
Neste vídeo, Rodrigo Barros explica por que tendões frequentemente não se recuperam adequadamente e como evitar esse problema. Ele começa descrevendo a estrutura dos tendões – fibras de colágeno organizadas como cabos de aço que conectam músculos aos ossos – e diferencia-os de ligamentos e fáscias. Em seguida, detalha como sobrecarga, falta de descanso, sono e nutrição inadequados geram microfissuras que evoluem para tendinopatias (tendinite aguda ou crônica e tendinose). O apresentador critica a crença de que tendões se curam tão rápido quanto músculos e enfatiza que a recuperação pode levar de 6 semanas a 6 meses. Para reabilitar, ele propõe: (i) evitar o ângulo do exercício que causa dor e trabalhar apenas a amplitude livre, expandindo progressivamente 15° acima e abaixo do ponto sem dor; (ii) dar ênfase à fase excêntrica com tempo 1:2 (1 s de contração concêntrica, 2 s de alongamento), o que alinha fibras de colágeno e fortalece o tendão; (iii) incluir alongamento, mobilidade e massagem específicos; (iv) garantir sono, alimentação e hidratação adequados. Ele alerta contra a prática de treinar como “influenciadores” sem considerar a recuperação tendinosa, reforçando que respeitar o processo resulta em articulações saudáveis e desempenho superior a longo prazo. O vídeo termina indicando um conteúdo complementar sobre hábitos que potencializam a recuperação e o crescimento muscular.
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Minhas articulações estarão zeradas para o próximo treino. É exatamente isso que todo marombeiro de plantão fala quando sente algum desconforto ali durante o treino, seja um estalo no cotovelo quando tá fazendo um supino, ou então até um desconforto no ombro quando tá fazendo um desenvolvimento. É exatamente esse pensamento que transforma um incômodo bobo em uma coisa séria que pode te deixar um bom tempo sem treino. Pensa bem, antigamente você fazia um treino inteiro e não sentia nada. Hoje em dia você fica sofrendo aí com algumas dores articulares em coisas banais do dia. Às vezes abrir um pote de palmito dói seu cotovelo, às vezes lavar o cabelo dói o ombro. Cara, isso não tá normal. E aí você fica se perguntando por qual motivo o seu corpo parou de funcionar. Os tendões são basicamente tecido conjuntivo construído por colágeno. É parecido com ligamentos e fáscias, mas cada um tem uma função muito específica no nosso corpo. Quando a gente olha para os ligamentos, eles conectam osso com osso. Quando a gente fala das fáscias, elas conectam músculo com músculo. Já o tendão é o cabo de aço que conecta o motor, ou seja, o seu músculo, ao chassi do seu corpo, que vem sendo os seus ossos. E é exatamente nesse momento que você entende que se o motor contrai, ele puxa, e no meio do caminho esse cabo de aço aí não tá muito bom, você acaba não conseguindo desempenhar bem o movimento, e muitas vezes até com dor. E olha que por vezes você não precisa de um peso grande para isso não, viu? Às vezes um halterzinho de 2, 3 kg já te gera todo esse desconforto. E para aguentar o tranco de um treino pesado de peitoral, por exemplo, você precisa que esse tendão esteja forte, robusto. E cada tendão é formado por feixes. Dentro desses feixes, feixes menores. E dentro desses feixes menores, feixes ainda menores. É corda em cima de corda até chegar nas fibras de colágeno que sustentam toda essa carga carga do seu treino. E no tendão que tá com saúde, todas essas fibras, essas cordas, elas estão perfeitamente alinhadas, funcionando em harmonia, como se fosse um grande exército marchando em um só passo. Agora, quando você machuca esse tendão, isso vira um caos. Essa organização toda vai por água abaixo, essas fibras ficam totalmente desorganizadas ali, parecendo um ninho de ratos, ou então um prato de espaguete que caiu no chão todo bagunçado. Aí tem outra coisa, o tendão ele não é só Essa corda, esse cabo de aço estático, ele funciona também como se fosse uma suspensão de caminhão que recebe toda uma carga na hora que você tá descendo no movimento, naquela contração excêntrica, e te devolve ela quando você tá puxando a carga, ou seja, na contração concêntrica. Ele é um sistema brilhante que foi preparado para suportar toda essa pressão, mas ele não aguenta desaforo. O tendão foi feito para aguentar carga e de forma repetida, mas quando desafora demais, mano, ele abre o bico. E aí é onde começam as microfissuras. Mas isso faz parte do treino e tudo se resolveria com uma boa noite de sono, alimentação e descanso. Se você não faz isso acontecer da forma certa e já leva todos esses caras para musculação no dia seguinte e taca carga em cima deles, você não dá tempo para esse processo acontecer e a destruição desse tecido acaba sendo maior do que a recuperação dele. Aqui onde entram algumas pessoas achando que os tendões e ligamentos se recuperam na mesma velocidade que os músculos. