"A Ilusão do Medo" - Performance Poesia ao VIVO por Ricardo Pereira

Ricardo Pereira performs an improvised poetic monologue on fear as illusion and guide. He weaves in Khalil Gibran and Carlos Braga, shares childhood out-of-body experiences and pre-show anxiety, and argues that recognizing fear becomes a catalyst for freedom and creativity.
Chapters
A ilusão do medo. Vamos falar acerca do medo. Medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, medo, Eu sou alguém da área do desenvolvimento pessoal e aprendi tanto, tanto acerca do medo. Eu sei falar imenso acerca do medo. Eu estudei as linhas todas. Como ultrapassar os meus medos. No entanto, o que eu venho fazer aqui hoje É uma travessia do medo a algo. E a verdade é que eu estou assustado porque eu não sei para onde esse algo vai surgir. Tenho medo de falhar na minha faceta de poeta. Medo de me entregar à obra de orar. Orar ao coração que vem da alma que tem medo de errar e que tem medo De perder a mente, dos maiores medos que eu tenho. De perder a minha mente. Vou ler só um bocadinho de Khalil Gibran para nos dar uma orientação nesta viagem. Mas se no vosso medo buscais apenas a paz do amor, então mais vale cobrir a nudez e sair do campo do amor a caminho do mundo sem estações.
Onde pudereis rir, mas nunca todos os vossos risos. Hahaha!
Ah, esqueci de fazer um disclaimer. É que se vocês se chocam facilmente, isto não é para vocês. Este caminho não é para os fracos de coração.
Vou voltar para onde eu estava. Hahaha! Mesmo no primeiro momento!
De entrar e sair, de entrar e sair. Vou continuar. Você gostava mesmo?
Ah, e chorar, mas nunca todas as vossas lágrimas.
Miedo, desprendimiento, de entrar e sair. Então, isto é um poema do Carlos Braga acerca do amor. Falar acerca da ilusão do medo. Volta, volta, mas eles vão achar que estás maluco. Não faz mal, volta, volta, mas eles vão achar que estás maluco. Volta. A ilusão do medo. O medo como um potencial apontador de onde tu tens que ir, de onde eu tenho que ir. Porque é que eu estou a falar acerca de ti Se tu és apenas um reflexo de mim, há algo na poesia que assusta. Se tiver abraçado uma faceta de cómico, tu vais-te rir quando eu digo piadas. Agora, poesia, poesia, ao menos deste, há um abraçar dos tomates, que é: eu tenho que estar atento a mim mesmo e à sutileza de ti, e tenho que ultrapassar um bocadinho Quase como que uma arrogância de me lembrar: "Eu não estou sozinho." E render-me a que há algo muito maior que quer fluir através de mim. Clichês! Volto aos clichês! Saio dos clichês! E ilusão do medo. Estou-te a confundir? Boa! Para que saias do medo. Para que te Sintas, nem que seja durante um bocadinho, como uma prenda que eu me posso dar no teu coração. Sai da puta da mente! Sai da puta da mente! Ah, isto também existe dentro de mim. Bad boy! Alguém para me castigar? Isto não é sintoma, afinal, eu passei a semana toda ansioso a pensar nesta performance. Foda-se, não deixo de notar, Ricardo. Medo. Caralho. Medo. Mas ria ao mesmo tempo. Ria. Então medo, ok, medo. Estou-me a sentir aterrorizado. Estou-me a sentir aterrorizado. O que é que isto faz-me lembrar? Bem, a psique leva-me onde? Aos 3 anos de idade, onde eu estava a dormir e de repente Vuuu! Sinto-me fora do meu corpo, no meio de um sonho. Sinto-me fora do meu corpo e no meu quarto de criança, com uma liberdade que nunca tinha sentido, sinto uma presença do outro lado. Aterrorizado, completamente paralisado. E eu pergunto-me: "Ok, paralisado, sente a paralisia. Sente, para que possas descobrir o que está do outro lado." O que está do outro lado? Ora bem, terror, bliss. Não me lembro da palavra em português. Bliss. De que forma é que sentias a bliss? Estava livre. Estava livre. Aquele terror estava-me a permitir sentir mais livre. Aquele terror estava-me a mostrar algo divino. Sente! Mas é tão bom! Mas é tão bom!
