Como Atuar SOMENTE Como Planejador Financeiro Pessoal? | Cortes da Backstage 🟣

André Novaes warns that commission-based, transactional financial models are shrinking (already reduced in some countries) and may disappear, risking advisors’ careers and client portfolios. He recommends a gradual, planned transition toward a client-centered, fee-for-service financial planning career, and presents the CEP program (mentoria/treinamento) plus community support as the organized path to prepare for that shift. Key practical advice: recognize the trend early, prepare, don’t transition alone, and choose the right community/mentors.
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Mas deixa eu te contar uma coisa importante. Tem alguns lugares onde a gente conta a boa notícia do lado de fora de casa, e aí quando a turma entra para dentro de casa, parece que não era tão bom assim. Ao dizer que a gente deixa dinheiro na mesa, eu estou te dando a má notícia do lado de fora de casa. Quem caminha junto com a gente, quem entra para o CEP, principalmente quem depois faz uma migração para uma carreira como planejador, sabe que, na verdade, não é bem assim. Já no CEP, a gente começa a explorar que o dinheiro no mercado transacional, ele no passado era maior, no presente é menor e no futuro a tendência dele é ser zero, zero. Então, aos 53, meu amigo, você ainda tem bastante, bastante estrada pela frente. Eu oro pra que assim seja. E agora, nesse momento, você conjuga de um lado uma experiência que é algo positivo, você também tem uma rede de contato, um grupo de clientes, e a gente pode sim te ajudar na direção de te servir e te auxiliar para como, antes de ser mais vocal a questão do deixar dinheiro na mesa, prevalecer aquela outra pergunta que eu fiz na aula, que é em que negócio você está? Se é no negócio da confiança ou se é no negócio do dinheiro? Todo e qualquer modelo transacional só tem alguma sustentação porque ele se apoia na assimetria entre comprador e vendedor. Enquanto o comprador conhece menos acerca do que é vendido, há espaço para um comissionamento mais robusto. Na medida que essa simetria é corrigida, o dono do produto percebe que ele não precisa mais onerar a sua operação com o homem do meio para chegar no consumidor melhor educado. E é aí que você tem que olhar a grande preocupação. Ou seja, não é mais uma questão de deixar dinheiro na mesa, é uma questão de eventualmente deixar uma carreira cair da mesa. Uma carteira se dissipar quase que da noite para o dia. Eu já vi isso acontecer com colegas na Austrália, por exemplo, na Holanda com alguma prevalência, não obstante na Inglaterra também tem um movimento que praticamente dissipou o comissionamento, sejam de seguros, sejam de produtos de investimento, e seria uma ilusão a gente achar que isso não vai chegar por aqui também. Seria inclusive um equívoco a gente achar, que sabe quem é que vai gerar isso aqui no Brasil? Hoje, quem comanda o mercado de comissão? A gente sabe que num eixo estratégico, a melhor maneira de você manter o seu negócio aprumado ou manter o seu negócio em vigor é você mesmo se desafiar a revitalizar, reconstruir, mesmo que para isso você precise destruir o seu modelo de negócio atual. Isso já aconteceu algumas vezes no nosso país, principalmente em serviços financeiros, eu não tenho dúvida de que vai se repetir. Então, meu amigo, é uma decisão importante. Eu não creio, Roberto, que precise ser uma decisão do tipo evento. Ou seja, até ontem eu fazia assim, a partir de hoje eu faço passado. É uma decisão que você pode conduzir em processo. que você pode ir gradualmente mudando o eixo da sua receita, porque a gente também tem que contemplar aqui o mundo real, um homem responsável, com as suas contas para pagar, não adianta a gente achar que a gente pode Legal, agora eu descobri algo melhor, eu vou então dar um simples salto de fé nessa direção. Não é esse o convite que a gente faz para ninguém. O convite que a gente faz é, primeiro, reconheça, reconheça, e isso sim é a principal decisão, que o modelo transacional está fadado a desaparecer.
