Backstage | Plan. finan. completo p/ clientes que apenas compram produtos

André Novaes and guests discuss how to sell comprehensive financial planning instead of individual products. They debate Excel versus planning software, recommend the CEP certification for entry, and argue against charging a percentage of assets, favoring fixed fees for planning value instead.
Chapters
Olá, pessoal. Boa noite. Sejam muito bem-vindos a mais uma edição do Backstage da Academia de Planejadores. Boa noite, André. Tudo bem?
Muito boa noite. Boa noite, pessoal. Boa noite, Carlão.
Joia.
Tudo joia.
Prazer estar aqui na sua companhia novamente. Obrigado por isso. Hoje, como de costume, pessoal, a gente vai concentrar as nossas conversas na temática que foi abordada na nossa última Open Class. O tema de hoje é como apresentar planejamento financeiro completo para clientes que muitas vezes estão mais habituados a uma oferta transacional, uma oferta de produtos financeiros. E para isso a gente tem hoje três convidados, o Luiz Leal, a Katia Ryan e o Alexander Prieto. A gente vai começar com o Luiz, então deixa eu convidá-lo aqui para o nosso estúdio. Luiz, boa noite, você está me ouvindo?
Boa noite, estou ouvindo.
Joia, bem-vindo, Luiz. Obrigado pela participação.
De nada.
Fala do Luiz também. Depois eu volto aqui para convidar a Kátia para entrar com a gente. Até já.
Boa, boa. Luizão, antes de passar a palavra, só lembrando também que a gente vai ter um backstage um pouquinho mais enxuto hoje aqui, porque nos 30 minutos finais eu vou abordar justamente um tema que é como lidar com a ansiedade, com a preocupação do cliente, principalmente nesse contexto econômico, político que a gente está passando. Mas isso é para daqui a pouco. Por enquanto, eu vou começar o bate-papo com o Luiz. Luiz, o que você manda?
Eu estou começando a atuar como planejador financeiro e uma das dificuldades que eu enfrento é com as ferramentas. Hoje eu trabalho basicamente com Office, então eu faço as planilhas em Excel, trabalho com Outlook, Word e hoje em dia tem várias ferramentas, algumas inclusive aplicativos que tanto o planejador quanto.
O planejado podem utilizar. Então a minha dúvida é realmente se já está valendo a pena migrar para esses aplicativos, quais são os aplicativos que hoje compensam para quem está começando, tanto de um lado quanto do outro, tanto para o planejador quanto para quem está contratando o serviço do planejador.
Legal, legal. Você já atua como planejador, Luiz? Já tem cliente, já tem gente te pagando?
Ninguém pagando. Só os amigos e estou ganhando experiência para depois partir para a parte profissional, recebendo por esse serviço.
Tá bom, é válido, é válido. Olha, primeiro, acho que você começou como muita gente começa, eu me lembro também que no começo da minha caminhada, antes de fundar a Life, eu cheguei a ter cerca de 30 famílias me remunerando, eu já vou te dar aqui até algumas perspectivas numéricas, a época, o mínimo que eu cobrava, isso foi em 2005, 2006, eram 500 reais por mês. Eu sempre acreditei que o planejamento financeiro pessoal tem que ser algo de valor e não algo barato. Muitas vezes a gente tem um esforço, a indústria tem um esforço muito grande para baratear o planejamento financeiro, enquanto eu creio que a gente deveria ter um esforço maior para de fato fazer o planejador financeiro ser mais efetivo, ser mais elevante, ser melhor valorizado pelas famílias. Mas Luiz, eu fazia tudo no Excel também naquela época, e eu digo que o Excel é igual a filho, quem entende mesmo é o pai. E eu fazia o Excel com macros, eu me lembro que na época eu conseguia atualizar cotações de ações direto no Excel, fazer toda uma parte de balanceamento de carteira. Mas eu precisava mandar aquilo antes para o meu cliente, durante a reunião a gente ficava um bom tempo lapidando aquilo, melhorando, ajustando, e depois da reunião eu tinha um baita... Back-office, eu mesmo não tinha pessoas, eu mesmo tinha um tempo de back-office para organizar tudo isso. Então, quando eu fui fundar lá, eu pensei, preciso de tecnologia. E essa foi a nossa decisão desde então, desde a fundação, 2007, por ter tecnologia. Eu acho que o mais importante que você tem que buscar em uma ferramenta não é apenas a ferramenta, Inclusive, Luiz, a gente aborda isso num módulo exclusivo do CEP, onde a gente fala de tecnologia e metodologia. E decidimos colocar essas duas coisas no mesmo