O Desabafo mais Sincero do Jorlan!! ( Minha Opinião)

Neste vídeo de reação, o apresentador (SPEAKER A) comenta o depoimento sincero de Jorlan Vieira, influenciador de fisiculturismo, que aborda a morte trágica de Gabriel, seu passado de uso de anabolizantes e a cultura de consumo de hormônios entre adolescentes. O diálogo explora a imaturidade neurobiológica dos jovens (córtex pré‑frontal ainda em desenvolvimento), a tendência de buscar prazer imediato e subestimar riscos, e como as redes sociais e a mídia sensacionalista amplificam comportamentos de risco. Jorlan relata sua própria trajetória – da descoberta do shape na adolescência, passando por influências de atletas, uso precoce de esteroides, até a conscientização posterior e a necessidade de acompanhamento médico. O grupo discute a responsabilidade dos influenciadores, a hipocrisia de quem promove suplementos sem base médica, e a importância de projetos educativos que ensinem disciplina, treinamento adequado e avaliação de riscos. Ao final, Jorlan propõe retomar um projeto de base que ajudaria jovens a entrar no fisiculturismo de forma segura, pedindo apoio da comunidade. O tom geral combina reflexão pessoal, crítica social e um apelo à ação responsável no mundo fitness.
Chapters
O desabafo mais sincero do Jorlan Vieira. Esse é o vídeo que eu vou reagir aqui hoje. Eu vou trazer algumas considerações minhas. Vamos conversando aqui durante o vídeo, tá?
Fala aí, galera. Tô aqui na parada mais um dia. Bom, difícil começar um vídeo desse com tanto entusiasmo, até porque não tem nem motivo para ter entusiasmo agora, para poder falar sobre coisas e assuntos, assuntos sérios, para falar a verdade. Tentando ser o máximo humano possível, sem, embora esteja fazendo um vídeo para o YouTube, tentar ser o máximo transparente, máximo humano, como eu disse, sem tentar ser uma coisa meio parece que arquitetada, sei lá o quê. Eu tô tentando fugir disso o máximo que eu posso para falar.
E aqui eu já quero colocar uma consideração, gente. Eu não ia me pronunciar em nada referente a esse caso, tá? Tem muita gente que se aproveita do assunto para fazer mídia, tá ligado? Eu acho Sabe, deplorável assim. Não gosto da ideia, tá bom? E o Jojô tá trazendo exatamente isso, né?
Verdade, né? Infelizmente é isso, mas temos que seguir. É assim que é a vida, né? Infelizmente teve ocorrido agora pouco tempo o falecimento aí do Gabriel, e hoje eu tive a oportunidade de poder gravar aqui em casa uma entrevista para Record para passar no Domingo Espetacular para falar um pouco sobre ele, um pouco sobre a trajetória dele, etc. Então eu espero que a matéria seja ok, seja de uma forma lúcida, transparente, honesta. A gente sempre conta com isso porque já tiveram outros ocorridos no passado com fisiculturistas, com influenciadores do meio fitness, que tiveram um problema, vamos dizer assim, né, com a sua dicção, com a sua maneira de se colocar devido à edição do programa. E sempre a nossa intenção é levar o melhor, com transparência e coração e verdade. Pelo menos é assim que eu penso.
E é foda, né, cara? Porque TV, os caras, eles querem o mais sensacionalista possível, saca? E aí eu tô entendendo muito bem o que o Jojô tá falando, no sentido de às vezes os caras distorcem a ideia, monta a edição ali de uma maneira para dar duplos sentidos as coisas faladas e etc. É bem triste isso, cara, bem delicado, porque no final das contas a gente tá falando de seres humanos. Mas, cara, a mídia ela tá pensando em grana. É a vida, cara. Foda-se.
A partir desse princípio, eu quero chamar vocês para atenção sobre uma coisa. Embora tenha sido um acontecimento que alastrou não só o Brasil, mas o mundo. Todo dia tem alguém passando por uma situação dessa, um menino novo, até um rapaz mais velho, uma pessoa sem experiência ou com experiência também. Mas eu acredito muito que uma parcela disso tudo corresponde também ao que essas pessoas encaram essa situação, ou como elas veem a situação, ou como elas aprendem a situação. Por isso que eu queria dividir com vocês algumas cenas aqui para vocês observarem e ver se isso é normal, se isso tá ok, se isso transparece o que deveria ser o fisiculturismo. Dá uma olhada aí.
