A vida de uma Estudante de Engenharia | ConstrueCast

Giovana, a 22-year-old civil engineering student, spent a year working on-site during assembly of Latin America's largest Ferris wheel. She talks about seeing a female engineer at a construction site as a kid, working since age 16 while studying, and her TCC comparing cable-stayed systems on the Ferris wheel and a bridge.
Questions this video answers
22 anos.
Décimo semestre (quase formada).
Cerca de um ano durante a montagem mecânica.
Estudo da instalação de cabos estalhados em obras especiais (comparando a Roda Gigante e uma ponte estaiada).
Dia 10 de outubro (ela afirmou que vai palestrar na faculdade dia 10).
Chapters
Sejam bem-vindos ao ConstrueCast. O episódio de hoje é um oferecimento produtora Infinity Plus. Está no ar mais um episódio do Constrycast e hoje eu tenho a honra de receber uma estudante de engenharia quase engenheira já. E ela vai contar tudo sobre a trajetória da faculdade, desafios encontrados e como ela superou cada obstáculo. Então, para você que é estudante ou até que está aí ainda pensando em fazer engenharia, pega o caderninho, anota tudo, que hoje a nossa convidada vai dar uma aula pra vocês. Giovana, seja bem-vinda ao nosso podcast. É o ConstriCast, né? O podcast da Indústria da Construção, Arquitetura e Engenharia.
Bom, primeiro, parabéns pela iniciativa, né? E obrigada pelo convite. Eu espero transbordar um pouco na vida de vocês hoje, só com as minhas experiências até agora, né? Então, é isso. Bora, fica ligadinho aí, assiste até o final.
Bora lá. Ah, já queria pedir também pra que já comece aí a criar um movimento, compartilhar esse material pra outras pessoas, nos atingir o maior número possível, né? Antes de começar, eu queria primeiro, qual que é a sua idade?
Tenho 22 anos, Paulo.
Tá, então se apresenta um pouquinho, só pra nossa audiência te conhecer, pra gente começar esse bate-pato.
Bom, eu sou a Giovana, tenho 22 anos, estou finalizando a engenharia civil agora, décimo semestre, elaborando um TCC aí fora da curva, né, e inclusive Já tive boas experiências aí no ramo da engenharia, então, vocês vão saber um pouquinho mais ao longo do podcast quem sou eu, quais são os meus princípios e propósitos de vida e como profissional, né? Então, essa sou eu, Paulo, eu sou uma pessoa assim.
Então, Giovana, para iniciar nosso bate-papo, eu queria assim, de onde partiu, por que esse interesse para começar essa jornada na engenharia?
Bom, tem... Assim, né? Eu escolhi engenharia quando eu tinha 13 anos de idade. É. Escolhi. Literalmente, escolhi.
Escolheu, assim?
Por como, por quê e quando, né? A minha família, boa parte é mineira, e a gente sempre fazia viagens ali em meados de julho pra Minas de carro. Então, a gente passava 12 horas de trajeto ali de estrada, né? E o meu pai, ele sempre foi apaixonado por construção também, essa parte de elétrica, então ele sempre fez algumas coisinhas ali. E eu lembro, nesse dia a gente tava indo pra Minas e a gente ficou parado 4 horas durante o percurso da viagem. Tinha uma obra de barragem sendo feita do lado e a gente parou bem em frente a esse canteiro, né? Inclusive foi por isso que teve a parada ali de quatro horas de percurso. E eu fiquei indagada, porque eu vi uma mulher. Eu vi uma mulher ali de capacetinho branco, assim, eu lembro, eu lembro, assim, eu tenho uma imagem na cabeça. E eu perguntei pro meu pai, eu lembro da pergunta que eu fiz, pai, mas o que é, por que essa mulher ia aqui no Estranho, né? Ele, não, ela é engenheira, e ela é que tá comandando esse equipe inteira aí de pessoas, de maquinaria, e eu falei, cara, é isso que eu quero ser.
Nossa, que legal!
É isso que eu quero ser, e aí meu pai falou assim, pô, então que massa, então vamos investir nisso. Aí, com 15 anos, eu comecei o curso de projetista, em inglês técnico na época, Já porque eu já tinha decidido aos 13 o que eu queria ser hoje, aos 22.
Que interessante. Giovana, e já falando um pouquinho do início aí, da sua inserção já na faculdade, quais os principais desafios encontrados, né? Desde o processo ali pra escolha de faculdade, enfim, emprestar vestibular. Assim, você vem de uma família...
Simples.
Simples, enfim.
Simples. São sonhos grandes. Eu digo que você escolher ser alguma coisa no meio que você vive, dependendo do meio que você vive, é algo que é... Às vezes você vai sofrer ali julgamentos e tudo mais. Eu lembro que quando eu comecei a engenharia, o pessoal falava, pô, mas é um curso difícil. Você vai conseguir passar numa federal pra fazer, você vai conseguir pagar uma faculdade. Então, tipo assim, antes de começar a engenharia, já tive essas dores.
Mas isso partia de quem?
Assim, de amigos da escola, porque eu sempre estudei em escola pública, né? Eu moro na Zona Leste de São Paulo, mas eu sempre fui fora da casinha ali, sabe? Porque tinha uma boa estrutura.
Você estava naquele, você pertencia àquele meio, mas assim, fisicamente falando... Mas mentalmente você não se enxergava ali, você tava vivendo fora.
Exatamente, exatamente. Então, essas foram as primeiras dores, né? Assim, falando de social, social. Depois entra aí dentro da engenharia, porque eu trabalhava... Eu comecei a trabalhar aos 16 e comecei a conversar aí com 18 em engenharia. Então, eu trabalhei no McDonald's, né? Eu comecei como jovem aprendiz aos 16 anos. Escola, hein? Exatamente. Então, eu trabalhava, estudava e já tava me preparando pra poder fazer engenharia civil. porque eu já tinha escolhido. Então, além dessas dores aí social que nunca me afetaram em nada, em nenhuma escolha.
