A Jornada Inspiradora de Claudio, de Ajudante a Líder dos Mestres de Obras de Brasília

This is a Portuguese-language YouTube interview (host: Andre Abucham) with Claudio Roberto Alves Leite, a construction professional who rose from servente (helper) to mestre de obra (master builder). Claudio, born in Crateús (Ceará), moved to Brasília in 1996 and described a steady career progression: servente (1996–2000), carpinteiro (2000–2005), encarregado de carpinteiro (2005–2010), and mestre de obra (2010–present). He emphasizes dignity at work (clean toilets, refeitório, water), on-site discipline, hands-on learning beyond formal courses, and strong communication between masters, engineers and architects. Claudio leads a Brasília group of masters (100+ members), oversees a large site (400+ workers) for Lotus (a developer/contractor), fosters internal promotion and innovation (prototypes like lava-bota/lava-pincel), and credits family support (26 years married to Elisângela). The host and architect guest (Hanna/Rana) confirm collaborative culture and regular project meetings.
Questions this video answers
Crateús, Ceará.
1996.
1996–2000: servente; 2000–2005: carpinteiro; 2005–2010: encarregado de carpinteiro; 2010–present: mestre de obra.
More than 100 masters.
More than 400 people.
Chapters
Hoje eu vou contar a história do mestre Cláudio, que entrou na construção civil como um ajudante, o famoso ajudante de pedreiro, até se tornar um dos mestres mais respeitados do país. Esse episódio é um oferecimento Uma Construction e Portal Hub e Construção. Mestre Cláudio, fala um pouquinho da sua trajetória pra gente. Eu queria primeiro que você falasse onde você nasceu e como que você entrou no mercado de construção civil. Como que foi seu início?
Boa hora. Sou o mestre Cláudio. Meu nome é Cláudio Roberto Alves Leite. Sou de Crateus, Ceará.
Crateus?
Crateus, Ceará. Eu cheguei em 96 em Brasília, na Constituição Civil, como servente, e de lá pra cá vem fazendo essa trajetória. Fiquei de 96 até 2000 como servente, de 2000 até 2005 como carpinteiro, de 2005 até 2010 como encarregado de carpinteiro, e de 2010 até hoje como mestre de obra. e de lá pra cá a gente tem conquistado um espaço bacana com muita aprendizada a gente já tem experiência em vários tipos de obra então hoje tocar uma obra desse tamanho é muito gratificante não foi não foi fácil essa trajetória mas sempre que eu desde quando me tornei mestre de obra Eu tenho umas coisas que aconteciam quando eu não era mestre, ajudante, carpinteiro, que eu via na construção civil, que eu sabia que eu podia melhorar. Tinha muita coisa que eu sabia que eu podia melhorar. E uma das primeiras iniciativas minhas, quando eu cheguei, a partir de hoje, eu sou... Claudio, você é o mestre da obra, você é o mestre dessa obra. Uma das primeiras iniciativas que eu tomei. Limpeza no canteiro de obra. Eu não queria que o meu funcionário usasse o banheiro sujo igual eu usei. Eu não queria que o meu funcionário tomasse banho em cima de um pallet de madeira igual eu tomei. Então, desde as minhas obras, em todas as obras que eu passei, eu sempre fui muito zeloso com banheiro da obra, refeitório, vestiário. O funcionário, eu falo para as empresas, porque teve empresas que não queriam isso, e eu falo, funcionário que tem um banheiro limpo, um vestiário limpo, um refeitório limpo, água gelada para ele beber, ele produz. O ambiente faz ele produzir, faz toda a diferença dentro do canteiro de obra. E a gente tem que trazer isso para o nosso dia a dia. Então, meus DDS, minha conversa com meus encarregados, é o principal fazer que o ambiente de trabalho seja o melhor lugar para o funcionário estar. E graças a Deus, dentro da minha trajetória, eu tenho conseguido isso.
