Reagindo aos Vídeos Mais Polêmicos de Academia #19

Neste episódio de reação, Laércio, Daniel Lopes, Johan e outros participantes analisam um vídeo controverso de fitness que promove o uso de anabolizantes para acelerar o crescimento muscular, especialmente do quadríceps. O debate cobre a real influência da genética versus hormônios, a importância de nutrição, cardio e frequência de treino, e desmonta a ideia de que “bomba” resolve tudo. A conversa evolui para uma crítica ao estilo de personal trainer, contrastando o "Personal Nutella" (empático, conversa sobre vida pessoal) com o "Personal Raiz" (exigente, estilo "treinador" tradicional). Eles discutem a necessidade de tratar clientes como clientes de serviço, não como alunos, e abordam a ética de gravações em academias, a relação entre academias e influenciadores, e como padrões corporais nas redes sociais são manipulados por procedimentos estéticos e substâncias. O grupo também traz reflexões psicanalíticas sobre relacionamento, masculinidade baseada em produção/valor, e oferece conselhos práticos para treinadores sobre comunicação, empatia e personalização de sessões. O conteúdo mistura humor, crítica social e orientação prática para quem atua no universo fitness.
Chapters
Mais um react polêmico do Lala. Doa a quem doer, por aqui são só verdades. Claro, as minhas verdades. Tudo bem? Então vamos aqui, ó.
Ninguém te conta sobre ter o quadríceps grande?
O que ninguém conta, mas eu falo, é que tem que tomar bomba. Eu acho assim, eu acho que você também não vai dizer. Ah, vamos assistir o vídeo, né?
Tá, eu entendo que tem uma questão aí de chamar o assunto e tal, não sei o quê. Mas eu já discordo, tá?
Não é uma questão de genética.
Se você tem sangue sangue no olho.
Além do sangue no olho, tem que ter outras substâncias também circulando no sangue para a gente—
cara, eu fico muito puto com isso, cara. Tudo é por conta do hormônio, né, cara? Mas vamos lá, vamos terminar.
Poder ter um quadríceps grande assim, volumoso, mas ninguém conta o que que é. Mas eu conto, é bom.
Se você quer mesmo mudar esse quadríceps, fica—
até eu tô querendo um quadríceps enorme desse aqui, mas vamos ver aí o que que você vai dizer, né? Será que você vai contar o seu segredo?
Faz 2 meses desde que eu entrei para o time que o meu quadríceps dobrou de tamanho.
Aí nem a bomba, querida, nem a bomba, nem com bomba a gente consegue em 2 meses dobrar o quadríceps de tamanho. A gente precisa de tempo, não é assim também.
Um momento eu fiz.
Você vai perceber que durante o vídeo todo ele já falou de bomba umas 500 vezes, né? Tipo batendo nisso.
Nunca avançado em cadeira extensora. É o básico, 2 vezes na semana terminando a série.
Ah, vocês pegaram a mensagem subliminar? 2 vezes na semana, segunda e quinta, já fiz esse protocolo. Esse é bom.
Diz assim: mobilidade tá específica para o meu caso, a dieta tem que fazer todos os dias e ter balança, pesar os alimentos certinho para bater os macros.
Aqui nós temos um ponto de concordância em 100%. Se você não se alimentar, você pode tomar o raio que o parta que você não vai conseguir ter resultado.
Cara, nesse ponto eu concordo gigante com ele, cara. Foi coerente, pelo menos em um momento aqui. Porque tem isso também, tem gente que fica falando, ah, é bomba, é bomba, é bomba. Mas, cara, tipo, se a pessoa não treinar, se a pessoa não se alimentar direito, não existe anabolizante que dê jeito, tá?
Tem que se alimentar muito bem. Se pesar, é melhor ainda.
Proteína, carboidrato e gordura. Cardio tem que estar muito alinhado. Se a gente vai fazendo cardio muito intenso, correndo na esteira, pode estar atrapalhando.
O famoso cardio também é importante, tá? Faça seu cardio no final do seu treino, todos os dias, de 20 a 30 minutos. Vai ajudar, mas ela não disse que tem que tomar bomba.
Ninguém te conta sobre ter o corpo.
Eu tinha que concluir o vídeo com isso. Nitidamente a menina tem uma genética que favorece muito ela. Então esse é um ponto que é extremamente relevante, tá? Então dá pra gente perceber que a estrutura dela proporciona isso. Então você vai ver que a perna dela não é uma perna que foi muito desenvolvida, é uma perna que já é grande meio de natureza, cara. Tem uns vasos ali bem saltados e tal, mas nitidamente é uma perna que ela é grande geneticamente.
É que não é uma questão de genética se você tem sangue no olho.