Mas aí eu quero chamar a atenção pra um ponto. Tudo bem, quando você tinha aí, tinha essas pessoas que, de alguma forma, tentavam, né, assim, criar um empecilho na sua mente.
Inconscientemente, sim.
Mas você tinha do outro lado, de repente, da família ou de outro ciclo de amizade, talvez, alguém que te incentivava? Giovana, se você quer, meu, vai atrás, faz acontecer, enfim.
Ah, eu tive a minha mãe. A minha mãe sempre me incentivou. Faz. Não importa como, não importa o que você tenha que fazer, o que você tenha que sacrificar, faça. Porque os meus pais sempre souberam dessa vontade. Então, os meus pais, eles estavam sempre ali, né? Então, eu faço.
Então, você entende... Assim, eu tô chamando a atenção pra esse ponto porque, assim, a palavra tem poder.
Sim.
Você sabe. Então, às vezes, as pessoas falam, né? Aquele papo de coach, às vezes, que as pessoas... Ah, você quer fazer a diferença, acorda cedo e tal.
Sim.
Eu entendo que é importante acordar cedo, ter vontade e tal. Mas se você não tiver uma base, muitas vezes, de amigo ou de parente, de família ali pra te incentivar, pra te ajudar... com, sabe, com direcionamento, com... Bom, é exemplo disso, né? Se você pegar a Creuza Soldadora, que você assistiu ao podcast dela, que dormia três horas, ela tava no meio, assim, ela tava inserida no ramo de medicina ali, né? De enfermagem. Mas ela, assim, num bate-papo com um colega dela, ela identificou, não, peraí, não, eu quero ir pro ramo de solda, de construção civil. Foi uma escolha. Foi uma escolha. Então, nesse sentido, eu queria que assim, como que foi pra você? Tudo bem, você tinha ali, de um lado, as pessoas que, ó, é muito difícil, do outro, da sua parte, você tem, tem e teve incentivo, né? E durante esse processo agora que você já está quase se formando, Como que você sente assim, sei lá, como que você vê aquelas pessoas que de repente desacreditaram de você ou tentaram lá no começo, ó, não vai que é difícil.
Olha, eu procuro, assim, nem ter mais o contato, enfim, já estou, assim, em outra frequência, então isso pra mim hoje, assim, é bem relevante, sabe?
Gostei de você.
Bem relevante pra mim, não... se vim falar comigo, ok, obrigado, tenho, posso, sabe? Mas, assim, não procuro mais me conectar e nem manter a conexão com essas pessoas. Enfim, passou, é isso. Estamos aqui hoje, né? Enfim.
Não, isso é importante. Isso é bacana, você ter essa consciência.
E nunca me influenciaram em nada. Eu nunca deixei nenhuma opinião me influenciar em nada.
Isso é muito bacana, porque... E você ter essa consciência que mudar é importante, mudar de ambiente, mudar de conexão, ou seja, muitas vezes você tem boas conexões, mas, ah, tudo bem, ela continua sendo ali suas... conexões, mas assim, você está indo atrás de outras conexões que vai te levar para o próximo nível. Isso é importante. E como é a vida de um estudante de engenharia e quais os maiores desafios?
Olha, sensacional. Eu falo porque hoje é tudo muito mais fácil para mim, né? Porque eu sempre estudei muito... Meus estudos sempre foram muito intensos. Eu estava comentando até com a Gabi aqui antes. que eu passava 12, 13 horas dentro do quarto, gente. Parecia loucura. Estudando intensamente cada assunto, e de um assunto eu ia para outro. Então, para mim, sempre foi fácil manusear a engenharia, provas mesmo. Eu ia para a obra da roda e lá eu saía tipo 7 horas da noite.
Contextualiza a obra da roda.
Contextualizo. Para quem não sabe, eu fui auxiliar de engenharia civil dentro do canteiro de obras da maior roda gigante da América Latina. E eu passei durante a montagem mecânica um ano. Passei um ano durante a montagem. E vou falar mais sobre isso depois, mas eu quero voltar aqui.
Ótimo.
Então eu saía da obra e chegava tipo uma hora e meia atrasada na aula. e fazia a prova ali em 20 minutos, e eu tinha estudado meia hora na semana. Então, era absurdo. Por quê? Porque eu já tinha uma base lá atrás. Então, tipo, 2021, 2020, que foi época de pandemia, eu ralei. Então, eu estudei muito, eu fui pro próximo nível, mesmo sem estar no semestre propriamente dito da matéria, então eu já tava ali por dentro. Então, pra mim sempre foi muito fácil a parte de teoria da faculdade. A questão de trabalhar na área também sempre foi muito fácil, porque eu sempre tive o senso de eu sou. Sabe? Isso é muito importante. O senso de eu já sou.
Só que você fazia acontecer.
Exato. Por isso que é importante a gente ter essa noção de teoria. Se a teoria não tem aplicação, ela é só uma teoria. Então, eu buscava transformar toda essa teoria em prática ali, estar sempre executando alguma coisa. Então, pra mim, esse processo de como é que é ser uma estudante é maravilhoso, cara. Eu amo o que eu faço, eu tenho paixão, eu tenho gosto de ensinar, de aprender, sabe? De descobrir o novo, de porquê e como, e o que eu tenho que fazer pra isso virar em grande escala, pra que entendam que isso é importante, que tem um legado. Isso, para mim, é ser estudante de engenharia. É muito mais do que teoria, sabe?
É o que eu quero.
É o brilhar os olhos. E agora eu quero fazer isso com as pessoas.
E aí, nesse processo de formação e depois de construção de carreira, o que eu vou deixar de legado? Que marca eu quero deixar? Então, assim, não é fazer por fazer, sabe? Então, é isso que eu vejo em você. Por isso que a gente tá aqui batendo esse papo. Tem que estar aqui, né?