Vocês viram esse moleque de 14 anos tomando trembo como se não houvesse um amanhã? Há 7 meses atrás eu utilizava a testosterona, utilizava Durexton, meio ml por semana. Gente, eu fico chocado quanto de gente na academia que toma o suco e você nem imagina que toma, né? Que eu faço uso sim do suco e que esse cara tá totalmente dependente dele porque ele começou a treinar em setembro de 2022. Será que os pais dele não desconfiaram? Gastava $500 por mês on gear. Antes no Brasil já usou anabolizante? Já tomou bomba? Nas últimas 3 décadas houve um aumento de quase 40% no uso desses hormônios entre alunos do ensino fundamental. 67% entre alunos do ensino médio e 84% entre estudantes do último ano do ensino médio.
Bom, eu acredito, gente, alguns pontos que são muito importantes aqui, tá? A gente analisa de forma um pouco mais aprofundada até o funcionamento da mente. E eu sou formado em psicanálise faz alguns bons anos, e nos últimos anos eu tenho me debruçado sobre tanto a neurociência quanto a psicologia comportamental. Então vou trazer alguns dados aqui que são relevantes para isso, tá, cara? A parte do cérebro responsável por analisar consequências dos atos se chama córtex pré-frontal, e ela tem a sua total maturidade aos 25 anos. 25 anos! Ou seja, um adolescente de 14 anos, que seja o caso de 22 anos, ele não tem ainda essa região amadurecida. Logo, ele não consegue medir as consequências dos atos que ele está tendo. Entretanto, A região mais direcionada a prazer, dopaminérgica e tal, ela está completamente desenvolvida. Gente, eu tô falando de estrutura, tá? Eu não tô nem falando de convivência, de amizades e etc., tá bom? Tô falando máquina cérebro, ok? Então a gente tá falando de um cérebro que já tem toda a sua maquinaria que busca prazer e recompensa perfeita, trabalhando em 100% da sua capacidade. Mas aquela região que: pô, peraí, cara, isso aqui pode ser perigoso, cara, é melhor não fazer isso. Essa região não, ou seja, as consequências não são levadas em consideração. É por isso que você vai ver muito adolescente fazendo coisa inconsequente, quebrando o braço, sofrendo acidente, quebrando perna e por aí vai, abusando de carga nos treinos e etc., etc. Tá certo que existem pessoas que fazem isso depois, né, já de adultos. E tem um outro ponto que é muito relevante nesse caso todo, porque você pode fala para mim, pô, mas a galera vê, cara, pô, tem gente morrendo. Não é só questão de uma pessoa falou, outra falou, não. Cada dia que passa tendo mais notícias disso, e muito se dá por conta das redes sociais. Enfim, vou trazer isso mais para frente, tá? O cérebro do adolescente, e tudo que eu tô falando aqui é com respaldo científico, tá, gente? O cérebro do adolescente, ele pensa da seguinte maneira: quando ele vê uma estatística, ah, cara, 20% das pessoas que fazem X coisa tem problema Y, ele fala para ele mesmo, mano, eu vou fazer porque eu não estou dentro desses 20%. O cérebro do adolescente é tão bizarro que ele acredita que de hipótese alguma ele vai fazer parte desse percentual que vai ter problema. Muitos adolescentes hoje que estão até acompanhando o caso vai pensar: ah não, mas aconteceu com ele, comigo não vai acontecer. Gente, eu tô falando de estudo científico, cara. Então você junta isso: um cérebro que busca prazer, busca recompensa, que não analisa, que não tá pronto, maduro o suficiente para analisar consequência, e que acredita que todas as consequências que que poderiam cair sobre ele não vai cair.
Por quê?
Porque ele é o alecrim dourado, você entendeu? Eu tô trazendo dessa forma, mas, cara, é a verdade nua e crua. Eu vou falar algumas coisas sobre mim também, tá, durante esse vídeo, porque eu também, cara, comecei a usar quando era adolescente.
