquilo aí.
Tá bom.
Até já. Então vamos convidar o Rodrigo Jorge. Rodrigo, tudo bem? Boa noite.
Opa, prazer, boa noite a vocês aí. É um prazer ter uma honra com vocês aí.
Fala, Rodrigão, tudo bem?
Obrigado. Obrigado pela companhia e pela participação, Rodrigão. Seja bem-vindo. Agora, a palavra está ao longo desses próximos minutos aí com você e com o André e depois eu volto.
Valeu?
Valeu. Obrigado.
Fala, Rodrigão, como é que você está, cara? Tudo bem?
Tudo bem, tudo jóia. Estou iniciando aí nesse mundo do planejador financeiro, né? Para mim está sendo um desafio ainda. Tenho estudado bastante sobre o assunto, tenho me interado bastante sobre o tema. E as dificuldades de precificação, ao meu ver, estão sendo muito grandes. Eu não sei como dar esse valor a esse trabalho todo, porque, na verdade, o valor está dentro de mim. Eu vejo dessa forma, que o valor está dentro de mim. Eu sei o peso que eu tenho, de tanto conhecimento que eu tenho lido, de tantas coisas que eu tenho feito, Mas eu não sei como abordar, de certa forma, no meio de uma conversa, como é que eu vou interagir com a pessoa, como é que eu vou fazer isso, enfim... Eu fico às vezes em dúvida em alguns diálogos que eu tenho conversado com algumas pessoas.
Rodrigão, deixa... Deixa eu começar essa conversa já de maneira bastante objetiva e bastante madura, tudo bem?
Tudo bem.
Conhecimento, cara, vale tudo e ao mesmo tempo não vale nada. Deixa eu te dar um exemplo. Me conta, você está com quantos anos?
42.
Quantas enciclopédias Barça você comprou na tua vida e quanto você pagou por elas?
Eu só tive acesso. Comprar mesmo eu nunca comprei.
Não tem valor lá dentro?
É.
Tem.
Me conta uma outra coisa. Quanto você já doou para a Wikipedia?
Eu nunca fiz nenhum artigo para eles, não.
Tem conhecimento lá dentro?
Tem. Tem conhecimento lá dentro.
Ou seja, eu entendo a sua pergunta e eu entendo o que você quer dizer quando você fala que o conhecimento está dentro de você. Mas, cara, todos os outros sete bilhões de pessoas poderiam dizer a mesma coisa. O nosso grande desafio é fazer o cliente perceber isso. E aí, Rodrigo, menos vale o conhecimento que está dentro da gente ou o valor que está dentro da gente, e muito mais valioso é a nossa capacidade de descobrir o que é valor para o cliente. É ali onde está o dinheiro. Então, o nosso negócio não é nem como é que se agrega valor. Eu agrego valor entregando alfa, bobagem, isso nem existe mais. O Carlos, inclusive, é um dos caras que mais conhece acerca desse tema, e eu estou pegando no pé dele para ele fazer uma masterclass para a gente sobre esse alfa inexistente no mercado. Eu agrego valor dessa outra maneira, ok. Mas todo mundo pode dizer que agrega valor da mesma maneira que você pode dizer que agrega valor. Portanto, não há nenhuma diferenciação competitiva e isso é mais do mesmo, o mesmo de sempre. Agora, toda a interação que você tiver com um lead, Rodrigo, e você for capaz de ajudá-lo a articular, a vocalizar, e mais ainda, sentir, alguma coisa, um valor que está dentro dele e que não está sendo totalmente acessado porque existe uma barreira ou então existe a falta de uma alavanca que o planejador financeiro pode entregar, aí você começa a ter uma conversa mais baseada em valor e não só uma preocupação mais orientada a preço.
Então tenta reformar começando, eu sei que essa é uma conversa um tanto quanto até muitas vezes subjetiva, tenta reformar. O valor que está dentro da gente.
Não é que ele não vale, mas para o cliente, cara, não é isso que importa. O que importa é a sua capacidade de ajudá-lo a perceber o que é valor para ele. Por isso que a gente aqui dentro vai tanto na direção e trabalha tanto na direção de desenvolver também em todos os alunos da academia uma habilidade comercial. Uma habilidade não são apenas técnicas, não é um fantoche comercial, são habilidades que emergem um pouco dessa crença de que o que a gente faz tem um valor imensurável e a gente pode, de fato, não só transformar a vida das pessoas, mas transformar as pessoas como um todo. Então essa é a primeira coisa que eu tenho para te dizer. Mas qual é a grande dúvida que você está tendo nessa questão de precificação, Rodrigo, para eu poder te ajudar um pouco melhor?
Porque em alguns momentos eu tenho falado sobre o preço mesmo em si, sobre o valor, mas aí a pessoa desiste, ela não se interessa, ela diz, ah, eu vou ver, vou ver com o meu filho, Ainda agora, há poucos minutos, eu conversei com um lead meu. Eu gastei muito com uma obra aqui, botando várias justificativas. E quem controla mesmo é o meu filho, mas eu tenho alguma coisa lá e eu não quero mexer, enfim.
Você trabalha com o quê? Quanto é que você cobrou dela e você cobrou pra fazer o quê? Me dá mais ou menos um contexto aí pra eu poder te ajudar melhor.
Na verdade eu tava começando, eu já fiz um contato prévio com a pessoa, é uma médica, o contexto é esse, ela é uma médica, ela tá abrindo uma clínica, tá terminando de abrir uma clínica e parte do dinheiro que ela tava investindo, ia querer investir e tudo mais, extrapolou o orçamento dela, né, e entre aspas eu tô tentando forçar um um agendamento ao vivo com ela, de tentar sentar com a pessoa e explicar para ela, vou abrir aqui, é assim que eu trabalho, é assim que funciona e tudo mais.
Mas me fala sobre esse assim, o que você oferece hoje? Você é um planejador, você cobra só do cliente, o que você ofereceu para ela? O que você mostrou que vai fazer para ela? Como você mostrou que a vida dela vai ser transformada se ela te contratar? Eu quero que você me conte um pouco sobre isso.
Primeiramente, o primeiro contato que eu fiz com ela foi para mostrar os meus serviços. Eu sou um planejador financeiro. No caso, eu não faço a parte... Vamos supor que ela esteja passando por momentos de muitas dívidas e essa parte de resolver dívidas, eu não entro nesse quesito. Não é muito a minha praia, entendeu?
Por que não?
Eu faço mais a parte mesmo de consultoria de investimentos mesmo.
