Porque PAREI de Treinar como um Fisiculturista! (A VERDADE QUE NINGUÉM TE CONTA)

O vídeo é um relato pessoal de mais de dez anos de carreira no fisiculturismo competitivo, narrado por Laércio (Rodrigo Barros). Ele descreve sua obsessão inicial por ganhar massa muscular, influências de academias e mentores como Azan, Eduardo e João Bispo, e a cultura dominante de treinos com cargas extremas, "no pain no gain" e uso de anabolizantes. O narrador detalha as consequências físicas (dor nas articulações, apneia do sono, lesões) e psicológicas (irritabilidade, isolamento) que surgiram, bem como o impacto negativo nas relações familiares e na carreira como personal trainer. Ao perceber que o esporte não traz retorno financeiro e que sua saúde e vida pessoal estavam sendo sacrificadas, ele decide abandonar as competições. A partir daí, adota uma abordagem de treinamento mais técnica, focada em mobilidade, flexibilidade e qualidade de vida, reduzindo a carga e priorizando a saúde a longo prazo. Ele compartilha os benefícios atuais – melhor sono, menos dores, maior funcionalidade, peso mais saudável – e conclui com um alerta aos espectadores sobre os riscos ocultos do fisiculturismo extremo, incentivando práticas mais sustentáveis.
Chapters
Durante mais de 10 anos da minha vida, tudo que eu pensava era em como construir o máximo de músculo que eu podia. Isso porque eu amava o fisiculturismo. Por mais que eu já tivesse ganhado ali alguns campeonatos, eu sempre estava focado no próximo troféu. Mas isso tudo me trazia grandes problemas que na época eu não enxergava, tamanha a minha obsessão com o negócio. Esses problemas que eu vou trazer aqui para você nesse vídeo, todos os atletas que eu conheço, eles também sofrem. Coisas que são pouco faladas e coisas que muitos deles, assim como eu no passado, não consegui enxergar. A história começa na primeira academia que treinei na minha vida, lá no final do Jardim Varginha, academia de um professor chamado Azan. E esse cara tinha na sua academia, ali no balcão, várias revistas de fisiculturismo. Naquela época era muito famosa a revista da JMF, que é o Jornal de Musculação e Fitness. Revista essa que colocava ali os atletas e seus campeonatos aqui no Brasil. E me recordo que todos os dias que eu chegava, pelo fato de passar ali pela recepção, via as revistas em cima do balcão e dava uma folheada. Certa vez o Azan tava sentado ali, eu disse para ele ali olhando as revistas e maravilhado com as fotos dos campeonatos etc. Eu disse, Azan, um dia você ainda vai me ver numa revista dessa. Pesava, eu acredito que na época, na casa dos 70 kg. Ele olhou para aquilo e tipo nitidamente não deu muito ibope, né? Afinal de contas, só um adolescente sonhando em ser um atleta de fisiculturismo. Mas eu me recordo que isso de forma nenhuma me abalou. Eu continuei fazendo os meus treinos, mas de certa maneira até dei uma esquecida do fisiculturismo. A primeira academia que eu trabalhei, na verdade que eu fui estagiário, tinha um professor lá chamado Eduardo, que esse cara competia no fisiculturismo. Olhou pra mim e me perguntou, moleque, você já competiu alguma vez? E eu falei, cara, não. E ele disse, pô, você tem um shape bom, por que que você não compete? E aí naquele momento aquele sonho lá daquele adolescente voltou, né? E eu falei assim, cara, mas você acha que dá? E ele falou, cara, dá, eu te ajudo. Era o que eu precisava. E naquele momento eu comecei a me preparar pro primeiro campeonato da minha vida, que foi na academia de um outro grande atleta da época, grande referência pra nós, João Bispo. E nesse campeonato eu fiquei em segundo lugar. E essa é uma das coisas mais viciantes que pode acontecer: você quase chegar lá. Para quem já gostava do fisiculturismo, chegar