
This content was created by Rodrigo Barros. This content was uploaded by Rodrigo Barros. This is a Portuguese YouTube video titled "POR QUE PESSOAS FITNESS INFARTAM?" (published June 11, 2026). It features a conversational, informal host (LALÁ), reacting with humor and personal anecdotes, and Dr. Luiza Haddad (medical doctor, USP) who provides a science-based explanation of why physically fit people can still have heart attacks. Topics covered include coronary artery disease and atherosclerotic plaque formation, plaque rupture and thrombosis, symptoms of myocardial infarction, risks seen in endurance athletes (coronary calcification, arrhythmias), effects of high training volumes, the impact of hormones/anabolic steroid use on lipids, diagnostic tests (calcium score, coronary CTA, lipid panels, ambulatory BP), prevention and monitoring, and practical advice to get check-ups. The video also contains sponsor mentions (Always Fit, Oficial Farma) and LALÁ's personal history of bodybuilding and prior hormone use as motivation for medical screening.
Chapters
Por que pessoas fit infartam? Esse é o vídeo de hoje e nós é fit, então vamos assistir aqui, vamos ver o que vai acontecer nesse vídeo. Bora!
A gente costuma achar que infarto acontece apenas em pessoas mais velhas ou sedentárias com excesso de peso. Quando acontece um caso de infarto numa prova de corrida, num Ironman ou em alguém que faz esporte, parece que dá um nó na nossa cabeça.
Tem uma galera que infarta fazendo treino de musculação também.
Como é que essa pessoa tão ativa, magra, com boa saúde, que faz esporte de endurance, também pode apresentar doença arterial coronariana? Existe um lado dessa história que pouca gente conhece. Entender esse lado é fundamental para quem treina, para quem ainda não começou a treinar, e principalmente para quem quer realmente proteger o coração a longo prazo.
Acho que é para todo mundo que não quer morrer, né? Vamos lá. Fala, Lu! Ciência e Saúde com a Luiza.
Eu sou a Haddad, médica livre docente pela USP, e trago aqui um conteúdo sobre saúde, qualidade de vida de esportes sempre baseados na ciência, de forma descomplicada. Quem aí conhece alguém ou já ouviu falar que era super saudável, magro, esportista, que teve um infarto? Se você conhece, comenta aqui embaixo. O fato é que ainda tem uma galera que usa as paradas, né? Treinar regularmente ajuda sim a manter um bom condicionamento cardiorrespiratório, mas não significa necessariamente que as artérias coronarianas estão livres de aterosclerose. A doença coronária.
Ó, pra você que tá meio viajando com esse negócio de artérias coronarianas, basicamente são as artérias, né, que levam o sangue pro próprio coração. Porque o coração é uma bomba, certo? Fica mandando sangue pra todo mundo. Mas ele é um músculo, cara, e músculo precisa de sangue. E essas coronárias são as responsáveis por levar sangue para o coração, tipo meio que levar comida pra ele, entendeu? E aí se elas entopem, já entendeu como um infarto funciona, porque falta sangue pro coração e o coração Ele morre, né? E aí ele não consegue continuar bombeando, tá bom?
Que é o que leva ao infarto pode se desenvolver silenciosamente ao longo de décadas, mesmo em indivíduos com bom nível de atividade física. Em muitos casos tem fatores como uma predisposição genética, ou seja, um familiar, pais, avós que infartaram. Também níveis elevados de colesterol LDL, de lipoproteína A, hipertensão arterial.
Ela falou aquele de LDL. Aqui tem uma questão muito importante para quem um hormônio. Daqui a pouco eu falo.
E outras alterações metabólicas que vão favorecer a formação de placa nas artérias sem nenhum sintoma ao longo dos anos.
Ela vai falar das famosas placas de ateroma. Enfim, vamos ver, doutora.
Fenômeno é chamado de doença cardiovascular.
Muito louco esse bagulho que ela tem no cenário ali, cara. Bagulho é tipo uma flor em cima, ó. Em cima tem uma flor do Mario Bros, né? Lembra da florzinha do Mario? Que você, quando você pegava, você soltava bolinha de fogo. E depois tem outros bagulho ali, muito louco, né, o negócio dela ali. Errei.
