REACT - A rotina insana de David Goggins

David Goggins went from 130 kg and depressed to a Navy SEAL and ultramarathoner through extreme discipline. His daily routine includes 19 km fasted runs, strength work, and seven hours of sleep. He teaches the 40% rule: your mind only uses about 40% of what you're capable of, and you build confidence by doing uncomfortable things and tracking proof of performance.
Chapters
A rotina insana de David Goggins. Esse cara é um dos maiores nomes atual de disciplina. Chega a ser maluco de tão disciplinado, de tão engajado nas paradas que ele pega pra fazer. Vamos lá, vamos ver aqui, porque se o assunto é disciplina, a gente tem muito a aprender com esse cara, mano.
Imagine correr 162 km em pouco mais de 19 horas sem nunca ter completado uma maratona sequer na vida antes.
Você entendeu como é que é, mano? É surreal. A história desse cara é surreal.
Imagina chegar na parte final da prova completamente tonto, urinando sangue, com os pés e as pernas destruídos. Imagina ter uma carreira consolidada como autor best-seller, palestrante, e decidir recusar ofertas milionárias para ganhar poucos dólares a hora e passar por um treinamento de saltar de paraquedas para combater incêndios florestais no Canadá. A -10 graus. Imagine só, aos 51 anos, voltar à Força Aérea dos Estados Unidos e entrar novamente no ambiente de treinamento de operações especiais. David Goggins não faz essas coisas porque precisa de dinheiro ou de mais uma história pra colocar no currículo. A impressão é que sempre que a vida começa a ficar confortável, ele procura um lugar no qual o passado não vale nada e ele precisa provar novamente que consegue continuar.
Mano, é surreal, cara. O maluco é bizarro. Tipo, a mentalidade desse maluco é fora do comum.
Só que a rotina insana de David Goggins não começa nas corridas de centenas de quilômetros, nas operações especiais ou nas horas de sofrimento deliberado. Ela começa numa infância marcada por medo, em uma fase no qual chegou perto dos 135 kg, obeso, depressivo, sem nenhuma perspectiva de vida.
Só para você ter noção, ele tem um livro que conta a história dele. A história dele é tão sofrida, tão sofrida, que na época eu não tava muito bem de cabeça para ler, cara. Eu falei assim, mano, eu não vou ler agora porque tá me fazendo mal. Você tem noção do nível que é a parada. Inclusive, ele tá na lista aqui para eu pegar para ler de novo. Mas vamos lá, ó, 130 kg.
Principalmente em uma decisão que mudou a forma como ele passou a enxergar a própria mente. Segundo relatado no livro Can't Hurt Me, ou Nada Pode Me Ferir, David Goggins cresceu em uma casa marcada pela violência do pai. A família trabalhava numa pista de patinação em Buffalo, nos Estados Unidos, e ele conta que ainda criança passava parte das noites trabalhando no local. Dormia pouco, chegava cansado na escola, vivia sem saber quando a próxima agressão ia acontecer. Depois que a sua mãe conseguiu sair daquela casa, Os dois se mudaram para uma pequena cidade no estado de Indiana.
E assim, ele via a mãe dele sendo espancada pelo pai, tipo, com muita frequência assim, tá ligado? Era bizarro.
Uma pequena cidade no estado de Indiana chamada Brasil. Essa mudança encerrou parte do problema, mas não apagou os traumas que ele já carregava. Goggins tinha dificuldade na escola, gaguejava, enfrentou episódios de racismo e passou boa parte da juventude se enxergando como alguém extremamente frágil, e inseguro. Toda a dureza que ele apresenta hoje foi construída como uma espécie de reação ao menino que acreditava não conseguir enfrentar os próprios medos. A primeira grande tentativa de mudança aconteceu quando ele tentou entrar para Força Aérea e tentou o caminho do pararescue, uma unidade especializada em resgate.
E assim, gente, como psicanalista, eu vou dizer que, cara, a infância ela é muito importante, ela molda muito como a mente vai ser, saca? Você tem ideia, Freud ele diz que a gente vive dos 0 aos 7 anos, vai determinar como você vai viver o resto da vida. E assim a infância dele foi. Ele não sabia quando a próxima agressão ia chegar e tal, tipo medo de tudo. Então percebe como que ele foi carregando isso?
Gates militares. O treinamento exigiu um forte domínio na água que ele ainda não possuía. Goggins confessa que tinha muito medo de permanecer submerso, e durante o processo ele ainda foi diagnosticado com traço falciforme.
E aqui entra um ponto importante. Eu vou trazer um viés psicanalítico aqui, tá? Eu quero que você reflita e tal, e você pense. Ele não dominava a água e ele foi fazer uma prova na água e ele tinha muito medo da água. Vai guardando essas informações aí e vai conectando com a infância dele, tá?