Eu acredito muito. Quem pode ver de perto, eu tô emocionado, tô chorando aqui com esse bate-papo, porque você falou uma coisa que, pra mim, é super importante. Ou seja, você não quer que as pessoas que estão no seu canteiro passem pelo que você passou. Ou seja, você viveu o exemplo. E hoje a gente tem uns cursos, Mestre. E eu percebo que você, para chegar onde chegou, você passou por toda a etapa da construção civil. Eu queria que aproveitar que você falasse um pouquinho como você enxerga esse curso de mestre que existe no mercado e o que você entende que é essencial para uma pessoa se tornar mestre de obra?
Olha, eu sou meio suspeito para falar de curso de mestre de obra porque eu acho que o mestre de obra Ele é o dia-a-dia. O mestre de obra tem que ser feito dentro da obra. O curso pode lhe dar até um certificado lá de mestre de obra, mas não vai lhe ensinar. O dia-a-dia, a convivência, o aprender da ferramenta e da ferramenta você ir para as outras áreas. Hoje eu sou o mestre de obra que tenho conhecimento em várias etapas, não só na minha área que é carpintaria, não. Eu aprendi muito, mas isso eu... Eu fui atrás. O que eu acho mais do mestre de obra, além do curso de mestre de obra, o mestre tem que se especializar em outros cursos de revestimento, de impermeabilização, conhecimento de forma, outros cursos para aprimorar o conhecimento do mestre de obra, mas formar o mestre de obra na escola não forma o mestre de obra.
Essa é uma fala importante porque você é muito respeitado no meio, é notório, só que uma coisa que é importante, eu percebo visitando o canteiro junto com você, a gente está numa obra muito importante aqui, é a maior obra privada corporativa da marca latina em andamento atualmente. E eu percebo que existe uma comunicação aqui muito legal entre mestres, engenheiros, arquitetos e profissionais que estão executando a obra no dia a dia. E eu não sei, Cláudio, se você tem essa referência de outros locais, de outras construtoras ou de outros amigos, mestres que trabalham em outros lugares. Eu queria que você falasse para a gente qual que é o principal diferencial para vocês conseguirem esse nível de comunicação aqui na obra de vocês.
Muito bom você tocar nesse assunto. Eu sou o líder do grupo dos mestres de obra de Brasília.
Que legal!
Eu sou o líder do grupo dos mestres de obra. Nós temos mais de 100 mestres no grupo. O principal hoje é a comunicação e os mestres sofrem muito em comunicação dentro do canteiro de obra. Eu tenho o privilégio, falo privilégio, Eu nunca estive dentro de um canteiro de obra com a equipe tão competente e tão unida igual nós estamos aqui. E não é só aqui dentro da Lotus, dentro da Lotus aqui, que agora eu vou falar que é a empresa que nos dá condições para isso. Desde o presidente da empresa, ele senta na mesa de reunião com o mestre e com os encarregados e com a arquitetura e com a engenharia. Isso aqui é um diferencial. O que eu estou vivendo hoje aqui Nessa obra, que é um privilégio, qualquer profissional queria estar aqui, mas o que nós estamos vivendo aqui hoje também reflete muito da empresa, o que a empresa é. A Lotso, ela tem isso, ela quer que os profissionais se destaquem dentro dela, ela quer a união dentro da empresa. Então aqui, nosso diretor Paulo, nosso gerente Aníbal, nossa coordenadora de projetos, Essa aqui, quando eu cheguei aqui, foi o maior desafio, disse que nós íamos se estranhar logo.
Essa especificamente é a Rana, arquiteta líder do projeto.
Vocês não vão se dar bem, vocês dois são muito cabeça dura e tal. Hoje é minha melhor amiga dentro do canteiro de obra. Sem exceção a minha melhor amiga.
No final do nosso bate-papo a gente vai chamar ela aqui só pra fazer.
Um... Então aqui, a união aqui é muito grande e não tem. Eu te digo porque eu tenho referência dos outros mestres. Então os outros mestres não tem essa comunicação nos canteiros de obra e falta. O mestre de obra precisa ser ouvido. O mestre de obra, ele é o elo de ligação do campo com a engenharia. Se o mestre de obra não for ouvido, a empresa só tem a perder. E aqui na Lotus, a Lotus escuta o mestre de obra. A Lotus senta junto. Se ela faz uma reunião com a engenharia, O próprio dono, o diretor, chama o mestre. Aqui é diferente.