Par subclínica: a pessoa se sente bem, tem uma boa performance física, não tem nenhuma limitação.
Assunto é sério, né, cara? Eu tô rachando a bica do bagulho ali e tô rachando o bico também, tipo, que eu prestar atenção nisso. Mó legal, né, cara? Vai lá, muito louco o bagulho.
Limitação para o dia a dia, mas no corpo processos inflamatórios e metabólicos estão acontecendo, principalmente ali nas artérias do corpo.
Esses bagulho amarelo aí, ó. Isso aí são as placas de ateroma.
Que vão levar ao desenvolvimento da aterosclerose. Diversos estudos mostram que mesmo atletas de alta performance podem apresentar calcificação coronariana ou placas ateroscleróticas que são detectadas em exames de imagem. Hoje a gente sabe que o exercício físico é extremamente protetor para o coração, mas não elimina completamente o risco cardiovascular. Existe ainda um outro cenário que tem chamado atenção nos últimos anos na literatura científica de pessoas com excelente condição física e sem os fatores de risco que eu coloquei, mas Mas se submetem por muitos anos a volumes muito elevados de treinamento. Esses atletas, principalmente de endurance, maratonista, ciclista, triatleta, têm sido observados e tem alguns estudos mostrando uma maior prevalência de calcificação coronariana e de alterações estruturais cardiovasculares quando comparadas a indivíduos ativos, mas com níveis moderados de atividade física.
Interessante isso aqui, né, cara? Porque quando ela começou a falar que a galera que treina e tal, que não sei o quê, tá dando uns B.O., eu penso o seguinte, cara. Às vezes a vida, ela tem, a pessoa tem uma vida bosta durante muito tempo, muitos anos, né? Come mal, sedentário, cigarro também influencia nessa formação de placa, álcool, etc. Aí num dado momento a pessoa, porra, vou mudar de vida, vou começar a treinar e tal, não sei o quê. E a pessoa efetivamente às vezes muda mesmo, muda hábitos alimentares e tal, não sei o quê, tudo. Porém o rolê já foi feito lá, né, cara? Vamos descobrir aqui, vamos descobrir.
Hipóteses é que essas sessões repetidas de exercício muito intenso podem gerar episódios transitórios de inflamação no corpo, estresse oxidativo e microlesões.
Essa inflamação toda aí vai acontecer mesmo.
Que ao longo do tempo pode contribuir para remodelação arterial e formação de placa ali no coração. Agora, gente, é super importante enfatizar que o exercício regular continua sendo uma das intervenções mais poderosas para diminuir risco cardiovascular. Esses achados reforçam a ideia de que mais—
e para melhorar também o LDL lá que eu falei, que é o colesterol que vai zoar, tá? Daqui a pouco eu vou falar sobre isso, aguenta aí.
Exercício nem sempre significa menos risco, principalmente indivíduos expostos a cargas extremas de treinamento. Mas calma, eu vou detalhar bem esse aspecto para que você possa continuar treinando muito, quanto você quiser, sem ter que se preocupar.
Nós gosta de treinar, caralho!
Fartar, não treino numa prova. Mas antes eu quero falar de um produto super interessante da nossa parceira aqui do canal que oferece esse vídeo, a Oesfit: as vitaminas do complexo B, que são frequentemente indicadas como suplementação, tanto pela deficiência, que é super comum, mas também para cuidar da nossa saúde cardiovascular. E a tem duas versões bem interessantes: o complexo B em cápsulas, que tem B6, B9, B12, que são as vitaminas que a gente precisa suplementar em concentrações ideais para um suporte metabólico que nós precisamos. E tem também a versão em gotas, que tem metilfolato e metilcobalamina em formas ativas, prontamente utilizáveis pelo nosso organismo, alta biodisponibilidade. Ou seja, você ingere, vai de fato para onde você quer. Eu particularmente gosto muito dessa versão em gotas, eu acho super prático para o dia a dia, uma forma simples de complementar vitaminas quando tem necessidade Sempre com orientação de profissional. Então se você quiser conhecer esse suplemento ou qualquer outro da Always Fit, a gente deixa o link para vocês na descrição.
