
Neste vídeo de 18 min, Rodrigo Barros abre o evento “Treino Burro x Treino Inteligente” com o objetivo de eliminar abordagens de treinamento ultrapassadas (o "treino burro") e apresentar um método baseado em ciência, experiência de mais de 25 anos no fisiculturismo e princípios de psicologia. Ele começa agradecendo a participação da audiência, reforça a importância da mentalidade e da congruência entre discurso e ação. Em seguida, conta histórias pessoais (campeonato de 2009, casos de alunos) para ilustrar a diferença entre esforço mecânico e mental. O cerne da aula aborda três pilares da hipertrofia – tensão mecânica, estresse metabólico/hipóxia e dano tecidual – explicando como manipulá‑los através de escolha de repetições, carga, tempo de descanso e ordem dos exercícios (comprimento da fibra muscular). Barros cita estudos de Brad Schoenfeld e pesquisas sobre intervalos de descanso (1‑3 min) e rep ranges (2‑5 vs 20‑25 repetições) para mostrar que a intensidade, não o número de repetições, é o fator chave. Ele também discute a importância da disciplina, da autossabotagem e da “congruência” psicológica, usando analogias (espremedor de laranja, navio) para reforçar que sempre existe uma forma mais inteligente de fazer algo. O vídeo termina com um convite para o próximo módulo, reforçando que o conteúdo aqui é mais profundo que seus vídeos de YouTube e que a aplicação prática levará a melhor estética, autoestima e resultados em outras áreas da vida.
Chapters
Muito bem, muito bem, muito bem. Chegamos e chegamos com uma finalidade. Acabar, exterminar de uma vez por todas esse treino burro que ainda pode estar existindo na sua vida. Faz um favor para mim, comenta aqui se tá tudo certo, se tá chegando vídeo legal para você, se o áudio tá bacana também, para que a gente consiga aí ter um melhor aproveitamento e também a melhor experiência possível desse evento que tem o seu start agora. Cara, que legal tá aqui com vocês! Obrigado pela presença de todo mundo, fico feliz que vocês estejam. E eu vou dizer o seguinte: parabéns por você tá aqui! Parabéns, parabéns, porque você tem buscado melhora, porque você tá investindo tempo e energia em você. E esse é um ponto que é importante para a vida, não é só aqui para treino. E enfim, a gente vai falar também um pouco de mentalidade no decorrer aí dessas 3 aulas. Parabéns por isso, parabéns! Legal, legal. Deixa eu ver aqui vocês agora. Tá tudo certo? Áudio baixo, gente? Áudio baixo pode ser um pouco de aumentar o volume no seu dispositivo, tá bom? Então, enfim, tá, estou ouvindo bem, vendo bem, tá com um pouco de delay, gente. O delay pode ser questão da internet, tá? Então eu acredito que daqui a pouco dá uma melhorada aí, a coisa fica boa para vocês. Tá bom, é gravado. Sempre tem, né? Sempre tem, sempre tem. Maravilhoso, gente! Tem gente falando que tá tudo certo, que tá funcionando bem, e tem algumas pessoas falando de delay. Mas enfim, se você tiver experimentando delay aí, cara, saiba que questão de internet, daqui a pouco isso se resolve, tá bom? Maravilhoso, maravilhoso, muito bom, muito bom, muito bom, gente. Seguinte, hoje a gente dá o start nesse evento que tem por nome o que você já sabe. Acho que eu não preciso explanar muito sobre o treino burro. O que que é o treino burro? É uma forma, digamos assim, não inteligente de treinar. É uma forma arcaica, antiga, mas que muita gente ainda faz. E muita gente, muita gente mesmo. E assim, cara, enfim, né, a gente vai falar bastante no decorrer aqui. Eu às vezes eu fico me segurando para não falar mal de nada, de ninguém. Tem gente que gosta de outros tipos de treino, mas eu gosto de treinos mais embasados na ciência e mais fundamentados com tudo que a gente sabe de mais recente, de melhor, tá? Vocês vão acompanhar isso comigo e vocês vão ver, né, toda essa questão. Mas aí, para a gente dar o start na parada e muitas pessoas não sabem disso, eu vou trazer aqui para vocês. Gente, cara, eu tenho um grande repertório no fisiculturismo e daqui a pouco vocês vão entender por que que eu tô falando de fisiculturismo aqui. Eu competi por, cara, mais de 10 anos. O meu primeiro campeonato de fisiculturismo eu tinha Cara, foi em 2009, já na casa aí dos 18 anos, 19, não lembro bem, mas faz muito tempo. E esse é um dos campeonatos que vocês estão vendo a imagem aí, é um dos campeonatos que eu mais me orgulho, porque, cara, deixando qualquer tipo de modéstia de lado, e vocês vão ver que eu vou defender bastante aqui o fato de você bater no seu peito e falar que você é foda. Nesse campeonato aí eu fui foda para caralho, porque eu competi em duas categorias e, cara, fui campeão nas duas e fui campeão no overall das duas. Cara, foi maravilhoso, foi um dia mágico para mim. Então tô aqui compartilhando com vocês o que que acontece, né? Existe toda aquela questão que fala Cara, para você ensinar algo, você tem que ter vivenciado esse algo, você tem que ter vivido isso na sua vida, porque senão como que você vai conseguir passar isso para as outras pessoas? E aqui eu começo a trazer uma metáfora legal para vocês. Presta bastante atenção nessa parada porque isso aqui é para vida de vocês. Certa vez, numa aldeia distante, aonde não chegava cuidados médicos e etc., uma mãe tava tendo problema com o seu filho no sentido de açúcar. Essa criança tava comendo muito doce. Reforço, uma aldeia distante e tal, não tinha muita informação, mas nessa aldeia tinha um grande mestre. Um ancião, e ele aconselhava todas as pessoas ali da aldeia. Mas ele não era de livre acesso, as pessoas só podiam acessá-lo uma vez por semana. E nessa uma vez por semana, essa mãe pegou o filho porque ela já tinha feito de tudo, já tinha conversado, o pai já tinha conversado, falou, cara, vamos levar lá no mestre porque ele vai dar um jeito. Uma fila gigante, um sol estarrecedor, e ela ficou ali por mais de uma hora esperando na fila até chegar o momento dela conseguir falar com o mestre. Esse momento chegou, e aí ela falou para o mestre, falou: mestre, eu não sei mais o que fazer com ele. Esse menino, ele tá comendo muito açúcar, ele come muito doce. Eu já fiz de tudo, eu já falei várias vezes, eu já tentei abordagens, o meu marido já tentou falar com ele e tal, não sei mais o que fazer, eu preciso da sua ajuda, mestre. E o mestre, com toda a sua paciência, conhecimento, olhou nos olhos da mãe: esse é o único problema que o menino tem? E a mãe respondeu: sim, mestre, esse é o único problema. E aí ele olhou nos olhos do menino e disse: filho, você tá comendo muito açúcar, tá comendo muito doce. O menino balançou a cabeça envergonhado. Ele falou: tudo bem. Voltou aos olhos, nos olhos da mãe, olhou de forma bem fixa e disse a ela: Volte na semana que vem. A mulher sem entender nada. Cara, ele é o mestre, ele manda ali. Então beleza, voltamos na semana que vem. Ok. Passada uma semana, nada mudou. O menino continua com os mesmos comportamentos, porém chegou o dia de ir lá ver o mestre novamente. Mesma situação, aquela fila gigante, aquele sol E depois de mais de uma hora e meia, chegaram ali na frente do mestre, na sua vez de conversar com o sábio. E aí a mulher falou para o mestre: Mestre, você lembra de mim? E o mestre respondeu: Claro