30 Gordos vs 1 Treinador (Minha Opinião Sincera)

The YouTube video features a heated discussion led by fitness trainer Guto Galamba, who gathers about thirty overweight participants to debate whether being obese is a personal choice. Rodrigo Barros, a psychoanalyst, opens by defining "gordo" as a body condition measured by body‑fat percentage, not a personal identity, and proceeds to critique Guto’s aggressive rhetoric. Throughout the session the participants share personal stories, scientific explanations, and ideological positions. Guto presents a dichotomy of "mesogenic" (genetically driven, <5% of cases) versus "polygenic" obesity (genetics plus environment and behavior) and argues that individuals can choose healthier behaviors despite genetic predisposition. Participants counter with testimonies of genetic inheritance, childhood trauma, compulsive eating, and the difficulty of changing habits, emphasizing that psychological factors and social stigma heavily influence weight. The conversation shifts to a second theme – "self‑esteem does not cure diabetes" – where Guto cites WHO waist‑circumference thresholds and a neuroscience study showing higher food intake needed for satiety in obese individuals, while participants argue that self‑esteem alone cannot offset health risks. A third theme explores the moral framing of obesity as a sin of gluttony, invoking biblical references; this is challenged by participants of various religious backgrounds who argue that using religious doctrine to judge obesity is exclusionary. Rodrigo highlights the availability of free psychological services for low‑income individuals, criticizing the perception that treatment is unaffordable. The debate also touches on the anti‑obesity movement (Antiobesity), its mentorship program, and accusations of stigmatizing language that alienates overweight people from gyms and medical care. Additionally, Bela confronts Guto about the phrasing of his central question, emphasizing that the question was poorly worded and that the debate itself reflects a broader conflict. Rodrigo interjects with a brief commentary separating the Bible as a historical document from religious doctrine, and points to a series of short, controversial reaction videos as a media format for illustrating polarizing topics. Overall, the video juxtaposes scientific claims, personal narratives, ideological arguments, and meta‑commentary on debate dynamics and media usage to examine the complexity of obesity, choice, health, and societal attitudes.
Chapters
Um treinador versus 30 gordos, com o Guto Galamba, que quem não conhece tem algumas frases assim bem ásperas a respeito de pessoas gordas. Eu já quero deixar claro aqui para ti que quando eu falo gordo, quando ele fala gordo, a gente tá falando percentual de gordura que as pessoas têm no corpo. Então o que diferencia para a ciência, para um olhar clínico, que é o nosso olhar, um olhar profissional, uma pessoa magra de uma pessoa gorda é o quanto de gordura que ela tem corpo. Então eu já quero começar até desassociando essa ideia de que gordo é uma pessoa. Não, gordo é uma condição do corpo dessa pessoa. E aí eu vou reagir a esse vídeo aqui agora. Se eu concordar, eu concordo. Se eu não concordar, eu falo a verdade. Você já me conhece, né?
Calma, extremamente desconfortável. E a minha vontade aqui é de te atacar enquanto pessoas gordas, pelo que você passou. Eu não acho que você sinta, mas não me importa o que você acha. Eu já disse o que eu queria falar.
Você tem um um grande problema de não ouvir as pessoas e eu queria falar.
Mas se eu for falar dos teus problemas aqui agora também, pega visão do que tu tá vendo aqui e do que tu vê na tua vida.
Tipo assim, eu já busquei, muita gente já buscou correr atrás, não conseguiu. A gente só quer ser respeitado. A vida toda a gente sofre. Já sofri pra caramba de mulher, ficava frustrado em casa. Ela não gosta de mim porque eu sou gordo.
Não, obesidade não quer dizer uma falta de valor. Babi, tu não vai falar?
Eu sei, mas vocês estão achando, não sou eu. Essa minha camisa aqui Ô coisa maravilhosa, ainda bem que cês falaram. Cê sabe o que que é isso aqui? Fala agora o que que é isso aqui. Deixa eu falar com ele aqui, rapidinho. Como é o seu nome?
O meu nome eu sei. Agora veja só.
Você está tentando ter uma sessão de terapia. Meu nome é Guto Galamba, eu sou formado em educação física, especialista no tratamento da obesidade e emagrecimento. Também sou especialista em psicologia positiva e ciência do bem-estar pela EA University. E hoje eu estou aqui cercado por 30 gordos. E o primeiro tema é: ser gordo é uma escolha.
Cara, e aí, ser gordo é uma escolha? Eu vou trazer minha opinião.
Como é teu nome? Prazer, Paulo Guto. Que bom que você tá aqui. O que é que você acha desse tema?
Eu acho que é assim, vamos lá, parte propícia. Você é formado em educação física, né? E você foi uma criança.
Sim.
Então você criança, você já foi gordo antes de você se tornar um profissional de educação física. Então você não escolheu, né, primeiramente quando nasceu. Ser profissional de educação física. Então por isso que eu falo que é uma escolha.
Eu sou gordinho, aqui tem um ponto interessante, tá, gente? Quando se coloca no diminutivo uma questão dessa, o cara pesa 120 kg, o cara não é gordinho, ele é gordo. Quando se coloca no diminutivo é uma forma de meio que acolher aquela questão, que ela não fica tão pesada, ela fica mais leve. Ele é gordinho, você entende isso?
Então eu sou um cara feliz por eu tá gordo, você entendeu? Eu escolhi porque assim, eu já fui magro, Engordei. Então a escolha é minha, posso ir para academia malhar, emagrecer, mas não, tô feliz assim como eu estou.
Concorda comigo que ser gordo é uma escolha?
É uma escolha, porque assim, a gente tá fazendo aí, cara, a proposta é em contra a opinião do cara.
É uma escolha porque assim, a gente nasce, certo? Eu era magro e fiquei gordo. Então isso não vai interferir na minha vida particular, na minha vida social. Eu posso ser muito feliz.
Então vai Não, mas a gente tá falando de felicidade.
Qual a questão? É uma escolha.
Mas vamos trazer felicidade pro tema também.
Eu sou gordo hoje.
Tudo bem.
Eu posso amanhã— É, é.
Tá.
Tu devia estar aqui. Concordasse comigo.
Não é.
Foi, não, me ajudou. Me ajudou. Como é seu nome?
Desculpa, eu não tenho o prazer de te cumprimentar.
Não tenho o prazer de—
Aí a gente já entra numa questão que assim, o cara sentou ali já levando pro coração total. A proposta não é um debate. Quando eu penso num debate, é um debate sobre ideias. Não é um debate sobre pessoas. Mas enfim, vamos lá.
Complementar, não tem problema. Antes de me apresentar, eu preciso falar que a gente tá aqui, a gente foi convidado para falar sobre corpo livre. Quando a gente pensa sobre corpo livre, a gente primeiro tem que entender o que que é um corpo que não é livre.
Mas da onde você tirou a ideia do corpo livre?
Na concepção de um corpo que não é livre, a gente percebe que o cara ele tá numa brisa de atacar, né?
Porque nem deixa o outro falar, né?
Pensando num corpo que é limitado, certo? O que que é um corpo que é limitado?
Aquele que não funciona como deveria.
O seu corpo é um corpo limitado, assim como o meu corpo também é um corpo limitado.
Certo.
Você consegue ficar 15 minutos embaixo d'água?
O que é que tem a ver uma coisa com a outra?