Tem que estar aqui. Tem que estar aqui e isso é importante demais.
E é legal ver esse brilho no olho que você tem, sabe? Eu acho que, enfim... Eu até chamo atenção aqui, quem quiser visitar uma obra comigo, me manda mensagem aqui. Alguém, quem quiser ir com você, já fez isso?
Já fiz isso.
Quer convidar alguém? Coloca nos comentários, eu quero, enfim.
Isso aí, coloca aí que hoje eu também tenho as minhas obras hoje, né?
E vamos falar sobre isso.
Mas enfim, eu tenho as minhas obras e também eu fico... Eu dou essa oportunidade aí para o pessoal.
E nesse assunto eu vou trazer, assim, eu recebi algumas perguntas vindas das redes sociais e tal, aí a gente vai entrar nesse ponto. É, tem bastante assunto aí, galera. É... Giovana, e existe áreas específicas da engenharia que te despertam maior interesse, assim?
Existe.
Quais?
E uma que eu já escolhi há muito tempo, que é pontes.
Pontes.
Pontes e viadutos, é.
Por quê?
Grandes obras, visualmente. Eu falo visualmente, né? E tem um grau maior de complexidade. Então, tudo que é mais complexo e mais... Assim, eu tenho interesse. Então, desde quando eu comecei a engenharia, eu já escolhi. Eu quero ser especialista em grandes obras, grandes estruturas, pontes, viadutos. Não é à toa que eu fui parar na Roda Gigante.
Na Roda Gigante. Mas por que nessa parte infra, assim, de pontes?
Por ser complexa. Por ver poucas pessoas fazendo. Então, isso já me despertou um interesse em me aprofundar nesse assunto.
Você sabe que eu participei da construção da ciclovia da vida? Não sei se você conhece. Que é lá em... No Espírito Santo.
Ai, que legal.
Tinha uma ponte existente de quase quatro quilômetros. De extensão. E eu fui fazer um trabalho, né? Junto com a Gerdau. Pra falar da quantidade de aço utilizado. Então, você tem a ponte. Se eu não me engano, eu lembro agora. Eu não vou falar de termos técnicos aqui pra não... Enfim.
Não comprometer.
Não comprometer. Mas foi construída uma ciclovia com estrutura metálica, né? Ligada nessa estrutura de concreto. E sim, uma obra linda que vale muito a pena você conhecer. Inclusive, eu vou trazer o engenheiro responsável pela obra aqui pra bater um bate-papo, fazer um bate-papo junto comigo.
Que massa.
É muito legal.
Gostei. Gostei.
E você já visitou alguma ponte, por exemplo, a construção de alguma ponte em balanço sucessivo?
Não, nunca.
Conhece a solução construtiva em balanço sucessivo?
Pouco.
Tá, então eu vou te convidar para ir comigo naquela obra que está sendo construída ali na Castelo Branco.
Inclusive estou... Estou envolvida, mas não diretamente com essa obra de arte especial aí, mas com a empresa que está construindo, que está fazendo o gerenciamento, a concessão.
Nossa, que legal.
Hoje eu estou nesse nicho de pontes e viadutos também do Rio de Janeiro e São Paulo.
Ah, vale a pena, assim. Então, como eu já estou falando, como.
Eu faço acesso, a gente pode conversar pra entender.
Então, por exemplo, o balanço sucessivo é um sistema construtivo que eu amo de paixão, assim.
É esplêndido, né?
É, pela forma como as coisas vão acontecendo, né? Todo mundo que passa, mesmo que não é engenheiro, fala, nossa, como que isso tá acontecendo?
Se questiona.
Né? Nossa, a obra tá avançando, não tem escoramento. Enfim, é bem legal. Eu tenho agora uma outra pergunta aqui. E quais foram os projetos e atividades mais marcantes da sua vida nesse processo de formação? Ainda eu não queria que você entrasse nessa questão das suas obras.
Não, isso aí a gente deixa à parte. Mas hoje foi a Roda Gigante. Apesar de ter sido um projeto de origem China, não foi feito aqui no Brasil, mas a construção dela foi algo que me fez questionar ali muitas coisas. Teve muito processo criativo dentro da obra, o Roger deve ter até comentado.
Sim.
Que teve muitas criações dentro do canteiro. Então, respondendo a pergunta, o que mais me fascinou, assim, mais complexo foi essa experiência da Roda Gigante.
E essa participação que você teve na maior roda gigante da América Latina, você acha que isso foi um divisor de água e, na verdade, será um divisor de água para o sucesso aí no seu início na engenharia?
Foi e será. Tenho certeza. Eu já tive muitas oportunidades de acesso a pessoas, a lugares, por conta da experiência. Tanto que até eu retorno ao Roger e falo, pô, Roger, olha que legal isso aconteceu. Obrigada. Então, eu tenho esse senso aí de gratidão também. Enfim, abriu muitas portas pra mim.
Isso é muito legal, né? E essa questão da gratidão é importante. Eu sempre falo aqui, seja grato.
Seja grato.
Seja grato sempre. Eu queria... Eu tenho uma pergunta aqui. Que agora eu queria... Bom, vamos entrar mais no dia a dia de obra, né? Primeiro eu queria só finalizar essa parte da Roda Gigante. Qual foi o momento ali da Roda Gigante que mais te marcou? Eu sei que foram vários, mas deve ter algum específico. O cara... Ah, no momento, de repente...
O sentimento de gratidão ali foi quando a gente conseguiu fechar os segmentos sem nenhuma difusão de... de metragem ali, né? A gente conseguiu encaixar o aro perfeitamente e torquear o parafuso ali sem nenhum erro, nenhum desvio de medida.
E eu tenho uma pergunta de uma amiga, né? da academia, ela também é engenheira, e ela falou, ah, faz você dar uma pergunta pra ela, vou perguntar.