em segundo no negócio, se eu melhorar um pouquinho aqui, um pouquinho ali e tal, eu vou conseguir ganhar esse negócio. E por conhecer o Bispo nesse campeonato, que diga-se de passagem foi na academia dele, e eu queria estar perto dele para aprender mais, eu me ofereci para trabalhar na academia dele e fiz isso durante um tempo, exatamente para ficar próximo do cara, para ver como que ele treinava, ver como que ele fazia todas as coisas e aprender o máximo que eu podia com ele. Sim, aprendi muito sobre treino, mas aprendi muito também sobre vida com esse cara. E como que se treinava naquela época? As nossas referências eram atletas como Ronnie Coleman, Dorian Yates, Jay Cutler, Kevin Levrone, ou seja, atletas que treinavam com muita carga, faziam exercícios muito pesados. E o próprio Bispo que, diga-se de passagem, treinava de forma extremamente pesada. Só para você ter uma ideia, nessa época ele fazia um supino inclinado com 200 kg. A gente tá falando aqui 2008, época que não tinha todo esse desenvolvimento do esporte que a gente vê hoje. E mesmo assim, hoje, cara, 200 kg no supino inclinado é peso para caramba. E o que mandava nessa época era carga, e se defendia muito aquele grande jargão: quanto mais forte for músculo, maior ele se tornará. Mas não se ligava muito para técnica de movimento. O exemplo disso, Kevin, coloca aqui para gente uns movimentos do nosso grande Rei Ronnie Coleman. E aí você vai ver que as cargas são exorbitantes, mas os movimentos, tecnicamente falando, deixam muito a desejar, porque se acreditava que a carga era o que determinava. E de certa forma, cara, olha o Coleman aí, funcionava. Mas não só se manipulava cargas altas, Como também não se preocupava com questões de, por exemplo, alongamentos, mobilidade. O negócio era socar carga, fazer o máximo que dava, ir até o limite em todas as séries, no pain, no gain. E esse no pain, no gain, ele era tão verdadeiro que ele se aplicava até dores articulares. Seu ombro tá doendo? Cara, normal. Seu joelho dói? Ah, faz parte. A sua lombar tá incomodando? Põe um cinturão e mete marcha. Saúde? Foda-se! Eu me recordo de um coach que eu tive, que determinada vez eu perguntei para ele sobre fazer alguns exames para saber como é que estava a saúde. Ele falou assim: não procura, porque quem procura acha. Já dá para você ter uma ideia da mentalidade dessas pessoas naquela época. 2009, esse é um ano muito importante na minha carreira como atleta de fisiculturismo, porque no final dele aconteceu Um clássico campeonato que é mais antigo do que o próprio Mr. Olympia, Mr. Santos. Nesse campeonato eu me recordo muito bem, eu fiz todo um trabalho diferente, uma preparação mais ali encaixada. Quando eu subi no palco, eu me recordo de ter visto toda a minha família me assistir, até alguns amigos. Eu fiquei muito feliz por ter me consagrado campeão. Mas ainda mais por ter toda a minha família ali me assistindo. O quanto de alegria que isso me traz. Saí dali extremamente feliz, mas já planejando os próximos passos. Competi por muitos anos em vários campeonatos daqueles que aquela revista colocava suas fotos. Como eu já tinha me mudado do Varginha, eu não frequentava mais essa academia, mas num determinado dia eu fui lá fazer uma visita, ver alguns amigos antigos, Quando eu cheguei lá, o Ozan me olhou com espanto. E aí ele olhou no fundo do meu olho, pegou uma revista, apontou para ela e disse: é, você falou que um dia estaria aqui e você cumpriu. Quanta coisa boa no fisiculturismo! Quanto reconhecimento não vem com ele! O orgulho dos seus pais, o orgulho de um professor. Competir no fisiculturismo, subir num palco, ganhar troféu, é como uma droga que vicia. E a cada dia você quer mais. Você compete hoje e ao descer do