Reagindo aos Vídeos Mais Polêmicos de Academia #17

Neste episódio de reação, Rodrigo Barros e convidados analisam uma série de situações controversas que circulam nas academias brasileiras. O debate começa com a "regra" de que mulheres casadas só podem treinar com personal masculino se o treinador for o próprio marido, gerando discussões sobre duplo padrão, confiança e alternativas (personal feminina). Em seguida, abordam a etiqueta de gravação dentro da academia, especificamente o problema de um tripé que bloqueia o caminho de outra pessoa, debatendo privacidade versus uso público do espaço. O programa também traz o caso da renomada personal trainer Carol Vaz (ou Carol Reis), que foi demitida após 10 anos, usando o episódio para refletir sobre a diferença entre ser empregado e ser empreendedor no setor fitness, incentivando profissionais a criarem seus próprios negócios. Outro ponto central é a dinâmica entre o treinador Murilo e a aluna Bruna, onde Murilo impõe exigências físicas intensas, levantando questões sobre limites, respeito e abuso de poder. O grupo ainda discute linguagem neutra e a proposta de banheiros sem gênero nas academias, mostrando divergências de opinião e a sensibilidade do tema. Por fim, há relatos pessoais sobre assédio, condutas inadequadas e a importância de políticas de segurança nas academias. O conteúdo combina opiniões pessoais, experiências de quem já trabalhou como personal e empresário, e reflexões sobre cultura, ética e futuro do mercado de fitness.
Chapters
A regra é clara: mulher casada só treina com personal homem se esse homem for o marido dela.
Eu olho pra isso, eu acho desprezível, mas, cara, infelizmente acontece.
Não, não tem pera aí não.
A minha pressão está baixando, deixa baixar, faz parte.
Bora, vamos lá, bora logo.
Beleza, se eu desmaiar aqui é culpa sua.
Beleza, bora.
Marido começou a se implicar com o personal, o que fazer? Desanima de treinar?
Ué, você acha que ele tá errado? O que fazer é procurar uma personal mulher, né? A regra é clara: mulher casada só treina com personal homem se esse homem for o marido dela. Marido começou a se implicar com o personal.
Cara, que ridículo esse posicionamento. Fui personal por longos anos, dei aula para muitas mulheres, inclusive muitas mulheres de amigos. Brother, o personal ele tem que estar lá para fazer o trabalho dele, era isso que eu fazia, cara. Respeitava muito mais as alunas do que até os homens. Homem, tipo, a gente zoa, brinca e tal, não sei o quê. Com aluna, cara, eu era tipo super técnico, sério, tipo, fazia meu trabalho. Mas entendo que existem profissionais que não são assim. E aí, de novo, eu entendo que existem personagens, professores, enfim, assim como existem homens em qualquer área que, mano, se envolvem com clientes, com pacientes e por aí vai, tá? Independente, mano, se é homem, se é mulher, se é personal, se é o Uber, se é o táxi, se é o padeiro, se é o mendigo, mano, o que importa, velho, é a confiança que tem na mina. Se você não tem confiança o suficiente para deixar sua mulher treinar com um homem, cara, das duas uma, né? Ou termina essa porra, ou então coloca a mina dentro de uma jaula, né? Eu acho que tá óbvio aqui que a segunda opção não é uma opção. Mais uma situação por gravar na academia.
Vamos lá, mais uma situação por conta de gravação. A moça fazendo ali com terra sumou, a outra veio falar com a colega, né? O tripé estava em pé ali, visível, tá? Quando a moça ali percebeu que a outra colega ficou parada na frente do seu tripé, ela até botou: hoje a gente treina em paz, a paz ali, né? E ela veio falar com a moça. Assim, cara, entendo que realmente academia não é privada, não é um local particular em que eu posso.
Eu já vou dar minha opinião aqui, tá?
Gravar tudo ali sem ninguém me atrapalhar. Só que assim também vai do bom senso, né? Tem um tripé ali, a moça está parada na frente do tripé, né? E quando a moça ali só foi falar, poxa, eu tô gravando, né? Licença. A mulher já mandou essa braba. Qual que é a sua opinião? Sobre isso? Comenta aqui, cara.