módulo justamente para sintetizar e simbolizar que não adianta ter uma ferramenta desprovida de um método de trabalho. Você só vai ter um Excel sofisticado. E provavelmente, sem uma metodologia, e ainda mais sem um grupo coeso para conversar, dialogar acerca dos casos com a mesma linguagem, com a mesma tecnologia, eu confesso que eu continuaria no Excel. Então a Life não foi uma empresa que quis criar uma tecnologia para o mercado, a gente quis criar um sistema operacional inteiro, uma solução completa com metodologia, com tecnologia, com uma equipe de apoio em back-office e também com uma equipe de apoio, gente que fala a mesma coisa, gente que usa a mesma ferramenta. Então, eu não sei se eu me preocuparia muito em sair do Excel se, por exemplo, você deseja uma carreira mais do estilo lobo solitário. Ou então, até mesmo, algumas ferramentas que são de graça e que você pode oferecer para o seu cliente e ele pode, ali dentro da ferramenta, te dar algum tipo de acesso. Mas acho que isso vai deixar a sua prática menos orientada a valor e, muito provavelmente, competindo num tipo de competição que acho que é mais sanguinária, que é por custo. O que vou dizer agora pode parecer um tanto quanto... Talvez até deselegante, mas acho que não deixa de ser verdade. Se a gente for barato demais, barato demais a direção de não querer investir dinheiro, de não querer gastar um bom dinheiro, a gente vai atrair cliente que é igual a gente, que também é barato demais. Nessa última segunda-feira, a gente teve a mentoria com o pessoal do CEP, E eu pude, antes, em preparação da turma para a mentoria, compartilhar um texto de um grupo de estudo da Inglaterra, que eu faço parte, e a gente então tem conversado sobre o seguinte, depois de muitas empresas, até de tecnologia, tentarem baratear o planejamento financeiro e falharam, elas não tiveram fôlego para sobreviver, que a gente não deveria mais buscar mecanismos de fazer principalmente o planejador financeiro mais barato, mas a gente deveria concentrar os esforços para fazer com que a gente seja mais efetivo, fazer com que a gente agregue mais valor e crie maior valor. Então, galera, eu acho que enquanto a ferramenta, você tem opções, tá? Vou falar um pouco aqui da gente, a Life não oferece apenas uma ferramenta, ela oferece uma suite completa, um pacote completo, que tem a ferramenta dela própria, uma ferramenta proprietária, que não funciona deslocada do método de trabalho, e o nosso método de trabalho não é um método de planejamento financeiro, é um método de planejador financeiro. É toda uma metodologia justamente que busca organizar a relação entre o profissional e a família que esse profissional vem a servir. E eu realmente acredito que qualquer coisa deslocada disso, talvez o Excel seja a melhor companhia. Talvez o Excel seja a melhor companhia. No limite, você contrata alguém, hoje em dia tem gente assim, não é uma contratação muito cara para você fazer, para criar o teu próprio Excel com dashboards, com painel de controle, com algum nível de macro, e aí você usa isso para os seus clientes. Isso vai te deixar desprovido de uma metodologia e vai te deixar mais afastado de um grupo coeso que conjuga da mesma metodologia e da mesma tecnologia. Mas talvez você tenha uma solução aí que te atenda. Eu acho que é isso que eu tenho pra te dizer, cara, acerca disso. Eu acho que a gente não deveria olhar só pra tecnologia, mas sim pra esse pacote mais completo. Mas isso tudo depende muito de onde você quer chegar com a sua carreira. O que está na tua mente, no teu planejamento, no teu coração até. Poxa, eu vou ter dificuldade de ter clientes, então vou cobrar menos. Isso é um atalho para você não ser planejador daqui a dois, três anos. Você pode ter um monte de cliente, mas você não vai ter rentabilidade, você não vai ter tempo para desfrutar de tudo isso. O que a gente faz, não vou dizer que é um artigo de luxo, mas é um artigo de valor, e nunca deveria ser analisado por custo. Nunca deveria ser analisado por custo. A história mostra que quem busca fazer isso acaba por se dissolver, acaba por quebrar. Acho que a gente tem que tentar ter conversas mais sérias e até mais honestas e diretas nessa direção. Não sei se já respondi, mas eu não pensaria só na tecnologia, ampliaria minha reflexão. Você tem um bom ponto de partida, mas não basta essa pergunta, tem que melhorar a pergunta para melhorar a resposta.