Então assim, ó, vamos dar uma moral aqui para a Lu, né? Então ela fez a publi aí da Always Fit, falou dos produtos e tal, tá o QR code aí, se você quiser ir lá fortalecer o trampo dela, é nós. Ela colocou aqui, ó, vocês estão vendo esse NAC? Cara, isso aqui é muito bom para o fígado, tá? Principalmente quem tá aí mexendo com os negócios, é legal tomar, tá bom? Então a Lu falou aí do Always Fit, eu vou falar da Oficial Farma, entendeu? Seguinte, cara, se você quiser fortalecer o meu trampo com a Oficial Farma, quiser comprar os produtos da maior farmácia de manipulação do Brasil, você tem aí, né, o link aqui embaixo na descrição. Tem um cupom LALÁ para você pagar ainda menos, tá? O NAC é legal. Coisas que eu uso muito é o Sossegarte para dormir melhor. E se você quer elevar sua testo, tem o Testo Black, que é top, tá?
O QR code aqui na tela. Rico com o Pau Fala Lu sempre tem desconto. Agora, voltando para a mensagem principal do nosso vídeo: boa forma física não deve ser confundido com ausência de doença cardiovascular. A saúde do coração depende de vários fatores, incluindo genética, metabolismo, pressão arterial, nível de colesterol, inflamação sistêmica e hábitos de vida. E todos esses elementos precisam ser avaliados de forma integrada para a gente dizer se você tem ou não a chance de ter um infarto como desfecho final.
Vamos entender, ó, tudo, tá? Tudo no nosso corpo, cara, é multifatorial, tá ligado? Tudo. Ah, você quer ficar magro? É multifatorial. Você quer ficar forte? É multifatorial. Para você ter um problema, é multifatorial. Tudo é multifatorial. Então, enfim, ela tá trazendo aqui para questão do coração, né?
O que que acontece quando uma pessoa tem um infarto? Termo médico infarto é para infarto agudo do miocárdio. A palavra miocárdio se refere ao músculo do coração e o termo infarto significa morte do tecido causado pela falta de suprimento sanguíneo. Infarto acontece quando uma parte do nosso músculo ali do coração deixa de receber oxigênio e nutrientes suficiente porque o fluxo sanguíneo foi interrompido. O coração é irrigado por uma série de vasos chamados artérias coronárias. Que levam oxigênio e nutriente pro músculo que tá ali batendo o tempo inteiro na nossa vida toda. As principais artérias são a coronária direita e a coronária esquerda. E aí elas se ramificam em vasos menores pra irrigar o nosso coração inteirinho. E esses ramos, um dos mais conhecidos é a artéria descendente anterior, que irriga uma grande porção do ventrículo esquerdo, que é uma parte fundamental do nosso coração pra mandar sangue pro nosso corpo.
É, o coração todo é fundamental, né? Mas sem entender o que ela quis dizer.
E ela tá associada a infartos extensos quando tem uma obstrução nessa artéria. Quando qualquer uma dessas artérias coronarianas é bloqueada, o tecido cardíaco que depende dela pra receber oxigênio vai sofrer isquemia. E se esse sangue não for restabelecido rapidamente—
Isquemia é falta de oxigênio e tal, não sei o quê que ela explicou antes.
As células começam a morrer. Esse processo de morte celular é chamado de necrose miocárdica. E o tempo é um fator crítico nesse processo. Os estudos mostram que danos irreversíveis no músculo do coração vai acontecer depois de 20 a 40 minutos de isquemia completa. Clinicamente, o infarto, cara, quanto mais tempo passar, pior é, né? Costuma se manifestar com sintomas de dor ou pressão no peito que irradia para o braço esquerdo, mas também pode irradiar para mandíbula ou para as costas.
Então já vamos ficar atento aqui aos sinais, tá?
Então, ó, clinicamente, o infarto costuma se manifestar com sintomas de dor ou pressão no peito, dor ou pressão no peito. Dia para o braço esquerdo, mas braço esquerdo, mas também pode irradiar para mandíbula.
Beleza, aqui, ó, no lado aqui da cara, né?
Falou para as costas.
Existe um princípio assim, cara, importante para você saber, para você cuidar de você, mas importante para você cuidar de outra pessoa também, se for o caso, né, cara? A pessoa começou a sentir tipo dor, pressão no peito, começou a sentir o braço esquerdo zoado, cara, corre! E leva essa pessoa para o hospital, que ela pode estar tendo um infarto. E você viu ali que, cara, de 20 a 40 minutos já começa a dar problema grave. Então quanto antes melhor, tá bom? Aqui a gente tem uma informação de utilidade pública, né, gente?