E não tem muito a ver, pelo menos a ver com o que trouxe o Jorlan para o esporte. Primeiro, antes disso, eu tenho que falar do Jorlão um pouco menino, né, que descobriu através da academia o que é shape, o que é atividade física, o que é treinamento e etc. Só que partindo de ver um fisiculturista se preparando foi onde eu tive a curiosidade de querer entrar nesse meio. Apesar de ter tido amigos, tipo o próprio dono da academia na época, que era o Marquinhos, me ter ter me mostrado uma revista Flex Magazine e eu ter visto aqueles fisiculturistas. Até então eu não sabia nem do que se tratava, mas quando eu vi de perto— por isso que eu falo que o jovem, ele é muito íntimo com aquilo que ele vê e se atrai às vezes, né?
Vou trazer aqui alguns pontos já já sobre exatamente isso que ele falou, tá? Como que funciona o cérebro do adolescente nesse aspecto, tá bom?
Eu vi um atleta fazendo cardio, suando muito, musculoso e etc. E daí eu perguntei, o que que é isso? Ele é cardio. Falei, que que é cardio? Ah, é atividade cardiovascular para poder queimar gordura, perder água e etc., que eu tenho que bater o peso. Eu falei, que peso? É o peso que eu tenho que pesar no campeonato para poder competir, que vai ser final de semana agora. Eu tô um pouco acima do peso, preciso fazer mais cardio para poder baixar o peso. Legal. A partir daquele momento eu entendi que para perder peso tinha que fazer cardio. Acho que eu tinha 16 anos de idade. E então eu levei isso, né, já na minha cabeça, juntamente com a vontade de querer fazer aquilo devido à estrutura física que eu vi, que me atraiu bastante, que eu falei, cara, shape maneiro, corpo legal, quero ter isso para mim. Será que eu consigo mesmo tão novo assim? Logo de pronto eu tomei a medida de tentar copiar aquilo, de treinar todo dia igual vi aquele cara, de ter o comportamento que aquele cara tinha. Então o que que eu aprendi?
E isso é massa. Vamos colocar um ponto aqui que é legal. Isso já é massa. Violento tá trazendo que ele começou a treinar, ele começou a se dedicar e etc. e tal porque ele se inspirou em um atleta. E quando a gente olha hoje para as redes sociais, a gente vê que ela faz isso de forma muito intensa. Cara, a nossa época é bem papo de velho, né? Mas enfim, na nossa época não tinha rede social, a gente via as pessoas. Enfim, então isso é um ponto muito legal do fisiculturismo, tá bom?
Eu vi um cara se esforçando, eu vi um cara fazendo cardio, eu vi um cara pagando preço, maneiro, falando com a galera na academia, mas muito concentrado, muito focado. E aquilo me chamou muita atenção porque eu falei, se eu quiser ser isso Eu tenho que ser dessa forma, eu tenho que me comportar dessa maneira, eu tenho que ser assim. Assim como eu tive a primeira atitude de comprar uma fita VHS para ver dos atletas americanos como é que era o dia a dia, que era a fita The Battle for Olympia, que é a Batalha do Olympia. E ali o que que eu via? Dieta, muito treino, muito cardio, ele falando de coisas que eu não sabia, não falava inglês na época, não tinha nem noção. Mas eu aprendi que nada ia substituir o esforço e a dedicação e a disciplina, porque eu vi que a diferença daqueles caras para os caras que eu conhecia na academia, que só estavam treinando sem objetivo, de repente de ser fisiculturista, mas era a rotina.
E aqui eu posso entender que nasce o Jorlan com a sua característica de entrega no treino. De responsabilidade para o processo. O Jolan é um exemplo de disciplina, cara, né? Não é à toa que a gente vê aí viralizando com uma certa facilidade trechos ali de vídeos que ele tá falando coisas sobre isso.
