Ep.23 Bem Estar com Orçamento Apertado. É possível? Com Adriana Jarva
2 Dec 2025 · 58 min
Transcrição de um episódio do podcast 'O Dinheiro Não É O Seu Problema' (Ep.23) com a convidada Adriana Jarva. A conversa (em português) explora jornada pessoal de Adriana com yoga e bem-estar, práticas de atenção plena, dicas de nutrição e estratégias para manter saúde física, mental e emocional com orçamento apertado, além de sugestões práticas para quem tem agenda lotada.
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[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Olá, Furiosas! Bem-vindas ao Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast, onde conversamos todas as semanas em como você pode se tornar boa com o dinheiro, no bolso e na mente, usando ferramentas práticas do coach pessoal e maneiras simples e eficientes de lidar com a matemática do dinheiro. Está pronta? Invista em você mesma e vamos lá! Olá, pessoal! Aqui é a Madeleine, do Strasbourg Coaching, para mais um episódio do O Dinheiro Não É O Seu Problema. No episódio de hoje, nós vamos ter uma convidada que está voltando para o nosso podcast, é a Adriana Jarva. Dessa vez, ela não vai falar sobre as finanças dela. Dessa vez, ela vai dar algumas dicas como viver bem fisicamente, espiritualmente, mentalmente, emocionalmente, num orçamento apertado. Olá Adriana, tudo bem?
Olá Amadé, eu tô muito feliz de estar aqui com você, que honra, agradeço o convite e espero que eu possa contribuir aí com as minhas escolhas, né? Isso é uma das coisas que eu venho questionando quando você fala das dicas, porque a gente abre as redes sociais, eu mesma, né, quando eu entro em contato com esse mundo social, vou te dar dicas de como ficar milionário, vou te dar dicas de como encontrar o amor da sua E eu questiono isso, que a gente tá vivendo um momento bem tóxico, inclusive, né? E assim, o que eu quero trazer é uma auto-reflexão, inclusive pra isso. Porque tá cheio de gente dando dica de ficar milionária, mas tá devendo no banco. Tá cheio de gente dando dica de como construir relacionamentos saudáveis, mas está vivendo o oposto disso. Eu vejo, às vezes, até pessoas que eu conheço, sabe? Publicam uma foto num lugar bonito. A gente tem recortes de momentos, né? E todo mundo, na verdade, sabe o que é o certo e o que não é. O que tá faltando é a gente fazer mais. Então, eu me incluo, tá? Eu tô num momento que você me pegou bastante reflexivo com a nossa sociedade, com os nossos jovens. Eu vou fazer 53 anos agora em dezembro. Eu convivo com bastante jovens, tenho um filho de 32, tenho dois enteados, uma de 27 anos, um de 24. Amigos do meu filho, e assim, eu trago essas reflexões e olho pra trás também quando eu tinha essa idade, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então, vamos voltar pro começo. Como que começou a sua jornada pessoal com a yoga e bem-estar? E que impacto isso teve na sua vida física e mental?
A minha jornada começou antes da yoga, quando eu perdi minha mãe. Eu tinha 20 anos de idade, minha mãe faleceu com câncer. Minha mãe tinha 59 anos, o câncer literalmente comeu minha mãe. E minha mãe morreu da forma mais assim... Acho que chocante seria a palavra. Ela faleceu com 29 quilos. E ali, pra mim, era um momento que eu vivia... a vida tem isso, né? A polaridade... era um momento muito especial porque nascia meu filho... meu filho nasceu em junho e minha mãe faleceu em agosto. Eu tava ainda na quarentena, quando eu estava enterrando minha mãe. E eu entrei numa depressão muito grande ali, muito também inconsciente, e ao mesmo tempo assim, querendo aprender e escolher viver antes de morrer, e quando morrer, morrer de uma forma digna. Então eu aprendi muitas coisas, eu honro muito a existência da minha mãe, dos meus pais, da minha ancestralidade, eu os escolhi, eu tenho certeza disso. Mas muitas coisas eu venho transformando. Entre elas é a higiene mental, perdão, limpeza de mágoas, que mágoas a gente se separa, má-águas, né? E todos nós a gente vive momentos da nossa vida diariamente. Frustração, decepção, angústia, tristeza, eu acabei de perder uma amiga da minha idade, então eu tô triste e tô bastante reflexiva nesse momento porque o luto é uma morte Mas ela, nessa tristeza, eu falei, como é que eu, o que que eu faço com isso? Ela vive dentro de mim, acho que as pessoas que morreram, que são importantes na nossa vida, a gente honra a vida de uma forma diferente, fazendo diferente. Então eu hoje honro a minha mãe cuidando da minha saúde. Eu não tinha consciência, não sabia por onde começar, mas... Fui fazer terapia, eu fui curar as minhas mágoas, eu fui limpar as minhas máguas, eu fui aprender a lidar com os fracassos, com as decepções, com a falta de dinheiro, tudo isso que são ciclos que a vida nos faz, e tudo que acontece na nossa vida é quando a gente aprende a agradecer esses momentos difíceis que são muito mais desafiador, porque agradecer quando tá tudo bem, né, que eu falo, cuidar da saúde quando tá calor, verão, é muito mais fácil. Quando tá nevando, quando tá chovendo e você tá ali, é a prática, né? Isso requer o quê? Maturidade, claro, agora com cinquenta e quase três, né? Mas são escolhas. Então, começou antes. O yoga veio quando eu, no meu antigo casamento, do lado do meu apartamento, do nosso apartamento tinha Um estúdio pequeno e aí eu comecei, me apaixonei, eu tinha 41 anos, então eu tô com 52. 13 anos que eu faço yoga, comecei ali e senti desde a primeira aula um bem-estar enorme e ali me ajudou muito. Eu fiquei grávida, inclusive eu tirei duas gestações que eu perdi, né? E nessas gestações eu pratiquei o yoga e me ajudou muito a entender a famosa frase que a gente fala, o corpo fala, só que a gente precisa aprender a escutar. Então ali eu comecei a aprender o processo de escutar meu corpo... e autoconhecimento... então o yoga veio nessa época.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Certo... e o que você quer dizer com escutar o seu corpo?
