Trailer Masterclass A Arte dos Relacionementos

A masterclass on relationships as spaces for healing and growth. Partners unconsciously mirror caregivers from childhood, repeating old patterns. Setting boundaries, especially for women conditioned to say yes, and creating rituals of presence transform relationships from problems into adventures to discover together.
Chapters
uma consciência de que um relacionamento é para um propósito de crescimento e cura mútua. Significa que o crescimento vai tentar, de todas as maneiras, através dos participantes, que nós cresçamos além daquilo que a gente conhece, além das nossas limitações, no fundo para experienciar mais de vida, para experienciar mais do dos sonhos que estão a querer brotar dentro de nós, das nossas ambições, das vivências que a gente verdadeiramente deseja no nosso coração vivenciar. E isso envolve um crescimento, porque qualquer experiência nova envolve que a gente vá além daquilo que é o conhecido. E se a gente observar com atenção, percebe que isso está lá a algum nível, é para que haja crescimento mútuo. E o outro É uma cura. Todos nós passámos por momentos que criaram alguma forma de rotura. O que quer dizer rotura? Quer dizer que nós em criança vimos ao mundo completamente ligados à vida, completamente ligados à espontaneidade, à curiosidade, a uma sensação que não é sequer explicável por palavras. Nós estamos num momento, e basta a gente olhar para as crianças e percebemos que elas estão em estados de luxo, até começar a acontecer essas mágoas ou os traumas ou algo que cria uma espécie de uma rotura temporária na psique em que nós criamos umas camadas de proteção exatamente como consequência dessas mágoas. No fundo, a gente cresce para a fase adulta com essas mágoas, a maior parte das pessoas sem se aperceberem. Um relacionamento Ele serve exatamente para nos ajudar a trazer ao de cima o que precisa de ser curado também da infância, para a gente poder tornar-se seres humanos verdadeiramente autónomos. Podermos colaborar, contribuir, nos divertirmos. Um disfuncional é um que quando não há esta ou outras consciências, estão a ser perpetuadas estas mesmas mágoas. Está a haver uma remágoa, porque quando há uma resposta de um lado, o outro lado responde também inconsciente e há como que um ping-pong que ao invés de apoiar a cura individual e mútua, remagoa porque não há esta e outras consciências. Num relacionamento saudável, ambas as partes têm o compromisso consciente de que é para crescerem e curarem em conjunto.
E a questão é que todos nós temos as nossas feridas emocionais, Umas mais profundas, outras não tão profundas. E a questão é que quando crescemos temos vontade de reparar estas feridas emocionais e muitas vezes vamos encontrar pessoas que de alguma forma vão reproduzir o exemplo dos nossos cuidadores que de alguma forma não foram, não atenderam às nossas necessidades. É quase como se fosse uma oportunidade, agora vou reparar a minha ferida. Mas como não temos muita consciência disso, o que estamos a fazer é reproduzir padrões.
Quem nós atraímos enquanto parceiro ou parceira romântica inconscientemente, é quase como se fosse um ímã que a gente tivesse na nossa psique, que está a fazer automaticamente esse trabalho por nós, é exatamente a pessoa que neste momento maior potencial tem de nos apoiar ou de nos magoar. E por outras palavras, isso significa: ela reúne as características mais "negativas" dos nossos cuidadores e também reúne a essência das características mais positivas. Por isso a natureza e a nossa psique é muito linda. E esse é um dos exemplos de como realmente o relacionamento é para crescer e curar. As frustrações, as maiores que a gente tem hoje em dia com o nosso companheiro ou companheira que são exatamente as mesmas que a gente teve com os nossos pais. Uma dificuldade de abraçar a vulnerabilidade emocional ou então a fragilidade. Por outras palavras, aquela pessoa que de alguma maneira ou está sempre a tentar a algum nível que está tudo bem ou que é forte e que consegue tudo E que não tem a capacidade facilitada de simplesmente expressar quando ela está em alguma dificuldade, quando ela está num momento frágil. É pessoa que tem dificuldade de expressar as suas emoções de uma maneira que não seja dramática. E quando não sabemos fazer isso, o que acontece é que a gente vai criar histórias. Incluindo histórias que se acabam por tornar quase roteiros de filme. Só que o problema é que para a maior parte de pessoas esses roteiros são quase filmes de terror, ou são assim umas comédias trágicas, ou literalmente uns dramas.
É exatamente um pouco disso que o Ricardo trouxe na conversa com vocês, de sim, criar essa segurança para expor aquilo que é mais vulnerável na gente. Eu tive muitos bloqueios ao longo da minha vida em me expor, em expor aquilo que era muito íntimo, meu, trágico, e sentir essa confiança, sentir esse espaço, sentir que isso deve ser trabalhado, inclusive em dizer não. Eu acho que muitas mulheres, tem muito a ver com toda a questão patriarcal e machista da sociedade que a gente foi criado, a gente não é criada para dizer não. Muitas vezes a gente acaba concordando, abrindo mão, ou fazendo de conta que tá tudo bem algumas situações, porque a gente acha que a gente não pode falar não com parceiro. Então uma coisa que também foi muito nova na nossa relação é eu ter alguém que entende quando eu falo não. Sem precisar, sem ficar perguntando, mas não porque, mas não, não é não, é a gente saber como discutir essa relação e o que, né, que a gente tá discutindo. Senão fica também uma chuva de coisa acontecendo quando você vai guardar por muito tempo, que às vezes a pessoa nem sabe mais o que que ela tá discutindo, né.
Eu amo muito a tua disponibilidade em termos da tua presença. Eu amo muito a tua vulnerabilidade de te permitir fazer algo desconhecido, não planeado, como isto assim.
Eu escuto que você ama muito a minha presença e a minha vulnerabilidade, me abraçar, fazer algo desconhecido, com o que está acontecendo nesse momento.
Isso, vem fazer algo em que te entregues ao momento em conjunto comigo e te permites partilhá-lo com outros também.
Vem fazer algo que eu me entrego ao momento contigo e partilhar com outras pessoas também. É de um momento que é muito nutridor que muitas vezes a gente entra em algumas dinâmicas e alguma, um plano mais automático no dia a dia da nossa vida, né? E às vezes a gente acaba esquecendo de nutrir e parar para nutrir momentos como esse por relacionamento.
Porque esse é um dos rituais que ensinam a nível de relacionamento saudável. A Heidi Schleifer tem uma frase muito bonita que é: um relacionamento Não é um problema para ser resolvido, é uma aventura para ser descoberta.
More from Ricardo

Gaining Clarity in Darkness: the Power of Failing and Movement in a Dark Night of the Soul #shorts

Why VS How To Questions in a Dark Night of the Soul - How To Change Your Thoughts (#shorts 1)

What Attracts Us In a Romantic Partnership - Podcast (episode 2, #shorts 2) #darknightofthesoul

Myth “Ego is bad” in a Dark Night of the Soul (DNOT month 1, #shorts 1) #darknightofthesoul

Healing Childhood Wounds in a Dark Night of the Soul - Podcast (episode 2, #shorts 2)

Healthy Relationships and the Dark Night of the Soul - Podcast (episode 2, #shorts 1)