Concordo com ele plenamente, cara. Você tá fazendo o seu vídeo ali, tá gravando, uma pessoa passa e tal, ela não viu, cara, tá tudo certo, tá tudo bem, cara. A pessoa acabou por algum motivo parar na frente da câmera, não viu. Mas no caso da mina aqui, a sensação que dá é que ela fez de propósito. Na hora que a mina chega lá e fala, moça, eu tô gravando e tal, e a mina chegou de boa, falou, moça, eu tô gravando e tal, você parou na frente, academia não é privada não, tipo assim. Ou seja, ela tinha a resposta pronta. Dá a entender isso. Uma pessoa de bom senso E aí reforço as palavras aqui do Vicenço, de bom senso. Ela fala, puta, meu, desculpa. Mas não, ela já veio, tipo... Vai ver que é esse tipo de gente que fica puta quando vê os outros gravando e tal, não sei o quê. E foi lá e encheu o saco. Aí é chato. De novo, concordo, academia não é privada. Tipo, pessoas passarem na frente faz parte, tá tudo certo e tal. Mas, mano, aparentemente a mina fez de propósito mesmo, né, cara?
Essa é a Carol Vaz, uma das personal trainers mais conhecidas e renomadas do Brasil. Graças ao seu estilo nada piedoso de treino, ela transformou a academia na qual ela trabalha Um símbolo de status, um símbolo para os marombas que realmente gostam de pegar pesado no treino. Acontece que ontem ela postou um vídeo de que depois de 10 anos trabalhando nessa academia, ela foi demitida e humilhada. Sabe o que é muito louco? A maioria das pessoas pensava que ela era a dona da academia. Tô comentando com você sobre esse caso por dois motivos.
Eu sou da área, mas eu não acompanho nada, eu não vejo nada. Quando eu fiquei sabendo disso aí, eu falei, uai, mas academia não era dela? Tipo, pensei também que fosse.
Em primeiro lugar, eu tenho certeza que se a Carol abrir uma academia, ela vai roubar metade dos clientes da academia.
Vamos combinar que assim, concordo, mas eu só não usaria esse termo roubar os alunos, porque muito provavelmente esses alunos foram conquistados por ela.
Ela tava lá e tal, na qual ela trabalhava, porque muitas pessoas iam até lá por causa dela. Mas o mais importante, em segundo lugar, quando você é uma profissional muito boa, muito competente, que se dedica 100% ao que você faz, não faz sentido você ser empregada de alguém. Se você sabe que você tem um diferencial, se você sabe—
aqui eu tenho questões a trazer com base em toda a vivência que eu tenho de ser empregado das academias que fui até outros lugares e de ser empresário que hoje sou. Calma aí, vou trazer.
Que você é acima da média, não faz sentido você receber um salário, faz sentido você construir um negócio. Fica aí uma reflexão para você: não construa sua casa no terreno dos outros. Essa é a Carol Reis.
Eu concordo com algumas coisas e discordo de outras coisas. Quando ela fala que, pô, se você é um profissional e tal, não sei o quê, pica das galáxias e tal, não faz sentido você ter um salário, você tem que desenvolver seu negócio. Concordo, e foi isso que eu fiz. O que ela fala no final de assim, ah, não construa no terreno dos outros, discordo. Discordo porque assim, até você abrir seu negócio, se você fizer isso, cara, aonde você tiver E eu tô falando o que eu fazia. Cara, entregue 100% do que você tem, 110%. Porque primeiro, quando eu assinava um contrato, eu estava me comprometendo, por mais que não estava ali no papel escrito, mas eu comigo estava me comprometendo a fazer o melhor que eu podia fazer, independente de qualquer outra coisa. Eu trabalhei por muitos anos numa academia que atrasava salário, que não pagava nenhum dos direitos dos funcionários. Você tem noção? Tipo, eu saí de lá depois de muitos anos e tipo, fundo de garantia eu tinha, sei lá, R$16. Os caras não recolhiam, então. E eu não processei os caras. Não quero que você faça igual eu, tá? Eu tô te trazendo o meu pensamento aqui. Eu falei, cara, não vou processar porque no terceiro dia eu já sabia como é que as coisas aconteciam aqui. Por mais que eles estejam fora da lei ou não, eu aceitei. Alguém me falou da empresa? Não. Mas eu sabia, eu aceitei ficar. Então se eu sou homem o suficiente para aceitar ficar, eu sou homem o suficiente para honrar a Kubo. Se você não entregar o seu 110%, você ainda não vai conseguir