Escutar o corpo... em todos os sentidos, Madel... de você... quando eu sinto, por exemplo, uma tristeza... eu identificar... essa tristeza hoje é de um luto... então ela é super normal... ela vai passar... por outro lado, eu também tenho a alegria de ter tido momentos nobres... Quando eu sinto uma dor, quando eu sinto um... Física agora, né? Falando de uma forma física, que eu tô com, sei lá, com... Vou dar um exemplo aqui agora, que as pessoas... A gente precisa falar de tudo abertamente, sabe? E a gente tem vergonha, às vezes, eu tô falando por mim, né? Piriri! Sabe o famoso piriri? dor de barriga. Por exemplo, quando tem medo, né? Eu, quando vim pra cá, pros Estados Unidos, há sete anos atrás, eu vim com muito medo. Eu ia no banheiro cinco vezes por dia. Eu já tava no processo de escutar meu corpo e eu identificava esse medo. O que eu fazia antes que eu não tinha consciência e eu não sabia escutar meu corpo, eu ignorava o medo. Só que o medo, ele tem dupla função. Uma, proteger a gente. Porque você já pensou se a gente não tivesse medo? A gente ia dar uma desprezói e ia morrer, né? Porque a gente ia achar que ia voar e ia... Ele protege, mas o medo, se você não trabalhar ele dosar, é com a coragem, que é o antídoto do medo, ele te paralisa, né? Então eu pego meu medo, eu olho pra ele, eu ouço ele no meu corpo, seja num piriri, por exemplo, tá? Falta aqui, ó! O que que a gente pode fazer pra... Converso com o meu corpo hoje. Você tá com medo disso? Vamos enfrentar. Então, e isso é que é o... Eu acho que as grandes viradas de chave da gente enfrentar aqueles nossos medos, e depois que a gente enfrenta, eu vou te falar uma coisa. Ele é muito mais leve do que a gente imaginou que ele fosse. Pode reparar na tua vida, na vida dos amigos, quando a gente senta numa roda, só muda o endereço. A gente passa desafios muitas vezes parecidos, mas a forma que a gente lida é diferente. Então escutar o corpo em todos os sentidos, inclusive dos nossos pensamentos. Porque a cabeça, ela foi feita pra pensar. Então assim, às vezes a gente tá numa conversa que nem aqui eu tô com você, Já tive no passado de você tá falando comigo e eu tá longe, sabe? Não tá presente. E isso foi uma virada de chave que eu trouxe e que faz toda a diferença. Então, os pensamentos, a gente tem que ter o domínio neles e ensiná-los. Vêm pensamentos negativos na minha cabeça? É claro que vem. As pessoas às vezes olham pra mim e falam assim, ah, mas você no yoga, né? É, evoluída. As pessoas têm essa ilusão de que as pessoas que praticam yoga e às vezes usam a palavra guru, que eu também é uma palavra que eu questiono, que eu tenho um certo ranço até. Embora eu trabalhe com yoga e a gente tenha, como é que eu posso dizer? Tudo na vida tem os dois lados, né? O guru significa a luz que a gente traz pra nossa sombra. É uma grande... É o sol iluminando a nossa escuridão, a lua, vamos dizer assim, metaforicamente falando. Então a gente precisa aprender a olhar, sabe, essas questões que são as mais conflitantes da nossa vida, e a transformar, usar coragem, e olhar, e ensinar, e se educar. Então veio um pensamento negativo na minha cabeça e eu me questiono, para que eu tô pensando isso? Onde isso quer me levar? Eu já sei que não vai me levar em lugar nenhum, porque durante o dia a gente tem milhões e milhares de pensamentos. Então assim, Adriana, volta pro corpo e vamos lá filha, vamos organizar tudo que você tem pra fazer e a gente tá vivendo uma era de muitas distrações. Então assim, você vai fazer uma coisa, eu mesma vou fazer alguma coisa, vou mandar uma mensagem pro meu filho no WhatsApp e aí entram outras mensagens, quando eu vejo já entrei, já respondi, já fiz coisa que eu muitas vezes não fiz.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Não era intenção, né?
Não era. E isso é escutar o corpo. A mente faz parte do corpo. A gente tem mania de separar cabeça, corpo, né? Não, tá tudo conectado. O ioga ele faz o que? Ele te une nisso, né? Ele te traz essa auto-percepção, auto-observação.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Vamos então mergulhar um pouquinho na ioga. Pra quem tá aí escutando a gente e acha que não é flexível o suficiente ou não está bem condicionado o suficiente pra ioga, como ele faz pra superar essas barreiras mentais e abraçar essa prática?
Essa é uma ótima pergunta porque eu tenho um caso aqui na minha casa casa, meu marido. O Mark me olhava, fazer, né? Eu mesma, quando retomei o yoga, porque é muito louco, nosso corpo, ele é muito sábio. Eu, na mudança de país, eu deixei um tempo de fazer, depois eu retomei aqui a minha prática. Eu voltei diferente, como qualquer esporte. Eu olho pro yoga como um esporte. Um esporte que me traz essa integração de não só física, eu sinto os meus músculos, porque a gente precisa trabalhar os músculos, criar músculos no corpo, e criar músculo é trabalhoso. Então tem posturas que realmente você requer muito mais, né? Força mesmo. A gente fortalece os músculos. E a flexibilidade, ela é uma coisa, é uma consequência. Então ela precisa começar, por exemplo, pra quem tá nos escutando, já começar a trabalhar sua flexibilidade aí, porque a gente se limita muito na cabeça. Então você vê, isso é o escutar o corpo. Um exemplo prático agora. Se você acha isso, quem sou eu pra discutir? Só que, por exemplo, fiquei em casa com meu marido. Ele dobrava o tronco pra frente e ia até o joelho. Aí eu falei, Marque, vamos... Ele começou a fazer jiu-jitsu e começou a trabalhar o quadril, começou a sentir dor no quadril. Ele também, ele é um ano e meio mais velho que eu. A gente tem que ter cuidados com o corpo, não é sair na vaca louca, entendeu? Falei, Marque, tem posturas que aliviam, porque o yoga é pra tudo, tá? Pra grávida, pra criança, adolescente, pra dores das costas, dores no quadril, pra flexibilidade, é como um esporte e também pra alívio de estresse, de ansiedade, é pra tudo. E aí falei, me dá uma chance, porque eu me formei, né, tem três anos.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você se formou em professora de yoga?
Instrutora de Yoga. Isso, eu tenho uma outra, tive uma outra carreira na qual exerci por 23 anos, eu era publicitária, me formei em jornalismo, trabalhei em marketing e depois quando mudei aqui dos Estados Unidos, eu fui tentar, fui me reinventar e nessas eu sempre amei fazer Yoga. Quando eu comecei a praticar, eu não sinto o tempo passar, quando eu tô dando aula pra mim é aquela coisa que me preenche de uma tal fome. É, que eu sinto plena mesmo, uma plenitude. E aí o Mark, eu falei, Mark, até porque eu quero mostrar pras pessoas e pegar, então eu comecei a fazer aula com ele, gravei, tem umas aulas gravadas, e você vê como a flexibilidade dele tá melhorando, as dores no quadril, no joelho, quando ele vai fazer os movimentos de jiu-jitsu, de pegar com as pernas, ele tem mais flexibilidade, mentalmente eu percebo a diferença nele, porque Às vezes é muito difícil você se perceber na sua evolução, porque ela é muito sutil, mas quando você convive com a pessoa, você começa a perceber. Então eu percebo uma evolução aqui no meu marido. Eu vejo minha irmã, que tem 71 anos, ela bonitinha, né? Ela fala, eu não consigo fazer essas posturas que você faz e tal, porque às vezes a gente olha, e é muito legal os feedbacks que eu recebo, porque de casa são os mais verdadeiros, assim, né? Nunca vou conseguir, eu também tenho posturas que não é nessa vida, eu vejo coisas incríveis que pessoas fazem com o corpo e eu admiro, acho que o nosso corpo tem uma capacidade maravilhosa, mas eu tenho consciência e tem coisas que eu nem quero fazer, não é isso que eu busco pra mim. Eu tenho um propósito da minha prática pessoal, que é, cada dia, trabalhar o físico mesmo, mental, emocional, espiritual, flexibilidade, fortalecimento dos músculos, mas é todos os dias. É a disciplina que a gente tanto fala, mas que muitos de nós temos dificuldades de praticar. Então, o yoga, pra mim, ele vai muito além, tá? Então, pra quem tá nos assistindo, essa minha irmã de 71 anos, ela falou, ah, eu nunca vou conseguir. Eu falei, Helena, Experimenta, não vai no que os outros estão fazendo, você tem que ir no seu corpo. Cada um de nós tem um tempo sagrado.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: O limite, o começo, né?