palco você já começa a traçar a estratégia para o próximo campeonato. Todos os atletas que eu conheço sempre têm exatamente esse pensamento que eu vou te falar agora: nesse campeonato eu fiz isso, eu segui essa estratégia, eu ajustei isso e tal. O próximo campeonato eu vou ajustar isso aqui que eu errei, eu vou colocar esse negócio, eu quero testar essa outra estratégia, etc. É uma parada que não tem fim. E eu me recordo de forma vívida, nessa época eu era casado e eu disse para minha ex-esposa que eu começaria a me preparar para um próximo campeonato. Naquele momento que ela ouviu as palavras, ela olhou para mim e claramente não gostou da ideia. Eu não conseguia entender por que que os meus pais me apoiavam, toda a minha família achava super legal eu competir, mas ela não gostava, ela nem me apoiava. Em muitos momentos ficava claro que ela não queria que eu fosse para os campeonatos. Eu confesso aqui para você, eu ficava chateado com isso. A pessoa que eu escolhi para estar do meu lado não me apoia. Eu não conseguia entender. Como eu disse no começo do vídeo, eu estava cego com tamanha obsessão que eu tinha em evoluir, evoluir e evoluir. Claro que nessa época eu já convivia com muitas dores articulares. Eu não conseguia ficar muito tempo sentado porque o joelho doía, não conseguia ficar muito tempo em pé porque a lombar doía. A minha rotina era toda baseada em o treino que eu preciso fazer e as refeições que eu preciso também cumprir. As minhas noites de sono eram ruins porque eu sofria bastante com apneia do sono, mas até então, ah, tudo isso faz parte do processo, tudo isso é o fisiculturismo. E foi num dia que eu comentei com um aluno que era mais próximo, amigo, que eu ia me preparar para o próximo campeonato. Ele disse assim, ah, legal, Não entendi aquilo. Falei, cara, como assim? Tipo, por que ele não tá feliz também? E ele disse, você vai ficar chato de novo, cara. Aquele dia eu voltei pra casa e aquela frase ficou ecoando na minha cabeça. Você vai ficar chato de novo. Eu comecei a me perceber melhor. Eu comecei a notar que efetivamente eu ficava chato. Eu não queria muita conversa, o meu humor ficava péssimo, eu ficava impaciente, irritado. E me recordo vividamente de um dia que era um final de semana Então eu não iria trabalhar, mas eu tinha o meu cardio em jejum pra fazer. Coloquei um boné exatamente aqui assim, fui pra academia. E eu percebi que eu não queria dar um sequer bom dia pra ninguém. Eu queria chegar na academia, fazer o meu cardio e ir embora. Eu não queria contato com ninguém, eu não queria falar com ninguém, eu não queria que ninguém nem me visse. Cara, isso não é normal. Observando mais, eu comecei a perceber que as coisas que eu usava para competir me deixavam assim. Então não era só o fato de uma dieta restritiva, de 3 horas de cardio por dia, fora o treino de musculação, mas as altas doses de alguns anabolizantes mexiam demais com o meu psicológico. E aí eu comecei a perceber outras coisas também. Quando eu começava a me preparar, nossa, Nossa, que estranho, eu começava a perder alunos de personal. Nos momentos que eu não estava me preparando, eu conquistava alunos de personal. Olha que louco! E foi o seguinte pensamento que me fez abandonar o fisiculturismo. Não era só o fato de eu estar vivendo mal, com dores e etc., que me fez parar, e sim o seguinte: eu amo o fisiculturismo, mas ele não me coloca um centavo no bolso. Aqui a gente tá falando de uma época que não existia categorias de fisiculturismo, só para você ter uma noção. Uma época do fisiculturismo que era bodybuilder, ponto final. Que o fisiculturismo não tinha toda essa expressão que hoje tem e os seus apoios financeiros que ele tem. Mas ele estava fazendo com que eu perdesse alunos que