Eu tô te fazendo uma pergunta.
Não. Tu consegue?
Não. Eu também não. Todos os corpos são limitados. Quando a gente fala de corpo livre, a gente tá falando sobre restrição, não sobre limitação.
Certo.
Alguém aqui conhece ele? Já ouviu falar dele?
Sim.
Já? Só você?
Parece, cara, mas o que uma coisa tem a ver com a outra, velho? Tipo, uma da pauta é: ser gordo é uma escolha?
Que nós não somos o seu público, parece que nós não somos o seu nicho.
Mas a ideia é essa.
Sim, isso é muito comum.
Se eu trouxesse 30 pessoas que concordam comigo, a gente não teria um programa. Agora vamos fazer o seguinte, primeiro ponto.
É, tira o maluco daí, velho.
Antes de me apresentar, eu quero te falar que no momento em que todos nós aqui chegamos, antes de você saber o nosso nome, a nossa identidade, você já olhou pros nossos corpos.
Sim.
Então o nosso corpo ele garante uma identidade.
Aí eu vou falar que sim, é normal isso. E se qualquer pessoa estudar isso aqui de comunicação não verbal, que ela acontece em cerca de 3 segundos, a gente já cria uma ideia na nossa cabeça sobre a pessoa sem a pessoa abrir a boca. Então não é questão do cara ser gordo, ser magro, ser alto, ser baixo, mulher, homem, não. Isso aí é inerente à natureza humana. É a mesma coisa que olhar e falar assim, cara, o mano tá com uma camiseta, uma roupa, vai, colorida, e o Guto tá com uma roupa preta. É a mesma coisa.
Como é o seu nome?
Vou falar o seu nome.
O meu nome eu sei.
Luiz Augusto Targino Calamba Fernandes.
Você está tentando ter a sensação de ter a pia?
Você disse que você é especialista em psicologia? Você tem CRP?
Ele quer uma terapia.
É, ele precisa, porque ele foi ali só para atacar, não foi por um, né?
Aqueles cara eu vi, velho, foi irado.
Então, sobre o tema, é, ser gordo é uma escolha, eu não concordo. Por quê?
Fala.
Porque eu não sei cientificamente, tá bom, mas eu é o que eu ouço desde, tá bom, da infância. Eu tenho tendência a engordar porque minha irmã é gorda, o meu pai era gordo, minha mãe é um pouco gordinha. Inclusive ela foi também, apareceu já em outros canais. Enfim, então não é uma escolha eu ser gordo. Eu tenho o meu corpo, ele já tipo assim, ele já tem uma parada para engordar. Se eu parar de ir para academia, eu emagreci 30 kg com jiu-jitsu.
Falar uma coisa aqui, ele não escolheu a genética que favorece a obesidade, tá?
Jiu-jitsu salvou minha vida. Inclusive o esporte salva. O jiu-jitsu salvou minha vida. Eu tava, eu fui no médico, o médico virou para mim e falou assim: Você vai morrer antes do seu pai se você não emagrecer. Eu tava mais gordo que isso, fui para o jiu-jitsu, emagreci, tive uns problemas psicológicos, certo? Não consegui voltar, não tive, não tenho mais motivação para levantar da cama e comecei a beber muito, engordei por conta disso. Então ser gordo para mim não é uma escolha, legal? É o meu psicológico, ele não consegue deixar.
Agora, se você me permitir, um aviso diferente e trazendo um pouco de ciência, porque é a minha base de análise, porque senão vai ficar minha opinião contra a tua e Azul é bonito, não é?
Ferrou.
Concorda?
Não, é nós. Existem dois tipos de obesidade: tem obesidade mesogênica e obesidade poligênica. O que que é isso? A mesogênica é aquela que depende exclusivamente do caráter genético. Sabe quantos por cento da população que é obesa é exclusivamente pela genética? Menos de 5%. Não, total, você pode estar nesses 5. Qual é a outra, o tipo de obesidade que é poligênica? É aquela que vem a genética O ambiente e os comportamentos. Pelo que você tá me dizendo, você não tem amesogênica. Porque você consegue emagrecer quando você quer. E tudo que você disse que te fez engordar foram os seus comportamentos. E tudo bem que, pô, você passou por um momento difícil, você teve problemas psicológicos e querendo ou não a gente foge. E geralmente sabe pra onde a gente foge, Hulk? Álcool, comida, sexo, celular e televisão. Tudo que deixa a gente completamente apático mentalmente falando. E querendo ou não, aqui no córtex pré-frontal, uma região aqui do nosso cérebro, atua um neurotransmissor chamado dopamina. É aquele neurotransmissor que dá vontade de fazer as coisas, de querer fazer também, né?
Porque essas questões vão trazer prazeres rápidos e o prazer ele vai meio que anestesiar, né?
Você consegue controlar com bons comportamentos. Porque qual a ideia? Quando eu vou lá e como uma pizza, o córtex pré-frontal ele também é afetado por álcool, açúcar e gordura. Quando eu como uma pizza, aquela bomba de açúcar e caloria atua no meu córtex pré-frontal e diz, pô, tô feliz. Então eu crio uma ilusão de que aquilo ali tá me dando um conforto e de fato tá naquele momento, mas além de um longo prazo vai virar como uma droga. Você vai precisar de cada vez mais. Eu tenho certeza que você entendeu.
E não é uma escolha minha acontecer isso. É uma escolha.
Então qual é a ideia? A partir de agora você não tinha essa informação, concorda? A partir de agora você sabe que é uma escolha, você pode não comer, por mais difícil que seja.
Mas aí eu vou ter que fazer um tratamento psicológico.
E é uma escolha sua fazer ou não.
Não sei, mas isso eu tenho condição?
Então não escolhi essa porta. Mas veja, você pode não ter o melhor psiquiatra, mas você pode ir no YouTube, você pode pesquisar outras coisas e você fazer o melhor que você pode com as condições que você tem.
Mas você também, você não conta.
Gente, ó, um ponto interessante aqui, tá? Muitas pessoas acham que para ter um acompanhamento de um tratamento psicológico é necessário ter muito dinheiro para isso. Eu sou psicanalista, a escola que eu me formei Ela tinha um trabalho para pessoas carentes, uma clínica para pessoas que não têm grana, muitos trabalhos sendo feitos de forma gratuita. Sim, se você pesquisar, você vai encontrar diversos lugares que fazem isso. Se eu perguntasse para esse cara, eu falo, mano, você sabia que existem instituições que oferecem tratamento psicológico gratuitamente? A probabilidade dele falar que não é gigante. Então o que eu quero dizer com isso? Muitas pessoas nem procuram. As pessoas olham para o problema, fala, ah, puta, eu tenho esse problema. Aí ela senta e chora com o problema, entendeu?
Roda comigo aqui. Uma vida de estudo, de trabalho, de filho, de mulher.
Eu concordo contigo, é que é difícil para cacete.
Então não é uma escolha.
É claro que é a mesma coisa. Mas oxente, porque é difícil não é uma escolha? Mas a escolha é muito difícil.
Acaba sendo mais complicado porque junta tudo isso.
Tô com você, tô com você. É muito mais complicado. Talvez você tenha uma vida muito mais difícil, que exija muito mais de você do que de outra pessoa, mas ainda assim é uma escolha.