É, só dobra o tronco. Passei uma postura pra ela, você não sabe, da outra vez que eu vi ela quando eu fui pro Brasil, depois de um ano, eu falei, você não sabe, eu tava no banheiro, comecei a fazer, eu ia até o joelho, agora eu vou tá lá embaixo, no chuveiro. Ela falou, tô fazendo um negócio que ela não sabia que era ioga. E falando, é yoga, irmã! No chuveiro, ela falou assim, eu me sinto tão bem, relaxada. Eu falei, isso é yoga, isso é uma meditação ativa, né? E você viu que a tua flexibilidade melhorou, então você vai... O legal, o que que é? O desconforto no conforto. Quando você tá trabalhando a sua flexibilidade física, você vai até o joelho, por exemplo, no dia seguinte, vai um pouquinho mais, inspira... Exala, você vai um pouquinho mais, porque é isso, você puxa, porque a gente, quando você tem um personal trainer, por exemplo, ele vai te puxar, você acha que o seu limite é um, ele te mostra que é outro. Então, o yoga, você pode ir nesse processo de você ir se puxando. E aí, quando você vê, você vai melhorando. Inclusive, faço, eu recomendo, quem quiser vir fazer aula, né, seus ouvintes aí, a nossa primeira aula é gratuita. Vem, experimente no Sou Yoga, siga a nossa página lá. coloca, eu vou ficar muito feliz, né, de receber e a gente trocar ideias, conversar, pra mim é uma honra.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso é muito legal, porque você vê que às vezes o bloqueio de você querer fazer yoga, de achar que não é capaz de fazer, é na mentalidade, né? É a pessoa achar que ela não pode, que ela não é flexível. Tem muita evidência que ela não é flexível, então ela continua não fazendo e provando pra ela mesma que ela não é flexível.
É excelente isso que você tá falando e aí a gente pode ir além, o yoga além do tapete que a gente fala, né? E quantas coisas a gente não faz na nossa vida, Amadeu, por causa dessa mentalidade?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: A gente tem que ser flexível em como a gente pensa, de acreditar nas possibilidades, né?
A gente tá fazendo yoga aqui agora, fora do tapete, porque é essa auto-observação o tempo todo. E isso é o mestre interior que a gente fala, tá? Então assim, o que eu não tô fazendo na minha vida, na parte afetiva, na parte profissional, pessoal, intelectual, seja lá o que for, financeira, que eu não tô sendo flexível comigo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Sim, verdade, né? E você tem algumas sugestões práticas para as pessoas que desejam abraçar o yoga e a atenção plena com o orçamento apertado?
O yoga, ele na época que eu praticava, ele era muito caro. Lá em São Paulo, tem estúdios que são ainda caros. Eu vou aqui em alguns estúdios que hoje são mais acessíveis. Mas vamos lá, deixa eu entender melhor a sua pergunta. O que é um orçamento apertado? Vamos supor que a pessoa tem zero verba, vai? Não tem grana nenhuma pra fazer. Hoje a gente tem um YouTube que oferece um monte de aulas de graça. Eu tenho várias aulas minhas que eu gravei lá e eu sigo muitos instrutores de yoga com aulas maravilhosas, gratuitas.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Não tem desculpa, né?
Porque eu acho que as pessoas elas não percebem, mas a gente mente pra gente mesmo e não percebe. As pessoas buscam desculpas, as pessoas elas têm essa falta, essa flexibilidade de ir além, tentar entender, porque a gente precisa aprender a desenvolver auto compaixão por nós mesmos, né? Eu tô falando de auto mesmo o negócio. Mas tomar cuidado com não se deixar desculpa predominar.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Eu acho também, aqui entrando no seu ramo aí, às vezes a pessoa precisa de um momento, precisa ir para algum lugar físico porque em casa é tão caótico, ela é tão ocupada que não tem tempo, ela não consegue separar o tempo a não ser que ela marque para ir em algum lugar. E esse é um investimento que ela tá fazendo na saúde, nos relacionamentos dela, se ela tirar esse momento, for pra academia, pagar, achar um lugar que é mais acessível, porque é um investimento nela mesma, né?
Sim. Por exemplo, né, vamos falar de preços. Tem diferença entre preços e valores. No online, a pessoa quer vir uma vez por semana fazer aula comigo, é R$75,00 por mês. Ela tem quatro aulas. Eu vou aqui em estúdio que eu pago 25 dólares pra ir a semana inteira. Quando eu pago 25 dólares e eu vou em estúdio, eu sempre recomendo às pessoas que estão comigo, vão em estúdio, vá em estúdio. Por quê? Tudo isso que você falou, além de você criar um network, você encontra pessoas que estão na mesma busca que a tua. você vai encontrar gente mais, eu falo né, é um pessoal muito que agrega, que acrescenta, você troca dicas, você percebe a diferença de alguns resultados e você muda os seus, vai muito além. Então eu recomendo, então assim, hoje a gente tá entrando numa nova era, que em casa é muito bom fazer, eu falo que eu não tenho concorrência, Por quê? Porque o incentivo, eu vou em estúdio, eu preciso de fazer aula com a minha mentora, eu preciso desse network, eu preciso ver essas pessoas, eu gosto desse caminho que eu já vou ouvindo música, eu já vou ouvindo podcast, eu já vou preparando o meu ritual. Claro, é uma hora lá, mas é mais 40 minutos pra eu fazer tudo isso, então são duas horas. Essa é a minha vantagem do online. E que também, as pessoas, a gente tá entrando nessa era que a gente também precisa se educar. Eu tô passando por essa fase de me educar a trabalhar em casa, de educar a minha prática, os horários que são melhores. Porque quando a gente tá em casa, com filho, principalmente quem tem filho pequeno, é muito desafiador. As pessoas, a gente tem que primeiro, a gente tem que se respeitar e colocar algumas regras. Como se a gente estivesse indo pra uma empresa, desde se arrumar, desde... né, conversar com o cônjuge, com o marido, com a esposa, com os filhos, com o cachorrinho, tem que rolar uma reorganização e dá pra fazer em casa também. Eu tenho alunas que fazem em casa e que o filho passa pra lá e pra cá, o cachorro, o gato, e elas já entraram nessa disciplina também. E isso também é legal. Então, assim, são essas duas realidades, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então a gente conversou sobre a parte física e a prática da yoga, então agora vamos falar sobre nutrição. Quais os conselhos que você tem para uma pessoa ter uma dieta nutritiva e equilibrada sem sobrecarregar as finanças? Porque muitas vezes as pessoas falam, ah eu não posso comer direito, eu não posso comer saudável porque é muito caro. O que você tem a falar sobre isso?
Essa é uma excelente pergunta e me traz muitas reflexões até da infância do meu filho, da minha infância, que os valores trocaram, né, quando eu era criança e meu filho era criança, era mais barato comer legumes, verduras, frutas, frango, carne era caro, carne vermelha, né, no caso, mas frango era barato, eu lembro disso, ovos, e as gulosinas eram caras. Bolacha, que a gente chamava de bolacha ou biscoito, né? Refrigerante, era só de final de semana. Eu, por exemplo, era só nas férias. E aí o que aconteceu? Hoje, os alimentos saudáveis são caros e a porcaria é barata. E o pior, antigamente a farinha, ela não era alterada. Hoje a farinha, além de estar alterada, por isso que tem muita gente com problemas de celiac, celiac que fala, eu não sei agora nem português essa tradução. Você sabe a tradução da palavra?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Não, vou olhar aqui. É celíaco mesmo.
Por isso que hoje em dia tem muita gente com intolerância, né? A farinha sem glúten, ela é melhor, mas mesmo assim ela também não é como a farinha da nossa avó. E em alguns países, como Estados Unidos e Brasil, infelizmente não tem um critério de... Em alguns países da Europa, eles mantiveram, tipo na Itália, porque eles usam muita massa lá, muita farinha, e eles não permitem essa farinha alterada. Eu li um livro que eu recomendo todo mundo ler esse livro. Se chama Triga de Trigo. Eu preciso depois, eu posso te... Eu não lembro o nome do autor, é um americano. Ele é um médico. E esse médico, ele fala tudo isso. É um livro cisudo. Eu vou dizer que não é um livro, mas vale a pena ler. Porque eu, por exemplo, reduzi assim 90% da minha vida farinha e açúcar. Porque o açúcar tá sendo considerado a cocaína hoje em dia. É uma droga, né? Vicia. E é uma delícia. A comida trash food, ela é uma delícia. A gente tem que aceitar a vida como ela é. E vicia. Então o que que tá acontecendo? Pessoas tão perdendo o paladar com comida saudável, porque tem muita gente que fala que usa também uma outra desculpa, dizendo que a comida saudável é cara, mas na verdade a pessoa não gosta. Porque o paladar dela já se viciou na comida trash food. Então as pessoas, a gente tá vivendo hoje... Por que que o Brasil e os Estados Unidos tá com um nível muito alto de pessoas acima do peso.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Com... Obedidade muito alta, né?