Acabou deixando aquele objetivo de lado. Mesmo com toda a questão médica envolvida, David Goggins passou a interpretar aquele episódio como uma fuga. Na cabeça dele, ele tinha permitido que o medo conduzisse uma decisão importante. E de volta à vida civil, começou a trabalhar durante a noite exterminando baratas em restaurantes. A alimentação saiu do controle, a rotina ficou completamente desorganizada e ele chegou a pesar 297 libras, cerca de 135 kg. Nessa época ele tinha pouco mais de 20 anos e descreve esse próprio período como uma fase de depressão, vergonha e afastamento completo da pessoa que ele gostaria de ser. A grande virada começou quando ele assistiu—
ponto importante aqui, né? Aqui já cabe uma reflexão para gente no sentido de qual a vida que eu tô vivendo e qual a vida que eu considero a ideal, o quanto próximo ou distante eu tô disso? Se distante, o que eu tô fazendo para aproximar isso? Reflexão para vida, cara.
Um programa sobre a Hell Week, a semana mais conhecida do treinamento dos Navy SEALs. Na tela ele viu homens congelando, carregando barcos sobre os ombros.
É de inferno mesmo, tá, gente? Uma semana do inferno assim. Pessoal fala que essa semana de treinamento aí é a mais difícil, mais pesada que existe. Não tem nada pior do que isso aí. Vamos voltar aqui, ó, só para a gente ter uma conexão legal.
A pessoa que ele gostaria de ser. A grande virada começou quando ele assistiu um programa sobre a Hell Week.
A grande virada foi quando ele assistiu um programa sobre a Hell Week, a semana mais conhecida do treinamento dos Navy SEALs.
Na tela, ele viu homens congelando, carregando barcos sobre os ombros, enfrentando o mar agitado por horas e continuando mesmo depois de dias quase sem Aquilo trouxe de volta aquela chama, o objetivo que ele havia abandonado, e mostrou o tamanho da distância entre quem ele era e quem ele gostaria de ser.
Tem gente que morre nessa porra aí, tá? Só para você ter noção da parada, como que é. Por que será que isso atraiu tanto ele se tornar?
Goggins começou desesperadamente procurar recrutadores da Marinha dizendo que queria se tornar um Navy SEAL. O problema é que ele tava quase—
na verdade, ele não queria se tornar um Navy SEAL, ele queria fazer a prova.
Quase 50 quilos acima do peso mínimo permitido. Depois de várias negativas, ele encontrou uma possibilidade: teria menos de 3 meses para perder 48 quilos e atingir o limite necessário para se apresentar ao treinamento. A transformação foi extrema. Ele passou a organizar praticamente o dia inteiro em torno do gasto físico. Pedalava, nadava, tentava correr, fazia musculação e reduziu drasticamente a alimentação. No início, ele mal aguentava correr alguns minutos sem parar, e mesmo assim repetiu o processo diariamente.
Ou seja, aquilo gerou um nível de motivação nele muito grande. Então, um desejo absurdo de participar, né, do treinamento dos Navy SEALs e tal fez com que ele conseguisse transformar a vida dele, tipo, mano, de uma vez assim. E o que eu acho interessante aqui, por Por qual motivo ele conseguiu ter toda essa força? Eu tenho estudado muito nos últimos tempos disciplina e eu tenho me questionado muito, cara, como que uma pessoa que era obesa consegue virar a chave e muda de vida? Porque todo mundo que tá fora do peso ideal, fora do corpo que deseja, cara, você sabe o que você tem que fazer. Você quer melhorar seu shape, cara, você sabe o que você tem que fazer. Se você quer melhorar a sua capacidade intelectual, você sabe o que você tem que fazer. Por que não faz? Essa é minha grande pira nos estudos recentes. Quando eu vejo a história do Goggins, eu penso, cara, o que foi que virou essa chave? Mas eu vou conectar tudo isso até o final do vídeo com viés psicanalítico, tá? Mas a pista que eu te dou é, vai conectando tudo isso que tá acontecendo com a infância dele.
Meses, ele atingiu o peso exigido. E é claro que perder 50 kg nesse intervalo tão curto não é um protocolo saudável para a maioria das pessoas. O próprio Goggins chegou ao treinamento acumulando lesões em cima de lesões. A grande lição aqui está em organizar sua vida em torno de uma prioridade. A trajetória dentro do treinamento esteve longe de ser fácil. Ele passou pela Hell Week, a semana mais difícil do treinamento dos Navy SEALs, 3 vezes. Na primeira tentativa, sofreu fraturas por estresse e pneumonia. Na segunda tentativa, teve uma lesão grave no joelho e também não conseguiu continuar. E como ele não havia desistido voluntariamente, ele recebeu novas oportunidades. Em 2001, ele concluiu o BUD/S, Basic Underwater Demolition SEAL. Em português, a tradução literal seria Demolição Subaquática Básica SEAL. Enfim, David Goggins se tornou um Navy SEAL. Anos depois, ele também concluiu a Ranger School do Exército como aluno destaque.