É isso. Mas e também o que acontece, eu busco a escolha, eu vou para academia e é um ambiente que eu não me sinto confortável, porque as pessoas como— muito bom, muito bom— porque pessoas como você me olham estranho na academia.
Como eu não, irmão, concordo para caramba.
Como você, fisiculturista, não sei o quê, me olha estranho na academia.
E tenho certeza que a maioria Aqui, mas aí você tá, mas tem gente escrota no mundo, cara.
Então, mas é muito mais difícil para gente. Então não é uma escolha ser gordo. Ah, eu sou gordo, quero ser gordo.
Vamos lá, vamos lá, vamos supor o seguinte, vamos supor o seguinte: para pegar o remédio que tu precisa, cara, gente, eu vou trazer uma opinião aqui bem, bem forte, tá?
As academias que eu já frequentei, é que a gente vai colocar 25 anos aí que eu tô nesse meio, cara. Sempre que aparece uma pessoa gorda, enfim, num caso assim, existem sim pessoas que olham torto e tal, assim como existem pessoas babacas em qualquer ponto do planeta, sempre vai existir um babaca, sempre vai, e a gente não consegue fazer nada com isso, mas as pessoas sensatas olham para isso com um olhar de acolhimento. Deixa eu contar uma coisa aqui para vocês, antes de eu vir aqui para Manchester, eu treinava na Ironbag de Alphaville, e certo dia eu vi um cara bem gordo treinando, cara bem gordo assim, sei lá, tipo 150 kg talvez, não sei, Bem gordo treinando. E eu olhei pra ele e eu pensei assim, eu falei, cara, que bom que esse maluco tá aqui, ele tá buscando a melhora. E eu tenho certeza que muitos professores e muitas pessoas dentro da academia olham com esses mesmos olhos. Dia seguinte fui treinar, ele tava lá. Outro dia ele tava lá. Terceiro dia, quarto dia, quinto dia, cara, todo dia eu chegava pra treinar, ele tava lá treinando. Coincidiu o horário ali, né? Então eu falei pra mim, cara, se na semana que vem eu encontrar ele aqui, segunda, terça, eu vou começar a ajudar esse cara. Segunda-feira ele tava lá, terça-feira ele tava lá. E aí cheguei nele e aí eu falei para ele, eu falei assim, bro, posso te dar uma dica aqui no exercício? Ele falou, porra, claro! Aí passei ali para ele, aí eu fui embora e fiquei meio que de butuca. E mano, ele continua a fazer direitinho do jeito que eu passei para ele. Se eu perceber essa consistência dele, eu vou ajudar mais ele. Dito e feito, o cara não faltava um dia, viado, bonitinho treinando. Fui conversando mais com ele e tal, conhecendo mais a história dele, etc. E eu falei pra ele assim, eu falei assim, brother, eu quero te dar um presente. Eu falei, cara, a gente tem um serviço de mentoria. Eu falei assim, cara, eu vou te dar de presente a nossa mentoria. Expliquei pra ele mais ou menos como é que era, eu falei, vou te dar de presente. Ele falou, não, quanto que custa? Eu falei, não, cara, é um presente que eu tô te dando. Ele tá na nossa mentoria desde então, faz a dieta direitinho, faz o treino direitinho, aparece nos encontros da mentoria, já emagreceu, tipo, sei lá, perdeu 30, 40 kg. Eu não sei como é que tá agora. Então qual é a questão? Por que que eu tô falando de tudo isso? A gente, a gente gosta de ajudar, velho. Quando a gente vê uma pessoa se esforçando, a gente quer lá e quer dar apoio e quer colocar palavra positiva, falar, cara, vai que você consegue, vai que você pode. E existe os babacas que acaba ganhando mais atenção porque machuca mais a pessoa, né, emocionalmente, tá?
Tu tem que encarar essa gente escrota, é uma escolha ou não encarar.
Não entendi, desculpa.
Pra pegar o remédio que tu precisa pra se salvar, tu tem que passar por esse processo de encarar essa galera escrota.
Sim.
É uma escolha encarar ou não. É uma escolha trocar de academia. É uma escolha treinar em casa. Por que você não treina em casa? Com o peso do seu próprio corpo.
Mas é muito mais fácil falar assim quando você não tem predisposição pra essa dor.
Não, não, não.
Veja só, eu estou te dando opções. E pra cada opção que eu dei pra salvar a tua vida, tu colocou uma dificuldade a mais. Sabe o que é isso?
Que eu vivo.
Eu sei. Mas isso é outra coisa também, cientificamente falando. O seu sistema de recompensa já está desajustado. É mais fácil, concorde comigo, tá dando ferramentas, né? Continuar no emprego é mais fácil eu dizer que para mim é foda continuar do jeito que eu tô do que me entregar um pouco mais. Eu não tô dizendo, irmão, que é fácil, eu tô dizendo que pode ser feito.
Eu não me entrego, mas as barreiras que vão aparecendo na minha, e acredito que tem na vida da maioria aqui, não deixa a gente chegar lá com mais facilidade.
Concordo plenamente, entendeu? Concordo plenamente. Agora vamos lá, Dentro dessa falta de facilidade, qual o seu grau de contribuição nisso?
Eu vou pra—
Faz com que você se entregue. Ah não, mas com facilidade não vai mesmo. O Guto falou isso algumas vezes.
Como é teu nome?
Fernando.
Fala, Fernando.
Bom, discordo de você, porque—
Tá, por quê?
Primeiramente, porque eu não tô gordo, eu tô inchado. Tudo que eu como me incha.
Sabe como é que a gente chama isso? Dentro do campo médico, se você parar para ver, veja só, eu vou descrever o seu rosto, posso? Pode. Ele está inchado, ele está inflamado, ele está avermelhado e ele está oleoso, concorda? A gente chama isso de cara de cardiopata.
Você tá todo vermelho.
Não, eu tô bronzeado, é diferente.
Só o rosto e o pescoço, né?
É diferente, peço perdão, tô bronzeado, entende? O que é que isso quer dizer? Não necessariamente eu tenha que estar imenso Pra gerar comorbidades. O meu corpo, ele começa a se inflamar. Quem é obeso aqui, antes de ser obeso, tava com sobrepeso. Antes de tá com sobrepeso, foi gordinho. Isso foi aumentando.
Eu nasci gordo, então tipo... Eu nasci inchado então, já.
Pode ser uma característica genética sua.
Não, mas eu sou o único da família gordo.
Você pode ter sido adotado, tá sabendo agora.
Pode ser.
Não sei.
Foi defeito dele.
Pô, eu nasci gordo, sempre foi assim.
Eu não sei, mas eu...
Mas me fala por que você discorda sobre ser uma escolha.
Porque tipo, o meu corpo, o corpo de qualquer um aqui não é a mesma coisa. Se a gente fazer uma corrida, nós dois agora, você com seu corpo e eu com meu corpo.
Me conta, eu perco, odeio correr. Mas me conta uma coisa, me fala como é uma rotina alimentar do teu dia normal. O que é que tu come no café da manhã? Não minta não.
Eu gosto de refrigerante, eu bebo refrigerante de manhã, de tarde e de noite. Eu não bebo nada.
E por que isso? É uma escolha ou não?
Eu não gosto de suco, eu gosto de refrigerante.