Foi a partir daí que eu fui criando a minha personalidade dentro do treinamento e dentro da vida em ser fisiculturista. Hoje eu vejo muitos canais, muita gente difundindo outras coisas para ser fisiculturista. Eu entendo que dependendo do nível do fisiculturista, ele vai ter que ter certos mecanismos para poder chegar num certo nível. Isso é fato. Isso acontece em qualquer esporte: ciclismo, natação, futebol, tudo tem alguma coisa envolvida que vai além. Mas para chegar naquele ponto, você tem que passar por toda uma base, por todo um trabalho. Por todo um perfil adequado para ver se você tá pronto de verdade para isso e saber atingir um nível para poder passar para o outro e não pular as etapas. Então, se hoje um menino novo, que pode ser qualquer um, ou até uma pessoa desinformada que tenha qualquer idade, e tem como exemplo, e ver como exemplo de primeira, a partir que abre o YouTube, a partir que abre o celular no Instagram, Instagram ou TikTok, ver pessoas aplicando, falando sobre hormônio sem ser médico, sem ser nada, mas falando como se fossem expert, coaches aleatórios que tipo aprenderam ontem o que é frango, batata, carboidrato, monossacarídeo, etc. e tal, e hoje já tô auxiliando outras pessoas para ir mais além. Então isso é uma questão que deve-se parar para pensar e analisar.
E aqui a gente entra com essa questão das redes sociais difundindo, né, gente? Cara, eu falei há pouco sobre o impacto que teve aquele atleta na academia lá que o Jordan começou, e o quanto que ele se inspirou no cara. Você viu que ele disse: pô, eu vi aquele cara, eu vi aquele shape, eu quis aquilo. Então já que eu quero o que ele tem, eu preciso fazer o que ele faz. Quando a gente fala de treino, de dieta, de rotina, de disciplina, maravilhoso, cara, 10. Mas e quando a gente fala de droga? É aqui onde tá o problema, cara. Comigo foi assim, eu treinava na garagem de casa porque eu tinha ido na academia e o cara não tinha deixado eu treinar. Eu lembro que a gente tava voltando de um evento de capoeira e eu tava com dois amigos mais velhos e tal. E eu me recordo vividamente, cara, a gente tava sentado nos últimos bancos do ônibus. E aí um deles tava sentado do lado esquerdo na janela, eu tava sentado mais ou menos no meio, e eu tinha um outro sentado ao meu lado direito. E aí esse que tava sentado lá no canto na janela, ele era bem grandão assim, era bem maior do que nós. Esse que tava do meu lado direito falou assim, mano, ó o fulano, fulano toma bomba, mano, fulano toma anabolizante. Aí eu falei, anabolizante? Como que é esse negócio aí? Porque até então, cara, eu treinava e comia. Tipo, comecei a suplementar. E ele falou, mano, você acha que ele ficou desse jeito, desse tamanho, como? É, tomando esse negócio? Ele falou, é. Eu falei, então quero tomar também, como é que a gente faz? E comecei a tomar, porque naquele momento eu olhei pra ele, eu quis aquele volume muscular pra mim também, e foi me oferecido, foi me mostrado que aquele era o caminho. Antes de usar, eu fui pesquisar pra caralho e tal, cheguei a ler um monte de coisa, mas no cérebro daquele lá era só adolescente, hoje eu entendo. Eu olhei pra todas aquelas questões e falei, não, cara, comigo não vai dar nada. Por que que eu tô trazendo tudo isso? Porque inevitavelmente, cara, a gente olha uma pessoa que tem um resultado, a gente quer aquele resultado, então a gente vai fazer o que ela tá fazendo. E as redes sociais é maravilhosa com isso. Por isso que eu não gosto, eu acho assim muito ruim, até quando é piada, tipo os postezinhos que envolve, ah, quem cresce natural é planta e que não sei o quê. Eu não gosto, cara. Eu repudio isso, porque de uma maneira ou de outra estimula a galera, cara. E adolescentes que não têm toda essa maturidade mental né, até cerebral especificamente, que tô trazendo aqui para você, cara, vai usar. E aqui vem um ponto delicado dos adolescentes em específico, tá, gente? De forma geral, o ser humano ele é um ser gregário. A gente sobreviveu, a espécie Homo sapiens ela sobreviveu pelo fato de conseguir ficar em grupo, viver em sociedade, vamos dizer assim. Você já deve ter ouvido aquela sabe aquela frase: você é a média das 5 pessoas que mais convive, não é? Então tem muita verdade nisso. Então naturalmente o ser humano ele tende a fazer o que os outros estão fazendo. Exemplo prático: sai da sua cidade e fica morando que seja 6 meses numa cidade que tem um sotaque diferente, bicho, você vai começar a falar daquele jeito sem querer. Enfim, existem explicações para isso, mas vamos lá. Então naturalmente o ser humano faz isso, mas o adolescente Essa parada é em última potência, cara. Ele quer pertencer ao grupo e ele faz de tudo para pertencer ao cátice do grupo. Você já entendeu, né?