que eu lembro, o garoto tá comendo muito açúcar, não é? E ela falou: Isso mesmo, mestre. Ela falou tudo, ele falou tudo bem, olhou penetrantemente dentro dos olhos do menino e disse: obedeça sua mãe, coma menos açúcar, coma menos doce. Voltou aos olhos, aos olhos da mãe, falou: senhora, tudo certo, pode ir. Ela falou: mestre, não entendi. Cara, como assim? Você não vai fazer nada? Ele falou: eu já fiz, mestre. Mas a única coisa que você fez foi falar para ele comer menos doce. E ele falou: e vai resolver, mestre. Por que que você não falou isso na semana passada? Eu tava aqui na sua frente, era só você virar para mim e falar assim, cara, virar para o menino e falar assim: para de comer doce, do jeito que você fez agora. E o mestre, com todo o seu conhecimento, sabedoria, calma, respondeu: na semana passada eu comia doce. Essa é uma história lindíssima que fala sobre congruência, e a congruência é algo que não pode ser dita. A congruência, e aqui eu falo para você como psicanalista que sou, a congruência ela é sentida de forma inconsciente. As mulheres que têm um pouco mais de sensibilidade podem sentir de forma um pouco mais fácil do que dos homens. A gente é mais chucrão mesmo, né? Mas dá para desenvolver essa sensibilidade também. Qual é a questão? Congruência. Eu tô aqui hoje com mais de 25 anos de experiência nessa porra. Eu sei do que eu vou falar em cada ponto, em cada letra, cada sílaba, vírgula de informação que eu vou levar para você. Eu sei o que eu tô fazendo, não só por ter estudado durante todo esse período, que tem histórias lindas para contar para você sobre isso, mas por ter vivido isso. E as pessoas que me são próximas sabem que na época que eu competia, eu vivia o fisiculturismo 110%. Lala, mas o que que tem a ver o fisiculturismo comigo? Calma que a gente vai chegar lá, a gente vai chegar lá, mas tem muito a ver, muito, muito a ver. Tudo bem? Seguinte, vamos dar continuidade aqui. Mas aí você pode virar para mim e falar assim: Lala, mas cara, eu não sou atleta, não tenho pretensão nenhuma em ser atleta e tal, e você tá trazendo essa história aí Porra, legal, mas cara, você já fez isso acontecer com outras pessoas? Aqui eu tenho dois alunos que viveram comigo durante um tempo. Essa época eu dava personal, e o mais interessante na história desses caras não é o físico que eles construíram, e sim a mentalidade por trás desse físico. E quando a gente fala de mentalidade, essa é uma coisa que a gente vai trabalhar também nesse evento. O quanto que para você se tornar um físico legal, você precisa se tornar a mentalidade que tem esse físico. E pode ser, para não falar que muito provavelmente, você vem se sabotando durante todo esse processo. Então a questão da autossabotagem, a gente também vai trabalhar durante esse evento. E só para te lembrar que essa é a nossa primeira aula das 3 que vão rolar no final do Treino Burro, beleza? E aí, deixa eu contar para vocês de forma rápida a história desse cara aqui, ó, do lado direito. Ele é, ele tava muito gordo, muito gordo. E ele me fez chorar um dia, foi bizarro. Certa vez eu tava na lanchonete da academia esperando ali o meu momento, né, para subir e dar aula, e a aula era dele. Então ele chegava sempre alguns minutos antes, eu tava ali terminando a minha marmita, e aí ele falou, mestre, eu posso sentar com você? Eu falei, claro, por favor, senta aí. E ele falou assim, eu tenho uma, eu tenho uma coisa para te contar. Eu falei, pô, por favor, conta aí. Era uma segunda-feira e ele disse assim, olha, ele falou, mestre, lembra que você falou para mim que era para eu fazer 1 hora de cardio todos os dias? Esse é um caso específico dele, tá? Ah lá lá, eu preciso fazer 1 hora de cardio todos os dias? Não, esse era um caso específico dele, tá? Dentro do que eu identifiquei ali e tal, pedi para ele fazer Eu falei, claro, pô, lembra? Então, esse final de semana eu fui ver os meus parentes na praia. Eles tinham lá uma casa de praia, então sexta-feira ele foi para lá passar o final de semana. Eu falei, cara, beleza. E o que que a gente tinha combinado? Cara, foi passar o final de semana com a família, tá de boa, não precisa ir para academia, curte a família. Esse é um ponto que a gente vai trabalhar também. Você não precisa abrir mão da sua vida social, você não precisa abrir mão de comer coisas que você gosta, você não precisa abrir mão de viver. Você não é um atleta, não precisa. E mesmo assim, o atleta não faz isso, tá? Faz só no momento específico ali. Enfim, então falei para ele, cara, não precisa ir treinar, mas vamos combinar que pelo menos o cardio você vai fazer? Ele falou, cara, combinado. Falei, beleza. Então o cardio, mano, faz do jeito que você quiser, irmão. Se você quiser fazer uma bike, ir pegar numa academiazinha lá, fazer uma esteira, uma escada, andar na praia, faça do jeito que você quiser. Ele falou, beleza, muito bem. Só que esse final de semana o tempo fechou. E aí, cara, olha só, sabadão até que rolou, ele conseguiu fazer. Chegou domingo e o domingo amanheceu chuvoso. Muito bem, na cabeça dele o plano era: cara, eu vou levantar e já vou fazer o cardio, depois eu tomo café, a porra toda. Ele levantou, tava chovendo, ele falou: cara, vou tomar café e depois eu vou. Tomou café chovendo, ele falou: caraca, velho. E aqui vem uma coisa interessante para você. Porque quando a pessoa ela tá fazendo o cardio dela, ela tá na rua, ela tá na rua já, tá fazendo cardio e começa a chover, cara, já tô aqui, foda-se, né? Vou continuar. E tem muitas pessoas que param nesse momento, mas pô, eu já tô aqui. No caso dele não, ele tava dentro de casa no quentinho e, mano, ele ia entrar na chuva. Vem comigo. Ele falou, mano, vou esperar, depois do almoço eu vou. Terminou o almoço, terminou aquele momento relax ali para dar uma sentada, né, na comida. Olhou para fora chovendo e ele falou, cara, pensa comigo, domingo, o cara treinou certinho a semana inteira Fez dieta certinho a semana inteira, cara. Tá chovendo de novo domingo. Vamos combinar, vai. Ah, só hoje faz sentido para você? Ah, só hoje, cara, não vai fazer falta. Eu fiz tudo certo a semana inteira, só hoje não vai atrapalhar. Quantas vezes você não já fez isso, cara? Só hoje. Ah, eu mereço. Esse é um grande problema. E aí ele começou a se arrumar para ir. A irmã dele— imagina a força de vontade que você tem que ter, cara, para superar isso. A irmã dele chegou nele e falou assim: mano, o que você tá fazendo? Ele: não, tô me arrumando para ir fazer o cardio. Ela falou, meu, você não tá vendo que tá chovendo? Ele falou, não, eu tô vendo que tá chovendo, mas eu tenho que fazer o cardio, cara. Mas você tá muito betalado, você tá muito extremista. Essas pessoas vão estar ao seu lado. Esse é um exemplo claro de ambiente que não te ajuda, e possivelmente você vive isso na sua vida. Pessoas da sua casa, da sua família, que não te ajudam. Que não te estimulam, e muito pelo contrário, te estimulam ao contrário, que foi o caso aqui. Ela falou: meu, só hoje, cara, você treina certo a semana inteira, você tá fazendo dieta direitinho, cara, só hoje não vai fazer diferença. Olha só isso. E sabe o que ele fez? E aqui vem exatamente o que me fez ali na lanchonete da academia