Neste monólogo, o autor denuncia professores de academia que, por negligência ou falta de comprometimento, deixam de observar e corrigir os alunos durante os treinos, colocando em risco a saúde e a integridade física dos praticantes. Ele relata um caso em que um professor justificou sua má atuação alegando baixa remuneração da academia, argumentando que isso não exime o profissional de cumprir sua palavra e responsabilidade. O discurso enfatiza que, ao aceitar o contrato de trabalho, o professor deve entregar o melhor serviço possível, independentemente do valor pago, e que a falta de atenção viola o código de ética do Conselho Regional de Educação Física (CREF). O autor condena tais comportamentos como desonrosos para a profissão, ressaltando a importância da ética, do comprometimento e da vigilância constante sobre todos os alunos, independentemente da lotação da academia, e alerta que atitudes irresponsáveis mancham a reputação da área de educação física.
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Mas eu tô falando dos professores. Aquele professor vagabundo que não faz o seu trabalho. Aquele professor que, cara, ele vê o aluno se fudendo. Ou então ele nem vê. Esse é o pior, ele nem vê. Porque ele tá tão no mundo da lua que ele nem vê. E aí, nesse momento, eu vou falar pra você uma coisa que me deixou muito triste. Certa vez eu tava conversando com uma amiga, a gente tava falando sobre o comportamento dos professores na academia. Essa amiga me falou que um professor que trabalha junto com ela disse pra ela assim: eu trabalho de acordo com o que eu recebo. Recebo. Academia me paga muito pouco, então é isso que eu entrego. Falei, cara, mas que coisa ridícula essa, né, velho? Porque primeiro, o aluno que tá precisando da ajuda desse vagabundo, que o Cref devia caçar a carteirinha dele. E detalhe, a pessoa não tem culpa se o cara recebe menos do que ele gostaria de receber. E detalhe, tem um ponto aqui que eu vou falar como eu sou, como eu gostaria que as pessoas fossem nesse aspecto. A partir do momento que eu aceito fazer um trabalho pelo valor que foi estipulado, Cara, eu faço o melhor que eu posso, eu aceitei. Isso se chama ser homem, porque não tá honrando com a sua palavra. Ele se comprometeu a fazer o trampo, que seja R$1 a hora, você se comprometeu, você assinou o papel, seja homem de cumprir o rolê. Eu falei, mano, se eu tivesse com o cara aqui, mano, mas eu ia dar uma lição de moral nele, eu ia deixar ele desse tamanho assim, né, para ver se acorda para vida. Nesse tópico tá incluindo todos aqueles outros algumas professoras que, cara, o cara tá ali de corpo presente, é impressionante. O aluno tá fazendo o exercício errado do lado dele, ele não vê porque a cabeça dele tá na lua. O professor é responsável pela saúde, pela integridade dos alunos ali dentro. A partir do momento que o professor tá na sala, ele tem que ficar atento, mano, em 100% dos alunos. Ah, mas na academia que eu trabalho não é assim, tem muito aluno. Ah, na academia que eu treino é muito cheia. Cara, o professor tá fazendo o melhor que ele pode ou tá fazendo corpo mole? Isso aqui vale para todas as profissões, mas na academia me machuca muito porque Porra, é a minha profissão. Aquele filho da puta vai ser chamado de professor de educação física, professor de musculação, assim como eu. Então tá manchando o nome de uma profissão que é linda. A gente cuida das pessoas, a gente faz com que elas vivam de forma melhor, com saúde, com shape, com saúde psicológica.