Então você não é um planejador financeiro, você é um consultor de investimentos.
Consultor de investimentos, exatamente.
Você está entendendo, Rodrigo? Vamos fazer uma pausa aqui. Eu acho que ainda está muito confuso, porque você disse, eu estou começando como planejador e em menos de cinco minutos você disse, eu não sou planejador, eu sou consultor de investimentos. E essa confusão você está passando para o seu lead, cara. Muito provavelmente.
Entendi.
Entenda uma coisa, Rodrigão. O mercado ainda não sabe ao certo o que a gente faz. Então se a gente não tiver clareza do que a gente é, o lead nunca vai saber o que a gente faz. Eu vou repetir para você. Se a gente não tiver clareza do que a gente é, o lead nunca vai saber exatamente o que a gente faz. E aí isso gera confusão. E o que as pessoas fazem quando estão confusas? Elas dão desculpas. Elas não agem. O que você quer é que elas tenham uma atitude na direção de te contratar como um planejador. Mas você está dando munição para que elas te deem desculpas. O filho, o mercado, agora não, investir naquilo, investir naquele outro lá. Por isso que elas estão saindo pela tangente. Acho que a primeira coisa é uma clareza do que você é. Depois, trabalhar num script muito bem desenhado, numa apresentação comercial muito coesa, orientada a fazer boas perguntas, que as pessoas tenham o sentimento, não é o pensamento, é o sentimento de que, opa, eu tenho algo a resolver. Eu tenho ou um problema grande para resolver ou uma aspiração ainda maior para conquistar. E o Rodrigo se apresentou como alguém, porque ele sabe o que ele é, como alguém então que sabe o que faz. Sem antes essa clareza, Rodrigo, é muito fácil dar desculpas quando você não dá para as pessoas um motivo.
E não tem a ver com o conhecimento que você tem, apenas. Lógico que tem, mas tem a ver também com essa habilidade, por isso que eu digo, não é só técnica, é uma habilidade, habilidade a gente pode treinar, pode desenvolver, de articular isso de maneira mais clara para a cliente.
As duas coisas podem coexistir também, o planejador e o consultor, digamos assim.
Podem coexistir, mas você tem que entender que um é um escopo mais limitado como construtor, você abre mão. A gente, inclusive, no CEP, logo no começo, a gente fala sobre mercado, sobre tamanhos de mercado, tamanho do mercado no mundo, tamanho do mercado no Brasil. E como consultor de investimento, quando você contempla o tipo de atividade, arca-bolsa ou regulatório, o quanto você tem que cobrar, o que você vai fazer, você tem uma atividade muito mais limitada, de um escopo mais reduzido, uma competição mais acirrada e muito provavelmente muito menos dinheiro. como um mercado. Você já conhece aquela teoria do oceano azul? Você provavelmente está no mar vermelho. Por que o mar vermelho? É onde todos os tubarões estão, um comendo o outro, e está vermelho porque o sangue já foi derramado. Eu acho que... Acho não. Eu te afirmo que a atividade como planejador financeiro nem é um oceano azul. É um céu cheio de estrelas, cara. É ainda maior. É infinitamente incalculável. Então eu te deixo essa ponderação para você fazer. De qualquer maneira, sim, elas podem daí coexistir. Um planejador pode atuar como um consultor de investimentos, ele precisa também do acaboço regulatório, fundamentalmente eu tô falando aqui da a regulamentação junto a CVM, mas é possível fazer, e aí o teu mercado se amplia muito mais. E muito provavelmente o que as pessoas mais querem quando vão num a um tem mais a ver com a linguagem, com o posicionamento, com a entrega de um planejador, do que, muitas vezes, Rodrigo, o mais do mesmo e o mesmo de sempre de um consultor de investimentos. E isso eu estou dizendo, não só trazendo aqui para a mesa os meus 18 anos de carreira, os 15 anos da life, mas, mais importante, o que nos últimos 3, 4 anos a gente tem aprendido com os alunos do CEP. Então, fazendo parte da comunidade, você vai aprender também. Muita gente dizendo, ei, eu achava que eu podia ser uma coisinha pequena, que era um consultor de investimentos, quando eu podia ser algo muito maior, num mercado muito mais interessante, com conversas muito mais gostosas de ter, com clientes que não são orientados só a retorno de investimento, retorno de investimento, retorno de investimento. Eu descobri que eu não preciso ter uma atividade onde todos os dias eu preciso falar sobre coisas que eu não controlo. Porque ninguém controla o mercado. Eu poderia ter conversas muito mais interessantes. Isso é planejador financeiro. Olhar o orçamento, eventualmente tratar de casos de dívida, falar sobre diálogos financeiros dentro de casa, montar estratégias de aposentadoria, formação dos filhos, compra de casa própria e tantas outras coisas. Então, eu agradeço a tua participação, cara, eu acho que foi bacana, mas lembra disso, se você não sabe exatamente o que você é, o cliente não vai entender exatamente o que você faz.
Eu sempre tive essa dúvida aí.
Toda reunião que você tiver, você pode ter certeza de uma única coisa, você vai gerar dúvida. E o que a gente faz quando a gente tem dúvida? A gente fala, ah, vou pensar mais um pouquinho.
Verdade.
Por isso que eu não fecho.
Verdade. André, obrigado aí pelo conselho, viu?
Valeu, meu irmão. Obrigado você, cara. Obrigado pela participação. Foi uma honra.
Uma honra foi minha. Obrigado.
Valeu, Rodrigão. Valeu, cara. Fica com Deus. Tchau, tchau.
Tchau.
Não, não estamos te ouvindo, cara.
Desculpa, eu sempre tomo cuidado para desligar o microfone quando vou sair e depois esqueço de ligar quando vou voltar. Mas só para reforçar o agradecimento pela participação do Rodrigo e agora o próximo participante que vai entrar ao vivo com a gente é o Vitor, tá?
O Vitor e o Germano.
Vitor, boa noite. Agora sim. Tudo bem?
Tudo bem, pessoal. E vocês?
Fala, Vitor. Como é que você está? Tudo bem?
Tudo certo. Bom, agradeço a oportunidade aqui de estar participando. Agradeço vocês esperarem também a minha webcam funcionar aqui.
Bom, o que eu...
Seja bem-vindo, Vitor. A gente se fala em breve.
Muito obrigado.
Vai lá, Vitão. Deixa eu te conhecer um pouco mais e como é que eu posso te ajudar.