Cara, chorar de orgulho. Ele falou para irmã dele: sim, minha irmã, é verdade tudo isso que você falou, mas eu prometi para mim mesmo que eu ia e eu tô indo. E ele foi, fez o cardio, entrou na chuva e começou a aplicar ali algumas estratégias, algumas ferramentas de mentalidade que eu tinha ensinado ele. E cara, ele fez uma hora e meia de cardio debaixo de chuva. Bizarra história. E eu tenho o meu maior orgulho, né, nem do físico que ele conquistou, mas e sim da mentalidade que ele tem hoje. Isso é bizarro, bizarro. E de novo, gente, aqui a gente tá falando de mentalidade. Aqui eu trouxe um exemplo de uma história que, cara, eu tenho certeza que pontos como esse você vive, porque todas as pessoas vivem. E existem estratégias para melhorar tudo isso, existem técnicas para tudo isso. Legal. Aqui a gente tem mais algumas meninas, né, que tiveram aí resultados legais com a gente. E a proposta minha não é ficar trazendo um monte de de antes e depois aqui para você, só para você entender que, cara, porra, tem fundamento a parada, né? Maravilhoso. Vamos lá, seguinte, gente, eu quero que você imagina o seguinte. Imagina, e se você entender isso aqui, cara, a sua mente explode. Imagina que um determinado dia você fala, cara, eu quero um suco de laranja, eu tô na pegada de, meu, tomar um suco de laranja. Só isso, você quer um suco de laranja, beleza, maravilhoso. E aí você tem essa opção aqui, você vai lá, compra as laranjas, beleza, ou então pode ser que você já tem em casa, mas, mano, você tem que extrair o suco da laranja, né. E aí você tem o famoso espreme a laranja, né. Cara, antigo, mas funciona, não é assim, cara? Funciona, você consegue. Você fica com a mão calejada, já aproveita, faz um treino ali de antebraço, né? Mas funciona, você consegue extrair o suco da laranja ali, dá certo. Você toma o suco da laranja feliz e contente. Mas, mas você pode ter um espremedor de laranja E com esse espremedor de laranjas você não só consegue extrair o suco dessa laranja com mais facilidade, como também consegue aproveitar mais cada laranja, porque você extrai mais suco de cada laranja. Concorda comigo que existe uma evolução tecnológica? Concorda comigo que existe uma inteligência aplicada Até aqui você tá me acompanhando, tá de boas. Mas, mas, mas, mas você pode ter na sua casa um espremedor elétrico de suco de laranja. Afinal de contas, nesse outro espremedor você ia ter que ficar lá, né, virando o negócio. Aqui não, aqui você vem no espremedor e Não é, cara? Maravilhoso! Aqui, ó, quem entendeu, entendeu. Quem não entendeu, já foi. Maravilhoso você ter ali o espremedor do suco de laranja, cara. Evoluiu para cacete! Aqui a gente tem mais inteligência aplicada, a gente tem uma maneira mais eficiente de obter o mesmo resultado. Maravilhoso! Mas você pode, cara, ir no mercado, numa padaria, você pode ir em algum lugar e comprar o suco de laranja. Você chega lá e fala: me vê 1 litro de suco de laranja. E você compra. Ou seja, por que que isso acontece? Porque tem mais inteligência aplicada ao sistema. Tanto para a máquina de suco de laranja, e essa aí é braba, ela faz o suco sozinha, brother, né? Não precisa ter ninguém lá mexendo, as laranjas ficam ali em cima, e aí a laranja ela já desce, a máquina já corta, já espreme, o bagulho já sai embaixo maravilhoso. E também tem mais inteligência de negócio, porque uma pessoa num determinado momento ela pensou, cara, eu vou colocar uma máquina de suco de laranja aqui no meu estabelecimento. Porque as pessoas gostam de tomar suco de laranja, e quando as pessoas querem suco de laranja, eu vendo suco de laranja para elas. As coisas ficam boas para os dois lados, cara. Maravilhoso! Mais inteligência, mais eficiência, o seu suco de laranja chegou mais fácil. Mas você pode estar com preguiça, cara. De ir lá no mercado, na padaria. Hoje existem aplicativos que fazem isso. Você pega o seu celular, abre um aplicativo, geralmente aquele vermelhinho, não vou dar hipócrita para ninguém, vai se foder. E aí você clica lá e você pede o suco de laranja ali. Às vezes, cara, demora menos de meia hora para o suco de laranja estar chegando na sua porta. Cara, que foda! Por que que isso acontece? Mais inteligência aplicada, mais eficiência no processo. Mas eu não me dou por vencido, eu quero sempre mais. E aqui eu vou trazer para vocês uma característica muito forte minha desde pequeno. Otimização dos processos. E aí, meu camarada, eu pensei, eu falei, cara, deve haver uma maneira mais inteligente de fazer isso, deve haver uma maneira mais inteligente de obter o suco de laranja. Afinal de contas, a partir do momento que eu estou com vontade de tomar um suco de laranja Começa ali um trabalho reflexivo. Como eu vou chegar até esse suco de laranja? Gente, dá uma olhada nisso aqui, ó. Eu joguei no Google. Simples, cara. Joguei no Google, perguntei para o Google, cara, existe assinatura de suco de laranja Eu me coloquei bem aqui embaixo para vocês conseguirem ver. Existe assinatura de suco de laranja? E o Google me respondeu: sim, existe opções de assinaturas de suco de laranja em São Paulo. A empresa tá tá tá tá oferece assinaturas com entrega regular de suco de laranja, com opções de descontos e diferentes tamanhos de embalagem. O que que eu tô dizendo isso com tudo isso para vocês? Busque uma forma mais inteligente de fazer as coisas, porque sempre tem uma forma mais inteligente de fazer as coisas. Ponha isso na sua cabeça. E toda essa questão do suco de laranja traz para gente duas principais lições. Essa sempre tem uma forma mais inteligente de fazer algo. Sempre, cara, sempre tem. Aí eu tô estudando, cara, álgebra, mano, existe uma forma mais inteligente de estudar álgebra. Ah, eu tô, cara, lavando o carro, existe uma forma mais inteligente de lavar carro. Tudo, tudo tudo existe uma maneira mais inteligente de você fazer. E eu acho que eu não preciso falar para você que o treino se enquadra nisso, né? Eu acho que isso já ficou claro. Mas não só isso. Olha essa frase de um cara que merece o nosso respeito. Aqui a gente tá falando de Steve Jobs, e o Steve Jobs ele fala da seguinte maneira: concentre-se naquilo que você é bom, delegue o resto. Concentre-se naquilo que você manja, cara, naquilo que vale a pena você colocar seu tempo. O resto você coloca para outras pessoas fazerem. E aqui a gente começa a falar de mentalidade de uma pessoa que vai crescer na vida, que vai se desenvolver, de uma pessoa que não. Cara, pensa comigo o quanto que o simples ato— tem gente que gosta de fazer isso, é o seu hobby fazer o que eu vou falar agora, tudo bem. Mas se não for, cara, começa a repensar nisso, cara. Imagina que, mano, você perde a metade do seu final de semana lavando o seu carro. Cara, metade do seu final de semana você fica lá lavando o carro. De novo, ah não, é meu hobby lá, lá, eu gosto de fazer o rolê. Beleza, aí é outro papo. Mas tem gente que não é hobby, a pessoa lava porque, mano, ela é mão de vaca, ela não quer lá e pagar para o cara lavar. Cara, a metade do seu final de semana, viado, você poderia estar curtindo a família, curtindo os amigos, coçando o saco. Você trabalhou a semana inteira, você pode se dar esse presente. E de verdade, muito