Ep.17 Quando a Convidada do Podcast é a Sua Mãe com Regina Rocha
2 Dec 2025 · 30 min
The host interviews her 84-year-old mother, Regina Rocha, who grew up in Minas Gerais and learned to stretch money from her own mother. Regina shares how those habits shaped her choices about marriage, work as a translator and journalist, and later investments like VGBL, plus her advice for women in financial hardship.
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Ep.17 Quando a Convidada do Podcast é a Sua Mãe com Regina Rocha
June 22, 2023
84 years old
VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)
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[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Olá, Furiosas! Bem-vindas ao Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast, onde conversamos todas as semanas em como você pode se tornar boa com o dinheiro, no bolso e na mente, usando ferramentas práticas do coach pessoal e maneiras simples e eficientes de lidar com a matemática do dinheiro. Está pronta? Invista em você mesma e vamos lá! Olá Furiosos, bem-vindos a mais um episódio do Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast. Hoje eu tenho uma convidada muito especial que vai ter essa conversa aqui comigo e é claro, eu estou suspeita de falar que eu gosto muito dela, é minha mãe. Oi mãe, tudo bem?
Tudo bem, tudo bem. Suspeitíssima.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Suspeita, né? Ela é a original Rainha Fúria. É por isso que chamo vocês de furiosos. Então, mãe, fala um pouquinho pra gente, pras pessoas que talvez não te conheçam ou te conheçam, que estão ouvindo o episódio. Fala um pouquinho sobre você.
Bom, eu nasci em Minas Gerais. Minha mãe era muito jovem e bem diferente de mim, que deixei pra casar bem tarde. Então, eu sou avó com muita idade, já tenho 84 anos e lá em Minas Gerais a gente levava uma vida muito simples, o ponto de vista é financeiro, né? Então, a nossa vida era muito simples, mas eu já vaciei com alguma orientação boa do ponto de vista financeiro da parte do meu pai. Porque mesmo sendo muito jovem, ele tendo morrido quando tinha 4 meses de idade, mesmo assim ele deixou uma poupança para minha mãe. Coisa pequena, mas que ela levou, que ajudou a cuidar de nós, da família, por muito tempo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Certo, ele já deixou um legado, né?
Deixou, deixou um legado.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então, você cresceu em Minas Gerais e agora o que você fez mais na sua vida? Só assim um básico e depois a gente mergulha nas perguntas mais específicas, né? Você mudou para Taubaté, é isso?
Não, porque eu morei em muitas cidades, isso foi uma coisa boa na minha vida. porque eu tinha parentes em Santa Rita dos Apucaí... fui morar lá... onde tinha muita família... depois de lá nós mudamos para Pouso Alegre... onde tivemos outros amigos... outro ambiente... mas muito agradável... eu tive uma vida feliz. Felizmente... tanto na parte da minha infância e tudo... eu sempre fui feliz porque... Eu tive pessoas me amparando. A minha mãe era muito criativa, ela não tinha dinheiro, ela se virava com as coisas. Ela pintava, bordava, costurava, fazia tricô, crochê.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Cozinhava muito bem, né?
Muito bem, muito bem também. Então, nessa parte, eu sempre fui muito amparada financeiramente. E fui crescendo com ensinamentos também da igreja católica... porque eu, quando pequenininha, era católica... tem muitas fotos que representam tudo isso... enfim... o tempo foi passando... Só.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Para resumir um pouco da sua carreira... aí você foi para a escola... Fui.
Para a escola, né... Para a escola...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Onde você foi... São Paulo, já?