Cara, essa Ranger é Bizarra foda também, cara.
E a partir daí aparece um padrão que acompanha toda a história de David Goggins. Cada nova conquista que ele consegue alcançar o leva para uma nova necessidade de encontrar um novo desafio, um novo teste onde ele começa do absoluto zero. O próximo capítulo começou depois de uma tragédia. Em 2005, militares que Goggins conhecia morreram durante uma operação, a Operação Red Wings, no Afeganistão. Ele decidiu arrecadar dinheiro para uma fundação que apoiava o filho de integrantes das forças especiais mortos em serviço. E para chamar atenção para essa causa, ele resolveu participar da Badwater 135, uma ultramaratona de aproximadamente 217 km pelo Vale da Morte, na Califórnia.
Cara, pensa assim, a maratona ela tem 42 km, arredondando, né? O primeiro cara que correu a maratona, ele terminou de correr e morreu. Ou seja, correr 42 km já é uma coisa fora do padrão humano. Claro que é possível criar condicionamento para isso, etc. e tal, mas eu quero que você guarde essa informação: o primeiro cara que correu a maratona morreu.
E vai correr 270 km para conseguir uma vaga, ele precisava demonstrar experiência em uma prova de 100 milhas, cerca de 161 km. E naquele ano, segundo o relato dele, ele tinha corrido apenas cerca de 32 km no total. Ele era um militar treinado Mas ele não era um corredor de longa distância. Ele nunca havia completado uma maratona sequer. Com esse objetivo em mente, Goggins encontrou uma prova de 24 horas em San Diego que aconteceria apenas 3 dias depois. E ele apareceu sem nenhuma preparação específica. O objetivo era percorrer 161 km antes que o relógio completasse 24 horas. Ele terminou esses quilômetros em 19 horas e 6 minutos. O número impressiona, bizarro, mas o estado que ele terminou mostra como essa história não pode ser tratada como um simples exemplo de disciplina. Em pouco mais da metade da prova, ele já tava completamente tonto.
É uma mentalidade assim que é surreal, cara.
Urinando sangue e com extrema dificuldade de continuar. E segundo o próprio relato, ele teve fraturas por estresse, lesões nos pés, canelite, além de problemas nos rins. Ele terminou aquela prova, mas ele reconheceu depois que entrar naquela prova sem preparação Havia sido uma decisão extremamente imprudente. A capacidade para suportar o desconforto pode ser treinada, mas ignorar uma lesão grave pode encerrar uma carreira.
Mas aqui é onde entra o ponto: capacidade de suportar o desconforto, a capacidade de seguir mesmo com desconforto, a capacidade de seguir mesmo com medo, mesmo sofrendo. Tá conectando?
Pode causar um dano permanente. Goggins construiu parte da imagem pública dele ultrapassando completamente os seus limites, mas a própria história dele também mostra o preço cobrado por isso. Depois daquela prova, ele continuou competindo. Em 2006, ele terminou a Battlewater em 5º lugar e no ano seguinte ficou em 3º. Ele também participou de triátons de ultradistância, corridas de centenas de quilômetros e desafios de ciclismo. Mais tarde, ele completou 4.030 barras em 17 horas e estabeleceu um novo.
Ou seja, tipo assim, ele não tá fazendo, ah não, o cara é muito bom em correr e ponto. Não, mano, ele faz tipo vários bagulho que exige exatamente muita resistência e faz com que só pessoas que consigam suportar muita dor, muito desconforto, consiga. Vai conectando, vai conectando.
O recorde mundial na época. E o ponto mais curioso é que Goggins afirma que ele não gosta de correr. Pra ele, a corrida funciona como um ambiente controlado no qual ele consegue observar a própria negociação interna. Quando o corpo começa a ficar cansado, aparecem as desculpas, a vontade de reduzir o ritmo, a tentativa de transformar uma escolha em uma obrigação impossível. É nesse momento que ele acredita estar no que ele chama de calejando a mente. Depois de tudo isso, quando ele já é—
ou seja, né, cara, olha que louco, quando ele começa a sentir o desconforto, ele começa a negociar com a mente dele, né?
Mundialmente conhecido pelos seus livros, palestras e entrevistas, ele escolheu um outro desafio extremo. Goggins passou por um treinamento de 6 semanas para atuar como smokejumper na Colúmbia Britânica, no Canadá. Um smokejumper é um bombeiro florestal enviado de avião para regiões extremamente remotas. A equipe salta de paraquedas perto de um incêndio, recebe os equipamentos lançados pelo ar e pode permanecer vários dias isolada combatendo o fogo. Esse é um trabalho que envolve um risco extremo, um grande desconforto e longuíssimas jornadas.