provavelmente, cara, não vai ficar tão bem lavado quanto o cara que ia lavar, porque é profissão do cara, mano, ele manja dessa porra. Maravilhoso. Então assim, concentre-se naquilo que você é bom. O resto você delega, tá? E quando a gente fala de outras questões que envolvem conhecimento, cara, a melhor coisa da minha vida foi entender que a partir do momento que eu pago para alguém me ensinar alguma coisa, eu tô economizando tempo da minha vida. Tempo esse que eu estaria estudando para conseguir entender alguma coisa e na verdade eu não ia chegar nem perto do que o cara manja. Mas aqui a gente tem um ponto que é muito forte dos homens. Geralmente homem, ele, mano, é, cara, ele quer se virar sozinho, ele não quer pedir ajuda para ninguém, tá ligado? A mulher já é mais de boa para isso, ela já vai lá, já pede ajuda e tal. Não, homem não, homem não, eu resolvo. E, cara, isso é ignorância. Eu era assim no passado, mas eu fui entendendo que Cara, eu tava demorando muito mais para fazer algumas coisas e não tava fazendo, não tava evoluindo da forma que eu poderia. Mas enfim, essa é uma coisa que a gente ainda vai conversar durante o nosso processo todo aqui, né? Maravilhoso. Depois a gente entra nisso, porque assim, aqui, gente, é um ponto de, cara, mentalidade pura assim, do quanto que você vai conseguir evoluir na sua vida em todas as áreas. Eu não tô falando só de físico, eu tô falando do seu físico, eu tô falando da sua inteligência, eu tô falando da sua conta bancária, o quanto que você consegue se desenvolver profissionalmente na sua carreira. Cara, é N coisas, né? Mas enfim, vamos lá, gente. Ó, a gente rodou para vocês essa pesquisazinha aqui, ó. Quem aí lembra desse, desse cabeçalho? Quem lembra disso? Quem respondeu isso aí para gente? Quem respondeu? Me fala aqui, põe no chat aí. Assim que vocês fizeram a inscrição do evento, vocês receberam um link ali dentro do grupo. A gente, eu mandei um vídeo para vocês pedindo para vocês preencherem isso. E aí quando você clicou no link, você caiu exatamente nessa paginazinha. Aí embaixo dela tinha todas as perguntas ali, né? Seu nome, tal, email, E aí tinha algumas outras perguntas lá. Legal, muita gente respondeu, cara. Maravilhoso, maravilhoso. Para você que respondeu, meu muito obrigado, tá? Meu muito obrigado, porque assim, ó, e detalhe para você que respondeu, entenda que o evento que você tá vendo, ele levou em consideração a sua resposta. Eu vou te mostrar mais. Dá uma olhada nisso aqui, ó. Quando a gente perguntou lá para vocês, objetivo, cara, qual o seu objetivo? E olha que bizarro, 44,7% das pessoas responderam que quer ganhar massa muscular e ficar mais definido, com físico mais forte, né? Ganhar massa muscular e ficar mais forte, 44,7% das pessoas. Em segundo lugar, a gente vem com 42,5% das pessoas perder gordura e ter um físico mais definido. E aí depois, cara, muito pouco, né? Aí a galera que mente, né? Melhorar a minha saúde e disposição, isso é mentira, a menos que você esteja saindo de uma doença grave. Brincadeira, podem existir, né? Mas percebe que aí a faixa etária, o número ali, o percentual já é bem baixinho, né? Mas não só isso. Quando a gente perguntou para vocês, cara, qual é o seu maior desafio? O que que você enfrenta de maior desafio? Qual o maior problema que você tem aí? E olha aqui, ó, a gente tem 59,1%, que é essa parte azul, Não saber se tá treinando ou comendo da forma correta. Cara, foda! Isso aqui me ajudou muito a nortear o conteúdo do evento. E 22% falou ali de dificuldade de manter a disciplina. E quando a gente fala de disciplina, cara, fiquem tranquilos porque eu vou trazer questões de disciplina para vocês. Tá, então saiba você que respondeu o questionáriozão lá para nós, maravilhoso, contribuiu com o evento, e a gente vai aqui então melhorar, né, a sua experiência com base nas suas respostas. Vamos aqui, ó, vamos começar na ideia de definição, porque vocês colocaram duas coisas: aumento de massa muscular e definição, certo? Vamos falar de definição. De forma simples, cara, para a gente largar, definição é o quê? É ter volume muscular e ter pouca gordura, cara. É isso. Se fosse uma continha de matemática, seria massa muscular mais percentual baixo de gordura. É isso. E aí você vai conseguir ter um shape definido. Porque o que que é definição, cara? Definição é definir um músculo. Você olhar e você falar, cara, tô vendo o músculo. Não dá para ver porque, cara, eu tô vendo o músculo aqui, cara. Eu consigo ver a definição do meu músculo. Por quê? Porque não tem uma camada grossa de pururuque em cima do negócio de acho. É simples assim, né? Então definição, já vamos entender, é o quê? É perder gordura e aumentar massa muscular. Acabou. Simples assim. Maravilhoso, maravilhoso. Podemos seguir? Podemos. Aí a gente vai na outra questão: crescimento de massa muscular. Cara, lá lá, eu quero ficar mais forte, eu quero ter mais músculo no meu corpo, eu quero ter mais força para treinar. Maravilhoso, maravilhoso. E aqui presta bastante atenção, o fisiculturista O atleta de bodybuilding é o cara que melhor sabe fazer essa porra. Não existe no planeta uma modalidade que conheça mais de construir músculo do que um atleta de fisiculturismo. Agora você começa a entender porque que eu falei da minha carreira de fisiculturismo lá atrás. Porque o atleta de fisiculturismo é o cara que manja dessa porra. E eu vou falar para você que no decorrer de todos esses meus anos como professor, eu vim aplicando estratégias do fisiculturismo nos meus alunos, e eles conseguem ter resultados exponenciais por conta disso. Completamente diferente. Então, a partir do momento que você ouve eu abrir a boca para falar de crescimento de massa muscular, entenda que existem duas coisas. Primeira, vivência de mais de 25 anos fazendo isso. Imagina, 25 anos treinando e buscando melhores estratégias. Assim como eu disse, cara, eu desde pequeno busco a melhor forma de fazer as coisas. E não foi diferente na musculação. Segundo, cara, a melhor forma de fazer as coisas tem todo o lado da experiência, tem o lado de buscar conhecimento com pessoas mais experientes, mas também tem o lado de buscar isso na ciência. O que que a ciência traz para gente? Então é isso que você pode esperar de mim sempre, não é só aqui nesse evento não. Maravilhoso, tá todo mundo comigo? Muito bem. Então, ó, gente, até aqui tá de boas, estamos seguindo, estamos aquecendo, tá de boas. Me dá um feedback aqui se tá tudo certo. Me fala aí, me fala aí, está tudo bem? Está tudo bem? Manda um ok aqui para mim, cara. Lá lá, mano, tô acompanhando o raciocínio, tá legal, tá de boa, vamos embora. Me dá um ok aqui, um ok. Coloca ok, ok, ok, coloca ok. Eu quero um ok de vocês, ok? Me dá um ok, me dá um ok, me dá um ok. Me dá um ok. Aí começou a vir os ok. Aí, caralho! Aí, caralho! É nós! Maravilhoso! Não sei se o YouTube vai me penalizar porque eu falo palavrão normalmente, né? E nos vídeos do YouTube, na edição, os meninos tiram palavrão. Não sei se já se ligaram. Na hora que eu falo palavrão, ele deixa muda minha voz, e aí, ou então ele corta. Maravilhoso! Você entende que eu falei um palavrão, mas, cara, beleza, o YouTube não se ligou aí, entendeu? É nós, o robô do YouTube