Qual é a Diferença Entre na Máquinas, Pesos Livres e no Cabo?

Alairson Refundini, especialista em musculação com 25 anos de experiência, explica as diferenças biomecânicas entre pesos livres, máquinas e cabos. Pesos livres têm vetor vertical e exigem mais estabilizadores; máquinas oferecem estabilidade total mas menor recrutamento sistêmico; cabos ficam no meio. A recomendação: pesos livres no início do treino, máquinas no final para isolamento.
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Em qual momento você escolhe máquina, peso livre ou cabo? Cada um desses trabalha o seu músculo de uma forma completamente diferente. Nesse vídeo aqui eu vou te ensinar exatamente a diferença entre cada um deles e também vou te dar algumas direções de qual é melhor você usar o peso livre, em que momento é melhor usar a máquina ou então o cabo. Muito bem, prazer, meu nome é Alairson Refundini, eu faço isso há mais de 25 anos e sou especialista dos exercícios de musculação. Então, se você quer aprender mais sobre como treinar da forma correta para construir um físico bonito, bacana, e ficar longe de lesões, mano, você com certeza vai aprender muita coisa nesse canal aqui. Eu acho que faz muito sentido você se inscrever. Quando a gente fala de peso livre, de máquina e de cabo, a gente tem algumas variáveis que acaba fazendo com que cada um tenha diferença do outro. Eu separei aqui em 3 principais tópicos para a gente ir conversando e você vai entendendo como é que esse negócio tudo E o primeiro que eu vou discutir com você é sobre vetor de força, a direção que esse peso, essa máquina, esse cabo, enfim, essa resistência que você usa para treinar, qual é a direção que está imprimindo a sua própria força. Quando a gente fala de um peso livre, basicamente o vetor de força ele é vertical para baixo, porque um peso livre ele respeita a lei da gravidade, pelo menos aqui na Terra. Se você tiver lá na Lua ou então em outro planeta, as coisas mudam. Mas aqui, cara, ele puxa para baixo. Muito bem, a A gente vai usar aqui como um exemplo a elevação lateral com halteres. Se a gente pensar em vetor de força, nesse cara aqui o vetor ele tá puxando esse dumbbell para baixo. Então na hora que você pega dois halteres, você levanta aqui o braço, eleva lateralmente, o peso tá puxando você para baixo. Por isso que é tão difícil segurar o negócio. Exemplo que eu tô dando, elevação lateral, mas você pode pensar em qualquer outro exercício. Sendo com barra, sendo com halteres, é tudo semelhante nesse aspecto de vetor de força. Quando a gente vai para o cabo, a coisa muda de cenário. O vetor de força dele é exatamente o próprio cabo. Então, para onde o cabo tiver sendo direcionado, é para ali que ele vai fazer força. Mas isso aí é meio básico, né, cara? Isso aí eu já tinha entendido já. Mas a situação é diferente, muda. Vou te explicar aqui, ó. Esse bonequinho, ele tá fazendo um crossover. E aí você vai perceber que o cabo, ele tá puxando numa diagonal para fora. Um exercício que é semelhante ao crossover, só que sendo feito com peso livre, seria o crucifixo. Se a gente pegar esse bonequito aqui e girar ele, imaginando que ele tá deitado aqui com dois halteres, cara, na hora que você subir o peso O vetor de força vai estar empurrando na sua direção. Aqui com o cabo não. O vetor de força está puxando no sentido diagonal para fora. Isso muda completamente o exercício. Por quê? Fazendo o crossover do jeito que ele está, no momento em que ele fecha as alças, ele está fazendo uma grande força para manter o braço nessa posição, porque o vetor de força está puxando ele para fora. Coisa que não ia acontecer se estivesse com peso livre, porque eu estaria Aqui com peso livre ele estaria empurrando para cá, fazendo assim com que a musculatura do meu peitoral não fizesse muita força. Mas vamos avançar e a gente chega na máquina. O peso livre puxa para baixo, cabo puxa na direção dele. A gente tem dois vetores que são retos. Na máquina nunca. Eu peguei essa imagem propositalmente porque a gente consegue ver essa parte aqui dela, você vai perceber que existe o cabo aqui, ó, passando por essa parte da máquina. Nessa máquina a gente tem um vetor que ele não é reto, ele é circular. E aí nesse momento eu te convido a falar de alavanca. E quando a gente olha aqui para nossa elevação lateral, você vai perceber o seguinte: na hora que você tá com peso aqui em cima, tá muito pesado. Na hora que você tá com peso aqui embaixo, tá muito leve. Na hora que o peso tá aqui em cima, a distância entre o peso e a sua articulação que tá sendo trabalhada, no caso aqui o ombro, é uma distância grande porque o vetor tá