Não... desde criança eu estudei... em escolas católicas. Geralmente, por causa desse dinheirinho que ela tinha, ela conseguia pagar. Ela conseguiu pagar curso de piano pra mim. Com a criatividade dela, ela fazia... Eu estudava no Instituto Santa Doroteia, em Pouso Alegre. Depois eu passei um tempo no colégio interno. no internato... onde morava a minha avó, Ita... e a coitada da minha avó... preparava comida... comprava coisas no mercado... levava para mim... eu odiava comer... eu comia sempre com um reloginho na minha frente... tique-tique-tique-tique-tique-tique... e a minha mãe diz que ela engordava por minha culpa... porque... para não levar bronca... do meu padrasto... ela então ia lá... tirava uma colherada... enfiava na boca... E andava mais um pouco, ela fazia um bolinho pra mim que tinha o tamanho, ela tinha a medida de um bolinho, talvez o tamanho de uma lata de toddy, de uma coisa assim, e ela fazia o bolinho, com a medida certa, tinha fogão a lenha na minha casa, ela assava e mandava pra escola com uma garrafinha de café com leite, que era o que tinha. E aí... eu odiava a nata... quando falou que eu chegava na escola... eu botava no meio-fio... para escorrer... eu achava bonitinho escorrer pelo meio-fio... e o bolinho que ela mandava... como eu não gostava muito de comer... eu dava para as colegas. E ela trabalhava com isso. Mas assim... ela era criativa... quando era meu aniversário... ela fazia... coisa que é um brunch hoje... Uma coisa chique, ela comprava bolo, fazia chocolate, aquele chocolate delicioso que eu me lembro, fazia aquele chocolate bem gostoso e a minha mãe plantava muitas coisas bonitas também, a nossa casa A nossa casa tinha sido um centro espírita. Tinha uma frente com uma escada sem o circular. E a gente sentava ali na porta... e ela plantava margaridas... e plantinhas que atraíam abelha... e eu sabia tirar algumas florzinhas da parede... e apertar para soltar um melzinho na boca... e tinha outras que eram perfumadas e eu grudava na roupa... Ficar saindo o cheirinho de jasmim do cabo, é muito divertido.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E quando você estava, então depois que a vovó se casou novamente, como era a mentalidade em relação ao dinheiro? A vovó fazia essas coisas criativas, fazia o dinheiro esticar, mas como que era isso? Dentro de casa?
Dentro de casa, dentro de casa. Tinha que segurar as pontas de todas as maneiras, porque a gente tinha que se lembrar, por exemplo, essa história de estudar piano. Como ela queria que eu estudasse piano, ela alugava um piano. Imagina se eu tivesse hoje aquele piano que ela tinha me dado quando eu era pequena, bem pequenininha, que eu tinha cinco anos. Mas ela precisou vender para fazer a mudança, o dinheiro era difícil. Aí nós chegamos em Itaubaté... ela ia estudar... e ficava escutando... e tinha paciência... ela alugava piano... então ela alugava tempo para as minhas colegas virem estudar em casa... E aí a gente... Cobria as suas aulas. Cobria as minhas aulas. Mas para isso ela tinha que ter aquela paciência de ouvir criança martelando no piano. Mas ela tinha, porque era como ela... Ajeitava as nossas finanças.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: O seu padrasto fazia o que?
Ele era o que se chama hoje de um cacheiro viajante. Ele trabalhava em vários lugares, tanto podia ir numa cidade como noutra, ele ficava lá. A gente morava numa cidade, ele podia, passava, normalmente ele trabalhava por uma semana e voltava pra casa. Ele geralmente trabalhava uma semana por mês, depois ele ficava lá tirando os pedidos, enviando pras companhias pras quais ele trabalhava, né? E ficava lá em casa molando um pouco a gente.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E como ele viu o dinheiro? Ele era controlador com o dinheiro?
Bom controlador nisso, a mamãe não tinha com isso aí. de comprar nem o perfume pra ele passar no cabelo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E ele que fazia assim, ele controlava todo o dinheiro, ela pedia um pouco pra comprar comida, ou ele ia junto?
Não, não, ele pagava comida, né? Eles tiveram uma filha, minha irmã Vera, né? E a Verinha era a menina dos olhos dele, né? Ele adorava a Verinha. E aí, a Verinha... E ele já.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tinha outro filho, é isso?