esses sim colocavam a comida na mesa. Como eu disse, na época eu era casado e eu me sentia responsável financeiramente por nós. Afinal de contas, tirei ela da casa dos pais. É uma coisa que eu amo, mas de certa forma é um hobby. Isso tá prejudicando a minha profissão, a minha carreira, o sustento da minha família. E foi nesse momento que eu falei: chega! Parei com esse negócio de competir. Mas as coisas não foram tão fáceis assim, mesmo porque eu precisei abrir mão de coisas que eram muito importantes para mim naquela época. E eu vou te dizer que foi muito, muito difícil passar por tudo isso, mesmo porque quem era o Laércio nessa época era o atleta. Eu não conseguia nem cogitar a ideia de ser diferente daquilo que eu era. Mas tudo isso começou numa ideia de objetivo do treino. Eu não Eu não competia mais, eu não precisava mais treinar como atleta de fisiculturismo. Eu podia começar a analisar um pouco diferente as coisas, mas eu ainda pensava: eu quero continuar gigas. Durante esse processo, tanto eu não treinava mais para competir, mas queria ter esse físico foda e tal, mas as coisas também foram evoluindo muito na ciência. A gente foi começando a olhar para os treinos de musculação de uma maneira diferente. As coisas meio que convergiram. Não treinava mais com toda aquela carga, toda aquela intensidade que fazia antes, porque já começava a entender que aquilo não era mais necessário. Então eu comecei a treinar de uma forma mais técnica. Eu comecei a me apoiar mais nos estudos e experiências de atletas que já estavam treinando e se desenvolvendo com essa pegada. E queria continuar crescendo, continuar grande, mas eu não faria isso a qualquer custo, e sim de uma forma mais saudável. O crescimento que eu conseguia ter, para mim, tava ok. Afinal de contas, eu não estava obcecado e precisando aumentar, aumentar, aumentar, porque um próximo campeonato tava chegando. Então a mentalidade a respeito de treino se transformou de uma forma muito grande. Comecei a dar atenção para outras coisas também que antigamente a gente, no modo geral, não fazia. Ninguém fazia. Os alongamentos, qual a importância deles? Qual a importância de ter um corpo mais funcional? Qual a importância, até para desenvolver mais músculo mesmo, de ter articulações com maior flexibilidade? Eu comecei a dar atenção a essas coisas. Mas mesmo assim eu ainda estava muito grande, cara. E eu ainda sofria com as questões que eu falei anteriormente. Apneia do sono, meu joelho ainda doía, minha lombar doía, Afinal de contas, por mais que eu já tava cuidando dessas coisas de uma forma melhor, cara, eu tinha um passado ali que infelizmente até hoje ele me traz essas lembranças. Mas é interessante observar como que conforme a gente vai se desenvolvendo, e eu tô falando aqui como pessoa mesmo, conforme a gente vai amadurecendo, a gente vai começando a analisar as coisas de uma forma diferente. Antigamente, para mim, estar grande, etc., tinha esse valor. As coisas ruins que aconteciam comigo por conta disso tudo tinha esse valor. Conforme eu fui amadurecendo, eu fui olhando para as coisas de uma forma diferente, eu fui percebendo melhor, se inverteu. E eu comecei a olhar: é legal tá grandão e tal, não sei o quê, não é legal pagar o preço que é necessário pagar para ter tudo isso. E foi nesse momento que o meu maior desafio começou, e eu sabia que eu precisava me preparar psicologicamente primeiro. Afinal de contas, eu era aquela pessoa, ou melhor, né, aquele corpo com todos aqueles músculos. Eu era aquilo, eu não conseguia me enxergar de uma forma diferente. Então comecei a preparar o meu psicológico para subir numa balança e ver menos do que 120 kg. Depois comecei a trabalhar esse psicológico para ver na balança menos do que 