Mas a vida é sobre fazer o que gosta ou sobre fazer o que tem que ser feito pra ser uma pessoa melhor?
Eu acho que a vida você tem que fazer o que você gosta.
Então tipo assim... E fim de papo.
Exatamente.
Mas você viu muito filme da Disney, meu amigo. A vida é fazer o que gosta?
Sim.
Não, a nossa obrigação aqui somos sermos pessoas melhores e se der pra ser feliz, incrível.
Mas então ser uma pessoa melhor é respeitar os outros corpos que você vê.
Mas eu respeito os outros corpos. Quando foi que você me viu desrespeitar um corpo? Me diga.
Ave Maria.
Não, só me diga quando.
Eu tô com a cara inchada.
Agora há pouco você fez isso.
Quando? Quando eu descrevi o seu corpo? Mas você disse, eu tô inchado, eu não sou gordo.
Não, mas beleza, nas suas redes sociais você acabou de postar um vídeo.
Falando o quê?
Você... anti-gordo.
Anti-gordo? Aonde você viu isso, anti-gordo? Essa minha camisa aqui? Ô coisa maravilhosa, ainda bem que vocês falaram. Você sabe o que é isso aqui? Isso aqui é o maior...
É proibido enxergar.
Não, vou te falar agora o que é isso aqui. Deixa eu falar com ele aqui rapidinho. Obrigado. Isso aqui é o maior movimento de combate à obesidade da América Latina. Já salvou mais de 90 mil pessoas nos 3 anos que ele existe. Está em processo jurídico agora pra se tornar uma ONG e entrar como serviço público nas prefeituras do Brasil. Qualquer pessoa que entrar na Antiobesity tem acesso a dieta e a treinamento gratuito. Sabe quem criou?
Você?
Exato.
Tá, mas quem falou que eu quero ir fazer?
Eu não disse que você quer ir.
Ou seja, tipo, tem ferramenta, tem tudo de graça. Quem disse que eu quero ir? Eu não quero ir.
Disse que isso aqui significa uma coisa que não significa.
Beleza, mas o meu corpo tá me dizendo.
E quem foi que julgou quem sem conhecer?
Você?
Eu não. Você chegou dizendo que isso aqui é errado.
Mas por que você colocou esse símbolo? O gordo obeso.
Antie obesidade. O nome do movimento é anti obesity. O nome do movimento é esse. A ideia é combater a obesidade. Existem várias formas de eu te trazer a luz da consciência: medo, dor, constrangimento. Depende da narrativa com a qual você vai se identificar. Quando você chega para mim e diz: eu sempre fui assim. Tudo bem, mas não é porque você nasceu de um jeito que você tem que morrer desse jeito. Você pode mudar. Todo mundo aqui quem nasceu pobre vai ter que morrer pobre.
Eu envelhecer e acabar de morrer se Deus quiser.
E se Deus quiser e você ajudar, né?
Mas olha só, Edgar Vivar é o senhor barriga, cara.
Mas é delicado isso, né? Então tipo, ah, eu vou viver gordo, vou ter hábitos ruins, etc., e se Deus quiser eu vou envelhecer e morrer. Cara, Deus não tem muito a ver com isso aí não, irmão. Deus, ele tá fazendo outras paradas. Eu acho que nesse momento, vamos personificar Deus. Deus lá sentado na sua poltrona, relaxado, vendo como é que o mundo tá funcionando. Aí ele vê, porra, se Deus quiser, o cara Tô falando, irmão, mas conhece?
Sim, tá obeso até hoje e não morreu.
Mas aí tu quer pegar uma pessoa do Chaves e usar como exemplo aqui? Eu trazendo, nem Hulk concorreu. A cara do Hulk ali, ele não tá ajudando vocês.
Pois sim, pois sim, pois não.
Vai ter esse tema aqui mais para frente. Existem pessoas que fumam e não tem problema cardiorrespiratório? Então posso dizer que cigarro não faz mal para aquela pessoa? Não, obrigado.
Deixa. Poxa, eu não consegui correr tudo.
Já vai ter, tu tá, e tu tá mais perto que ele. Eu vou só saber seu nome agora.
O meu nome é Alexandre Lopes.
Vai, Alexandre, fala.
Formado médico veterinário, top. Eu sou ativista corporal.
O que é um ativista corporal? Eu não sei.
Modelo. Eu me manifesto a favor de que todas as pessoas sejam livres para elas serem quem elas são. A obesidade é uma condição física, ela não é uma escolha. É diferente do que muitos personal trainers pensam. A obesidade, ela não é só causada através da alimentação e da falta de exercício físico. A gente tem questões sociais, econômicas, metabólicas.
Concordamos 100%.
Ótimo. Que bom.
Qual é a sua questão sobre ser gordo é uma escolha?
A minha questão sobre ser gordo é uma escolha é que os lugares para mim são privados.
Então existe um ciclo, existe um ciclo, eu estou te falando. Não, você não tá falando, você tá contando, você tá desabafando.
Existe um ciclo, existe um ciclo onde você diz que eu por ser obeso sou doente. Então se eu sou doente Eu mereço acolhimento, respeito e dignidade.
Tá, então o cara tá lá é porque ele tá buscando acolhimento, cara. É delicado falar, tá, mas vamos lá. Como psicanalista, vou te dizer que algumas pessoas— eu tô colocando de forma bem assim mais superficial, porque existem muitas coisas a serem analisadas, né, cada caso é um caso, etc. e tal. Mas se a gente trouxer de uma maneira mais geral, muitas pessoas ficam obesas e desenvolvem outros problemas, até tipo qualquer outro problema, muitas vezes para receber acolhimento, para receber o olhar do outro, para receber atenção. Muitas pessoas ficam doentes, e esse é um assunto delicado, muitas pessoas ficam doentes porque elas estão carentes. Para para pensar um instante, quando a pessoa tá doente, ela tem mais atenção das outras ou menos? Enfim, esse é um assunto Cara, delicadíssimo de trabalhar assim, da forma que a gente tá falando aqui. Mas já deu pra ter uma boa ideia do que passa na cabeça desse cara.
Concordo.
Você tá se tratando?
Eu estou. Eu tenho personal trainer 3 vezes por semana, nutricionista, psicóloga.
Já tá conseguindo resultados?
Sim, já estou conseguindo resultados.
Então você tá escolhendo não ser gordo, é isso?
Não, eu não quero ser magro.
Não, você tá escolhendo não ser tão gordo.
Eu estou escolhendo ter mais qualidade de vida.
Através do emagrecimento?
Porque ser gordo não significa O que que tem a ver uma coisa com a outra?
Como é que você vai ter mais qualidade de vida deixando de ser o que você tá acontecendo no seu corpo?
Você responde a 25 processos por calúnia, difamação e o uso de imagem de pessoas.
Eu tenho como provar.
22 semanas atrás você usou a imagem de uma personal desmoralizando o trabalho dela porque ela foi reconhecida numa matéria por fazer um trabalho incrível com outras pessoas e pelo fato pelo fato dela ser gorda, sua colega de trabalho.
Como é o trabalho incrível dela? O que é que ela faz que é incrível?
Ela atende pessoas gordas e ajuda essas pessoas a terem qualidade de vida, incluindo pessoas que são gordas.
