Reagindo aos Vídeos Mais Polêmicos de Academia #12

Neste episódio de reação, Rodrigo Barros e um grupo de participantes comentam vídeos controversos que circulam nas redes sociais sobre comportamentos inadequados nas academias. O debate aborda situações de assédio e falta de limites entre alunos e treinadores, a insegurança de casais quanto ao uso de personal trainers, e como essas dinâmicas afetam a reputação da profissão. Paralelamente, o grupo discute a eficácia de treinar “errado”, a importância da técnica versus carga, a escolha entre amplitude total ou parcial nos exercícios e a ativação do glúteo, citando exemplos de atletas como Coleman. Rodrigo oferece conselhos práticos sobre postura profissional, a necessidade de intervenção quando há assédio, e recomenda treinos mais inteligentes com cargas moderadas e técnica apurada. O episódio combina críticas sociais, reflexões sobre relacionamentos e conselhos técnicos de musculação.
Chapters
Se você não parar de olhar pra ela, ela vai chamar a polícia.
Não importa se você é casada, eu até prefiro, porque é melhor disputar com uma pessoa do que disputar com um monte.
São situações como essa que acabam até prejudicando a visão do personal. Se fosse um bombado bonitão, o final seria diferente.
Aquela minha amiga ali na extensora, ela disse que se você não parar de olhar pra ela, ela vai chamar a polícia. Ei, você tá vendo aquela minha amiga ali na extensora? Tô vendo sim.
O cara até sorriu, tipo, vai dar hora, a mina mandou a amiga vir aqui, mano, vai dar bom. Aí, ó, enquanto um não queria fazer o negócio com 72, esse aqui tá caçando. Mas, mano, deve ser zoeira, porque a mina gravou, né, postou e tal. Gente, mas isso aqui é chatão, né? Falando disso, eu lembro de uma história. Eu era coordenador da academia E chegou uma queixa na recepção. Tinha um cara que ele ficava seguindo uma aluna na academia. E, mano, o cara ficava com a mão no bolso. Puta, tem que fazer igual essa aluna fez, né? Se vê que tá incomodando, tá chato e tal, meu, avisa o professor, avisa, né, a coordenação e tal. E é pra tomar uma atitude, galera da academia, pra resolver o problema.
Sua esposa tem personal, velho?
Tem.
Tem? Como é que é a sua relação com isso aí?
Papo reto, se eu for tirar dela o personal, eu vou ter que tirar dela o motorista, eu vou ter que tirar dela o Uber, eu vou ter que tirar dela o frentista, eu vou ter que tirar dela o quê, o mendigo agora? Só porque teve na internet um cara traição. É um negócio que pode acontecer. Eu não tenho que confiar no personal dela, eu tenho que confiar nela. Assim como ela não tem que confiar na minha secretária, ela tem que confiar em mim. Mas você, sua esposa tem personal? Não tem. É um jeito mais seguro de ser inseguro. Tira o personal, que assim pelo menos com personal não vai te trair. Ou se te trair com personal, você pode chegar e falar assim: pelo menos eu não Sua esposa tem personal?
Maravilhoso! Surgiu toda essa questão, eu fiquei muito chateado porque, cara, meio que coloca a nossa profissão numa situação chatíssima. Porque no final das contas existe, claro, o contato físico entre profissional e aluno, sim existe, mas são duas pessoas, podem fazer coisas certas ou podem fazer coisas erradas. Não, não vou deixar minha mulher com personal porque não sei o quê. Sério que você confia tanto assim nela? Ao ponto de daqui a pouco você vai ter que trancar ela dentro de casa, porque você acha mesmo? Essa insegurança ela vem da onde? Será que vem da atenção que você não tá dando? Eu vejo com frequência casais que têm o mínimo de afeto um com o outro, casais que não se beijam, casais que não andam de mão dada. Mano, aquela pessoa que você vê que defende a ideia que não, minha mulher não pode ter personal, não sei o quê, pergunta para ela assim, ó: Qual foi a última vez que você deu um beijo apaixonado na sua esposa? Isso se deu beijo frequente e tal, cara. Então não tem nada a ver com o personal em si, tem a ver com a relação do casal.
A pergunta é: treinar errado funciona?
Funciona treinar errado. Se não foi errado a ponto de te machucar, algum efeito tem, claro que sim, né?
Toda academia tem um cara gigante que faz tudo errado, e mesmo assim o cara é grande. É aquilo que eu falo, se você não conhece essa pessoa na sua academia, cuidado, né? Se você pode ser você, então se treinar errado funciona. Então vai, então o que que a gente tá fazendo? Para que treinar técnico? Entender o que tá sendo feito, pô, porque tu pode evitar lesão, igual tu falou. Isso dá longevidade na prática, esse é o principal ponto assim. Mas tu entendeu que tá sendo feito, faz se desenvolver mais rápido, que é esse ponto dele, fisiculturismo, cara, a gente precisa fazer isso aqui, cara. Então tem que fazer focado nesse músculo aqui. Só que tem gente que ainda confunde ser técnico com treinar leve, não tem nada a ver. A técnica tu viu, tu vai treinar leve tecnicamente para depois.