Tá se ligando? Risco extremo. Ele viveu isso aí na infância dele. Desconforto, medo, risco.
Além de pagar uma pequena fração do que Goggins poderia receber por uma palestra só. Essa decisão revela um traço constante de personalidade. Ele procura situações nas quais o dinheiro, a fama ou o currículo anterior não significam nada.
Em 2026, ele procura sempre situações que envolvem muito risco, muito desconforto, muito perigo, muita incerteza. Percebe? Leva ele exatamente para aquela situação.
Esse padrão apareceu novamente. Aos 51 anos, Goggins voltou à Força Aérea dos Estados Unidos e foi designado à unidade.
Ele é viciado nisso, cara.
Responsável pelo treinamento de guerra especial. A Força Aérea confirmou o retorno, embora não divulgue detalhes do processo de alunos nesse tipo de formação. Décadas depois da primeira tentativa de entrar no pararescue, ele decidiu retornar justamente ao ambiente no qual uma das maiores frustrações da sua juventude havia começado. Tudo isso ajuda a entender a rotina que ele mesmo descreveu publicamente em algumas entrevistas. Não existe uma agenda fixa e imutável. Ele muda quando ele tá se preparando pra uma prova de corrida, combatendo incêndios, viajando ou participando de algum treinamento militar. Mas uma versão mais detalhada apresentada em 2023 mostra os princípios que se repetem. Goggins contou que ele costuma acordar por volta das 5 da manhã e antes de olhar o celular ou fazer qualquer outra coisa, entrar numa demanda de trabalho, conversar com alguém, ele sai pra correr. O mínimo relatado por ele naquela fase era de 12 milhas, aproximadamente 19 km, e normalmente em jejum. Essa primeira sessão durava entre 1 hora e meia e 2 horas. Depois da corrida, ele fazia uma refeição pequena e seguia para musculação. Dependendo do dia, o treino de força—
ele tem um shape bom, cara, para quem corre tudo isso e tal, ele tem um shape bom—
durava de 45 minutos a 1 hora e meia. Em alguns períodos, ele também colocava sessões de bicicleta ergométrica ao longo da semana para aumentar ainda mais o volume cardiovascular, só que com impacto menor do que o da corrida. O restante do dia era dedicado às obrigações profissionais, aos negócios, às entrevistas, à escrita e das atividades específicas da fase que ele tava vivendo. À noite, ele reservava um bloco próximo de 2 horas para alongamentos, mobilidade e meditação. E ele também dizia buscar pelo menos 7 horas de sono. Goggins já atravessou privação de sono em provas, em treinamentos militares, porém a rotina cotidiana descrita por ele inclui a recuperação.
É que aqui tem um ponto muito importante: o cara, ele já fez provas que teve privação e etc.
e tal, mas faz parte da prova, né?
Sono, ele tem um impacto absurdamente importante na recuperação, não só do corpo como da mente também, senão o cara quebra.
O volume de mobilidade, meditação. A verdade é que ninguém precisa correr 19 km em jejum para aplicar o que existe de útil nessa rotina. Para a maioria das pessoas, tentar copiar o volume de treino—
não, copiar é ignorância. Calma aí, eu já falo sobre isso.
Seria completamente desnecessário e provavelmente insustentável. O valor tá em entender como ele organiza o próprio comportamento.
Maravilhoso, gente. Já faço até um adendo aqui muito importante, cara. Não copia treino de ninguém, cara, pelo amor de Deus, não faça isso. Você é uma pessoa, a outra pessoa é outra pessoa, mano. Não faça isso, é completamente imprudente. Se você quiser se inspirar no treino de alguém, aí beleza, mas copiar, não faça isso.
Primeiro princípio: É colocar a tarefa mais desconfortável antes que o dia fique barulhento demais. Coggins corre cedo porque ele sabe que conforme as horas passam surgem compromissos, mensagens, o cansaço, oportunidades de negociação com a própria mente. E ao executar primeiro aquilo que você costuma evitar, você reduz a quantidade de decisões necessárias. Para um estudante, isso pode significar começar o dia pelo estudo da matéria mais difícil antes de qualquer outra coisa.
Quando você acorda, você tá com a sua capacidade de tomar decisão muito boa. Conforme você vai vivendo o dia, essa capacidade de tomar decisões boas, ela vai sendo prejudicada. Você pode ver que normalmente é no final do dia que você faz merda. Então de manhã é como se o seu cérebro tivesse mais novo para isso. Outra coisa, quando você já faz uma coisa que você não quer fazer, uma demanda ali do seu dia que é completamente desconfortável, etc., você já entendeu que você tá melhor, seu cérebro, para fazer isso. E outra, você vai sair dessa situação, a sensação de vitória faz com que você encare as outras demandas do dia de uma forma completamente diferente. Você fala, caraca, mano, já fiz aquela coisa que é muito difícil. E o nosso cérebro, ele funciona muito por comparação. Então ele vai comparar a dificuldade daquilo que você fez com a dificuldade daquilo que você tem para fazer. Ele corre 19 km, logo que acorda as outras coisas se tornam fáceis. Tipo assim, o que é um treino de uma hora de musculação perto de 19 km, que demorou 2 horas para correr. Ah, vai ter uma reunião difícil, desconfortável com uma pessoa e tal. Cara, o que é essa reunião perto dos 19 km lá que eu já corri, entendeu? Então isso é muito bom para o dia.