E eu também faço isso. Parou. Ei, ei, ei, vou falar dela com até vermelho, né, cara? Eu achei que vocês iam cair, cara. Pô, 38 segundos, manda bala! Posso dar ali? Teu nome, teu nome, teu nome, teu nome.
Igor.
Vai, Igor, vai, vai, caralho.
38 segundos, tem muita coisa que falar, né? Mas só queria desmistificar essa coisa de colocar o corpo gordo como corpo doente, tá, né? Eu acho que o corpo e a saúde estão em lugares diferentes.
Legal, cara, discordo.
Tem uma— a gente fica reforçando esses estigmas e eu acho que isso mais afasta a galera gorda, por exemplo, de uma academia ou de um consultório médico do que aproxima. Eu acho que para mim isso é o essencial para começar os outros debates. Eu tô ofegante porque tem 10 segundos.
Relaxa, relaxa, tá tudo certo.
Enfim, só queria reforçar isso: o corpo gordo não é doente, apesar de ser um fator de risco a mais, né?
Tá.
Qual é a ideia? Se você permitir uma visão diferente, a gente não deve, não deve, não é que não pode trabalhar com possibilidade. Porque vamos supor aqui, quem quer ficar milionário? Levanta a mão aí, só um exemplo. Aí eu vou chegar para você, como é teu nome? Marcelo, você tive uma ideia. Cada um vai me dar R$10.000, eu vou jogar na Mega da Virada e a gente divide depois. É possível que ganhe? É. É provável? Não. É possível um corpo gordo não ser doente?
É.
É provável?
Não.
É isso que a ciência diz, não é minha opinião. Eu não queria que fosse assim não, irmão.
Mas existem tantos atletas gordos, por exemplo.
Existem dentro da modalidade dele.
Ele, detalhe, um atleta de sumô, por exemplo, ele precisa ter toda aquela massa corpórea, ele precisa Mano, tá numa obesidade level, né, 3 e tal. Mas isso não quer dizer que ele é atleta e que ele tem um corpo saudável.
Não é gordo pra aquela modalidade, ele tá dentro do peso da modalidade.
E existem todas as pessoas gordas com...
Eu concordo contigo, eu entendi tua visão. A ideia é: existem narrativas diferentes pra chegar no mesmo fim. Existem pessoas que se identificam com a narrativa mais agressiva e outras não.
Concorda comigo? Você não acha que a narrativa agressiva afasta as pessoas do que eles querem?
Afasta quem já se afasta. Bastaria. O que eu não posso, irmão, sou eu mudar o jeito que eu falo com os meus melhores amigos, por exemplo, só para agradar todo mundo.
Mas você acha que tá certo colocar saúde e corpo no mesmo?
Vai, vamos, vai. Abraço, obrigado. E o segundo tema é: autoestima não cura diabetes.
Autoestima não cura diabetes, achei maravilhoso.
Prazer, sou Babi Paula, sou modelo plus size.
Chama de Babi ou de Paula?
Babi Paula, o que você quiser.
Babi, vai, mais fácil.
Sou Babi Paula, sou modelo plus size, a primeira modelo castinhense a estar na maior semana de moda da América Latina. Você não conhece Caxias do Maranhão, não?
Não, sabia não.
Ixi, já tava aqui aguardando.
Uma castinhense é bicho, né?
Porque que eu acho que todos os corpos devem ser felizes?
Não, mas pera aí, pera aí, pera aí. É sobre autoestima e diabetes.
Eu tô falando, você tem um problema, um grande problema de não ouvir as pessoas, e eu queria falar.
Mas se eu for falar dos teus problemas aqui agora também?
Sim, meu amor, mas eu estou falando que autoestima é muito importante. Claro, para todas as pessoas. A partir do momento— não, eu tô falando de autoestima.
Tá falando de outro tema?
Autoestima e diabetes. Eu estou falando de autoestima. A partir do momento que você Desumaniza o meu corpo.
Eu tô fazendo perguntas porque eu não entendo o linguajar que você tá usando, de verdade. O que é desumanizar um corpo?
Desumanizar é não tornar aquele corpo humano, não tornar aquele corpo disponível para ser amado, para ser aceito. Eu não quero que ninguém aqui, ou você, me aceite não, porque eu também não entendi.
Ai, cara, a Babira começou Eu sou meio, né?
Já me aceito.
Então não entendi.
A minha saúde está maravilhosa e não tem nada a ver com meu corpo. Eu sou uma mulher gorda e todos os exames periódicos, e todos os exames ok, certo?
Todos os exames ok.
Isso é devido à sua autoestima elevada? Não, não tô entendendo onde é que o debate tá.
Não é de acordo, porque a partir do momento que você fala que uma pessoa gorda Não pode, não pode ser saudável.
Eu nunca disse isso. Eu falei inclusive o contrário. Você fala, inclusive falei o contrário para ele. Eu disse, existe a possibilidade, mas a probabilidade é menor. Você fala isso, é possível, mas não é provável.
E como o rapaz falou, isso afasta os nossos corpos da academia, isso afasta os nossos corpos.
Mas você tá falando de você ou de todos os homens?
Eu tô falando dos nossos corpos, nossos corpos gordos.
Obrigado, Babi.
Mano, eu não entendi esse tema, desculpa.
Quer que eu contextualize para vocês o que que acontece muito dentro da narrativa que grande parte dos defensores da obesidade, não tô dizendo que são vocês, tá, usam? Se eu me sentir bem é tudo que importa. Não é, não faz sentido. Então a ideia é autoestima, eu tá me sentindo bem não quer dizer que eu tô sem diabetes ou sem probabilidade de desenvolver essa doença. Por exemplo, homens que têm a cintura acima de 102 e mulheres acima de 88.
Isso, os dados que ele trouxe aqui são dados da OMS, tá, gente?
Mas a probabilidade de desenvolver é alta. Essa é a pauta. Mas aí é diabetes tipo 1, aí é diabetes tipo 1. Eu tô falando diabetes tipo 2, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não, não.
A pauta de saúde vem de acordo com a influência de vários fatores. Você não deixa a gente falar.
É porque você já acabou seu tempo.
Você não deixa.
Não, eu penso.
Ai, mas ela falou pra caralho lá.
Um, dois, três. Ficou contextualizado ou não? Eu posso aprender, vocês podem aprender e vocês estão ouvindo com ideias que foram criadas que talvez nem seja verdade. Calma, pô. Dá chance ao erro.
Se todo mundo concordar no tema, eu pulo.
E o terceiro tema é aceitar a obesidade é defender um pecado condenado pela Bíblia.
Que ele vai falar da gula, né?
Ô, Babi, vamos para o tema.
Eu acho que ninguém deve aceitar nada, é, todos nós temos escolhas né, e liberdade corporal, e ser da forma que a gente quiser ser. E muito importante a gente frisar que não é um corpo gordo que vai definir as minhas falhas, que vai definir o meu valor. Se fosse por isso, muita gente, se fosse seguir a Bíblia, muita gente estaria morto por traição, né, pela falta de amor e respeito ao próximo. Então não, a obesidade não quer dizer falta de valor.
Eu tô entendendo que se 27 pessoas levantarem a mão, a pessoa sai, né? Porque parece um placarzinho ali, ó, 20 de 27.
É porque tu tá fugindo muito. Vai direto na próxima. Mas veja, é o que eles estão achando, não sou eu.
