A MACABRA História REAL do Filme SEM DOR, SEM GANHO (A Gangue Sun Gym)

Neste vídeo de Rodrigo Barros, dois apresentadores narram detalhadamente a história real da gangue Sun Gym, que inspirou o filme brasileiro "Sem Dor Sem Ganho" (versão de "Pain & Gain"). Começando com a fundação da academia Sun Gym por John (Joe) Mize, descrevem como o negócio, inicialmente focado em fisiculturismo, acabou atraindo clientes suspeitos e acabou em crise. Daniel Lugo, recém-saído da prisão, é contratado e, com seu carisma, assume a gestão, trazendo Noel Dorbal como aliado. O vídeo explora a dinâmica de personal trainers que desejam o estilo de vida de clientes ricos, usando anedotas pessoais. Em seguida, detalha os crimes da quadrilha: sequestro, tortura e tentativa de assassinato de Mark Schiller, que sobrevive a múltiplas tentativas de morte; o assassinato de Frank Griga e sua noiva Cristina Furton, incluindo as falhas cômicas ao tentar desmembrar os corpos com motosserra e serra elétrica. A investigação é descrita, destacando o detetive Ed DuBois, a descoberta de implantes de silicone com número de série que identificou a vítima, e as prisões de Jorge Delgado, Noel Dorbal, Sabina Petresco e outros. O desfecho cobre os processos judiciais: sentenças de morte para Lugo e Dorbal, posteriormente convertidas em prisão perpétua, e as penas dos demais cúmplices. O apresentador também compara a narrativa real ao filme, comenta sobre a violência extrema e expressa horror e crítica ao comportamento dos criminosos, intercalando humor e linguagem coloquial. O conteúdo serve como um relato histórico-criminal, com insights sobre a cultura de academias, a psicologia dos personal trainers e o impacto das evidências forenses incomuns.
Chapters
Vou reagir à macabra história real do filme Sem Dor Sem Ganhos.
O que vai acontecer nesse vídeo é tão cruel, tão inacreditável, que o próprio juiz, antes de anunciar a sentença, disse: se alguém tivesse inventado esse enredo, ninguém acreditaria. Era como um filme de terror, mas aconteceu de verdade. E de fato, mais tarde, essa história acabou virando um filme chamado aqui no Brasil de Sem Dor Sem Ganho. Sequestros, torturas, assassinatos impiedosos e uma impunidade que deixaria qualquer um boquiaberto. Hoje eu te conto tudo sobre a Gangue Sandin e os crimes macabros que esses monstros cometeram. O enredo dessa história macabra começa na Flórida, mais especificamente em Miami. Era verão de 1992 e a Academia Sandin não vivia seus melhores momentos. O dono, Joe Mize, tinha 57 anos e em sua juventude foi fisiculturista profissional. Em 1987, já formado em contabilidade e como tabelião, Mize resolveu abrir seu próprio negócio. E por ser ex-atleta, a escolha parecia óbvia: uma academia. Mas havia um problema: a maioria dos clientes não buscava se tornar o próximo Mr. Olympia. Eram trabalhadores comuns de classe média, pessoas que queriam apenas se manter em forma. John, no entanto, organizava regularmente competições profissionais de fisiculturismo, sonhando em transformar o Sun Gym no epicentro do fisiculturismo na Flórida. O que aconteceu na realidade foi bem diferente. O clube começou a atrair uma clientela cada vez mais suspeita: policiais corruptos, homens intimidadoramente musculosos e fãs de força bruta.
Para os frequentadores, deixa eu falar uma coisa aqui que poucas pessoas Pessoas falam, e só a gente que trabalha conhece os bastidores das academias sabe, o fisiculturista ele nunca foi bem-vindo nas academias, nunca foi. As academias nunca gostaram. É uma galera que tem fama de quebrar as coisas, de ser mal educado, né, e tal. Enfim, tem fundo de verdade nisso, tá? Percebe? Aí o cara criou uma academia com uma pegada de fisiculturismo e tal e começou a colar uma galera zoada lá.
