LIFE-Centered Planner: o Que é, e o Que Faz? | 🔴 Cortes da OpenClass

André Novaes distinguishes three adviser modes: transactional (short-term sales), consultive (problem-specific advice), and life-centered (ongoing, values-focused). Life-centered planning isn't new but a posture any advisor can adopt by asking better questions and building intimacy with clients, though it demands more time and training.
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Vou pegar a turma daqui, a turma dos profissionais transnacionais. Basicamente, o papel dessa turma é persuadir o cliente a seguir um curso de ação específico que culminará invariavelmente na compra de algum produto financeiro. Uma cota de um fundo de investimento é um produto financeiro? Qualquer título privado, emissão privada é um produto financeiro, um seguro é um produto financeiro, um consórcio é um seguro financeiro e assim que seja, um passivo é um produto financeiro.
É que eu não quero pintar apenas dando um monte de… tá ficando legal esse negócio ali. Eu sei que é difícil, mas parece que é legal esse negócio de ser Life Center Planner. Vamos ver, porque é importante deixar as coisas claras. Primeiro, geralmente a relação com essa turma desse lado da mesa é de curto prazo. Ela é transacional. Pode existir profissional que faz aquilo que ele faz como cliente por 10, 15, 20, 30 anos. Mas fato é, eu, por exemplo, hoje tenho uma corretora de seguros, Rambo Elementar, que me acompanha há mais de 10 anos. Mas, no fundo, no fundo, acho que tanto eu quanto ela, o que a gente mais deseja é que a nossa relação seja rápida, pontual e o mais barato possível. Pelo menos é o que eu desejo, inclusive o que ela deseja. Ela não inventa muita coisa, eu nem quero que ela invente muita coisa, nem espero que ela invente muita coisa, eu quero que ela resolva o meu problema. E do lado transracional, é isso que acontece. É isso que acontece. Fato, a complexidade é menor, ainda mais depois que se cria um relacionamento, e a demanda também é menor, é pontual. Esse é o lado transracional da mesa. Vamos agora dar uma olhada nas laterais, no lado consultivo. O lado consultivo é aquilo que diz o que pode ser feito em determinada situação ou problema. Existiu uma situação, um conselheiro é chamado, se envolver alguma questão jurídica ou pré-jurídica, um advogado é colocado para conciliar. Um contador, dependendo se for uma empresa, um profissional autônomo, com uma empresa mais estruturada, também é chamado ali para exercer sua competência e dar o seu conselho. E muitas vezes um planejador financeiro também traz um know-how relevante para organizar determinado problema. Nesse lado da mesa, nos lados laterais, o prazo pode ser maior, mas geralmente ela é determinada.
A complexidade é maior do que no lado transnacional. E a demanda também costuma ser maior. Pra gente chamar essa turma, a coisa tem que pegar.
Agora, e quem é esse cara aqui? Quem é esse Life Center Planner? Pessoal, primeira coisa importante, tá? Eu não estou propondo aqui um novo tipo de profissional de não precisa mais disso, não tem bobagem... Não é essa a ideia. Tanto é que eu quero destacar aqui o seguinte, um live center planning não se trata de um novo profissional, mas de um profissional renovado. Ou seja, qualquer profissional da mesa pode assumir aquela cadeira. Claro que ele tem que passar por um processo, a gente vai ver no terceiro capítulo os traços desse processo. Mas eu não aqui estou sugerindo um novo profissional, mas um profissional renovado para então assumir essa cadeira de um Life Center Planner. E deixa eu te dizer um pouquinho de uma forma bem resumida. Quem é esse cara? Esse cara é aquele que revela as histórias por trás das respostas e que permitem ao cliente chegar a conclusões que são muito mais relevantes do que qualquer recomendação ou que qualquer conselho pode prover. A gente podia ficar uma open class inteira só nessas três linhas. Deixa eu ler mais uma vez. Um live-centered planning revela as histórias por trás das respostas e que permitem ao cliente chegar a conclusões que são muito mais relevantes do que qualquer recomendação ou conselho pode prover. Ou seja, o prazo é infinito, ou, enquanto durar.
A vida do cliente é vida centrada. A complexidade aqui é total.
Esse cara não pode se fazer valer tão somente de respostas oriundas do know-how que ele tem. Ele tem que se fazer das perguntas que emergem, da sensibilidade que ele desenvolve. para contribuir, para ajudar o cliente a articular, formalizar e executar as suas decisões. E, naturalmente, a demanda tende a ser constante. Lógico que se eu olho tudo isso, deixa eu colocar isso de maneira comparativa, se eu olho tudo isso, eu só posso pensar no seguinte, esse Life Center Planning tem que ser amplamente, amplamente bem remunerado. bem remunerado. Para isso ele também precisa amplamente e profundamente se desenvolver. No objetivo de te ajudar a ter uma definição, deixa eu fazer ela agora com uma reverência um pouco maior. Olha só, deixa esse slide maior aqui pra gente poder aproveitar o texto. Ser um planejador centrado na vida é ter a habilidade de fazer perguntas reveladoras. Repara, não é sobre dar ideias, terem sites, conhecer técnicas. É muito mais sobre descobrir, perguntar, ir mais fundo, ansiar por intimidade e repetir esse ciclo quantas vezes for necessário para a construção de uma absoluta clareza. Dá trabalho, requer tempo, bons e bons cafés. Perguntas reveladoras implicam a intimidade e isso é muitas vezes uma barreira para profissionais se renovarem. Sabe por quê? A intimidade não tem linha de chegada.