E a partir disso, você tem a chance de estar na frente da curva, ao invés de estar atrás da curva, reagindo ao que vai acontecer. Quem está na frente da curva pode agir na direção do que está se desenhando como algo que vai acontecer. Reconheça que há esse desafio. Esteja preparado. E aqui, qual é o elemento, qual é o conjunto que a gente criou para que as pessoas possam estar preparadas? É o CEP. É o CEP. Justamente se você olha o conteúdo dele, onde a gente fala desde modelos de negócio, a gente explica com maior profundidade o porquê o modelo transacional vai desaparecer e ninguém discorda, a gente começa a falar sobre como criar um plano de transição de carreira, para que a gente não tenha mais medo de fazer isso, para que a gente não tenha um desconhecimento de como fazer isso. Nas mentorias do CEP, o que mais se fala é justamente sobre a transição. O que eu estou querendo te desenhar, mais ou menos, é o seguinte. Você tem uma montanha para escalar. Desse lado daqui é o modelo transacional, que está acabando. Se tem uma montanha para escalar e do outro lado da montanha existe uma carreira centrada na vida do cliente, existe uma carreira cobrando única e exclusivamente do cliente, deslocado dos investimentos dele. Mas a gente tem uma montanha para subir, não vamos negligenciar que a gente tem uma montanha para subir. Quais são os cuidados que a gente tem que tomar quando a gente está na base de uma montanha prestes a subi-la? Primeiro, a gente tem que estar preparado. Esse é o CEP. Segundo, não vá sozinho. Não vá sozinho. Aí essa comunidade, que eu aqui reconheço o papel do Carlos como liderança, que de maneira bastante enfática e, ao meu ver, de maneira bastante eficiente, conduz a gente para um senso de comunidade cada vez maior. Esteja preparado, não vá sozinho. Ao mesmo tempo, não vá com as pessoas erradas. Não vá com as pessoas erradas. Caminhe o caminho com quem já caminhou o caminho a ser caminhado.
A gente não é perfeito, mas a gente tem que ser aperfeiçoado.
Tem um amigo que usa uma frase dentro de uma plataforma de negócios que eu estou, e a gente tem um trabalho de formação também muito interessante lá, mas ele usa um termo muito assertivo nesse sentido, que sozinho você pode ir mais rápido, mas acompanhado você vai muito mais longe.
É isso aí.
De novo, não precisa ter pressa, é necessário estabelecer um processo, um ritmo, e aqui vem o meu último elemento. Então, esteja preparado, não vá sozinho, não vá com as pessoas erradas, E o último elemento, confie no planejamento. Crie um planejamento a partir desses elementos. Estar preparado, não estar sozinho, estar na companhia certa. E confie nesse planejamento. Execute esse planejamento. E aí eu não tenho dúvida para amarrar que você, do outro lado, ao chegar no topo dessa montanha, você vai perceber que eu deixei de deixar dinheiro na mesa. E agora, além de não mais deixar, eu também consigo colher a confiança que está na cadeira do meu cliente, para de fato poder entregar o verdadeiro planejamento financeiro. Lembra, aqui a gente está falando fundamentalmente de uma decisão. Ou a gente continua sendo peça do jogo dos outros, e eles é que determinam a regra. Ou a gente passa a ser jogador do próprio jogo. como um verdadeiro planejador. É uma decisão importante. Aos 53, ela tem a sua relevância, se a gente tivesse aqui aos 23 anos de idade. Eu comecei aos 25, tô com 43 agora, meu amigo. E eu te digo, hoje, aos 43, eu me sinto bem mais equipado para poder aconselhar, para poder me envolver de maneira mais produtiva com os desafios que o meu cliente apresenta do que aos 25. E eu não tenho a dúvida de que aos 53 eu vou estar ainda mais equipado. Então, acho que você tem todos os elementos para, mas não pode ir sozinho, não pode ir despreparado.
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