O ambiente começou a se tornar indigesto. Não demorou para que a abertura de um clube concorrente nas proximidades provocasse uma grande debandada de clientes. Mizi começou a considerar vender o negócio.
Então você percebe, ele tinha alguns clientes que era uma galera tipo, mano, que trampava, queria ficar com o corpo legal. Aí ele criou toda uma parada de fisiculturismo, vieram os fisiculturistas e essa galera que, aos olhos de muitos donos de academia, são os melhores clientes. Cara, primeiro são clientes que não quebram academia, não criam ambiente chato ou ruim para outras pessoas, e tal. Então essa galera vazou, cara.
Até que alguém bateu à sua porta. Seu nome: Daniel Lugo, um homem de cerca de 30 anos, 100 kg, cabelos escuros, carregando consigo uma autoconfiança e um carisma absurdo. Em poucos minutos, Lugo apresentou a Miss um plano.
E o cara tem um sorrisão bonito, né, cara? Esse sorriso aí traz um carisma muito grande.
Audacioso de prosperidade. Não se tratava apenas de revitalizar a academia. Ele propôs uma linha de roupas, suplementos alimentares e até equipamentos esportivos com a marca Sunjin. Pra John, sufocado pelos problemas do negócio, Lugo parecia um sopro de esperança, o anjo que ajudaria a superar a crise. E naquele mesmo dia foi contratado. O que Miz ignorou foi o passado sombrio do novo funcionário. Daniel tinha saído da prisão apenas alguns meses antes, onde cumpriu 15 meses por fraude. Em 1990, ele enganava pequenos empresários que buscavam investidores para seus projetos.
Cara, mas assim, se o cara tivesse dado uma pesquisada, ia ver que o maluco enganava empresário. Enfim, esse era o histórico.
Um novo emprego, Daniel parecia uma nova pessoa.
Imagina essa academia aí, pé direito, né, triplo, na de frente pro mar assim.
El parecia uma nova pessoa. Pra surpresa até mesmo de John Mies, ele conseguiu colocar a academia nos trilhos rapidamente. Não importava seu passado, havia algo em Lugo impossível de ignorar: um carisma natural combinado com esperteza que atraía clientes e conquistava confiança.
Daniel começou com bonita academia, cara, bonita, cara. Eu gosto muito desses pé direito. Bem alto assim, eu acho que fica foda. Ó as bikes lá em cima, puta, ficou bonito mesmo.
O personal trainer mais rapidamente se tornou gerente geral e em 1994 figura central do Sun Gym. Ao seu lado estava Noel Dorbal, seu melhor amigo. Unidos pela paixão pelo esporte, passaram horas treinando juntos. Ao assumir a gestão da academia, Daniel contratou Dorbal, Por trás da imagem durona, Dorbal era alegre e um tanto ingênuo, sempre influenciado por Daniel. Lugo, mesmo no auge do poder dentro da academia, queria mais, muito mais. Observando os homens ricos que frequentavam o Sandim, ele se perguntava: o que eles têm que eu não tenho? Pra ele, a vida—
Tem uma coisa interessante aqui e eu vou trazer pra você a minha experiência de personal, tá? E eu demorei pra entender isso, hein, cara? Quando eu comecei a dar aula de personal, eu não tinha uma condição financeira legal assim. E até na hora que eu já tava um pouco mais estabilizado como um personal, já ganhava melhor, eu não tinha o mesmo poder aquisitivo que os meus alunos tinham. Mas essa é uma coisa que acontece no filme. O cara, ele começa a desejar a vida que o cliente dele tem, que o aluno dele tem. E aí você viu que ele falou tipo, ah, porra, eu também quero isso aí, né? Tipo, ele pode, eu também posso. E esse é um problema muito grande com os personagens, cara, porque aí o personal ele quer começar a frequentar os lugares que o cliente dele frequenta. Mas tipo assim, o personal ele ganha, por exemplo, tá, vou trazer a minha realidade na época. Tipo, eu fazia por mês tipo R$15 mil, R$20 mil. Mas cara, eu tinha cliente aluno que fazia R$500 mil. E aí o fato de dar aula pro cara, conversar com o cara e tal, e aí ele fala as coisas e tal, então começa a gerar desejo no personal. Então eu olhava, eu queria aquilo pra mim também. E aí isso gera problema, velho, porque o personal ele nunca vai conseguir acompanhar o padrão de vida de alguns alunos. Cara, passei por questões assim de ruim de grana, tipo fazia dinheiro legal até na época e meu, eu falava, cara. Então