É o famoso chama o mestre, né?
Chama o mestre. Aqui é diferente, a gente tem um apoio assim que... Eu que falo porque eu já passei por várias empresas. O apoio que nós temos aqui é enorme. Eu tenho uma figura muito assim, quando eu cheguei nessa obra, que a gente tá aqui desde o tapume, desde quando fomos limpar o terreno pra fazer obra. Eu tô aqui desde o início. Quando eu cheguei aqui em cima desse talude que você tá vendo aqui, que eu olhei pro chão que ia ser a obra, sem nada escavado, eu não querendo ser melhor do que nenhum profissional, mas eu falei assim pra mim mesmo, essa é a minha obra. Eu estou preparado pra essa obra. Então, em momento nenhum, eu achei isso aqui difícil. Cada direção que a gente tem na obra, a atitude que a gente toma na obra, as programadas, as programações, o planejamento que a gente faz, o nosso diferencial na obra, que a gente faz junto com a engenharia e com a arquitetura, tudo tem dado muito certo, mas por causa dessa comunicação e também por você se sentir preparado. Então, eu estou preparado para essa obra.
É, você toca num ponto importante que assim, quando você tá numa empresa que ela te dá as condições necessárias pra que você faça um bom serviço, como você falou lá atrás, né? Você ter um banheiro limpo, uma água gelada, um bom tratamento, qualquer funcionário vai fazer um bom serviço. E quando você se coloca nessa parte do profissional, seja mestre, engenheiro, arquiteto, ou qualquer outra pessoa que está ali no dia a dia fazendo as aplicações, é importante que elas se preparem, porque a gente está vivendo a era da tecnologia, das inovações de produto, e eu enquanto profissional, o que eu estou fazendo para que eu acompanhe essa evolução e que quando eu tenho esse respaldo da empresa, eu consiga dar esse retorno.
Você tem ideia? Aqui a gente tem tanta coisa que a gente criou aqui, Claro que com a empresa permitiu, mas a gente, eu como mestre de obra, a gente criou lava-bota, a gente criou lava-pincel, a gente criou um pipa pra pôr na bobiquete pra tá molhando a... A gente tem várias ideias aqui, essas lá, tem lá de inclinada, a gente criou a forma na própria obra, a gente colou o PVC, a gente desenvolveu o protótipo aqui dentro da obra pra gente poder levar isso à frente. E o grande diferencial dessa obra É o aprendizado. Aqui você aprende, todos nós aprendemos todos os dias. Porque a própria obra, ela exige de você acompanhar a tecnologia. E eu sou fã da tecnologia. O cara falou, a máquina é melhor do que a Bobcat. Opa, vamos aqui, vamos ver como é que vai ser essa máquina. Então assim, a gente tem desenvolvido muita coisa aqui junto com todas as equipes encarregadas. Meus encarregados são muito bons. A disciplina da equipe, que é uma coisa que eu não abro mão, é a disciplina. Não é que o funcionário tem que ter medo do mestre, mas ele tem que saber que é o mestre que manda. Não precisa ter medo, precisa ter respeito. Aqui nós temos mais de 400 pessoas no canteiro de obra. Todo funcionário, do diretor ao servente do cargo mais baixo, lava seu próprio prato. Todos. Sem exceção.
E isso sirva de exemplo para outras empresas, não só do mercado de construção. Eu trago até trazendo um gancho, as pessoas em suas casas elas lavam seus banheiros, elas lavam seus pratos, enfim, elas cuidam das suas próprias limpezas. Por que que quando elas vão para as empresas elas precisam ter uma pessoa para lavar, enfim, para lavar e cuidar ali de outras coisas que em tese ela faria? Então esse é um exemplo, é um exemplo bem legal.