A intimidade não tem uma cartilha a partir da qual você vai pra uma caverna, estuda durante X tempo, faz uma prova, é certificado e tá beleza pro resto da vida. Basta ter alguns créditos aqui a colar. A intimidade não tem linha de chegada. Ela é assustadora muitas vezes, porque ela é a certeza da incerteza, de não saber o que vai acontecer em uma determinada reunião. E ainda assim, saber o que tem que ser feito.
Repara, intimidade volta a ficar maior. Eu só tô pedindo pra ficar maior pra não ter que vocês ficarem eu lendo o slide aqui, mas vocês sabem que eu tô lendo. Intimidade não é simplesmente fazer alguém se emocionar na sua frente. Cara, eu sou muito craque, eu fiz o cliente chorar. É bobagem. Pode acontecer, mas é muito mais do que isso. É construir um ambiente no qual a pessoa ao seu lado, o cliente, está amplamente seguro e à vontade para manifestar seus desejos mais preciosos, seus medos mais limitantes.
A premissa aqui é a seguinte, se você deseja maior intimidade durante suas conversas, você precisa aprender a fazer melhores perguntas.
Para a gente começar a concluir esse capítulo, e eu quero destacar, volto a aparecer aqui, a gente já teve open class acerca de perguntas e a gente tem uma master class acerca de perguntas com um uma guia de contextos e perguntas pra você poder flertar com essa intimidade. Por que flertar? Porque eu preciso ser honesto, né? De novo, intimidade não tem linha de chegada, não tem um guia, não tem um manual. É você, na arena, se desenvolvendo, ficando sujo do aprendizado, sujo na direção de estar suado, de ter dado trabalho, de ter que se jogar no campo para aprender como é que se joga. E sair de lá melhor. E sair de lá melhor. E sair de lá melhor. Mas vamos começar a concluir esse capítulo aqui. Life Center Planner. Agora, se você gosta de algumas definições Instagram, aqui vai pra você. Life Center Planner é uma nova maneira de organizar a vida do cliente. É mesmo. Aborda a maneira pela qual a vida se cruza com o dinheiro. É mais sobre legado do que sobre herança. que dá mais um highlight aqui, é sobre fazer perguntas maiores para respostas melhores. Deixa eu te perguntar uma coisa, você tem algum receio de fazer alguma pergunta para o seu cliente, porque caso uma vez ela feita, o seu cliente pode repensar a relação que ele tem com você? Provavelmente a tua relação com o cliente é meramente consultiva, e não como um verdadeiro, indispensável, planejador centrado na vida. Você precisa fazer perguntas maiores, há um contexto, há um treinamento para isso. Ainda, eu realmente creio que um live center é uma maneira nova de pensar. E é um profissional revitalizado. Digo isso, escrevo isso, apresento isso, por quê? E aqui eu tenho aprendido com o Felipe Oliveira, que é quem tem tido diversas conversas com pessoas na direção de conjuntamente essas pessoas e a gente avaliar se a academia é o lugar adequado pra elas. E o que a gente tem mais aprendido é Como tem gente boa, fragilizada no mercado. Como tem gente boa, mas se sentindo menor. Será que eu posso? Será que eu consigo? Será que eu sou capaz? E a gente abraça essas pessoas, porque todo mundo aqui já passou por isso. De alguma forma, todo mundo continua passando por isso. A gente não é infalível a isso. Mas a gente aqui deseja criar um ambiente para as pessoas se revitalizarem. disse e repito, eu não conheço nenhum profissional, nenhum profissional que, se eu for assim, vamos ser honestos agora, tem ninguém olhando, honesto, eu e você. Cara, homem, mulher, se você pudesse receber única e exclusivamente do cliente, ser bem remunerado, atender 50, 60, 70 famílias, ser bem remunerado, pra poder não cuidar do dinheiro deles, mas pra cuidar da vida deles, usando o dinheiro como um meio pra isso. Você realmente continuaria a fazer o que você tá fazendo hoje? Eu nunca tive uma resposta.
Mas isso requer honestidade, e essa honestidade é que aponta pra gente o desejo de revitalizar, de ajudar a revitalizar esse mercado como um todo. Agora, talvez você possa estar pensando, André, legal esse troço todo, entendi. Então é o seguinte, acho que eu posso fazer tudo isso, cara. Eu acho que eu posso organizar a vida do cliente, eu acho que eu posso colocar o dinheiro a serviço da vida, eu acho que eu posso fazer perguntas maiores, basta eu ajustar algumas coisas da minha prática. Calma aí, vamos pro capítulo 3.
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