Manda.
Durante a sua passagem ali pela Roda Gigante, esse tempo que você ficou, você participava ativamente, assim, de reuniões, às vezes assim, ah, tinha que solucionar um problema ali.
Sim.
Você participava, né, junto com o Roger e com outros engenheiros mais experientes, assim?
Sim.
E como era a sensação, assim, o que você sentia naquele... É. momento, porque tô chegando agora e já tô participando de um momento desse, assim.
Eu sentia uma grande responsabilidade. Qualquer ato que eu falasse ou eu falasse, não, vamos por aqui, vamos fazer isso, poderia... Entendeu? Então, por estar se formando, por estar aprendendo ali, eu estava fazendo a cadeira de estrutura de madeira e aço enquanto estava na roda. Então, eu já sabia coisas... Enfim, era muito insano, porque qualquer comentário, ou tipo, Roger, eu tenho certeza que é isso. Por exemplo, a gente foi fazer um cálculo lá da estrutura, enfim, do pórtico, e daí eu falei algo, e ele disse, Mano, tu tem certeza? Eu falei assim, eu tenho. E a gente seguiu no método, no método lá era um cálculo simples, mas era um cálculo e a gente seguiu neste método. Então, entende? A grande responsabilidade... A gente tinha, a gente usava SAP 2000 lá na obra, a gente usava o Autodesk. Enfim, a gente usava todo o sistema da Autodesk BIM para poder fazer qualquer modificação, alteração na infraestrutura para a montagem. Mas era um senso de responsabilidade muito grande, o que eu já senti aí há muito tempo.
E agora uma outra. Eu tô pegando muitas perguntas, tá? Vindas da internet. Eu tenho outras depois.
O pessoal tá engajado.
Como você acha que a engenharia está se adaptando às mudanças tecnológicas? E como isso afeta vocês, estudantes?
Olha, é impactante ver que hoje a gente tem vários métodos construtivos saindo um pouco de estrutura metálica. Eu falo até de construção a seco, que eu vi que o Elon Musk lançou até uma empresa que vai fazer construção modular.
Sim.
Eu acho que tem sido impactante esse crescimento, mas poderia ser melhor, com certeza. e vem afetando na gente no sentido de, por exemplo, se especializar mais, né? Eu acredito que a nossa cadeira hoje, ela tá muito... ela tá muito... como é que fala? Não posso dizer. Enriquecida, poderia a gente abrir aí métodos agora dentro da cadeira de engenharia, por exemplo, steel frame, a gente poderia falar mais do steel deck, a gente poderia falar mais da construção a seco, poderia a cadeira de estrutura metálica ser mais intensa. Então, é esses déficits que eu vejo hoje que impactam na gente como estudante de engenharia nesse sector.
É, isso é um grande desafio, eu entendo também. Enfim, eu não sou engenheiro, tá? Mas eu tenho muitos amigos e amigas engenheiras, eu tô no mercado há muito tempo. Então, assim, eu vivo canteiro de obra, eu vivo engenharia e enfim... E outro dia eu tava conversando com o Luiz Henrique Ceotto também, que é um mestre, um grande... Um cara muito ousado na engenharia e até uma... Eu sempre falo aqui. Ele fala que os engenheiros, né, mas eu não vou levar isso não só para os engenheiros, mas no geral, que os engenheiros têm preguiça de pensar. E falando de tecnologia, o grande desafio é quando as pessoas ficam muito presas à tecnologia, uma hora isso pode falhar.
Sim, processo.
E para você, como funciona isso? Essa questão do, ó, tudo bem, eu uso a tecnologia, mas eu não sou refém da tecnologia. Como que funciona isso pra você?
Tive poucas experiências na qual eu tive que criar algo. Porque hoje é muito processo. Então, você vai trabalhar numa construtora, é processo que você tem que seguir. Você não pode chegar ali, olha, mas eu tenho esse método aqui, ele é melhor. Eu tenho esse cálculo aqui, ele é mais eficiente do que esse. Mais rápido a gente consegue ser mais assertivo. Então, eu acredito que assim, Eu tive poucas experiências em poder mudar, mas quando pude, eu fiz. E quando foram abertos as oportunidades para poder mudar, eu também sugeri e ok. Exemplo disso foi na roda também. A gente criou muitas coisas lá.
É, o Roger falou dessa questão que assim...
Isso foi gratificante para mim. Poder criar é muito mais importante do que seguir processo. Então, a gente tem que parar de pensar em processo e começar a virar um protagonista da engenharia. Novos métodos, novos caminhos.
Porque você começa a criar, na verdade, novos processos através de um processo já existente.
Através de um processo que já existe, exatamente.
Então, que é a base da filosofia, né? Ou seja, você acaba nascendo novos pensadores a partir... De um que já existe. De um que já existe. Agora, entrar também em um ponto meio desafiador, uma coisa meio chata. Você já sofreu algum tipo de preconceito encanteiro?
Ah, muito. Não vou mentir, nem vou me vitimizar nesse assunto, mas já.
Tá, como que foi pra você? E assim, não precisa citar o que exatamente, mas... Posso dar situações? Claro! Como que foi a situação, assim?