Ué, 20, não entendi agora.
Tudo bem, como você vai?
Eu sinto muito, tá?
Como é seu nome?
É Ana Maraísa.
Prazer, Ana.
Eu tô bem nervosa, gente, não me matem.
Faz assim, ó, vem cá, sério, de verdade, 3 segundos para dentro, vai, segura. Não, não, não, não, calma, calma, vai comigo, ó, segura. 3 para fora.
Eu amo terapia.
Vai, vai, vai.
É que eu já não fiz a minha terapia.
Relaxa, vai, vamos embora. Não fica nervosa não, vai tranquila.
É que nem comigo perguntou sobre o que a Bíblia condena, sobre— não é que a Bíblia condena a obesidade, né? Isso, o pecado da gula. Não me matem, eu vou dar um exemplo, um exemplo meu, tá bom? Hoje faz 10 meses que eu perdi o meu filho, sinto muito por você, por erro médico, negligência. E eu já estava acima do peso na gravidez, porém uma coisa linda, gente, eu não tive pressão alta, eu não tive diabetes gestacional, Sabe o que que é nada? Nada. Mas o meu filho faleceu por erro médico. Cheguei aos 9 meses, ele faleceu. Só que na gestação eu fui lutando contra isso pelo bem do meu filho, certo? E eu quero engravidar novamente. Então, primeiro ponto foi falado sobre a obesidade é uma escolha. Depende. No meu caso, eu tenho genética, certo? Só que eu também tenho escolha de lutar contra genética ou aceitar genética. Esse é o meu caso.
Então hoje, muito legal que ela trouxe aqui, ela tem escolha de lutar contra a genética. Quando eu comecei a treinar, eu pesava 60 kg, cara, eu era extremamente magro, tipo assim, mano, uma vareta, tá ligado? E eu cheguei a pesar na época que competia e tal 120 kg. Todo ectomorfo sabe muito bem o que é lutar contra a genética. A gente luta contra a genética.
Eu venho lutando contra depressão, certo, contra ansiedade, e eu faço terapia, estudo psicanálise, tá bom. Na psicanálise eu entendi uma coisa, é a terra, é a infância que o adulto pisa. Quer dizer, a infância é a terra que o adulto pisa. Tudo é formado na infância. Eu descobri fazendo a terapia e estudando de onde vem a minha compulsão alimentar. Então quando você entende de onde vem a sua compulsão alimentar há uma virada de chave, certo? Porque cada um tem algo que foi determinado na infância.
Não necessariamente. O que acontece assim, ó, vou trazer para vocês agora exatamente o que a psicanálise faz com o paciente por meio de investigação e etc. e tal. E o que ela falou é verdade. Freud defende que a gente, a gente forma, né, todas as questões das nossas vidas dos 0 aos 7 anos, mas Isso é mutável em análise. E o que ela trouxe sobre de, ah, existe uma virada de chave, não é bem assim. Por meio da investigação, etc. e tal, a gente consegue acessar no inconsciente do paciente, na história dele, etc., o que causou aquilo. Se o trabalho for bem feito, entrega-se esse conteúdo para o paciente. Aí o paciente entende. Foi o que ela falou, que quando a gente entende tal, não sei o quê, o motivo, parará piriri. O paciente entende. E aí no momento que o paciente entende, ele tem o poder da escolha, se ele quer permanecer com esse comportamento ou se quer mudar. Muitas pessoas escolhem mudar, que fala, porra, esse comportamento ele me trouxe, ele me traz todos esses malefícios, etc., todo esse sofrimento, esse sofrimento, não quero mais isso. E aí muitos pacientes mudam, mas muitos outros pacientes não querem mudar porque eles entendem também os benefícios que isso traz. E dentro de análise, uma coisa que a gente trabalha muito é: o paciente traz um problema, a gente trabalha esse problema e tal, e mostra para ele os benefícios que esse problema que ele tá entrega para ele. Às vezes a pessoa fala, putz, vou ficar aqui. Vou te dar um exemplo. Hoje eu moro no centro de Manchas. Eu moro num prédio que assim, ó, da minha porta aqui da sala dá para ver uma avenida grande. E aí eu posso virar para você e falar assim, cara, eu não gosto do barulho de trânsito. Eu não gosto do barulho de trânsito. O que que eu posso fazer? Me mudar daqui, ir para um lugar mais afastado. Mas eu gosto de estar no centro centro de Manchester. Estar no centro de Manchester me traz alguns benefícios que eu não quero abrir mão, mas tem o barulho que me incomoda, entende? Então eu preciso fazer uma escolha. E aí, o quanto que é bom para mim tá no centro de Manchester, ele tem um peso maior do que o barulho, ou é o inverso disso? Cara, se for o inverso, vou para outro lugar. Claro que isso dentro do processo analítico é muito mais delicado, muito mais cheio de nuances e tal. Mas aqui deu para você ter uma ideia da questão, né?
Sobre a questão da compulsão, eu cresci num lar onde meu pai era alcoólatra, era muita briga, mas era um lar farto, era muita comida, era maravilhoso, era um sonho. Então todas as vezes que eu comia, eu me sentia abraçada.
A comida tem essa característica, tá? Quando a pessoa não se sente acolhida, ela se sente solitária, etc. Não tem, tem gente que fala que a pessoa se sente vazia e acolhida preenche.
Parece loucura, não parece? Mas é a mente, a gente.
E muito possivelmente você vai se encaixar em um deles. Quando a gente fala, e pode parecer contra-intuitivo o que eu vou dizer agora, mas a maioria de vocês não pode emagrecer porque você tá buscando uma dessas três coisas: atenção, proteção.
E a obesidade traz tudo isso.
Você tá buscando isso. E você acredita, e essa crença foi enraizada por anos na sua vida, de que se você emagrecer agora você vai ficar desprotegida e talvez aquele pai alcoólatra possa fazer algo com você.
E quando a pessoa é muito gorda, ela acaba tendo muito olhar das outras pessoas, acaba chamando atenção.
E a comida, quando eu tô num dia estressante, me conforta porque eu aprendi a construir esse hábito na vida. Mas a partir momento— esqueci seu nome—
Maraísa.
Ana Maraísa. A partir do momento que eu elevo o seu nível de consciência e você estuda para saber disso, sua responsabilidade aumenta, concorda?
Com certeza.
E a partir de agora é uma escolha não dar o seu melhor. Não é emagrecer, é fazer o seu melhor. É esse o objetivo de todo mundo aqui, é ser melhor que ontem e pior que amanhã. Não é melhor que o outro.
Dá um exemplo rápido. A minha mãe chegou a ser, cara, mas cadê a porra do tema?
O tema é aceitar a obesidade é definir o pecado.
Não é que ela não se ame, não que ela não se respeite. Mas hoje a minha mãe para mim é um exemplo. Minha mãe perdeu 35 kg. A minha, eu tô mais pesada que a minha mãe, mas não quer dizer que isso afeta na minha autoestima total. Tem dias que sim, tem dias que não.
Posso fazer uma pergunta? O que foi que levou ela a querer perder 35 kg agora, nesse momento da vida?
As filhas.
Tem duas opções. A gente só muda a forma que a gente vê e vive vida através de duas formas, tá? Através de repetição, ou seja, fazer por muito tempo aquilo, ou sofrendo impacto emocional muito forte.