não percebeu. Agora, mano, aqui, cara, não tem jeito, né? Se eu falei, foi. Beleza, maravilhoso, maravilhoso, muito bem. Então vamos lá, então vou voltar para cá, seguinte, ó. Para você entender a base, a parada, o nosso músculo ele responde a exatamente essa equação ali, ó: capacidade versus exigência. O seu músculo ele tem a capacidade dele, beleza? Então, para ficar fácil, cara, eu vou desenhar para você. Então vem comigo aqui, ó. Vem com o pai, vem com o pai. Ó, então é o seguinte, ó, o seu músculo, vamos imaginar, vamos imaginar que o seu músculo ele tá nessa capacidade aqui, ó, beleza? Nessa reta aqui, ó, ele tem essa capacidade. Aí, maravilhoso, muito bem. E aí, cara, se você tiver entregando para ele uma exigência que tá no mesmo nível, ficou ruim aqui, né? Capacidade, tá? Beleza, capacidade. E aí você tá exigindo dele isso aqui, ó, cara. O que que o seu músculo entende? Mano, eu tô de boas aqui, eu não preciso ficar maior. Mesmo porque crescer músculo para o nosso organismo, cara, é custoso que só o cacete. Ele não quer isso. Né? Mas o que que você faz? Você é sem-vergonha, você fala o seguinte: cara, eu vou para academia, eu vou fazer um treinão da hora. E aí, ao invés de você colocar exigência aqui embaixo, você é safado, você vai lá, ô caralho, e coloca exigência aqui, ó. Percebe que tem uma diferença? Entre a exigência, que é o treino que você faz, e eu já vou falar sobre como elevar essa exigência, o caramba 4. Então você joga a exigência lá em cima, o seu corpo ele fala assim: cara, filho da puta, me arregaçou aqui, me zoou. E aí ele aumenta sua capacidade, e aí o seu músculo fica maior, mais forte, mais bonito, mais gostoso. Coisa linda! Mas aí você fala assim: ah, então a parada funcionou, então vou aumentar a exigência de novo. E aí o seu corpo fala: safado, eu vou ter que aumentar de novo a minha capacidade. E aí você já entendeu, porque a proposta nossa é ficar nessa brincadeira aqui A de infinito, porque aí você vai entender isso aqui, ó. Ao infinito e além. A proposta é essa: aumenta a capacidade, você aumenta exigência, aumenta capacidade, aumenta exigência, aumenta capacidade, aumenta exigência. Maravilhoso! Quem entendeu, coloca um ok aí para mim nos comentários. Quem entendeu, coloca um ok aí, porque essa aqui é a base, cara, para você entender essa brincadeira toda de exigência e capacidade do músculo. E funciona exatamente dessa forma. E quando a gente vai para ciência, a gente encontra vários— obrigado, gente, você que manda um ok quando eu peço, um beijo. Quando a gente vai para ciência, a gente busca isso, a gente encontra a ciência falando que uma das principais coisas para que o seu músculo continue se desenvolvendo, crescendo, é uma parada chamada progressão. Progressão. Maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso. Tudo certo. E agora é onde a parada vai dar um tilt na sua cabeça, tá? Agora é onde vai dar um tilt na cabeça. E eu quero assim, vocês entenderam a relação do fisiculturismo com tudo isso que a gente tá falando, né? Vocês entenderam, gente? Aqui a gente tem a musculação da velha guarda. Aqui a gente tem Arnold Schwarzenegger, aqui a gente tem Dorian Yates, Ronnie Coleman. Cara, esses, esses 3 caras, na minha opinião, eles são as referências da musculação antiga. Grandes referências. Mas só que uma coisa que poucas pessoas não sabem é que o Arnold— vem comigo nessa— o Arnold, ele foi campeão no seu primeiro campeonato. O primeiro, a primeira vez que ele foi campeão foi em 1970. 1970. Você que é rápido de cálculo, coloca aqui para mim nos comentários quantos anos isso faz. Você que é ligeiro, você que é papum, na hora que eu falei você já falou. Não, coloca aqui nos comentários quantos anos isso faz, cara. 1970, 70, 70. Passado ali alguns anos, veio Dorian Yates. Olha aí, 55 anos, cara, 55 anos. E tem coisa que você faz hoje que o Arnold fazia. Eu repito, tem coisa que você faz hoje que o Arnold fazia, tá? 55 anos. Depois de alguns anos veio Dorian Yates, década de 90 mais ou menos, né? Bizarro também. Fantástico. E aí depois, 90, 2000, a gente tem Ronnie Coleman. E cara, quando a gente fala de 2000, cara, 2000, já se passaram 25 anos, cara, 25 anos. E tem gente que até hoje se baseia no treino desses caras. Eu pergunto para você uma coisa: como será, como será Eu vou voltar lá. Como será que era? Cara, isso vai ser maravilhoso, fora dos planos, fora dos planos, mas vai ser muito legal. Como será que era Cara, tomar um suco de laranja há 55 anos atrás, como será? Gente, as coisas evoluíram, cara, as coisas evoluíram. E aqui a gente tem então os caras da musculação antiga, maravilhoso. Coisas legais para caramba para a gente ter como inspiração às vezes. Quem aí conhece esses caras aqui? Coloca aí para mim quem conhece esses caras, hein? O do meio não vale, né? O do meio é fácil, do meio é fácil. Mas eu selecionei esses caras aqui que é para trazer para você o seguinte: esses caras Eles fazem parte da musculação moderna. Esses caras treinam com inteligência. Esses caras, eles baseiam o treino deles em ciência. Esse maluco aqui, ó, você está vendo o cara do lado direito da tela? Do lado direito da tela lá. Esse cara é considerado hoje, cara, o futuro do Mr. Olympia. Se você vê esse cara treinando, você fala, cara, pô, mas eu pego esse peso. É bizarro, é bizarro. Depois eu vou trazer para vocês, ó, o Bruno Albuquerque colocou aqui, ó, Nick Walker. É exatamente isso. Cara, é bizarro. O cara treina com uma inteligência que é surreal. No meio a gente tem, claro, o grande Ciban, que se vocês já viram algum treino dele, vocês viram que o cara treina de forma bonita. Bonito o cara treinar, um exercício bem feito. Se você já viu algum react meu analisando o treino dele, você fala, cara, ele treina bonito. É um treino que você fala, cara, É estudado esse treino. O cara não tá fazendo só levantando peso, jogando para cima, né? Aí do outro lado a gente tem o Derek Lunsford, que foi Mr. Olympia em duas categorias, cara. O cara foi Mr. Olympia na 212, depois foi Mr. Olympia na Open. Bizarro, né? Que também treina de forma inteligentíssima. Ou seja, cara, até o fisiculturismo evoluiu, até Esse esporte que, como eu disse, é o que mais ensina a gente como construir músculo, hoje já tá trabalhando de forma inteligente. E tem gente ainda, né? Enfim, ó, gente, eu vou começar a trazer agora para vocês umas partes mais técnicas. Beleza? Umas partes mais robustas do que é o treino em si, tudo bem? Então assim, eu quero que você, cara, preste bastante atenção, porque senão vai ficar informação solta, tudo bem? Então vem comigo. A primeira coisa que a gente tem que entender, lembra que eu falei bastante sobre toda a ideia de Cara, a capacidade do seu músculo e o que você tá exigindo dele. Capacidade, exigência, lembra disso? E eu disse, cara, a gente vai entender nesse evento, nesse evento, qual é a melhor forma de colocar essa exigência para esse músculo. Simples assim. E a gente vai começar aqui, ó. Durante muito tempo Você acreditou que as séries que você precisa fazer, elas precisam variar entre 6 e 12 repetições? E aqui eu já tô falando coisa mais moderna, hein, mano. Eu não tô nem falando de ir lá 3 de 10, 3 de 12, tá? Porque