A história do Constru e Cast - Podcast da arquitetura, engenharia e construção civil | Episódio #100

Paulo Barros, founder of ConstriCast, shares his journey from bricklayer in Alagoas to launching a podcast that amplifies voices across construction: masons, engineers, architects, suppliers, and investors. He started the show to give the entire industry a platform and now plans studio upgrades, partnerships with universities and SENAI, and a hub site.
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Uma hora e dezoito (1:18).
9 de dezembro de 2014.
hubconstrucao.com.br
Chapters
Eu acredito que tudo que você faz com honestidade volta pra você.
Depois de 99 episódios dando voz aos maiores nomes da construção civil, chegou a hora de conhecer quem sempre esteve por trás de tudo.
Hoje eu estarei como convidado. Quando a gente fala de futuro, eu prefiro não pensar no futuro, eu prefiro viver, porque se eu pensar no futuro... Eu deixo de viver o agora.
Acredito muito nisso todo que vocês fazem aqui e eu acho que é uma forma de aprendizado, sim, onde chega essa mudança.
Tá na hora da revolta do CLT, agora a gente vai...
Talvez quando eu contar essa história muitos vão falar, não, que maluco, se fosse meu marido eu separaria. Esse episódio tem muita coisa pra contar. Eu não quero ter dinheiro, dinheiro é uma consequência. Eu só quero ter bons relacionamentos. Hoje eu estarei como convidado.
Depois de 99 episódios dando voz aos maiores nomes da construção civil, chegou a hora de conhecer quem sempre esteve por trás de tudo. No episódio 100, a gente sai do canteiro e entra na cabeça e no coração de quem construiu o Constricast tijolo por tijolo. Fica com a gente porque esse episódio não é sobre o passado, é sobre o que a gente ainda vai construir juntos.
ConstriCast, arquitetura, engenharia e construção. Este episódio é um oferecimento Hub e Construção.
Seja bem-vindo, Paulo Barros, ao centésimo episódio do ConstriCast. E hoje quem responde todas as perguntas é você. Tá preparado?
Eu confesso que eu tô um pouco nervoso, porque imagina, né? Eu não sei o que vem por aí. E acho que da mesma forma que muitas pessoas que estão chegando agora, Eu também estou muito curioso sobre o que vai ser dito aqui. Como eu não vi nada e não sei nada do que vocês prepararam, ficou você... Enfim, todo o time de comunicação, a produção também, inclusive, participando desse processo aí de... O que vamos preparar pro Paulo? Então, fiquem ligados que eu também tô ocioso. Vamos nessa!
É isso aí, gente. É tudo surpresa nesse episódio pro Paulo. O Paulo não tá sabendo de nada, gente, aqui da produção. Maiara, Matheus, o Luiz, a Karina. A gente preparou tudo isso daqui pra ser realmente uma surpresa pra ele. Então, primeiro deixa eu me apresentar. Eu sou a Gabriela Brito, faço parte aqui de toda a equipe do Constricast. Eu que estou por trás das câmeras em todos os episódios. E agora eu vim pra cá nesse desafio aí pra contar um pouquinho pra vocês o que é o Constricast, quem é o Constricast, de onde ele nasceu, por que que ele nasceu, onde nós vamos parar. Isso tudo você vai saber nesse episódio. Bom, mas antes de falar do Constricast, a gente tem que falar de De quem, né? Quem teve essa ideia? De onde ele apareceu? A gente tem que saber a história do Paulo Barros. Então, Paulo, conta um pouquinho pra gente quem é Paulo Barros? Como que você entrou nesse universo da construção? Como que nasceu essa paixão pela construção civil?
Bom, vamos lá. Que minha família, que meu pai não veja esse episódio. Não se ofenda, papai, pelo amor de Deus. Bom, eu nasci no sertão de Alagoas e eu trabalho desde os oito anos de idade. Enfim, acho que um pouco antes que eu já trabalhava na roça, eu já nasci dentro da roça com minha mãe, com meu pai, com meus irmãos. Indo pra roça quatro da manhã e não tive Na verdade, não é que eu não tive a oportunidade, eu até tive a oportunidade de estudar, mas meu pai não deixava por inocência dele, então eu não culpo ele por isso. E... Enfim, é bem complicado falar desse assunto, porque... Toca meu coração. Meu pai é pedreiro. E... Eu via, né? Eu mesmo criança sempre fui muito observador. Com cinco anos de idade eu comecei a falar. Isso também é um ponto importante. Trago muita insegurança do passado, por conta desse início aí. E meu pai, minha mãe, eles vieram pra São Paulo. Enfim, acho que eu tinha uns nove anos e eu acabei ficando, eu e meu irmão mais novo que eu. Depois eu fui morar em São Miguel dos Campos, que é próximo ali de... de Maceió, enfim, perto de Arapiraca, quem não conhece a Terra do Fumo, enfim, então... Pra lá eu fui também com uma esperança de estudar, mas como a minha história não é diferente da de muitos, quando eu chego lá, o que que acontece? Eu vou cuidar dos meus sobrinhos. Resumindo, Paulo não estudou. Hoje já superei algumas coisas e, enfim, nessa brincadeira, depois de algum tempo, a minha mãe resolveu me buscar E aí eles voltaram pro sertão com a minha irmã.
Esse episódio vai ser muito emocionante.
Então, é emocionante porque a minha irmã que veio pra São Paulo na época, quando ela voltou, ela... Eu volto de São Miguel pro sertão, pra minha casa que eu nasci, e basicamente eu fiquei horas com ela porque ela teve uma dor, teve meningite e morreu. momentos depois, assim, que eu vi. Então, é um negócio maluco, assim, que aconteceu na minha história. E eu só lembro que eu coloquei um bichinho que a minha irmã me deu na época, que era um negocinho que ele tinha vidas. E aí, eu ia dar pra ela, só que não deu tempo, porque... Aconteceu tudo aquilo. Na sequência... Aí, minha mãe... Enfim, viemos pra São Paulo. E aí, a minha história começa de vez na Constituição Civil. Né? Eu pulei um pouco algumas coisas que eu não quis tocar, que é muito profundo, assim, mas... É assim que eu entro. Começo a trabalhar com meu pai aqui em São Paulo. Vou em algumas casas. E meu pai, como pedreiro, desculpa, é péssimo. É péssimo, mas também aquela coisa. Mas uma grande qualidade que ele tem é de unir pessoas e de... Tanto é que o apelido dele é Amiguinho até hoje. Ele tá com 76 anos. E o apelido dele é Amiguinho, assim. Um cara que... Onde ele tá, é festa. Onde ele tá, ele conecta. E quando eu falo que ele é péssimo como pedreiro, Porque ele é um cara tão legal que as pessoas fazem por ele.
Entendi.
Fazem por ele. Só que quando eu ia nas obras, ele colocava a janela de cabeça pra baixo, a parte interna colocava pra parte externa, aí eu via aquilo e aquilo me matava de vergonha. E se eu falasse alguma coisa, ele me batia. Depois o dono da casa... Pô, o que é isso? Que porra é essa aqui? E eu, imagina, eu criança, tendo que passar por tudo aquilo, eu falei, não, um dia eu vou mudar a realidade disso, sabe, assim, porque eu comecei a entender que muitos pedreiros, pintores e profissionais da construção civil, assim como o meu pai, eles não ouviam ninguém. E eles sempre foram donos da razão, muitos. São assim até hoje e eu... Porque.
Já trabalhavam com isso desde sempre, né? Então se sentiam ali que...
É assim, é. Eu nasci que você... Uma criança não pode passar na frente dos pais quando eles estão conversando com alguém. Tem que dar volta, é senhor, senhora, bença pai, bença mãe. E na construção civil a gente ainda tem essa... Enfim, sempre teve e temos essa coisa da força, sabe?
Sim.
Entende? Eu sei e não vou mudar agora. Enfim, então... Começa um pouco aí, mas, gente, nesse episódio tem muita coisa pra contar.
Resumindo bem, já foi emocionante, né? Tipo assim, cuidado pra não chorar hoje, Gabriel. Eita, quase que sai uma lágrima aqui.
É, que é... Enfim, hoje eu tô nervoso porque eu toquei num ponto da minha irmã que...
Enfim... Que realmente tava guardadinho aí dentro. Mas que foi um ponto muito importante, né? Que te marcou muito.
Marcou e marca, sim. Então... Enfim, até é louco isso, que eu nunca imaginei tocar nesse assunto, mas enfim.
É o centésimo episódio do CountryCast e tá só começando. Bom, Paula, então você contou um pouquinho aí, né, dos seus momentos, né, da sua infância e tudo. E você comentou sobre essa questão, né, de como já funcionava a construção civil, como era esse olhar de quem trabalhava naquilo, que não aceitava a opinião dos outros, porque a deles estavam corretas, da forma como eles fazem estão certas. Então, como que isso interferiu aí? Isso foi um fator muito importante para nascer o Constricast?
Então, e aí... Um fator importante que quando eu venho pra São Paulo, eu fui trabalhar em... Eu trabalhei algum tempo com meu pai, só que eu percebi que aquilo não ia dar em nada, assim, né? Porque eu sempre fiz algumas outras coisas fora da... Enfim, quando eu não tava... como ajudante de pedreiro dele e pintou, fazendo lá um monte de coisa, inclusive, importante, papai não me pagava pelo que eu fazia e eu tinha que conseguir grana de outra forma, carpindo mato, limpando casas, enfim... E eu fui, comecei a fazer bico com outro pedreiro, que é o Amarildo, um cara que foi muito importante na minha vida. Eu fui... trabalhar com ele, e eu comecei a perceber que tudo o que eu via de... Não é de errado na construção, eu vi que tinha muita oportunidade de fazer alguma coisa legal, só que as pessoas, elas estavam muito presas. Ah, isso não foi combinado, isso não foi combinado. E aí, uma vez, nós fizemos um sobrado lá no Jaraguá, aqui em São Paulo, E a casa era do... Era Paulo o nome da casa. Era um sobrado geminado e tal e a esposa dele na época pediu pra fazer umas muduras, sabe? Então você tem as portas, as janelas e aí tinha umas muduras na frente com... Eu lembro que tinha... Se eu não me engano era sete e meio de largura por um centímetro e meio de... de profundidade. Então, aquele sobrado... Um exemplo, ele seria pintado de branco ou de cinza. E aquela mudura seria pintada de... Sei lá, de uma cor contrária. Então, se fosse de cinza, pintaria a porta de branco, mas aquela mudura... E daria aquele... Aquela volumetria, assim. E aí, o Amarildo falou que não e tal, tal, tal. Eu falei, ah, Amarildo, eu consigo fazer. Sei que eu não imagino... Eu tive a ideia de falar que sim, mas... Não, então vamos fazer, vamos testar. E no final de semana eu fui, levei... Eu morava numa casa bem simples. E comecei a testar, a entender como que funcionava aquilo. Eu pegava a régua, só que a régua era mais grossa. Então, eu pegava a ripa que, enfim... Eu lembro que quando eu tinha umas coisas de 9 anos, eu ia fazer telhado com o papai lá de... Você tem o caibro, depois tem a ripa. Você vinha colocando as telhas e foi, peraí, aquela ripa tem mais ou menos essa mesma espessura. E aí, eu testei, deu certo, fiz o primeiro. Na época, eu lembro que ele cobrou, acho que 50 reais. Eu tô falando 2000 e sei lá, nem lembro agora, mas naquela época era muito dinheiro. E ele me pagava, se eu não me engano, R$7,50 o meu dia de trabalho. Então, eu peguei, fiz a primeira, o cara gostou pra caramba, aí fechou com as outras. Naquela ocasião eu já ganhei um pouco a mais, assim, do combinado, a maioria dos homens me pagou um pouco a mais. Enfim, a minha história continua e o mais importante, eu não sabia ler até então. Eu não fui alfabetizado.