Bom, basicamente, eu trabalho como planejador financeiro há um ano. Antes disso, eu atuava como consultor tributário na Deloitte e eu sempre gostei muito dessa área de pessoa física, justamente por ter isso que o André falou, de ter uma conversa cara a cara, uma conversa mais tranquila. Gosto da parte de investimentos também, mas o planejamento financeiro sempre me pegou mais. Bom, enfim, a minha pergunta é com relação a alguns clientes que eu já tive algumas experiências um pouco mais neutras, então só para explicar. Alguns clientes a gente sabe que o processo é bem agressivo, então vou dar um exemplo. Uma pessoa que tem uma dívida muito grande, a gente consegue, às vezes, renegociar, fazer alguma coisa do tipo. Esse cliente enxerga valor pelo fato da... do planejamento ter sido talvez uma coisa que mudou bastante a vida dele, mas alguns clientes, vou dar um outro exemplo, de revisão de orçamento, a pessoa que está gastando muito e que a gente só vai fazer alguns ajustes, eu sinto que essa pessoa acaba esfriando bastante conforme os meses, então numa primeira conversa esse cliente Ele se encanta pelo serviço, ele fala que ele nunca tinha visto alguma coisa do tipo, que ele gosta bastante da ideia de ter um planejador financeiro, e a partir do momento que ele precisa botar a mão na massa e que a gente também precisa ajudar ele, a impressão que dá é que vai esfriando. E por esfriando, eu não consigo ter um feedback desse cliente para saber se ele está gostando ou não do serviço. Então, essa que é a minha dúvida. Como que eu consigo extrair o feedback de um cliente que talvez não seja um cliente que é tão fervoroso?
Legal, legal. Cara, boa pergunta. Como extrair o feedback? Eu... O que eu tenho para te falar, Vitor, eu acho que não é um conselho, talvez seja mais um testemunho. Por quê? Testemunho na direção de compartilhar o que eu fiz e o que eu faço na direção de pedir feedback. Primeiro, Deixa eu só te parabenizar pelo contexto, porque é isso mesmo, existem casos realmente que é tão contundente o que a gente faz, é tão evidente a transformação que a gente gera, seja no caso de tinha dívidas, virei investidor. Não conseguia dialogar sobre isso em casa, poxa, temos conversas absurdamente produtivas em casa. estava insatisfeito ou então não seguro com os meus investimentos, agora eu tenho exatamente clareza do que eu tô fazendo, tá tudo legal. Mas existem aqueles casos que são mais mornos, realmente. Acho que nesse caso, cara, a melhor coisa... De novo, o que eu faço é eu peço feedback de maneira direta. Eu me lembro que já tive essa conversa há tempos atrás com alguns planejadores da Life e um deles depois me disse, André, pra mim ficou uma coisa daquela conversa nossa. Você pede feedback no estilo Band-Aid. Aí eu, como assim estilo Band-Aid? É isso mesmo, cara. Direto ao ponto, ou seja, arranca de uma vez, sabe? Não vai tirando o Band-Aid devagarzinho depois, que vai puxando pelo e tal, aquela coisa. Então, talvez o que eu te convide é peça de maneira direta. E você pode dizer que você quer um feedback porque você está com o objetivo de... Eu talvez até faria aqui, de novo, testemunho o que eu fiz. Eu sempre pedi feedback com o contexto de que eu estava num projeto de crescer a minha carreira, E que pra isso, antes de eu crescer, eu precisava amadurecer. Antes de eu ir pra um próximo nível, eu precisava consolidar o nível que eu tô. E por que eu tô dizendo de conjugar? Porque primeiro eu peço o feedback, eu escuto o feedback, eu acolho o feedback. Depois eu também digo, agora eu estou pronto para crescer, para ir para um próximo passo, e aqui eu posso eventualmente montar o ambiente para o pedido mais maduro, saudável, intencional de recomendações, por exemplo. Então, contextualize o seu pedido de feedback na direção de que você quer melhorar, de que você deseja aprimorar. E depois acho que eu te diria quatro coisas, cara. Primeiro, pergunta de maneira direta, a Band-Aid, e depois se senta na cadeira. Por quê? Porque eu ouvi cada feedback. que se eu não tivesse ouvido, eu continuaria um planejador distante do planejador que eu estou me tornando. Eu tenho 18 anos de carreira, a Life tem 15 anos, eu acho que estou completando meu primeiro terço de carreira só. Eu ainda estou no processo de aprendizagem também. Mas se eu não tivesse, um, perguntado e depois, sentado na cadeira para ouvir, eu teria me privado de um monte de coisa e provavelmente eu teria continuado com diversos enganos que, graças a esses clientes, eu pude, então, corrigir ao longo do caminho. Dois, eu sempre agradeci depois. É que eu não estou no escritório agora, mas se eu estivesse, eu tenho uns cartões, eu fiz moda antiga, cara, old fashion, Talvez, se o Carlos tiver algum para mostrar, porque eu distribuo para a equipe também, um cartão escrito Obrigado. É um cartão, sabe, de moda antiga, como os americanos chamam de thank you letter, thank you card. Escrito... Olha lá, o Carlão está lá. É isso aí. Então, eu tenho esse cartão, eu abro.
Esse cartão... Nada escrito dentro para... Nada escrito.
E depois eu mando uma carta de agradecimento legítimo pelo feedback, reiterando o meu objetivo de crescer a carteira. Lembra, eu concilio essas duas coisas. Durante o feedback, ou seja, antes até dessa atitude de gratidão, se ele te dar um feedback, faça mais perguntas. Ou seja, cave. fundo, dig deeper, vá fundo na pergunta que ele te trouxe, no que ele te disse, pergunte o porquê, poxa, você pode me contar um pouco mais sobre isso, sempre concordando, nunca numa postura combativa, mas acolhendo realmente. Por isso que você tem que estar sentado na cadeira, porque na medida que você pergunta e depois você vai cavando, você vai escutar algumas coisas que não necessariamente são legais. mas que são fundamentais. Você não está no negócio de likes, você está no negócio de lead, de liderança e não de likes. E para liderar você tem que se permitir ser lapidado pelo cliente. Então, se o cliente fala assim, não, acho que está tudo bem, está tudo legal, você fala assim, olha, eu agradeço. Bom saber que para você está tudo bem, mas eu tenho a certeza de que todo mundo pode melhorar em alguma coisa. Se tivesse uma única coisa que você pudesse me dizer que não significa que eu esteja mal, mas que eu possa melhorar, que coisa seria essa? E aí você pega essa rota e vai cavando, vai cavando, vai cavando. E, por fim, no começo da carreira, eu fazia isso a cada seis meses.