Vou dar uma situação esporádica que aconteceu, não comigo, porque... Vou explicar o porquê, tá? Em 2021, eu fiz o meu primeiro estágio em obra vertical, de 22 pavimentos, na Zona Norte de São Paulo, e eu tava como estagiária, né? Só que como eu falei pra você, o meu posicionamento nunca foi de estagiário, sempre foi de engenheiro da obra, sempre, claro, sempre muito humilde, muito aberta ali, né, a galera, mas meu posicionamento sempre foi firme. E aí, numa dessas, né, eu tava acompanhando a concretagem da laje, do 14º, do 14º pavimento, e aí alguém comentou alguma coisa, ah, não sei o que, a Bruna, a Bruna era uma... uma funcionária da construtora, responsável pelo administrativo ali. E desenharam ela na parede do banheiro, assim, de uma forma, né, escrita algumas coisas lá. Não foi comigo, mas eu senti a dor dela. Daí eu cheguei pro técnico de segurança e falei assim, olha, quando é que é o DDS aqui? De novo. Posso fazer um amanhã? Assim, sem cronograma? Ele falou, pode. Eu juntei, tinham 167 funcionários lá. 167 operários da obra. E eu falei assim, quem aqui foi o responsável... Quem aqui foi o responsável por essa ridicularidade dentro do local de trabalho com a Bruna? Ninguém. Eu falei, e se fossem a filha de vocês que estivessem aí nesse ramo, experimentando algo novo, trabalhando, querendo vencer na vida, e alguém fizesse isso com a filha de vocês, dessa maneira? Daí eu consegui fazer com que todo mundo abaixasse a cabeça e pensasse. Então eu comecei a trazer dor e trazer a situação com que eles se sentissem. Eu sei que não foram todos, eu sei que foi um.
Sim.
Mas então, eu já passei por esse tipo de situação. Mas não diretamente comigo, mas com outras pessoas. Eu nunca passei por isso. Claro que a gente tem, as vezes as pessoas falam, ah, mas não sabe de nada, ah, é mulher e tal, mas eu...
Isso é normal, já passa a batir.
Mas quando aconteceu, eu peguei a dor, transformei... Peguei a dor, coloquei ela ali no meio, transformei em dor de novo pra eles e falei assim, eu quero saber quem foi.
É interessante trazer essa reflexão, né? Para ele. Porque, assim, se fosse de repente a filha, né? De um dessas pessoas.
Exatamente. Então, eu comecei a trazer essa dor para que eles entendessem que isso não é legal. Você está em um lugar de trabalho, sabe? E se fosse comigo, meu Deus, eu não sei o que você seria capaz de fazer.
É, ambiente de... Eu falo, né? Que ambiente de obra não é para amador.
Não é para amador, gente. Por isso que eu dou até uma dica aí. Vai estagiar em obra, se posiciona bem, firme. Sabe? Se posicione firmemente. E acabou.
E ainda nesse processo de formação, para a gente encerrar e mais para as perguntas aí da internet, durante o seu processo de formação, principalmente nessa parte industrial, ou seja, de processos de construção ágil, você teve muito contato com estrutura metálica e madeira? Ou seja, quanto tempo você teve nessa disciplina?
Você fala que eu trabalhei com esse ramo, né?
Não, na verdade é assim, na parte de estudo. Qual o contato que você teve, e se não foi suficiente, onde você buscou mais conhecimento para, de repente, se desenvolver mais?
Então, eu tive seis meses, o padrão de universidade hoje que a gente faz.
Que é triste isso, né?
Que é triste, que é lamentável. Porém, as minhas conexões me elevam. Eu tinha amigos da McKenzie, da Unicamp, e o Gustavo, inclusive, é um amigo meu que sempre teve muita frente também em estrutura metálica, porque ele gosta. Ele me disponibilizava alguns arquivos da Mackenzie mesmo, dissertação, algumas partitas, ele mandava eu reagir, a gente fazia bate-papo, sábado, de manhã às 9 horas da manhã a gente fazia uma vídeo, e sempre estudava esses assuntos, não só estrutura metálica, mas vários, então tipo, as minhas conexões elas me elevavam também. Não era só o que eu tinha ali na faculdade em si. Então, eu sempre tive amigos que estavam ali querendo transbordar conhecimento em alguma área. E eu fiz isso em concreto, a gente fez aula de concreto, a gente fez aula de estrutura metálica agora, depois da experiência da roda gigante que eu tive que fazer o TCC.
É, e o seu TCC, ele está sendo na... Você está usando a Roda Gigante com tese?
Sim, a gente pode falar sobre isso também. Qual que é o tema, né? O tema é o estudo da instalação de cabos estalhados em obras especiais. Eu trouxe ali para o TCC a ponte estalhada, a Otávio de Freitas, de São Paulo, mas a Roda Gigante estalhada. Eu quis trazer, porque elas têm o mesmo sistema estrutural, que são os cabos de estalhamento. Não é distribuído, claro, em momento, em engenharia, em mapa de calor e força ali, a mesma coisa, mas elas são similares no método de sistema estrutural. Então, eu peguei as duas ali. E fui dissertando, né? Olha, a roda gigante, ela tem esses componentes estruturais, a ponte tem esses componentes, e elas têm isso em comum, né? Enfim, tá em desenvolvimento aí, vocês vão saber mais porque eu vou palestrar na faculdade dia 10 de outubro, e vou falar sobre os aspectos técnicos do TCC mais a roda. Então, acompanha aí.
Você me deixou curioso agora.
Acompanhei. Exatamente.
Eu tô aqui agora, fiquei curioso. Na verdade, pensando nas semelhanças, né?
Exatamente. Porque você vê que tem o mesmo sistema de... É o mesmo sistema estrutural. É os estais, é o cabo, é a torre. A gente tem a torre da Roda Gigante, tem as torres diagonais e verticais ali. A gente tem o mastro da ponte. A gente tem o tabuleiro. Enfim, no tabuleiro, na Roda Gigante, seriam os aros, entendeu?
É, eu fico aqui pensando, né?
Então, tem, tem muita semelhança.
É que eu fico vendo a roda girando, né? Então, as coisas... A ponte está fixa, né?
A ponte está fixa, exatamente.
Então, é nesse sentido que... E é.
Um cabo flexível, né?
Você pode falar um pouquinho mais de onde surgiu essa ideia de usar a ponte estalhada, que é um ícone aqui em São Paulo, né? Inclusive está próximo ali da Roda Gigante também.
Sim, bem pertinho. Que é o antigo cartão postal de São Paulo.
Antigo!