Que precisa treinar pode ser ir para academia antes que o trabalho consuma a energia do dia. O segundo princípio é construir confiança por meio de evidências. Goggins não trata a confiança como uma frase repetida ali na frente do espelho. Para ele, a mente começa a acreditar quando acumula provas de comportamento. Você prometeu que estudaria e estudou. Você disse que treinaria e treinou. Você decidiu terminar uma tarefa e permaneceu até o final. São essas evidências que funcionam como prova para você fortalecer a sua identidade.
A neurociência chama isso aí de autorreferência. Então, a partir do momento que você promete que vai fazer algo e faz, você vai aumentando a sua autoconfiança. Então você fala, porra, mano, eu vou fazer dieta hoje. Aí você faz direitinho, cara, sua própria mente olha para você e fala, cara, que massa, porra, conseguiu. Porém, o contrário é verdadeiro, mano. Você promete uma parada para você e não cumpre, você vai perdendo essa autoconfiança, entendeu? Você vai ficando, cara, mais fragilizado nesse aspecto. Então o que ele tá falando ali de ter evidências, etc. e tal, você consegue conectar. Sabe aquela pessoa que promete para você que vai fazer alguma coisa e nunca faz? Você confia nessa pessoa? Aquela pessoa que sempre chega atrasada e ela fala: não, da próxima vez eu vou chegar no horário. Mano, você não confia mais nela, ela vai perdendo ponto com você. Já aquela outra pessoa que quando ela fala pra você: mano, vou fazer tal coisa, você, mano, você tem certeza que ela vai fazer, você confia muito naquela pessoa. Ela fala: mano, amanhã tal hora eu vou estar aqui. Você sabe que no dia seguinte, naquela hora, ela vai estar lá. Ela construiu essa confiança na sua cabeça. Faz sentido? Você com você é a mesma coisa, o seu cérebro vai olhar pra essas coisas da mesma maneira. Então, se você sempre promete e não cumpre, na próxima vez que você prometer pra você mesmo, é como se essa pessoa que nunca cumpre promete pra você. Você fala, ah, mano, cala a boca, velho. Você sempre fala a mesma coisa e não faz. Você entendeu? O seu cérebro, ele faz isso com você. Já a outra pessoa que, cara, sempre promete e cumpre, se você construir isso na sua cabeça, na hora que você fala, mano, vou fazer tal coisa, o seu cérebro sabe que você vai fazer. Sacou?
Você lembra que já agiu sem vontade antes? E passa a depender menos do seu estado de ânimo. E é justamente esse processo de construir uma rotina consistente, pera aí que ele falou uma coisa difícil aqui, você lembra que já agiu sem perdas, vão formando um histórico. Nos dias difíceis, você lembra que já agiu sem vontade antes e passa a depender menos do seu estado de ânimo. E é justamente esse processo de construir uma rotina consistente, de desenvolver foco e disciplina, que pode transformar completamente a sua vida. E pensando nisso, eu tenho um convite para te fazer. Eu tenho um desafio de 21 dias onde eu te ensino na prática como reprogramar o teu cérebro para que você se torne alguém muito mais focado e muito mais disciplinado, para você implementar os hábitos certos na tua vida de forma natural, tudo com base na neurociência do comportamento humano. Se você quer saber mais sobre esse desafio e ter acesso a uma aula gratuita onde eu te ensino como ele funciona, vai ter um link aqui embaixo na descrição, no primeiro comentário fixado. Terceiro princípio é criar contato voluntário diário com desconforto. Goggins acredita que uma vida organizada apenas em torno da conveniência enfraquece a sua capacidade de lidar com situações que você não pode controlar. Por isso ele escolhe algumas atividades difíceis, mesmo quando ele poderia evitá-las totalmente sem nenhum prejuízo. E esse desconforto, ele não precisa ser extremo logo de cara. Para você pode ser terminar uma sessão de estudos sem pegar o celular imediatamente para checar as redes sociais. Pode ser fazer aquela repetição a mais no seu treino, aquela série extra quando você acha que já tá completamente esgotado. Ou pode ser permanecer concentrado quando surge a primeira vontade de você abandonar aquela tarefa.