essa é uma coisa que eu super assim dou de conselho pros personagens novos, né? Cara, não tenta acompanhar o padrão de vida do seu aluno. Você quer ver uma coisa que eu vejo muito hoje acontecer? Isso aconteceu recente agora. Fui, eu fui na Ironberg de Alphaville, que diga-se de passagem tem um público mais abastado assim e tal. E cara, eu vi um monte de personal, um monte de personal com o novo iPhone que foi lançado há pouco tempo. Não é só porque o cara, ah não, eu quero comprar o iPhone novo e tal, não sei o quê. Mano, beleza, se você gosta, beleza, mete marcha. Mas o que eu quero dizer com isso é, os clientes deles, os alunos já apareceram com os iPhones novos. Muitas vezes aluno que estava nos Estados Unidos comprou lá e trouxe, mas aí o cara aqui ele vê o aluno dele com um iPhone novo, ele quer um iPhone novo também, você tá entendendo? Mas só que o iPhone novo, o cliente dele que faz, por exemplo, R$500 mil por mês, mano, significa muito pouco financeiramente do que para ele que faz, por exemplo, R$10, R$15, R$20 mil por mês. Você entendeu? Diga-se de passagem, eu tô com meu antiguinho aqui ainda. Não troquei não. Ei, mano, tá funcionando, tá da hora, vou trocar? Não, porra, nem vou, tô bem.
Vida de luxo era um direito que lhe cabia e por isso não parava de buscar conexões e oportunidades dentro daquele círculo de poder.
Você viu, vida de luxo era uma coisa que ele queria, tal, isso aqui, que ele via no cliente, né, via no aluno.
Um dos contatos mais importantes de Lugo foi Jorge Delgado. Um empresário do ramo de suplementos alimentares. Lugo rapidamente se aproximou de Delgado e conseguiu causar nele uma forte impressão. Dizer que Delgado era um grande empresário seria um exagero. Sua pequena fortuna não veio tanto de suas habilidades, mas principalmente graças à ajuda de Mark Schiller. Porém, em 1992, Delgado e Schiller já não eram mais sócios. A divisão dos bens aconteceu em grande parte por influência de Lugo. Delgado, encantado pelo carisma do novo amigo, tentou inseri-lo no negócio com Schiller, que não gostou de Lugo desde o início, considerando-o perigoso e muito suspeito. Schiller chegou a dizer a Delgado, ou ele ou eu. Sob forte influência de Lugo, Delgado acabou escolhendo o novo amigo, mesmo devendo toda sua prosperidade a Schiller. E a forma que encontrou para retribuir a generosidade de seu antigo sócio foi chocante. Junto com Lugo e Dorbal, planejou roubar Schiller, tirando dele todos os seus bens. O plano consistia em sequestrar Schiller e forçá-lo a assinar documentos de transferência de propriedade. Com a quadrilha formada, começaram as tentativas de sequestrar Schiller. Foram várias, todas mal planejadas e executadas de formas bizarras. No Halloween, por exemplo, a ideia era bater à porta da vítima fantasiados e agarrá-la quando a atendesse. No fim desse plano, acabaram passando a noite em um clube de striptease. Já no dia 14 de novembro de 1994, às 9 da manhã, tentaram bloquear o carro de Schiller em uma rua estreita, mas na hora crucial o motor da minivan alugada não ligou. A sucessão de falhas deixou Lugo furioso. Ele jurou que Schiller seria sequestrado ainda naquela mesma tarde. E de fato aconteceu. Após o almoço, Schiller deixou o restaurante que possuía e caminhou até seu carro. No instante em que Schiller abriu a porta do seu veículo, Wicks, Dorbal e Sanchez o atacaram por trás. Desde o primeiro segundo, a brutalidade foi extrema. No galpão, Mark Schiller foi acorrentado a um cano em um pequeno cômodo com pia. Enquanto o espancavam sem parar, os sequestradores apresentaram suas exigências. Ele deveria ligar para todos que poderiam sentir sua falta, inventar uma desculpa plausível e nos dias seguintes transferir absolutamente todos os seus bens para a quadrilha. Só assim prometeram que seria liberado. Naquela mesma noite, ainda no cativeiro, Schiller conseguiu telefonar para sua esposa. Ordenou que ela deixasse os Estados Unidos imediatamente. Apavorada, ela obedeceu. Schiller temia mais pela segurança da família do que por si próprio. Chegaram até a ameaçá-lo de que trariam sua esposa e a—
Cara, eu não lembrava desses bagulho do filme, acredita? Eu assisti faz muito tempo, cara.