Então, gente, já começa por aí, né? Que eu já falei, pô, não tem nenhum TCC de roda gigante no mundo. Eu pesquisei, gente. Pesquisei Brasil, pesquisei fora e não tem. Então, estar fazendo isso pra mim está sendo, assim... Desafiador. Quem acompanha minha rotina no Instagram vê que há cinco e meia da manhã eu tô lá postando coisas que eu tô fazendo. Enfim, entrando mais no detalhe, né, eu descrevi lá no TCC os componentes estruturais de cada um da ponte, da roda gigante, origem, né, origem de cada um deles, o sistema de cabos, o método de sistema de captação de água dos cabos que tem ali o PAD, né, enfim. A conclusão final, né? Vai ser mostrar ali que o método construtivo delas são similares e realmente são. A única coisa que vai mudar... Eu não vou entrar na parte de cálculo, tá? Eu vou entrar só na parte de instalação mesmo, né? Como é que eu vou colocar esse cabo aqui? Porque quem viu a roda gigante, ela teve os suportes temporários ali, antes de receber... os cabos de estalhamento, antes de torquear, porque os cabos já estavam lá, perdão. Então, ela recebeu uma estrutura provisória, é isso que eu vou explicar lá. Então, a ponte é feita tabuleiro, aí você tem o mastro, e aí você começa a fazer a parte de tensão com os cabos para poder fazer a sustentação da torre, do tabuleiro. A roda gigante, ela precisou de uma estrutura provisória, que foi o suportes, para poder montar o aro. Para manter o ar, são os cabos de estalhamento, que as estruturas provisórias foram retiradas. E é isso que eu estou colocando lá, que durante o processo de montagem, a gente tem as cargas que são do peso próprio da estrutura, a gente tem as cargas que são laterais, que são de vento, durante o processo de construção, enfim. Se eu entrar mais aí, eu vou abrir aqui o TCC.
Não, não abre não.
Deixa quieto. Tenho até medo de alguém pegar e me der. Mas brincadeira, enfim. Então, está tudo lá. Eu coloquei as partes que são de risco. A implantação do pórtico lá, enfim. Tem tudo isso lá e vai ser publicado aí dia 20 de dezembro, mais ou menos.
Antes da gente mudar o assunto, você tem algum conselho que você gostaria de deixar aqui para os estudantes de engenharia?
Tem vários. Tem muitos.
Então, fala alguns aí.
Bom, o primeiro de todos que é o que eu uso pra minha vida profissional hoje é faça diferente, seja diferente, mude o caminho, saia do óbvio. Eu quero tanto, tanto passar isso pro pessoal, estudante de engenharia, formado, enfim, porque tem os engenheiros também que me procuram que são formados também. Então, não é só os estudantes, mas pra todos. Fuja do óbvio. Isso eu aprendi com o Roger. Saia do caminho que é óbvio, Giovanna. Tá todo mundo fazendo isso. Ele usa muito o conceito do oceano azul, né? Então eu tô aprendendo a aplicar isso. É difícil? É difícil. Mas procure sair do óbvio, sabe? Procure caminhos novos. Acesse pessoas diferentes. Inspirem-se em pessoas. Sejam humildes em mostrar que vocês não sabem, que vocês querem aprender. que vocês querem estar perto de pessoas que vão te fazer crescer. Então, esse é o meu conselho hoje para você que quer fazer algo diferente e ser inovadora no mercado daqui a alguns anos, que é o que eu fiz lá atrás, em 2019.
Gente, esse é o conselho de uma garota de 22 anos.
E eu posso contar rapidinho como é que eu acessei o Roger? Eu vou contar aqui. Em 2019, quando eu comecei a engenharia, eu já tinha esse pensamento grandioso de fazer ponte, e todo mundo falava, fazer ponte. E aí eu comecei a pesquisar no Google mesmo, as 10 construtoras que fizeram obras mais desafiadoras no Brasil. Aí apareceu o Valles Compacta Sul, aí a Direcional na época, que eles faziam obras de grande porte, aí no método convencional. Só que aí, olha que maluquice, né? A gente se conecta com várias pessoas, mas nem todas vão ser recíprocas, nem todas vão te responder. E não é por isso que você vai parar. Então eu conectei com o Roger, eu vi lá que ele fez um muro de contenção gigantesco no Rio Grande do Sul, vale a pena até dar uma olhada, que foi o maior muro de contenção lá da região que ele fez, acho que foi em Novo Hamburgo, se eu não me recordo eu preciso dar uma olhada de novo, mas pesquisem lá no Instagram dele, tem as fotos. E eu falei, meu Deus, esse cara é alguém que eu quero me tornar. E aí tem essa questão de modelagem, né? Eu peguei dez engenheiros na época de 2019 e comecei a me modelar. Daí eu falei assim, oi, tudo bem? Qual o seu conselho que você daria hoje pra mim, início de 2019, lá em fevereiro? Qual o conselho que você daria pra mim? Porque eu quero ser alguém igual você. Nossa, eu quero fazer isso, eu quero a minha empresa fazendo isso, eu quero ser assim, eu quero trabalhar pra alguém, eu quero trabalhar com você um dia. Porque eu achei sensacional, sabe? E eu vi um vídeo da Compacta, que é da Compacta Sul, e eu vi um vídeo dele lá, e eu falei, meu Deus, olha isso aqui, esse equipe, e ele de capacete branco, passando ali, direcionando, é isso que eu quero ser. Modelagem, gente, modelagem. Não cópia, modelagem. Daí, eu entrei em contato com ele e ele, olha, faça diferente. Isso em 2019, o que é fazer diferente, né, meu? O que é fazer diferente?
Hoje você sabe?