115, menos do que 110. E foi começando a colocar na minha cabeça também que eu não estava mais exposto a pagar o preço por aquilo, por mais que eu gostava, por mais que era super legal ter todo aquele shape. Eu tive que abrir mão dos 50 cm de braço, dos 75 cm de coxa. Em compensação, meu joelho começou a doer menos, a minha lombar começou a doer Eu comecei a ter mais qualidade de vida. Hoje eu peso na casa ali dos 100 kg. 100 kg, o físico que eu tenho, cara, é um físico bom para caramba. Óbvio, se eu entrar numa Ironberg, eu começar a me comparar com William Martins da vida, ferrou, cara. Eu me sinto um frango. É um puta físico legal. O que ele me traz de mais bacana? Meu sono melhorou muito. E, cara, quanto mais eu estudo sobre sono, mais eu vejo da importância. Cara, eu consigo tranquilamente hoje caminhar longas distâncias, porque antigamente era impossível, não dava. Hoje eu consigo sentar numa poltrona e, mano, caber na poltrona. Porque assim, muito se fala dos obesos que têm problema com isso, mas a gente, os atletas de fisiculturismo, também sofrem com isso. Eu me recordo que, cara, eu não cabia nos lugares, era bizarro. E olha que eu pesava 120 kg. Eu fico imaginando esses esses caras hoje com quase 150. Uma vez eu tava conversando com o William Martins e ele me disse que dependendo da fase que ele tá, ele não pode tomar café da manhã antes de colocar o tênis, porque senão ele não consegue pôr o tênis. Você tá entendendo? Porque ele não alcança, cara, ele não chega no tênis. A esposa dele que coloca pra ele. Quando a gente vê o cara no palco e tal, é lindo, maravilhoso, a gente adora. O bastidor desse negócio não é tão bonito assim. E hoje minhas articulações, elas doem muito menos do que doía naquela época. E sim, cara, dói menos e não zerou completamente a dor porque, cara, eu desgastei elas lá no passado. Eu fiz muita coisa errada. Se você prestar um pouco mais de atenção nos conteúdos que eu trago aqui para ti, eles são muito carregados disso. Tudo que eu fiz no passado, tudo que me gerou problema e que eu ainda carrego a herança negativa disso, eu não quero que você faça, cara. Eu trago todas as informações para você não precisar sofrer no seu futuro ou até mesmo agora coisas que infelizmente eu preciso conviver. E sem contar a minha mente, o quanto mais calmo ela tá, o quanto mais tranquila me proporcionando fazer as coisas que eu quero, construir as coisas relacionadas a negócio, a capacidade intelectiva, desenvolvimento mesmo de conhecimento, porque antigamente a minha cabeça era completamente tomada pelo fisiculturismo. Eu nem tinha um mínimo de tranquilidade para conseguir, eu falo tranquilidade mental mesmo, para conseguir fazer essas coisas. Para aquele rapaz que competia no fisiculturismo, que não se importava com saúde, não queria nem saber, e por vezes até dizia: não me importo de morrer cedo, desde que eu dê trabalho para os meus amigos carregar o meu caixão tão pesado que ele vai estar. Hoje eu olho para isso e de verdade, cara, que bom que eu evoluí. Eu tive que abrir mão de toda aquela definição que o meu shape tinha, eu tive que abrir mão de toda a força que eu tinha. E hoje não só eu me preocupo com todas essas questões, como eu quero saber como eu vou estar vivendo daqui a 50, 60, até 70 anos. Anos. Como que eu vou estar vivendo quando tiver mais de 100 anos? E uma coisa que é louca é pensar que hoje eu tenho 10 anos a mais e eu vivo, cara, muito, muito melhor do que quando eu era 10 anos mais jovem. Eu vou deixar você com esse vídeo aqui, ó, que é do Coleman, o nosso grande rei do fisiculturismo, e como que ele tá vivendo hoje. Enfim, é um vídeo muito interessante para você assistir e refletir sobre as coisas que você tem feito. Clica aí.