Fundamental na cardiologia, que é tempo é músculo. Quanto mais rapidamente o fluxo sanguíneo for restaurado, seja por medicamento, tipo os trombolíticos, ou por procedimento que todo mundo conhece hoje, que é o stent.
Tá vendo? Esse stent é exatamente isso, ó. Você viu? Foi uma agulhinha ali, ó. Vamos lá.
Tempo é músculo, quanto mais rápido.
Então foi lá, enfiou essa agulhinha, né? Mas tá vendo os bagulho amarelo aqui, né? Que é a placa. Vamos imaginar que tava fechado aqui, aí agulhinha entra lá, tipo perfura o rolê, e aí expande. Esse bagulho é tipo uma telinha de metal, ó, e aí a telinha mantém o vaso aberto. Para que o fluxo de sangue permaneça. E aí, ó, a bolinha vermelha lá, tipo mostrando que é como se fosse um glóbulo vermelho, ou seja, o fluxo de sangue.
Acho que é o stent. Maior a chance de preservar o músculo do coração, evitar complicações futuras e evitar a morte pelo infarto. O importante é saber.
Mas deixa eu trazer uma coisa importante aqui. De modo geral, né, cara? Eu acho que é válido fazer os seus exames e tal, acompanhar para saber como é que tá toda essa questão. Recentemente eu fiz todos os exames que você pode imaginar. Você imaginar, porque no passado eu abusei muito de hormônio, né, gente? Competi durante muito tempo e eu era assim bem inconsequente até nessa questão. Meu negócio era ganhar campeonato, sabe? Tipo, não me preocupava. Então é importante que você tenha seus exames em dia, e principalmente você que já tomou um hormônio e tal, porque, gente, hormônio influencia aqui para caralho. Eu falei do LDL, o que acontece é o seguinte, ó: LDL é colesterol, tá? E essa parada amarela que vocês estão vendo aí, mano, o LDL, né, o colesterol, ele vai influenciar nisso aqui para caralho, tá bom? Ah, mas eu tenho uma alimentação saudável, quem tem colesterol é só quem come mal, quem come muita gordura e tal, não sei o quê. Não, existe fator genético, mas eu tô falando aqui dos hormônios, né? O que acontece é o seguinte: a testosterona que você produz, sendo você homem ou mulher, ela tem como matéria-prima o colesterol. Então o seu corpo produz colesterol, você come colesterol, e aí ele pega esse colesterol, dentre várias coisas, ele produz testosterona. Tudo bem até aqui? Se você coloca hormônio no seu corpo, se você coloca testosterona, o seu corpo ele vai parar de produzir testosterona, né? A hipófise identifica que você já tem testosterona e tal, não sei o quê, feedback negativo, todo aquele rolê todo. E aí você não produz mais testosterona, o seu saco para, suas bolas fica diferente. E aí, cara, pensa comigo, se o seu corpo produzia testosterona através do colesterol, agora não tá produzindo mais testosterona, o que que vai acontecer com esse colesterol? Ele vai ficar alto, cara. Às vezes você tem uma puta vida saudável, se alimenta super bem, faz cardio, treina musculação, tudo direitinho, mas o seu colesterol pode estar alto. E uma das coisas mais perigosas é manter o colesterol alto. Então, por favor, cuide disso. Vai no médico, vê como é que tá o colesterol, dá uma checada no coração. É bom, é meio papo de velho, papo de avô, de pai, mas a minha função aqui é essa também, tá? É chato, cara, fazer. Eu não, também não gosto, mas é necessário, tá bom?
Que o infarto não é algo que acontece do nada, não é um mal súbito, mas sim um processo lento e progressivo chamado aterosclerose.