A pergunta é, mano, maravilhoso! Eu concordo com tudo que ele falou de ponta a ponta. Eu gosto muito do trabalho que o Faixa faz porque ele tem uma visão, é a mesma visão que eu tenho. Treinar errado funciona? É óbvio que funciona! Pega os vídeos do Coleman, velho, mano, o cara treinava errado para um caramba e foi o maior campeão de todos os tempos. Bizarro, gigantesco! Então se você fizer de qualquer jeito, se você pegar muito peso, a intensidade para o músculo vai ser é alta, exigência é alta, então vai gerar resposta. Mas o ponto que eu te pergunto é: essa é a melhor maneira que você tem de exercitar esse músculo? Aí entra o que o Faxa falou também, que eu acho muito importante. Em muitos momentos se confunde treinar técnico com treinar leve. Não é isso. A proposta é você colocar a técnica perfeita e depois você acrescentar o máximo de carga que você pode, porque com aquela técnica você vai estar canalizando todo o trabalho para aquele músculo-alvo e não sobrecarregando as articulações, etc. Já elogiei o trampo dele algumas vezes aqui no canal, vou elogiar de novo. Faixa A, é isso aí, velho, tamo junto!
Boa noite, moça! Tá, mas tu faz com quanto? Com 100. Ah, fica muito pesado, moça. E com 72? 72 dá, continua pesado, não consigo não.
Oxe, meu, hein, eu não acredito não, tem que parar de andar com essas amizades. O que faz horas esperando uma oportunidade, uma menina vir malhar comigo, e esse bicho fala que não pega 82, porque é muito pesado. Duas ou uma? Oi, tá jogando pedra com a mão esquerda? É menino criado com vó. Oi, tá querendo marido?
Boa noite, moço.
Tá, mas tu faz com quanto?
Com 100.
100? Aff, tá muito pesado, moço.
Mano, pode ser que o cara só não quis mesmo, velho. Comenta aí o que que você acha. Fui zerar o rack squat. Ironberg, essa Ironberg é lá da Barra Funda até, hein. Depende da quantidade.
Já é isso. É o suficiente?
É o suficiente.
O que dá para fazer com esse?
Mais peso.
Sim.
Então vamos conseguir segurar esse peso se você parar.
Fica o fel, cara.
Cara, o professor ele ficou preocupado e tal. Não sei se ele tava acompanhando e viu o moleque evoluindo o cargo. Não sei se o moleque evoluiu o cargo ou se já colocou de uma vez. Eu entendo a visão do professor. Dá para perceber uma preocupação dedicação dele para com o aluno, mas existem também tipo, mano, potenciais genéticos que faz com que o moleque com 2 anos consiga fazer isso aí, né? Gustavo, eu acho que é o nome do moleque aqui, ele que postou. Mano, não sei como é que você treina, mas vai um conselho aqui que talvez você nem entenda, porque eu quando era mais novo assim gostava de pegar muito peso e tal, eu não entendia isso e eu treinava pesado para caramba, e hoje eu me arrependo para cacete, velho. Meu joelho dói fácil, minha coluna, ombro, Porque eu fui muito negligente lá no passado. Eu olhando para você como se eu tivesse olhando para o Laércio do passado, eu daria o conselho de, mano, eu acredito que você consegue fazer um trabalho mais inteligente na musculação. Como diz Antônia Bujan, a vida é sua, estrague-a como quiser, né?
Isso.
Eu faço supino com 20 kg cada lado, 40 kg, nunca passei de 60 kg de cada lado. Às vezes para fazer uma graça coloco 40, e eu sei que colocar 60, eu vou conseguir fazer. Mas eu não faço levantamento de peso, eu faço musculação. Por isso treino sempre com a carga leve, uma carga mediana, concentrado, entendeu? Tudo, costa, mesma coisa, tríceps, bíceps, ombro.
Então, e o cara tem um shape boa, mais ainda leve, ó, só concentrando. É que assim, aí eu vou fazer só uma correção Concentração, não é leve, tá?
É inteligente, bem na moral. Então muitas vezes, ou melhor, sempre é pegar carga, pegar peso, não é sinônimo de fazer musculação. Fazer musculação é concentrado, bem na moralzinha.
O que ele falou que eu achei mais legal: eu faço musculação, não faço levantamento de peso. E nitidamente é um cara mais velho, muito possivelmente ele já deve ter lá no passado dele feito algumas merdas de carregar muito peso e tal, porque a gente começa a treinar acreditando que quanto mais peso melhor. E gente, isso é uma estupidez, velho. Cara, a galera de hoje nem tem a desculpa que a gente tinha, porque a gente viu Coleman, viu Cutler, via esses caras dessa época que pegavam muito peso. Hoje em dia não, velho. Hoje em dia a gente sabe que dá pra trabalhar de forma muito mais inteligente, com cargas mais baixas, proporcionando uma alta intensidade pra musculatura. Então assim, treinar pesado com cargas mais baixas. Parabenizar aqui o Alex da Academia Oficial, porque ele mandou muito. É isso aí mesmo. Academia não é lugar pra flertar.
