Two speakers riff on absurd everyday questions: why isn't a painkiller called "oralgésico," why do old pots taste better than new ones, can a hand wash itself, and does the city of Bonito ever produce ugly people. A playful dive into the weird logic hiding in language and common sense.
Se analgésico a gente toma pela boca, por que que não chama oralgésico?
Se panela velha que faz comida boa, por que as lojas só vendem panela nova? Será que a gente lava a mão ou a mão se lava sozinha enquanto a gente olha?
Será que o Siri acha que a gente—
Cara, é interessante. Não, não, pera, pera, vamos voltar lá na mão porque o da mão me chamou atenção, cara. Ó, será que a gente lava a mão Ou a mão se lava sozinha enquanto a gente olha? Cara, esse é um ponto. O miserável é um gênio! Porque ela se lava ali. Uma mão lava a outra, lava uma mão.
Será que na cidade de Bonito já nasceu gente feia?
Será que Adão e Eva tinham umbigo?
Por que que o produto que estragou— a gente fala que vem—
será que Adão e Eva tinham umbigo?
Por que que o produto que estragou A gente fala que venceu e não perdeu.
Por que a calça a gente bota e a bota a gente calça? Já reparou que o dinheiro nunca é seu, é só sua vez de gastar? Muito bom, cara, muito bom.