Ou seja, se você também ficar uns seis meses sem ouvir muito feedback do cliente, e um feedback que o cliente pode te dar é recomendação. Se ele está te recomendando, você pode achar que o projeto com ele, que o trabalho com ele está meio morno, mas ele está gostando, tanto é que ele está falando para as outras pessoas. Mas se você não escuta muita coisa em uns seis meses, pratique isso. Depois de uns sete, oito anos de carreira, eu faço isso uma vez por ano. sempre com a mesma... cartilha, por assim dizer, conjugando um pedido de feedback na direção de que eu preciso consolidar para depois crescer. Sentando na cadeira, perguntando mais, cavando fundo, e depois eu envio aquela nota de obrigado para todo mundo, expressando realmente uma gratidão legítima pelo presente que essa turma me deu ao apontar melhoras na minha prática.
Legal, André. Agradeço bastante a resposta, acho que deu para ter uma luz bem grande aí, uma resposta bem completa. E é isso, acho que eu estou no começo da carreira ainda, então faria muito sentido realmente tirar o band-aid e ir direto ao ponto para tentar melhorar sempre. Mas agradeço bastante, acho que a resposta foi realmente bem esclarecedora para mim.
Então, faça isso dessa maneira, conjugando o motivo de feedback como primeiro eu preciso, como se fosse um degrau, primeiro eu preciso pavimentar esse degrau que eu estou, mas eu também já quero escalar para um próximo nível. E você vai abrir uma linha de diálogo, uma linha de comunicação com o cliente pra que ele também possa contribuir pro teu crescimento. Cara, eu sempre digo isso pra equipe da Life, a gente também compartilha isso na academia. Ter seus 15, 20 primeiros clientes não é trivial. Estou falando de clientes que pagam pelo menos de 500 a 1.000 reais por mês. Tem clientes que pagam 100, 200. Não preciso dar detalhes da sua prática aqui, Vitor. Não é tão complexo assim.
Se chega lá nos seus 15, vamos ficar no caminho entre 10 e 20, 15, cara, se metade desses 15, vamos arredondar para baixo, 7, te apresentar um cliente novo no próximo semestre, você já está para 22. Se depois metade dessa turma te apresentar mais um no próximo semestre, 22, você vai para 33 clientes. de 15 para 33 em um ano, só com metade recomendando um uma vez por ano.
E a melhor maneira dessa recomendação acontecer não é pedindo recomendação, é pedindo para pavimentar um degrau. Me ajuda a pavimentar um degrau. O caminho disso é feedback. E depois me ajuda a escalar para o próximo.
Legal, é bem interessante pensar nesse sentido de que a indicação realmente é um feedback bom, né? Porque eu já tive recomendações e eu não pensei dessa forma, mas realmente faz bastante sentido.
Tá vendo? Tá no caminho certo. Tá no caminho bem legal aí. Tá no caminho legal.
Ah, legal. Bom, agradeço, então, a oportunidade de contar pra vocês, viu?
Valeu, valeu.
Obrigado, eu que agradeço. Valeu, obrigado pela participação.
Obrigado, gente.
Valeu, Vitor.
Valeu, Victor, obrigado, um grande abraço. Agora sim eu lembrei de ligar novamente o meu microfone. Mas bacana, só rapidamente, viu, André, reiterando aí a relevância do que você falou, eu tenho esses cartõezinhos aqui no meu escritório e nas vezes em que eu fiz isso o impacto é grande. Eu acho que a gente não pode subestimar o valor dessas... atitudes muito singelas. É você entregar um cartão, é você se lembrar do aniversário de casamento dos seus clientes e fazer uma ligação especial para eles, ligar para um cliente como eu fiz hoje pela manhã para desejar uma boa viagem para um cliente que foi também para os Estados Unidos. Enfim, são atitudes que não demandam muito tempo e esforço, mas elas realmente se compõem e elas fazem diferença.
Muito legal, bom testemunho.
O próximo participante aqui com a gente ao vivo é o Lucas. Deixa eu chamar o Lucas aqui. Lucas, boa noite, tudo bem?
Olá, Carlos, muito boa noite. André, boa noite, tudo bem?
Olá, Lucas, como é que você está?
Graças a Deus, tudo em paz, santa paz. André, prazer em te ver.
Se eu não estiver enganado, a gente já conversou há algum tempo por telefone, né?
Exatamente. Você não está enganado, Carlos, não está enganado. Na verdade, eu conversei com você há alguns meses e o André Novaes eu já componho há alguns anos, antes mesmo da pandemia.
Uau, que honra!
É, legal, legal, bem legal. E dentro desse período, né, esse período de alguns anos, Eu sempre notei, eu continuo notando, André, que você, de uma forma ou de outra, você fala sobre comportamento e eu acho que em alguns momentos flerta com economia comportamental, que é um tema desses últimas duas décadas, né? E flerta sobre a economia comportamental, um pouco de psicologia, E eu queria te perguntar se é isso mesmo, você aborda, talvez não dando nomes, mas você segue nessa linha de comportamento, um pouco da psicologia, eu queria te ouvir.
Legal. Cara, Lucas, eu acho que na linha do comportamento, de alguma forma, Toda a indústria de finanças pessoais, eu acho que o inglês é mais feliz do que o português quando ele antes coloca o adjetivo e depois o substantivo. É muito mais personal, ou seja, as pessoas vêm antes das finanças. Me recordo de um amigo, americano chamado Mitch Anthony, e ele costuma dizer que o que a gente faz é muito mais sobre o número de histórias e não sobre a história dos números. E se é sobre a história das pessoas, é sobre o comportamento das pessoas, é sobre a atitude das pessoas, é sobre o relacionamento das pessoas, é sobre o conhecimento, é sobre o sentimento, então envolve também essa parte da psicologia, do comportamento como um todo. Eu tenho uma perspectiva, Lucas, que acho que existe um pouco de hype nesse negócio de economia comportamental, finanças comportamentais.