Na academia onde eu treino por um marido de uma aluna, de maneira covarde. Mas já estou aqui, ó, com BO, já acionei meu advogado, vou processar a academia por danos morais e vou processar esse indivíduo por lesão corporal. A princípio eu nem sabia que essa moça era casada. No dia anterior eu conheci ela no treino, durante o treino ela olhou para mim, eu olhei para ela, novamente ela olhou.
Caraca, de novo, né, mano? Esses bagulhozinho, gente, na academia.
Eu olhei novamente e dei boa noite. Ela sorriu. Nisso que ela sorriu, eu fui até ela e elogiei. Falei, nossa, alguém já elogiou seu sorriso hoje ou algum dia dessa semana? Ela sorriu novamente e disse não.
Eu falei, nossa, não sei o que aconteceu, tá? Mas olha que louco, o cara falou, alguém já elogiou seu sorriso hoje ou essa semana? E ela falou que não. Pode ser que foi mentira e tal, mas e aí, você que é casado, namora, você já elogiou a sua esposa, sua namorada hoje ou essa semana?
Seu sorriso é maravilhoso. E nisso a gente começou a conversar, mas em momento nenhum ela falou que era casada. E isso mexeu com a minha cabeça. No outro dia, no qual foi ontem, eu vi ela novamente na academia e cheguei para falar com ela, só que ela estava meio cabisbaixa, meio parecia que estava tímida ou incomodada com alguma coisa. E eu cheguei para ele e falei: boa noite, sorriso lindo, como você está? Ela olhou para mim e falou: eu sou casada, me dá licença. Eu falei: não importa se você é casada, eu até prefiro, porque é melhor disputar com uma pessoa do que disputar com um monte.
Não, aí é porque assim, vamos lá, até o momento que o cara não sabia que a mina era casada, tudo bem, pô, olhou e trocou o olhar ali e tal, rolou, beleza, rolou o papo, tá tudo certo. A partir do momento que a mina fala, mano, eu sou casada, desculpa aí, valeu, bom treino. Tipo, mano, já era. Ah não, mas a mina mereceu, né, mano? Acho que se eu tivesse... Deixa eu ver, ó. Ponto de vista: como foi seu primeiro dia de treino? Ai, meu Deus do céu. Gente, pior que acontece isso mesmo. Mas só a barra, gente, a barra pesa 20 kg. Ó a estrutura do moleque, né? Tinha que dar 2 pezinhos de 1 kg cada para ele. 2 kg, né, mano? E aqui já vale para a gente lembrar, né? E aí, como foi quando você começou a treinar aí? Amplitude máxima é melhor para quem? Vamos ver aqui.
De máxima é melhor para quem? Tudo, tudo. Para ela, por exemplo, aqui já não tem curvatura lombar. Sobe, não tem contração do glúteo. E como ela perdeu a contração lá embaixo, ela sobe tudo sem contração no glúteo nenhuma. Por isso que eu falo que a amplitude máxima é melhor para quem? Tem gente que não vê.
Que assim, essa mina é mina dele porque esses toques aí— e olha que eu tô olhando com olhar profissional, hein— esses toques aí não Não tá legal não.
É ativar fazendo amplitude máxima. Ela, para fazer agachamento e pegar glúteo, ela tem que fazer uma amplitude parcial. Faz o teu agora. Tá vendo que ela projeta o quadril mais para trás, joga o tronco mais para frente? Aqui tem ativação. Se ela descer mais do que isso, ela perde ativação, ela não ganha ativação. Por isso que eu falo, tipo assim, treino não tem regra. Tem entendimento, sim.
Amplitude é máxima.
Não concordo, tá? Eu acho que assim, é super possível trabalhar com amplitude máxima e ter muita contração de glúteo. A amplitude vai depender de cada pessoa e etc., tá? Mas o que mais me chamou atenção aqui foi o toque do cara. Assim, ó, minha visão: não é um toque profissional. Ah, Lárcio, mas é mina dele. Mas se ele tá fazendo um vídeo e aparentemente é um curso, porque ele tá gravando, tem algumas pessoas ali ao redor, dá para ver pelo espelho, mesmo que fosse a esposa dele Eu não concordo. São situações como essa que acaba até prejudicando a visão do personal, né? A gente acabou de falar sobre isso. Dá pra ser didático de uma forma muito mais respeitosa. Clica nesse vídeo aqui, ó, também é react, e a gente vai continuar nessa mesma pegada, eu falando pra você exatamente o que eu penso sobre todas as coisas que o time seleciona e coloca pra eu assistir aqui.
Clica aí.