se desenvolver, porque a gente só se desenvolve quando a gente está explorando o máximo da nossa capacidade. E depois que você se desenvolver, você vai estar pronto a abrir o seu negócio. Você tá em alguma empresa, você trabalhar ali de forma tão forte, de forma tão intensa, Para você se desenvolver e para você já ter uma ideia do que você vai fazer para você. Então percebe? Tem dois lados aqui. Tem o primeiro lado de você honrar com a sua palavra e o outro lado de você se desenvolver e aproveitar. E agora a gente entra num ponto mais delicado. Aproveitar que você está numa empresa, aproveitar que você não está tendo todos os custos de uma empresa para se desenvolver ali dentro. E aí vem a questão que ela trouxe ali. Ah, se você trabalha bem e tal, que não sei o quê, você não deve ter um salário. Então, não basta você ser bom, você tem que ter coragem, cara. Porque empreender não é para qualquer um, cara. Não é para qualquer um. Eu vou falar para você, o YouTube para mim é um negócio. O YouTube é uma empresa. O YouTube demorou 2 anos para se pagar. Durante todo esse período, eu gravava vídeo, eu lidava com editor, eu postava vídeo. Cara, eu me lembro claramente de uma vez que eu viajei com os amigos, estava todo mundo curtindo, no rolê e, mano, eu tava lá com o computador subindo vídeo no YouTube. Tudo isso para fechar no negativo, para tirar dinheiro do meu bolso que eu ganhava com o personal e colocar aqui para continuar o negócio. E aí, você tá disposto a fazer isso? Você tem coragem de fazer isso? Lidar com funcionário? Quantos e quantos meses, cara, eu tirei dinheiro do meu bolso para pagar funcionário? Então percebe? São coisas diferentes, cara. Se você é bom, mano, toda força do mundo, cara, vai lá, empreende, faz acontecer. Mesmo porque, cara, é um empreendedorismo que sustenta o Mas cara, entenda que, mano, você vai ter coragem, mano, e vai ter que segurar um rojão, ó. Não é tão simples assim não. Defenda a comida. Quase 300 quilos. Eita porra, mano! Cara, é isso aí, velho. Máximo respeito. Espero que você esteja conquistando Cada dia mais uma vitória, que você esteja vendo o resultado desse esforço, dessa determinação. Cara, parabéns, cara. Parabéns, é isso aí. Eu entendo que pra pessoas que são muito obesas, dependendo da situação, o único prazer que elas têm na vida é de comer, né? E gera alterações no cérebro, cara, é bem delicado tudo isso. Eu fico muito feliz quando eu vejo, principalmente nas redes sociais, porque essa pessoa tá transformando a vida dela. E tá estimulando outras pessoas a transformarem as suas vidas também. Cara, maravilhoso, maravilhoso, parabéns! Abriu o Insta dele aqui para dar uma moral, tá falando do Júlio Mamute. Cara, maravilhoso, irmão! É isso aí, cara. Personal sofre críticas nas redes sociais pela forma como treina mulher em academia.
Vai embora!
Não, não tem pera aí não, a minha pressão está baixando, deixa baixar, faz parte.
Bora, vamos!
Bora lá, se eu desmaiar aqui a culpa é sua.
Beleza, bora fazer força que eu não vou fazer braço não.
Eu tô fazendo força.
Duas.
Não quer ficar gostosa?
Eu já nem sei mais.
Quero mais força.
Eu não tenho mais força, Murilo, não tem de onde tirar.
Tira, não tô nem aí, bora dar outro jeito. Bora, quarta, super slow.
Bora, Bruna, vai, faz força.
Isso, bem demais.
Nossa Senhora, de vontade de chorar.
Na hora que você quiser descer o joelho, tá, já pode.
Tô descendo, né, Murilo?
Não, você não tá descendo não, pode descer de verdade isso aí. Se tu não descer lá embaixo, eu não vou contar a repetição. A escolha é sua.
Cara, eu fazia isso também. Se não... Eu colocava um colchonete no chão pra pessoa encostar o joelho. Se você não encostar o joelho no colchonete, eu não conto.
Eu tô avisando. Não, desce!
Oxi, desceu!
Não vou contar essas duas. Uma agora, uma. Que execução lixo essa aí, pelo amor de Deus.
Lixo?
Não, essa perna aí foi lixo.
Essa perna, ela é lixo.
Bora, vai.
Essa carga não tá justa pra mim.
Pô, tá justa sim.
Não tá não.
Não tá justa pra sua preguiça. Nossa, não vou te ajudar nessas aqui. Que isso, cara, despenca assim não. Bora, 4 segundos.
Tem hora que eu repenso, sabia, se vale a pena mesmo tudo isso para ficar gostosa. Eu acho que não vale não.