Mas agora, com a família fora de alcance, Mark decidiu resistir. Sem dúvidas, o pior erro de sua vida. Schiller foi brutalmente torturado, espancado, queimado, esfaqueado, privado de comida e água, até ceder. Sob violência constante, assinou documentos que transferiam seus bens para Lugo e Delgado. Mark Schiller perdeu absolutamente tudo. Em 10 de dezembro, com a última transferência confirmada, Lugo decidiu matá-lo. O plano era encenar um acidente. Embriagaram a vítima por 3 dias e na noite de 14 para 15 de dezembro o colocaram no próprio carro. Preso ao cinto enquanto Dorbaugh lançou o veículo contra um poste, mas Schiller sobreviveu ao impacto. Lug então partiu para o plano B, despejou gasolina no carro, ateou fogo e jogou um botijão de propano para garantir a explosão. Ainda assim, Schiller conseguiu rastejar para fora das chamas, vivo e em agonia. Para ter certeza de sua morte, a quadrilha o atropelou 3 vezes, esmagando seu corpo, Parece inacreditável, mas na manhã de 15 de dezembro, testemunhas notaram a fumaça de um jipe em chamas. Poucos metros adiante, encontraram um homem em um estado deplorável, queimado, mutilado, mas ainda vivo. Era Mark Schiller. Levado de ambulância, chegou em coma a uma clínica em Miami. Os médicos constataram um quadro quase irreversível. Queimaduras severas, costelas fraturadas, pélvis quebrada, bexiga rompida.
Eu quero que você lembre que ele falou que os malucos atropelaram ele 3 vezes, viado.
Contra todas as probabilidades, sobreviveu. Na manhã seguinte, Schiller recobrou a consciência. Ainda no leito, contou aos médicos tudo o que havia sofrido, mas ninguém acreditou. Disseram que ele delirava por causa do álcool encontrado no organismo. Quando finalmente conseguiu que uma enfermeira lhe entregasse um telefone, ligou para seu advogado. A voz, irreconhecível, mal articulava as palavras. Chorava e implorava ajuda, tomado pelo pânico. Do outro lado da cidade, Daniel Lugo e Jorge Delgado procuravam nos jornais a confirmação da morte de Schiller, e não encontraram nada. Passaram então a ligar para necrotérios e hospitais, até que descobriram que Mark estava vivo. E internado em uma clínica. No dia 17, às 10 da manhã, Lugo e Noel Dorbal, disfarçados de médicos, apareceram no local, mas chegaram tarde demais.
Cara, mas os malucos, nossa, cara, conseguiram fazer nada direito, né, cara? Incompetentes mesmo, mas que bom, né? Porque aí o maluco tá vivo. Enfim, eu não sei o que aconteceu no final, vamos descobrir.
2 horas antes, Schiller havia sido transferido de helicóptero. Conseguiu ligar para a irmã em Nova York, e o levou pra lá, mesmo contra as ordens médicas. Schiller estava frágil, mas vivo, e agora decidido a reagir. De Nova York, telefonou diretamente pra Delgado o avisando: Você vai pagar por tudo que fez. A ameaça deixou toda a gangue apavorada, mas Schiller tinha outro problema. Tentou denunciar o caso à polícia de Miami, disseram que só poderiam registrar a queixa se ele comparecesse pessoalmente à delegacia. Com medo de voltar a Miami, tomou outra decisão: contratou o detetive particular Ed DuBois. 6 semanas após o desaparecimento de Mark Schiller, a quadrilha já não acreditava que ele tivesse ido à polícia e passou a agir com confiança. Ocupou a mansão da vítima e, para enganar os vizinhos, Lugo se apresentou como agente da CIA.