Não pergunta pra mim, viu, Luizão? Pergunta pra você mesmo. O que eu realmente desejo com a minha carreira? O que eu realmente desejo com a minha carreira? E o meu único convite e conselho é desvie-se do que é barato. Concentre-se no que é valor. Você vai ter melhores clientes assim, que vão conjugar da mesma perspectiva.
Obrigado pela resposta, ela foi boa para abrir a mente e abrir as opções, o leque de opções. Eu concordo com o que você falou.
Principalmente agora que está vindo essa nova plataforma, esse novo conceito de planejador financeiro para a massa, cobrando pouco.
É.
Então eu imagino que eles vão atender, mas muito superficialmente a população. Não vão conseguir entrar em detalhes e acompanhar realmente o que o cliente precisa.
Daí a reflexão, o que eu realmente desejo para a minha carreira. E muitas dessas plataformas buscam fazer do planejador uma peça do jogo deles. Ao invés de persistir, essa persistência geralmente é difícil, ela é longo prazista, para que o planejador torne-se jogador do próprio jogo e não peça de um jogo. Então é muito importante ter esse tipo de reflexão também. até para associar-se eventualmente com alguém que conjugue das suas perspectivas, do seu projeto, do tipo de atuação que você quer ter, do tipo de valor que você deseja representar. O mercado está crescendo, ele é amplo, vai ter muita opção aí para todo mundo poder escolher.
Perfeito.
Tá bom?
O que eu estou buscando no momento é isso. Uma metodologia, ferramentas para trabalhar, como me posicionar no mercado.
Legal. Muito bom, muito bom. É isso aí. Eu acho que você está buscando o certo. Eu sei que você tem uma boa sequência de conversas aí com o Felipe também, volte a interagir com ele, que a gente pode te ajudar nisso daí também.
Muito bom, Luiz. Obrigado pela participação. Obrigado por ter topado o nosso convite. Espero que a gente tenha te ajudado. A gente volta a conversar em breve. Um abraço.
A gente volta a conversar em breve.
O nosso convidado aqui que vai entrar no backstage com a gente é a Kátia Ryan, tá? Deixa eu convidá-la aqui. Kátia, boa noite, tudo bem?
Boa noite, tudo bem e vocês? Um prazer estar aqui com vocês.
Tudo jóia, prazer em te receber, Kátia. Obrigado pela presença. A Kátia, inclusive, André, já é aluna do CEP, tá?
Sim, acabei de iniciar.
Que legal, muito bacana.
Muito animada.
Bom, vamos lá. Eu vou direto ao assunto, que eu sei que vocês têm 30 minutos para falar de um assunto que eu acho bem relevante, ainda mais nos momentos que estamos vivendo. Eu ainda não atuo no mercado. A minha formação e a minha experiência profissional sempre foi voltada para a administração de empresas. E uma das... A maior dúvida que eu tenho é, é lógico que eu tenho um conhecimento bom na área financeira para empresas, mas eu tenho algumas áreas, por exemplo, os aspectos de sucessão, os aspectos de negociação de dívidas, mesmo a parte tributária de pessoa física, que eu não tenho um conhecimento tão profundo. E a minha dúvida é, com a minha bagagem, que é uma bagagem densa, eu já sou um pouco mais velha e trabalhei esses últimos 24 anos gerindo minha própria empresa.
Isso é o suficiente para iniciar no mercado ou eu preciso buscar um outro tipo de formação antes de iniciar? Tendo em vista que eu acredito que é um mercado, assim como o mercado que eu venho, que é de educação, onde o boca a boca, o marketing do cliente indicando um outro cliente é muito importante. E eu acredito muito em entrega, o resultado é a entrega do seu trabalho. E também acredito muito em formação e conteúdo, porque se você não tem isso, você pode falar muito bem, mas você não chega lá. Então, o que eu deveria buscar antes de entrar no mercado? Só o CEP me bastaria? Lógico que você não tem uma noção do conhecimento que eu tenho, nem nada. Ou eu deveria me aprofundar mais nessas outras áreas?