Discordo dela, porque o que acontece é o seguinte: para treinar perna, ter um bom resultado, precisa treinar com sangue no olho igual ela tá dizendo? Sim, indiscutivelmente. Mas existem pessoas que têm genéticas que favorecem, tem pessoas que têm genéticas que, caramba, a pessoa pode treinar para um caralho que nem um filho da puta anos a fio e o negócio anda isso, cara. Aí ela vai falar de algumas questões e tal, e aí ela vai falar de treino, vai falar de alimentação, suplementação e falar de cardio. Todas essas coisas efetivamente são muito importantes. Então assim, você quer desenvolver sua perna? Você tem que treinar forte, você tem que se alimentar bem, você tem que cuidar de descanso. Principalmente o sono, ela não abordou isso, mas é um ponto muito importante. E aí, cara, você vai conseguir desenvolver sua perna do jeito que ela tá falando? Não. Você vai desenvolver o máximo que a sua genética te proporciona, te permite. Independente se você utiliza alguma substância ergogênica ou não, cara. Igual o cara ficou batendo aqui, bomba, bomba, bomba, bomba. E eu vou te dizer mais, existem pessoas que utilizam hormônio e mesmo assim não conseguem desenvolver bem as suas pernas. Em contrapartida, outras pessoas sem utilizar hormônio conseguem desenvolver bem a sua perna. O seu treino tem que ser o melhor que você puder, você tem que cuidar bem da sua alimentação e do seu descanso. Aí você vai desenvolver o tanto que você consegue, o quanto que a sua genética te proporciona, tá bom? Eu fico muito triste, cara, quando a galera pega isso. É porque da visualização, né? Ah não, porque é bomba, é bomba, é bomba, é bomba. Cara, mas que coisa chata, velho. Uma coisa ele falou e eu vou reforçar, cara. Se você utiliza e você não se alimenta bem, você não treina bem— ele falou só da alimentação, né? Mas se você não se alimentar bem, não treinar bem, não cuidar do descanso, você até pode desenvolver alguma coisa, mas vai ficar muito subaproveitado, cara. Não vai nessa não que o hormônio faz o negócio. Não, cara, o hormônio não faz. O hormônio potencializa o que você tá fazendo, tá bom?
Quer dizer então que você Você é personal. Ah, eu sou personal trainer. Se você não grita com seu aluno, não dá esporro quando ele falta o treino e não dá aquele sorrisinho debochado quando vê ele sofrendo no aparelho, tu é Nutella. Personal raiz é psicopata.
Tem alguns poses aqui para a gente conversar. Vamos lá, continuar vendo aqui o que o mano tá falando.
Nutella te recebe dando abraço e beijinho. Como foi seu final de semana? Tudo bem? O personal raiz não tá nem aí pros teus problemas, parceiro. Chora, chora pra mim que eu gosto.
Vai, vai!
Personal Nutella acha que é psicólogo. Fala sobre relacionamentos, filmes, séries. Qual é a boa do final de semana? Que isso, Nutella? Personal raiz já te recebe rosnando. Atrasado, tá atrasado.
Personal O cachorrinho foi bom.
O Raiz pode ser resumido em 3 frases: vambora, mais uma, aumenta.
Eu não concordo em nada do que ele tá falando, em nada.
O personal Nutella, ele fala com aluno como se fosse bebezinho. Parabéns! Personal Raiz te motiva, te esculachando. Essa execução tá uma porcaria. Mais uma, vambora, eu não vou te abandonar igual teu marido. Caraca, Mané, o Raiz tá maceteando! E você prefere o personal raiz ou personal Nutella?