Sim, isso aí é uma curiosidade bem legal, né, que você traz com você assim, sempre quando a gente compartilha essas histórias, né, de como você, com o Paulo Barros, antes do Constricasting se nascer, tudo o que você viveu e as dificuldades, né? Então, como que foi essa... Essa vivência, assim, por conta da fobedização, né, as dificuldades da vida.
E aí, num determinado momento, o papai, ele recebeu uma proposta pra morar numa casa num lugar lá que era em Ipanema, Vila Aurora, inclusive, também, próximo ao Jaraguá. Então, nós mudamos e eu continuei trabalhando como ajudante de pedreiro, com esse marido, no Jaraguá. Enfim, então, quebrava muitas colunas. Eu acho que toda parte de... Pra que... Onde tinha trabalho difícil, Acho que era pra mim, assim, impressionante. Porra, tinha que derrubar uma coluna na marreta com... Enfim, era. Sobrava pro Paulo. E eu, porra, por quê? Por que eu? Né? Se tem ali outras pessoas mais fortes que eu, por que que tinha que ser eu? Né? Eu ali com 15 anos, sei lá, 14, 15 anos. E eu ficava... Meu, que merda é essa? Por quê? Enfim, mas eu nunca reclamei. Então, eu falo, isso aqui deve ter alguma coisa... Se é pra mim, vamos. E o que que é importante? Quando eu me mudo pro Ipanema, eu lembro que a gente tinha que pegar condução. Só que eu não pegava essa condução pra economizar esse dinheiro. Então, eu andava, eu vinha mais ou menos uma hora a pé do Ipanema pro Jaraguá pra essas obras. Eu lembro que eu comecei a cortar caminho por dentro da linha do trem. Enfim, mas a coisa foi fluindo até que certo dia o Amarildo pegou um trabalho pra reformar uma casa, diga-se de passagem, uma casa linda assim. um sobrado lindo, e naquela ocasião a Elza, que é uma mulher hoje que inclusive eu chamo ela de mãe, e eu tô devendo, tô devendo, acho que... dar uma visita pra ela, porque... acho que... ela identificou aquilo e me chamou pra conversar, E eu falei que eu não queria entrar na primeira série, porque eu ia passar muita vergonha, né? Imagina, eu com... Na época, já com 16 anos, o que eu ia fazer numa sala de aula, assim, na primeira série? Eu falei, não, não vou estudar. Eu, com um monte de criança, não. E ela, não, mas eu te ajudo e tal. E ela era amiga da coordenadora da escola. E ela falou, você estuda. Eu falei, estudo. Enfim... Aí eu acabei estudando lá, fiz uns testes e tal. Ela pegou o que seria passado no dia dessa prova, eu fui. Fiquei ali um mês estudando, mais ou menos, trabalhando, estudando. E quando eu fui fazer a prova, no Fontinelli, numa escola no Jaraguá, eu... Naquele momento eu tinha capacidade, eu entrei na terceira série, no supletivo. Então, assim, foi uma superação muito grande. Só que eu falei, não, mas eu não tô preparado pra terceira, mas eu posso entrar na segunda. Entrei na segunda série e não parei. Então, eu trabalhava, ia pra escola. À noite, nunca faltei um dia na escola. Juro por Deus, por tudo que é mais sagrado, nunca faltei um dia sequer no supletivo. E levei também, eu acabei levando o meu irmão, que tinha parado na quinta série, se formou. Hoje é um exemplo de... Sei lá, de profissional de irmão, assim. E... Enfim, eu sou muito emotivo, acho que... Então, assim... Durante a minha trajetória, eu acabei, mesmo criança, de forma indireta, nesse processo eu ajudei muita gente, meu irmão se formou, fez faculdade e durante a minha formação da oitava série foi muito louco, porque muitas pessoas não conseguiam se formar e eu, mesmo com tímido, inseguro pela minha trajetória desafiadora de estudo em seguranças. Eu acabei ajudando com o que eu ganhava nas obras, limpando casas, trabalhando de borracheiro. Eu ajudei muita gente a fazer formatura. conversando com os professores, se coloca no lugar deles, sabe? Acho que essa coisa de se colocar no lugar do outro pra entender as dificuldades.
Sim.
A gente acaba construindo um mundo melhor. Então, naquela ocasião, eu fiz muitas coisas legais e, enfim, eu trago muita gratidão. Dali mesmo, enfim... Sei lá, eu... Naquela mesma época, sem saber ler, eu fiz curso de informática com pessoas formadas. E apenas com a intuição, eu tirava 10, 10, 10... E eu não sabia porquê, mas... Enfim, eu nunca tive problema de... De aprender. De aprender e eu nunca vi problema no problema. Eu sempre vejo solução no problema, porque... Dificilmente eu vou reclamar de alguma coisa.
Sim.
Se eu estiver reclamando de alguma coisa é porque Paulo não está bem.
Sim, isso é uma coisa que a gente vê muito no dia-a-dia, né? Acho interessante também trazer para esse episódio justamente isso do dia-a-dia que acontece de trás das câmeras, né? Quando acontece um episódio novo, que a gente vai gravar um episódio. e dá alguma coisa errada, ou o convidado não consegue chegar, enfim, ou a gente... Não sei, N coisas que acontecem, né? E ainda assim, a gente olha praquilo e fala, não, tá tudo certo. Aí, quando o convidado vem, quando remarca e tudo, parece que o conteúdo fica ainda melhor, né? Fica ainda, assim... Sensacional. Então, sempre acontece, as coisas aqui, quando a gente acha que está dando errado, na verdade, é só um novo olhar, uma nova oportunidade que a gente tá tendo.
Só mudar o olhar. Então, muita gente fala, ah, porque você tem um positivismo tóxico. E talvez eu seja tóxico na questão de ser positivo, mas... Ah, o convidado tá vindo, falou que vai atrasar 40 minutos. Vai adiantar alguma coisa? Eu ficar nervoso? Eu ficar puto? Não. Então, eu... Enfim. Então, eu não vou falar agora do futuro, mas eu vou deixar você conduzir. Enfim. Pode tocar, Gabriela.
Agora ele quer o host, calma que você se recomponha. Mas muito legal saber de tudo isso, eu conheci algumas partes da sua história, mas é legal trazer essas coisas que realmente faz o conteúdo assim, trazer umas curiosidades que a gente não conhecia e, pra quem a gente conhece hoje, isso é uma forma de ver, né, como você se tornou essa pessoa, né? Porque eu acredito muito que as coisas que a gente passa, né, nada acontece por acaso, por mais que seja uma dificuldade que doa, que machuque, que a gente olhe e fala, por que que isso tá acontecendo quando passa? E você olha de outra forma, né?
E nessa medida, eu até citei a Elza, né? Que eu chamo de mãe, ela me chama de filho, né? Em função do que ela fez comigo pela minha questão de escola, porque minha mãe estudou até a quarta série, ensinou muita gente. Só que a Elza, ela teve um olhar, assim, de identificar algo em mim que ninguém percebeu. Então, eu sou muito grato a ela, conforme eu falei, eu estou devendo. Não é uma promessa, eu não sou de prometer nada a ninguém, e o que eu prometo eu cumpro, mas eu preciso me aproximar mais dela, porque de fato, tudo que eu sou hoje, assim, boa parte nessa questão de escola, de eu estar aqui hoje num canal tão importante, que traz pessoas tão importantes, né? Pedreiros, eletricistas, pintores, construtores, sabe? Investidores, sabe? Consegui colocar tudo no mesmo lugar, no mesmo canal. Acho que esse meu encontro com a Elza foi fundamental, porque ela enxergou em mim, sabe? Mesmo eu me sentindo pequeno, pelo fato de eu ser um simples ajudante de pedreiro. E as coisas foram passando, e sempre que alguém fazia alguma coisa que eu identificava, porra, por que essa pessoa tá tentando me humilhar, me colocar pra baixo? Eu lembrava da Elza, e aquilo tinha uma... Me dava uma força, e eu ia superando, assim. Então, queria deixar meu agradecimento aqui à Elza, ao Ailton também, que é um cara incrível, que é o marido dela. O Valnei, que é meu irmão, o Valnei é filho único. Sortudo pra caramba, ele, bem criado, sabe? Sabe aqueles pais que dá tudo pro filho? Valnei, ó, tô de olho em você, viu? Cuida bem da nossa mãe aí.
Que legal, muito bom. Bom, agora... Vamos dar início à sua trajetória no audiovisual, né? Porque... Começou... Como que você entrou no audiovisual, que querendo ou não, se conectou muito com a construção civil, né? Como que foi? Como que aconteceu tudo isso?
Audiovisual, desde criança, eu quis. Eu não tinha TV onde eu nasci, só tinha uma casa que tinha TV preto e branco. Então, todo mundo se reunia nessa casa pra assistir TV. Aí, eu lembro que a gente assistia o Jornal Nacional, aí assistia a novela Das Oito. Depois, enfim. E eu lembro que o dono da casa, um senhorzinho que ficava numa cadeira de balanço, simplesmente ficava lotada, parecia um show a casa dele, diário, porque as pessoas iam assistir a novela lá. Se ele cobrasse ingresso, as pessoas pagavam. E aí, eu achava aquilo de uma antipatia absurda, porque ele simplesmente ia lá, desligava a TV e eu queria ver mais, assim, sabe? E eu não conseguia. Ó, tudo criança, tá?
Sim.
Eu lembro que tinha o desenho Power Ranger.
Nossa!
E eu ia assistir, eu achava aquilo o máximo, assim. E... enfim. Aí, na época, eu me apaixonei. Eu não vou citar o nome da menina, porque o marido dela atual é muito meu amigo. E vai que ele fala, porra, será que vocês tiveram alguma coisa como criança? Eu não tive nada com ela.
Deixa em off.
Deixa em off. Enfim, então, ela era aquela... uma das personagens. Eu era o meu personagem também e a gente, porra, esses dois se relacionavam, assim. Então, naquela ficção. Então, eu comecei a gostar muito de audiovisual. E só que audiovisual seria a minha segunda opção de estudo. Eu gostava, a minha primeira era engenharia, né? Só que por conta da minha, né, de toda essa história que eu contei até agora, eu não tinha como fazer engenharia. Eu não sabia nem, imagina, eu não tava nem na escola como que eu seria um engenheiro. E aí, só que quando eu venho pra São Paulo, fazendo todo esse movimento de trabalhar nas casas como um diarista, limpando vidro, terreno... Enfim, eu fui trabalhar num... Na dona Suzana, na casa da dona Suzana, que por incrível que pareça, o meu irmão mais velho, quando veio pra São Paulo, trabalhou na casa dela, limpando lá, pintando, e ela tinha um salão de festa. E então, a gente limpava, aí trocava de roupa ali, tomava banho e ficava de porteiro. no salão, pras crianças não passarem, pra ficar controlando a entrada.
Nossa!
E aí, depois vem o Valdo, meu irmão, esse que eu falei também, que estudou e tudo mais. Hoje tem, enfim, é uma pessoa muito bem... Tá bem, assim, acho que todos estão... Meus irmãos estão bem, assim, na vida. Somos muito resilientes. E a gente ficava lá, né? De... Porteiro. E, assim, a dona Suzana também foi uma pessoa muito importante na nossa vida. Não só na minha, como no do meu irmão Gell, que é o mais velho, depois do Valdo e depois, enfim, consequentemente, na minha. É... Ela... Ela me chamava de Paulo. Todo mundo me chamava de Paulinho. Paulinho, eu queria colocar você pra trabalhar com o meu filho, com o Ricardo Cataoca, que ele tinha uma produtora de casamento. E a empresa se chamava Cimagem Produções, na época. Enfim, então eles... Tinha muito trabalho, muito trabalho. Só que... O que que acontece? Eu me sentia feio, sabe? Baixinho, barrigudo, aquele cabelo repartido no meio, assim. Acho que... Não é que... Nem sei se era que eu me sentia feio, mas... Talvez a forma como o mundo me tratava, né? Porque, eu falo, quando você trabalha como ajudante de pedreiro, o próprio pedreiro, na época, ele já era visto de uma forma meio prejurativa, sabe? Até, por exemplo, lá, uma adolescente, sabe? Uma amiga... tá com a outra amiga, e de repente, se ela estivesse saindo com o pedreiro com o ajudante de pedreiro, jamais ela ia falar pra amiga que tava saindo com esse cara.