O quarto princípio, ou pode ser também você colocar alguma coisa desconfortável no seu dia, cara. Tomar banho frio de manhã, tipo assim, você que toma café com açúcar, tomar café sem açúcar, sacou? Tipo, colocar alguma coisa desconfortável, alguma coisa que seja ruim, porque com isso você vai fortalecendo uma região do nosso cérebro chamada córtex cingulado médio anterior, que ele é responsável exatamente por fazer coisas que você não quer fazer. Você quer ver uma coisa que também é muito massa de fazer, cara? Lavar louça, limpar casa, fazer o que você não quer fazer, cara, fazer o que é desconfortável, você entendeu, cara? Não gostaria de fazer isso, mano, faz, porque esse bagulho vai fortalecer. A musculação a gente não pega peso para exigir do músculo e ele fica mais forte por isso. Então a mente é assim também, cara, tá?
É observar a conversa que acontece dentro da sua cabeça. O quarto princípio é observar a conversa que acontece dentro da sua cabeça. Durante uma corrida longa, Goggins presta atenção aos argumentos usados pela própria mente para interromper o esforço. E alguns até são legítimos, especialmente quando existe alguma—
muitos são legítimos. E a mente, na verdade, ela, cara, tem uma capacidade assim de convencimento bizarra, bizarra.
Outros são apenas uma tentativa de escapar do desconforto inicial.
A neurociência chama isso de diálogo interno, tá?
Em toda rotina aparece essa negociação. Você decide estudar às 8 horas da noite, mas às 7:50 começa a pensar que tá cansado, que amanhã vai ter mais tempo, ou que precisa primeiro organizar sua mesa. O problema não tá em ter esse pensamento, ele sempre vai aparecer. Joe Coelho, que chama eles de vozes da fraqueza. Goggins tenta criar uma separação entre—
esse Joe Coelho também é muito brabo, velho, é um outro grande nome da disciplina—
o sentir e o agir. Ele pode estar cansado, desmotivado, inseguro, e ainda assim cumprir uma parte do que ele havia planejado. A emoção continua existindo, a vontade de parar continua ali, mas deixa de ser a única responsável pela decisão. O quinto princípio é manter uma avaliação honesta sobre si mesmo. Nos seus livros, Goggins descreve o espelho da responsabilidade, no qual ele escrevia os problemas que ele precisava enfrentar e deixava os lembretes visíveis. A intenção era impedir que uma narrativa confortável escondesse o que precisava ser feito. Ele fala que a única pessoa que você não consegue mentir, que você não consegue enganar, é aquela que te encara no espelho. Ela conhece todas as suas fraquezas, seus medos e as suas inseguranças. Uma avaliação verdadeira e útil te ajuda a identificar um comportamento e apontar uma ação possível. Já um julgamento genérico do tipo eu sou um fracasso não oferece nenhuma direção. A filosofia de David Goggins também inclui a conhecida regra dos 40%.
Cara, essa regra é muito bizarra, mano. Antes dele falar e eu fazer minhas considerações, deixa eu te falar dessa camiseta aqui da Alphacore que os caras lançaram agora, essa linha Que é essa linha basic do dia a dia. Dá para treinar, dá para estudar, trabalho, tudo. A proposta é facilitar a sua vida e, mano, você não precisar ficar levando um monte de roupa, né, para trabalho e tal, não sei o quê, principalmente para você que tem essa correria do dia a dia. Então, cara, tô com uma verde musgo aqui, o verde militar, que eu acho o máximo. E tem todas as cores lá. Existem outras marcas no mercado que fazem esse tipo de camiseta. Você já viu eu no passado até falando de uma delas, e eu acho massa camiseta deles. A questão é que a Alphacore, ela desenhou a camiseta pensando na gente que treina. Então a modelagem dela encaixa melhor no nosso corpo. E detalhe, né, mano, o DNA da Alphacore é preço baixo. Então essas camisetas aqui custam tipo a metade do preço. É bizarro. Eu vou deixar o link aqui embaixo para você, tem um QR code aí na tela também. Óbvio que no site da Alphacore você vai achar várias outras promoções. Os caras estão sempre trocando promoções, às às vezes 3 camisetas por R$100, às vezes 4 por R$100. Enfim, mano, vai no site, dá uma olhada e aproveita o cupom LALÁ para pagar ainda menos, tá bom? Vamos aqui na regra dos 40%, que é bizarro.
Ele usa essa expressão para defender que quando a mente anuncia que não aguenta mais, que você tá extremamente cansado, que você precisa parar, na verdade você só gastou cerca de 40% do seu potencial.
Ainda existe, cara. Se você traz isso para vida Você fala, mano, eu não consigo acreditar, velho. Sabe aquela situação que você fala, mano, eu não aguento mais, velho, eu cheguei no meu limite, eu já entreguei tudo que eu podia? Cara, você chegou a 40%, mano. E ele pode falar com propriedade, mano, porque olha só as coisas que ele faz, velho. Então se ele tá falando isso, ouve, porque, mano, o cara tem fundamento pra dizer, que o cara estudou, o cara vivencia isso com frequência.