Ele trouxe ali a questão de personal Nutella e personal raiz. Primeiro que tudo que ele falou relacionado a personal raiz eu identifico em treinadores. Um treinador é desse jeito. Não tudo, mas pra você pegar a ideia, cara, um treinador, principalmente de atleta de alto rendimento, ele quer que o atleta se foda. Tipo, ah, você não tá bem hoje, problema é seu, cara. Ah, você tá cansadinho, tipo brigou com a mulher, cara, problema seu. Eu preparei treino e você vai fazer. É assim que funciona. Mas aqui eu tô falando de um treinador, e eu fui esse tipo de treinador durante um tempo. Calma que eu vou trazer mais questões sobre isso. Então assim, o treinador ele extrai performance da pessoa, do atleta. O personal, cara, ele elabora um treino personalizado. Percebe como que já muda a questão? Um treino personalizado é aquele treino não só personalizado para a pessoa, Mas para o momento da pessoa. É aqui onde começa a entrar a inteligência de um bom personal. Quando eu comecei a dar aula de personal, eu era atleta, estudava muito, então eu via o que os estudos mostravam de bom e eu fazia em mim, sentia que funcionava e tal, e eu ia pra sala de musculação dar aula pros meus clientes dessa maneira. Então eu era assim, cara: não, mano, você vai fazer porque eu tô mandando você fazer. Depois de um tempo eu comecei a perceber que é o seguinte, cara, existe pessoa que gosta de treino assim, existe pessoa que não gosta. Eu comecei a perceber que os meus clientes eles não eram atletas, eles eram pessoas normais que por vezes dormia tarde, por vezes chegava para treinar com a cabeça cheia de problema do trabalho, que por vezes tinha tido um dia difícil e naquele momento tudo que ele não queria era alguém gritando gritando no ouvido dele, igual o mano aqui tá falando, tipo, colocando ainda pra baixo. Vai, ô seu merda! Tipo, e tal, quis dizer que o seu bosta, cara, é um ser humano. Aí o Daniel falou também sobre a ideia de, ah, o personal Nutella, ele fala sobre relacionamento, filmes, séries, ele é psicólogo e tal. Então, mano, isso aqui vai mudar o jogo de quem vê, cara. E eu entendi isso de forma intuitiva na hora que eu colocava o meu pé na sala de musculação pra dar essa aula. Eu entendia que aquela 1 hora era direcionada para o meu cliente. 100% para ele. Não é sobre treino, é sobre momento. Do momento que ele começava a aula comigo até o momento que ele terminava, nós falávamos do que ele queria. E não é que você vai deixar isso expresso para o cara, não. Em 2, 3 aulas você já consegue perceber O que aquele cliente gosta de falar? Quais são os assuntos que ele gosta? E aí você vai puxar assunto em cima daquilo. Se o cara fez uma viagem, voltou, ele quer falar da viagem, deixa ele falar da viagem dele. Pergunta quais foram as melhores coisas na viagem. Deixa o cara reviver essas emoções positivas. Eu cansei de ver, tipo, o cara chegava: pô, não, viajei e tal, não sei o quê. Pô, legal, você foi pra onde? Ah, fui pra tal lugar. Nossa, eu também fui, cara, lá tem um lugar não sei o quê. Aí o personal começava a falar mais do que o aluno. Mas eu olhava assim e falava, cara, mas não tem a mínima noção de como tocar uma conversa agradável. E ele tá sendo pago pra isso. Então assim, sim, cara, você vai falar de filme, de série, o que tá acontecendo no momento. E o bom personal, ele ainda conhece vários temas com alguma profundidade pra conseguir conversar com seus alunos. Porque vai ter aquele cara que vai querer falar de futebol e vai ter aquele outro que vai querer falar de política. E é importante que um bom personal ele saiba transitar nessas áreas, sempre com respeito. E aqui vai uma grande dica, não pra quem é personal, mas pra todo mundo: se a pessoa não perguntou a sua opinião, feche a boca. Às vezes ela só quer falar, deixa ela falar. E como diz Goethe: falar é uma necessidade, ouvir é uma arte. Então não dê sua opinião. Se o cara gosta do partido X, não vai você falar que gosta do partido Y. Cara, fique em cima do muro, você não é obrigado a dar opinião. Se ele perguntar alguma coisa pra você de forma: mas o que você acha? Você até pode colocar sua opinião de forma polida. E aí é saber tocar a conversa, cara. Se você tá vendo que a conversa pode ir numa direção que vai dar algum desconforto, Aquela hora é destinada pra quem mesmo? Então, cara, faz uma manobra, puxa um outro assunto, vai embora. O que eu quero trazer pra você é o seguinte: conforme o tempo foi passando, eu fui me amadurecendo enquanto a personal, enquanto a profissional, e a psicanálise ela teve um papel também muito importante nisso. Eu fui me tornando, eu vou dizer que um consultor especializado de treino, pra tirar um pouco a ideia do personal. Então quando o aluno chegava Eu olhava fixo no olho dele, pegava na mão dele e falei, e aí, como é que você tá? E com a resposta desse aluno eu já conseguia ter uma ideia do que eu ia fazer com ele. Porque às vezes a pessoa chega e, cara, não tá no bom dia. Ela vai responder pra você educadamente, não, tá tudo bem e tal. Mas