Cara, mas os malucos são muito burros, cara. Ainda foi lá tipo morar na casa que era do cara, mas é muito burro. Cara, tem que se ferrar, né, mano?
Notando que Schiller havia sido deportado e seus bens confiscados. Sem levantar suspeitas, o grupo desfrutava da casa, dos carros e gastava o dinheiro roubado em clubes de striptease, onde Lugo conheceu Sabina Petresco. Confiantes na impunidade, Lugo e Dorbal logo buscaram uma nova vítima. Em maio, Dorbal—
Cara, eu acho que as coisas hoje elas não são assim, né, mano? Acho que o Paladé é diferente, né? Enfim, pelo menos eu espero, né?
Ao descobrir que o milionário Frank Griga possuía uma Lamborghini para alugo, Griga era um alvo ainda melhor que Schiller. Mas desta vez o plano seria diferente: conquistar a confiança dele e de sua noiva Cristina Furton. Usando uma proposta de negócios falsa, os criminosos se aproximaram do casal, marcando o encontro decisivo para 24 de maio de 1995. Naquela noite, Griga, sua noiva Cristina, Lugo e Dorbal saíram para jantar, mas o restaurante—
Ah, eu acho que no filme acaba no primeiro maluco, né? Acho que não tem isso aí no filme. Na verdade, eu não lembro de nada do filme, mas não lembrava nem dos feixes do cara e mostraram as cenas do filme aqui.
Estava fechado, então Lugo sugeriu continuar a noite no apartamento de Dorbal. Ao chegarem, Griga foi ao banheiro e Dorbal o seguiu. Uma briga brutal começou. Griga resistiu, mas não conseguiu contra a força sobre-humana de Dorbal. Potencializado, ele teve o crânio fraturado e morreu no local, enquanto o quarto ficou coberto de sangue. Cristina tentou intervir, mas Luga dominou e aplicou um potente tranquilizante. O que era pra ser apenas um golpe pra obter dinheiro rapidamente se transformou em um cenário de morte inesperada. E os criminosos agora precisavam lidar com dois corpos, mudando completamente a dinâmica de seus planos. No dia seguinte, o grupo transportou os corpos até um depósito.
Caraca, os malucos viraram tipo uma quadrilha mesmo, né, cara?
Desmembrá-los com uma motosserra Mas o motor queimou. Lugo trocou por uma serra elétrica que também falhou.
E o engraçado é que tem umas pegadas cômicas no rolê, né, mano? Tipo assim, tem toda uma pegada horrível, né? Pô, matou o cara e tal, não sei o quê. Ah não, vou me esquartejar. Aí beleza, pega uma motosserra, não funciona. Aí pega uma serra elétrica, não funciona. Não lembra? Tipo meio todo mundo em pânico assim.
Irritado, recorreu a um machado. E junto com Dorbal iniciou o processo.
Cara, mas assim, ó, trazendo, trazendo a questão chata do negócio, né? Eu pensei aqui o quanto que deve ser medonho, né, cara? Tipo, o maluco vai com machado lá e esquartejar o corpo, cara.
Essa manualmente. Enquanto Delgado, em choque, ouvia os golpes em outra sala. Após o desmembramento, distribuíram os restos em barris e baldes. Mais tarde, Delgado encontrou Lugo queimando.