Por isso que eu tenho na minha cabeça que a única forma que eu tenho hoje e sempre de colaborar é falando sobre a essência do esporte. A essência de ser um fisiculturista. Legal para caralho. Chegar no nível XYZ, você precisa passar por certas etapas e cumpri-las até o final para não chegar e correr o risco de—
E eu acho isso aqui no trabalho do Jojô do caralho, porque ele ensina a molecada a ter disciplina, ter garra, mano, aí se entregar no treino, até foco. Eu acho isso no trampo dele foda fazer.
Coisas que te levem ao arrependimento, para depois não chegar a um nível de ser frustrado, do tipo: eu fiz acontecer, tomei sei lá o quê, não deu em nada. Pode até acontecer, porque tem que contar também com vários fatores, genética, entre aspas. Mas quem tá falando aqui é um fisiculturista hoje profissional que não teve genética. As pessoas vão querer embutir, talvez na rede social, em alguns lugares, Que eu tive genética. Genética para quê? Só foi genética para ser magro. Era a única coisa que eu tinha de genética, para ser magro, tanto que eu jogava futebol quando era mais novo. Então, para ser fisiculturista, eu tive que ir além. Além no sentido de quê? Não errar nenhuma refeição, abdicar de festas, abdicar de sair com meus amigos, abdicar de viajar às vezes Carnaval, Ano Novo. Datas comemorativas para poder o quê? Cumprir a meta de fazer as refeições nos horários que elas deviam ser cumpridas. Hoje tentam cair por terra isso daí, tentam fazer com que isso não vale mais a pena. Isso para mim é a base, porque foi assim que eu— por isso que eu falo que eu sou a matéria-prima desse negócio, eu sou um efeito disso. Eu consegui chegar porque eu cumpri essas demandas, que não são fáceis. Eu não tô aqui para dizer que é fácil, pelo contrário, é muito difícil. E isso torna o fisiculturismo meio afastado daqueles que não têm disciplina, daqueles—
essa na verdade é a parte mais difícil, né, cara? O atleta de fisiculturismo, ele vive o esporte 24 horas por dia, 7 dias por semana, tá? A critério de disciplina, a meu ver, é um dos esportes mais difíceis que existe, que querem continuar tendo uma vida comum.
Daqueles que querem continuar comendo qualquer coisa, só falando em caloria e não em macronutriente, dependendo da situação.
Quando fala de caloria, né, cara?
E vendo tudo isso, analisando essa coisa toda, o que mais me deixa intrigado é que cada vez mais tá virando comum uma coisa que antigamente era um absurdo Hoje se torna o comum, quase que a base da coisa.
E é justamente uma observação aqui, eu concordo com o que o Jojô tá falando, mas eu faço um adendo. Tinha muita coisa que acontecia antes que era bizarro, mas ninguém sabia. Tinha muita coisa antes acontecendo que era impensável, mas ninguém sabia, cara. Poucas pessoas sabiam, na real, né? Porque a rede social ela não existia. O primeiro grande campeonato que eu participei, eu Eu contratei um cara, um coach, mais de 15 anos atrás, tá? Eu me recordo de ter comentado com ele que eu tinha algumas coisas em casa que tinha vencido. Gente, vamos lá, o medicamento que venceu. E cara, ele falava a seguinte frase: bora pôr pra dentro, porque o máximo que pode acontecer é não acontecer nada. Mas não só isso. Certa vez eu conheci um dono de uma academia e tal, e já tava ali com físico de competição, e aí o cara me alertou, ele falou assim: assim, cara, massa e tal, você tá competindo, mas você tem feito acompanhamento médico? Você tem feito uns exames e tal para saber como é que você tá, etc.? Eu nunca tinha nem pensado nisso. Olha só que ingenuidade, cara. Tava tomando tudo, porque imagina, eu tava com esse coach maluco. Ele me passou uma relação de exames que era ali uma relação completa e tal, interessante de eu fazer. E eu perguntei para o coach, mano, o que que você acha? Afinal de contas, você contratou um coach, cara, você segue o que o cara E olha o que esse coach maluco me disse: é melhor nem procurar, porque quem procura acha. Eu coloquei a minha vida na mão desse cara. Hoje eu olho pro passado, eu vejo que ele fez coisas, nossa, cara, hoje eu olho e falo: impensável! E eu era um adolescente, cara, que tinha na casa ali dos seus 18 anos. Eu considero adolescente ainda, né? Do ponto de vista neurocientífico, ainda mais, né? Então assim, hoje quando eu olho pra todas