E a gente vê dentro da Constituição Civil que as pessoas olham para a Constituição Civil E eu não aceito que a sociedade chame nós de pião. Eu não aceito. Porque se chamar meu funcionário de pião, está me chamando também. Eu não aceito. Nós somos construtores. Nós, construtores de país. Esses carpinteiros que estão ali, esses pedreiros, esses ajudantes que estão ali, eles têm que ser muito respeitados. São eles que estão construindo isso aqui. Eles que estão construindo o país. Então nós, da Constituição Civil, somos construtores. Construtores de sonhos. Nós não pode ser chamado de pião. Não aceito isso.
Na verdade, o pedreiro, ele é um artista. A pessoa que está ali no dia de obra, ele é um artista porque ele está o tempo todo criando. Por mais que é tudo bem, eu tenho um projeto de um arquiteto que fez um projeto, mas a forma que cada profissional executa é diferente. Então cada um tem sua forma, por isso que ele é considerado de fato um construtor, um artista e também de encontro, isso que você está falando.
Você tem a ideia que dentro da Lotus eu tenho um mestre que eu criei mestre. Fiz ele de encarregado. E hoje ele está comandando a obra dele aqui do lado, como mestre. Então meus encarregados, a maioria dos meus encarregados foi eu mesmo que classifiquei. Eu dei direção a eles, ensinei, passei meu conhecimento para eles e hoje são encarregados. Aqui nós temos mais de 40 funcionários que já foram classificados de servente para armador, para carpinteiro, para auxiliar de moldagem, para várias funções aqui. Isso aqui que a gente tá vivendo nesse canteiro de obra é o sonho pra qualquer pessoa da Constituição Civil.
E eu vou deixar aqui, já vou deixar um convite pra diretoria da LOTUS, pra que a gente venha aqui mais vezes pra contar a história de outras obras, de outras pessoas. Isso é, pra gente, de uma avalia muito importante e inclusive essa fala que estamos tendo aqui agora. Eu tenho certeza que as pessoas que estão acompanhando pelas plataformas de áudio, que é onde tá a nossa audiência, que tomam muitas decisões, que vocês se atentem a esse tipo de conversa que estamos tendo aqui agora, porque acho que dessa forma, quando a gente ouve as pessoas que estão ali no dia a dia de obra, a gente de fato vai ter construções muito melhores.
Se você cuidar do funcionário, se você der um ambiente saudável para o seu funcionário, ele vai produzir.
Agora uma coisa importante, Tem gente que abusa?
Tem, mas aí é disciplina.
Aí é disciplina.
Aí é onde entra o encarregado, por isso que a gente... Você não pode colocar 100 pessoas, 50 pessoas pra uma pessoa comandar. Não vai dar certo. Então assim, a gente tem encarregados para todas as áreas. Por exemplo, eu tenho 18 carpinteiros e 4 ajudantes. Eu tenho um encarregado para tomar conta dessas 18 pessoas. Então ele é o disciplinador ali, o orientador. Viu o cara fazer alguma coisa errada? Vem cá, vamos conversar. E eu gosto muito de trazer as pessoas para conversar comigo na minha sala quando eu preciso. Então ali eu levo um papo com ele, falo o que está acontecendo, por que você caiu de produtividade, o que está acontecendo que você está faltando, chamo o rapaz da minha sala e converso com ele e vou entender o que está acontecendo. E falar pra ele, ô, aqui é um ambiente, aqui é assim, assim, a gente precisa de você, você quer ficar aqui com a gente, você não quer ficar, o que está acontecendo? Porque assim, muitas pessoas trazem seus problemas pessoais pra dentro do trabalho e isso gera um conflito. Então, a gente tem que estar todos os dias. Hoje, a maior dificuldade da construção civil são pessoas. Então, é você conduzir pessoas, você orientar pessoas. Ser líder, de verdade, é poucos.