E talvez, engraçado você dizendo isso, eu fico feliz, sabe por quê? Em um dos módulos do CEP, a gente busca fazer uma singelíssima homenagem pra um cara chamado Richard Wagner, Dick Wagner, Ele já faleceu há cerca de 4, 5 anos, e ele aqui nos Estados Unidos cunhou um termo chamado finologia, ou finology. De um lado você tem a economia, de um lado você tem... Num quadrante, ele propõe a economia, a sociologia, a psicologia. e todas elas tentando, de alguma maneira ou de outra, lançar alguma luz para como o ser humano lida com as finanças. Então, a economia tenta pegar um pedacinho disso com a economia comportamental, a psicologia tenta pegar um pedacinho disso com a psicologia financeira, a sociologia, talvez mais reservada para o ambiente acadêmico, não tenta dar muito pitaco nisso, não. Mas o que o Dick Wagner propõe é, se a gente tivesse uma coisa nova, que melhor caracterizasse o que a gente faz, organizasse o que a gente faz. E ele então propõe que a gente tenha, no mundo todo, e aqui ele faz um convite à academia e ao mercado, na direção de criar um curso de finologia. Fim vem de finances, mas também vem do francês final ou finalidade. Então, a filologia é o estudo das finalidades, estudo, na verdade, para que tudo vá bem, para que as coisas aconteçam bem. E nos dias de hoje, para que as coisas aconteçam bem, você precisa de dinheiro. Não como fim das coisas, mas como meio para que as coisas vão bem. Então, no CEP, a gente tem um módulo inteiro dedicado, de novo, a uma singela homenagem ao que o Dick Wagner propõe como finologia. Então, eu não diria que a gente flerta nem tanto assim com economia comportamental, nem com psicologia, mas eu talvez diria que a gente humildemente tenta contribuir, de alguma forma, ainda com as nossas grandes limitações, talvez para que a finologia seja alguma coisa mais significativa. E como finologia pode parecer um nome um tanto quanto estranho para a maioria das pessoas, a gente tem adotado muito mais essa tecnologia chamada planejamento centrado na vida, ou Life-Centered Planning. E eu acho que isso acaba entregando mais do que a gente é e busca fazer do que tão somente a economia comportamental ou a psicologia financeira tentam fazer. Eu não desejo aqui denegrir nenhuma dessas áreas, até porque pouco conheço delas como especialista. mas eu creio que também gente séria dessas duas áreas reconhecem que a gente é o que a gente é e a gente tenta alcançar o que um planejamento financeiro pode fazer, reconhecendo que a gente não consegue alcançar tudo. Sinto que isso cabe para a gente ainda criar. Sinto que a gente ainda é pioneiro nesse negócio todo, bandeirante nessa coisa toda. o que traz implicações positivas e outras nem tanto. Mas, enfim, só para a gente começar o bate-papo, é um pouco como eu enxergo isso.
Perfeito, perfeito. Foi bem interessante o posicionamento que você deu, o que você comentou. Eu esperava que vocês se aprofundassem na finologia, até mesmo porque foi um tema de uma das aulas da academia, E eu vejo também essa aproximação entre finanças e aspectos comportamentais, o lado humano, a gente está interligado de várias formas.
E eu acho que o nosso papel de planejador, ela tenta dar esse norte às pessoas de um olhar de finanças, dinheiro e sonhos e vida. Ótima a sua resposta. Eu queria aproveitar... Eu tenho, na verdade, duas perguntas para te fazer. Queria aproveitar ao máximo esse tempo dos 15 minutos. E a segunda colocação que eu queria fazer envolve um aspecto que você comenta bastante sobre transparência e clareza. E eu queria colocar para você, André, um exemplo. Eu atuo como planejador há algum tempo, até mesmo porque eu te acompanho, então vou sempre aprendendo com as suas experiências. E eu queria colocar para você uma situação de um planejador e um cliente já com um relacionamento de anos, talvez, ou vou colocar em vez de uma forma temporal, mas uma forma um relacionamento de confiança. Então, aquele período dos primeiros meses de você resolver problema, que você já começa a atuar em cima de aspectos mais internos ou filosóficos, como você coloca. E nesse momento, o planejador fala, existe uma situação que eu trabalho que é como uma pessoa que faz orientação a investimento.
De uma forma com bastante clareza. Olha eu recebo um percentual em cima do valor patrimônio. E essa relação e o cliente sabendo disso ele fala assim ok eu aceito tenho confiança em você e estou. O cliente falou assim estou ao lado do planejador.
Né?
E eu queria enxergar pelo menos eu queria te perguntar como você vê essa situação, né? de uma forma pontos positivos e negativos numa relação dessa a curto prazo e numa forma longeva.
Muito bom, muito bom. Olha, acho que o eu vejo um único aspecto positivo e diversos aspectos negativos, Lucas, Lucas, o único.
Mas a confiança não pode ser construída sobre os pilares da assimetria, da preguiça e da confusão.
Deixo agora te explicar o que eu quero dizer com confusão, preguiça e assimetria. Primeiro, assimetria. Quando a gente fala que o cliente está ok com isso, a gente costuma dizer o seguinte, que transparência é o que você acabou de descrever. Um profissional diz, eu vou ser remunerado sobre um percentual sobre os seus ativos, x%, 0.x%, para então poder te dar toda uma orientação sobre investimentos e blá, blá, blá. Aí o cliente fala, ok, isso não é clareza, isso é transparência. A clareza emerge quando o cliente sabe fazer a conta do quanto essa transparência custa para ele. E aqui existe a simetria. Por quê? Porque ele não sabe fazer a conta. Ou então ele acha que sabe fazer a conta na direção de pagar meio por cento ao ano, pagar um por cento ao ano, para o cara cuidar de tudo isso. E aí muitas vezes o argumento de profissionais dessa área é, olha, o seu tempo é muito mais valioso, você é um médico, no seu tempo você pode fazer com muitas coisas, com isso você pode fazer... Esse argumento é muito fraco, ele ainda é um argumento pautado na assimetria, no fato das pessoas não saberem fazer as contas de fato. Só para te dar um exemplo arcaico, quase um exemplo barroco de como esse negócio de percentual não se conecta com as pessoas. Você pode sair na rua amanhã, Lucas, e perguntar assim para as pessoas, quantos por cento você gasta todo mês no supermercado? Como assim por cento? Não, quantos por cento você gasta todo mês na conta de luz? Quantos por cento você gasta no condomínio da onde você mora? Por quê? A gente não sabe... Acredite-se que o brasileiro tem dificuldade de entender a lógica matemática por trás do percentual. Agora, se eu perguntar aí, quanto você gasta de conta de luz por mês em reais? Quanto que é o