Seria motivo de vergonha.
É, motivo de vergonha. Enfim, eu sei que eu tinha esse tipo de sentimento, assim. Até que certo dia o Ricardo chegou lá, a Dona Susana falou comigo e tal, aí perguntou se eu queria fazer assistência em casamento. Enfim, eu tinha que melhorar um pouco a minha questão de roupa e tudo mais, que a gente trabalha de social e tal. Aquilo era horrível pra mim. Enfim, até que eu fui. eu virei assistente ali, a gente iluminava com, era uma, a gente chama de pau de fogo, que o assistente fazia, ele ficava com a extensão, segurando o pau de fogo, assim, era uma prática absurda para fazer aquilo, porque era um pau, uma luz de mil watts, para clarear, porque as câmeras eram escuras, enfim, não eram claras igual hoje. Então, Fiquei com o Ricardo um tempo, depois conheci o Lorival, que tem a SDI, que era uma empresa voltada para vídeos corporativos. Só atendia indústria, mercado farmacêutico, enfim. Então, acabei me aproximando até então do Lorival e comecei uma trajetória no audiovisual muito legal, produzindo vídeos para indústria, para mercado farmacêutico, hidrelétricas, Então, assim, foi muito fascinante, porque, por exemplo, vai construir uma hidrelétrica, o Paulo tá lá dentro da fábrica que constrói as turbinas.
Sim.
Então, assim, foi um negócio fascinante.
É algo único, né?
É algo único, porque, imagina, a obra da minha vida, que eu vou contar um pouco mais na frente, é uma hidrelétrica.
Entendi.
E aí... Talvez quando eu contar essa história, muitos vão falar, não, que maluco. Sei lá, se fosse meu marido, eu separaria, sabe? Mas tá tudo certo.
Então… Entendi, você vai contar essa história. Então, você começou já na indústria, assim, né? Começou nos casamentos, né?
É, eu comecei no casamento, mas eu confesso que eu tinha vergonha de falar. Porque o cara que trabalha com casamento… Também tem a questão do audiovisual, do casamenteiro. Sabe, se o cara é do audiovisual e ele é casamenteiro, ele não tem valor no mercado. É impressionante. Agora, olha o que é louco. O casamento, vocês que são do mercado audiovisual, quando você vai fazer um vídeo institucional, um quesito de sucesso, se você errar, você pode voltar lá e refazer. Casamento, não. A noiva fez um puta investimento. Tá todo mundo entrando, não dá pra voltar?
Não.
O cara tem que ser muito bom. E diga-se de passagem, eu era bom pra caralho no que eu fazia.
Entende?
Eu era muito bom, e esse processo eu me tornei uma pessoa muito arrogante, porque... Enfim, era muita responsabilidade, assim. Eu fiquei muito arrogante, eu não tinha noção do que eu fazia com os meus colegas de trabalho, porque eu via tantas coisas acontecendo de noivas perdendo... o momento mais importante da vida delas e acabei pegando aquilo pra mim de uma forma muito, não sei, ruim pra mim. Então tinha duas câmeras, três câmeras no casamento gravando e muitas vezes o câmera que tava com aquela responsabilidade Eu colocava em mim que era como se eu fosse melhor, se eu fosse mais responsável. E eu entrava na frente dele, então era muito chato. Imagina, você tá fazendo sua imagem aqui, aí vinha o Paulo, entrava… Então assim, aquilo começou a causar… Chegou um momento que ninguém queria mais trabalhar comigo. E de novo, o Lorival, ele veio conversar comigo e tal. Eu falei, cara… Eu lembro que foi uma conversa longa. E você precisa tomar cuidado com isso. Mas eu não tinha noção nenhuma, porque eu não enxergava aquilo.
Entendi.
Eu não me enxergava daquela forma.
Muito bem.
É, mas... Por isso que eu falo hoje, antes de... Antes de tirar alguma conclusão sobre o comportamento de uma pessoa, converse, converse, converse, converse, porque na maioria das vezes a gente não tem a menor noção do que estamos fazendo, principalmente quando estamos machucando alguém.
Sim, isso é... Realmente, a gente age de formas que a gente não se percebe, né?
Não se percebe.
Muitas das vezes, é. Bom, você falou sobre a obra da sua vida. Conta um pouquinho pra gente qual foi a obra da sua vida e em seguida você já traz aí o Constricast, como que o Constricast nasceu na sua vida.
Tá, eu vou voltar um pouquinho, tá?
Tá.
Em 2007, eu recebi uma ligação 4 horas da manhã de um colega pra fazer um freela num portal de construção civil. Ele falou, ó, tô com uma mulher aqui em casa, é um colega, enfim, não vou citar o nome dele também, que é bem constrangedor. Aqueles caras que quando arrumam uma mulher, a mulher manda na vida dele, manda e desmanda. E esse meu colega, que eu tenho um orgulho absurdo do profissional do audiovisual que ele é, quando o assunto é mulher, ele é um grande bundão, assim, sendo bem honesto. Entende? Acho que essa coisa de relacionamento, a gente tem que entrar na vida do outro pra somar e tem que ter personalidade. Então, eu penso que eu tenho a minha vida, quando entra alguém... Ah, a pessoa só vai mandar na minha vida se eu não tiver personalidade. Ah, eu quero agradar. Enfim... Então, dito isso, Eu atendi o telefone, eu fui fazer esse freela, cobri ele, ou seja, a irresponsabilidade dele. E quando cheguei nesse trabalho, conheci um cara, que na época era diretor de marketing desse portal, E fizemos o trabalho, ele gostou pra caramba, ele falou, Paulinho, eu não quero mais aquela pessoa nesse projeto, quero você. E eu falei, eu não posso aceitar, porque eu estou cobrindo, eu estou fazendo um freelancing, porque ele não conseguiu vir. E nessa ocasião, nós esquecemos, nessa gravação, nós esquecemos um tripé nesse cliente, que era uma empresa no interior de São Paulo. E foi muito engraçado, porque nesse episódio, nessa gravação, que era... A gente tava construindo o portfólio, né, pra esse portal, pra gente entrar forte com audiovisual, né? No caso, eles. Eu tava só fazendo fila. E eu falei, não, não posso aceitar isso. Na época tem a Patricia Buneker também, que é uma pessoa que eu agradeço demais, assim, ela, enfim, atuou, foi muito forte na Globo, no SBT, na Record, assim, uma pessoa que eu tenho um carinho muito grande, me ajudou muito. Hoje mora em, não sei se ela tá em Boston agora, se tá em Portugal, mas, enfim, é uma pessoa bem relacionada no meio.
Sim.
E, nesse processo, quando ele me fez essa proposta, eu falei que não aceitar, não aceitaria. Falei com a Pathy, ela falou, Paulião, tá com você. A decisão é sua. Conheci ela até então nesse movimento. Mas sabe, tem gente que a gente conhece que leva pra vida. E a Patrícia é uma dessas. Nesse momento, ela falou, ó, a decisão tá com você. E ele já falou que se não for você, vai ser outra pessoa. Porque a experiência que ele teve com você, assim, superou. Então, ele não quer mais. E ele tinha uma outra pessoa também do audiovisual nesse processo, não quero nenhum dos dois. Enfim, eu acabei, liguei pra ele. Eu falei, ó... Fulano lá me fez essa proposta, falou que independente se não for eu, vai ser outra pessoa, não vai ser nem você, nem a outra pessoa da sua equipe. E ele falou, cara, a gente tem uma amizade de longa data, tem uma boa relação, segue o barco e tal.
Que legal, né? Ter essa atitude também.
É, eu acho que a gente tem que ser honesto. E o audiovisual, infelizmente... Às vezes as pessoas chamam uma pessoa pra fazer freelancer, porque grande maioria aí chega a oferecer um trabalho mais barato, enfim.
Acaba querendo passar um por cima do outro, enfim.
Mas eu acredito que tudo que você faz com honestidade, tudo que você faz de bom pro mundo, volta pra você. Então, o que eu fiz? Falei com ele, aceitei, né? A proposta de seguir e nessa brincadeira, em 2009, nós iniciamos um projeto legal na construção civil nesse portal. E acabou que em 2013, enfim, então fiquei depois de 2009 até 2013 produzindo vídeos pro mercado de construção como um todo.
Já inserido no mercado de construção.
Já inserido. Então, olha que legal. E sabe, eu falo que Deus é muito... É muito maluco a forma como ele faz as coisas, porque... É, como pode, né? Um cara que, criança, queria ser engenheiro. Como segunda opção?
Veio o audiovisual.
Tenho audiovisual na veia, trabalho aí em TV. Beleza, só que daí... Imagina, eu me vejo no audiovisual e na Constituição Civil.
Juntou suas duas paixões.
Minhas paixões. Então, eu tô... Enfim, então... Nesse sentido, eu sou fascinado, porque... E um ponto que eu pulei, que eu fui trabalhar em grandes canais como Globo, Record, SBT e tal, e enfim... RedeTV também. E o que me deixou maluco é como existe vaidade na TV. Então, naquele momento eu falei, não, isso não é pra mim. Porque eu acho que tudo que você coloca muita hierarquia, sabe? Ah, você tem o câmera, que basicamente só enquadra. Aí, você tem o assistente, primeiro assistente, segundo assistente, pra ficar só pegando câmera, tripé. Por que o câmera não pode carregar uma câmera?
Sim.
Por que o câmera não pode carregar um tripé? Então, assim, era muita vaidade. Falei, gente, desculpa. Não nasci pra isso. Depois, entrei num canal judaico. Meu, era muito legal, porque, enfim... Mesmo detalhes sem saber porra nenhuma disso tudo. Que doideira, né? Aí, eu fui fazer uma viagem com... Imagina, acho que 17 anos, 18. Eu fui fazer uma Macabidas na Argentina. E aí, enfim... Lembro, Fábio Grabás, filho da puta, o que você fez comigo aquele dia. Eu tenho toda essa dificuldade da escola, que eu escondia isso muito bem. E aí fomos fazer... Essa Maccabidas é um evento no universo judaísmo que eles se reúnem em algum país. Pode acontecer no Brasil e vem outras pessoas e outros países. Enfim, nesse caso específico foi em Maremplatz, na Argentina. Então, enfim... Então, o pessoal do Brasil ia até... O aeroporto de Buenos Aires. Depois, pegávamos um ônibus pra chegar nesse local onde acontecia, né? Nesse hotel, as Macabidas, o evento. E aí, quando ele chegou lá, eu perdi o voo. Então, foi toda a comissão na frente.
E você foi depois, sozinho.
E eu fui depois. Aí, eu falo que relacionamento é tudo, né? Por isso que eu falo que eu não quero ter dinheiro. Dinheiro é uma consequência. Eu só quero ter bons relacionamentos. E, naquele momento, o Marcos Helmers, que é um cara muito influente também, não só da política, mas do mercado corporativo como um todo, enfim, conseguiu lá me enfiar num avião, aí eu fui. Só que eu cheguei lá sozinho, sem falar espanhol.
Pra se achar.
Enfim, tô lá. Aí eu chegava, aí eu só lembrava do nome, Macabidas. Aí, enfim, o pessoal perguntando onde que eu ia, eu falei, eu vou na Macabidas. Mas Macabidas? Só que eu falava português, entende?
Não conseguiu meter um portunhol?