essas questões, eu agradeço a Deus num nível que você não faz ideia. Porque assim, cara, eu era muito inconsequente, porque eu sempre fui um cara que se entregou demais pro negócio, sempre fez o 110% da parada. Eu queria subir no palco com um físico que as pessoas olhassem e falassem: mano, não tem como tirar o título desse cara. Eu era acima, ou seja, eu fazia o que falavam que era pra fazer, velho. E é por isso que me dói tanto olhar pra essas coisas, porque eu fui esse cara, e graças a Deus eu tô aqui pra te contar tudo isso. Hoje eu tenho uma preocupação gigantesca com tudo isso. Se você me acompanha nos stories, você deve ter visto que há não muito tempo eu fiz uma caralhada de exames do coração, inclusive, para saber como tá. Há um tempo já, né, uns 2 anos aproximadamente, eu procurei um médico e eu falei para ele, eu falei, cara, eu fiz muita merda no passado, eu tomei muita coisa, abusei demais, Eu quero saber como eu tô, porque eu quero viver, cara. Eu quero cuidar de mim daqui para frente. E aí a gente começou a investigar um monte de coisa. Enfim, vamos voltar aqui.
Por isso que eu venho aqui para poder fazer esse vídeo e trocar essa ideia com vocês abertamente. Porque eu lembro que eu tive a ideia junto ao Thomas, né, que é o vulgo Pirulito, que eu apelidei desse apelido. De fazer um projeto que pudesse auxiliar pessoas novas no processo do esporte, no treinamento, na capacidade de entender de fato o que é ser um verdadeiro atleta.
E aqui a gente vê um movimento muito bonito e muito interessante, porque lembra que eu te disse que o adolescente quer pertencer a um grupo, ele quer pertencer a um bando. Então, cara, que ele escolha um grupo que tenha consciência da parada, que tenha na frente do negócio uma pessoa como o Jojô, que tem toda essa experiência, que tem essa cabeça, sacou? Porque senão vai cair na mão, né, ou num grupo de inconsequentes e vai fazer merda também.
Antes de chegar em qualquer medicamento ou qualquer coisa do tipo, até porque na minha opinião Quem não quiser uma carreira dentro do fisiculturismo de fato sólida, de verdade, não tem que chegar nem perto disso. Não há necessidade disso. E por que que eu falo isso? É hipocrisia? Claro que não. Isso aqui quem tá falando é um cara que sabe o nível de informação que se tem hoje de treino, de dieta, recurso em academia. As coisas evoluíram muito, recurso de estudo para para poder sim construir um físico muito legal sem precisar utilizar nada. Então, partindo desse princípio, aí eu também faço uma pergunta: se com tudo isso que você lê, se é que você lê sobre treinamento, que é o melhor treinamento, eu não sei o que que você acha, o que que é o melhor treinamento, a melhor dieta, a melhor nutrição, eu não sei o que que é a melhor nutrição para você, melhor academia, a melhor estrutura, melhor suplemento. A gente tá na era da suplementação, tem suplementação para tudo, para qualquer coisa que você queira tem suplemento. Porque com tudo isso, em 2026, eu ainda não consigo ver andando por aí um Arnold Schwarzenegger da década de 70 com aquele físico. É genética? Só genética? E os demais, os outros competidores que dividiram o palco com ele? Eu acho que muita gente hoje queria ter um corpo daquele, agradável, bacana. Peitoral, barriga rasgada, perna torneada, bacana. Não adianta você olhar o Samson Dauda, que é o cara que tem hoje, tem 160 kg com abdômen seco. Não olha para esse cara, você tem que olhar lá para trás. E ver que você tá buscando de repente uma coisa que aqueles caras nunca tiveram a chance nem de observar com o meio que você tem para trabalhar, para fazer, para realizar. É aí onde entra o meu ponto. O que que falta? Falta a verdade, falta o sentimento, falta a entrega séria e sincera, e não hype. Não o modismo, porque isso vai fazer com que você se esqueça completamente do que é ser de verdade em alguma coisa. É aquela frase que eu utilizo muito, é o ter para ser e não ser para ter. Hoje vocês entendem que tem que ter para ser. Eu, vamos supor que o Instagram, isso relata isso perfeitamente. Todo mundo abre o Instagram e vê uma vida perfeita. Muitas das pessoas postam coisas no Instagram para mostrar a impressão que tem uma vida muito boa, e na verdade não tem. Às vezes a maioria que não tá postando nada tem uma vida muito melhor.