Pô, deixa eu contar um negócio aqui para difícil. Na minha época de faculdade, eu estudei numa faculdade que a gente estudava anatomia em peças humanas. Tinha tipo uma perna ali numa bancada, um braço na outra, era assim, né? Tirava do tanque de formol lá e colocava pra gente estudar. E cara, nossa, cara, era muito ruim, mano, era muito ruim. Porque eu olhava pra uma perna assim em cima da mesa, eu falava, mas essa perna foi de alguém, cara. Essa perna na verdade é um pedaço de uma pessoa, tá ligado? Era ruim, mano. Eu lembro que eu demorei assim um bom tempo para conseguir olhar para aquelas peças e as ver como objeto de estudo assim. Hoje muitas universidades utilizam peças de borracha, né, que são super assim parecidas e tal com as peças, enfim, com o corpo humano do jeito que ele efetivamente é, mas é borracha. E aí tem gente que fala, nossa, tá estudando com borracha, é zoado. Eu lembro dessas coisas que eu falo, cara, eu preferia ter Soldado com borracha, tá ligado? Porque ficou meio estranho esse negócio. Era ruim, cara, né? Aí eu não tinha uma— os lugares que tinham uns corpos assim, tipo, sem a parte aqui de cima, tá ligado? Com os órgãos e tal, tipo cabeça, a mesma coisa. Ah, mano, eu não consigo esses negócios tão caros.
Enquanto os assassinos tentavam apagar os rastros do crime, a irmã de Frank Griga já suspeitava de algo muito errado. Sem contato com o irmão, encontrou sinais perturbadores em sua casa. O cachorro estava sem comida havia dias, algo impensável para Frank, e a Lamborghini amarela não estava na garagem. 2 dias antes do desaparecimento, uma vizinha viu Frank Griga e Christina Furton saindo da casa acompanhados por 2 homens musculosos. No dia seguinte, a polícia encontrou a Lamborghini amarela de Griga abandonada em uma área pantanosa, e logo surgiu uma conexão decisiva. Detetive particular Ed Dubois recebeu um telefonema revelando que um dos suspeitos do desaparecimento do casal era o mesmo homem que Mark Schiller acusou de tê-lo sequestrado meses antes. Dessa vez, a polícia não ignorou os alertas. Dubois reuniu-se com os investigadores e trouxe Schiller de volta da Colômbia em 2 de junho. Sua história, antes desconsiderada, agora era levada a sério. Os investigadores tinham nomes concretos. No dia 3 de junho, uma operação com 75 policiais deu início às prisões. Jorge Delgado foi o primeiro a ser capturado em casa.
Em depoimento, mano, os maluco foi capturado em casa.
Assim, eu tô rindo porque Porra, e tentou se eximir alegando que Schiller lhe devia dinheiro e que apenas pediu alugo para cobrá-lo. Em seguida, foi preso Noel Dorbal. No apartamento dele, a polícia encontrou uma enorme quantidade de bens roubados de Schiller. Apesar das provas, Dorbal permaneceu em silêncio. O alvo principal, Daniel Lugo, já havia fugido. No apartamento da namorada Sabina Petresco, Foram encontradas provas diretas dos assassinatos: roupas ensanguentadas, fitas adesivas, algemas.
Ah, tem um... Mas pode ser anestésico, né? Tem um bujão ali, ó. Tem uma seringa ali em cima.
Ei, tem uns bagulho aí, viado. E uma arma. Sabina, ainda enganada, dizia acreditar que Lugo era um agente secreto do governo. Confrontada com os fatos...
É, porque agente secreto eu acho que é a melhor desculpa, né? Porque, cara, é secreto, é agente secreto. Então pode ter arma, pode ter sangue, pode ter droga, pode ter tudo, tá de boa. É agente secreto, a gente não sabe muito bem o que eles fazem porque é secreto, né? Então tipo meio que acredita em tudo.
Admitiu que ele viajou para as Bahamas dias antes. Uma equipe policial seguiu para as ilhas e 5 dias depois Lugo foi preso e extraditado. Ao desembarcar em Miami cercado por viaturas, ironizou: Tudo isso é pra mim? A captura selou o clímax de uma investigação que já chocava o país. Diferente de Dorbal, Lugo decidiu colaborar. Em 11 de junho, levou a polícia até os barris onde os corpos estavam escondidos. As cabeças, mãos e pés haviam sido removidos, mas os legistas encontraram um detalhe revelador: os implantes de silicone de Cristina, que possuíam número de série. O rastreamento levou ao médico.