Obedidade. E assim, as pessoas tão confusas na parte de inclusão versus que tá rolando nessa coisa tóxica hoje em dia. As pessoas... Ai, não pode falar... Gente, obesidade é doença. Já é fato. Traz as veias em topping, tem problema de colesterol, desenvolve diabetes. Então assim, a mídia tá se aproveitando disso e tá vendendo capas de revista. Eu recebo na minha casa capas de revista, Amadeu, com uma jovem fazendo headstand. Acima do peso, não é um julgamento, mas isso vai ferrar a coluna dessa pessoa e outras partes do corpo dela. Não é questão de estética, eu tô falando de questão de saúde. Então assim, a gente precisa avaliar, ver o que se quer pra vida e aceitar, porque tem as consequências. Então a gente também espera que a alimentação tá com valores distorcidos, as pessoas tão aproveitando pra usar desculpas. Fast food, né, você pega tudo pelo celular. Descascando menos, desembalando mais. Então o que eu tenho pra dizer pra essas pessoas que seja acessível no seu bolso é troca a pizza. Sei lá, duas vezes por semana, reduz para uma vez por semana. Se você come todo final de semana, reduz para 15 dias. Vai fazendo ajustes, adaptações. Eu sou contra tudo que é radical. Se você toma potes de sorvete, reduz, toma menos. Eu não gosto das coisas radicais, até porque eu não acredito. Não é que eu não acredito, a neurociência fala isso. Tudo que você se proíbe em excesso...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É a deprivada, né? A pessoa sente deprivada.
Eu posso te falar isso porque eu tô fazendo alguns programas aqui e tô fazendo por experiência. Eu nunca tinha feito na minha vida nenhuma dieta, nada. Todo mundo que me conhece sabe disso. Eu comecei a fazer uns programas pra melhorar minha disciplina porque eu tava numa zona de conforto e você precisa reciclar às vezes porque o resultado fica mais limitado. Então fazer coisa diferente e tá sendo fantástico porque ali eu tô percebendo que realmente esse negócio o corpo fala e eu escuto. Quando eu terminei, o que foi a primeira coisa que eu fiz depois que eu terminei meu 75 hard?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Opa!
Sorvete!
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Uhul!
E aí eu falei, olha isso, então eu assim, não gosto disso, isso não é legal, e é verdade, tudo que você se proíbe, então não é pra cortar, zerar, vai aos poucos, e vai acostumando o seu paladar, educando ele a sentir o sabor de uma maçã, porque a gente fala assim, Ninguém tem, como é que chama isso? Compulsão, né? As pessoas têm compulsão por chocolate, por sorvete, por... Então assim, vai acostumando e não vai acontecer nenhuma compulsão mesmo. Eu amo frutas, mas eu desde criança eu comei e ensinei meu filho. Então assim, o Rodrigo não é um cara que você vê tomando refrigerante e quando ele era pequeno, ai não, pinica a língua, ele não gostava, não é que eu proibia. Pode tomar. Aí às vezes, ai mãe, compra traquinas pra mim, era uma bolachinha lá do Brasil, super conhecida. Não, não vou comprar. Ai mãe, mas poxa vida, não nas férias, né? Na faculdade, come fruta, comprava iogurtes, as coisas que na época eu tinha acesso dentro do meu conhecimento, que eram mais ricas, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Valor nutritivo, né?
Então eu acho que a gente tem que se reeducar, a gente tá vivendo agora uma sociedade, e infelizmente, só pra finalizar essa pergunta tua, a indústria alimentícia, ela não tá nem aí, ela pegou isso, ela quer que as pessoas se viciem mesmo, porque é quantidade. Quanto mais quantidade eles vendem, melhor pra eles. E aí a indústria farmacêutica é a mesma coisa, quanto mais as pessoas consumirem remédio, melhor pra elas. Elas querem vender. e elas estão um pouco se ligando pra nossa saúde.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, na verdade nosso sistema de saúde é um sistema de doença, né? Eles só estão lá pra curar os fogos, né? A gente vai e geralmente se a gente vai em algum lugar eles acham alguma coisa, né? Pra poder cuidar, porque nós fomos procurando, né?
É muito louco, então eu faço uma pergunta pra deixar reflexão pra todos aqui, que é Ah, não tenho grana pra comprar, né? Eu não consumo tudo orgânico, não. Eu consumo ovos orgânicos e a carne e o frango orgânico, né? Aqui em casa a gente gosta muito da carne e do frango e é um pouco mais caro. É a única coisa que a gente consome de orgânico. Frutas eu compro aqui no Costco, que é barato. Tô comprando nos lugares mais baratos. A pergunta que eu deixo é a seguinte, né? Quando eu casei com meu marido, ele falou assim, nossa, mas você tá comprando coisas orgânicas, né? Tá gastando mais dinheiro e tal. Eu falei, não, eu tô trabalhando na prevenção. Eu prefiro a gente ter uma alimentação saudável do que a gente lá na frente gastar em remédio. Então, o que eu puder fazer pra nós, então tem essa forma de pensar. E aí, entra também você, né? A flexibilidade. E agora, o Mark é mais chato do que eu, né? Não, tem que ser a manteiga. Manteiga guina, não é caro, entendeu? Então assim, é aquilo. Eu deixo de comprar roupa para investir na minha saúde. Você pode fazer suas adaptações, o que você deseja.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E isso é legal, porque eu quero perguntar isso. Como você faz? Porque você mudou para cá e você estava como estudante no começo aprendendo inglês, então não estava trabalhando, estava sozinha e depois com o passar do tempo agora você lidera a sua casa, né? Como que você sempre se manteve comendo saudável? a maioria do tempo. Como que você faz isso? Fala algumas coisas assim, como que você faz compra, como que você procura, você vai lá no Costco, compra e você divide com alguém porque a porção é muito grande, como que você faz?
Olha, primeiro que assim, não é que sempre eu alimentei saudável e não é que eu vivo de uma alimentação super saudadoraria, tá? Mas tem dias que eu também enfio o pezinho na jaca e eu me permito Mas aqui em casa, eu lidero não só a casa, como também o estúdio que eu criei online é uma empresa. E também, eu sou uma mãe, que mesmo geograficamente, a 11 mil quilômetros de distância, eu me faço presente, meus enteados são os meus presentes de Deus, então assim, família, né, liderar tudo. Eu faço assim, a compra no Costco uma vez por mês, lá eu tenho os produtos que eu compro, que meu enteado, ele é diabético tipo 1, pra quem não sabe, tem alguns tipos de diabetes. E a mais comum é a tipo 2 até, né? A dele é uma que não produz insulina. E ele foi diagnosticado no ano passado com essa diabetes, né? A gente tomou um baita susto, porque podia ter ficado cego, podia ter perdido algum membro do corpo, graças a Deus. Não aconteceu nada disso, e a gente tá aprendendo a tecnologia, e ao mesmo tempo que a gente tem esse monte de notícias ruins, a gente tem muitas notícias boas. E a gente tá tendo cada vez mais saltos quânticos, né, antigamente as pessoas morreram. Se o Carlson tivesse tido essa doença há 30 anos atrás, Ele não teria muito tempo de vida e talvez nem estaria aqui, por exemplo, né? Então assim, ó quanto a gente evoluiu, graças a insulina, a tudo isso, né? Minha sogra, ela é tipo 2, diabetes tipo 2, desenvolveu diabetes tipo 2, a alimentação dela, eu percebo que ela não desenvolveu esse paladar pra comida saudável, Então assim, acha assim, graça. E é. Da mesma forma que eu acho a comida artificial com gosto de comida artificial. Então assim, é tudo o que? Aquilo que você vive. Então se você quer alguma coisa, saiba que você vai precisar passar por um período que a gente fala do sacrifício, até você acostumar seu corpo.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Adaptação, né?
