Rodrigo Barros relata o caso de um aluno que jogava squash e recusou treino de rotação do tronco para aumentar a potência dos golpes porque o exercício desenvolveria o abdômen e alteraria sua silhueta. A história mostra como prioridades estéticas podem bloquear ganhos de desempenho atlético.
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E eu me recordo de um aluno que eu dei aula na época de personal, que ele gostava muito de jogar squash. E ele me pediu certa vez para passar alguns exercícios para ele, para que ele melhorasse a força dos golpes, que ele conseguisse bater ali na bolinha com mais potência. Eu falei para ele que daria para a gente fazer alguns trabalhos específicos e tal para aumentar essa força muscular, essa potência muscular, mas que a gente precisaria fazer alguns exercícios de potência para rotação de tronco. Afinal de contas, o golpe eu pedir um squash, ele contém essa rotação de tronco. E aí eu expliquei para ele exatamente tudo que eu tô te explicando aqui. Eu falei assim, olha, a gente consegue fazer, eu consigo melhorar a força ali das suas jogadas, porém a gente corre o risco, e é um grande risco, para não falar que certamente isso vai acontecer, de desenvolver essa musculatura responsável por todo esse trabalho. E aí você quer que a gente faça? Nesse momento ele falou assim, mano, não, eu não quero, porque ele valorizava muito a estética ali do seu abdômen, né, toda silhueta do corpo. Eu só consegui alertá-lo do que ele tava querendo fazer e dos perigos, vamos dizer assim, dos riscos que ele ia correr esteticamente falando, porque eu já tinha passado pela situação.