E eu sinto vergonha às vezes de sentir algo que é tão bom!
Não faz mal!
Sente porque é teu direito. Sente. Tu tens o direito de o sentir.
E se às vezes vêm por lágrimas, lembra-te que está apenas a abrir umas craques no teu coração para meter aquela luzinha boa. Há uma autora que diz que nós não temos— como é que é algo assim do género? O medo que eu tenho não é o de abraçar a minha escuridão, é o de abraçar a minha luz. Mas como é que eu posso abraçar a minha luz se não abraçar a minha escuridão? Elas são o peso de um lado e o peso do outro. Medo. Medo do improviso. Medo de me sentir deprimido. Essa aí é engraçada neste momento. Medo de perder a mente. De mente, mente. Será que estou a chegar à depressão? Porque nada me daria mais prazer que esta prenda. Nada me daria mais prazer. Medo de não saber rimar. Mas espera, eu estou a fazer uma rima. É uma rima com a minha alma. E não rimam as palavras, mas eu estou a tentar a minha alma e faço rima com ela. Tipo, ela vai, ela vai, então— Uuuh, baby! Is this what you want to rhyme? So let's rhyme it a little bit.
Uuuh!
Mas depois faço-te lembrar: isto não tem a ver comigo. Isto tem a ver com aquilo que eu ouço, que eu escuto, que quer fazer diferença. Mas como é que eu posso fazer a diferença se não sentir aquilo que tu esperas de mim? E aquilo que eu espero de ti. E não me perguntes porque é que eu estou a dizer o que estou a dizer. Eu não sei neste momento. Eu rendo-me à ignorância que há momentos em que não sei. E é quando eu me rendo à ignorância que não sei que há algo que entra.
Algo muito, muito, muito, muito, muito bonito. A ilusão do medo.
De que forma é que o medo me está a servir? Mostre-me onde eu preciso de prestar atenção. Mostre-me onde eu preciso de mostrar atenção. Estás a prestar atenção a ti mesmo ou estás a fugir? Estás a prestar atenção a ti mesmo Ou estás a fugir? E se o medo fosse apenas como uma carga eletromagnética a dizer: "Escuta! Vê! Olha onde acreditaste em algo que era errado! Olha o que está aqui do outro lado!" Liberdade? Luz? Sim, mas não te vicies a ela. Luz, cuidado! Ambas de mão em mão, agarradas ao coração. E é tão bonito, tão bonito. Medo, medo de me sentir morto. Medo, medo de não expressar aquilo que a minha alma me pede. Medo de falar de rejeição. Mas é quando eu Me sinto nesse medo. E se for preciso, às vezes é preciso uma semana bem aterrorizante. E eu me permito dizer: Chega de ver o medo como inimigo. O medo pode ser amigo. E há muitas outras coisas boas. Mas o medo mostra-me para onde eu posso ir. Eu não sou as minhas caixas. Eu não sou as minhas caixas. Medo de abraçar as minhas facetas. Medo de abraçar as minhas facetas. Eu tenho luz, eu tenho escuridão. Eu sou humilde e eu sou furiano. E abraço. E amo. Não me metas numa caixa, vais ver-me a correr e a virar de cima. Mas vê-me a brincar nas caixas, porque assim é muito mais divertido. A ilusão do medo. A ilusão do medo. Medo? Mas foda-se, mas o que é isto? Neste momento não há medo! Tipo, medo? Mas qual medo? O medo não está aqui neste momento. Tipo, não está. Tipo, não está, é um bicho-papão. Mas mostra-me onde eu posso estar em contato com a minha criação. Pergunto-me se há algo que esteja a passar. Pergunto-me verdadeiramente se há algo que esteja a passar. Ajuda-me a eu não lidar apenas com o gajo e com a gaja linda que há em mim, aqui dentro. Ajuda-me a lidar com a realidade.
Obrigado. Obrigado.
More from Ricardo

Gaining Clarity in Darkness: the Power of Failing and Movement in a Dark Night of the Soul #shorts

Why VS How To Questions in a Dark Night of the Soul - How To Change Your Thoughts (#shorts 1)

What Attracts Us In a Romantic Partnership - Podcast (episode 2, #shorts 2) #darknightofthesoul

Myth “Ego is bad” in a Dark Night of the Soul (DNOT month 1, #shorts 1) #darknightofthesoul

Healing Childhood Wounds in a Dark Night of the Soul - Podcast (episode 2, #shorts 2)