Nada, porra nenhuma. Aí os caras falavam, Paulo, Paulo. Enfim, aí eu, Macabidas, ônibus. Ônibus. Aí eu comecei a falar autobus e vim. Cadê o Google Tradutor? Não me ensinei. Aí, daqui a pouco, vem dois filhos da puta e pega no braço no outro. Pablo, Pablo, deportar você. E eu, como assim deportar? Eu falei, porra, deportar é voltar, né? Vai me levar de volta pro Brasil. E eu, não. Não, porque foi uma... Era muita responsabilidade. Aquilo, assim... Tinha muita responsabilidade em cima de mim, porque eu já trabalhava no canal. Nesse canal. Enfim, então, eu tinha toda... Toda expertise pra fazer câmera, edição, assim. Então, não tinha... Não ia acontecer o audiovisual se eles me mandassem de volta. Ele tá me colocando... Um segurando aqui no meu braço, outro segurando aqui. Estão me levando. Aí, do nada, o Fábio se matando de dar risada. Mais uma... Toda a galera, sabe? Porra, e eu tímido, porque eu era muito tímido. Enfim, então eu... Naquele momento, eles me levam pra uma sala. E eu morrendo de vergonha, enfim, e... Como?
Como que vai fazer isso, né?
Enfim, aí eu comecei. Eu comecei a fazer cursos de inglês, ensinar um pouquinho. Enfim, aí... Hoje eu arranho um pouquinho no inglês.
Mas enfim... Você conseguiu se livrar deles lá?
Porque eles armaram pra mim. Foi armação, foi tudo armação.
Meu Deus!
Era tudo brincadeira. Entendi.
Ah, entendi. Eu achei que ele tava tirando sarro de você.
Não, foi tudo brincadeira. E o melhor... E naquela época, sabe o que era mais legal? Quando voltamos, teve o evento e tal, pra premiar os melhores profissionais de cada categoria. Enfim, não só os atletas brasileiros, mas também da equipe. E naquele tempo, eu ganhei o prêmio. De todos os lugares, eu ganhei o prêmio de primeiro lugar do audiovisual.
Que legal!
De todos os países, eu ganhei prêmio de melhor. melhor cinegrafista, melhor editor, porque era somado tudo dentro da questão de qualidade técnica e também agilidade, ou seja, áudio e tudo. Então, esse é um pouquinho da minha história no audiovisual que já tá ligado aí à construção civil.
E a obra da sua vida?
A obra da minha vida. A obra da minha vida é a... É a usina de Altamira, no Pará, que é aquele elefante branco, né? Que a gente chama hoje no setor. Por que que é a obra da minha vida? Eu... A Foit, que é uma indústria que faz as turbinas pra grandes hidrelétricas, que eu participei aqui, inclusive da construção geral e tantas outras. Ela fazia turbinas, exportava, né? Pra fora, China e etc. E eu fazia a parte de transporte, a parte de audiovisual. É, transporte também do processo de fabricação lá dentro da fábrica pra mostrar esse processo, pra alimentar o cliente deles, né? Ou seja, ó, tá sendo, tá em tal etapa pra atualizar, tipo, os status, assim.
Sim.
E aí, né, imagina, anos depois... É, acontece a... Tem todo esse boom da Constituição Civil, enfim, o governo lava jato... O caos! O caos da Constituição Civil, né? E nesse processo todo, né? Já tava nesse portal. E aí, nós recebemos essa demanda de ir fazer uma reportagem. pra um canal que eu trabalhava também, fazer uns trabalhos à parte, lá em Altamira, no Pará. Só que nesse processo todo que eu falei, eu tive um relacionamento, fiquei 10 anos. Acabei entrando em outro, conhecendo a minha esposa atual, que é a Nath, que eu amo de paixão. E ela tava grávida, né? Ela tava grávida pra ganhar. E o que eu fiz? Tinha uma... Essa data... Então, quem vai pro Norte do Brasil sabe como que é desafiador. Vou pra aquele lugar, até hoje é muito difícil. Então, eu tô indo com um cliente. O que que acontece? Assim, eu saindo pro aeroporto, minha esposa resolve ganhar. E eu não, gente, pelo amor de Deus.
Sua esposa não, seu filho resolve nascer, né?
Meu filho resolve nascer.
É hoje que eu...
É hoje, Pedrão. Olha o que você fez com o papai. O que acontece? Saindo... Enfim, eu liguei pra esse cliente, pra esse parceiro, que hoje é um amigo, um parceiro também. É o nosso aqui, que você conhece, meu irmão. É isso, 2014, tá? 9 de dezembro de 2014. Ele fala, cara, faz o seguinte, fica. A gente se vira, mas eu vou, essa obra é a obra da minha vida. Eu falo, meu filho, ele vai nascer bem, vai continuar com saúde. E aí, não vai acontecer a construção de outra hidrelétrica dessa. Acho que no Brasil e no mundo não vai acontecer mais. Até por conta do que a gente tá vivendo hoje, quando falamos em clima, em questões ambientais. E ele falou, cara, vê o que você faz, o que você quer fazer, então. Falei, tô indo pro aeroporto, a gente se encontra. Deixei minha esposa no hospital, com a minha cunhada, com a Adriana. E fui pro hospital. pro aeroporto. Enfim, aí eu conversei com ele, ele resolveu mudar minha passagem. Ele foi com a equipe pra Altamira, mudou minha passagem, se eu não me engano, pra 16 horas. Voltei pro hospital, desmaiei. Ainda peguei um Uber, um taxista babaca que me cobrou uma fortuna, porque ele viu a situação. Enfim, e aí... desmaiei uma vez. E minha esposa sofrendo. Daqui a pouco, a médica fala, ah, o coração da criança não tá batendo.
Meu Deus!
E eu desmaiei de novo, acordei numa sala cheia de aparelho. Depois tava no chão lá do hospital, porque, enfim, eu nem sei como eu fiz tanta loucura aquele dia. E quando eu acordei, ah, tem que ver o convênio. Aí eu gritando no meio do hospital que eu sou rico, eu sou milionário e tal. Me salva, salva meu filho, salva minha esposa. Resumindo, o aparelho tava quebrado, minha filha tava super bem. E, enfim, não acompanhei, né? Porque aquele dia eu só fiz a minha esposa passar vergonha. Enfim, mas agradecer o apoio que a minha cunhada Adriana deu naquele dia, porque ela foi fundamental. E quando ele nasceu, me deixaram ver um pouquinho. Eu falei, não, é meu. Ah, queixo, tal.
Deixa eu só identificar aqui.
Enfim, foi. Aí, eu segui pro aeroporto. Fui pro aeroporto. Pedro nasceu, acho que coisa de 11h30, 11h... Eu não lembro agora o horário exato, mas foi 11h alguma coisa. Vi um pouquinho. Fui pro aeroporto, fui pra Altamira, fiquei a noite toda. Nesse período eu gravei um vídeo, como se eu estivesse me despedindo dele, sabe? Falava... Enfim, foi bem maluco isso. Enfim, então a obra da minha vida é a usina de Altamira.
No Pará.
No Pará, é um negócio maluco, assim. E quem tá ouvindo, ah, Paulo, mas você abandonou sua esposa num momento tão importante. A gente tá junto até hoje, meu filho tá com 10 anos, um garoto lindo e eu tive a oportunidade de viver tudo aquilo e só quem é da Constituição Civil sabe O amor que eu tenho por construção, gente. Eu sou apaixonado.
Essa correria toda pra acompanhar essa obra, realmente. Tem que ter muito amor mesmo.
E agora a gente vai falar do podcast, é isso?
Agora sim, vamos lá. Já deu aí o quê? 40 minutos só da história da Paula.
Se quiser separar em dois episódios, tudo bem. Porque agora… Ai, Jesus.
Vamos lá. Vamos contextualizar o podcast. Quando que nasceu? Quando que você teve essa inspiração de criar, né? O Constricast.
Como que nasceu o Constricast? Primeiro, tem aquela coisa que eu contei lá no início, né? Essa coisa do... do incômodo de eu, enquanto filho de pedreiro e vendo aquela grosseria do meu pai, que ele nem percebia porque ele fazia aquilo. Não só comigo, mas também com outras pessoas. E... Esse lance, imagina, toda casa que eu entrei, quantas casas eu reformei, quantas casas eu pintei e eu não fui convidado pra voltar lá.
Sim.
Quantas casas eu tive curiosidade pra voltar, sabe? Um mês depois, sei lá, um ano, pra ver como que tava aquilo, sei lá, enfim. Então, beleza, eu sigo minha vida, meu descontentamento com o setor. Eu confesso que eu tinha um pouco de vergonha, não da classe, mas dos donos daquelas casas que eu fazia reforma. Por que que eu sou tratado dessa forma? Se eu tô melhorando o ambiente dele.
Entende?
Por isso que eu falo que eu tive essa ligação com a Elza, que foi uma pessoa que ela me olhou naquele momento como uma pessoa, como um ser humano e não como um, sei lá, pra maioria das outras pessoas eu fui invisível. Entende? Pra eles eu não fui invisível. E detalhe, tem gente que não reforma a casa e não é por falta de dinheiro não, tá? É porque existe uma descrença que o mercado... Ah, porque eu não vou começar uma obra, porque pedreiro é isso, pedreiro é aquilo, eletricista, pintor... Gente, se organizem que pedreiro não é isso que vocês acham que é não, tá? A gente tá aqui pra isso, pra contar histórias e uma história verdadeira, sabe? Porque é justamente isso também que me incomodava. Ah, porque eu começo uma obra, meu pedreiro vai embora, pega meu dinheiro e vai embora, meu pintor vai embora, meu eletricista não termina. Então, eu tô aqui pra provar que quem quer reformar, quem quer construir, basta se informar direito, basta seguir alguns métodos, que você não vai ter problema. Agora, se você contrata uma pessoa, muitas vezes, que tem vício de cachaça, aí você pega, dá 50%, de algo que nem foi feito ainda. Porra, peraí, aprende a pegar informação correta, você não vai ter problema com a sua obra. Mas eu tô aqui pra provar que reforma não é um problema.
Sim. É muito criado, realmente, isso em muitas situações. Porque tem gente que quer começar, às vezes, uma reforma, mas tem até a preguiça da dor de cabeça que aquilo pode causar. Não financeiramente, né? Mas o processo.
Eu tenho uma frase que eu nunca te contei, mas eu posso falar, que essa coisa de reforma tá muito ligado ao preconceito. Entende? Muitas vezes o preconceito não tá no mundo, tá na própria pessoa. E quando você resolve mudar a sua mentalidade, automaticamente você consegue destravar e fazer aquela reforma acontecer. É igual tomar decisão. Ah, eu tava num relacionamento tóxico e tô lá, tô continuando. Ah, apanhei do meu marido hoje, ele falou que vai mudar, apanhei de novo, apanhei de novo, tô lá. Entende? Então, eu penso que uma reforma é igual tomar uma decisão. O difícil. Só que toda decisão, ela traz uma consequência. E, geralmente, é uma consequência boa. Pra mim, não existe decisão ruim. Entende? Ah, vou reformar. Porra, é legal. Eu tirei aquela coisa da minha cabeça. Sabe, mesmo que na cabeça dela... Deu errado, mas não, pra mim não tem decisão errada. Pelo menos eu nunca tomei uma decisão errada. Tá? Já fui apresentar uma proposta, perdi. Mas tá tudo bem. Me sobra mais tempo pra investir em outro cliente. Entende? Então, assim, eu tenho esse tipo de pensamento. Então...
Resumindo, assim, né? O Constricash. O que é o Constricash?