Hoje eu sei. Fazer diferente. Por exemplo, vou dar situações esporádicas aqui. Eu pego o pessoal da minha sala, tá? Pra dar um exemplo. Ah, mas eu não consigo, e é muito difícil, e não sei o que. Mas por que que é difícil? Mas por que que não consegue? A gente pode tudo. A gente tem o poder de tudo. E aí eu começo a tentar coisas que as pessoas têm medo de fazer. Por exemplo, uma conexão nova, estudar algo novo, fazer um TCC que é fora da curva. Então, é o que eu falei aqui atrás. Fugir do óbvio. Pra mim, isso é ser diferente. É sair do óbvio, sabe? Enquanto eu tava fazendo engenharia, prestei federal pra fazer eletrotécnica porque eu queria intensificar meu estudo, queria saber mais, queria transbordar mais. Então, eu acho que a gente... É esses caminhos, entende? Arriscar ali, aqui, enfim. Aí eu me conectei com ele em 2019 e aí eu sempre fui me posicionando, por exemplo. Eu estudava algo e eu falava, pô, olha que legal, nem todo mundo que eu conheço sabe disso. Daí eu postava lá. Fala galera, e aí? Vocês sabiam que isso, isso, isso? E aí postava. Que nem eu, eu estudei muito Física Quântica, né? Que é a parte de Neurociência Urgente.
Isso é normal.
A gente fala isso sobre outra hora. Daí eu pegava esses assuntos e eu postava. Você sabia que isso... Que nem a Starlink. Em 2020, ele lançou a primeira Starlink, o Elon Musk. E eu postei. Curiosidades, engenharia. Pra mim isso é engenharia. É o mundo novo, sabe? E eu postei. Meu Deus. Que louca. Só que aí o Roger tava lá, ele sempre tava acompanhando, ele... Nossa, guria! Bah, que legal! E aí, às vezes, de madrugada, eu postando lá que tava fazendo uns cálculos estruturais de que eu tava tendo concreto... Tava tendo resistência de materiais. Daí eu postava... Meu Deus, socorro! E aí eu postava os cálculos nas folhas, assim. E ele... Parabéns, é isso aí. Então, fui construindo um relacionamento com as pessoas que eu queria me tornar desde 2019. Aí, quando foi 2021, o Roger mandou uma mensagem pra mim e falou assim... Olha, eu estou indo pra São Paulo daqui um ano, fazer o novo cartão de postal de São Paulo. Eu falei... O quê?
Nossa, que legal, a sua conexão com ele já começou lá atrás.
Começou. E eu acredito que só fico firme porque eu me mantive firme durante todo esse processo e mostrei que eu estava lutando por algo, que é a paixão pela engenharia, entende?
Queria chamar atenção, assim, pra esse ponto, né? Porque, assim, você sempre foi, pelo menos, é o que você tá passando pra mim, não é à toa que você tá aqui, né?
Sim.
Reputo. Você sempre demonstrou muito interesse.
É isso.
Demonstrou muito interesse. E pessoas interessadas, sim.
Elas vêm sempre.
Imagina, elas acabam se conectando com pessoas também, que de alguma forma... Porque, assim, eu não quero, desculpa, eu não quero perder meu tempo com aquelas pessoas. Ah, eu quero aprender audiovisual, tudo bem. Aí eu venho um dia. Ah, eu venho outro. né? Eu falo muito da questão da luz, né? Imagina, luz da engenharia. Eu tô olhando pra você, eu tô vendo várias engenharias, eu tô vendo um microfone que tá numa posição, uma xícara, sabe?
Sim.
A forma como você tá sentado, enfim, tudo. Até o brinco.
A simetria, tudo.
Tudo é engenharia. Então... Essa questão do interesse é muito legal, assim, e raro, né? Raro, de verdade. Você ter pessoas que, na verdade, que tá interessada por algo e você vê, em momento algum aqui a gente falou de dinheiro, a gente falou de...
Prosperidade natural.
De prosperidade, de, sabe, de... Você entende?
Isso é uma prosperidade natural.
Então, isso é interessante, assim, chama a atenção pra esse... Quem está até aqui agora, eu tenho certeza que...
Exatamente, que deve estar entendendo aí como é que eu acessei os lugares que eu obtive sucesso, que é a Roda Gigante, que é o... Enfim, o Banco... Enfim, eu tenho muita história pra contar aqui, gente. Vocês entenderam?
Eu sei, eu tô aqui assim, eu tô até esticando um pouco mais. E esse seu... Gosto, né? Esse seu interesse, por exemplo, por tecnologia.
Eu acho que os dois... Eu acho que tudo anda interligado, sabe? Então, eu acredito que eu ainda posso um dia, anotem aí, compilar tecnologia com engenharia e fazer algo muito grande. Eu tenho sorte com a Lamas que não é engenheiro civil, porque senão ele já tinha derrubado todo mundo aqui e já tinha superado e quebrado o tabu há muito tempo. Mas eu acredito que eu ainda vou fazer e vou compilar algo, vou conectar pessoas e negócios que vão resultar aí em algo inovador dentro da engenharia. Inclusive eu já tenho algumas conexões aí pra isso. São Carlos, enfim, eu acho incrível e eu acho que precisa melhorar a tecnologia com engenharia civil.
O canal você já tem. O canal já tem pra mostrar. Ô, Giovana, e assim, e nesse sentido ainda, né, de construção, de vontade, assim, eu tô te chamando muito a atenção pra esse ponto, né, do interesse, né? Isso sempre foi assim? Você nasceu assim ou isso foi acontecendo aos poucos, né?
Isso foi acontecendo aos poucos. Quanto mais eu tomava conhecimento de algo, mais intenso eu ficava, sabe? E fico hoje, não acabou por aqui não. Então, quanto mais eu aprendo, que nem agora eu estou mergulhando no universo do empreendedorismo e compilando com a engenharia, com o mercado, construção, enfim. Então, quanto mais eu tomo conhecimento e poder de algo, mais eu quero compreender.
É legal isso, porque cada vez que você sabe, você aprende algo novo, você descobre que não sabe nada.