E aí depois vale a pena, porque aí depois você vai olhar para algumas coisas. Mesmo eu tenho um paladar, a gente tem aquele paladar de infância, né? Do Guaraná. Quando eu tomo o Guaraná aqui, é muito louco porque eu acho que é mais as saudades da memória.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É, as memórias que trazem, né?
Porque em si, o Guaraná eu acho super doce. Não gosto. Inclusive, às vezes eu falo, nossa, como é que eu gostava disso? Porque eu já entrei com esse paladar. Então eu faço o Costco uma vez por mês aqui em casa, no qual eu compro as coisas pro Carson, porque ele precisa de barrinha de cereal com proteína, e pra ajudar ele é vegetariano. Eu falo pra ajudar o quê? A proteína dele sempre é baixa. Ele gosta muito de pasta. Na verdade ele não gosta de comida, meu enteado, ele fala que ele come precisa comer, porque se ele não comer ele morre, mas dentro dessa limitação que ele tem, ele come mais, ele faz as pastas dele, porque eu fazia, e quando precisa eu faço, mas ele enjoou da comida e também o paladar é diferente, então eu até tô agora vendo aqui, porque eu vejo que eles gostam muito da comida mexicana aqui, então eu quero começar a trazer umas pimentas, porque é muito parecida com a nossa, o arroz, o feijão, a gente fazia aquelas Colocar tudo aquilo misturado na tortilha, salada, alface. Ou, no meu caso, o Mark gosta de carne, né? O Carlson faz sem carne. Coloca o milho. Então assim, eu faço isso. Uso muito o Costco e os mercados eu tava comprando em um, mas aqui a inflação chegou como chegou no mundo. Tá tudo muito caro. Então eu tô indo num que chama Smiths agora, que é mais barato. Às vezes eu compro no Walmart algumas coisas de sabonete, essas coisas, essas questões, pra economizar. Mas eu procuro trazer sempre o equilíbrio, né? Então assim, eu reduzi muito a minha compra de roupa, de perfume. Eu reaprendi. Antes, quando eu trabalhava no mercado executivo, eu tinha que usar salto, eu tinha que investir em...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Na imagem. Na imagem.
Na imagem. Mas era uma imagem mais cara, que tinha que ter umas bolsas melhores. Hoje, na minha profissão, eu não preciso. Então, eu reduzi. Reduzi muita coisa. E mesmo na minha casa. Eu adoraria ter mais muita coisa que eu quero fazer. Só que não dá, e aí tudo bem, são os períodos que a gente passa. Eu acho que a gratidão, ela é uma, não é só uma virtude, ela é um exercício. A gente tem que aprender a desenvolver a gratidão pelo que a gente é, pelo que a gente tem, pelos problemas, por tudo que a gente vai conquistando. E isso tem sido tão satisfatório, porque aí eu olho e falo, nossa Adriana, mas você precisa disso? Às vezes não, às vezes eu ergo, que quer a vaidade, né? Então, isso é escutar o corpo também, sabe? Dá pra cortar, dá pra reduzir.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então, quando você compra suas coisas orgânicas, quais os produtos que você recomenda que fazem a diferença ser orgânico?
Ovos, que não tenha hormônios, frango, a carne, tem as frutas aqui, mas eu particularmente, eu acho que as frutas são muito caras as orgânicas, então talvez se eu tivesse mais recursos financeiros, talvez eu usasse mais coisas, mas eu compro manteiga, eu cortei da nossa vida, óleo vegetal, a farinha branca sem glúten eu cortei, A farinha com glúten eu cortei, a sem glúten, que é a glúten free, que a gente chama aqui, eu reduzi 95%.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então raramente, né? Raramente.
A rica de trigo, raramente. Porque essas questões desses bolinhos todos, dos cakezinhos, dos pães. Eu amo pão, amo, amo. A minha abstinência, eu senti mais falta foi de sorvete e de pão. Eu não comi coroação e tal, então assim, eu reduzi, dentro do que eu venho pesquisando, e eu recomendo que as pessoas que ouçam pesquisem, leiam esse livro, sabe, vai perceber, porque hoje, quando eu tô fazendo essas dietas mais que a gente marca e eu fazemos, né, de tipo, vamos só ficar.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Os desafios, né?
É, nos desafios, a gente vai no supermercado pra pegar snacks que não tem, que são saudáveis. Nossa, você não acha. É tudo com açúcar. O Mark achou um pacotinho de sal lá na Carolina do Norte, que ele tá fazendo um trabalho lá. Ele falou, você acredita que tinha sal no açúcar? Porque ele lê todos os negócios.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Açúcar no sal.
Açúcar no sal, isso. Ele lê todos, que vai, né, eu falei, açúcar no sal. Então, assim, as pessoas não percebem, mas estão consumindo em alimentos. A gente tem um pouquinho mais dessa cautela, sem ser neurótico, porque infelizmente tem produtos que a gente não tem como saber. Molhos, é tudo com adocicado, com mel, então é isso.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E eu li que as frutas e coisas que a gente deve comprar orgânico também, São aquelas que a gente come a casca, porque é onde os pesticidas e essas coisas ficam mais presos na fruta. Então essas que a gente come a casca são recomendadas os orgânicos.
As asbérgicas.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Que nem a banana, não precisa. Porque você abre e come o que tá dentro, né? Os pesticidas mais estão na casca, né? Mas eu li isso daí, então é sempre bom, mas eu concordo com você. Às vezes os preços das frutas, pela diferença, não vale a pena, né?
Eu te falo isso porque, Madel, eu, com essa coisa de ter cortado o açúcar, né? A fruta, pra mim, ela é... E aí não dá, eu consumo fruta todo dia, de comer. Eu faço o seguinte, eu pego uma maçã inteira, eu lavo ela e eu como com casca, porque tem muita vitamina na casca. Corto ela em quatro, tá? Depois eu vou cortando ela em pedaços, pego pêssego, que eu gosto muito de pêssego, morangos, banana, eu amo banana. Então eu faço ali um mix, mas eu não ponho nada. E eu fico, esses são os meus snacks. Nuts, né, que são ovo, batom, damasco, as nozes, né, tem um mix aqui, olha essa aqui ó, esses são os snacks, e aqui dentro tem tudo, né, as pessoas não estão vendo, mas gente, isso aqui é um pacotão, que se chama salted mix, eu gosto salgado, porque tem sal também, que tem olha, os cajus, amêndoas, pecãs, Brazil Nuts, castanha do Pará, e a macadâmia. E esses são os meus snacks junto com a pipoca, que eu adoro, que vem do milho, mas a gente faz a pipoca do milho, a gente tem uma pipoqueira, não é aquela de micro-ondas, que a gente faz, então os snacks que a gente usa, eu uso os vegetais aqui, eu gosto muito desses vegetais que eles tem aqui, só que eles usam com molhinho, eu uso sem nada, como pepino, tomatinho. Porque se você parar pra olhar a cultura asiática, os japoneses principalmente, eles tem menos obesidade do que aqui nos Estados Unidos e no Brasil. Eles comem esse tipo de snack. Eu lembro disso que quando eu fazia, tava aprendendo inglês lá na BYU. Tinha, né, na hora do almoço, a turma da Europa, a turma da Ásia, a turma do Brasil. E você passava ali na mesa dos asiáticos, era só pepino, cenoura, frutinha, arrozinho embrulhadinho. E aí, né, você vê a diferença. E nas outras era o quê? Donuts.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: O refrigerante, o energy drink.