Muito bom, muito bom. Bom, primeiro, Katia, uma pergunta dessa natureza só emerge de alguém que busca fazer a coisa certa do jeito certo. E, além de fazer a coisa certa do jeito certo, imprimir excelência naquilo que faz também. Então, eu acho que é uma pergunta que denota cautela, mas uma cautela que emerge de um respeito e de um cuidado que é relevante. Achei uma coisa importante para a gente entender. Todas as certificações que a gente tem para serviços financeiros destinados à pessoa física, elas podem ser entendidas como marcas de distinção e não como licença de atuação. Então você pode ser planejadora financeira sem nenhuma das letrinhas depois do seu nome? Pode. Você pode começar? Pode. Você deve começar? Eu advogo que sim. Até porque muitas destas, e principalmente aquela que eu acredito que seja de maior escopo, que é o CFP, requer experiência para você poder receber a marca e poder usar a marca de distinção CFP. Agora, a carreira de um planejador é uma carreira de uma visão longa. Ou seja, eu acho que não adianta o planejador querer ter todas as siglas depois do nome dele, todo o conhecimento, todo o know-how, e depois ele entrar na arena e buscar ter seus clientes, e se frustrar com seus clientes, decepcionar-se eventualmente e ter que fazer alguns ajustes de rota. Eu vejo, Kátia, muita gente usando a busca por certificações como desculpa para não entrar no mercado e de fato testar-se. Ver se realmente as pessoas vão topar uma caminhada com você. Por isso que a gente também criou o CEP. O CEP tem mais essa veia de apontar as pessoas, os alunos, para o que a gente chama de arena, entrar na arena. onde o jogo de fato é jogado. Agora, lembra da visão longa? Isso não significa que a gente deve se desprover da necessidade de buscar essas certificações. E talvez a mais adequada, com o guarda-chuva mais completo, seja a do CFP para o planejador financeiro pessoal. para outras vertentes, para outras atuações, para outras verticais, dentro também do serviço financeiro para a pessoa física. E depois que a gente obtém o CFP, isso não basta. O aprendizado tem que ser um estilo de vida e não uma fase da vida. Então, se eu tivesse que te desenhar, acho que você está no lugar certo. Eu acho que agora é a hora de começar a se apresentar para algumas pessoas e no CEP, conjugado com as mentorias, e, Kátia, eu digo isso muito tranquilamente porque você já está com a gente, use e abuse das mentorias e crie um alvo, talvez, para ter de seis a dez famílias E a gente então fala, onde você vai fazer bom uso de um método que a gente chamou de PSA, Problema, Solução, Aspiração. Você nessas seis a dez primeiras famílias, você não vai fazer o planejamento financeiro completo, enxergando toda a parte tributária, eventualmente até a sucessória, você vai ajudar as pessoas a articular um problema. Você vai criar uma solução e você vai mostrar para elas como é que a sua vida vai ficar se você fizer o que eu estou te orientando a fazer. Essa é a parte aspirativa. E você vai ficar craque nisso. E isso vai te dar também a confiança necessária para ir para o próximo nível, que é justamente aquele no qual você começa a planejar de fato a vida e as finanças das pessoas. E talvez depois de uns 15 a 20 clientes, você fala, acho que agora eu vou me matricular no CFP e correr atrás dessa certificação. De novo, é importante? Também porque, mais relevante do que o destino final, que é a certificação, é a jornada na direção dela, mas antes disso, desprovido da prática, e tem muito profissional certificado que é desprovido da prática, tanto é que a própria Planejar tem feito movimentos na direção de tentar coibir isso, são profissionais que se frustram. Eu jamais poderia te orientar nessa direção, Kátia. Então, dá sim para começar, eu acho que deve começar, mas alinhando expectativa. Seja craque em resolver alguns problemas, criar e cocriar soluções efetivas, e apontar as pessoas como uma guia, como uma líder, para como a vida delas pode ser se elas seguirem a sua solução, resolvendo o problema que você ajudou a articular. Se você, no primeiro ano, for lembrada e reconhecida como alguém que articula bem o problema, elabora uma boa solução e faz as pessoas se motivar, enxergando como a vida delas pode ser a partir do que você orientou, no próximo ano, no segundo ou terceiro ano, você está com a estrada pavimentada para se tornar uma verdadeira planejadora. Terceiro, quarto, quinto ano é o momento do CFP, na minha perspectiva.