Vamos lá, a questão aqui é o seguinte: a gente vê um professor ali que tem uma pegada de puxar aula mais rígida, né, uma pegada mais treinador. E aí quando eu falo disso, eu lembro de Valdemar Guimarães dizendo, quando ele dava aula, e na visão dele é assim que funcionar. Quando um professor, um treinador, ele não fala professor, fala treinador. Quando um treinador fala para o atleta pule, a única coisa que o atleta tem que, que ele pode perguntar ou falar e etc. para o treinador é: que altura, mestre? A gente tá falando de um treinador e de um atleta. O rapaz aqui, ele tem uma pegada mais de treinador. E gente, eu não acho isso ruim. Quem tem que achar bom ou ruim É aluna dele, mas pelo que dá para entender na dinâmica aqui dos dois, ela meio que gosta disso. Porque, cara, eu tenho certeza que é Murilo, né? Ela falou, não, Murilo e tal. Eu tenho certeza que o Murilo não lidou com ela desse jeito na primeira aula. Isso aí mostra para mim uma relação que foi sendo construída. Então existe um grande respeito entre eles dois dentro da dinâmica deles ali. Aí vai ter gente que vai falar, nossa, mas que grosso, e que não sei o quê. É porque, cara, não é do universo, nem tal. Tipo, não entende. Precisaria ser desse jeito, cara? Talvez não, cara. Ao que tudo indica, a mina gosta, cara. Ela tá lá fazendo amor com ele, entendeu? Tá tudo certo. Na época que eu dava aula de personal, que eu era atleta e que a minha visão era assim, cara, resultado, resultado, resultado, eu não era um personal muito fácil de lidar não, cara. Eu era pique treinador. Ah não, cara, você vai fazer porque eu tô mandando você fazer, cara. Eu sei o que é melhor pra você e você vai fazer. Depois eu fui ficando mais de boa, fui entendendo que, cara, Não precisa. Enfim, né, os meus alunos não eram atletas e eu que tava cobrando deles uma entrega de atleta. Aí eu fui ficando mais de boa assim, entendeu? Foi a psicanálise também transformou muito a minha forma de olhar para tudo isso, né? Vamos ver o Michael. Michael, a gente já reagiu uma pancada de coisa dele, eu gosto. Vamos ver.
Eu sou Elizabeth, mas vocês podem me chamar de Beth a Braba. Tô zoando, gente. Beth Tá ótimo. Eu sou a nova professora de português.
Português? Tá escrito bem-vindo com E? Bem-vinde?
E sabe de nada, hein, inocente? Alguém que sabe explicar para ele?
Levei do Copá de Rocha, é muito bom. Sabe de nada, inocente?
Que é linguagem neutra.
Eu? É o que a gente usa quando quer falar de um gênero neutro, né? Que não seja nem só feminino nem só masculino, mas que inclui a todos.
Neutro?
Isso na minha quedada é outra fita, Rainha Elizabeth.
Vamos baixar a bola para a gente poder jogar juntos?
Cara, ele é zica. Já ouvi falar que existem banheiros neutros.
Já arrasou no exemplo. Banheiros plurais é uma ótima forma de democratizar os espaços.
Mas professora, a gente não tem nem ventilador direito, vai ter banheiro sem gênero?
Sejam bem-vindos ao ensino médio.
Cara, ó, não conheço muito dessas coisas, nunca parei para estudar isso, me aprofundar e tal. Não acho legal. Eu fecho demais com o que o moleque falou, tipo, existem muitas outras coisas mais importantes para se olhar, tipo banheiro neutro da igualdade e tal. Cara, mete dois banheiros lá, brother. E assim, essas questões são delicadas, cara, delicadas. Eu não gosto muito de falar sobre isso para não falar o que não vai ofender ninguém, saca? Porque, porra, e aí, tipo, um travesti usa qual banheiro? Ah não, mas eu não me identifico com o gênero X, me identifico com Y. Ó, delicado, cara, delicado. Eu, toda academia tem um cara que parece que nunca viu mulher na vida. Pudesse, se a gente pudesse Se a gente pudesse assim, se a gente pudesse, cara, é assim, ó, parece que é zoeira, né? Parece que é montagem ali, tipo, o pessoal criou o negócio para fazer, né? Parece que é conteúdo combinado. Mas se não for, cara, toda academia tem um cara que parece que nunca viu mulher na vida. Não é só na academia não, gente, qualquer lugar. Quer ficar, quer ver ficar pior isso aí? Vai para bar, vai para festa, que o povo bebe demais. Não tô falando que tá certo não, é nojento do mesmo jeito. Eu olho pra isso, eu acho desprezível, mas cara, infelizmente acontece. Você mulher que passa por isso, cara, chama o professor e fala pro professor tomar providência, porque aí ele vai levar essa situação pra gerência e aí vai se fazer alguma coisa, entendeu? Eu lembro que eu era coordenador de uma academia e uma aluna ela procurou a recepção falando que tava extremamente incomodada porque tinha um cara que seguia ela durante o treino e ele ficava com a mão no bolso mexendo. E aí a gente expulsou ele, cara. A gente identificou, viu que ele tava fazendo isso mesmo, que é responsabilidade da academia olhar pra isso também. Inclusive eu já reagi vídeo aqui que a mulher foi expulsa da academia por conta da roupa. Não faz ideia a roupa que ela tava usando, velho. Clica nesse vídeo aqui, ó. É bizarro.
Clica aí.