É, os cookies, os refrigerantes. E você olhava e viu. Eu sou muito observadora. Eu acho que uma forma da gente aprender é observar, e eu me questiono, onde eu quero chegar, né? Então eu aprendo muito observando os erros das pessoas e sempre falo, e eu erro pra caramba, então eu trago até também as minhas falhas, eu falo, gente, eu não sou essa pessoa iluminada, eu tô na busca de ser um ser melhor.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Bom, agora vamos partir para o lado da agenda, da pessoa se sentir atarefada e como que ela pode comer, prestar mais atenção na nutrição dela. Para indivíduos com agendas agitadas, como elas podem incorporar essas práticas ou da yoga ou mesmo de atenção plena na vida delas?
Eu vou te falar que a gente está vivendo uma época, todos nós, Que a gente tá tendo muitas distrações. E aí, assim, a gente tá tendo que reaprender a se administrar em tudo. Desde a hora que você vai dormir, a hora que você vai acordar, a gente vai ter que aprender a dizer mais não pra essas seduções e distrações, tá? Então, assim, as pessoas, elas acham que elas estão muito ocupadas. Mas, na verdade, as pessoas hoje estão mentindo nessa parte pra elas mesmas. E eu falo isso porque eu já fiz isso e faço às vezes. E eu falo, ah, dona bonita! Eu li um livro do Jordan Peterson, que é As Doze Regras pra Vida, e esse livro mexeu muito comigo, porque eu venho aprendendo a ter conversas difíceis comigo. É como se eu estivesse fazendo uma terapia com o autor ali, sabe? Porque ele te dá uma sacudida, né? Ele vira a gente de cabeça pra baixo, tira as máscaras da gente, que a gente, assim, fala, nossa, eu nunca tinha me visto. Porque a gente sempre tem uma tendência a achar que a gente é fofo, e que a gente, ah, eu sou muito ocupado. Olha, primeiro, se você quer ter uma vida saudável, então cuide dela. A responsabilidade ela é sua. Como a minha, é minha. Então, assim, administrar o tempo nunca foi e nunca será uma coisa fácil e desafiadora. Então, abre mão de algumas questões, coloca horários, se você... Porque, assim, não adianta trabalhar 70 horas por semana, né? E pensa que, assim, vai adoecer. E aí?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Ou então a síndrome do burnout, né?
Ou a síndrome do burnout. E aí o resultado disso é muito frustrante. Então assim, cara, se eu trabalhar na prevenção, ou se eu já tô no caso que eu já tô meio pegando, né, porque eu já tive na situação de ficar doente, depressão e tudo mais, para tudo. E reorganiza, reorganiza a vida. Horários, né? Eu gosto de acordar de manhã cedo porque o meu cérebro ali é onde eu consigo ter um tempo pra fazer minha leitura. Porque a gente tem que estimular nossas saúdes todas, a saúde mental, a saúde física. Então assim, é onde eu gosto de ler, principalmente as leituras mais sisudas e difíceis. Porque se eu for ler um livro de Jordan Peterson antes de dormir, não vai rolar. Então a gente tem que primeiro... porque eu já fiz isso, tá? Então eu falo assim, eu aprendo me observando com meus erros mesmo. É um chato, cara, pra dormir, entendeu? Não rola. Pra dormir, eu tenho que pegar ou uma música bacana, ou pegar um livro gostoso de uma reflexão, de estoicismo, como ser um ser humano. Exatamente intensificando isso que eu tô trabalhando em mim. Ou escrever minha gratidão do dia, eu gosto, antes de dormir. Criar um ritual. Tô dizendo alguns não. Por quê? Se eu saio, claro, eu vou abrir mão. Eu tenho jantares maravilhosos, com amigos maravilhosos, mas que não dá, cara. Assim, não vou ser radical.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É uma questão de prioridade, né? É saber as prioridades. O que você tá priorizando naquele momento?
E eu comecei a perceber que seu organismo vai mudando, então, por exemplo, eu, claro, teve uma amiga que casou, eu fui no casamento do filho, mas eu não fui a melhor companhia naquele dia, porque meu organismo, depois das seis da tarde, o Madel ele faz isso, ó, pum... Porque da mesma forma que você vai educando o seu paladar, você também vai educando o seu organismo pra dormir cedo e acordar cedo. E eu e o Mark, a gente criou essa rotina. Então a gente dorme muito cedo, então assim, eu não funcione, eu não marco, eu evito marcar reuniões depois das 5 já. Eu dou aula, né, até esse horário, e aí é onde eu vou fazer minha revisão. Perceber o horário que você funciona melhor, Então tem que dar resultado, tem que fazer o dinheiro entrar, porque todos tem a pressão de fazer o dinheiro entrar. Hoje a gente tá vivendo tempos muito desafiadores de guerra, de reflexões, de meu Deus e meus filhos, como é que eu educo, como é que eu lido, como é que eu faço. É vital que a gente esteja bem, porque se a gente não estiver bem, desculpa, a gente É fácil adoecer. Então a gente precisa praticar tudo isso que eu falei. Não adianta vir com receitinha, dicazinha, isso e aquilo. Você vai numa dermatologista pra cuidar da tua pele. Você quer a tua pele linda. Se a dermatologista tá toda lá parecendo um boneco, repuxada ou tá toda com a pele ferrada, eu não volto.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Não acredita, é. A pessoa não tá fazendo a própria coisa que ela ensina, né?
Ela ensina e tá cheio de gente fazendo isso. A gente tá vivendo uma terra de ninguém na internet.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Então, me diz uma coisa, Adriane, quando você estava sozinha criando o Rodrigo e você trabalhava pra caramba, ia pra escola, como que você preparava sua nutrição e pra ele, pra que ele não estivesse só comendo porcaria? E você?
No Brasil, a gente tem a facilidade de ter sempre uma pessoa pra ajudar na nossa casa, fazer as coisas em casa, com um valor muito acessível, né? Então, eu tive essas pessoas...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Aquela época, né? Porque estão diferentes, talvez, um pouco.
Estão mudando, é verdade. Mas o Rodrigo a gente sempre teve em casa, porque como eu trabalhava o dia todo e tinha que fazer faculdade à noite, estudava em alguns períodos, né, e depois eu fui fazer o MBA e tal, eu tinha uma pessoa em casa, mas eu sempre soube fazer. Desde criança eu sei fazer arroz, feijão, e quando eu era criança eu passei necessidade de comida na minha casa. Então eu aprendi a fazer e eu aprendi o valor da comida, tá? De desperdiçar. Então quando eu aqui jogo comida fora é porque eu me sinto mal. Então eu falo preciso ser mais, tem menos gente, eu vou aprendendo. Naquela época no Brasil, eu ensinei, as pessoas trabalharam comigo, que nem hoje é o que eu faço. Na verdade, o que eu faço hoje eu repito do que eu cresci, né? Eu faço feijão, eu tenho aqui ó, abro a gaveta pra você se você quiser ver. Feijão, eu faço o que eu faço fresco é arroz, tá? O arroz aqui dentro da geladeira, o feijão lá embaixo. Então, o que eu faço? Ou eu faço um ovo mexido, ou eu faço um omelete, ou eu pego um bife. Eu adoro essa comida simples, que tem proteína, que tem o que eu preciso. E eu faço, às vezes, uma, duas por dia, às vezes eu faço como uma pasta, assim, macarrão, nhoque, adoro a comida italiana, né? E aí eu faço isso, e aí a salada, eu corto, ontem eu termino minha alface, eu preciso comprar mais alface americana, eu corto tudo bonitinho. Outra coisa que eu acho muito legal de falar, foi quando vocês, o Rob tá fazendo agora o seu marido, cultivando né, plantando vegetais, pepino, e vocês me deram bastante pepino, me deram, acho que foi abobrinha também né, pepino e tal. precisa aquela saladinha e eu quero ter isso no meu quintal, eu tenho hoje morango, eu tenho as ervas, eu adoro pegar o manjericão de lá e colocar, então eu acho que a gente, quando eu morava em apartamento, eu tinha as coisas que dava pra você cultivar no apartamento, é você fazer o seu melhor com o que você tem, e buscar pessoas que praticam o que falam, né, a gente tem que separar a joia do trigo, a gente tem que se informar, sim, ler, então administrar seu tempo, responder a tua pergunta, com horário pra acordar, horário pra dormir, tem dia que a cama, sabe assim, eu vejo a juventude hoje com muita dificuldade pra acordar, com alarme disparando um tempão, tal, né, aí eu falo O dia começa antes de você dormir, no dia anterior, que você fala assim, eu mando esse comando pro meu cérebro, e agora vai chegar o inverno, a cama é facinho perder pra ela, ela já logo, ah não, vou dormir só mais uma horinha, vou dar uma viradinha de ladinho. Virou de ladinho, nego, perdeu. Começa já perdendo. Então a gente assim, tá, e tudo bem, aí entra a auto compaixão, falou. Agora, tem gente que fala assim, começa super empolgado, qualquer coisa, mas depois de um mês, dois meses, três meses, seis meses, um ano, já, né? Virou. Então, como que você sustenta?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Nem é tanto tempo assim, né? Geralmente na primeira semana a pessoa já desiste, né?
