Neste trecho de um vídeo do YouTube, a SPEAKER A descreve, de forma bem-humorada e autocrítica, os pensamentos que surgem quando ela levanta o mesmo peso que um homem na academia: a sensação de que a mãe está “on” dando licença e a dúvida se o homem quer seu gloss. Ela reconhece que, embora saiba que não deveria julgar, ainda sente essa reação. Rodrigo Barros interrompe chamando a situação de "ridículo", indicando que tais julgamentos são absurdos. A conversa ilustra a tensão entre expectativas sociais de gênero e a experiência pessoal ao praticar musculação, revelando tanto a auto‑julgamento da mulher quanto a crítica externa ao estereótipo.
Quando eu pego o mesmo peso que um homem na academia, eu tenho dois pensamentos. Um, a mãe tá on, dá licença, né? E dois, você quer o meu gloss, querido? Você quer o meu gloss emprestado? Eu não consigo, gente, é mais forte do que eu. Me desculpa.
Ridículo.
Se você é um cara na academia, tá revezando com a mina, pegou o mesmo peso, pensou, ela nem deve estar me julgando. Se for eu, eu tô julgando sim. Ai, eu não consigo. Eu sei que eu não devia, eu sei que eu não devia.
Quando eu pego o mesmo peso que um homem, ponto positivo para ela de falar a verdade, falar o que ela acha e tal, não sei o quê. É isso, maravilhoso. E tô eu aqui também dando minha opinião sobre as coisas, né? Você pode estar achando ridículo também alguma coisa que eu tô falando, e com todo direito, tá? Tá tudo certo, tem problema não. Mas eu acho muito ridículo porque assim, podem acontecer tantas coisas, né? Sei lá, tipo, o cara pode estar pegando menos peso que ela porque começou a treinar agora, ou então porque tá tratando alguma lesão, porque tem alguma dificuldade, tipo, cara, N coisas, né? Eu entendo o que ela tá falando no sentido de, cara, naturalmente o homem ele é muito mais forte que a mulher, naturalmente. Coisas podem acontecer e não é por conta disso que... E aí ela falou de que é o meu gloss, né? Tipo, cara, tá insinuando o quê? Que o cara é gay? Cara, tem gay que é forte pra caramba. Você não tá nem ligado. Que no final das contas, tipo, gosta de homem ou sei lá e tal, não sei. Essas coisas hoje em dia, elas estão complicadas. E se eu falar alguma merda aqui, é por ignorância mesmo, tá, gente? Eu achei o julgamento meio extremista assim, meio desnecessário. Mas ela deu a opinião dela. O problema, na verdade, é de quem discordar. Então, na verdade, o problema é meu, que tô discordando dela.