A doença arterial coronariana é um processo, ou seja, se você vai lá, faz seus exames e tal, você consegue identificar o rolê antes. Tipo, dá para identificar que você já tem as placas ali e tal, e já dá para fazer coisas. Não precisa deixar ter o infarto, você pode resolver o problema antes. Porque assim, ó, vamos imaginar que você vai no médico e tal, não sei o quê, eles identificam que as suas coronárias elas estão desse jeito aqui, ó, tá vendo? Já tem um pouco de depósito ali, já tem umas plaquinhas rolando, mas o fluxo de sangue tá acontecendo ainda. Opa, peraí, cara, já vamos resolver esse trem aqui, ó, porque você pode ter problema no futuro com isso aqui. Já vamos agir direto aqui no problema, resolver isso aqui, e já vamos também identificar por qual motivo que isso tá acontecendo, pra evitar que outras aconteçam.
O que acontece nessas artérias que irrigam o coração ao longo de anos? Partículas de coisas.
Ao longo de anos, tá?
Colesterol, principalmente que contém LDL, vão atravessar a parede das artérias, vão desencadear uma resposta inflamatória e vão favorecer a formação das placas de ateroma.
E essas placas, aí, para você ter noção, tipo, o anabolizante é tão desgraçado porque assim, ele aumenta o LDL, que é considerado colesterol ruim. Eu tô falando considerado porque ele tem as funções no seu organismo, tá? Ele aumenta o LDL e diminui o HDL, que é considerado o colesterol O colesterol aqui meio que faz uma faxina no rolê. Então tem que cuidar, cara. Tem que cuidar.
Placas não são compostas só por gordura, como muita gente acha. Elas também envolvem células inflamatórias, tecido fibroso, cálcio e restos celulares. E à medida que a placa vai crescendo, ela vai sim diminuindo o calibre do vaso, limitando a passagem de sangue. Em geral, sintomas de angina, que é a dor no peito, vão acontecer mais provavelmente quando a obstrução é hemodinamicamente significativa. E muitas vezes—
Ó, palavreado dela, bonitinho, né? Hemodinamicamente significativa.
Que legal, fofinha, ocupando mais de 70% do diâmetro do vaso. O aspecto mais perigoso da aterosclerose é justamente o fato dela ser silenciosa. Aterosclerose não é só um entupimento da artéria do coração, é uma doença inflamatória crônica da parede arterial que é influenciada pelo nosso metabolismo, nossa genética.
Comenta aqui se você também acha ela parecida com a minha bracinha. Tô aqui, cara, ela parece com alguém, cara. Quem é que ela parece? Editor, coloca aqui para nós a foto da Débora Seco do lado da foto dela, da imagem dela. Cara, ela lembra muito a Débora Seco.
Nosso estilo de vida.
Nossa, na verdade eu não sei como que a Débora Seco tá hoje em dia, mas ela lembra.
Idade, pressão arterial e todos os fatores de risco que a gente fala tanto aqui no canal. Na maior parte dos casos, o evento que desencadeia o infarto é sim a ruptura de uma placa aterosclerótica que existia ali na artéria coronária. Algumas dessas placas vão ficar estáveis por muitos anos, até indo—
Se ela não explicar esse lance da ruptura, eu te explico, tá? Vamos lá, você pode ter, cara, como assim ruptura?
Ruptura é soltar, desprender, estreitando um pouquinho gradualmente a artéria. No entanto, outras placas têm uma capa fibrosa mais fina e inflamada, o que torna ela mais susceptível à ruptura. Quando ocorre a ruptura dessa cápsula fibrosa, o conteúdo da placa, que é muito trombogênico, que faz com que o sangue se coagule, e esse trombo vai levar a uma obstrução do sistema então que tá levando o sangue além do local da onde tava a placa. Plaquetas, que são células da coagulação, vão rapidamente formar o trombo e vão obstruir essa artéria, levando ao infarto. Esse processo normalmente acontece em questão de minutos. Os estudos mostram que diversas rupturas ocorrem em placas que muitas vezes produziam estreitamentos moderados, às vezes até menores que 50% do diâmetro do vaso. Isso ajuda a explicar porque muitas pessoas podem não ter nenhum sintoma prévio e ainda assim ter um infarto, por exemplo, durante uma prova de corrida ou durante um Ironman.