lá para baixo. Conforme você vai descendo, o vetor continua puxando para baixo, essa alavanca ela vai diminuindo até o ponto dela virar zero aqui embaixo. Eu chamo isso de alavanca variável. Sempre que você for fazer um exercício com peso livre, você vai estar exposto a uma alavanca variável. Quando a gente vai para o cabo, essa situação ela melhora um pouco, mas a gente ainda tem uma alavanca variável, porque aqui nesse cabo vai ter um momento que vai estar muito pesado, um pouco mais leve, um pouco mais leve. Já aqui na máquina não, cara. Na hora que você tiver sentado numa cadeira extensora dessa, o seu pé tá aqui embaixo, a máquina vai estar te puxando para trás. Na hora que você chegar no meio, a máquina vai estar te puxando numa diagonal para baixo. Na hora que você chegar em cima, a máquina vai estar te empurrando para baixo. Você tem uma alavanca constante, cara. Então eu já posso te garantir que se você quer um trabalho mais forte e mais consistente para o seu músculo, se for cadeira extensora, vale muito a pena você fazer uma máquina. E se for elevação lateral, também vai valer a pena você fazer uma máquina. Uma máquina de elevação lateral também vai te entregar um vetor em arco, fazendo assim com que você tenha o seu músculo trabalhando de forma intensa em todos os ângulos do arco de movimento. Você tá começando a se ligar que aquela história de, ah, o peso livre ele é superior à máquina, né? Epa, epa, calma, calma, porque depende do que você tá buscando no exercício. Tá começando a entender que o negócio é um pouco mais confuso e mais complicado do que você imaginar. Mas aqui a gente tá falando de vetor de força, ou seja, se você tiver uma boa máquina, pensando em vetor de força, vai valer mais a pena você usar a máquina. Se você for fazer elevação lateral, é melhor fazer na máquina. Crucifixo, faça na máquina. Cadeira extensora, flexora, faz na máquina. Rosca Scott, faça na máquina. Esses exercícios são muito superiores na máquina por conta dessa questão toda que eu tô te passando. Vamos para o nosso segundo tópico, que diz respeito à estabilidade e recrutamento muscular. Quando você tá manipulando um peso livre, cara, o próprio nome livre eu acho que já te traz uma ideia. Dá uma olhada nesse exercício aqui, cara. Esse exercício ele é completamente instável. Você pode cair para frente para o lado, para trás, na diagonal. O que acontece quando você faz um exercício assim? Você exige muito dos seus músculos para estabilizar essa carga. Se a gente pensa em trabalho muscular, ele se eleva demais. Se a gente pensa em músculos acessórios aqui no agachamento, por exemplo, abdômen, paravertebrais, eles sobem muito o seu trabalho, fazendo assim com que esse exercício seja muito bom se você quer aumentar a demanda do seu corpo. Sabe aquele exercício que vai elevar muito a sua testosterona? Aquele exercício que vai ter um gasto calórico maior do que os demais? A gente tá falando de exercício livre. Mas se a gente for fazer então um exercício no cabo, pensando em estabilidade e toda essa questão de recrutamento muscular, a gente já começa a perceber que não é um exercício tão, tão livre assim. Você tem uma certa estabilidade, mas ela é muito pequena. O recrutamento muscular, ele também é alto. Porém, nesse caso desses exercícios, a gente tem ativação de músculos menores, exercícios que são mais simples de fazer, tem menos articulações se movendo. Então você consegue direcionar mais o trabalho para aquele músculo. Aqui você Tem um baita de um exercício. Não tem uma exigência tão grande de estabilizadores, porque poucas articulações estão se movendo, carga não é tão alta também. Você consegue trabalhar o músculo com essa certa instabilidade que vai exigir mais dele. E se exigir de algum outro músculo para estabilizar o negócio, vão ser menos músculos. Agora, se a gente for para uma máquina, e aqui eu quero trazer como exemplo o supino máquina. Essa máquina você basicamente senta e, cara, empurra. Se você quiser fazer um movimento diferente daquele que a máquina te proporciona, você não consegue, porque na verdade ela te obriga a fazer aquele movimento. A máquina te proporciona toda uma estabilidade, ela estabiliza tudo para você. Isso também vale para um agachamento rack, um leg press, entre outros exercícios. Exercícios. Elas não deixam você fazer um movimento diferente, elas praticamente colocam a sua força em um trilho que ela determina. Qual é o ponto positivo disso? Se você quiser trabalhar com mais intensidade, com mais carga, um músculo específico, aqui você vai conseguir. Você não vai precisar de músculos estabilizadores para esse movimento. Agora, o