E ela teve uma escolha. Os médicos disseram: ou você perde peso, não é pela diabetes, mas ou você perde peso ou infelizmente você não vai ver suas filhas crescerem.
E talvez a fala desse médico para muitas pessoas possa ser agressiva, concorda? Mas foi que salvou a vida dela. Então eu não posso deixar de salvar a vida de alguém porque alguém vai ficar ofendido comigo. Exatamente, essa é a minha visão. Eu falo agressivo por isso.
E outra coisa, por exemplo, questão de eu ter, cara, mas às vezes essa fala mais agressiva consegue gerar movimento na outra pessoa. Mais saudável do que a outra foi, eu devo perder peso, mas é uma escolha minha. O médico não disse, ó, você não pode engravidar, não.
Eu tô tendo uma escolha de correr contra pelo seu próprio filho, porque a gente sabe, se você tiver uma gestação em estado de obesidade, os riscos dele vir disfuncional em termos de cognição, fala, e até mesmo com a probabilidade maior de ser obeso aumenta.
Sim, eu também, porque eu já tive um princípio de AVC justamente por isso, não pela questão do peso, mas o estresse, ansiedade.
Tá faltando para virar a chave de novo? Me diz.
Vergonha na cara do meu filho.
Não é, tem alguma coisa mais a fundo, e você sabe que tem. Só que se você cavucar Vai doer tanto. E aí tu tem que decidir, sabe uma coisa? Tu prefere passar pela dor que tá passando agora ou pela dor de curar isso? Aí é uma decisão. Maturidade não vem com o tempo, Ana Moraes. Maturidade é uma decisão. E decisão é cisão. O que é que eu tenho que cortar da minha vida agora? Pessoas, ambientes, comportamentos. Você tem que decidir isso. Escreva um plano de ação que vai dar certo.
Obrigada, gente. Obrigada pela terapia.
Você foi maravilhosa, viu? Obrigada. Como é teu nome? Gostei da camisa.
Obrigado.
Meu primo João adora essas camisas, eu acho maravilhosa. Me fala.
Então, eu discordo que aceitar a obesidade seria defender o pecado condenado pela Bíblia, porque o pecado do qual a gente tá falando é a gula, certo? E como a gente disse no primeiro tema, tem gente que simplesmente é gorda porque é a genética da pessoa. Sim, 3%, mas existe esse ponto.
Mas a gente vai falar desses 3% da maioria.
Não estou falando só desses 3%, eu vou falar de todos, todo mundo. Tem gente que é, voltamos para o tema, tem gente que é porque simplesmente ficou gordo com o tempo, certo? E foi ficando gordo. E aí teve escolhas, exatamente. E aí hoje a pessoa se aceita, ponto. Não importa se é pela genética ou se é por escolhas que ela teve na vida e hoje em dia está gorda. É, ela se aceita como uma pessoa gorda. Como eu, eu tenho parte da genética, mas eu também acho que tem parte que são das minhas escolhas. Mesmo assim, eu me aceito como uma pessoa gorda. Isso não significa que eu estou defendendo o pecado condenado pela Bíblia, que eu tenho o pecado da gula estampado na minha cara, na minha testa e tal. Eu só acho—
Cara, deixa eu trazer uma coisa que eu lembrei aqui muito legal pra vocês. Eu tava na academia um dia, e aí veio um cara falar comigo, também que conhece o trabalho, etc. e tal. E aí ele me falou que tinha emagrecido uns 30 quilos. Eu não sei o que é isso, mas quando uma pessoa fala que emagreceu 30 quilos, cara, eu bato muita palma porque eu imagino que deve ser muito foda. Ele falou, pô, emagreci 30 quilos e tal. Falei, cara, parabéns, mano, e tal, não sei o quê. Ele em síntese tá aqui para vocês. Ele falou assim que um certo dia o pai dele, quando ele tava muito gordo, o pai dele virou para pra ele e falou assim, cara, quem fez isso com você? O que tá acontecendo com você? Você tá desse jeito e tal, não sei o quê. E aí ele disse que foi a esposa e o McDonald's. Ele falou que o motivo pelo qual ele tá do jeito que ele tava— cara, eu sou o tipo do cara que muitas vezes eu ouço uma coisa que eu não concordo e eu não falo nada. Cara, gera um estresse e tal. E eu aprendi na vida assim, é tipo, cara, se a pessoa ela tá convicta das coisas dela e tal, e tipo, tá tudo certo, segue o jogo, sabe? Tudo bem. Mas nesse dia, cara, meu coração tocou demais assim, sabe, para falar para ele o que eu pensava sobre aquilo. E eu falei para ele, eu falei, irmão, eu vou discordar de você. Não foi o seu casamento e o McDonald's que fez que você engordasse tanto, foi o que você fez com isso, o que você escolheu fazer com essa situação. Não pega a responsabilidade, coloca foca em outras pessoas, traz ela para você. Pensei comigo, não foi, cara? Eu acho que nunca mais ele vai querer falar comigo. E aí eu falei assim, irmão, assim, eu falo isso com todo meu coração, velho, porque pode ser que o que você tá ouvindo agora mude a sua forma de ver as coisas, né, para frente. Enfim, ficou tudo bem, ele continuou falando comigo, mas a gente, eu não toquei mais nesse assunto nem ele.
E eu, por ser uma pessoa gorda e me aceitar como uma pessoa gorda, simplesmente não tenho que defender esse pecado. Eu só sou uma pessoa gorda e me aceito como eu sou.
Legal. Mas você concorda que isso é uma opinião baseada na sua experiência de vida?
Sim, eu concordo com certeza.
Eu concordo com ele. Eu concordo com ele. Enquanto agente do sistema de saúde, enquanto profissional da área da saúde, pegar uma experiência pessoal e querer extrapolar isso para todas as pessoas que aqui estão, eu tenho que ter base científica para validar o que eu tô falando.
Eu tenho que ter dados de análise científica, porque na sua base científica, concordo com ele.
E tem um ponto aqui, gente, muito interessante quanto ao pecado da gula e tal. Foi feito um estudo, neurociência, mapearam o cérebro de uma pessoa magra e de uma pessoa gorda e colocaram elas para comer. E o que que esse estudo identificou? A pessoa gorda, ela teve que comer 3 vezes mais do que a pessoa magra para ter a mesma sensação cerebral de saciedade.
Base científica, você tá falando que eu estou defendendo um pecado condenado por um livro escrito há séculos atrás. Não estou falando que você está falando. Você acabou de dizer que tem que ter base científica para isso. Sim, tendo base científica, você automaticamente anula a Bíblia inteira.
Pelo contrário.
Sim, você anula.
Através de que ciência a Bíblia é estudada?
Como assim, através de que ciência?
Qual ciência estuda a Bíblia?
Bem, eu acredito que teologia, né?
E tem outra também.
Qual?
História. Tá, é ciência ou não é?
Tá, história é uma ciência.
Então é ciência.
Porém, você pode me falar, você tentou limitar a ciência fisiológica. Não, não estou limitando ciência fisiológica. Estou falando que se você está tendo base científica, não importa qual, você está anulando a Bíblia. Porque eu estou falando com você, você sabe qual a minha religião? Não sabe? Vou te dizer agora, sou uma pessoa agnóstica. Não, não é que eu não acredite na Bíblia, só acredito que haja algo que não Deixa eu ver se eu entendi.