Capacidade disponível dentro de você. Isso funciona como uma espécie de metáfora sobre A tendência de confundir o desconforto com a incapacidade.
Olha isso, foda, hein?
Claro que isso não é um percentual científico, mas na prática eu vejo isso direto no tatame. Sempre que a minha mente começa a falar que já chega, que eu tô exausto, que eu não aguento mais, geralmente eu consigo fazer mais algumas sessões de luta, e muitas vezes são os meus melhores treinos. A verdade é que em muitos casos A primeira vontade de desistir aparece quando a tarefa deixa de ser agradável, e não quando você simplesmente chegou no seu limite real. A vida é dura.
Legal isso, hein? A tarefa deixa de ser agradável. O quanto que o nosso cérebro, ele evoluiu, eu tô pensando aqui no Homo sapiens mesmo, sobreviveu fugindo do desconforto. Então a gente tem isso muito arraigado na nossa natureza. Se é desconfortável, não faça. Porque os nossos antepassados que fizeram coisas desconfortáveis, eles morreram. Simples assim. O quanto que a gente carrega isso, mas a gente não vive mais lá na savana africana, cara, passando todos aqueles ernieiros que tinha, né? O quanto que a vida mudou, mas o quanto que essas leis, elas ainda existem de forma mais profunda na nossa mente.
Hildegård reúne fatos extraordinários, mas também uma lista extensa de lesões, cirurgias, e momentos em que ele também admite ter tomado decisões ruins. A disciplina, ela não elimina a necessidade de um bom planejamento, de uma boa recuperação, de um acompanhamento profissional.
Ó, descanso, focar na recuperação e etc., faz parte do treino, faz parte do treino. Ou seja, merece a devida atenção, assim como o próprio treino, porque faz parte do treino.
Agora, falando de um outro aspecto um pouco menos comentado da rotina dele, O medo de se acomodar depois do sucesso. Goggins acredita que uma conquista pode criar uma espécie de prisão. A pessoa começa a proteger a reputação e escolhe apenas desafios nos quais ela sabe que vai ter um bom desempenho. Ela passa a viver—
é porque ela quer manter a reputação, né, cara? Faz total sentido.
Sem contar que eu acredito numa coisa: a vitória enfraquece as provas acumuladas do passado. Por isso ele continua procurando ambientes nos quais ele ainda pode ser um iniciante. Foi assim que ele foi parar no smokejumping, e também parece ser assim no seu retorno à Força Aérea. Em um novo ambiente, o título de escritor best-seller, todas as provas concluídas no passado, não carregam o equipamento dele, não apagam o incêndio, não garantem nenhuma aprovação. Muita gente trabalha duro para nunca mais precisar se sentir incapaz na vida. Goggins faz o movimento contrário. Depois que ele conquista uma posição Ele entra deliberadamente em algum lugar que expõe novamente todas as suas limitações e faz com que ele precise se provar do zero de novo.
E obviamente, ou você pode olhar para isso e interpretar da seguinte maneira: ele conseguiu vencer aquilo, aí ele procura uma outra situação que proporcione a ele desconforto, sofrimento, certa forma algum medo ali de não conseguir, sei lá, a gente não tá lá dentro da cabeça dele, não dá para saber. Mas ele procura exatamente as mesmas sensações que ele teve na outra, e na outra, e na outra, e na outra. Conectou com a infância?
Isso não significa que todos devam viver uma guerra constante consigo mesmo. A relação de Goggins com o sofrimento nasceu de experiências pessoais específicas, de vários traumas, de uma infância difícil. E algumas pessoas podem transformar essa filosofia numa certa culpa. Num excesso de treinamento, na incapacidade de descansar. O objetivo de conhecer a história dele não deveria ser copiar a cada quilômetro ou medir o seu próprio valor pela quantidade de dor suportada. A pergunta mais útil é: qual parte da sua vida tá sendo conduzida apenas pelo conforto? Talvez você não precise correr uma ultramaratona. Talvez você precise apenas de uma hora de estudo que você vem adiando. Talvez você precise reduzir o tempo no celular Talvez você precise voltar a treinar com regularidade, terminar um projeto, parar de negociar todos os dias com as vozes da fraqueza.
Ó, daqui a pouco eu vou trazer para você uma meio que assim uma consideração total sobre a questão do Goggins e o que a gente consegue trazer para nós, tá bom?