Sim, o Pedro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Sou meio irmão.
Meio irmão, né? O único ponto de referência de Sangue é o seguinte, ele era irmão da minha irmã e eu era irmã dela. Então, pela lei brasileira, nem podíamos nos casar. Cresci com essa família. O Pedro Vinha era a alegria da casa. Ele trazia coisas que nunca a gente tinha pra comer em casa, coisas de Natal, por exemplo. E ele vinha na Páscoa e ele trazia coelhos de verdade, de chocolate enormes e tudo. Eu achava que ele era todo poderoso. Ele tinha muito orgulho, ele dava muito valor pra inteligência, pra medicação, ao estudo e tudo. E a irmã dele nunca conseguiu. Estudava na escola onde ele era professor e tinha desconto, porque ela não queria nem saber. Ele falava pra ela assim, eu era pequenininha e já fazia o pingo no ícone, um ano, um ano e meio, a minha maisia. Fazia um risco e punhumpim, furava tudo, né? E aí ele chegou em casa e desenhou uma casinha daquelas bem simples e tudo, né? Mostrou pra ela, ela olhou bem pra aquela casinha lá e disse assim, essa casinha é uma... Não, isso aí é uma vaca e o rabo dela tá por algum lugar.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Mas ele se surpreendeu com a sua inteligência e você conseguiu desconto numa escola boa, né?
Isso aqui já em São Paulo, né? Quando eu estava no Dante Alighieri.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso foi ensino médio, é isso? Sétima série?
Antigamente eu cheguei aqui na terceira série.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Aí você já entrou lá na terceira série?
Entrei lá na terceira série, depois teve a quarta série.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você ficou lá até o final?
Eu fiquei lá até o final.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Certo. E como isso afetou os seus pensamentos, você crescendo, sobre o dinheiro? Essa dificuldade em casa, como a vovó fazia as coisas, como o seu padrasto fazia?
Bom, a essas alturas eu já tinha entrado pra igreja, né? Então, isso já tinha a influência da igreja pra mim, né? Eu pensei, primeiro, uma história comprida que eu não queria me casar, Alguém que não fosse da igreja... e foi uma coisa que me afligiu muito e tudo... mas finalmente... quando eu consegui o meu marido... aquele maridão... que vocês conhecem... o seu papai... Pai de açúcar? Então, ele sempre me valorizou, embora ele nunca tenha entrado pra igreja, ele sempre me valorizou. Pra ele, tudo era a mamãe, né? A mamãe é que sabe, a mamãe é que é boa em fazer todas as coisas, a mamãe é que dá os bons conselhos financeiros. E as coisas que ele comprava, ele comprava porque quando podia. Eu aprendi com ele e ele comigo. Ele dizia assim, quando a gente tem dinheiro, a gente vai passear. Se a gente não tem, a gente fica em casa. Então vamos lá, então vamos fazer a vida.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Mas deve ter tido alguma coisa do seu passado que você trouxe com você de crescer com o seu padrasto e a vovó. Tem alguma coisa assim que é uma experiência que foi meio definitiva, definidora? Que ajudou a sua jornada financeira?
Como eu falei, é o conjunto de todas as coisas, né? É o conjunto das coisas. Tudo na vida é em conjunto, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E tem algumas crenças, algumas coisas que você pensava do dinheiro quando você estava crescendo, mesmo antes de conhecer o papai, que você carregou com você ou precisou? Não, não acredito nisso mais, isso não funciona.
Tudo vem do fundo da gente mesmo e da maneira como a gente foi criada e a gente vai conservando aquilo pela vida toda, a gente não muda completamente.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Mas teve alguma coisa que você questionou, que você aprendeu em termos de dinheiro?