se eu falar 3 de 10, 3 de 12, mano, eu tenho preguiça de falar disso, porque isso é tão velho, é tão velho, é tão ultrapassado que, cara, se você faz 3 de 10, 3 de 12, cara, Pelo amor de Deus, muda isso, né? Tem uma coisa na sua vida que você precisa mudar, é isso aí. Porque, cara, isso se fazia lá na década de 70. Vocês colocaram aqui, ó, 55 anos atrás, né? Há 10 mil anos atrás, cara, não vale, ó, tá? Então eu já tô trazendo uma parada mais nova para vocês. E isso aqui é Colégio Americano de Medicina Esportiva. Durante muito tempo os caras definiram isso aí, chamava de força dinâmica. Enfim, tem muita coisa chata por trás, né? Ah, é a tipagem de fibra e tal, não sei o quê. Não vou entrar nesse, nesses cri-cri, porque senão o papo vai ficar chato, tá? É papo de nerd assim. Mas enfim, de 6 a 12, cara. Mas de 6 a 12 quanto, Lala? Foda-se de 6 a 12. Se você fizer 7, se fizer 10, tá tudo certo. Se fizer 9, não tem problema. Ah não, Lala, eu vou fazer 11, cara. Faça 11. Toma cuidado que onze é um atrás do outro, né? Pode existir aí uma mensagem subliminar. Mas seguinte: esse estudo feito por um cara que é um dos um dos não, ele é o mais foda pesquisador da musculação. Esse cara é o mais respeitado no mundo. Beleza. Aí a Beatriz, foi isso? Não, Bela Triz. Ela colocou, não, não, não, a Edna, Edna Martins. Ela falou, tenho 66 anos e faço 4 de 10. Edna, pelo amor de Deus, mude isso, né? Pelo amor de Deus, cara, não faz sentido, tá? Mas enfim, Brad Schoenfeld é o cara, é o brabo, e ele Mano, publicou esse estudo que foi um, assim, cara, revolucionou a musculação, cara. A gente começou a olhar para musculação de forma diferente depois disso aí. O que que o cara disse? Falou, irmão, seguinte, se você fizer 3 repetições ou se você fizer 30 Mas tem um ponto: você precisa atingir um alto nível de intensidade na sua série, independente se você faz 30 ou se você faz 3. Cara, 30 antes era considerado um treino de resistência, um treino de definição, mas isso lá da época da Edna aí, faz 4 de 10. Cara, fazia 3 de 15 para definir, não era assim? Cara, isso é ridículo. E o cara vira para a gente e fala assim, mano, se você fizer de 3 a 30, tá tudo certo. Cara, olha isso, isso revolucionou a nossa musculação, beleza? Mas esse estudo aqui, ó, que eu tô trazendo para vocês, na verdade ele é um pré-estudo, ele não foi publicado ainda, mas ele já tá gerando um puta rebuliço Rebuliço entre aspas, né? Porque o que que os caras analisaram aqui foi o seguinte, cara: se você trabalhar com cargas mais altas e você trabalhar aí nessa faixa de 2 a 5 repetições, de 2 a 5 repetições, você vai ter o mesmo, o mesmo resultado, igual, igual a nível de hipertrofia, a nível de crescimento de músculo, igual, igual, igual, igual se você colocar menos carga e fizer de 20 a 25. Gente, aqui eu tô falando de um estudo que ainda não foi publicado, ou seja, ele vai ser publicado esse ano, então no começo do ano que vem. Cara, esse aqui não é que ele acabou de sair do forno, não. Sabe quando você olha para dentro do forno e você vê o bolo, ou então o pão, ele começando a dourar em cima? Esse é o caso. Esse estudo aqui, ele nem saiu ainda. A gente já tem acesso. Ou seja, o que existe de mais atual na ciência eu tô trazendo para vocês. Cara, é o que existe de mais atual. Isso é ciência aplicada ao treino de musculação. Para quê, Lala? Para construir músculo. Lala, mas para que que eu quero construir músculo? Para ficar bonito, gostoso. Ah não, mas eu quero ficar definido. Então você vai construir músculo e também vai Reduzir gordura, que a gente vai falar ainda, né, sobre esse processo. E o que que eu ganho com tudo isso, Lala? A sua autoestima, sua autoconfiança. Você vai se sentir bem para caralho. Você vai se olhar no espelho, vai falar assim: cara, que shape foda! Vai chegar ali na hora de, você vai se sentir bem com você. Não vai ficar com vergonha. É sobre isso que eu tô falando. A melhora do físico é legal. Vestir uma roupa, se sentir bem, é legal. Se olhar no espelho e se sentir bem, é legal. Você ir para uma praia, colocar uma sunga e, cara, se sentir bem. Mas é ainda Mais legal você ter a sua autoestima foda, você estar bem com você. Você fala, cara, eu tenho um shape foda. Você olhar para as mina que você tá afim, você fala, cara, se essa mina quiser alguma coisa comigo, vai ser bom para caralho para ela, porque olha para mim, velho. É sobre isso que eu tô falando, sobre você mudar aqui, velho. E esse shape mais foda vai te trazer uma mentalidade de conquista, de evolução, reforço de autoestima, de autoconfiança, que isso vai reverberar em todas as áreas da sua vida, cara. Vai reverberar no seu trabalho. Vai reverberar na sua conta bancária. Não é só físico. A transformação do shape é o primeiro degrau, é o primeiro degrau. Mas vamos lá, seguinte, isso no sentido de repetições. Legal, Lala, mas eu ainda tô meio perdido. Eu entendi aí que não, porra, essa, né, o que era antes não é mais, agora é outra parada e tal. Como é que eu faço? O que que eu, como é que eu treino? Calma, velho, eu tô jogando informação para você entender que no final das contas você pode estar fazendo muita merda. Essa é a proposta. Calma, segura aí, segura aí que, mano, a gente tá evoluindo, né? Vamos com calma. Tá maravilhoso. Vamos aqui agora, de 40 segundos a 1 minuto. Durante muito tempo se defendeu isso. Na verdade, o próprio colégio americano lá do de 6 a 12, ele falava isso, cara, de 40 segundos a 1 minuto. Por quê? Porque esse descanso é encaixado no tipo de fibra e piriri, pororó e tal. Tem uma ciência por trás disso aí, mas as coisas evoluíram, né? Hoje em dia existe assinatura de suco de laranja. Muito bem, as coisas evoluíram. E aí a gente encontrou esse estudo aqui depois de, né, um tempo, cara. Os caras analisaram o seguinte: um grupo descansou 1 minuto, o outro grupo descansou 2 minutos, um terceiro grupo descansou 3 minutos. Cara, 3 minutos, é 3 minutos, cara, mas se descansar muito esfria. Não era assim que a gente falava? Se descansa muito, esfria, não é? Eu sou dessa época, cara. Eu tenho 25 anos de musculação nas costas. Eu sei o que você tá falando, eu sei. Se descansa muito, esfria. Mas os caras descobriram o seguinte: as pessoas que descansaram mais tiveram mais resultados. Ou seja, quem descansou um minuto teve menos resultado. Quem descansou dois minutos teve mais e quem descansou três teve mais ainda. Ai caralho! Tá. Mas eu nesse momento eu coloco uma pulga. Atrás da sua orelha. E esse é o tipo de dúvida que faz com que a leitura de um estudo seja bem aproveitada. Presta atenção no seguinte, porque quando a gente vem aqui, ó, cara, estudo mostrou isso aí, tá? Aí eu vou lá, eu leio o estudo, aí eu falo assim, cara, mas peraí, legal, os caras chegaram nessa conclusão aqui, mas será que todos os músculos respondem da mesma forma? Será que todas as cargas respondem da mesma forma? Será que se eu fizer um treino com séries de 4, 5 repetições, eu vou descansar o mesmo tanto que eu vou descansar se eu fizer um treino com 20, 25 repetições? Dados que eu já trouxe para vocês. Vocês estão começando a entender como é que eu jogo o jogo. É assim que eu trabalho. Isso vocês não vê nos vídeos do YouTube. Sabe por