já dá pra perceber que não. E vai ter aquele dia que ela vai chegar, nossa, cara, tô ótimo, meu, vamos aí, tô na pegada de treinar. Você percebe? E aí, você vai passar a mesma ideia de treino pras duas situações? O primeiro exercício eu utilizava como termômetro pra saber como é que eu ia seguir com o resto do treino daquele cliente. Então assim, a galera confunde muito o que é um treinador com personal trainer. E aí ele trouxe aqui que, ah, o personal ele vai bater palma, vai elogiar você e tal, e o treinador tipo vai dar esporro e vai falar, vai, tá uma merda e tal, não sei o quê. Então, cara, isso aqui é uma baita de uma ignorância comportamental. É uma baita de uma ignorância psicológica, porque, Daniel Lopes, eu sei que o vídeo ele tem uma pegada de brincadeira e tal, não sei o quê, mas assim, existem pessoas, e se estudar minimamente o comportamento humano e motivações, etc., vai entender isso. Existem pessoas que funciona desse jeito, cara. Vai, caralho, tá uma bosta isso aí! A pessoa vira um bicho, e aí você consegue extrair muita coisa dela. E nesse momento eu lembro de um casal que eu dava aula casal de homossexuais, que era exatamente dessa maneira. Um deles, se eu virasse e falasse assim: cara, tá dando vergonha o que você tá fazendo no treino hoje. Nossa, velho, eu fazia proposição para cutucar ele, meu. Ele virava um bicho e ele performava muito no treino. Já o parceiro dele era exatamente o contrário. Se eu falasse alguma coisa desse jeito para o cara, mano, acabava o treino ali. O cara ficava muito mal. Esse outro cara, ele era mais Então o que funcionava muito para esse segundo? Elogio. Cara, mano, que série legal, cara! Parabéns, bicho! Mano, execução perfeita, deu para perceber que o senhor controlou bem a carga e tal, tá brigando com ela, cara, parabéns! Na próxima série ele tava melhor porque ele queria receber mais elogio. Ser personal é isso, não é brigar com aluno e sair dando porrada. Quem faz isso é treinador. E olha lá, cara, quem faz isso é treinador que tem a mentalidade antiga. Se você pegar um treinador mais inteligente, se você quiser se aprofundar nisso, tem uma série na Netflix que se chama Playbook. Fantástico, cara! Você vai ver ali o que é ser treinador e o que é extrair o máximo do potencial do atleta. Agora, ser personal é entender que antes de um corpo, uma fisiologia, uma biomecânica, tem um ser humano ali. Isso sim é ser personal. E agora vou falar dessa questão de aluno e cliente. Você que é personal, cara, presta atenção no que eu vou te falar agora. E eu aprendi isso meio que praticamente aos berros de um cara muito relevante no nosso meio da educação física chamado Waldir Soares. E certa vez, se você não conhece o Waldir, foi ele que fundou a Fitness Brasil. Certa vez eu tava numa reunião com ele, a gente tava falando sobre projetos futuros, etc. Etc. E eu falei, ah, pô, não sei o quê e tal, aluno. E ele ficou bravo comigo, ele falou, Laércio, nunca mais fale isso, cara. Não é aluno, é cliente. Como que você trata um aluno? Como que você trata um cliente? Por mais que você vá dar aula para pessoa, é um cliente, cara. Um cliente que, diga-se de passagem, dependendo da região e etc., paga muito bem. Então assim, eu sou o tipo do cara que eu contrato personagens por vezes, e quando eu percebo que o cara tá me tratando como um aluno, eu saio, cara. Porque eu não sou um aluno, eu sou um cliente, cara. Você tem que me tratar como cliente se você quiser me ter na sua carteira. Personal é negócio. Personal é prestação de serviço. É um negócio de prestação de serviço. Você que é personal, se você for em algum lugar contratar a prestação de um serviço e você for maltratado lá, você volta? Você tá entendendo? De novo, tem gente que gosta, tem gente que não gosta. Comecem a olhar para essas pessoas que pagam você como seus clientes e começa a estudar um pouquinho de comportamento humano, de psicologia humana, que você vai começar passar a lidar melhor com essas pessoas, cara. Não é desse jeito aqui que o maluco tá falando, não. É uma sátira, é brincadeira. Mas como diz Freud, né, brincando se diz qualquer coisa, até mesmo a verdade. Eu sei que muitas pessoas acreditam que é assim e entendo que alguns clientes gostam disso aqui, entendo isso. Mas, cara, principalmente o cliente que melhor vai te pagar, ele não vai aturar não, cara, que você faça isso com ele. Ah, e mais um detalhe: por que que o personal às do Daniel Lopes aqui, o personal raiz, ele faz isso, ele pá e tal, não sei o quê, é para extrair o melhor do aluno, né? Ou no aluno, no caso dele aqui, mas do cliente, certo? Então, será que essa pessoa quer? Vou deixar você refletir. Ela querer o resultado é uma coisa, será que ela quer passar por tudo que o personal raiz Faz, reflita sobre isso. Será que vale a pena tomar o suco? Ali tá o começo.
Vale realmente a pena usar o suco? Olha o shape do cara, o shape do cara tinha, provavelmente já treinava um tempinho, tá ligado?
Porra, um braço, mas efetivamente o moleque tem um shape bom.