O que acontece também é o seguinte, né? Ela de certa forma explicou ali a ruptura, mas eu vou trazer mais alguns pontos. A pessoa, ela já tem lá a placa e tal. Aí a pessoa vai fazer uma prova, cara, uma prova dessa exige muito do coração. Esse fluxo de sangue ali, ele vai acontecer de forma muito intensa e aí causa a ruptura. Muito se fala que um dos maiores perigos de infarto são os atletas de finais de semana, porque o cara tem uma vida, uma rotina meio bosta, Se alimenta mal e tal, não sei o quê, fuma, é sedentário, aí no final de semana vai jogar bola. Ou seja, ele tem todas essas placas no coração dele e aí chega no final de semana, ele vai fazer um exercício mais intenso, ele vai exigir mais dessa máquina e aí pode acontecer isso.
O processo inflamatório da parede arterial vai enfraquecer essa capa da placa. Então são placas mais instáveis que aumentam a probabilidade de ruptura.
Ou seja, um fluxo de sangue maior ali vai enfraquecendo essa parede, né?
O que aumenta essa chance de ruptura? Fumar, estresse metabólico, diabetes, inflamação sistêmica e até picos transitórios de pressão alta. Tudo isso leva a uma instabilidade e ruptura da placa.
Ó, picos transitórios de pressão alta. Você já parou para pensar o quanto que a gente exige do nosso coração quando a gente tá treinando musculação? Você já parou para pensar para onde vai a sua pressão quando você tá fazendo um agachamento pesado, um leg press pesado? Por isso que por vezes a gente vê a negada aí infartando no treino. Toma cuidado com isso aí, cara.
O infarto agudo geralmente não é um resultado de uma artéria que progressivamente vai fechando, mas sim um evento agudo em que uma placa vulnerável se rompe, levando então à formação de um trombo que bloqueia o fluxo sanguíneo. E a questão de quem não tem nenhum fator de risco e ainda assim infarta? Exposição a volumes muito elevados de exercício por muitos anos. O organismo vai ter um aumento transitório de alguns marcadores inflamatórios. Incluindo inflamação sistêmica, estresse oxidativo e liberação de biomarcadores cardíacos. Só que alguns—
isso aqui é um papo mais nerd, tá? Mas um marcador, cara, que se você treina musculação você tem ele completamente alterado é o tal do CPK. Quando a gente treina, a gente causa um estresse maior no organismo, etc. e tal, e gera um CPK mais alto. Numa pessoa sedentária, uma pessoa normal, o CPK ele é baixinho. Pra gente que treina, ter um CPK alto é basicamente assim, é a sua obrigação. Porque se você tem um CPK bosta, é porque você tá treinando mal. Mas para um cardiologista, tanto é que assim, se você levar um exame, se aparecer um exame na mão dele, ele vê um CPK estourado, a primeira coisa que ele vai perguntar: essa pessoa treina musculação? Ou essa pessoa faz alguma atividade mais intensa? Porque o endurance também vai causar um CPK alto.
Pesquisadores levantaram a hipótese de que a repetição dessas cargas extremas por muitas décadas, por muitos anos, poderia contribuir para remodelação cardiovascular específica em um pequeno número de pessoas mais susceptíveis. Estudos com tomografia cardíaca.
Vamos fazer uma observação aqui que é muito relevante: não necessariamente a pessoa que treina para caralho se alimenta bem, viu, cara? É muito mais fácil uma pessoa que treina musculação, que quer ficar com o corpo bonito, ter uma boa alimentação, do que essa galera que treina tipo longas distâncias e tal. Geralmente essa galera come, tipo, até come muita besteira, porque precisa consumir muitas calorias para conseguir equiparar ali o que ela tava o que ela tá gastando no treino. Óbvio que isso não é para todo mundo, mas cara, eu conheço pessoas que corre, pedala e tal, não sei o quê, e mano, termina o treino, encosta na barraca de pastel, tá ligado?
Tem mostrado que atletas de endurance, então de longa data, com essa exposição muito grande a muito estímulo do esporte, tem uma maior prevalência de calcificação coronariana quando comparada a indivíduos ativos com níveis mais moderados de exercício.
Curiosa, vai comendo pastel então depois do treino?