Não, como é que eu me lembre?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Bom, então aí nesse ponto você conheceu o papai, você decidiu que vocês iam casar. Talvez nesse ponto, como você já estava na igreja e teve essa... que você wrestle, né? Que você teve que... não é questionar, mas pensar muito nessa decisão de casar com alguém que não era da mesma religião que você. Como que a espiritualidade influenciou isso e a sua jornada financeira? Teve alguma conexão? Tipo assim, de repente você fez uma oração, procurava... Ah, oração, eu fiz a vida toda. Eu fiz mesmo, a vida toda procurando.
É isso que eu faço até agora, claro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Muito.
Até agora eu tenho muitas decisões financeiras ainda pra tomar, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Sim, e você nunca toma elas sozinha, né?
Não, nunca, nunca. Eu sempre converso, combino, né, que aplicações eu vou fazer e tenho sido muito abençoada, muito, muito.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tem alguma pessoa, você falou do papai, tem mais alguma outra pessoa que te ajudou durante essa sua evolução financeira de aprendizado até aplicar?
Não, outra pessoa não. Fiquei mesmo no círculo familiar.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E existe alguma coisa específica que você aprendeu de uma dessas pessoas na sua volta que você ainda carrega com você hoje?
Pode ser uma experiência quando eles eram pequenininhos?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Pode ser.
Mesmo nessa sala, né? Eu tinha que explicar para vocês porque vocês não podiam confiar em ter as mesmas coisas que seus colegas. Muitas famílias naquele tempo já começavam a ter um filho só, no máximo dois filhos. Eu tinha aprendido. Eu tinha me casado com a ideia de que eu ia ter uns oito filhos. Aí o papai, com toda a sabedoria, chegou numa certa hora e falou, olha, chega, quatro filhos, eu ia nos lugares. Ele levava você, as pessoas falavam, você tá contentinha com o vovô?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ele tinha 40 e quantos anos que ele tinha quando eu nasci?
Você casou com quanto? Eu casei com 30.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Certo, e aí ele tinha?
Ele tinha 38.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E depois de quantos anos de casado você me teve?
Você quer a matemática aí? Eu tive em seguida primeiro filho, vamos dizer, um ano e pouco.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então é fácil, a Maris é 6, 7, então a vava tinha 54 anos quando eu nasci. É. Certo. Tem gente que já tem, né? Tem os amigos do Rob que já tem netos.
Pois é. Tem irmãs na igreja, né? A Lindalva já tem netos. Nossa, quanta gente que tem um monte de filhos.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então, ele tinha 44 quando me teve, porque há sete anos o 38, né? 47, 48. E então...
É, depende do mês, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Lógico. Aí você estava conversando com a gente aqui, dos colegas, que a gente ia ter diferente deles.
A mesma coisa, eu dizia, olha, quando os papelezinhos assim, vocês vão mostrando que quando a gente tinha que dividir, a pessoa ficava com uma parte menor. Mas eu procurei chamar a atenção de que vocês teriam uns aos outros, enquanto que as outras pessoas tinham, os coleguinhas que não tinham irmão, ou que tinham um irmão só, tinham só aquele pra brincar. Vocês iam ter todo mundo em conjunto e iam crescer junto. Como, de fato, cresceram juntos. Apesar de eu ter perdido o marido, eu tive a felicidade de os meus filhos todos viveram.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E você teve alguma coisa do seu passado em relação ao dinheiro que você teve que processar, que você teve que fazer as pazes?
Pode ser que sim, mas eu não me lembro agora.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tá certo. É, porque às vezes as pessoas têm dificuldade de seguir em frente porque elas ficam pensando num erro do passado que elas fizeram com o dinheiro e elas ficam se definindo pelo passado.