lado ruim disso é que você acaba exigindo menos do seu corpo de forma sistêmica. Mas nesse momento você já começa a perceber o seguinte: na hora que eu quiser trabalhar o meu corpo de forma mais completa, eu vou para o peso livre. Na hora que eu quiser fazer um trabalho mais de polimento, um trabalho mais específico para aquele músculo, aí já vale a pena fazer uma máquina. Vai aqui uma dica para você: aproveita para fazer no começo do treino exercícios com mais carga e mais voltados aos livres. Mas para o final do treino, quando você já tá mais cansado e você quer tirar aquele último raspinha ali que o seu músculo tem de força, aí você vai para uma máquina, porque aí você já vai estar indo para um trabalho mais isolado. Agora a gente vai falar de segurança, e aqui tem uma pegadinha, porque quando você olha, fala, a máquina coloca o peso num trilho, a minha força e tal, não sei o quê, e ela está estabiliza tudo. Isso pode te dar uma falsa percepção que a máquina ela é mais segura. E o peso livre, porque você tem que fazer tudo ali, estabilizar o negócio todo, é um exercício então tido como mais perigoso. Durante muito tempo as pessoas sempre passavam as máquinas para os iniciantes, deixavam para eles fazer os livres só depois de algum tempo na academia. Quando a gente fala de segurança, eu tô pensando muito na biomecânica do exercício como um e claro, o seu corpo fazendo esse diacho desse exercício. Então quando a gente pensa no peso livre, de novo, cara, é livre, tá tudo solto ali. Ponto negativo, cara, você vai precisar estabilizar tudo esse movimento, você vai precisar ajustar o movimento para que o exercício seja feito. Mas tem um ponto positivo aí que eu vou falar já já, porque senão já vou entregar tudo a respeito das máquinas e você já vai entender. Quando a gente vai para cabo, a situação é meio semelhante. Mas aí você lembra que no cabo você não vai fazer um agachamento livre, um exercício super complexo. Você vai fazer, sei lá, uma rosca direta no cabo, que você vai precisar estabilizar o seu tronco para ele não ficar balançando, vai precisar estabilizar aqui as suas escápulas, o seu ombro, para que ele não fique se movendo. Ainda é um exercício que, cara, você não precisa fazer muita coisa para estabilizar. Agora, a máquina, cara, a máquina ela é forçada, né? A máquina, ela nem deixa você fazer um movimento diferente daquela que ela te impõe. Ela nem te proporciona, ela te impõe. Deixa eu te fazer uma pergunta: será que a biomecânica do seu corpo, a forma com a qual o seu corpo se movimenta, é exatamente aquela que a máquina te impõe? Algumas máquinas são ótimas, tem uma biomecânica muito boa que parece que você veste ela e E o movimento que ela te impõe, que ela te proporciona, é exatamente o movimento ótimo do seu corpo. Ou seja, suas articulações trabalham perfeitamente alinhadas no que o seu corpo entende como melhor. Mas algumas máquinas não fazem isso. Eu vou te dar o exemplo do supino máquina. Ele faz isso com você, mas se eu te disser que se você tiver com peso livre e você abaixar abaixar um pouco esse cotovelo, virar um pouco essa mão, fazer esse movimento, dando liberdade para o seu corpo se ajustar conforme ele quer, isso fica melhor. O que traz mais segurança, a máquina ou peso livre? A questão aqui depende da máquina. E claro, a pessoa precisa ter uma mínima coordenação motora para conseguir manipular pesos e fazer o exercício da forma que lhe é melhor. Mas vamos combinar que você não vai começar a treinar com pesos grandes, então você vai desenvolvendo isso. Mas até se tratando de peso, é óbvio que vai ser muito mais seguro você manipular cargas mais desafiadoras quando você tiver fazendo uma máquina. É muito melhor que você tente exigir o máximo que você consegue das suas pernas num leg press ou num agachamento rack ao invés de um agachamento livre. Se na máquina, no leg, no rack, você em algum momento ali não conseguir completar o movimento, falhar, você tá seguro, a máquina ela te proporciona isso. Agora no peso livre, cara, então se torna perigoso, percebe? E com essas informações você já consegue entender quais exercícios vão te ajudar e quais exercícios podem te fazer mal, podem prejudicar o seu desenvolvimento, as suas articulações, etc. Mas você precisa tomar cuidado com mais uma coisa: existem hábitos secretos que as pessoas nem percebem, mas eles estão destruindo o seu corpo, cara. Nesse vídeo aqui eu abordo 8 deles e é extremamente importante que você assista para não deixar isso acontecer na sua vida. Porque são hábitos muito, muito comuns que você não faz nem ideia que tá te prejudicando. Clica aí.