quê? Porque nos vídeos do YouTube eu não tenho tempo para falar disso. Os vídeos do YouTube, eles são elaborados, roteirizados, e não dá para eu ficar levando esse tipo de raciocínio para lá, de reflexão para lá. Por isso que toda hora que eu abrir a boca e falar assim, gente, eu vou fazer um evento, cara, venha para porra do evento, porque aqui o conteúdo é diferente, mano, do que é no YouTube. O conteúdo é mais reflexivo. Cara, aqui vocês vão começar a entender mais. A minha mente é nerd em cima do treino de musculação. Eu falei, cara, mas uns amigos brasileiros, diga-se de passagem O Brasil tem um dos melhores corpos de cientistas da musculação do mundo. Tem gente que gosta de pagar pau para gringo, e gente, o Brasil é muito foda na musculação, muito, muito foda, muito foda. Esses caras, eles chegaram à seguinte conclusão: descansos maiores de 2 minutos ou mais e descanso dá um bom resultado, maravilhoso, funciona, 10. Mas o resultado, cara, é o mesmo de quando as pessoas treinam e descansam de forma autossugerida, de descanso alto sugerido. E aqui o jogo encaixa, porque se eu fizer uma rosca bíceps, eu movimentei uma carga menor, eu acionei músculos menores, eu precisei de menos músculos para estabilizar comparado ao quê lá? A um agachamento, por exemplo, ao levantamento terra. Não faz sentido eu falar para você que você tem que descansar a mesma coisa que você descansa quando você faz um tríceps pulley, ou quando você faz um levantamento terra. Cara, são coisas completamente diferentes. Ou seja, aqui a gente tem mais fundamentação e direção para o quê? Para trabalhar de forma mais inteligente, caralho. Cês tão se ligando aonde vocês tão se metendo? Cara, o jogo é outro. É bizarro a diferença. Bizarro, bizarro. Mas vamos continuar, gente. O seguinte: dentro de tudo que a gente já viu hoje na ciência A gente encontrou basicamente 3 formas distintas de trabalhar o músculo para aumentar a exigência. Lembra disso? Aumentar exigência. Vem comigo. E a primeira é essa aí: tensão mecânica. Sempre que você exige do músculo uma tensão maior, quando você coloca submete ele a uma tensão mecânica maior, você ativa uns sensores que fica na membrana do músculo chamado barorreceptores. Esses caras entendem que o pau tá quebrando, eles mandam a informação lá para o núcleo, que é onde o músculo vai ser construído. É no núcleo, manda informação lá para o núcleo, fala: cara, o pau tá quebrando aqui, viado. Aumenta essa estrutura aí, porque senão vai estourar tudo. É exatamente assim que acontece. O núcleo fala: cara, entendi! Aí ele já sai pegando proteína e tal, e já vem o RNA, porra toda, e vamos construir fibra. É assim que funciona. Tensão mecânica, essa é a primeira. E aí eu, do jeito nerd que eu sou, Quando eu olhei para atenção mecânica, eu falei, cara, legal, atenção mecânica, tá, mas eu vou fazer atenção mecânica aonde? Eu vou fazer atenção mecânica como, cara? E eu trago para vocês, cara, assim, ó. A tensão mecânica é uma das coisas, a gente vai aprofundar, mas existe também a hipóxia muscular, ou então você pode encontrar nos estudos estresse metabólico. O estresse metabólico, cara, é uma forma também validada pela ciência que isso estimula o músculo a crescer. Por outras vias, o estresse oxidativo, aumenta ali toda a acidose muscular e isso vai elevar a produção de GH e o caralho a quatro, isso vai elevar a hipertrofia. E aí a gente tem também o dano tecidual, que a gente tem uma vasta literatura mostrando sobre isso. Conforme, dependendo da forma com que você treina, você gera, você já deve ter ouvido muito a questão das microlesões. A gente não usa muito microlesões, mas dá para entender bem por essa por esse lado aí. Cara, você cria uns machucados no músculo, vamos dizer assim, que isso vai gerar um processo de reconstrução depois. A gente vai aprofundar isso nas outras aulas. E quando você junta os 3, aí você tem hipertrofia máxima. Porque vem comigo, se cada um desses gera resposta de crescimento muscular, Por que caralho não juntar tudo? Ah não, hoje eu vou fazer um treino só de tensão mecânica. Falei, uísse! Não, hoje eu vou fazer só estresse metabólico. Cara, mas para quê? Você vai perder seu tempo, você pode otimizar essa porra. Aproveita, compra um saco de laranja, espreme com a mão, né? Porque quem tá desde o começo com a gente entendeu a piada. Cara, existe forma mais inteligente. Então o que que eu comecei a fritar minha mente? Eu falei, cara, eu preciso encontrar a melhor maneira de trabalhar tudo para gerar a melhor resposta, a melhor maneira de ordenar esses 3 pontos. E eu vou te entregar agora. Primeiro, atenção mecânica. Cara, é interessante que você faça no primeiro exercício estímulos específicos para tensão mecânica. Os primeiros exercícios, o primeiro exercício do treino, dependendo da situação, o segundo também entra. E existe uma característica para você gerar o máximo possível de tensão mecânica, e essa característica é com a fibra num comprimento médio, porque no comprimento médio ela gera mais carga de força mesmo, ela gera mais torque. E com isso você consegue manipular as variáveis de forma a te entregar mais tensão mecânica. Ou seja, a ordem do treino, o momento certo com o exercício certo. E aqui a gente tem só um estudozinho para provar para vocês que, cara, eu não tô tirando isso da minha orelha, tá? Lá, lá, entendi. Lá, lá, mas qual exercício que eu uso, cara? Qual exercício que eu faço no meu treino para gerar o máximo possível de tensão mecânica? Que eu já entendi que é no começo do treino o bagulho. Eu vou ainda hoje, eu vou te trazer um exemplo de exercício que faz tudo isso. Comprimento médio, tá bonitinho. Mas existem estratégias para otimizar tudo isso. Você tá entendendo? É a otimização da otimização da otimização. Eu vou trazer no evento ainda, calma. Aqui é a periquita, vai ficar tudo bem. Vamos aqui, ó. Hipóxia muscular, lembra? Estresse metabólico e tal, GH. Esse aqui já dá para colocar em segundo, terceiro exercício do treino, dependendo da situação. E aqui, para você conseguir ter um melhor aproveitamento, cara, é legal você trabalhar com o comprimento mais curto da fibra. Entenda o seguinte: existem exercícios— ah, deixa eu só, tá? E aí tem um estudo também, tá bom? Existem exercícios, presta atenção agora, existem exercícios que te proporcionam encurtamento mais curto, existem exercícios com comprimento mais longo e outros um comprimento médio. Cada exercício, cada exercício te entrega uma determinada coisa. Eu quero que você imagine que você é um chefe de cozinha, beleza? Você é um chefe de cozinha e você vai preparar um prato, beleza? Vai preparar um prato. Você precisa de ingredientes, não precisa de ingredientes, cara? Cada ingrediente é como se fosse um exercício. Cada ingrediente tem uma característica. E cada ingrediente você precisa colocar num momento específico do treino. Se ligou? Vamos lá. Dano tecidual. Se os dois vêm antes, vê se vem depois. E aqui eu vou te falar que o dano tecidual, ele é um baita estímulo legal para você colocar no final do treino. Esse aqui é o último exercício, tá? É o último, é a finaleira, tá? Comprimento longo da fibra. O que que eu vejo muito? E eu olho para isso, e gente, ó, eu olho