Isso aqui na praia, mano, esse shape na praia, pô, você vai tirar onda, filho. Muita coisa, não precisa resolver hormonizar. 4 meses hormonizado, não mudou absolutamente nada e só pegou os colaterais, viado. Olha isso, olha o rosto dele como envelheceu, tá cheio de espinha no rosto, cheio de espinha no braço, nas costas também. Olha isso, moleque, as costas dele tá horrível. As costas, cara, vale a pena? É isso que eu falo, vale realmente a pena usar o suco? Olha o shape do cara, provavelmente já treinava um tempinho.
Que dó, porque o moleque tava com shape bom mesmo. Quando eu falo de genética, existe a ideia de genética que vocês conhecem bem, que é: ah, pô, aquela pessoa tem genética, ela cresceu bem. Ah, aquela pessoa tem genética, ela ficou definida fácil. Mas tem genética também para utilizar, para aproveitar os anabolizantes. Cara, no caso do menino aqui, claramente a genética dele para anabolizante é péssima. Ou seja, ele utilizou, ele teve muitos colaterais, e assim, o que a gente tá vendo ali bateu forte colateral, e o resultado anabólico mesmo ficou muito prejudicado. Tipo, veio— eu não vou falar que não veio nada, porque sei lá, né, velho, pode ser que tenha vindo algum peso de balança ali, mas visualmente ficou horrível, cara. A sua genética pode ser dessa, e tem muita gente assim, cara. Eu já vi muita gente durante a minha carreira desse jeito aí. O cara tomava o que fosse, cara, e às vezes tomava em quantidade alta, o resultado não vinha e só vinha colateral. Aí dá para provar aqui, ó, tá vendo? Não é só tipo ir lá e tomar bomba não, cara. De novo o maluco da bomba lá. Vamos ver coisas normais do corpo de uma mulher que a internet problematizou.
Mas que o corpo de qualquer mulher tem.
Mas a internet problematizou.
Internet não, quem problematizou foram as blogueiras fitness que tomam bomba e dizem para você que é treino e dieta.
Cara, de novo, mano, o maluco só sabe falar disso, cara. Mas calma, vamos lá, vamos lá, vai.
Primeira coisa normal é que nem toda mulher vai ter aquele bracinho extremamente fino. Emagreci bastante, meu braço também afinou, mas eu ainda ouço muito comentário de que o meu braço está um pouco gordinho.
Por isso que eu tô te falando, problema não é você, o problema são as blogueiras fitness. Teu braço tá extremamente normal, tá bom? É só que as blogueiras fitness não têm esse braço, elas tomam bomba.
Dizem para você que, cara, tava ótimo. Eu até pausei o vídeo porque eu ia falar, cara, eu concordo com ele. Aí o cara vai falar, não, porque elas tomam bomba. Cara, é bizarro, cara.
Aí fica difícil, né? Elas elevaram muito o padrão.
E a minha genética, as minhas pernas são mais grossas, meus braços também. Nem toda mulher vai ter aquela genética de ter aquela clavícula extremamente marcada. Então você também não precisa ficar se matando para ter isso. E a gordurinha das axilas é normal, é natural. Você não precisa ficar maluca para limpar.
Exatamente, cara.
E olha que interessante, né? A menina, ela tem, ela tem uma genética assim, ela tá com percentual de gordura um pouquinho mais alto e tal. Dá para perceber assim em alguns pontos, mas ela tem a cintura pequenininha, né, cara? Tipo assim, um shape bonito.
Elas fazem lipo e dizem para você que não foi, que foi treino, dieta, entendeu? Às vezes toma bomba também, né?
Mas o que ele falou aqui eu concordo, tá? Às vezes, né, as mulheres que postam muito e tal, que estão muito na rede social, fazem procedimentos e falam que não fizeram. Ah não, não, só treino e dieta e tal.
Mas enfim, seguimos. Seu corpo tá muito bonito, tá?
Por sinal, eu treino para caramba e mesmo assim eu ainda tenho. Elas têm diminuído, mas elas existem. Ter seios flácidos ou pequenos, ou ter um lado menor que o outro, maior que o outro, e não querer colocar silicone.
Esse é um outro ponto: mulher que usa silicone, a gente pode considerar que ela é natural? Porque o que tem de mulher com silicone— não que eu não goste, pelo contrário, eu adoro— mas E aí é uma dúvida.
Eu achei que ele ia falar que é bomba também, porque essa frase saiu sem, né?
Porque eu não quero ter regiões do corpo que sejam mais escuras.
Cara, ela tem um shape assim muito bonito, a linha do corpo dela é muito bonita.
Ter estria, não ter a pele extremamente lisinha, espinha nas costas, pelinho nos braços.
