Qual a Diferença Entre Treino Para Ficar Grande vs Treino de Força

In this Portuguese‑language video, Rodrigo Barros explains the anatomy of muscle tissue and the two main pathways of hypertrophy – myofibrillar (increasing contractile proteins) and sarcoplasmic (increasing intracellular fluid). He contrasts training aimed at maximal strength with training aimed at increasing muscle size, showing that the two adaptations can coexist but are emphasized differently. Using examples from powerlifting, bodybuilding, and arm‑wrestling, he illustrates why a very strong but lean athlete can out‑lift a larger but less strength‑oriented counterpart. Barros then details the practical variables that differentiate strength‑focused sessions (low repetitions, high loads, long rest intervals, sub‑maximal effort, explosive intent, avoiding failure, and strict periodization) from hypertrophy‑focused sessions (mixed rep ranges, variable rest, occasional failure, more flexible periodization). He advocates mixing multiple stimulus types within a single workout and stresses that strength athletes need abundant nutrition to support neural and muscular adaptations. The video also promotes his “Muscle 60D” program and points viewers to a follow‑up video with ten rapid‑muscle‑growth tips.
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O músculo é composto basicamente por duas partes: uma parte que é fibra e a outra parte que são nutrientes para essa fibra trabalhar. Existe uma diferença entre você fazer um treino de musculação para aumentar força e existe uma outra forma de fazer com que esse músculo seja treinado para aumentar o volume dele. Aqui a gente fala de hipertrofia miofibrilar e aqui a hipertrofia sarcoplasmática. E eu vou te falar como que se treina para aumentar força e para aumentar volume desse esse músculo. Caraca, a gente quer deixar esse músculo maior? Então é interessante aumentar fibra e aumentar líquidos. Quando você vai treinar para hipertrofia, a gente quer que essas fibras cresçam, mas a gente foca numa parada de deixar esse músculo maior e não foco de aumentar a força dele. Agora, o outro ponto é: não existe maneira de você hipertrofiar só aqui ou só aqui. A hipertrofia sempre acontece juntas. A questão é que a gente pode otimizar um ou otimizar o outro. Ainda vem uma outra questão: o treino em si, o que ele faz com o seu corpo é estimular e gerar adaptações. Então se você estimula essa fibra a pegar peso, ele entende que, caraca, então essa fibra precisa ficar mais forte. E aí você vai perceber que alguns atletas de powerlifting, caraca, a gente já cansou de fazer react aqui do Anatoly, é um cara que tem um físico completamente magro, pouco músculo, mas uma capacidade de gerar força muito grande, a ponto de ser muito superior a caras muito maiores que ele, porque esses caras maiores estimularam esse músculo a ficar maior somente. O estímulo que o músculo recebeu não foi para aumentar a capacidade de gerar força, e sim um estímulo para que esse músculo ficasse maior em volume, em tamanho. Então a gente tem duas coisas bem diferentes. Por exemplo, powerlifting, que é um esporte direcionado só em levantar o máximo possível de peso. E do outro lado a gente tem os fisiculturistas, que a proposta é deixar o músculo maior, o músculo mais bonito. Eu não sou bonito, sério, eu sou tipo muito feio. Então, ó, por que que a gente vê alguns vídeos de caras grandes perdendo para outros caras mais magros no braço de ferro, por exemplo? O primeiro ponto é: esse cara grande pode ser que ele estimulou esse músculo só pra ficar grande e não vai ficar forte. O segundo ponto entra na especificidade do esporte. Pode até ser que um cara seja muito forte, mas pra aquele movimento em específico ele pode se dar mal porque ele não tá treinado e treinado pra isso, correndo o risco até de se machucar. Teve uma vez que a gente tava numa feira e no estande da marca que eu tava tinha um negócio de braço de ferro. Eu sempre vi muita galera falando, mano, não brinca com braço de ferro que machuca. Nada mais me machuca. Quando a gente treina musculação, a gente tem uns movimentos todos muito estabilizados e movimentos muito padrões. A gente faz a flexão de cotovelo para bíceps. E no braço de ferro existe uma força muito grande de isometria, mas é uma força de rotação aqui, ó. Tem caso de gente que vai brincar com braço de ferro que quebra o osso do braço. Eu falei, mano, não vou, não vou, não vou, porque eu não quero me machucar e tal, não sei o quê. Não quer vir brincar comigo? No final das contas, acabei indo lá brincar, fiquei com o braço dolorido tipo meses. Você tá indo para uma parada completamente diferente, pode te machucar. É muito interessante você ter estímulos completamente diferentes dentro de uma mesma sessão. Eu gosto de começar o treino com estímulo mais intenso de aumento de força, por exemplo, com séries de