Perfeito, perfeito. É lógico que a certificação eu acho importante, mas é realmente essa questão de conhecimento. Mas eu acho que a maneira como você colocou é realmente a maneira como as coisas acontecem. Na minha vida também foi assim. Eu fui aprendendo e a parte teórica te ensina muito, mas a prática te ensina muito mais. Você precisa de ambas. Porém, eu acredito também nesse... nesse caminho, mas foi bom porque você já me deu uma força para eu conseguir agora entrar nesse mercado. E já estou no terceiro módulo do CEP, é muito interessante e realmente muito esclarecedor, porque tem pelo menos esses dois que eu já fiz inteiros, vai te dando uma noção do que é isso. Apesar de eu sempre ter feito isso no âmbito empresarial, Eu nunca fiz no âmbito pessoal para outra pessoa, só fiz para mim. Então, perfeito. Mas muito obrigada.
É um privilégio, Katia. E eu volto, acho que a parte mais importante da minha resposta reside justamente no caráter da sua pergunta, que é alguém que busca excelência, fazer as coisas do jeito certo, e acho que você tem todos os ingredientes justamente para pavimentar uma carreira de longo prazo. E muito obrigado por a gente poder te ajudar de alguma maneira. Para a gente é um privilégio. Obrigado mesmo.
Muito obrigada também. Uma parceria.
É isso aí. É isso aí. Obrigadão. Valeu, Kátia.
Obrigado pela participação. Prazer te conhecer. A gente se vê muito em breve na próxima mentoria do CEP.
Boa.
Tchau, tchau.
Até logo.
André, agora o último participante que vai entrar ao vivo com a gente antes da apresentação mais contextual é o Alexander. Deixa eu convidá-lo aqui. Alexander, boa noite. Tudo bem?
Boa noite Carlos, boa noite André.
Tudo jóia. E aí, o que você manda?
Então André, eu fui convidado aqui pelo Felipe e estou nos dias meio complicados aí, eu não consegui elaborar bem a ideia para passar aqui, mas eu citei algo envolvendo a questão da remuneração. Você até citou um pouco isso falando com o Luiz. A questão de não aviltar o trabalho, não aviltar a profissão do empreendedor, buscando valorizar o trabalho, a atividade que é feita, o que é feito pelo cliente. Mas quando eu li, bom, eu li várias coisas, eu li muita coisa da academia, dos artigos e tudo mais. E eu vou tocar num ponto só para a gente se concentrar nele, que é a questão, quando você fala justamente da questão da remuneração, fazendo comparações, fazendo cálculos até, de deixar o dinheiro na mesa, como é que funciona isso, como é que funciona aquilo, aquela questão comparativa entre o corretor que recebe os 6% e o outro 1% ao mês, Cara, faz uns dois meses que eu li isso, eu não lembro com todos os detalhes, mas a ideia eu consegui, eu acho que... Tá bom. Só que eu acho assim, você me perdoa, talvez, se eu estou sendo um pouco provocativo nisso. Imagina, imagina. Mas assim, eu acho que a caso de caso, eu acho que aquela tese, aquela proposta que você fez, aquela ideia que você passou, deve ser avaliada caso a caso. Porque eu disse assim conversando com o Felipe eu entendo assim uma pessoa que tem posses já tem uma renda mais alta um patrimônio mais alto. Eu acho que ela entende e dá mais valor realmente a um trabalho no projetor porque ela já tem algo a que proteger algo assim. Ela percebe o valor disso por conta da segurança que ela pode sentir no projeto financeiro ao lado dela trabalhando para melhorar a vida dela ou as finanças dela. E uma pessoa já em uma situação totalmente oposta, uma pessoa que está enrolada, está endividada ou que está começando agora a construir um patrimônio e tal, para ela ver valor, para ela valorizar, falar assim, olha, vale isso que ele está me pedindo de remuneração, o trabalho dele vale isso, mas pesa muito no orçamento dela, quando a renda é baixa, quando o patrimônio ainda é pequeno. Então eu acho assim que que aquela remuneração fixa, aquela remuneração pelo trabalho em si, pode ser, entre aspas, eu vou colocar assim, contemporizada ou contextualizada, conforme a situação. Agora, queria que o senhor falasse sobre isso um pouco.