Erro com o dinheiro? Não, nunca, nunca! Dinheiro é uma coisa inséria.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, como a gente assiste no seriado Chosen e fala assim, não se deixe definir pelo seu passado. Então, às vezes as pessoas ficam presas nesse pensamento de que porque elas erraram antigamente elas não podem melhorar e não é verdade. e tive outras convidadas que falaram de como o processo delas passarem por isso. Então, que bom que você não se lembra. Então, já foi tão resolvido que se teve, já foi, né? Então, agora vamos passar para a parte sua como mãe, ensinando os filhos. Você já começou a explicar como que, pra gente entender que tendo mais filhos, tinha menos coisas, né? E como mais você ensinou seus filhos, a gente, como dinheiro? Eu tenho a minha perspectiva, mas eu quero ver a sua. Foi com intenção? Você e o papai decidiam coisas?
Ah, sim. O papai era o patriarca. Ele era o chefe da família. Era ele quem decidia, mas por trás quem definia, quem ajudava era eu, né? Quem ia dizendo pra ele, olha, segue pra aqui, segue pra ali. Isso é melhor, aquilo é melhor, até comprar a fábrica, por exemplo, foi comprada quando a gente tinha todo o dinheiro prontinho, já preparado. Quando era pra comprar essa casa, ele queria morar lá perto da irmã dele que morava no Butantan. Eu falei, mas aqui eu sou acostumada com terreno grande, desde pequenininha sempre morei em lugar espaçoso. Não importa se a casa for velha, mas é velha até hoje, agora é mais velha. Eu tinha meu trabalho, eu trabalhei 11 anos antes de me casar. Com quem? Eu era jornalista e eu trabalhava para um grupo de revistas.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E você então fazia tradução?
Fazia tradução e escrevia. Muita coisa eu escrevia por mim mesma, depois eu fui chamada para trabalhar na igreja. E eu fiz aquele tempo lá tão diferente, e eu revisei o livro de Mormon porção de vezes, trabalhava para o presidente Bangerter, né? E o tempo foi passando, eu trabalhei com ele muitos anos, foi um presidente maravilhoso, foi uma pessoa muito querida, que sempre cuidou de mim, eu fiquei doente, Me ensinou, me deu uma, eu pedi uma bênção pra ele, né? E aquele tempo é como agora, né? A gente pede uma bênção e já recebe a bênção, né? O bispo vem... Alguém com sacerdócio vem e dá uma beça. Pronto, né? Ele falou, vou fazer jejum. Ele falou, vem amanhã. Eu falei, vem amanhã por quê? Porque eu vou fazer jejum.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ele queria estar preparado, né?
Ele queria estar preparado. Ele tinha uma maneira... Olha, a pessoa mais espiritualmente perfeita que eu conhecia. Tanto que eu fiquei bem deprimida que ele não foi apóstolo. Mas é que o senhor sabe o que faz. Ele tinha mais... Ele abriu Portugal depois. Começou a igreja em Portugal e teve uma vida linda também. Trabalhou muito com presidência de templos e tudo. Bom, você sabe melhor do que eu.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ele foi o meu selador. Quando eu me selei foi ele. E aí, o que mais que você... Bom, quando você e o papai conversavam sobre dinheiro e tal, vocês conversavam em como ensinar a gente a lidar com o dinheiro ou era mais assim do jeito comum?
No exemplo, é mais no exemplo, é mais no exemplo. Fazendo, praticando aquilo que a gente já dizia. Mas como eu falei, quando tinha... Quando a maré estava alta, você sabe, o Brasil com os seus planos e se é aquilo que a gente não sabe, mas nem o nome... ponto que a gente não sabia nem o nome da moeda, né? Mas uma coisa que eu raciocinei e falei pra ele, olha, as crianças estão agora com uma idade que dá pra eles aproveitarem ainda um pouco, não lembrar muito, mas eles vão conseguir lembrar de um passeio assim, que leve a vários lugares da Europa. Aí fizemos Europa Ocidental inteira, né? E visitamos tudo. Voltamos pra casa, ficamos mais de 40 dias viajando. Foi muito gostoso. E a hora que a coisa estava difícil, eu me lembro de que o marido da minha irmã não queria que ela trabalhasse fora. Nós fomos no funeral do irmão do Valdemiro, que é o marido da minha irmã, né? Fomos no funeral e chegou lá e ele falou assim, fala, Valter, você deixaria sua mulher trabalhar? O Valter disse, sim, claro que eu deixaria. Não sei por que ele resolveu falar isso. Dá uma de baixão? Sim, claro que eu deixaria, sei lá o que. Aí chegou aqui em casa um dia, estava muito atrapalhado, com as dificuldades financeiras, digo pra ele vou abrir uma casa de chá. Você se lembra disso? Não, não, não.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Tá falando de mim e você me contando.
