Neste episódio gravado na FESCO 2026, o apresentador Paulo entrevista Alessandra Ribeiro, profissional do mercado vidreiro (beneficiadora), para discutir os principais desafios e oportunidades do setor no Brasil. Alessandra destaca que a maior dor do mercado é alinhar solução de vidro com normas, desempenho e estética, ressaltando a recente atualização da NBR 7199 como fundamental para especificação correta. Ela enfatiza o papel crucial do arquiteto em conhecer e aplicar normas, bem como a necessidade de comunicação entre beneficiadora, instaladora e projetista para evitar projetos fora de norma. O diálogo desmonta o mito de que "vidro é tudo igual", explicando diferenças entre vidros monolíticos, laminados, acústicos, com PVB estrutural e controle solar, e como cada tipo impacta conforto sonoro, eficiência energética e segurança. Alessandra aponta que falhas de especificação recairão sobre o consumidor final, reforçando a importância de oferecer soluções completas que considerem certificações e desempenho. Como dica final, recomenda busca constante de conhecimento, atenção às mudanças normativas e uso de iniciativas como o Educa Vidro, além de mencionar recursos como o guia de fornecedores do Hub da Construção para escolha segura de produtos.
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Esse bate-papo é gravado diretamente da Fesco 2026 e eu tô aqui com uma mulher profissional do mercado vidreiro que faz uma diferença gigante no mercado nacional, Alessandra Ribeiro.
Construi, cache arquitetura, engenharia e construção.
Este episódio é um oferecimento Hub e Construção. Seja bem-vinda a esse bate-papo curto, mas eu tenho certeza que quem tiver a oportunidade de ter acesso vai sair daqui diferente. Alessandra, para iniciar nosso bate-papo, quais são para você as principais dores do mercado vidreiro hoje?
É a união entre você trazer uma solução para o cliente que tenha, que atenda, né, a norma, o desempenho e a estética.
Recentemente nós fizemos um episódio e eu coloquei um grupo de profissionais de arquitetura e eles não sabiam a norma básica, norma de travesseiro. Eu queria entender de você O que que você, enquanto indústria, tá fazendo pra fomentar esse conhecimento ali na hora da aplicação sem comprometer o uso daqueles espaços?
Bom, Paulo, primeiro é a gente compartilhar informação, compartilhar o conhecimento, né? Tivemos o ano passado uma atualização da NBR 7199 que é super importante, principalmente pra gente que trabalha aqui com vidro. Então é entender, é ter o olhar, é o veja além, é entender onde vai ser a aplicação desse vidro, Quem são os usuários? É uma casa? É um comercial? Até para você atender ali, seja uma certificação, qual certificação que é? Eu tô preciso, é um controle solar? É um vidro acústico? O que é? É a privacidade? Então quando eu entendo projeto e dentro das soluções que existem no nosso mercado brasileiro, Então eu consigo trazer um pacote completo, uma solução completa para o cliente.
Alessandra, Alessandra, e nesse processo de especificação, qual que é o papel do arquiteto quando o assunto é conhecer das normas?
Fundamental! Somos responsáveis pelos nossos projetos, né? Eu aqui, como uma beneficiadora, eu também sou responsável em entregar um vidro que seja dentro de norma, que tenha certificação, que tenha, que traga o desempenho para aquele ambiente onde vai ser aplicado. Então é fundamental ele entender, mas também se atualizar.
Alessandra, já aconteceu você como beneficiadora receber um projeto arquitetônico e esse projeto vir fora de norma? E se sim, como que vocês resolvem como beneficiador?
Bom, o vidro dentro de uma obra ele representa 2% apenas. E aí o cliente ele fala o quê? Eu já gastei todo meu budget que eu tinha, então eu preciso do mais barato. Vidro é tudo igual, então por que que você tá me trazendo algo caro, né? E aí que a gente fala que vidro não é tudo igual.
É, você traz um ponto importante, que realmente o vidro não é tudo igual. Agora, como convencer muitas vezes uma pessoa que é leiga que o vidro não é tudo igual? Como que eu Como é que eu convenço, eu enquanto profissional de arquitetura, convenço o meu cliente que o vidro não é tudo igual?
Através das aplicações dele. Então, quais são os benefícios que eles vão ter com a aplicação de cada vidro? Por exemplo, se eu moro ou trabalho em um lugar que tem ruído, eu preciso de um espaço que tenha um conforto sonoro. E pra isso eu preciso do quê? De um vidro. Então não é só entender se eu vou colocar um tapete, Não, eu preciso trazer ali uma solução completa que tá com vidro, mas tá com a esquadria, todo um conjunto.
E aí você traz um ponto também muito importante que é a questão da esquadria, que aí já entra a empresa que vai instalar esses vidros. Como vocês como beneficiador, você como beneficiador você não faz aplicação. E aí qual o papel também da empresa que vai fazer essa aplicação? Tá alinhada com o projeto arquitetônico e vocês também como beneficiador?
Existe um projeto arquitetônico, tanto a usina como a beneficiadora, ela apoia nessa parte da especificação, trazendo as melhores soluções que, como eu falei pra vocês, tem que atender norma, desempenho e estética também.
Se dá alguma coisa errada, peraí, essa conta vai pra quem?
Essa conta ela vai diretamente pro consumidor final, não é? Mas a questão é, como eu falei pra você, é não somente vender, mas trazer a solução. E quando eu trago a solução completa, eu vou falar pra ele, olha, eu tenho esse desempenho, eu tenho esses benefícios, mostrando pra ele a diferença entre ele usar um vidro monolítico, um vidro comum, e um vidro que tem um tratamento acústico, que tem um PVB estrutural, seja pra guarda-corpo, seja pra uma fachada. Então essa é a diferença, a gente tá lidando com pessoas, né, com segurança. Então até as pessoas brincam comigo, Se a gente fosse escolher desses três, qual que você queria? Não tem como escolher. É norma de desempenho estética. É isso.
E a segurança sempre em primeiro lugar. Agora, a gente não pode sair daqui sem uma dica da Alessandra pro mercado vidreiro. Vamos lá.
A dica é: busque conhecimento, esteja atento às mudanças, seja de norma, busque as usinas, as beneficiadoras, o que cada um tem de melhor. E mostre isso para o seu cliente. Eu acho que é isso que diferencia o profissional, né? Trazendo o que tem de melhor para ele. Ele vai falar assim: poxa, eu vou ter aí uma economia no ar-condicionado só por se eu mudar um vidro de temperado para laminado, ou de laminado incolor para um de controle solar? O quanto isso encarece o bolso, né? Essa conta ela não é só em um pedido do vidro, é uma conta longa.
Agora, para a gente fechar, Um profissional, um arquiteto que você admira?
Um só?
Fala 3, vai, 3.
Paula Fiorentini, sou apaixonada por ela. Fernando Forte e Zanettini.
É, eu vou confessar, eu assino embaixo de todos. Agora, só para a gente, agora sim é para encerrar. O que que você acredita que o mercado vidreiro pode fazer pra gente de alguma forma fortalecer esse processo de educação do setor?
Nós temos o Educa Vidro, que é distribuído pra todo o pessoal do ramo de vidros. Então, independente de qual seja o seu departamento, desde a logística, ele pode ter esse conhecimento. Então é buscar conhecimento, é isso.
Agora, você que procura por vidro, você vai encontrar a PKO no guia de fornecedores do portal Hub da Construção e muitos outros fornecedores de confiança para você não errar na hora de adquirir o seu produto.