Mas essa não é a realidade. A realidade foi que as blogueiras colocaram. Qual que é a realidade? Que você precisa ser perfeita, sem pelo no braço, sem estria, com silicone, com shape top, usando bomba até o zóio e falando para você treino e dieta.
Isso é um corpo de uma mulher normal, de uma mulher adulta. Me assusta às vezes vocês ficarem chocados com isso, esperando que fosse um corpo de uma criança.
Não, não, corpo de criança não. Elas querem tipo esse corpo aqui, ó, da Virgínia. É isso que as pessoas estão achando que é realidade, entendeu? Aí fica complicado da gente competir.
Existem as blogueiras fitness e elas fazem as coisas, elas constroem o físico delas e elas mentem em muitos momentos, indiscutivelmente. Ah não, é só treino e dieta. E existe procedimentos, existem substâncias, etc. e tal. Eu acho que isso todo mundo sabe. Se a pessoa não souber, por favor, né, manda esse vídeo para ela ficar sabendo também. Mas o que acontece é o seguinte: depende de quem você coloca como referência na sua vida. Então assim, se você ficar utilizando o shape da Virgínia agora— eu nem acompanho, nem sei se ela tá com físico legal, tô me baseando pela foto ali que ele colocou— se você se basear naquele físico e fala assim: cara, essa é a minha referência, esse físico que eu quero ter, esse físico que eu vou construir e tal, cara, você se fodeu, velho. Porque assim, o padrão é muito alto. E você tem que entender também que pessoas desse tipo, o trabalho dessa pessoa é ter um físico bom, porque se ela não tiver um físico bom, cara, não vai performar tão bem os vídeos dela. Então ela precisa ter um físico bom, entende como é que é? Então assim, é o que você coloca como referência. As blogueiras fitness têm uma parcela de culpa nisso por omitir algumas coisas, cara? Ok, pode ser que sim. Mas é uma parcela de culpa. A outra parcela é sua, que olhou pra isso e falou: não, é isso que eu quero ter pra mim. Gente, é muito delicada essa situação, porque assim, ó, vamos lá, do jeito que a gente tá falando aqui: ah não, as blogueiras fitness e tal, não sei o quê, e coisas que são normais de uma mulher ter e elas não têm, e parará e piriri. Cara, e pra gente que é homem? Se a gente ficar colocando Ramondino, Ciban, Derek Lunsford como referência, a gente tá fodido, cara. Então dá uma refletida sobre isso. Existe o que está nas redes sociais e o que é defendido como, nossa, isso aqui é super top e tal. E existe o que é a realidade. Eu tô falando de físico, não tô nem falando de outras áreas da vida. Então tem essa questão toda aí. Certa vez eu tava num podcast, podcast lá do Fermento, o Senhor Zélia. E a gente começou, entrou na pauta dos anabolizantes e tal, e aí e tal, não sei o quê. Enfim, em síntese para você, eu expliquei algumas coisas para ele e aí ele disse assim: porra, brother, deixa eu ver se eu entendi então. O ideal é ter os atletas como inspiração e ter a nós mesmos como comparação? Eu falei: brother, exatamente isso, velho, perfeito. É você se inspirar na Virgínia. Eu nem sei as outras mulheres que tem aí referente a isso, mas você se inspirar nessas mulheres e você se comparar com você mesmo, e você buscar a sua evolução ali e não ficar querendo ser uma cópia daquela pessoa, se tornar uma cópia do Cibam, uma cópia do Ramon Gini. Se a pessoa tiver com isso na cabeça, fodeu, tá? O único homem incancelável. Cara, que saudade do Silvio Santos, né? Cara, porra, que Deus o tenha, cara.
Mulheres se aceitem do jeito que são, sendo magrinhas.
Não vou nessa de vingar gorda desse jeito.
Não, não, não, não, não, gorda não.
Para que as mulheres se aceitem do jeito que são, sendo magrinhas.
Não vou nessa de vingar gorda desse jeito.
Não, não, não, não, não, gorda não.