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Eles demoram muito mais para estar completamente recuperados. O lado bom de tudo isso é que se você cuidar dessas questões, dar atenção a essa recuperação, não só ele vai se recuperar como também ele vai se se fortalecer? Ou você acha que são só os músculos que ficam mais fortes? Não, mano, os tendões, ligamentos também. Ou seja, na hora que você for treinar, eu preciso que você se preocupe também com a recuperação e o fortalecimento desses caras. Se você for no ortopedista, ele vai falar sobre as tendinopatias. A mais famosa, tal da tendinite, que pode ser uma inflamação aguda ou crônica. E também tem a tendinose, que essas assim é crônica, ou seja, é um verdadeiro atestado de teimosia que você não deu atenção àquelas dorzinhas, aqueles incômodos que você tava sentindo, e agora o negócio ficou feio. Aquela dorzinha chata é o seu corpo clamando por pedreiros, que no caso vem ser sangue e células de reparo para aquela obra. Mas o problema é que você expulsa todos esses caras do canteiro de obra quando todo esse processo tá acontecendo, e você vai para academia querendo fazer o melhor treino toda a sua vida. Mas dá para consertar isso? Dá, e eu vou te ensinar isso agora. E não é ficando no sofá vegetando, tirando completamente o estímulo, igual alguns médicos da antiga recomendam. A proposta aqui é você parar de fazer exatamente aquele ângulo do exercício que dói a sua articulação. Então, como por exemplo o seu joelho, quando ele dói na cadeira extensora, ele vai doer a partir de um certo momento que você tá levantando a perna. Então Aonde tem dor você não coloca movimento. Já aonde não tem dor, eu preciso que você faça o movimento, porque é exatamente ali que a gente vai fortalecendo toda a estrutura. Para você ter uma ideia, a gente sempre consegue fortalecer uma média de 15 graus acima e abaixo do movimento que você tá fazendo. Então vamos imaginar que aqui é a minha coxa e aqui é a minha perna, meu joelho é a junção das minhas duas mãos. Então, se você sente dor daqui para cima, é exatamente esse movimento que você não vai fazer, certo? Então você vai trabalhar daqui para baixo. Porém, quando você tá trabalhando até aqui, ó, o seu corpo vai fortalecer 15 graus para cima, fazendo assim com que você fortaleça exatamente naquela região, aquele ângulo que você sente dor. Conforme esse processo vai acontecendo, daqui a pouco você já começa a subir esses 15 graus, fortalecendo assim os próximos 15 graus. E com o avançar das coisas, cara, você vai ficar novo. A recuperação, ela gira em torno de 6 semanas até 6 meses. Óbvio, tudo isso depende do seu caso, e somente um médico, efetivamente um ortopedista, que é um médico especializado nesse tipo de coisa, para te falar o que efetivamente vai acontecer com você. E aí você pode falar assim: pô, Lala, mas demora tudo isso, cara? Sim, mano, demora. Não adianta chorar. A biologia do seu corpo, ela não sabe se vai ter um campeonato próximo ou se você quer pull shape para curtir praia e etc. Ela tem o seu próprio relógio. E para acelerar esse processo, a dica que eu te dou, validada pela ciência, é dar mais atenção à fase excêntrica do movimento, aquela fase que você tá deixando o músculo alongar. Essa fase tanto é boa para o fortalecimento dos tendões como também da musculatura. E aqui entra um ponto que, mano, não faz sentido você não dar mais atenção exatamente a esse momento do exercício. Então eu quero que você faça aquela fase de encurtar o músculo, por exemplo, em segundo, e a fase de você alongar o músculo em pelo menos 2 segundos. Aqui a gente entra no sistema de treino que é 1 para 2. Em um momento você vai subir a carga, em 2 momentos você vai descer a carga. Claro, isso eu tô falando subir e descer no exercício com peso livre, mas se você for fazer, por exemplo, exercício de costas, aí vai ser o contrário, né, cara? Porque em um momento você vai puxar a carga, ela vai vamos dizer assim, a barra ali que tá na sua mão. E outros 2 momentos você vai alongar a musculatura, deixando essa barra subir. E esse estímulo funciona porque você meio que obriga todas essas fibras se alinharem novamente e manda estímulo para todo esse colágeno se reconstruir e fazer com que esses tendões virem verdadeiros cabos de aço e não uma carroça de fios embaraçados forçados, né, mano? Muitos bons fisioterapeutas vão recomendar também exercícios de alongamento, de mobilidade e até massagem específica nesses tendões, que é exatamente para ajudar esse realinhamento e levar mais fluidos de recuperação para essa região. Mas a real é que a maioria das pessoas nunca parou para pensar qual é a maneira correta de treinar para que cause problema nesses tendões. Muito pelo contrário, a galera pula etapa e ainda quer fazer o mesmo treino que o influenciador ou então o atleta tá fazendo. O que você não parou para pensar é que essa galera de alto nível utiliza tudo que você pode imaginar para recuperação. Ou seja, os caras têm praticamente uma recuperação de um Wolverine e você um mero mortal querendo fazer a mesma coisa que os caras fazem. Mano, não faz sentido nenhum, mano. É o básico que funciona. Não adianta querer forçar a barra do seu corpo agachando com 200 kg, levantando halteres de 50 kg no dumbbell press, que você vai ter bons resultados. Você precisa respeitar todo esse processo. E se assim eu fizer, cara, você vai estar treinando cada vez mais forte, com tendões mais fortes e articulações articulações saudáveis. Assim, se você respeitar o processo, daqui a 6 meses você vai estar com shape foda e com as suas articulações da hora. Mas se você ignorar o estalinho no cotovelo, a dorzinha chatinha ali do ombro igual um boleto vencido, você vai acabar com a bolsa de gelo no sofá engordando que nem um porco, velho. E ainda vai se perguntar por que isso tá acontecendo com você. Então, para a gente essa obsessão do shape foda, é importante que você comece a acumular hábitos bons para o seu corpo, que ajude nessa recuperação toda e favoreça o seu desenvolvimento. Eu vou te deixar com esse vídeo aqui, ó, que são exatamente esses hábitos que vão te ajudar a construir mais músculo. Os seus tendões, ligamentos vão se beneficiar também, e tudo isso otimizando o seu descanso. Cara, esse vídeo é extremamente importante. Vai lá, clica aí.