Como é que você sustenta tudo isso? É assumindo um compromisso com você.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É a força de compromisso, não é a força de vontade não, porque a força de vontade ela passa.
Sentimento, é o comprometimento de falar assim, o que é a disciplina? É você fazer o que tem que fazer sem estar com vontade. Quando você tá fazendo sem estar com vontade, você tá começando o processo da disciplina. E se você tá fazendo aquilo por mais de um ano, aí você pode dizer que você tem uma disciplina daquilo. E é fácil, depois de um ano, você perder. Basta sair de férias. Eu vejo por mim, quando eu saio de férias e eu volto, eu falo, basta um feriado aqui. Fui pro Colorado com o Marco e falei, nossa, como é difícil a volta, né, da vontade. Porque é bom, gente. Então a gente tem que trabalhar a nossa mentalidade positiva e também a realista. A comida ruim é gostosa, quando a gente fica no sofá, a preguiça é gostosa, só que aí o que você tem que ter? Comprometimento. E aí administrar isso e começar seu dia já a noite anterior, é o que eu tenho feito.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Isso é ótimo. Você é a favor de preparar coisas para a semana, vamos supor, se a pessoa tem o tempo no sábado de já deixar algumas coisas preparadas na geladeira, meio preparadas, e aí quando ela chega em casa do trabalho ou com as crianças, ela consegue fazer uma alimentação, fazer um jantarzinho mais nutricional?
Só a favor, Amadeu, de você, assim, tudo na vida são fases, né? Então eu tô tentando entender esses negócios desses programas aí de disciplina, que eu tô achando engraçado até, e observando, ouvindo muito o meu corpo. Eu tive a fase da louca, de fazer um monte de cursos, de ter um monte de livro, e aí, que eu chamo hoje de obesidade mental, né? Não adianta nada, às vezes. Você tem que ver o que funciona pra você, naquele momento. Então, eu tô numa fase, eu fiz um monte de comida, deixei congelada aqui, pro meiteado, não comeu e tal, e aí eu ficava mal, falava, minha comida não é boa. Cara, você tem que ver o que funciona, e aí, dentro do que funciona, se tá fazendo, trazendo resultado, beleza, se não tá, muda, adapta. Então, hoje eu tô numa fase, assim, que eu vou, faço a compra do mês, né, e durante a semana, e eu esqueço, às vezes, muita coisa. Eu falo, tudo bem, nega, você esqueceu. Vou, eu volto e retorno. Flexibilidade. Eu faço o que tem na geladeira. Eu tô numa fase do arroz e feijão, ovo mexido, um steakzinho, um franguinho, um peixinho, um salmão que eu adoro.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Você usa air fryer também, né? A fritadeira elétrica?
Direto, para caramba, faço minhas hambúrguer lá, faço, então os outros snacks que eu falo que a gente chama no Brasil de sanduíche, faço cada sandubão delicioso, com bacon, com queijo, com tudo, né? Na air fryer, e você pode comer proteína, queijo é ótimo. Eu faço batata frita na air fryer. Eu faço fazinha de frango na Air Fryer. Então eu acho que assim, tudo vai depender do que você tem, fazer o seu melhor com o que você tem. Então dá pra, eu já tive situações assim que, meu, era desesperador o negócio. E aí é sempre procurar, isso é uma coisa que as pessoas, outro dia foi muito engraçado, hoje eu tô fazendo seis anos de casada, né?
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Parabéns!
Obrigada, obrigada. O maridão tá lá na Carina Norte, a gente comemorou a semana passada. É um dia muito especial e você faz parte dele, eu sou muito feliz da nossa amizade. Você me apresentou, você e o Rob, né, o Mark e tal. E aí teve uma pessoa, uma conhecida, ela não é amiga não, que veio e mandou uma mensagem no inbox falando assim, mas isso tudo que você vive aí é real ou é fake, hein? Porque, assim, a gente mora num lugar muito bonito, né, Madel? A gente é privilegiada mesmo por uma natureza incrível aqui.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Sim, é lindo agora, sempre.
E daí, assim, eu fiquei tentando entender. Hoje, quando as pessoas me mandam umas perguntas como essa, eu aproveito pra exercitar auto-compaixão e pra tentar entender, me colocar um pouquinho. Porque a gente fala de se colocar num lugar do outro, mas a gente nunca consegue, porque a gente não sabe o que... o que o outro tá vivendo, né? Gente, que louco! Aí eu falei, nossa, eu acho que realmente, que são os cortes que a gente passa nas mídias sociais, que parece que a gente vive uma vida de conto de fadas. Que não tem problemas, que não tem desafios, que não tem dor de barriga, né? Eu acho que assim, eu escolhi na minha vida, eu lembro que eu morava ali perto da Avenida Paulista, e eu ia caminhar na Avenida Paulista e eu via papel de jaca, de ameixa, de abacate, E eu falava para as pessoas... as pessoas falavam... imagina... você está viajando... porque as pessoas não olham... eu lembro que eu passava no trânsito na marginal Pinheiros... quem é de São Paulo sabe... e tinha aquele asfalto... e no meio do asfalto nascia uma flor... eu conseguia olhar essas coisas... então... assim... eu sempre... eu já vivi situações de miséria... de pobreza... mas eu sempre escolhi falar... o que que isso tem para me ensinar... Então, hoje eu realmente me sinto rica, mas não é uma rica financeira, de dinheiro, vamos dizer assim. Eu me sinto rica porque eu tenho saúde, primeiro lugar, né? E tudo que eu tô vivendo é com uma construção e requer muito cuidado no meu dia a dia. E você cuidar de tudo isso, pra mim, a minha medicina é o amor, né? Então, eu acho que isso que às vezes a pessoa olha e fala, mas pra ela é muito fácil falar tudo isso, é muito fácil fazer tudo isso. Cara, eu acordo cedo agora. Quando eu trabalhava no perrengue, fazia faculdade à noite, eu era da turma de acordar mais tarde, tinha horário tudo bagunçado. Eu já tive muita... Por isso que eu falo, são as fases da vida. Você já viu uma mãe que falou assim, me senti muito fracassada fazendo o programa, uma americana aqui, né? Fazendo 75 Hard. Eu falei assim, fracassada? Por quê? uma filha pequena, eu falei, para, não é fracasso, eu se eu tivesse uma filha pequena no teu lugar, eu também não ia conseguir, sabe, calma, e isso que eu acho, é as pessoas desistem, o que você não pode, você pode fazer, criar o seu programa, fazer a sua adaptação, fazer o melhor com o que você tem.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Sim, é o único jeito que você vai conseguir continuar fazendo, né. Bom, o papo tá ótimo, mas vamos aqui, eu tenho uma última pergunta pra você, Adriana. Qual é uma mensagem ou um conselho sobre bem-estar que você gostaria de deixar para os nossos ouvintes hoje?