Eu convido você assistir um vídeo. Na verdade, é uma série da Netflix, se chama Black Mirror, e existe um episódio que é da Libra. É um episódio que relata as redes sociais. Cara, é muito, muito legal, muito legal. Vou voltar aqui.
Porque ela é, ela não tem. Então tem gente que tem e tem, não tem, e tem que mostrar alguma coisa para dizer que é alguma coisa, sabe? Isso tá relacionado, é tão grandioso.
E às vezes é super falso, né?
Isso fica na vida. Então esse acontecimento, essa tragédia, ela serve para fazer uma reflexão de todo um parâmetro de mundo, de pessoas, da atualidade. Porque eu não consigo enxergar de outra forma que se a gente não tiver uma atitude e tomar isso como para si, que cada um tem uma parcela de responsabilidade nisso? Isso eu falo como atleta também.
Todo mundo tem uma responsabilidade grande sobre influência, tá? Eu já falei isso bastante e quero trazer aqui para reforçar, cara. Todo mundo influencia alguém. Você que não é um influenciador em redes sociais e tal, você é o influenciador na vida. Se você não parou para pensar, mas você influencia seus familiares, seus amigos, seus colegas de trabalho, A grande diferença é: eu, Jojô, entre outros influenciadores, a gente tem um megafone, cara. A gente consegue falar com mais pessoas, a gente consegue impactar e influenciar mais pessoas. Essa é a grande diferença. Como já dizia o grande filósofo Tio Ben: grandes poderes traz grandes responsabilidades, cara. Então quando eu vejo um influenciador falando merda nas redes sociais, sociais ou incentivando a galera a fazer coisa que não deve, eu fico muito triste. Porque assim, esse cara tem uma grande responsabilidade. Então a gente, eu vejo dessa forma, fazer um vídeo desse, trazer aqui para você a minha opinião, é uma grande responsabilidade que eu tenho consciência, né?
Não só como pessoa. Isso nunca vai mudar, a tendência é piorar cada vez mais, é se tornar comum. E o pior disso tudo Estragar com o esporte que salvou muita gente, salvou vidas, me deu uma vida. Você imagina se daqui a pouco, por conta disso tudo, não sei, eu acho que isso seria impossível de acontecer, na minha opinião, mas eu não sei, banir o fisiculturismo. Já pensou nisso? Porque o próprio, os próprios fisiculturistas, os próprios fazedores Não consegue administrar da maneira certa. Estão jogando no lixo o que ele tem de melhor, que é a sua essência. Por isso aí eu parei, pensei, refleti para poder chegar e fazer esse vídeo e fazer uma pergunta para vocês também dentro desse contexto todo. Eu sei que de repente não seria o momento, mas querendo ou não, esse é o momento. Como eu falei no início, Eu tinha um projeto que foi descontinuado por vários, vários motivos, né? Mas querendo ou não, em primeira instância deu muito certo. Dali da base saiu o Gabriel, saiu o Lobo, saiu Amandinha, saiu várias pessoas, graças a Deus. Hoje muitos encaminhados também. Só que eu acho que ficou meio que incompleto esse trabalho, senão a gente não teria colaterais. E eu queria continuar esse negócio, mas eu também não posso continuar sozinho, não tem como fazer isso. Mas eu também queria opinião de vocês sobre isso. Será que eu devo voltar com esse projeto de base? Será que eu tô iludido em relação a isso? Será que eu tenho que continuar acreditando nisso ou deixar para lá? Ou achar que o fisiculturismo é isso mesmo e pronto, acabou.