Muitas dessas placas parecem ser mais calcificadas e por isso elas são mais estáveis do que as placas da população em geral. Esses achados sugerem que o treinamento extremamente intenso não elimina então completamente a possibilidade de doença coronariana. Outro fenômeno observado nesses atletas de longa duração é uma maior incidência de algumas arritmias, especialmente a fibrilação arterial, provavelmente associado a essas adaptações estruturais do coração, com aumento do tamanho do átrio e alterações autonômicas relacionadas ao treinamento crônico. Crônico. Em determinadas situações, tipo desidratação, que acontece em algumas provas mais longas, mas também privação de sono, estresse fisiológico, uso de alguns estimulantes, essas arritmias—
tudo isso acontece muito, cara, muito. Geralmente a galera que corre dorme pouco, que tem que acordar cedo para ir correr, porque a pessoa tem a rotina dela. Aí ela acorda tipo, mano, cansada, ela mete os estimulantes, cara. É bizarro, cara, é bizarro. Às vezes a galera fala, não, porra, tiver saudável e tal, não sei o quê.
E aí entra o que eu falei, aí depois ainda do treino come umas besteiras, podem desencadear sintomas cardiovasculares e aumentar a demanda cardíaca, potencializando se revelar então uma doença coronariana que talvez estivesse ali silenciosa. A gente precisa destacar que esses achados, inclusive, fudeu, cara, só consigo ver até a boca seca agora, inclusive em atletas sem fator de risco, não significam que o exercício intenso é prejudicial para a maior parte das pessoas. Pessoas. A prática regular de atividade física continua sendo uma das intervenções mais eficazes para reduzir.
O legal de tudo, e esse é o bacana de você assistir um react de um vídeo desse, cara, a Lu é médica e ela tá trazendo uma visão de médico, ela tá trazendo vários pontos mais detalhados, tá falando de estudos e tal, não sei o quê, mas é uma médica, cara, é uma visão de médico. Eu sou professor de educação física e eu tô te trazendo outras visões, inclusive com base na minha experiência como personal, que, ó, observava de perto os alunos. Então você percebe que até agora ela não citou essas questões que eu trouxe, essas questões que normalmente acompanham, né, esse atleta ou essa pessoa que faz tudo isso. Ah, gente, acabei de lembrar de mais uma coisa: esse povo normalmente bebe, tá? Esse povo adora tomar cerveja, tomar vinho. Então assim, percebe que existem várias coisas que Ah não, fulano corre, ele é super saudável. Não necessariamente, cara. Às vezes essa pessoa ela tem hábitos horríveis, não é só porque corre não.
Imortalidade cardiovascular. Esses eventos graves são muito raros.
A principal mensagem é que mesmo pessoas é grave, mas né, muito raro, mas pode acontecer, porra. Tem que ficar de olho.
Muito ativas e com excelente condicionamento devem sim fazer um acompanhamento.
Pessoas muito ativas e com excelente condicionamento. Ó o tiozão que colocaram ali, ó. Ai, cara, não, cara, eu tô tirando por base que o tiozão ele não tem, não é muito ativo, não tem um excelente condicionamento, porque ó como tem as gordurona aqui, ó, no pescoço. Ele é meio parrudinho.
Treinamento da saúde cardiovascular ao longo da vida, e principalmente aquelas pessoas que acumularam muitos e muitos anos de treinamento intenso. Como é que eu posso continuar treinando muito, por muito tempo sem me preocupar. Como é que é essa prevenção?
Porque esse maluco tá pulando a corda assim, ó, inclinado, parece que tá penso.
Os diversos estudos mostram que pessoas com melhor aptidão cardiorrespiratória têm um menor risco de mortalidade cardiovascular e uma menor incidência de doença arterial coronariana. O exercício regular promove várias modificações que melhoram o nosso coração. Tem um monte de vídeo no Fala Luz sobre isso. Além disso, atividade física estimula o desenvolvimento da circulação colateral coronariana. É o crescimento de pequenos vasos sanguíneos capazes de ajudar a manter o fluxo de sangue para o miocárdio, mesmo se tiver uma limitação de uma artéria principal. Então isso pode ajudar inclusive a salvar a vida desse atleta se ele tiver um evento agudo, um infarto.
Essa questão aqui que ela falou explica porque que pessoas mais velhas, tipo, mano, 50, 60 anos, 70, é mais difícil pessoa ter um infarto, porque ela tem mais ramificações já, entendeu? Pessoa na casa ali dos 30, 40 anos é mais fácil. Isso não significa que já deu tempo de fazer merda o suficiente, não tem todas essas ramificações, entendeu?