seu condomínio em reais? Quanto que você gasta de restaurante em reais? Quanto você gasta de... conta de celular, é mais fácil. Então, a transparência fica no campo do percentual, a clareza está no campo dos reais. Se o Carlão puder, depois até vou pedir para ele já deixar preparado ali e compartilhar, o texto editorial da Academia de Planejadores tem ali uma conta que mostra exatamente o quanto essa transparência custa para o cliente, Se o profissional cobrar um percentual sobre os ativos, se, olha a quantidade de ses, ele entregar por 40 anos 10% de alfa, que não existe, ele não vai entregar, ele não vai entregar, mesmo se ele entregar por 40 anos consecutivos 10% de alfa, ainda assim o cliente do profissional que cobra Um percentual sobre os ativos, depois de 40 anos, fica com muito menos dinheiro do que aquele cliente que não pagou nada para ninguém e só ganhou a média do mercado. Aí vem a preguiça. Por que a preguiça? Porque, me recordo aqui também, já citei ele, vou citar, citei na nossa primeira parte, o Mitch Anthony disse, sabe o que é um percentual sobre AUM, Assets Under Management? É um proxy preguiçoso aceito pela indústria porque a gente não quis dedicar mais tempo para como realmente cobrar. Um médico não cobra um percentual da saúde do cliente. Um arquiteto não cobra um percentual da casa do cliente. Ele criou um número mais inteligente para cobrar. A gente já não. Ou seja, eu não estou nada contra o trabalho de gestão de investimento. Tenho um sentimento de que ele não agrega tanto valor assim. Mas eu aqui não quero dar spoiler, a gente está preparando uma série O Carlos, inclusive, vai capitanear isso na direção de que o alfa é cada vez mais inexistente no mercado como um todo. O que é o alfa? O alfa é justamente essa medida, mas só faz sentido a gente cobrar alguma coisa e a gente entregar alguma coisa a mais que a média. E que ele não existe mais no mercado hoje. Mas eu sou contra o cobrar um percentual sobre os ativos dos clientes. Se você também quiser dar uma olhada depois, no próprio site da Academia, Lucas, na série Stranger Fees, No segundo texto, onde a gente fala sobre as falsas promessas na gestão de investimento, eu mostro ali uma conta na qual é contundente. A gente adora, enquanto profissional, falar sobre a mágica dos juros compostos, mas a gente se priva de comentar sobre a tirania dos custos compostos.
E quando a gente ensina, porque a gente se compromete com o cliente, porque a confiança é o traço positivo que tem em tudo que você falou, quando a gente ensina o cliente a entender em reais o quanto custa pagar 1% que seja para alguém administrar, eu tenho certeza que o cliente sai desse barco. É o que eu digo pra todo mundo que cobra um percentual. Eu falo, olha, não coloque o ciclente na minha frente. Porque se você quiser colocar ele na minha frente junto com você numa ligação, você vai ficar constrangido e a confiança vai ser desconstruída. Por quê? Porque o meu compromisso não é com a transparência, é com a clareza. E esse é o pleito, esse é o convite de liderança que a gente faz pra todo mundo que decide caminhar com a gente aqui na academia. Então a gente falou sobre a preguiça, a gente falou sobre a simetria, e a gente agora tinha que falar sobre a clareza, que é justamente esse ponto que eu te disse. Então, cara, eu tenho as minhas reservas, não quanto ao trabalho como alguém que... Talvez eu não tenha reservas tão contundentes quanto ao trabalho de assessoria de investimento ou de consultoria de investimento, mas eu tenho... todas as reservas, e eu não me privo de colocar, quanto ao modelo de cobrança percentual sobre os ativos. Para concluir, Lucas, cara, se a gente confia tanto no que a gente faz, cobre. André, mas e se o que eu cobrar fica mais caro do que um percentual sobre os ativos? Cobre.
Cobre.
Provavelmente, ao longo do tempo, vai ficar bem mais barato. E eu acho que, principalmente, você vai estar em um outro nível junto com o cliente. Eu tenho clientes que saíram do modelo Asset Center Management quando a gente mostrou, primeiro, eu não vou cuidar dos seus investimentos, eu vou cuidar da sua vida financeira. você vai ter uma outra pessoa para cuidar dos seus investimentos, mas você nunca mais vai pagar um percentual para alguém cuidar dos seus investimentos. Porque eu estou cuidando da sua vida financeira como um todo, eu inclusive vou cuidar de como você contrata outras pessoas que supostamente cuidam de uma parte, de um pilar da sua vida financeira. Eu quero cuidar... Vou aproximar mais um amigo aqui.
O grande Louis Frankenberg, talvez o pai de todos nós aqui no Brasil, há mais de 20 anos, num bom bate-papo, disse para mim, André, o trabalho de um verdadeiro planejador é cuidar da floresta, não é vender nenhuma árvore.
E o simples, quando a gente cobra pautado investimento, a gente esquece a floresta. e a gente fica jardineiro de uma árvore só. Eu acho que isso tem um limite muito grande, mesmo quando existe uma confiança, ainda mais quando a confiança está num solo frágil da preguiça, da simetria e da confusão entre transparência e clareza.
Perfeito. Entendi. Muito legal seus comentários. Com certeza são sementes que vão ficar aqui na minha cabeça. Agora é aproveitar esse conteúdo que você comentou, essas informações, e pensar um pouco no meu modelo de atuação. Agradeço demais as suas explicações. André, Já vi que o nosso tempo está estourando, mas eu tenho uma curiosidade enorme. O que significa LCP, que está no seu nome?
Significa Life Centered Planner. Planejador Centrado na Vida. Segura aí que isso é mais para o final do ano, começo do ano que vem. A gente está trabalhando numa... É um grupo internacional que está trabalhando na direção de uma nova certificação.
Legal.
Tá bom?
Ótimo. Obrigado, viu?
Valeu, Lucas. Obrigado, cara. Obrigado pela humildade, pela coragem de ter colocado a pergunta inteligentíssima, cara. Adorei. Você brilhou aqui no nosso encontro. Obrigado. Valeu.
Obrigado, André.
Obrigado, Carlos.
Valeu, Lucas.
Obrigado você, meu irmão. Um abraço.
Até logo. Tchau, tchau.
André, e para todo mundo que está nos acompanhando agora ou que vem assistir depois, eu coloquei aqui nos comentários do nosso chat tanto o link para o texto editorial da Academia, quanto o link que direciona diretamente para a série Stranger Things, tá bom?
Muito bom.
Vamos lá, a gente tem um último participante agora que vai entrar ao vivo, que é o Adriel Borges. Deixa eu chamar ele para o nosso backstage. Olá, Adriel, tudo bem?
Boa noite.
Olá, boa noite, tudo bem?
Tudo jóia. Muito bom ter você aqui, cara.
Bem-vindo.
Obrigado pela participação.
Coisa boa.