Jojô, eu vou dar a minha opinião aqui, cara. Vou dar minha resposta para sua pergunta, tá, cara? Sim, deve continuar, mano. E se eu puder ajudar de alguma forma, eu quero que você conte comigo, cara. Principalmente os adolescentes, eles vão fazer o que for necessário para pertencer a um grupo. Então que seja um grupo que ensine coisas de valor, cara, que ensine o lado certo da parada. Então acho muito massa, cara, muito massa o trampo. Eu sei que hoje você é uma das referências que a gente tem para falar sobre disciplina no esporte, para falar sobre entrega e etc. E gente, como eu disse no começo do vídeo, eu não queria falar do caso, cara. Eu acho zoado, sacou, ficar fazendo mídia em cima disso e tal. Eu não gosto. Então Então quando eu vi a notícia eu fiquei espantadíssimo, eu falei, cara, não é possível, deve ser brincadeira. E depois eu fui vendo, né, com mais frequência, eu falei, caralho, efetivamente aconteceu, cara. Fiquei quieto, fiquei na minha, eu falei, cara. E eu comecei a receber, né, muitos directs da galera cobrando isso. Pô, Lala, e aí, você não vai falar nada e tal? A gente quer saber o que você pensa. Enfim, eu vou falar um pouco aqui sobre, tá? Vocês entenderam o que passa na minha cabeça no tocante ao funcionamento de uma mente de um adolescente, tá? Então a gente tá falando de um adolescente de 22 anos, e cara, eu considero um adolescente, tá, no aspecto de desenvolvimento do cérebro. Dentro de algumas literaturas vai vir como adulto jovem e tal, que não sei o quê, mas eu considero adolescente. Vocês já entenderam o que eu penso sobre tudo isso, mas agora vem uma outra coisa: tudo que você deseja vai te trazer coisas boas. Então vamos falar do uso dos Vai trazer coisa boa? Vai, cara. Vai trazer força, volume muscular, redução de gordura? Vai trazer, não vou mentir pra você. A não ser que você seja uma pessoa muito, muito, muito ruim de genética, porque isso existe. Então vai trazer coisa boa? Vai. Mas vai te cobrar também. Então tudo que você deseja, você já tem que pensar: porra, qual é o benefício e qual o custo? Porque se você não tiver a fim de encarar o custo, você pensar só no benefício, como psicanalista te falando nesse momento, A gente chama isso de fantasia. Você tá fora da realidade. E no caso, eu vejo que teve um pouco disso. Não se levou tanto em consideração, gente, não conheci o Gabriel. Pelo que eu tô vendo de fora, eu posso estar falando com muita ignorância aqui, tá? Mas não teve esse olhar mais delicado, mais cauteloso para o custo, para consequência, que pelo que eu vi ele já mínima predisposição genética a ter essas questões cardíacas. Cara, é muito triste, é uma puta perda chata pra cacete, mas ela traz essa mensagem: o que você deseja, os pontos positivos, e cara, as consequências e os custos. Deixa o meu total sentimento aí para os familiares, para amigos. O esporte tem grande perda com isso. Mas o que a gente pode fazer, até em respeito a ele próprio, é olhar para essa situação e tirar algum aprendizado. Nada que possamos fazer vai trazer ele de volta, cara, infelizmente. Mas a gente já pode olhar para esse caso e aprender com ele e ter mais cautela com as coisas e analisar as coisas de forma mais criteriosa, com mais cuidado. Esse assunto, ele é tão delicado para mim, ele mexe tanto comigo, cara, que a gente fez no passado um vídeo aqui para o canal que foi tido assim como um dos vídeos, né, vocês falaram, tá, como um dos vídeos mais importantes do canal. Eu abordo a minha entrada no fisiculturismo, o meu início nos anabolizantes, as consequências disso e como eu convivo com isso hoje. Então eu quero deixar exatamente com esse vídeo, tá? É um puta vídeo de utilidade pública assim, saca? Nesse vídeo eu abro o meu coração e eu falo tudo, cara, que eu passei e o que eu passo por conta dessa questão toda. Então, mano, assiste esse vídeo porque ele vai agregar bastante para você, tá bom?
Clica aí.