repetições mais baixas, uma carga mais alta. Conforme o treino vai passando, eu vou trocando esse estímulo a ponto de chegar no final do treino ser um estímulo completamente diferente. Então, dentro de um treino somente, eu aplico no mínimo 3 a 4 formas diferentes de estimular esse músculo, exatamente para trazer essa diversidade de estímulo. Eu te convido a experimentar isso. Eu tô falando do Muscle 60D, que é o nosso principal programa, entrega 1 ano de resultados para os nossos alunos em apenas 2 meses, e sem contar todo o suporte técnico que a gente entrega. Clica nesse link que tá aqui embaixo, cai lá na página do Muscle e você vai entender o que ele é. Então, eu quero fazer um treino de força, como que seria meu treino? Lembrando que treino de força é aquele treino destinado destinado a aumentar a força. A gente não tá focando em volume muscular. O músculo vai crescer, mas o foco não é esse. Primeiro ponto é fazer repetições baixas. Então a gente tá falando de às vezes série de um movimento, e eu falo um movimento porque uma repetição não é um, né, até 3, 4, 5 repetições, não passar disso, porque ali a gente tá focando em estimular essas fibras a fazer muita força, e com isso a gente tá utilizando até mecanismos de energia dessa fibra muito específicos. Isso vai fazer com que o músculo fique mais forte. O segundo ponto é descansar mais. Um treino de força precisa ter um descanso de 2 minutos, 3 minutos, às vezes até mais que isso. Eu lembro uma época que eu tava me preparando para powerlifting, quem tava me treinando era uma mina PhD em treinamento de força, Marília Coutinho chama. Eu fiz uma série, terminei a série, aí ela falou assim: muito bem, vai lá, descansa. Aí saí ali do espaço e tal, fui lá no bebedouro, dei uma bicada na água, vi o movimento da academia, voltei. Ei, Marília, tô pronto. Ela falou, tá pronto pra quê? Fui pra próxima. Ela falou, eu mandei você descansar. Falei, não, mas eu tô bem já. Ela falou, Laércio, vai descansar. Você não é caveira, você é moleque. Ela me deixou descansando mais do que 5 minutos, porque é um treinamento completamente diferente. Eu descansava 40 segundos e macho. Então precisa ter um descanso mais longo. Outra característica forte do treino de força é não chegar até a falha. Quando se chega até a falha, exaure aquele músculo. Ele não vai ter força pra fazer a próxima série. Então a proposta ali é só colocar o músculo, submeter ele àquela carga alta, depois tirar. Outra coisa é que na grande maioria das vezes os treinadores eles recomendam que o atleta ou enfim, né, o aluno faça força de forma muito explosiva. Por mais que às vezes tá fazendo uma pessoa fazer um supino muito pesado, terra, enfim, parece que o movimento tá devagar, mas está daquela maneira porque tá pesado. Mas na cabeça do atleta tá muito rápido o movimento, é um movimento explosivo. Porque quando sai do seu cérebro exatamente esse estímulo, você consegue conectar conectar todas as fibras do seu músculo. Caso contrário, vai aquele estímulo: não, posso ir na moralzinha, não vai conectar o músculo inteiro. Vem essa ideia de, mano, caraca, sobe essa barra o mais rápido que você puder. E aí a gente vem para uma outra questão que é fundamental para caras que treinam força e que fazem isso de forma até mais cuidadosa: periodização. Porque aí entra, caraca, percentuais, e sobe tantos por cento, e no período X, mano, é muito mais complicado a periodização de um treino de força. Essas são as características para ela. E ainda vem um outro ponto aí: uma pessoa que treina força, ela não pode fazer dieta. Ela tá fazendo um estímulo para esse músculo ficar mais forte, não pode faltar nutriente. Exatamente por isso, claro, existem outras questões aí também, que você vai perceber que os atletas de powerlifting geralmente são mais gordinhos, porque o corpo dele precisa ter abundância de nutriente. Aí agora, características de um treino de hipertrofia. Primeiro, vai fazer repetições mistas. Eu não falei para você que eu uso no momento do treino eu uso poucas repetições, depois eu uso mais e tal, não sei o quê, para trazer a diversidade de estímulo. O intervalo ele acaba sendo variado também, em alguns momentos o intervalo menor, um pouco maior e etc., para respeitar até o momento que você tá usando repetições mais baixas, mais altas. E tudo isso vai acontecendo de forma não linear. A ideia de atingir a falha agora no treino de hipertrofia ela é válida, não sempre, mas é válida em alguns momentos ali do treino. E aí a gente vai para a ideia da periodização, que ela vai ser um pouco mais maleável, exatamente porque ela trabalha de forma diversificando tudo. Então não é uma priorização tão quadrada quanto do treino de força. Separamos para você esse vídeo aqui, ó, que são 10 dicas para fazer o seu músculo crescer rápido. E aí, se você quer ficar bolado, bonito, pelado, esse vídeo é essencial.