Cara, fantástico o posicionamento dele. Quando vem as mulheres têm que se aceitar do jeito que são, gordas e tal, não sei o quê, e ele fala não, não, não, não, cara. Se aceitar gorda, não. Uma coisa, gente, é você olhar para você e você se aceitar do jeito que você tá, no sentido de não ficar se achando ruim, pior do que as outras pessoas. Esse é um ponto, cara, não se sentir inferior e etc. Outra coisa é olhar uma patologia, para uma doença que é obesidade, e aceitar a doença. Deixa eu te contar uma coisa, eu lembro de forma muito nítida assim de quando eu tava estudando psicanálise e o professor ele falou: gente, é papel do psicanalista acolher o paciente, mas é o paciente e não a doença do paciente. A doença que o paciente traz ela precisa ser trabalhada e não acolhida. E a mesma coisa se aplica aqui. Então é acolher a pessoa, mesmo porque é um estado que a pessoa se encontra. A obesidade é um estado, não é uma permanência. E aí se trabalha a patologia, a doença que tá ali. Tudo bem? Então acolhe-se a pessoa e trabalha a doença dela. Não pode filmar aqui, moça. Mas eu sou uma blogueira muito famosa, moço. Cara, aqui é muito delicado, porque assim, ó, vamos lá. De um lado a gente vê uma academia se posicionando que, ah, não pode ficar filmando. Por quê? Porque filmar na academia já gerou muito problema, muito problema. Então o que que a academia quer fazer? Ela quer evitar ter problema. Do outro lado a gente vê a menina que ela colocou aqui, que é uma blogueira, que tá ali para fazer seu trabalho, cara. Que diga-se de essa mensagem motiva muitas pessoas a irem para academia. Então a academia não quer que filma, mas no final das contas, quando a blogueira faz um vídeo e aparece o logo da academia, ela tá fazendo uma propaganda gratuita da academia, fazendo com que pessoas olhem aquele vídeo, se inspirem naquele vídeo e vá procurar a academia. E aí as seguidoras da Tami Campos vai falar: cara, eu vou treinar nessa academia aí também porque a Thami treina lá. E existem redes de academias que contratam influenciadores para serem os seus embaixadores, para serem o rosto da marca. Então assim, é muito delicado, porque de um lado tem academia querendo evitar os problemas que ela já teve, e do outro lado a gente tem uma pessoa querendo fazer o seu trabalho e etc., etc. Cara, bem delicado, bem, bem, bem delicado. O que fazer nessa situação? Cara, vai para outra academia. Ah, Lala, mas academia não pode abrir uma exceção e tal? Cara, academia ela pode abrir uma exceção, mas e se ela não quiser abrir exceção? Ela tá no direito dela, cara. Afinal de contas, ela tem o espaço dela, você paga para usar o espaço, e a partir do momento que você vai lá usar o espaço espaço da academia, você tem que agir de acordo com as regras da academia. É que nem contrato de adesão, né? Ou você assina ou você não usa. Não tem muito de— e aí nesse momento aqui eu vou puxar a brasa passadinha da Ironberg, porque na Ironberg não só é permitido que você leve o seu tripé, que você grave o seu treino, e quando você entra numa Ironberg você vê vários tripés, mas Mas conversando com o próprio Beto, que é o dono da Ironbag, certa vez a gente tava, eu tava conversando com ele sobre as gravações do YouTube e tal, e eu falei, porra, mas aí, né, pessoal reclamar alguma coisa, o pessoal aparecer no vídeo e tal? E ele me disse assim, ó, ele falou, Laércio, tá no contrato de adesão que aqui existem filmagens e que as pessoas eventualmente podem aparecer nesses vídeos. Vídeos e elas estão liberando o seu direito de imagem. Então o Beto, ele é tão visionário que ele já olhou para isso e falou assim: não, cara, Ironberg vai ser uma academia que as pessoas podem vir fazer os seus vídeos e, mano, de boas. É posicionamento diferente. O Beto, ele quer que as pessoas vão para lá, façam seus vídeos, postem, e todo mundo bate o olho e fala: cara, nossa, é uma Ironberg! Enfim, é posicionamento de marca.
Only women, children, and dogs are loved unconditionally. A man is only loved under the condition that he provides something. Okay? I've never heard a woman in my life say, you know, after he got laid off, we got so much closer.
No, no, no.
I once heard my grandmother say, a broke man is like a broke hand. Can't do nothing with it. What kind of gangster shit is that? A man is only loved under the condition that he provides something. That's right, fellas. When you meet a new girl, what do your friends ask? What she look like? Ladies, when you meet a new guy, what do your friends ask you?
What does he do? God, she falls out.
That can help you out. Can this motherfucker facilitate a dream or not?
Only caralho. Que foda! Que posicionamento foda! Eu concordo demais, cara, com isso aí. Concordo demais, brother. E assim, você que é homem, cara, o nosso valor tá no que a gente faz, cara, no que a gente produz, no que a gente proporciona para as pessoas ao nosso redor e para a sociedade. É isso, cara. Ah, mas as mulheres e tal, não sei o quê, tipo Cara, é outro rolê. Aí aqui entra uma coisa legal de trazer, interessante. Então assim, você que é homem quer ser valorizado? Antes de qualquer coisa, valorize-se. E como é se valorizar? É se desenvolver, é crescer, é ser melhor, é fazer mais e melhor. E aí, irmão, quando você for foda, você vai escolher a mulher que vai estar do seu lado, porque o grande jogo tá aí.
Aí, cara.