para isso, eu Aí eu falo assim, cara, mas é muita burrice, velho. Até hoje eu não vi ninguém falando o que eu vou falar para vocês aqui, tá? Até hoje eu não vi ninguém falando o que eu vou falar para vocês aqui. Você entendeu que existem exercícios que trabalham o músculo mais encurtado, certo? Se o exercício ele trabalha o músculo mais encurtado, ele não vai conseguir te entregar um grande alongamento da fibra. Não vai, não vai. Aí o jumento, ele pega um exercício que tem essa característica de trabalhar um músculo mais encurtado e quer alongar o músculo no exercício. Mas você, o animal, você não vai conseguir, cara. É que nem você querer adoçar um café colocando sal ali, mano. É outro ingrediente, é outra parada, funciona para outra coisa. Não adianta, não vai funcionar. Lá, lá, mas é branco, é um pozinho. Dilui no café. É, velho, é bem parecido, mas é outra coisa, gente. O que eu tô trazendo para vocês é treino inteligente, é treino inteligente, é como usar todas essas coisas. De forma inteligente para te gerar mais resultado em menos tempo e com menos esforço ainda. Aqui você tem um exemplo de exercício com comprimento médio. Uma rosca direta com barra, comprimento médio da fibra. Aí passou o slide, né? Não volta, viado. Esse exercício maravilhoso gera tensão mecânica para porra, é só saber trabalhar nele. Comprimento curto da fibra. Rosca Scott. Existe razão para isso, tá? A posição do ombro e tal, não sei o quê. Exercício com comprimento longo, rosca 45 graus. Qual é a questão aí? Cada exercício tem uma peculiaridade. Cada exercício tem uma característica. Se você usar ele da melhor maneira, se você usar ele de forma inteligente, você consegue gerar mais resposta. É isso que eu faço. Eu estudo essa porra há 25 anos. Contar uma história para vocês. Era uma vez um grande navio, e esse navio, aqueles navios antigos, antes da época dos motores e tal, esse navio tinha o seu comandante, o seu capitão, e tinha os marujos. Para quem não manja disso aí, o capitão é o cara que manda no rolê todo e os marujos é a galera que trabalha ali, né? E dentre os marujos, cara, tem um monte de gente, né, cara? Gente que limpa o chão, gente que varre os bagulho, gente que rema. O navio tem de tudo, tem de tudo. E aí vem comigo, nesse navio tinha dois caras, irmãos gêmeos, dois irmãos gêmeos. Um era o braço direito do capitão, ou seja, O cara, ele tava ali colado no capitão. E, brother, tinha todos os benefícios de estar naquela posição. Maravilhoso. E o outro cara, o irmão dele, o irmão gêmeo, esse cara, ele ficava lá embaixo no navio remando o navio, cara. 2 irmãos gêmeos. Por que que um tava do lado do pica, braço direito, e o outro tava numa das piores funções do navio, que ficava remando aquele negócio dia e noite? Certo dia, esse cara que tava lá embaixo Falou assim, mano, tá errado esse bagulho. Por que que eu tô aqui remando que nem um animal e o meu irmão tá lá em cima de boas, velho? Cara, tá errado isso aqui. Eu vou lá falar com o capitão. Muito bem. Subiu, cara, decidido que ia mudar o rolê. Maravilhoso. Chegou lá, falou, capitão. O cara falou, fala aí, viado. Capitão, eu tenho uma reclamação para fazer. Fala aí, mano. Por que que o meu irmão fica aí do seu lado sentado de boas e eu tô lá embaixo me fodendo, remando, a parada toda? Aí o capitão, muito inteligente, sábio, ele virou para o cara e falou assim: você acha injusto isso? Ele falou: acho. Por que que meu irmão tem que ficar aí e eu fico lá? A gente saiu do mesmo saco, saco do pai deles, cara. A gente saiu do mesmo saco, velho. Como assim? A gente passou pela mesma, irmão. Tá errado esse negócio. Aí o capitão falou assim o seguinte: eles estavam passando nesse momento próximo de uma ilha. O capitão gritou lá: para tudo aí, joga âncora, vamos dar uma parada no rolê. Joga ângulo e tal, parou todo mundo. Beleza. Aí o capitão virou para esse maluco aí e falou assim, ó, presta atenção, presta atenção, você tá ouvindo um barulho lá na ilha? Tá ouvindo? Tem um barulho de algum animal ali. Tá parecendo que, cara, sei lá, me dá a sensação que alguma fêmea ela deu cria. Vai lá na ilha e descobre o que aconteceu. Aí o cara falou, mas é agora, viado! E nisso ele virou para o irmão do cara e falou assim, ó, eu quero que você saia daqui, vai fazer qualquer outra porra lá, não é para você estar aqui na hora que seu irmão voltar. O cara falou, mano, beleza, de boa. O cara foi lá para outro lugar e tal, de boa. Aí, mano, o maluco, disposição, tá ligado? Guarda isso, cara. O cara, disposição, cara, correria, tá ligado? O cara, vontade, sabe, manja? Vontade, cara, vontade. O cara falou, mano, é agora que eu vou pular esse rolo. E ele, pá, já pulou na água e saiu nadando e tal, e pá, e subiu na ilha. Aí, mano, foi caçando, caçando, caçando, aí achou, tá ligado, da onde tava vindo o barulho. Aí ele foi lá e viu. Ah, cara, beleza. Aí já voltou correndo, já desceu a ilha no amilhão e tal, já pulou na água e pá, e nadou e tal, e subiu no navio. Aí chegou lá O fegantão, tá ligado? Aí virou para o capitão. Capitão, fui lá e sei o que tá acontecendo. Aí o capitão: ah, legal! E aí, o que que é? Ele falou: meu, é uma leoa. A leoa, ela deu cria. Caralho, que legal, velho! Cara, a leoa deu cria! Pô, que da hora! Quantos filhotes são? Aí o maluco, puta, esqueci, velho. Calma aí, calma aí. Aí de novo saiu correndo e tal, me deu um pulo na água, nadou e tal, subiu lá a montanha e pá, e viu. Ah, mano, são 1, 2, 3 filhotes. Aí beleza. Aí saiu correndo de novo e tal, pulou na água, subiu. Capitão, são 3 filhotes. Aí o capitão: pô, que da hora, velho! 3 filhotes? É, 3 filhotes, tá. E mano, são quantos machos e quantas fêmeas? Puta, velho, não vi. Calma aí, capitão, já volto. Aí foi lá e tal, mesma coisa, saiu para nadar e tal, correu e subiu montanha. Pai, porra, são 2 fêmeas e um macho. Beleza. Aí pá, voltou correndo e tal, pulou na água. Subiu no navio. Capitão, são duas fêmeas e um macho. Aí o capitão falou: muito bem, obrigado. Senta aqui, senta aqui. Chama lá o fulano, o irmão dele. Chama lá o cara. Pai, o cara voltou. Aí o mano maluco, sem saber de nada que tava acontecendo, Tá ligado? Maluco chegou e tal. Aí o capitão falou assim, ó, tá vendo um barulho? Tem um barulho lá na ilha lá, vai lá ver o que tá acontecendo. O cara falou, agora. Aí pá, pulou na água, pá, nadou, nadou e tal, não sei o quê, subiu lá a montanha. Ah, tá. Beleza, desceu a montanha de boas, num toletezinho relaxado, pulou na água, veio aqui, ó, nadando de boas, deslizando, tá ligado? Subiu no navio, aí chegou: capitão, uma leoa deu cria. Ah, tá legal. São quantos filhotes? 3 filhotes, capitão. 3 filhotes. Aí olhou para o irmão do cara, e o irmão do cara: e você sabe se tem fêmeas, tem macho, como é que tá o rolê lá? Ele falou, capitão, são duas fêmeas e um macho. Capitão olhou para o cara, ele disse assim, você entendeu? E o cara respondeu, sim, senhor capitão. Desceu Sentou a sua bunda no banco de madeira, pegou o remo e voltou a remar. O que que essa história traz de reflexão para nós? A forma mais inteligente de fazer as coisas não só gera menos desgaste Mas ela também traz melhores resultados. Beijo no seu coração. Sábado a gente continua. Tamo junto, é nós!