Eu acho que assim, a gente tem muita informação hoje em dia, a gente precisa dar uma limpada em tudo isso. E rever. É que nem limpar a casa, Amadeu. Fazer faxina na casa. Eu recomendo que, inclusive, faça faxina na casa. Sabe por quê? Eu quando tô com tudo muito confuso e tudo muito bagunçado, eu vou fazer faxina na minha casa. É assim, quando eu tô arrumando as gavetas, quando eu tô arrumando, limpando a casa, e põe uma música ou põe um podcast, eu me sinto internamente me organizando. Eu acho que a gente tá precisando, eu tô passando por um momento que eu tô também me reorganizando em muitas questões, né? Desde amizades, pessoas que eu devo seguir, quem fica, quem vai, E sem nenhum tipo de preconceito, sem nenhum tipo de mágoa, não, porque é necessário. Porque onde eu quero chegar, o que eu vim fazer nessa vida? Então assim, são as escolhas. O que você quer pra sua vida? Onde eu tô? Onde eu quero chegar? Eu tô trazendo uma reflexão do que eu tô trazendo pra mim nesse momento. E aí é buscar ouvir mais, falar menos, eu trabalho, por exemplo, eu falei pra caramba aqui, mas eu tenho ficado muito mais quieta. E assim, a olhar e trazer uma coisa que eu sempre tive muita dificuldade. Eu tava falando isso com o meu filho hoje antes de vir pra cá. A gente precisa aprender a ter conversas difíceis, primeiro com a gente mesmo. As conversas difíceis, elas quando a gente faz com a gente mesmo, que a gente tira as máscaras de quem a gente acha que a gente é, pra gente, a gente consegue tanta cura aí. Então assim, e é um exercício de tanta maestria com a gente mesmo, né, então eu venho trabalhando isso. Então, resumindo, onde cê tá, onde cê quer chegar? Que que cê tá fazendo com a sua vida? Que que você acha que você... Porque eu vejo assim, independente de religião, né, pra quem acredita num criador, num Deus maior, eu acredito num Deus. Em Deus. Em Deus. E quando ele nos fez, nós somos quase 8 bilhões de pessoas.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: E estamos na Terra agora.
Aqui e agora. Aqui e agora. E estamos ainda crescendo, né. ele nos deu um dom, uma coisa que só nós temos, ninguém mais tem, então quando eu estou aqui de frente pra você, você tem algo que eu sempre aprendo muito com você, a parte de organizar, né, um dia nós vamos morrer, a gente já falou muito sobre isso, de organização, de funeral, nossa, a pessoa mais organizada que eu vi dessa parte, e outras qualidades que eu admiro em você, então assim, a gente realmente, e por isso que eu Eu acho que nossa amizade precisa ser cuidada. Às vezes a gente tem dificuldade de ter conversas. A gente precisa saber, assim, é sutil essa coisa, né? De você achar esse ponto de ter... Mas começando com a gente. Então eu tô trabalhando muito em mim nesse momento de ter umas conversas difíceis. De trazer essas coisas à tona, assim, sabe? Pra gente, porque essa coisa de dica, de receita fácil, isso daí tá muito tóxico pras pessoas.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Eu gosto muito desse seu conselho de ver onde você está agora e onde você quer chegar. Porque isso funciona como um filtro nas decisões que você vai fazer. Porque se a pessoa quer se tornar uma pessoa que come mais saudável, ela quer ser uma pessoa saudável, então isso vai ajudá-la nas decisões, nas coisas que ela vai comprar quando for no mercado. Quando ela decidir se ela vai fazer um exercício ou não, né?
Sim. E o cuidado-bem-estar, ele é diário, gente. Ele é todos os dias, né? Independente de qualquer, sabe assim, até é engraçado que o Yoga, só pra finalizar, eu venho trabalhando com o chat GPT, né, e procurando as objeções que o Yoga tem. E uma delas é porque ele passa a questão de ser misticismo, de ter aquela questão do Hindu, Então eu até... o Mark já tinha me falado disso e o Mark mesmo se incomodava... meu marido se incomodava com namastê, que não sei o que... e aí eu venho trabalhando isso de... realmente... é que eu não tenho nenhum tipo... eu sei os significados dos mantras e tudo e tal... e são muito lindos, muito poderosos... Mas o yoga, ele não é nada disso, assim. Eu não sinto isso, dessa coisa toda. Eu sinto como um esporte. Eu tô trazendo hoje dois estilos, né, no nosso estúdio. O do esporte, tem então as práticas que eu faço, que nem mais na Mastê eu falo, porque eu tive uma aluna que ela deixou de fazer yoga com a gente, porque ela é super na religião dela, né? Ela me deu esse feedback, que como a gente tem muita liberdade e intimidade, e eu falei, poxa vida, né, porque eu encerrava fazendo um mantra, tal, e eu parei. Então assim, é muito além da...
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: É o exercício só.
É o exercício. Então, coisa simples pra gente finalizar pra quem quiser. Dormir bem é o pilar de tudo. Não tá conseguindo dormir bem? Vai buscar ferramentas que te façam dormir bem. Tem um monte. Tem inclusive yoga pra isso, meditação, começar a se desconectar do mundo à sua volta. Dormir o suficiente, que você pode ser, sei lá, de 7 a 10 horas, você vai ter que descobrir qual que é bom pra você, eu já descobri o que é bom pra mim. Se alimentar bem, ter a proteína, né, de manhã principalmente, ou se você faz um jejum e tal, você começar a ter os horários. Tomar muita água, que vai fazer uma limpeza no seu corpo. Faz uma caminhada, não gosta de yoga, não tem problema.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Vai andar.
Se você gosta. Esporte não falta opção. Vai andar, vai dançar, encontre algo que vai te trazer esse bem estar. E faça sua limpeza mental e emocional, porque a gente precisa fazer. É isso, basicamente.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Nossa, muito bom, nossa, que episódio bem completo, pessoal, escute de novo para você ouvir mais essas informações, são tão importantes para a gente, né. Adriana, agradeço muito pelo seu tempo, por tudo que você compartilhou com a gente, e fala aí para o pessoal onde eles podem te encontrar, onde você está virtualmente.
Bom, eu estou lá no Sou Yoga, S-O-U, separado Yoga, o Sou vem de ser, nasceu do ser, né, de ser único, você é única, eu sou única, e a gente honrar essa presença. Então nós temos lá o Instagram, Sou Yoga, aí eu tô no YouTube também com Adriana Jarva, tenho a minha rede pessoal Adriana Jarva, o Facebook, e blog, que eu escrevo artigos pro blog também, sempre trazendo essas reflexões. Tô fazendo agora um artigo pra cada uma dessas regras do Jordan Peterson, Então acabei de publicar ontem uma educando basicamente como é que a gente educa nossos filhos e tal, e essa foi a regra mais desafiadora pra mim, inclusive. E é isso, gratidão pelo convite, que honra estar aqui com você, a nossa amizade, que é muito saudável pra mim, pra nossa família. Isso é outra saúde, a gente é saudável. Saúde nos nossos relacionamentos e que no que depender de mim eu quero nutrir com todo o meu amor, meu carinho, meu respeito, enquanto eu respirar.
[CFM COACH ASSISTANT AI ]: Muita gratidão, Dri. Fica aí a minha entrevista com a Adriana Jarva pra vocês. Até o próximo episódio do Dinheiro Não É O Seu Problema Podcast. Até breve e obrigada. Obrigada por ouvir este episódio. Eu sei, acabou, mas semana que vem tem mais. Lembre-se de se inscrever, curtir e compartilhar. E não se esqueça, você pode se tornar boa com o dinheiro. Até breve e obrigada.
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