Na hora que você for foda, na hora que você olhar para as coisas que você tem, que você construiu, o homem que você se tornou— porque não é só também questão financeira do que fazer dinheiro, ter bens, etc., não. É questão de qual homem que você é. Depois que você se tornar foda em todos os aspectos, aí, irmão, você escolhe, cara, porque você trabalhou isso. Você conquistou esse lugar, porque a mina que encostar do seu lado, ela vai usufruir disso, vai? Então ela merece usufruir disso? É você que vai dizer, cara. Eu vejo por vezes esses videozinhos, né, os caras param as minas no parque e tal, não sei o quê, fala: pô, quanto que um homem tem que ganhar para namorar com você? Aí você vê as minas tipo: não, R$30 mil, R$50 mil, R$100 mil e tal, não sei não sei o quê. E tudo bem, cara, mina, ela tá exigindo o dela ali, beleza. Não, porque eu tenho gostos caros, é porque eu gosto de viagens caras e não sei o quê. Tá, beleza, eu concordo, tudo certo, é seu direito. Mas o que que você vai proporcionar para o cara? Porque é isso, cara. Então você, mulher, que quer um cara muito cheio da grana, que te dê todas as coisas e tal, eu gosto de semimada. Cara, o que que você vai proporcionar para o cara? Porque de verdade, cara, isso aqui por isso aqui, brother. Então aí eu vou trazer de novo uma questão muito forte da psicanálise. Um relacionamento, seja ele qual for, seja de trabalho, de amizade, amoroso, para ele dar certo, ele ter continuidade, ele permanecer dando certo precisa ter um equilíbrio. Você que é homem, você se desenvolveu, você tá foda, e aí você vai proporcionar um monte de coisa para mina. O que que ela vai proporcionar para você? O que é um buraco por um buraco, cara? Você não precisa estar com uma, você pode sair curtindo várias, entende como é que é? Então assim, esse é o meu pensamento. Eu não sou dono da verdade, não sou especialista nisso. Eu tô trazendo para você um pouco de algumas coisas que eu estudo, que acaba cruzando essa informação e tal, mas muito de experiência própria, cara.
Teria tudo, tudo que que eu tenho hoje. Se agora eu vou te dar 3 anos para eu tirar todos os seus torços, você pode treinar como você quiser, mas em 3 anos você vai morrer, eu vou te levar, tá? Você vai para inferno. Eu aceitaria para voltar a treinar. Eu não duvido, porque sabia, teria tudo, tudo que que eu tenho hoje. Se agora eu vou te dar 3 anos para eu tirar todos os seus torços, você pode treinar como você quiser, mas em 3 anos você vai—
eu quero que você reflita, cara, na profundidade que isso aqui tem. Eu já tive oportunidade de treinar com o Johan, já tive oportunidade de fazer curso do Johan, de conversar com ele. Ele fala muito sobre isso, ele fala, cara, eu fiz muita merda no passado, eu treinei muito errado, eu fiz muita coisa errada nos meus treinos e tal, e hoje eu me arrependo muito. Pega isso como mensagem para você, cara. O Johan é hoje um Considerado um dos melhores treinadores que a gente tem no Brasil, senão do mundo. A puta referência, querido por muitas pessoas, tem uma jornada, cara, foda. E o cara tá dizendo que ele daria a própria vida para treinar por 3 anos. Tá certo que tá meio velho já, né? Para treinar por 3 anos sem dor. Você tá entendendo? O cara daria a vida dele para ter o que você tem por apenas 3 anos. Eu sou outro cara que tô muito forte nas redes sociais abrindo o seu olho, o olho das pessoas, no sentido de, cara, não faça merda no treino. Eu fiz muita merda no passado, muita merda, e hoje eu pago, cara, por isso. Não consigo fazer um treino de boas para praticamente nenhum grupo muscular do corpo. Eu tenho que ficar meio que adaptando tudo. Por quê? Porque as articulações dói, cara, porque eu fiz merda lá atrás. Então o que eu faço é vir aqui trazer informação para você, para você não precisar passar pelo que eu passo. E olha o que o Johan tá falando, cara. Espero que isso mexa minimamente com você, para se você treina errado e tal. E o que eu acho mais interessante É que hoje a ciência nos dá todo o respaldo, né? Antigamente ainda se acreditava: não, tem que treinar na porrada porque senão não dá resultado. Cara, hoje a gente vê que tá assim, cara, dá muito mais até e não machuca, né? Deixar você agora com esse vídeo aqui, ó, que também são reacts polêmicos. Eu também falei o que eu penso. Doa a quem doer, F bem grande. E cara, tem coisa aqui que é muito bizarra, brother. Ó, eu vou nem lembrar porque já me dá um negócio. Fica aí.