E essa liderança, ela vem de dentro, né? Ela vem de dentro de casa. Porque, além de você ser um ótimo mestre aqui no dia-a-dia de obra, eu percebo também que você é um cara muito incrível na sua casa. Eu acompanho e acho que isso é importante. Eu costumo dizer que não dá para você separar, Cláudia, as duas, profissional e pessoal. Quando você é um cara querido, que você gera amor em casa e por onde anda, esse amor você também consegue trazer para o trabalho e geralmente a gente, eu costumo dizer que a gente dá A gente tem aquilo que dá, né? E você doa muito e como consequência você recebe.
Eu tenho duas paixões. Primeiro lugar, que eu sou apaixonado pela minha profissão. Isso aqui não se faz só por salário. O mestre de obra.
O trabalho devolve.
Exatamente. Se o mestre de obra for fazer uma obra, for assumir uma liderança de uma equipe e ele se preocupar pelo salário, ele não vai conseguir. A gente tem que ser apaixonado pela profissão. Tem que ganhar bem? Tem. Mas primeiro vamos fazer o trabalho. Fazer um trabalho bem feito que o salário vai vir.
Mestre, agora pra fechar esse bate-papo, qual que é a sua segunda paixão?
A segunda paixão é minha esposa. Tenho 26 anos de casado, deu minha parceira desde a minha trajetória, e se eu sou o homem que sou hoje é porque eu tenho uma mulher maravilhosa do meu lado.
Como que é o nome da mulher maravilhosa?
Elisângela.
Elisângela. Eu vou mandar um beijo pra minha mulher maravilhosa também, a Nath. Eu falo que minhas duas paixões, ela é minha grande paixão, mulher que me guia, que me sustenta, quando eu tô meio pra baixo e o trabalho é uma coisa também que eu gosto de produzir, eu gosto de, sabe, tá ali no dia a dia. Agora, tem mais alguma coisa que eu vou chamar uma pessoa só pra fazer o fechamento aqui junto com a gente?
Não, só agradecer a oportunidade mesmo. Fico muito feliz de você estar aqui e que essa seja a primeira de muitas.
A primeira de muitas, eu tenho certeza. Foi assim, a recepção de vocês aqui em Brasília foi sensacional. Agora eu queria pedir, alguém pode pegar uma cadeira que eu quero chamar a nossa amiga Hanna, que é arquiteta, só para ver como ela está aqui no dia a dia com o mestre. E eu costumo trazer gente para te estimular, porque o bate-papo não está sendo falado Aqui só por nós dois?
Exatamente.
A fotografia, gente, desse bate-papo aqui foi uma coisa improvisada, então perdoem a gente. Hanna, eu queria que você falasse um pouquinho da sua experiência, se apresente pra nossa audiência e falar como que é trabalhar com o mestre Claudio numa obra como essa. Pode deixar com o seguro pra você.
Ah, ótimo. Eu cheguei aqui bem no início, a gente ainda nem tinha essa estrutura toda de barracão. As pessoas já colocavam certa tensão, igual ele falou, entre a nossa relação, porque a rana é cabeça dura e o mestre é cabeça dura e eles vão botar pra quebrar aquela... naquela obra, mas no sentido ruim, achando que a gente não ia se dar bem. Mas foi totalmente o oposto. Eu conhecendo o mestre Cláudio, a primeira coisa que eu vi é uma certa semelhança com o meu pai, de fato. Aí eu cheguei nele, a gente se lembra muito desse momento, a gente chegou aqui no Bar da Corpo, visualizando a obra, E aí eu falei isso pra ele, falei, nossa, mas o seu jeito, assim, até a sua aparência também lembra muito meu pai. E a gente começou a conversar, a partir desse momento a gente, né, foi interagindo melhor ali. E a partir de então, esses dois anos, é meu grande amigo, de fato, a gente se dá muito bem. É claro, então vocês não tem nenhum problema no trabalho? Não. A gente discute, mas no sentido sempre de trazer o melhor para o empreendimento. Ele tem a opinião dele, que muitas vezes, por incrível que pareça, são bem semelhantes, né? Às vezes a gente tem opinião que aí a pessoa pergunta, Ana, qual é a sua opinião? Aí eu digo, é A. Aí pergunta pra ele, qual é a sua opinião? Sem ele saber a minha opinião. Aí a dele é A também. Então a gente nem diverge nesse sentido.