O Constricash, ele nasce com... Todo esse pensamento do Paulo, né? Com essa história que eu contei até aqui. E... Com um propósito claro. Quando eu entro nesse portal, Em 2013, nós fundamos um canal pra arquitetos. E aí, o que que acontece? É que faltava essa parte, só pra gente fechar o ciclo. Aí, nós, em 2013, nós fomos fazer um evento com as Beia, só pra arquiteto. Então, assim, tava a nata da arquitetura. nacional, grandes nomes, assim, tava a Flávio Gasperin, é... Botti Rubi, enfim, os grandes, assim, que você imaginar da nata da arquitetura, esses prédios que você vê em São Paulo, tava nesse evento. Enfim, e aí o que que acontece? Nesse momento eu já começo a me incomodar, por quê? Peraí, mas por que sou arquiteto? Por que sou arquiteto? Será que a Constancio Civil é uma orquestra de um músico só?
Não, né?
Não é? Enfim, começa aquele oba-oba com arquiteto, enfim, sou apaixonado por arquiteto, gosto muito da capacidade de criação e desenvolvimento das cidades, ou seja, uma cidade que é bem pensada arquitetonicamente falando.
Sim, faz toda a diferença.
Ela traz qualidade de vida, enfim, traz uma série de fatores, mas naquele momento nós ficamos ali, eu fiquei nesse projeto Durante, sei lá, até de 2013 a 2018, eu acredito, me conectando com, assim, de fato com todos os grandes arquitetos, enfim. Só que aquilo sempre me incomodava, porque como eu falo, eu gosto muito de obra, gosto muito de engenharia, meu pai sendo pedreiro e eu querendo mudar um pouco a realidade da construção civil brasileira, e eu tinha que ficar lidando com muitas vezes com falas assim que, porra, porque, ah, eu resolvi fazer assim, ah, mas o engenheiro é quadrado. Eu falo, gente, não é uma questão de conversar? Porque da mesma forma que o Paulo, naquele momento que eu me tornei uma pessoa arrogante e difícil sem perceber, será que muitas vezes quando você tá num processo de desenvolvimento de um projeto, eu, enquanto arquiteto, como que eu tô passando a informação pra um engenheiro estrutural, por exemplo, que eu quero aquilo, que eu estou pensando aquilo? Entende? Então, e aí já começa aquela coisa porque o arquiteto é vaidoso e tal, aí eu falo, mas será que o arquiteto é vaidoso? Será que não é uma forma de, sei lá, de se blindar, eu quero desse jeito, pronto e acabou? Agora, se vem um engenheiro e fala, ó, esse projeto aqui eu não posso assinar, eu não posso calcular dessa forma, mas eu posso trazer uma solução, vamos pensar junto? Vamos unir? Sim. Né? Então, aí começa todo um processo de... Eu comecei a me incomodar. Falei, mas por que que eu vou ficar em um projeto... Em um canal grande como esse, né? Assim... Pra... Fazendo... Ou seja, um canal pra arquiteto. Eu sou arquiteto, eu vou ficar me comunicando pra você. Não, eu não quero me comunicar pra outro arquiteto. Eu quero me comunicar pra... O cara que vai me contratar. Eu quero me comunicar pra um investidor. Entende? Agora, quem que é o investidor? O dono de uma casa. Entende? Ah, você é a Gabriela, você trabalha num canal. Mas as pessoas não sabem a sua realidade financeira?
Sim.
Então, de repente, você vê alguma... Enxerga ali um potencial. Só que você tá vendo aqueles projetos, só a visão do arquiteto. Agora, quando você traz a visão do engenheiro, muitas vezes a visão também de um operário de obra pra falar sobre o contexto geral daquela obra, você se prepara muito melhor para os desafios.
Sim.
Entende? Porque na arquitetura é tudo pronto, é tudo lindo, falar do projeto, aquela coisa, qual foi o partido arquitetônico, qual que é o tipo de material predominante, é a metálica, é o concreto, é a madeira. Agora, o que garante que aquele arquiteto colocou a metálica naquele projeto, só metálica, mas ele ia dar um conforto muito melhor, por exemplo, com o uso do concreto, ou com a madeira, ou melhor, ou com a união dos três.
Sim.
Entende? Agora, quando eu trago visões diferentes pra esses episódios que eu gravava lá, opa, você... Entende? Você começava a ampliar e abrir a mente daqueles investidores.
Sim. Você sai um pouco da caixinha, né?
Sai um pouco da caixinha, porque até hoje você vai fazer faculdade de engenharia, por exemplo, de arquitetura. Meu, é assim, você fica ali quatro anos fazendo, falando sobre concreto, concreto, concreto, cimento. Cimento.
Entendi.
Entendi. Agora, cadê o last to frame? Cadê a madeira? Cadê as inovações? Cadê soluções, por exemplo, ah, eu vou construir na praia. o que eu tô trazendo de inovação pro setor olhando pra indústria. Então, foi isso que começa a me incomodar, né? E... Aí, felizmente, eu... Começa aquela febre do... De podcast, podcast, podcast, e eu tenho essa coisa com audiovisual, com a luz. E aí, eu liguei outro dia pra um... Ele mandou uma mensagem pra um host de um podcast, que eu gostava muito do conteúdo dele, do conteúdo, mas achava a fotografia horrível, assim, péssima. E aí, ele falou... Enfim, eu falei que ia ajudar ele com a questão da fotografia, né, pra melhorar, mas ele não aceitou. Aí, eu falei, na minha vida nunca foi fácil as coisas. Vou tentar, de alguma forma. Enfim, ajuda outras pessoas e quem sabe a gente não consegue criar um canal, então, de construção. Aí eu fui, eu atendo... Hoje eu sou o diretor da Infinity Plus, que é uma produtora voltada pro mercado de construção, engenharia e arquitetura. Então, aí o que acontece? Aí nós temos a produtora, a Infinity Plus, temos relacionamentos com arquitetos, com os engenheiros, donos de construtoras, pedreiros e tal, e eu falo a língua dos caras.
Porque você viveu, né? Você viveu dentro da indústria...
Eu vivi e vivo, então eu construo uma obra do zero, assim, sabe? Porque eu sei exatamente todas as etapas de uma construção. Então eu falei, por que não aproveitar essa estrutura? Só que eu nunca me senti a vontade pra estar aqui como host. Aí eu contratei uma pessoa pra ser... Roche, né? Uma jornalista. Aí, ela me cobrou, assim... Ela foi infeliz naquele momento, porque ela começou a olhar pro dinheiro. E eu falo, todo mundo que olha pro dinheiro, se ferra! Porque no primeiro momento, eu expliquei o propósito. Aí, fechei com ela cinco episódios. Um dinheiro que eu nem tinha pra pagar. Na época, eu me esforcei, tudo bem. E aí, o que eu fiz? As pessoas que gravou pediram pra regravar comigo, porque ficou muito... Engessado, né? Engessado, em pergunta. Não era uma conversa.
Uhum.
Entende? Enfim, eu acabei... Tive aí o desafio de... Encarar, de aceitar. Aí, o que eu fiz? Gravei o primeiro episódio com... Pra mim, é um grande nome da arquitetura hoje, um grande... É um cara que briga muito pela indutrilação da construção, que é o arquiteto Zigbert Zanettini, assim, um cara... Sim. Incrível que quando eu liguei pra Adriana... Um beijo, Adriana, pra você. Ela aceitou o convite, imagina, na pandemia, Zanettini com 80 e tarará, vim, vem aqui. Meu, assim, foi muito, foi muito desafiador, porque eu trimia, suava demais, até que chegou uma hora que ele falou, falou, tá tudo bem, tá tudo bem. E aí, eu tinha uma imagem dele... que durante o episódio eu comecei a entender que, porra, peraí, o Zanettini é filho de um marceneiro.
Sim.
É uma pessoa simples. Entendi. Então, eu comecei... E aí foi legal, porque depois eu trouxe o Luiz Henrique Ceoto também, que é um cara que me ajudou muito nesse processo. Paulo, me ajuda. Preciso falar mais de soluções construtivas e o que a gente vive hoje é cada um defendendo o seu. Então, vamos falar de inovação, vamos falar de inovação. Então, imagina, eu trago o primeiro episódio, Zanettini, grande nome da arquitetura. Trago Luiz Henrique Ceotto, engenheiro, olha que legal. Também um grande nome da engenharia. Depois eu trago o pedreiro, eu trago soldador, soldadora, mulher. Então, assim... Só que esse canal, ele começa com o propósito de, pô, peraí, eu quero dar voz, né? Eu quero falar de união. Assim, eu nunca coloquei essa questão financeira na frente, porque eu já tinha a estrutura da Infinity, tinha a área aqui, montamos o estúdio e começamos a gravar. Depois, daqui a pouco, eu começo a receber... Eu lembro que eu recebi um engenheiro, olha que maluquice! Eu fui gravar um episódio com o Nilson Tsuji, e aí eu postei um stories, Aí eu recebi uma mensagem de uma indústria de ACM, distribuidora de ACM. Pô, Paulo, eu não sabia desse projeto e tal, tal, tal. Você vai estar com o Nilson Tsuji, a gente tem uma admiração muito grande por ele. A gente pode patrocinar, pode apoiar o episódio. Opa, como assim?
Já veio o primeiro... Como assim?
O negócio tá nascendo aí e tal. Enfim, aí eu peguei... Pensei ali, não falou, rapidinho ali, mandei. Ela falou, não, não, pode contar com a gente. E eu, poxa vida, mas esse negócio, pode… Enfim. Aí fiz esse, foi patrocinado, o Nilson Te Sujo. Foi, cara, o Nilson, ó… Cê é foda demais.
Nilson é parceiro nosso, né.
Talvez ele não saiba disso, tá? Mas tô contando aqui. E aí, começou. Então, aí eu comecei a receber outras mensagens, empresas querendo patrocinar. E depois, enfim, então assim, quando eu falo que o ConstrayCast é grande, muito grande, é porque... É um canal de alma, sabe?
Assim... Sim, é muito legal. Porque conectando tudo, né? A sua história por completo. É muito doido pensar que desde sempre as coisas foram acontecendo na sua vida. Mas tudo com um propósito, um porquê.
Sim.
Né? Assim, aconteciam as dificuldades. Tinha os momentos ali difíceis. Mas sempre vinha com coisas que se encaixavam. Até o momento que você juntou as suas duas paixões. O audiovisual, a construção civil. Foi vivendo ali a construção civil. Foi tendo... criando os relacionamentos, né. Porque acredito que isso ajudou demais a trazer esses convidados tão importantes, já assim, de início do podcast, né. Pro primeiro episódio ser com o Zanettini, né. Pra um canal que acabou de nascer e sendo num setor tão nichado. Porque o boom dos podcasts era muito de entretenimento, né. as pessoas que estão aí na mídia, por fama, enfim, né? E você começar desse jeito num podcast tão nichado e num mercado que é tão pouco falado, né?
Nichado entre aspas, né? Eu diria que é um mercado vaidoso.
Mas assim, a construção civil é muito... não é qualquer pessoa que vai vir e conversar com você sobre, né? Sobre esse assunto. Então, é muito legal e você já vê a potência do canal desde o início, né?
Temos muito pra construir.
É. Então, vamos chegar lá, que agora a gente falou um pouquinho ali de como começou e tudo.