Tu tá dizendo que eu tô errado porque eu uso o raciocínio que tu não acredita que faz sentido?
Não estou dizendo que você está errado.
Mas você não concorda com a Bíblia, você não concorda com aquele Deus, né?
Eu não concordo com aquele Deus.
Mas não concordar com aquele Deus, tu já deixa que aquele Deus existe.
Eu não disse que ele existe.
Ué, como é que tu discorda de um negócio que não existe?
É, então, exatamente, não é a questão da religião. O que eu tô tentando dizer é que se você está tendo uma base científica, você não pode usar a Bíblia que é sobre uma religião ou nenhuma outra religião para falar sobre isso.
Mas eu não tô usando a Bíblia como fato religioso, eu tô usando como fato teórico.
Eu tô usando o exemplo de que você disse que tem que ter uma base científica.
Foi mal, Bela, desculpa. Terminou, obrigado, viu? Lorde inglês maravilhoso. Como você vai? Como é seu nome?
Bela.
Prazer, Bela.
Bom, primeiramente que eu sou macumbeira, então a Bíblia não me diz a respeito.
Ah, isso é.
Leu?
Não, desculpa, eu não enxergo muito bem.
Depois eu te explico.
Primeiro eu queria me posicionar a respeito de todas as pessoas que estão aqui. É um ato de muita coragem, acho que a gente debater esse assunto. Eu sempre fui uma criança gorda e acho que você impor com tema, né, impor sobre o corpo, o corpo, a vivência de uma pessoa por conta de uma religião é muito medíocre e é muito pequeno. Então eu, como umbandista, eu não tenho nada a ver com a Bíblia. Isso não deveria ser uma imposição do corpo alheio, né? Então você dizer que uma pessoa gorda ela simplesmente tá cometendo pecado, que é a gula, é dizer para todas as pessoas gordas que estão aqui que somos pecadores. Você entende?
Então, uma coisa, você é pecadora?
Todos nós, cara, me vem uma parada muito foda aqui. O quanto que uma pessoa que sempre viveu gorda— ela falou que ela foi uma criança gorda— ela não sabe como é não ser gorda. A identidade dela tá enraizada na obesidade. Cara, que bizarro isso! Tem que fazer um trabalho muito foda para pessoa conseguir se ver de outra maneira e se tornar uma outra Pessoa.
Cara, que foda! Então tá tudo certo no que eu disse?
Não, não está certo, porque você tava usando a Bíblia para constituir uma opinião.
Outra pergunta, posso? Existem pessoas gordas que têm o pecado da gula?
Não sei, eu não posso dizer. Você é capaz?
A probabilidade de haver pessoas gordas que têm o pecado da gula?
Sim, com certeza.
Existe a probabilidade? Existe a probabilidade de não haver? Sim, foi o que eu disse já desde o começo. Existe uma obesidade mesogênica, que é isso aí do argumento da minha genética. Você pode não comer nada e o que você comer vai virar gordura. Cara, todo mundo comete todos os pecados, na real, né?
Não todos, vai, mas tipo, cara, então é gordo.
Isso não sou eu que tô dizendo, certo? Eu só usei a Bíblia como um gancho para se alguém discordasse da ciência eu trazer uma base que talvez ela concordasse, certo?
A minha única, é, o olhar que eu quero trazer, quando passa, quando você conhece alguém com depressão, você aponta o dedo dizendo para ela, olha, é aquela pessoa depressiva. Quando tem uma pessoa com diabetes, você aponta para ela, fala, olha, pessoa diabética. Então por que o corpo gordo que você disse— deixa eu só terminar, por favor. Quando você diz que o corpo gordo é uma doença, por que que você não trata as pessoas como pessoas gordas, como realmente um caso de saúde pública? É isso que me deixa triste e é realmente isso que afasta nós pessoas gordas de estar nesses espaços que você diz que somos bem-vindos. Hoje eu caminho por conta própria, mas eu não frequento academia justamente porque, como ele falou, a gente não se enxerga nesse espaço porque sempre foi um espaço de exclusão. Então, só para reafirmar a minha opinião sobre exclusão com o seu pensamento da Bíblia, é dizer que você tá usando novamente de uma uma opinião religiosa para dizer, cara, que ela tá trazendo uma identificação com a obesidade.
Na minha cabeça são duas coisas diferentes. Existe a pessoa e existe a doença que a pessoa tem.
Uma pessoa que ela é uma, que ela não merece estar ali porque ela é uma pecadora. É a mesma coisa quando exclui.
Tem mais um ponto, ela falou de, ah não, você não vira para uma pessoa diabética hospital, não sei o quê, para lá, piriri. Quando a gente fala da obesidade, quando a gente fala da diabetes, da hipertensão, enfim, seja qual for a patologia, não se acolhe a patologia. Não se olha para pessoa que tem diabetes e fala: nossa, que fofo, você tem diabetes, que legal eu ter diabetes, nossa. Quando uma pessoa tem qualquer outro tipo de doença, não se vira e acolhe a doença da pessoa. Nossa, que legal isso! Caramba, você tem pressão alta? Nossa, que legal! Vamos fazer um movimento da pressão alta e tal. Não se faz isso. Mas por que que se faz isso para a obesidade? Que na minha cabeça é uma doença do mesmo jeito, tá, gente? Cara, porque as pessoas se identificam com esse corpo. E aí não se olha mais para o corpo e a sua doença, sua patologia. E sim para o corpo e para a pessoa, como se fosse uma coisa só.
Pessoas LGBT da igreja, é a mesma coisa quando exclui. Pessoas que realmente não têm a metade da vivência que eu tenho.
Não vou ter debate contigo.
Não, pode falar.
Tá, vamos lá. Quando eu trago a base da igreja, eu não falei de religião.
Concordo com ela, gente.
Falei teologia.
Academia às vezes é um ambiente nosso.
A minha religião não tem Bíblia.
E tudo bem. Ou seja, a Bíblia, existe uma ciência chamada teologia que estuda a Bíblia. A teologia não é religiosa, a teologia não é religiosa, é uma ciência. Eu tô usando isso como base.
Então já começa com o erro na pergunta do tema.
Não, mas a Bíblia tá sendo usada, tá sendo estudada pela teologia.
Mas quantas pessoas é que você veja?
Mas veja, Bela, você tá entendendo errado não quer dizer que a pergunta está errada.
Mas vamos lá, tem 30 pessoas na sala concordando que a pergunta foi mal feita no tema, você tem que concordar que existiu um embate.
A pergunta foi mal feita e não que a pergunta pergunta não faz sentido.
Mas Bíblia, gente, gente, aqui é um ponto interessante. Eu não sei o que eles vão falar ali, mas assim, ó, dentro do que eu sei, eu não sou um grande estudioso disso, tá? Mas a Bíblia é um livro histórico, histórico, que as religiões usam, mas é um livro histórico. A Bíblia é uma coisa, a religião é outra. Muitas pessoas acham que é a mesma coisa. Vou te deixar com esse vídeo aqui que é um react de vídeos polêmicos da internet. Aqui não é vídeo longo igual esse, são shorts, Reels, enfim, vídeos curtos mas extremamente polêmicos que eu vou reagir aqui junto com você. Então clica aí.