Casa de chá junto com as minhas amigas. Você se lembra a Maria Helena? Uma que entrou pra igreja e tudo. Então, é com ela. E mais uma outra senhora. Eu queria abrir uma casa de chá lá no Shopping Norte. Aí eu falei pra ele, mas como? Você falou que podia.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você falou na frente dele.
Ele olhou pra mim e disse, e você acreditou?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E como que foi essa decisão de você parar de trabalhar pra fazer tradução, trabalhar pra igreja e ficar em casa com os filhos?
Essa foi ótima, essa foi ótima, foi muito bom.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Mas vocês conversaram, já estava subentendido, como foi?
Subentendido porque meu marido era uma pessoa que não admitiria jamais uma esposa trabalhando fora por si mesma, pela sua própria ideia. Ele era funcionário público e ele trabalhava para o DR. Aí eu falei, olha, você vai pegar dinheiro bom e botar em cima de dinheiro ruim, porque você não vai saber qual... Ele foi convidado para dar aula em Mogilas Cruz, um lugar aí, um lugar que era próximo e tudo, para dar aula na faculdade. Aí ele pegou e falou, olha, quer saber? Você tem razão. Eles se abraxaram, eu tinha asas. Eu vou largar e vou apostar na fábrica. Falei, é isso aí, aposta na fábrica. Apostamos nós dois juntos.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E aí então você ficou em casa e já teve a Maris, né? Isso. Porque às vezes tem casais onde o marido tem aquela ideia, ele cresceu com uma mãe que trabalha fora e aí tem aquela expectativa que você vai trabalhar e não conversam sobre isso antes de casar e aí cria um problema, porque cada um tem uma ideia diferente de como a vida deve ser, como deveria ser. cabeça de cada um, né? E teve... dos seus conselhos, assim, quando você dava um conselho, alguma coisa pra gente, e a gente não seguia, como que você lidava com isso?
Isso foi uma decisão bem antiga minha, íntima, é cada um tem o seu pensamento, segue o seu caminho, casa com quem quiser, faz o que quiser, porque temos que ser adultos e conviver como adultos.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E era uma coisa que o papai concordava?
Não exatamente, mas ele deixou eu fazer as coisas da minha maneira, como sempre.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Certo. Isso é muito bom, né? Quando você tem esse apoio de poder fazer as coisas, você não tem aquela resistência ainda mais, da resistência do marido também, né? E eu sei que você adora estudar. e você adora ler. Como que você, pelos anos, você continuou aprendendo e se desenvolvendo nas áreas que você gosta e na área financeira também?
Na área financeira, aos 84 anos, simplesmente aplicar em VGBL. Na área financeira, né? Agora, nas coisas que eu gosto, minha casa é um verdadeiro museu cheio de coisas interessantes que eu posso ler, acho que indefinidamente. Inclusive, eu adoro ler o livro de Mormon todos os dias.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso daí acho que é uma característica que talvez tenha sido genética ou aprendida da gente, porque todos nós quatro gostamos muito de aprender. E todos nós estamos procurando por alguma coisa, um livro para ler, alguma coisa para desenvolver, isso é uma coisa bem legal.
Inclusive os seus filhos também, né? A Iris está com uma coisa aí que ela trouxe, que é todo desenhado, uma coisa diferente, eu pensei que era até da Annika, que tem mais... Que gosta mais de desenho, né? Então é uma coisa que vai de geração em geração mesmo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ela procura algumas coisas que interesse.