E isso que você tá falando agora dessa questão dos relacionamentos, das relações, É... Tá muito ligado a história, né? De quem tá por trás. Então, quando as pessoas ficam falando, às vezes, mal de empresa, sabe? Da mesma forma que falam de profissionais. Gente, não comecem a falar mal da empresa, não. Olhem pras pessoas. Olhem pros seus líderes. E tentem ajudar. Porque, muitas vezes, por mais que seu líder não seja dono da empresa, mas ele é diretor, ele tem ali, sei lá, cem pessoas abaixo dele, ele tem uma pressão muito grande, Entende? Agora, como que é essa pessoa? Se você entender esse cara, você vai criar um ambiente muito melhor. Então, o que que fez o Zanettini aceitar meu convite? O que que fez o Luiz Henrique ser outro? Tá tudo ligado à minha história. Desde as empresas que eu passei, Eu sempre fui muito fiel por onde eu passei, trabalhei muito tempo e não estou lá até hoje porque não fui aceito, talvez a minha forma ousada de ver o mundo não fui aceita, agora eu tinha duas opções, ou ficar naquela época, por exemplo, nesse canal, construindo só pra arquiteto, criando mais, ou seja, ampliando esse muro que existia entre arquitetura, engenharia e os, vamos chamar o peão de obra, os operários. Falei, não, peraí, não, eu quero unir. Eu quero fazer com que, de alguma forma, o arquiteto olhe praquele cara, praquele operário, praquele ajudante que o Paulo foi um dia, como parte importante. dessa cadeia. Porque a gente vai fazer um projeto e esse projeto tem uma dificuldade absurda de execução e vai servir só para acumular sujeira. Porque é o que eu vejo muitas vezes. projeto lindo, maravilhoso, mas aquilo serve só pra acumular sujeira, tá? E aí quando a gente fala das relações, por que somos Infinity? Por que eu abri a empresa Infinity Plus como essa produtora de vídeo voltada pra esse setor com esse nome? Porque eu acredito em relações infinitas, E pra ter relações infinitas, você tem que se esforçar. Imagina um casamento, um relacionamento, onde você vai se esforçando sempre. E aí, se você faz só aquilo que tá combinado, você vai ser só mais um. Agora, por que é plus? Porque, entra bem nessa questão, a gente tá sempre fazendo mais. A gente trabalha junto. Se eu... me comportar com você, com aquilo que tá só combinado no seu contrato, eu sou uma pessoa comum pra você. Agora, se eu me dou um pouco mais como um colega de trabalho, ah, tudo muda.
Sim.
Tudo muda. Então, essas relações que aconteceram, essa facilidade, talvez, que o Paulo tem de trazer convidados, quando eu falo convidados grandes, eu não tô colocando investidor ou construtor, ou grandes indústrias. Eu tô colocando todas as pessoas que fazem parte da construção civil. Porque se eu tenho uma grande reunião hoje e a pessoa que limpa a sala não limpou, eu vou causar uma má impressão pra esse possível cliente. Entende? Então, essa pessoa que limpa uma sala da mesma forma que um ajudante numa obra, ou seja, eles têm a mesma importância dos grandes cargos. A diferença é que cada um carrega uma responsabilidade.
Sim.
Então, é um pouco disso, assim, essa questão da relação, sabe? Do relacionamento.
E, resumidamente, assim, como que você enxergava, né? Você contou um pouquinho de como você viu o setor antes. E como que você enxerga ele agora, depois de toda essa... Toda essa história do CountryCast até aqui?
Como que eu enxergava e como eu enxergo hoje? No primeiro momento, eu entendi que seria muito difícil. Porque quando eu tô aí na frente da câmera eu tenho a questão do olhar pro audiovisual, a questão da luz. Então, eu sou muito apegado a isso. Então, até ouvi num almoço, num jantar que fizemos recentemente que eu sou uma pessoa controladora. E audiovisual é arte. Então, eu tenho meu estilo, é igual filme, né? Cada diretor tem seu estilo. Então, eu tenho meus apegos ali, questão da luz, tenho a minha forma de trabalhar. E quando eu vou trabalhar com outras pessoas, eu preciso enxergar algumas coisas, tipo, de esforço, pra que eu me desapegue e não seja, de fato, controlador. Mas é um processo. É igual delegar.
Sim.
Imagina, quando eu venho pra frente das câmeras, inseguro com o conteúdo, aí nos últimos anos eu começo a ler muito, não só literatura. pra estruturar ideias, mas também filosofia, peraí, pra que eu tenha essa, além de estruturar ideia, eu comece também a ampliar essa questão do pensamento.
Sim.
Entendi? Pra que, da mesma forma que lá atrás eu fui aquele cara arrogante, no sentido de talvez querer ser o dono da razão sem enxergar, eu entendi através de um amigo, Routinaldo, que a filosofia ia me dar uma amplitude, né, de possibilidades de pensamento.
E Boyd coloca amplitude nisso, né? Porque o que a filosofia faz... Sim. É incrível, assim.
Então, é muito louco. Aí, agora, a grande questão é... com toda a dificuldade que eu tive na escola, né? Hoje, com 40 eu ainda me sinto um menino, né? Agora, o que eu fui fazer? Ler, ler, ler. Hoje, meu filho com 10 anos, ele lê muito mais rápido do que eu, mas muito mesmo, muito. Entendi? Então, eu carrego aí esses traumas, né? Esses desafios de dificuldade que é da minha questão de comunicação, no primeiro momento, Tô superando, aí eu fui... Ah, vou fazer curso de oratória. E aí, de novo, o amigo entra e fala assim, Paulo, antes de fazer oratória, amplie seu conteúdo, leia muitos livros, leia muitos livros, leia, leia, leia, releia e tal. Porque tem gente que, ah, fiz um curso de oratória. Não ajuda em nada, desde que você não tenha conteúdo, porque se você... O que adianta eu ter? fazer curso de oratória, mas eu não tenho bagagem, eu não tenho conteúdo pra me expressar. Eu não tenho riqueza de vocabulário. Então, os desafios do canal vieram aí, porque da mesma forma que você me comunicar com mestre, com pedreiro, com carpinteiro, com... Enfim, com pintor, ah, legal, consigo... Porque eu sei fazer o que ele faz, Entende? Eu sei fazer uma carpintaria, eu sei fazer uma hidráulica, eu sei fazer um reboco. Entende? Eu sei tudo que um ajudante precisa fazer numa obra. Agora, só que por outro lado, eu vou trazer um arquiteto, eu vou trazer um engenheiro. Agora, como que eu me comporto diante de um arquiteto? E não é qualquer arquiteto.
Sim.
Como que eu me comporto na frente de um engenheiro? Entende? Tem um perfil de profissional que ele é mais incisivo, tem um outro que é mais aberto. E aí, eu tive que passar por um processo de eu tenho que me adaptar a todos esses caras, só que por outro lado eu preciso ser eu. Entende? Quando eu falei do patrocínio, eu aceitei ali no começo, aceitei acho que uns quatro, umas quatro empresas. É, eu falei, não, vou fechar, só que mesmo precisando de grana, porque começou a ficar caro o projeto. Eu falei, só que eu não tô seguro ainda da questão da comunicação. Eu recebi convidados aqui que ele começava só a promover a marca dele, falar da marca, e eu como que eu conduzo um conteúdo de uma forma que não se... Como que eu converso com esse cara de uma forma que não fique chato? Eu falei, ó, peraí, o foco é a qualidade do conteúdo, não é falar da sua empresa, nem fazer autopromoção sua. Entende? E aí, imagina, eu fiquei aí durante uns dois anos estruturando o tom da nossa comunicação pra agora finalmente abrir.
Sim.
Pra patrocínios e tal. Então, esse... assim, não foi fácil. Não foi fácil. Principalmente quando eu abro pro mercado pra patrocinar, eles pedem o quê? Números.
Números. Exatamente.
Números. E agora eu falo, quem quer número... É a mesma coisa do cara que quer, fica pensando no dinheiro. Eu falo, eu não... Número é uma coisa que é uma consequência. Agora, eu tô ligando pra qualidade do conteúdo, pra qualidade de quem eu quero me conectar.
Tá?
Você, enquanto empresa, ah, eu quero... Eu vou patrocinar um programa na Globo, Luciano Huck. Imagina, você é da indústria da construção civil. Aí, você deixa de olhar praqueles canais, tem vários canais de podcast hoje, influencers, que vendem muito mais do que um canal.
Entende?
E aí, por outro lado, qual que é... Imagina, eu sou da indústria, eu nasci, eu cresci com tudo isso que eu vivi, mas eu vivo dentro da indústria, me conectando... Quando eu falo da experiência das turbinas hidrelétricas, eu também tava nas empresas que forneciam equipamento pra aquelas turbinas serem construídas, desde solda, enfim, uma série de insumos ali. E aí o que que eu vejo nas empresas de comunicação da Constituição Civil? Eles chamam pessoas de marketing, muitas vezes de comunicação, que não tem tesão pelo setor. E aí eles começam a fazer ações por vaidade. Ah, eu vou, tô fazendo, tô investindo 3 milhões, por exemplo, numa ação com o Luciano Huck.
Aí acaba nem fazendo sentido, né, pro...
Não, não faz, porque eu não tô incentivando o setor.
Sim.
Eu não tô incentivando... Imagina um engenheiro que gera conteúdo hoje ajudando estudantes, ajudando outros engenheiros a fazer, por exemplo, uma leitura de uma planta metálica. Se esse cara que tá gerando conteúdo, ele tá deixando de pegar projetos, Agora, se ele enquanto engenheiro tem apoio de alguma empresa do setor, quando ele deixa de pegar esses trabalhos pra gerar conteúdo pra contribuir com o setor, essa indústria de repente tá patrocinando, esse cara tá ajudando financeiramente com valor mensal ou por episódio, Você percebe que a cadeia toda tá ganhando? E se essa empresa começa a olhar de outra forma, daqui, sei lá, dois, três anos, esses estudantes de engenharia que esse engenheiro já com experiência tá ajudando na formação, ele vai especificar produtos dessa empresa que tá ajudando. Porque você tá ligando. Opa, peraí, eu sou estudante e eu tô vendo o tempo todo a marca, tal... sendo parceiro, ou seja, ajudando na geração de conteúdo desse player, né, desse profissional que eu tanto admiro. Quando lá no futuro, quando eu vou especificar, eu vou especificar dessa marca ou dessas marcas que estão ali fazendo parte desse ecossistema.
Sim. Aí todo mundo ali, unidos, né? Todos unidos.
Mas assim, em resumo, o grande desafio hoje é você colocar na cabeça desses caras, né? Tanto dessas empresas que falam, porra, contrata a gente pra se comunicar pra consumir, mas que tem a tesão pelo setor. E eu vivi tudo isso aqui. Durante todo esse processo do Constricash, eu tinha... Passou muita gente por aqui. E eu entendi. Uma hora eu vou trazer gente que tenha tesão pela construção. Que entenda como é legal participar desse processo de transformação.
Sim.
O jogo muda, e as empresas que são hoje, que assim, desde a Infinity, os clientes da Infinity, que tem gente na comunicação, no marketing e no comercial, que tem esse tesão pela construção civil, É outra pegada. É outra pegada porque você sente nas relações, no dia a dia.
Sim. O trabalho fica até mais gostoso de fazer, né? Mais gostoso.
O fluido, né? E você aproxima, você cria essas conexões, né? Você começa a construir essas pontes, né?
É legal que você tem troca o tempo inteiro, né? Tanto dentro do canal e fora mesmo, por conta dessas relações.
É, uma hora eu tô aqui, outra hora eu tô, sei lá, no Senac, na Fatech, tô na indústria ouvindo as dores, tô ligando pra compradores de construtoras pra entender quais são as dores, pra trazer conteúdo pra esses caras.
Isso aí, tá tudo sempre no universo da construção, não sai dele. Bom, agora vamos... Olha, esse episódio aí vai dar quantas horas, Matheus?
Uma hora e dezoito.
Eita, nós! Vamos lá, vamos só resumir. Eu quero que você fale um pouquinho onde estamos agora, onde o Constricast está agora e qual a importância do Constricast até o momento aqui no setor da construção. O que você conseguiu enxergar de mudança que o Constricast fez?