Exercício substitui uma avaliação médica ou um acompanhamento de saúde cardiovascular. Você pode fazer esporte, mas seu pai infartou, seu irmão infartou, seu tio infartou, você tem uma genética que aumenta o seu risco. Ou você fumou por um tempo, ou você tem um metabolismo alterado, ou diabetes, ou hipertensão. Por isso, as estratégias de prevenção continuam sendo fundamentais. Mesmo se você tem um estilo de vida ativo. Entre as principais medidas de monitoramento estão avaliações periódicas de pressão arterial, saber se você é ou não hipertenso, exames laboratoriais para ver seu perfil lipídico, se você tem ou não um aumento de LDL, e uma avaliação global do risco cardiovascular.
Deixa eu te contar uma particularidade minha aqui para você. Como eu disse há pouco, eu fui atleta de fisiculturismo durante muitos anos e usei muita coisa, cara, né? Abusei muito mesmo. De uns tempos para cá, a cabeça vai mudando, né, cara? A gente vai amadurecendo, vai começando a ter olhos diferentes para com a vida. Enfim, tipo, parei com tudo isso e tal, procurei um médico e falei para ele assim, falei: doutor, o seguinte, cara, eu quero saber se eu tô bem. Se tiver alguma coisa para ajustar, eu quero ajustar, porque, cara, eu quero viver bem, eu quero viver muito. Então eu quero cuidar da máquina aqui, porque, mano, eu quero ficar bastante tempo aqui curtindo a vida, que eu acho ela mó legal, tá ligado? Ele falou: isso é muito fiz uma cacetada de exames, cara, você não faz ideia. Tipo assim, muitos exames que eu fiz são feitos por pessoas que já infartaram e tal, ou que já tem um risco grande, parará, piriri. Exatamente para, mano, passar assim um raio-X, raio-X no sentido figurado, tá, para saber tudo como é que tá, cara. Fiz aquele exame chato para caralho de ficar com o negócio medindo pressão 24 horas e fiz uma cacetada de muitos outros exames. E, cara, tudo isso para saber como é que tá o negócio aqui e, mano, viver bem, sacou? Então, por que eu tô te falando isso? Para motivar você a fazer isso também. Independente até se você teve um histórico de uso ou não e tal, não sei o quê, cara, legal dar uma olhada. Você já tem 30 e poucos anos, cara, dá uma geralzinha, né? Faz um eletrozinho ali e tal, não sei o quê. Vai lá no cardiologista, fala, pô, doutor, eu quero que a máquina aqui continue funcionando bem. Bem, cara. Eu acho que você vai investir pouco tempo e energia nisso, e mano, o beneficiado no final das contas é só você mesmo, tá?
Se você é uma pessoa que tem um maior risco, exames adicionais também podem—
Ah, detalhe, eu tenho algumas alterações já, tá, por conta desses abusos. Quando o médico viu os exames e tal, não sei o quê, ele falou assim: olha, cara, você parou na hora certa, que se você continuasse essas alterações que hoje já existem, porém são pequenas, elas entrariam num quadro de preocupantes, tá bom?
Deve ser considerado. Aí entra o score de cálcio coronariano, que um clínico, um cardiologista pode pedir, ou um médico do esporte, para detectar a presença de calcificação nas artérias coronarianas, ou uma angiotomografia coronariana, que também vai mostrar imagens detalhadas das artérias do coração. Lembrando que só treinar não te deixa imune a uma doença coronariana. A melhor estratégia então é combinar esse estilo de vida saudável com acompanhamento médico, e com prevenção baseada em evidências. Então é isso, quero saber quem tá com check-up.
Você pode estar até se perguntando, né, pô, Lala, mas por que você decidiu então parar de competir, etc. e tal? O que foi que aconteceu? O que mudou na sua cabeça, etc.? Mano, eu expliquei tudo isso nesse vídeo aqui e é um vídeo muito sério, um vídeo que eu abro o meu coração ali e falo coisas do fisiculturismo que, mano, as pessoas normalmente não falam, cara. Puta, é bacanérrimo que você assista. De novo, é um vídeo sério, é um vídeo papo cabeça, mas é extremamente necessário. Clica aí.