A Luiza estudou aos trancos e barrancos comigo aqui, nesse lugar aqui. Lutamos muito para arrastar em frente e a Nátaly já tem o...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Mestrado.
Mestrado, né? E é muito eficiente em línguas e tudo. Muito cheio de iniciativa, viaja sozinha.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Agora a Luiza, ai mamãe, eu não.
Sei andar nem de metrô. As minhas amigas acham uma coisa incrível isso. Excesso de proteção, né? Mas agora já foi sozinha até os Estados Unidos, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E o Christian quase termina a faculdade também, né?
Quase termina a faculdade também, muito inteligente, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso é ótimo, né? É. Bom, agora eu quero que você volte no momento que foi o mais difícil da sua vida em termos de dinheiro, vamos supor, se você foi criança, pensa na vida adulta já, num momento que foi bem difícil de dinheiro e de decisões importantes. Se você soubesse que tivesse uma irmã, uma amiga, que estivesse passando, uma irmã da igreja, uma amiga, uma mulher que estivesse passando, uma mãe que estivesse passando pela mesma situação, qual seria um conselho que você poderia dar?
Escolher um bom marido.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Mas vamos supor que a mulher já está casada, mãe.
Bom, se ela já está casada... Seguir meu exemplo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E qual seria esse? Dá os passos, dá os passos.
Não sei, procurar ter uma meta definida para o futuro, ter um... Essa meta era realmente ter um bom marido, Depois de um certo tempo, né? Ah, não sei o que mais. Acho que é só isso.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Se apoiar no Senhor?
Se apoiar no Senhor, isso até o fim, né? E todos os dias.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É verdade, né? Não é só quando a coisa tá ruim, né? Não. Então, agora, pra terminar, eu vou fazer umas perguntas que são rápidas. que vier na mente, você pode compartilhar. Qual foi a pior decisão financeira que você já tomou?
Nunca tomei uma decisão financeira ruim. Tá ótimo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Próxima. Qual foi a coisa mais sem utilidade que você já comprou?
É, por consequência, nada que eu comprei é sem utilidade. Tudo que eu compro é útil.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ah, não é possível. Deve ter algum aparelho de cozinha, alguma coisa aí que você comprou que não serviu pra nada. Na época.
Tem coisa que não serve pra nada agora, mas na época serviu.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então quando as coisas que você comprava eram intencionais e elas tinham um propósito, não era de impulso. Eu nunca vi vocês fazerem compra de impulso, isso é verdade. E a última, qual foi alguma coisa que você comprou que acabou sendo melhor do que você esperava?
Justamente a Valrhod, né? Porque acabou podendo vender aquele terreno que agora dá os lucros de VGBL. Ontem fizemos o imposto de renda e mostrou que cresceu. Cresceu por benção, viu? Porque também a economia mundial brasileira podia ter rodado tanto que ia a zero.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Sim, sim, é a respeito dos problemas.
Que você ainda tem um apelo. Isso, é, claro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ah, que ótimo. É verdade, é uma boa... Vou pensar dessa maneira, né, que você viu o... Investir, né, no seu marido e no sonho dele e na empresa foi uma coisa, uma decisão bem acertada. É verdade, foi melhor do que eu esperava, né? Muito obrigada por esse tempo aí que a gente passou conversando sobre isso. Tem muita gente que não gosta de falar sobre dinheiro, mas parece que isso não é o seu problema.
Não, felizmente não.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: O dinheiro não é o seu problema. Obrigada por ouvirem a conversa dessa semana que eu tive com a minha mãe. Semana que vem a gente volta com mais um episódio do podcast O Dinheiro Não é o Seu Problema. Até breve e obrigada. Obrigada por ouvir esse episódio. Eu sei, acabou, mas semana que vem tem mais. Lembre-se de se inscrever, curtir e compartilhar. E não se esqueça, você pode se tornar boa com o dinheiro! Até breve e obrigada!
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