Rana, agora aproveitando, como que é a relação do mestre com os engenheiros? Fala pra mim, porque eu assim, aparentemente é uma obra, existe uma harmonia aqui nesse canteiro, assim, é de impressionar. Agora eu queria ouvir de você e não do mestre, como que é a relação do mestre com a engenharia?
Não, ele se dá bem com todo mundo. Com os engenheiros de produção, o Mike, o César, com o Aníbal. Ele é super respeitado, super respeitado. Então, assim, eu vejo que nas reuniões a gente tem reuniões de projeto toda quinta-feira à tarde. E ele é a figura ativa na reunião, né? A gente só começa quando o Mestre Cláudio chega. E, assim, a opinião dele é muito respeitada. E a interação com todos aqui é excelente, sabe? Mas tem discussões sempre. Mas a gente sai da sala de reunião já com tudo apaziguado, com tudo resolvido. E isso é muito gratificante pra todos nós, né?
É, e gratificante também pra mim poder contar um pouco dessa história. Parte dessa história, porque a gente vai, como eu falei, a gente vai marcar um novo encontro pra conversar mais sobre histórias de obras, pra falar desde essa parte de acesso, né, de tecnologia que a gente tem dentro das portarias, porque também quando você não tem uma boa gestão, uma parte fundamental desse processo são as portarias, né, e o que que eles passam? Até para evitar que a obra atrase, porque muitas vezes quando você tem problema de documentação, problema de gestão de portaria, como isso impacta no dia a dia. Então a gente vai falar também de logística, porque não adianta você ter, ah, eu tenho que entregar esse projeto, você tem o mestre ali que está tentando fazer a coisa acontecer, se todas as áreas não conversarem entre si, para que a gente tenha de fato uma boa execução, falando de forma global. Então, só pra você resumir, a gente tá fechando agora. Queria que só que você fizesse aí, deixasse um abraço pra nossa audiência e deixar o convite aí pra que a gente venha outras vezes pra contar as histórias aí, não só do mestre Cláudio, mas também de outros profissionais que estão aqui tocando a obra no dia a dia.
Só tenho a agradecer demais a vocês por terem vindo aqui, conhecer nossa obra, nossa história. E, assim, igual você falou aí, você viu aqui que existe uma paz aqui dentro do canteiro de obra. E isso é mérito do nosso trabalho, do nosso dia a dia. O mérito de cada um. Desde o diretor Paulo, o gerente Aníbal, o gerente César, o gerente Mike, a futura engenheira Marcela que é auxiliar de engenharia, o Nicolas.
Tô torcendo por você viu Marcela.
A gente tem uma convivência muito boa mesmo. E isso junto com os donos. O Rui e o Luiz, eles participam da obra. Não é uma empresa que você não conhece o dono da empresa. Não, o dono da empresa vem na obra. O dono da empresa conversa com você. E aí, de acordo com que ele faz isso com a gente, a gente passa isso pro campo. E aí a gente acabou de ter uma festa que a Lotus promoveu para todos os funcionários, o Arraiá das Festas Meninas da Lotus. Isso foi para todas as obras, foi gratificante. Toda a equipe ficou emocionada com a festa. A gente só tem a agradecer com vocês e que a audiência seja muito boa e que seja a primeira entrevista de muitas.
Sim. E quero deixar um abraço para o Rui e para o Luiz e também agradecer ao apoio da UMA Construction, que é um parceiro aqui do Constricast desde o início. Eu, Paulo, particularmente, a gente tem uma relação com a UMA desde 2009, e as soluções que eles estão trazendo para cá também são parceiros. Um abraço especial para você, Flávio, meu irmão, meu parceiraço. E vamos juntos fazer história aqui no ConstrueCast, a voz da construção.
Obrigado. Bom, bom, prazer.
Você inspira qualquer um, viu?
Obrigado.
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