Da sua cabeça. A rotina insana de David Goggins chama atenção pelos números: quase 20 km pela manhã, musculação, bicicleta, horas de mobilidade, Provas com centenas de quilômetros, treinamentos que a maioria das pessoas nunca sequer consideraria fazer. Mas o elemento central tá na maneira como ele estrutura o dia para que o conforto não tenha a palavra final. Ele escolhe antecipadamente qual dificuldade ele vai enfrentar. Ele começa antes que o estado emocional seja necessário. Ele acumula provas de que ele consegue cumprir o combinado. Quando uma conquista começa a deixar ele acomodado, ele procura um novo ambiente do qual ele ainda possa aprender alguma coisa. Você não precisa viver como David Goggins, provavelmente você nem deveria, mas você pode observar quantas vezes o seu dia é organizado pelo impulso mais confortável do momento. Porque a disciplina, rara—
porque na verdade é meio intuitivo isso, né?
A mente é construída de uma única decisão gigantesca. Ela aparece quando você deixa de dar ouvidos à mesma negociação todas as manhãs. E quando você começa a agir de acordo com aquilo que você decidiu quando tava pensando com clareza.
Esse foi mais um Massa para Caramba, gente. Ó, David Goggins, esse cara, ele teve uma infância terrível, marcada por muito trabalho, muito esforço. Não sei se você lembra ali, o cara trouxe que ele trabalhava na pista de patinação lá do pai à noite, então ele dormia pouco. Momento que era para ele estar brincando, se divertindo, descansando, ele estava trabalhando, e o pai era muito exigente, cara, colocava trabalhos muito difíceis para ele fazer, e ele não tinha muito o que falar, cara, ou fazia ou então apanhava, tá ligado? Então assim, primeiro, a vida dele foi marcada por infância, né, melhor dizendo, foi marcada por muito esforço, muito trabalho, muito sofrimento, principalmente muito sofrimento. Em quantos momentos ele deve ter passado na infância dele situações que ele não acreditou que ia conseguir, mas pela pressão externa do pai, etc. e tal, ele conseguiu. E tudo isso somado a muito medo também e tal, né? O que acontece, meio que assim, a psique dele entendeu que a vida é assim, que a vida é passar por situações extremamente desconfortáveis, de alta exigência, e que não tem o que fazer, cara. Você vai ter que cumprir o que foi colocado para você cumprir. Então, durante a vida dele adulta, ele foi buscando isso, né, situações, ele foi se colocando nessas situações nas quais ele tinha todos aqueles elementos que ele teve na infância. Então assim, claro que essa é uma análise muito simplista, tudo que aconteceu ali, não conheço a fundo a história do cara. A psicanálise diz que é possível que pegue coisas da infância, pegue traumas, etc., e tire algo bom disso, transforme em algo bom, e a psicanálise vai chamar isso de obrigação. A gente consegue entender algumas coisas aqui, né? Então assim, o Goggins é essa máquina, é esse ser completamente crazy por conta das características dele. O que a gente consegue trazer para nossa vida? O quanto que é possível, mano? Se o maluco faz é porque é possível. Ele é um ser humano e ele faz. Então assim, é possível fazer. O quanto que dá para a gente pegar as coisas que ele faz e usar como ferramentas? A corrida de manhã, a meditação à noite e tal. Eu Eu vi umas entrevistas que ele fala sobre essa meditação, que é super importante para ele conseguir colocar a casa em ordem. Ele não é só o cara que sai fazendo, fazendo, fazendo, fazendo, não. Ele é o cara que ele faz muito, mas ele organiza muito. Ele fala isso, ele fala, cara, eu preciso fazer a minha meditação para conseguir organizar a casa, porque se a casa tiver bagunçada eu não consigo fazer as coisas. Então essa é uma outra coisa que dá para trazer para nossa vida, né? O quanto que você vai perceber quando as coisas estão meio bagunçadas, meio desorganizadas, etc. Etc., é difícil seguir, né? Sei lá, parece que as coisas enroscam, não anda, fica tudo mais difícil. E entra o lance ali que ele falou, tipo, o desconforto não é incapacidade. Olha que coisa linda, cara! O quanto que em determinados momentos a gente chega num ponto, de um modo geral, tá? Chega num ponto de desconforto. Esse desconforto vai crescendo, crescendo, crescendo, e chega uma hora que a gente acha que é incapacidade. Aí fala, puta, não dá mais mais para mim, cheguei no meu limite. E aí o cara vai falar: não, mano, quando você achar que chegou no limite, você chegou. Na verdade, a 40% que você poderia. Bizarro, a história dele é bem braba, mano. Esse vídeo aqui, ó, eu falo sobre disciplina, vou falar sobre coisas, ferramentas, entendimento mais aprofundado da mente e tal. Então é um vídeo interessante para você assistir, já que você tá nessa vibe de melhorar sua disciplina, melhorar sua capacidade de conseguir conseguir fazer o que precisa ser feito, ou que você falou para você mesmo que ia fazer. Clica aí, videozão.