Cara, que muito louco! Eu não sabia que um silicone tem número de série.
Responsável por sua cirurgia, confirmando a identidade da vítima. Foi o primeiro caso registrado em que um crime brutal foi desvendado graças à identificação de uma vítima por meio de implantes de silicone. No verão e no outono de 1995, a rede de crimes—
você entendeu?
Da gangue Sandim começou a ruir. Considerado um dos pilares da gangue, ele se mostrou abatido desde a prisão. Decidiu colaborar integralmente com as autoridades, fornecendo detalhes cruciais que ajudaram a consolidar a investigação. Como recompensa, sua pena foi de 15 anos. Já os principais nomes do grupo, Daniel Lugo—
cara, eu não concordo com isso não, cara. Matou o primeiro cara, matou o segundo, matou a mulher do segundo. Aí um cara pega 2 anos, o outro pega 10, o outro pega 15, cara. Pô, tem gente que se arrepende e tal, e muda de vida. Mas por exemplo, o mano que já tinha os históricos de fazer os bagulho, cara, o que passa na minha cabeça é que esse cara, ele, mano, quando sair ele vai fazer outra coisa, cara. Tomara que não, né? Eu posso estar tendo uma visão pessimista do bagulho também. Eu sou ignorante nisso também, gente, eu não conheço nada.
Quase 10 semanas de audiências sem testemunhas chamadas ao tribunal e mais de 1.200 provas apresentadas pela acusação. O dono da Sandin, John Mizzi, também enfrentou a justiça. Recusou um acordo que lhe garantia 9 anos de prisão e, por escolha, acabou condenado a 56 anos. No verão de 1998, foi a vez de Mark Schiller reaparecer no tribunal. Durante a investigação, ele havia se refugiado na Colômbia, mas nunca deixou de colaborar, viajando mais de 10 vezes a Miami para prestar depoimentos. Seu advogado o aconselhou a não comparecer à audiência final, afinal, a condenação dos criminosos já era certa, mas Schiller quis enfrentar seus carrascos uma última vez.
Eu acho que todo mundo vai querer ir lá e ver, né, olhar no olho do cara e falar, filha da puta!
Porém, ao final de seu testemunho, foi surpreendido, Foi preso ali mesmo, diante de todos. O FBI o monitorava discretamente havia 3 anos e revelou que ele estava envolvido em uma antiga fraude de seguros médicos. O promotor pediu 25 anos de prisão, uma pena até mais severa do que a de Delgado, mas o juiz, num gesto raro, intercedeu. Reconheceu a coragem de Schiller, sua colaboração decisiva na investigação, e o sofrimento inimaginável pelo qual passou. O tribunal reduziu a pena para 4 anos.
Quanto aos líderes da gangue, sai todo mundo preso, quem foi torturado, quem morreu sai preso também. A polícia demorou, mas quando ela foi também, ela foi, né, viado?
E Daniel Lugo e Noel Dorbal, não houve espaço para compaixão. O júri foi unânime: pena de morte. Atualmente, Enquanto cúmplices como Sanchez e Weeks já estão em liberdade, Lugo e Dorbal tiveram atualizações em seus casos. Daniel Lugo passou por diversas tentativas de apelação, todas sem sucesso, permanecendo no corredor da morte até 2024. Em dezembro daquele ano, após uma nova audiência de ressentença e mudança nas leis sobre a pena de morte na Flórida, sua sentença foi alterada para prisão perpétua. Quanto a Noel Durbal, sua pena de morte foi revogada em 2017 e em dezembro de 2024 também teve sua sentença convertida para prisão perpétua. Agora eu quero ouvir a sua opinião. O que você achou dessa história completamente macabra?
Agora entendi, cara, porque porra eu fico imaginando o que os caras fizeram com o povo, né, mano? Cara, vou te deixar com esse vídeo aqui, ó, que são os piores vídeos marombas da internet, mano. Tem uns bagulho aqui muito bizarro, cara. Tipo, tem uns negócios no corpo dos cara, tipo, nossa, cara, clica aí, clica aí que é brabo.