Eu só reitero o conteúdo todo lá.
O caso a caso, Alexander, de um lado, você tem razão. Tudo tem que ser tratado de maneira única. mas concorda-se, todo caso ter que ser precificado de maneira única é extremamente oneroso, amplamente pouco produtivo e por consequência de efetividade no médio prazo tendente à nula. Então, por exemplo, se a gente pega alguém que tem uma boa renda e um bom patrimônio.
Para esse cara, acho que faz mais sentido cobrar um percentual sobre os ativos dele, é um pouco do que você está advogando, ou não? Ao contrário. Ao contrário, tá. Ou seja, você acha que não vale a pena, então a gente está na mesma página. Eu concordo com você, eu acho que em hipótese alguma faz sentido cobrar o percentual dos ativos do cliente. Primeiro porque, por um lado, olhando a história, tá, Alexander, esse modelo foi criado como uma manifestação preguiçosa porque a indústria não se deu ao trabalho de encontrar uma maneira melhor de precificar o trabalho do planejamento financeiro. Talvez já seja um bom trabalho para quem cuida de dinheiro, mas não para quem cuida da vida financeira por completo de uma família, seja essa família endividada, zero a zero, investidora ou ultra detentora de um patrimônio. Então esse é o centro da minha crítica. Se você quer ser lembrado como um planejador financeiro, para ser lembrado primeiro você precisa ser percebido, então se você quer ser percebido, cobre pelo planejamento financeiro e não pela gestão de investimentos, porque senão você vai ser cobrado e você vai ter um lugar à mesa como um gestor de investimentos. E aí a minha crítica que emerge disso é você vai ser cobrado por aquilo que você não controla, porque ninguém, absolutamente ninguém, controla o mercado. Então, de todo lugar que eu olho, eu vejo fragilidade no modelo do AOM. E a principal delas é que ele ainda é sustentado porque há uma assimetria de conhecimento entre quem oferta isso e quem paga por isso. Na medida que quem paga recebe uma educação na direção de faça as contas, Eu não conheço uma pessoa que continua pagando para quem eu já tive a oportunidade de mostrar as verdadeiras contas.
Então, eu acho que a gente tem, enquanto profissão, enquanto carreira, eu vou até dizer mais, enquanto líderes, porque aqui, de alguma maneira, se a gente olhar, a gente ainda está começando isso tudo, então todo mundo tem um traço de liderança em uma indústria que era assente, a gente não deve ter sequer o pudor de revelar isso, de dialogar de maneira aberta acerca do malfuncionamento e da disfunção que é a cobrança baseada em ativos sob gestão. Agora, para quem está endividado ou numa situação mais difícil, uma coisa surpreendente, Alexane, eu também quando comecei, eu não achava que esse seria um público Primeiro, eu vou ser bem sincero aqui, eu achava que nem era um público legal para lidar. Imaturidade minha. Porque depois a carreira me mostrou que os meus clientes mais bacanas, inclusive que continuam comigo até hoje, são aqueles que eu comecei uma jornada endividado. Eles endividados. E depois, além de eu ter a surpresa do fato de ser alguém bacana para cuidar e para caminhar, eu percebi que essa turma pagava e valorizava o que a gente fazia. Agora, requer uma habilidade comercial, requer uma habilidade na qual você não apenas apresenta uma proposta de valor para essas pessoas, a gente tem que fazer uma promessa de valor para essas pessoas.
E isso também muda um pouco o rito que você estabelece com esse cliente. Para ficar um pouco no campo do folclore, a gente fala assim, mas será que alguém endividado, ano zero a zero, procura um planejador? Isso é mais ou menos a mesma coisa que pensar, mas será que alguém que tem cárie, que não está muito bem, procura um dentista? Ou será que ele só vai para o dentista quando o sorriso estiver bonito e a saúde bucal estiver perfeita? Mas será que alguém que está um pouco mais obeso.