Fala, Ariel. Tudo bem? Como é que você tá?
Tudo bem, André. Tudo bem.
Tudo bem. E você?
Graças a Deus, tudo bem. Bom te escutar. E aí, como é que eu posso te ajudar?
Então, eu acho que é a minha primeira vez aqui. Estou começando a assistir às aulas ainda. E aí, eu até assisti uma aula que tinha, acho que foi de outubro do ano passado, e tinha uma moça, Érica, lembrado de quem é e ela tava muito ansiosa assim em questão do ponto de carreira com muita dúvida eu falei assim sou eu a pessoa que ela tá falando eu sou eu falando então eu vou contextualizar só para ficar um pouco mais claro e aí fica mais fácil né de dar uma ideia assim do que que eu tô pensando é eu tenho 27 anos e eu sou aqui do interior de Minas Gerais E hoje eu trabalho... Olha a sua cidade aqui. Oi?
Que cidade que você é? Uberlândia. Uberlândia. Pô, cidadão.
É.
E hoje eu atuo, trabalho em banco. Sou gerente de alta renda aqui no banco que eu trabalho. E a partir daí eu fiz... Eu comecei, eu tinha 23, 22 anos. Eu fiz tanta força para ter uma carreira dentro do banco, comecei a tirar certificações. E aí eu bati, fiz o CFP o ano passado e começaram a surgir muitas oportunidades. Então você vai para o private, você vai para a área de investimento. Começaram a surgir algumas oportunidades desse tipo. E hoje eu sou gerente de alta renda e trabalho muito com agronegócio e investimento. Eu imaginei que eu trabalharia muito com investimento. Eu trabalho mais, mas não é tanto quanto eu imaginava e não da maneira que eu imaginava. Vocês devem imaginar o porquê. E aí foram acontecendo algumas situações e aquilo foi afetando alguns valores pessoais meus e isso acaba deixando insatisfeito. Tem até uma teoria interessante de psiquiatria que fala sobre isso. Se alguma coisa que você faz afeta seus valores caros, aqueles valores que são caros pra você, isso te deixa, vamos falar assim, infeliz, te deixa incomodado.
Sem dúvida.
E a partir daí eu tirei o CFP e comecei a ver muito essa área de planejamento financeiro. Minha ideia sempre foi desde que eu era muito novo trabalhar com investimento especificamente. E aí aqui no banco é muito chamado para outros lugares. Então eu tive a oportunidade de sair para trabalhar com assessoria de investimento. Trabalhar no private como eu disse antes e e nada disso me agradou eu vi que nada disso ia me levar para frente e eu comecei a ver um ambiente onde eu estava ambiente hoje a maioria dos bancários reclamam bastante. Pode olhar nas redes sociais e esse clima foi foi me falando será que eu quero continuar aqui. E aí antes até deu deu deu fazer o curso vamos falar assim com vocês. eu tive uma oportunidade de ir para o private e aí eu falei assim olha é ou eu decido agora ir para um lado ou para outro lado não posso voltar mais atrás porque eu já recusei muita coisa e eu pensei pensei pensei até o último momento e aí eu defini falei assim olha eu é tem algumas coisas que me atraem além da E uma coisa que você vem falando, que é a questão da cobrança dos FIIs, né? E eu tinha lido já uma matéria da Forbes há um tempo atrás falando sobre isso. nos Estados Unidos o porquê que essa modalidade estava crescendo muito. Na época os agentes autônomos eram muito mais fortes no exterior e aí foi ficando forte e foi crescendo crescendo até que hoje o mercado está muito inchado. Tem gente que era engenheiro mecânico de fábrica e não tirando não dando demérito mas Eu entendo, eu entendo. Não tem nenhum background e hoje está aconselhando os investimentos. E ex-gerentes de banco também que viraram e vem muito esse background de bater meta, de altas taxas. Então, quanto mais, melhor.
Desculpa interromper, cara, só por causa do horário.
O contexto é esse mesmo, cara. Eu digo mais, acho que aos 27 anos de idade, tendo essa sensibilidade talvez até coragem para colocar isso, não é típico. Mas qual é a pergunta? Vamos ao ponto. Como diriam os entrevistadores?
E aí eu tomei essa decisão e eu me sinto seguro a partir do momento que eu consigo entender muito bem um assunto e dominar aquele assunto. A partir daí, lógico, eu tenho que tomar a definição daquelas áreas, algumas áreas específicas, um público-alvo específico, mas, a partir.
Daí.
De qual fonte eu devo beber, os autores que eu devo entender, são os autores lá, os primeiros que você falou lá, Richard Wagner, né?
Tem alguns aí que tenho pesquisado, mas não tenho achado muita literatura.
Em português, para essa área, não tem muita coisa. Mas primeiro, você falou assim... Por que você falou em escolher algumas áreas? Você está falando sobre as áreas do CFP, alguma coisa? Só para entender um pouquinho essas áreas, tem a ver com o quê? Você colocou a área de atuação?
A área de atuação, defini três áreas de atuação para não ser um pouco mais específico, para não ser um generalista, vamos dizer assim.
Primeiro, o planejador financeiro é, quase que na sua essência, um generalista. Como eu conversei com o Lucas anteriormente, e volto a citar aqui o Louis Frankenberg, ele é muito feliz quando faz a alusão para a direção de que o planejador financeiro entende sobre toda a floresta, ele não é especialista em nenhuma das árvores. E eu acho isso muito interessante, ele organiza o jogo todo. E hoje tá faltando um grande organizador pra vida das pessoas. Não está... Eu vou dizer mais, tá? Eu acho que o que tá faltando hoje é alguém que dê formação pras pessoas, e o que não falta hoje é alguém que dê informação pras pessoas. Então, a nossa oportunidade é gigantesca. Outra coisa importante. Se você está num negócio de formação de pessoas, esqueça a escala. Esqueça a escala, tá? Se você tá no negócio de informar, você pode fazer um infoproduto, você pode virar um profeta digital, você pode buscar qualquer outro caminho e ter milhões de seguidores e pouquíssimo impacto, tá? Impacto profundo, né? Eu sei que eu tô falando aqui algo polêmico. Agora, se você tá no negócio de formar pessoas, talvez você vai cuidar na sua vida de maneira completa e longeva de 80 a 100 famílias na sua carreira. Para você talvez ter essas 80 a 100, vão ter passado na sua vida 200, 300 famílias. Mas você tem que entender um pouco dessa escala e criar um modelo de negócio ou se amparar num modelo de negócio que contemple isso. Eu sei exatamente quem é a Erika que você está citando. Ela teve um grande destaque no começo do CEP e hoje, Adriel, a Erika é uma planejadora live. A gente fez o convite a ela, a gente observa a participação dos alunos nos nossos fóruns internos e fizemos esse convite a ela, e eu já deixo aqui, se você quiser, a gente cuida para que a própria Erika faça um contato com você e converse um pouco sobre esse momento, ela também, uma carreira longa, em banco, de sucesso, depois a gente autônomo, teve também uma encruzilhada onde vou para esse lado ou vou para aquele, e decidiu pela relevância, pela significância e não pelo outro lado. Então, se quiser, a gente pode fazer uma ponte entre vocês. Mas autores, cara, eu acho que a gente tem no CEP, que você já é aluno nosso, tem ali alguns autores que a gente vai citando ao longo dos módulos, vale a pena buscar, mas basicamente são autores americanos. Eu acho que no Brasil tem gente boa fazendo algumas coisas, mas eu acho que a gente ainda está E eu não estou aqui julgando ninguém, porque se eu acho que tem algum problema nisso, vai lá e mude. Acho que a gente está tentando mudar isso através do CEP, inclusive, mas talvez ainda como uma semente de mostarda. Eu não sei se você sabia, mas a semente de mostarda é a menor semente que tem na natureza, então a gente ainda é muito pequenininho.