A primeira grande mudança que o Constricast fez foi dar voz a pessoas até então esquecidas no setor. Por mais que você fale de... Cara, mas... Ah, a profissão de engenharia é uma coisa incrível. Ah, ela é legal. É. Mas... Como que um engenheiro aparecia na mídia ontem? Antes? Do Constricast. Ah, caiu um prédio. Ah, caiu a ciclovia no Rio de Janeiro. Quem é o engenheiro? Entende? Então, a primeira grande mudança que o Constricash fez no setor foi dar voz a toda a cadeia da construção. Desde um pedreiro, pintor, eletricista, até o investidor, aquele cara que tá contratando, que tá pagando bilhões pra uma obra. Essa foi a primeira grande transformação que fizemos aqui. Ver um engenheiro, muitas vezes emocionado, de estar num canal como o ConstructCast, sabe, feliz por estar contando a história, os desafios de um projeto, né? Quantas vezes alguém sai daqui chorando, emocionado. Essa foi a primeira grande mudança. Agora, quando a gente fala de futuro, eu prefiro não pensar no futuro, eu prefiro viver o hoje. Porque se eu pensar no futuro, eu deixo de viver o agora. Então, eu acho que... eu prefiro não pensar. A gente tá num momento incrível, agora a gente tá... Enfim, somos reconhecidos assim como um canal de maior credibilidade pelos convidados que vêm aqui e pela preocupação na qualidade do conteúdo gerado, tá? Então, estou ampliando muito, tô trazendo gente aí com muita experiência pra curadoria dos... dos conteúdos. Tem um portal agora, na verdade, esse portal ele tá em desenvolvimento já já tem um tempo, que é o hubconstruccão.com.br. Os conteúdos que saem no ConstriCast, eles são pensados também pra pessoas que vão buscar fazer alguma pesquisa no Google.
Sim.
Então, é assim, eu só tô vivendo o agora. Tô vivendo o agora, regando, cuidando, né? Eu não sei se eu falei que eu trabalhei na roça, mas quem trabalha na roça sabe que eu preciso plantar e pra colher, além de cuidar de ali, carpir, né, que a gente fala, limpar o mato, enfim, limpar aquele plantio durante todo o período até a colheta, a gente também depende da questão climática. Se chover demais prejudica a colheta, E se fizer muita seca, prejudica. Então, nessa medida, eu penso que o que estamos fazendo agora tá legal, tô com uma equipe bacana, tô fazendo o que tem que ser feito. Agora, o futuro depende disso, dessa analogia da roça, né? Depende das questões climáticas que é trazendo pra nossa realidade, tem as questões... políticas e etc. A qualidade da construção civil hoje me preocupa muito. Então, o que eu vou trazer pro futuro é, de alguma forma, conscientizar os construtores sobre as responsabilidades que eles têm sobre o que eles estão entregando e a gente só consegue conscientizar dando voz para aqueles caras que estão ali no dia-a-dia de obra. Porque muitas vezes eu, enquanto construtor, não tenho a menor noção do que tá acontecendo lá no canteiro. E toda vez que eu venho, que eu trago aqui alguém e falo, ó, a qualidade da construção civil me preocupa. Eu não fico só ouvindo esse cara, eu vou no canteiro pra... pra checar.
Realmente, e complementando, né, Acredito mesmo que já pra gente encerrar com chave de ouro esse episódio. Hoje nós temos uma equipe realmente que tá engajada. Eu sinto que... a nossa equipe, ela se sente bem com o que estamos produzindo e rola muita conversa, rola muita troca, rola muitas ideias, às vezes malucas, às vezes que a gente olha assim, realmente isso pode dar certo, vamos fazer!
E agora, eu posso aproveitar, já que você tá nos finalmentes, eu queria que você agora Desce espaço pro Matheus, eu queria que o Matheus me fizesse alguma pergunta que ele queira me fazer. Só pra ampliar essa discussão um pouquinho, depois você volta pra finalizar. Fechou?
Você topa, Matheus?
Você viria?
Vem, Matheus.
Matheus? É, gente, deixa eu só falar um pouquinho quem é o Matheus. O Matheus, ele… A gente tem uma história muito bacana, ele tá aqui. comigo há bastante tempo. O primeiro episódio dele foi com uma pessoa que eu tenho um carinho enorme. Vamos lá, Matheus, você quer fazer alguma pergunta pra mim? Você faria?
Sim, eu anotei algumas perguntas aqui, né? Tá na hora da revolta do CLT. Agora a gente vai... Você está agora na Berlinda aí.
Vamos lá.
Começando, na verdade, com a parte da construção. Você falou que você já fazia obras lá em Alagoas, né? Com seu pai. E quando você veio pra São Paulo, você começou com isso também. Você sentiu alguma diferença nas duas regiões?
Eu senti. A primeira vem a questão da... Eu não posso chamar a pessoa de ignorante, porque muitas vezes o que eu notei lá é que lá os pedreiros, eles são muito resistentes, no sentido de ter a questão cultural. Os filhos, eles... têm um comportamento diferente, os crianças e jovens, eles respeitam muito os mais velhos. E muitas vezes eles têm um certo medo de perguntar.
Em Alagoas.
Em Alagoas, na região Nordeste como um todo.
Sim.
E aí eu percebi que quando eu venho pra São Paulo e começo ver as construções aqui, primeiro que aqui você tem possibilidades maiores, não só de questão de insumos, né? Por exemplo, lá você tem o tijolo, na maioria das vezes, hoje não tanto, mas na época, a gente que produzia os próprios tijolos. Entende? Então, quando você vem pra cá, você tem uma infinidade de blocos de concreto, blocos, enfim, de cimentos. Então, você sai daquela coisa artesanal, praia o processo mais industrializado. Então, essa foi a grande mudança e, sobretudo, também a questão dos profissionais daqui, eles tinham essa coisa mais de ouvir, sabe?
Sim. E você voltou pra lá, né? Tanto é que tem um vídeo nosso lá da Ponte Metálica de São Afonso.
Paulo Afonso.
Paulo Afonso.
Paulo Afonso.
Que foi quando você voltou pra lá, né? Quando você voltou, você ainda sentiu essa diferença ou mudou?
Eu voltei, eu na verdade, depois que eu abri o canal, diante de tantas histórias que a gente se depara aqui no dia a dia, eu acabei fazendo, assumindo o desafio de fazer um tour no Brasil inteiro pra identificar como tá a questão da construção civil hoje. Porque a gente tá vivendo a falta de mão de obra, muito forte.
Sim.
Por outro lado, tem muito aquela coisa do industrializar, industrializar, industrializar, industrializar. Então, como que tá? Por exemplo, região Centro-Oeste, quando o assunto é industrialização, Nordeste, Sul. Sim. Entende? Então, aí eu fui pro Nordeste fazer um tour pra identificar como tá essa questão da qualidade da mão de obra e da industrialização da construção civil. Enfim, foi... Eu identifiquei que a gente tem um mar, um oceano azul de oportunidade, porque lá realmente é tudo muito artesanal. Sim. A questão da mão de obra. E aí, se você pegar como uma construção civil, como você citou o exemplo dessa ponte metálica que separa a Bahia de Alagoas, essa ponte, assim, é uma ponte extremamente bem construída em estrutura metálica. Agora, se tantos anos atrás ela foi construída daquela forma, se eu não me engano, quem projetou essa... quem projetou essa... o engenheiro que projetou essa ponte é o mesmo engenheiro da Torre Eiffel. Agora, por que a construção civil no Brasil não evoluiu? Tanto se a gente tem boa engenharia, tem bons profissionais, mas continua atrasada, por quê?
É, quando eu tava fazendo esse vídeo, né, que eu fiz a edição dele também, é... É os materiais, os materiais da Torre Eiffel são os mesmos que foram usados nessa noite.
Os materiais, né?
Sim.
É o mesmo tipo de aço ali.
O mesmo tipo de aço, a mesma coisa. É, e você disse que tá com falta de mão de obra no setor da Constituição Civil. Não é só você que diz isso, né? A maioria dos convidados que vem aqui falam sobre isso.
É...
Mas você sente que a educação... A educação é o caminho pra mudar isso?
A educação, eu não diria a questão educação, eu acho que a conscientização faz parte do processo de educação.
E o ConstructCast pode fazer parte disso, então, conectando.
O que o ConstructCast tá fazendo? Tá conscientizando as empresas no sentido de investirem na formação dos seus profissionais. Porque a Gabriela não me perguntou isso, ainda, não sei se ia me perguntar, mas o que que eu ouço? Muitas vezes eu vou numa construtora e o cara começa a reclamar da falta de mão de obra. Vou numa indústria e o cara começa a reclamar da falta de mão de obra. E aí eu pego, por que que você não investe na formação? Sim. Você quando chegou aqui, você sabia o que de audiovisual, Matheus?
Eu sabia o básico, assim.
O básico. O que você tá fazendo, a gente tá investindo.
Sim, sim.
Gabriela, a mesma coisa. Da mesma forma, o que que você tá fazendo aqui agora?
Eu tô começando cada vez mais.
Eu tô te mostrando pra todo mundo, quem quiser, se quiserem ligar pra entrar em contato com você, te levar, pode levar. É uma consequência de você querer ficar ou não.
Sim.
Eu tô construindo um ambiente de pessoas que queiram ficar na empresa e acredite no futuro pra gente crescer junto. O que que eu quero dizer com isso? Quando eu vou, o cara começa a reclamar do mercado, mas ele não quer investir na qualificação da mão de obra dele, sabe o que que eu ouço? Ah, eu vou investir em formação, depois ele sai e vai trabalhar em outra construtora. E aí eu vou perder todo o investimento. E aí eu trago. Por que que você também não investe nessa questão do ambiente? pra que as pessoas queiram ficar. Porque tem gente, lógico, que vai querer dinheiro rápido, vai receber uma proposta mais alta, o cara vai. Mas será que esse cara tá feliz com o ambiente de trabalho dele? Sim. Entendi. Então, nós, enquanto canal, a gente leva isso. Tá? Exemplo disso é você tá aqui comigo agora. Você faz parte do time de comunicação. Não é você sozinho, Matheus. Não é a Gabriela sozinha. Não é a Karina sozinha. Entende? Não nada que é feito só pelo Paulo, eu tô na frente, mas ó, eu escuto você, apesar da pouca idade, escuto a Gabriela, e o que a gente precisa levar enquanto canal, que tem o propósito de ser o motor de transformação da construção civil através da educação, educar é aprender a ouvir. Eu ouço, melhor, logo eu tomo melhores decisões.
Principalmente hoje em dia que as pessoas meio que só ouvem pra responder.
Pra responder. Não ouve. Não ouve. É. Então, eu tava conversando no momento da gravação com a Mayara, que durante esse nosso processo do podcast, outras pessoas que passaram por aqui não tiveram paciência de viver o momento pra colher frutos. E aí o cara falou, nossa, meu sonho é fazer uma viagem internacional. Aí o cara não espera, o que que acontece? Quinze dias depois eu trago outra pessoa, ele mal chegou, o cara mal chegou, já vai fazer uma viagem internacional, fez uma viagem internacional comigo. Aí depois o cara pega e manda uma mensagem, porra, eu queria estar aí. Falou, se você tivesse esperado mais um pouquinho, era você que estaria aqui.
Sim, sim.
Então, eu falo muito essa coisa do... Sabe? Paciência, construir juntos. Sim. Tá? Então é isso que eu quero de alguma forma levar pra construção civil. Ok.
Uma última pergunta pra encerrar minha participação especial aqui. Eu gostaria, na verdade, que você desse uma dica, desse, na verdade, uma palavra de incentivo pras pessoas que querem começar nesse caminho da construção civil que é muito amplo, né? Tem várias áreas. E todas as áreas, inclusive, já vieram aqui. Já tiveram várias áreas e vão ter mais.
E vão ter mais. Com certeza. Teremos muito mais. Exato.
Eu gostaria que você desse um conselho, uma dica para as pessoas que querem seguir por essa área.
Ó, a primeira dica que eu daria, quem gosta de transformação, quem gosta de mudança, a construção civil é o melhor. cenário. Não importa se é mulher, se é jovem, se é idoso, basta gostar de transformação, basta gostar de cooperar com sonhos. Por exemplo, imagina, eu tô o tempo todo construindo o sonho de alguém. Agora, como que é olhar pra gente e falar assim, nossa, eu fiz parte da construção desse sonho.
Sim.