Preguiçoso, vai para a academia? Ou será que as pessoas só vão para a academia depois que tiverem saradas, dispostas, totalmente fit? A gente percebe que é o contrário. Então, o mercado nos surpreende, Alexander, na direção de, primeiro, aquele que está endividado ou no zero a zero, Se recebe um convite, principalmente de alguém que diz, eu me importo e eu vou cuidar para que tudo vá bem e que não faça falsas promessas. Aqui na Life, na academia, eu não vou me alongar nisso, mas a gente ensina a lidar com o cliente endividado, não cuidando da dívida somente, mas cuidando do endividador. O mercado adora falar de investimento de investidor, a gente fala de dívida, mas a gente tem medo de falar do endividador. Ou seja, a gente diz, você tem uma parcela nisso, você é responsável também, não é culpado, é responsável por isso. E ao admitir isso, a gente já ganha uma primeira fortaleza na direção de então estabelecer consciência e apontar para como é que a gente corrige isso agora. Então, o mercado nos surpreende, meu amigo, e tem espaço para todo mundo. O cuidado com o caso a caso é isso não ficar praticamente impossível de você ter um pouco mais de... até de escala, por assim dizer. Fica mais difícil você ter uma oferta clara, uma proposta clara para o cliente de como é que você atua. Então, é uma boa conversa, viu, Alexander? Mas eu tenho percebido que, na medida que você percebe que você não pode fazer tudo de todos os jeitos, você se vê capaz de fazer muito do jeito certo.
Então, o meu convite é tirar um pouco o subjetivo do caso a caso e tentar enxergar como é que eu quero ser percebido. A partir de quais premissas eu desejo ser lembrado. E ali você monta toda a sua estratégia. E é um pouco disso tudo que a gente busca conversar também aqui no CEP, também nas mentorias, para dar essa clareza para cada um dos participantes. Não na direção de que todo mundo siga o caminho que a Life decidiu seguir, mas para que todo mundo tenha a origem que eu tive e que a Life tem para seguir o caminho que ela segue. Que origem é essa? Clareza. Clareza, clareza, consciência e conhecimento de como o mercado funciona e todas as forças pertinentes ao mercado funcionam. Esse é o nosso grande objetivo.
Legal, legal, André.
Tá bom? Tá bom. Muito obrigado. Obrigado pela participação, cara. Valeu.
Obrigado, Will. Obrigado.
Valeu, Alexandre. Obrigado por ter topado o nosso convite. Um abração. A gente se vê em breve. Tchau, tchau.
Muito bom, André.
Temos agora uma... Vamos lá.
Vamos lá. Deixa eu compartilhar a minha tela aqui.
Vai lá.
Está na tela?
Está na tela.
Boa.
Beleza.
Pessoal, então aqui a ideia é a gente justamente conversar sobre como lidar com a ansiedade e preocupação do cliente. Como é o contexto disso? A gente teve agora, no dia 30 de outubro de 2022, o segundo turno das eleições.
Todo mundo lembra, sabe disso, e com isso a gente teve um resultado. Eu não vou entrar aqui em questões ideológicas, em questões políticas, tenho a minha opinião. Mas o vencedor, o declarado vencedor, para muita gente, não necessariamente foi aquilo que a gente gostaria, e o mercado financeiro está meio empolvorosa acerca disso. Talvez não necessariamente o mercado, mas os clientes estejam.
Ninguém sabe o que vai acontecer, eu também não, eu não vou me arriscar. Mas o meu convite aqui, pra gente, essa aqui é uma apresentação não política, não econômica, ela é uma apresentação de cuidado, de relacionamento, do que eu acredito que a gente deva fazer enquanto planejadores no cuidado, no lido com os nossos clientes. E a primeira coisa é a gente tentar tirar as pessoas de uma visão curto prazista e ampliar a perspectiva dos nossos clientes. Eu não quero aqui parecer desprovido da sensibilidade de que toda eleição é uma eleição importante, marcante, provavelmente definidora, geracional. Mas eu também quero colocar que tem muita água para passar embaixo da ponte e, no mínimo, se a gente traz uma perspectiva contrastante e renovada, a gente amplia a capacidade de diálogo junto com o cliente. Então vamos olhar, partindo de 22 mais 40 anos, 2062, eu te convido primeiro a começar de maneira mais descontraída, tá?
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