Mas alguns autores é o que a gente coloca. Agora, acho que antes disso, cara, eu me preocuparia menos em buscar mais conhecimento de um autor e eu tentaria agora buscar mais relacionamento de uma comunidade. No caso seu, Adriel, que você já está no CEP, vá para o Telegram, coloque situações, coloque perguntas. A gente tem uma vez por mês as mentorias do CEP, participe de todas, coloque na agenda. Não deixa... Ah, eu lembro vagamente que é na última segunda do mês. Não, põe na agenda. Põe na agenda e avisa todo mundo que nesse horário você está bloqueado. Cara, se você realmente... E você me parece alguém que cuida, e que deseja realmente tratar a carreira de maneira excelente, coloque isso na agenda. Carimba o tempo para isso. E fica com isso, cara. Escreva isso. Talvez agora. Agora, menos conhecimento de autores e mais relacionamento de comunidade. Traga exemplos reais, casos concretos para discussão. E saia depois, e aqui é a parte mais importante, saia dessas mentorias em grupo e pratique o que foi colocado. Eu tenho o sentimento, tenho discutido isso com a equipe de Planejadores Live, que a gente está caindo no risco de nos tornarmos planejadores obesos. O que é um planejador obeso? É aquele que quer se alimentar de mais conteúdo, se alimentar de mais autores, se alimentar de mais conhecimento, mas não tira o bumbum da cadeira. Não vai lá pro fronte, pra arena, pra tentar ter clientes, trabalhar com clientes no frente, ser remunerado diretamente por esses clientes, enfrentar um problema, se deparar com uma situação e dizer, eu não sei como cuidar disso. Não tem problema. O cliente não contratou você pra ser um mágico, que sabe tudo, e que sabe fazer tudo acontecer ou desaparecer da vida dele. Ele contratou você pra cuidar. para ter confiança, para ser honesto, para ser maduro, e talvez dizer, eu vou precisar de um tempo para entender isso aqui um pouco melhor, eu vou precisar de um tempo para estudar isso aqui um pouco mais, e aí, porque você já está na prática, você já está correndo na esteira, aí você para, para ler um pouco mais, para estudar um pouco mais. No nosso contexto, existe a comunidade do CEP, num contexto um pouco mais acima, existe o grupo dos Planejadores Life, que é exatamente o que a gente faz toda semana. Enquanto no CEP, a gente faz uma vez por mês, no contexto da Life, toda semana a gente tem estudo de caso, treinamento, afiamos o machado como um grupo. Mas agora é para onde eu te direciono, Adriel. Menos... planejador obeso e mais prática, cara, entrar na arena.
Você está em uma baita cidade, está em um baita mercado. A Life, Adriel, começou há 15 anos atrás em Campinas. Não começou em São Paulo, cara. Começou nas grandes cidades do interior do Brasil. E a gente sabe que Uberlândia é uma das grandes, grandes cidades do interior do Brasil. Então eu acho que você tá não só com a faca e o queijo na mão, mas a faca, o queijo, o prato, o banquete tá pronto, cara. Mas não é pra você comer, não. É pra você praticar. É pra você praticar e servir. Servir os clientes. Ok?
Combinado.
Feito.
O que você foi falando, eu fui falar. Isso tava na minha cabeça já. Precisava de ouvir.
Muito bom, muito bom. Muito gentil, Adrião. Valeu, meu irmão. Um abraço. Obrigado, boa noite.
Um abraço.
Microfone, Carlão.
Desculpa.
É a segunda vez.
Perdão, perdão, perdão. Obrigado, Adriel, pela participação. Espero te encontrar na próxima sessão de Mentoria do CEP, Adriel. A gente se vê muito em breve.
Muito bem.
Segunda que vem. Bom, pra gente que tá ao vivo aqui, 23 de agosto, segunda que vem, a gente tem a Mentoria do CEP.
É isso aí. André, temos outras perguntas aqui que foram enviadas por pessoas que não puderam participar ao vivo, no entanto a gente já está ligeiramente estourado, mas vamos mantê-las aqui no nosso...
No nosso histórico aqui de perguntas enviadas, a gente tenta abordá-las nas próximas edições. A não ser que você queira tentar fazer isso agora.
Vamos respeitar a agenda, vamos manter esse programa em uma hora, você tem razão, Carlão. E depois, eventualmente, a gente responde também, individualmente, cada uma dessas pessoas. Ninguém vai ficar sem resposta, mas a gente estimula a participação ao vivo, você está certinho em comandar o relógio.
Muito bom, beleza. Obrigado, então, André, pela companhia.
Valeu, eu que agradeço.
Obrigado pela aula.
Valeu. Imagina, pra mim é sempre um prazer. Muito bom, muito bom.
Pessoal, então, pra todo mundo que participou hoje ao vivo, obrigado pela participação, obrigado pelo seu tempo. Pra quem também vai assistir esse conteúdo mais adiante, pra gente é realmente um grande privilégio e uma tremenda responsabilidade poder, de alguma maneira, contribuir com a sua trajetória. Então, André, obrigado novamente.
Valeu.
Obrigado, pessoal. Um abraço. Tchau, tchau.
Até.
Valeu. Tchau, tchau.
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