E aí, por um outro lado, pra se dar bem no setor, basta estudar. Agora, ah, mas eu não sei o que fazer. Ah, eu quero, por exemplo, eu quero fazer instalação de ar-condicionado. Entre em contato aqui com o canal que eu indico locais, a gente tem todo um ecossistema de profissionais, não importa o setor que você quer aprender, a gente consegue direcionar, consegue conectar com Senai, Fatech, cursos técnicos aí, a gente consegue direcionar tudo. Agora, desempregado, ninguém vai ficar. E a questão também de remuneração, quando a gente fala em remuneração, depende da pessoa que tenha a paciência pra viver o processo. Eu falo que quem quer remuneração rápida tende a ter problema porque, primeiro que vai estar sempre infeliz, nunca vai estar contente com nada. Então, a dica que eu daria é, se você gosta de transformação e fazer parte do sonho de alguém, Porque, ou seja, pô, eu tô construindo. Entende? Construir, reformar. Eu tô construindo ou reformando o sonho de alguém. Não é construir uma casa, né?
É, você tá construindo um sonho.
Você vai ter uma casa, não vai? Sim. É um sonho, não é?
É o sonho de todo brasileiro, né? É o primeiro sonho de todo brasileiro.
É a casa própria, é verdade. Olha que legal. Agora, se eu olhar pra você e eu quero fazer parte disso, eu quero ajudar você, é isso. Primeiro eu sirvo, depois eu sou recompensado. Muito bem. É isso aí, Matheus.
É isso aí. Muito obrigado pela participação. Vou devolver aqui pra nossa incrível host, Gabriela, que tá vindo aí.
Mais um host pra você.
Eu já tenho duas pessoas aí pra me substituir.
É isso aí. Parabéns, Matheus. Perguntas foram muito boas. Inclusive, essa da qualificação profissional, realmente, eu ia até trazer esse ponto, porque, de fato, é algo que a gente toca muito aqui no canal, né?
É, e a gente tem que começar a olhar, assim, aquilo que eu te falei, né? Quando eu falei lá no início que de eu ser muito positivo, é que assim, o que adianta eu ficar criticando o governo, criticando o mercado, mas eu não tô fazendo nada?
É, e é... Canais como esse, né? A gente tá aqui pra isso. É o propósito, é onde estamos e é onde queremos chegar, né? Avançando cada vez mais. Então, queria deixar até esse recado de que é um conteúdo totalmente gratuito. A gente traz profissionais de um gabarito incrível, que tem propriedade para falar. A gente vai em busca de inovações, de novas tecnologias. Estamos visitando feiras, estamos em vários eventos, visitando também universidades, instituições e tudo para trazer Conteúdo de qualidade, trazer inovações pra você que simplesmente quer aprender, né? Você não precisa pagar pra consumir esses conteúdos. Falar, lembrar vocês que acompanham o canal que a gente tem diversas formas de transmitir esses conteúdos, né? Temos o Por Dentro da Obra, que é lá nos canteiros de obra mesmo, mostrando a construção, mostrando os sistemas construtivos, como é feito ali e mostrando o dia-a-dia, né?
Os pedreiros ali. E melhor, a série Por Dentro da Obra é uma série que a gente vai na obra entrevistar geralmente o gestor, as pessoas que estão ali no dia-a-dia da obra.
Exatamente.
Gente, é muito legal. E tem também a série Por Dentro do Projeto. O que é a série Por Dentro do Projeto?
Por Dentro do Projeto a gente já... Existe Por Dentro da Obra que a gente visita as construções, né, ali.
Em andamento, né?
Um processo. E o Por Dentro do Projeto é quando o projeto já tá pronto. de atalho e tem pessoas utilizando, tem pessoas convivendo ali nesse lugar e a gente conversa com o arquiteto, o responsável, o engenheiro também para trazer essas trocas justamente da importância que a gente fala de trazer essa união dos profissionais, com o investidor também.
É, o olhar do investidor que está usando no dia a dia.
Para entender o porquê, né, daquele projeto, qual foi o objetivo, enfim. Contar dos desafios, também trazer as inovações que foram utilizadas no projeto, enfim. E diversos conteúdos de diferentes formas pra vocês.
Você esqueceu de falar que a gente vai na indústria também entender como são fabricadas as coisas, pra você entender como é. é produzido, por exemplo, transformado, um vidro temperado, um vidro laminado.
Exatamente.
Como é feito uma película de... como é colocado uma película de segurança num vidro.
Exatamente.
Como é feito o cimento, como é feito o aço.
Ele tá se empolgando porque isso aí vai vir tudo novo pra vocês.
É. Ó...
Mas é isso, então o Constricash ele tem esse objetivo, né, de trazer, de educar quem quer conhecer, né, tudo isso. Vocês têm liberdade pra mandar qualquer tipo de pergunta, qualquer tipo de curiosidade. Às vezes o canal, né, o podcast, o vídeo que você assistiu não era exatamente aquilo que você queria perguntar, mas é alguma curiosidade que tem a ver. Não tenha vergonha, manda pra gente, manda aqui no YouTube, manda no Instagram, a gente tá em todas as redes sociais.
No próprio Spotify, nas plataformas de áudio.
Sim, no Spotify também dá pra comentar, então vocês podem comentar lá também que a gente responde. E-mail também a gente deixa aqui na descrição do vídeo pra vocês entrarem em contato com a gente. E é isso, é esse o propósito, é essa a história, né? Hoje vocês puderam conhecer um pouquinho da história do Paulo Barros.
Tem muito mais, é que eu me contive aqui, viu?
É, né? Mas é agora a gente se encontra neste lugar e espero que vocês estejam aproveitando muito desses conteúdos, que vocês estejam aprendendo muito e que a gente esteja incentivando cada vez mais, né, esse aprendizado. E que vem muito mais por aí, né?
Amém.
Vem muito mais.
Eu espero. A Mayara tem alguma pergunta?
A Mayara? Vamos abrir aqui. Eu vou trazer a Mayara aqui pra frente.
Dá uma olhada aqui.
Mas eu queria fazer uma pergunta pra você. Enfim, fez todo esse episódio muito especial onde você traz a sua história atrás. Quem é o Paulo? Porque sem o Paulo a gente não teria o ConstrueCast. E com isso eu queria que você falasse um pouquinho do futuro. O que esperar do ConstruCast? Eu sei que teve algumas parinhas aqui, mas o que esperar os próximos passos?
Os próximos passos... A primeira coisa que vai acontecer vai ser um grande investimento num estúdio, diferente, eu não vou falar como que é esse estúdio.
Que daí também já é muito spoiler.
É, é muito spoiler. Aquilo que as pessoas não sabem, geralmente elas me estragam.
Exatamente.
Agora, o que vai acontecer pro futuro é que já, na verdade já começou, que são muitas parcerias. com empresas, que vai ajudar a gente nesse propósito de transformação da construção como um todo, vai ser o canal muito mais próximo das universidades, a gente já tem parceria com Fatec São Paulo, Senai, estamos conversando com outras universidades para modernizar o ensino no Brasil, porque infelizmente a gente está vivendo o ensino da mesma forma que era ensinado há mais de 50 anos atrás. Conversando com engenheiros e arquitetos, eu fico surpreso. Então, o futuro é isso. A gente vai trazer um ambiente, um mercado muito mais conectado. Quando eu falo conectado, não pensando no digital, mas na questão de, um, somar no outro, né? De novo, como eu falei lá atrás, o arquiteto desenha, o engenheiro calcula ali, projeta para tornar aquele projeto execuível e a gente precisa dar mão de obra nos canteiros no dia a dia. Só que, por outro lado, tem um player muito importante que é a indústria e para a indústria desenvolver bons produtos que sejam, de fato, que façam sentido para o dia a dia desses canteiros, eles precisam ter essas informações, né? E eles, enquanto indústria, podem contar com um canal como Construe Cash pra nutrir eles de informação pra que a gente tenha aí um futuro da construção civil muito mais, eu diria, forte, né? E, sobretudo, a palavra inovação é muito batida, mas... Que a inovação chegue, de fato, não só na indústria, mas também no canteiro de obra. Então, é esse elo que a gente tá fazendo, é desafiador da trabalho, mas o futuro, pra mim, é isso.
Eu acho que falar do ensino brasileiro hoje em dia já é muito difícil. Exatamente o que você trouxe, só pontuando mesmo, porque hoje a gente ainda ensina os alunos da mesma forma que era ensinado há anos atrás. E eu acho que o que o meu ponto de vista também, e já parabenizando a todos pelo trabalho, que eu acredito muito no ConstruCast, por mais que eu não seja da área da construção civil.
Quem falou que você não é da área?
Agora eu sou.
Não, mas você lembra que eu falei que o legal quando você trabalha num setor que as pessoas têm tesão? Entende? Quando eu conheci você, um pouquinho numa feira importante pro setor. E eu vi você trabalhando da fórmula com aquele brilho no olho. Quem tá te vendo agora, Mayara, tá vendo o seu brilho no olho, é isso que eu falo. Não importa o tempo das coisas de um relacionamento. Pra mim, o que importa é a intensidade que você coloca naquilo. E essa intensidade é muito nítido que você tem.
E eu acho que é nítido pra todo mundo também, já apontando e retornando até onde tava. Obrigada, Paulo. Eu acredito muito nisso todo que vocês fazem aqui. E eu acho que é uma forma de aprendizado, sim, onde chega essa mudança. A gente falou de educação que não mudou, e eu acho que a mudança tá aqui. Ou seja, você viu, identificou que as pessoas utilizam o podcast, utilizam as redes sociais, e querendo ou não, é onde elas conseguem buscar consumir, e aprender de formas diferentes, só daquelas que, enfim, a gente já há anos, todo mundo já estudou, todo mundo conhece. Então, eu acho que isso é muito legal, já é transformar a educação sim.
E dar acessibilidade, né?
E dar acessibilidade, exatamente. Eu acho que, enfim...
Isso aí, gente. Obrigado. Ai, que legal.
Quero aproveitar essa oportunidade aqui, a câmera aberta. Pra vocês conhecerem as carinhas de todo mundo que tá no dia a dia mesmo, né, no presencial aqui com a gente. Então, Matheus, Luiz, Karina, Mayara, Gabriela, Paulo Barros. E aproveitar também pra agradecer toda essa equipe. O que estamos construindo, o que você começou. E o que estamos dando continuidade, né?
E... Que ele passou pra nós, que a paixão dele foi multiplicando.
Exatamente!
E sabe o que é legal ver vocês aqui? É que eu não tô fazendo nada pra mim. Eu tô fazendo pro mercado, tô fazendo pra vocês. E que vocês possam fazer também pelo mercado, possam fazer. pelos colegas de trabalho, assim. Eu tô muito feliz com esse episódio, tá? E eu tenho um carinho muito grande, muito grande por cada um de vocês. E o que eu cobro muito é que as pessoas que recebem nossos conteúdos sejam impactadas. Da mesma forma que a gente é impactado toda vez que a gente grava um episódio aqui.
Sim, é isso que eu ia comentar. Todos os episódios a gente aprende alguma coisa, né? Então, agradecer também a todos os convidados que passaram por aqui. Vocês ensinaram muito pra quem assiste aí do outro lado e pra gente que tá aqui no dia-a-dia. Às vezes, a gente tá concentrado ali na gravação, né, Matheus? No técnico, mas tem muitos episódios, assim, que a gente... Todos, a gente sempre aprende alguma coisa. E sempre quando termina uma gravação, o Paulo olha pra gente e vê a nossa cara, que a gente é o termômetro dele. Ai, todos a gente termina sorrindo e falando que esse episódio foi... Desculpa o termo, mas foi foda.
Qual que é o episódio melhor, Gabriela?
É sempre o último melhor.
É sempre o último, a gente aprende, né?
Então é isso. Eu queria agradecer a todos, queria agradecer vocês que nos acompanham. E é isso, quer finalizar? Tchau!
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