In this video, fitness presenter Rodrigo Barros critiques common trunk‑rotation and lateral‑flexion exercises that many people use to “shape” their waist. He describes how trunk‑rotation movements (using cables, free weights, or machines) aim to load the obliques but often overload the spine, especially when performed incorrectly. He then examines the lateral‑flexion exercise, explaining that it primarily engages the quadratus lumborum rather than the obliques, and that even when done with proper form it still places excessive stress on the lumbar column. Barros also confronts the widespread belief that these exercises can “burn” the fat covering the waist, debunking the spot‑reduction myth by highlighting the physiological separation between muscle tissue and adipose tissue, illustrated with a hamburger‑and‑bread analogy. The overall message is a warning against ineffective or harmful waist‑shaping routines and a call to understand anatomy and realistic fat‑loss principles.
Chapters
O primeiro da lista é a rotação de tronco. Esse exercício pode ser feito de diversas maneiras e a proposta aqui é rodar o corpo com uma resistência. Essa resistência pode ser um peso livre, se você tiver deitado em algum banco, etc. Pode ser um cabo que normalmente se coloca ele na altura do ombro e segura ali, né, uma manopla com os braços quase que estendidos. Ou então existe até máquina para fazer esse negócio, máquina que a pessoa senta e ela roda o corpo. Qual é a proposta? Colocar exatamente o movimento que o oblíquo faz com resistência. Você vai estar trabalhando fortemente o seu oblíquo, isso sem dúvida, mas isso vai te trazer um prejuízo grande. Quando as pessoas não fazem dessa maneira, e aqui vem um exercício muito característico das revistinhas que eu falei anteriormente, se passa exercícios que você vai fazer uma certa flexão de tronco, só que você vai fazer um cruzamento junto. E aí tem até a famosa bicicletinha, né, que a pessoa coloca as mãos atrás da cabeça ali flexiona o corpo e fica torcendo, levando então o seu cotovelo direito no joelho esquerdo, cotovelo esquerdo no joelho direito, fazendo de novo a rotação de tronco bem característica do exercício. E agora vem o pior de todos: a flexão lateral de tronco. Então, por que que eu tô falando que é o pior de todos? Porque algumas pessoas ainda fazem esse exercício com o mesmo peso, um em cada mão, fazendo assim com que um peso isole o outro. No final das contas, ela tá só colocando uma sobrecarga maior na coluna, completamente ignorante desse exercício a nível de funcionalidade, mas vamos imaginar que a pessoa esteja fazendo ele da forma certa, que é pegando peso apenas de um lado. O exercício feito da forma certa, ele é ruim para caramba. Primeiro, a flexão lateral de coluna, ela é grande parte feita por um músculo chamado quadrado lombar, ou seja, não tem nada a ver com o oblíquo, né? Mas o oblíquo tem uma certa participação ali, não tão grande, mas ele participa um pouco. E eu já tive em várias situações de perguntar para pessoa: por que que você faz esse exercício? E a pessoa fala: não, é porque eu quero diminuir isso aqui, ó, e ela pega ali naquela capa de banha, né, que muitas pessoas chamam de pneuzinho. E eu já vou te adiantar que não é fazendo esses exercícios que você vai conseguir reduzir a gordura dessa região, porque já tá mais do que comprovado que o músculo sendo trabalhado ele não influencia na gordura que tá em cima dele. Primeiro, são tecidos diferentes, são coisas diferentes. É como se você olhasse para o hambúrguer e falasse que o pão ele faz parte da carne e vice-versa. Não, mano, é tipo, é um hambúrguer, mas O pão é o pão, a carne é a carne. Vocês estão entendendo aqui? Exemplo ridículo esse, mas funciona.