Você descobre que não sabe nada, então quanto mais você toma conhecimento, mas toma de maneira que eu falo, toma mesmo, pra si, como uma dor sua, como se fosse algo seu que estivesse ali te incomodando. Você toma esse conhecimento, toma esse poder e começa a consumir mais sobre. Então, eu acredito que a minha evolução, ela foi decorrente disso, dessa fome. Sabe? É muito insano, assim.
Não, é bacana. Eu tô adorando, assim, de verdade. Eu tinha uma visão de você, uma percepção, agora... Estou tendo outra muito positiva.
Entende que não é só uma cidade de engenharia.
Eu acho muito bacana esse seu interesse, sabe, por aprender e aprender e aprender. E a humildade também de saber que não sabe.
Que não sabe.
Isso é muito importante a gente ter essa consciência, que por mais que eu tenha aí uma trajetória, por exemplo, no mercado de comunicação audiovisual para engenharia, arquitetura e construção, Eu aprendo muito. Inclusive, hoje eu tô aprendendo muito com você aqui, tá? Enfim, posso agora entrar nas perguntas? Pode. Dos nossos amigos internautas? Pode.
Já sei que eles apelaram aí, mas pode mandar.
Eu acho que você já tá sabendo de alguma coisa.
Não.
Acho que já te contaram alguma coisa. Não. Vamos ver aqui, vamos ver aqui.
Pode falar o nome também de quem mandou, por favor.
Posso nome?
Falar Porque o depois eu vou chamar na xixa.
Então, vou falar. Vou chamar, vou É chamar.
Brincadeira, mas enfim, manda aí.
Vamos lá, eu vou começar com... Deixa eu ver. Ó, a primeira pergunta é do engenheiro Flávio Salles, eu não sei se ele já é formado, enfim. A primeira pergunta dele é, o que te fez chegar lá?
Vontade.
Vontade.
Vontade de evoluir e crescer.
Tá. Tem...
Vontade aplicada, tá? Vontade, mas aplicada, com ação. Então, vontade mais ação é igual ao resultado.
Ó, aí tem aqui uma outra pergunta, café com engenharia, não apareceu o nome completo aqui.
Ah, conheço.
Café com engenharia, conhece?
O Cláudio também conhece.
Qual caminho o estudante pode seguir para se inspirar e não desistir?
Primeiro, encontre alguém que te inspire em determinado assunto, impermeabilização, concreto armado, estrutura metálica, grandes obras, como foi com o Roger, e comece a praticar, dentro dessa escolha, a modelagem dessa pessoa. Onde ela está hoje? Qual o ambiente que ela frequenta? O que ela fez? Como ela começou? Começa a investigar esses assuntos e começa a adaptar isso e transforma em ação. Aí você começa a aplicar. Por onde seguir? Como é que eu faço? Conecta com essa pessoa, fala que você se inspira nela, deixa ela tomar ciência. Diz que às vezes ela pode te ajudar a ir até mais rápido, como aconteceu comigo.
Eu vou aproveitar nesse sentido. Imagina que você, tudo bem, você tem até pessoas pra se inspirar, mas você tem alguém dentro de você ou em algum relacionamento, alguma coisa do tipo, que te priva de alguma forma. Como que você consegue superar tudo isso? Porque, assim, eu tô falando...
Isso aconteceu comigo.
Eu tô falando com uma jovem de 22 anos.
Isso aconteceu comigo.
Tira do teu caminho. Então, mas não é fácil, porque envolve sentimento.
Calma, eu acho que talvez eu seja um pouco fria demais pra isso. Mas, por exemplo, eu namorei com um rapaz, ele tinha 27, eu tinha 17. E aí, quando eu comecei a priorizar a engenharia ao invés do relacionamento, começou a... Tchau. Por quê? Se você tem um propósito, e ele é real, você vai começar a fazer escolhas. Eu escolhi ser o que eu sou hoje. E eu tive que abdicar pessoas e lugares e tempo pra ser o que eu sou hoje. Então, essa é a minha... Ah, mas nossa, eu amo... Pô, você tem a vida pela frente. Eu tenho a vida pela frente. Hoje eu conheci uma pessoa incrível. Então, tipo assim, sabe? Então, não se prenda...
As pessoas se prendem a sentimentos pequenos.
Exatamente. Não se prenda a uma xícara, entendeu? Se prenda a algo maior, na fonte. Então, é isso que eu costumo passar. Então, eu escolhi, eu já abdiquei em relacionamentos, amizades, lugares, tempo. Enfim, não faz falta.
Gente, agora eu tenho uma aqui. Ela fala assim, ó, não fala meu nome, por favor. Como você descobriu que a carreira de engenharia teria conexão com você? Você teve influência de famílias ou amigos?
Nenhuma de família. Assim, meu pai, enfim, ele me apoiou, mas ele não trabalhava com isso. Amigos também não. Então, foi um despertar natural meu. Naquele momento em que eu vi a obra ali, eu escolhi aquilo. Então, foi uma coisa... parece que é um dom, sabe? Eu digo que talvez... Talvez não, a gente não sabe, mas enfim.
Você acredita em Deus?
Eu acredito em Deus, primeiramente. Eu acredito que essa é uma missão e eu tenho um propósito com isso, que é inspirar outras pessoas e transformar a vida de pessoas através da engenharia.
Isso aí. Muito bacana. Tem mais uma aqui, ó. O TCC ajuda na carreira?
Depende. Por exemplo, eu escutei, faz um TCC pra você passar de... pra você fechar o grau. Eu falei, não. Eu falei, vou fazer algo que é novo. Então depende. Se você aproveita o tempo de TCC pra inovar e criar algo, que é o tempo que você tem um ano pra estudar, cara. Você tem ali 12 meses pra você dedicar em um assunto. Aproveita esses 12 meses. Sai do óbvio. Entendeu? Então pega ali esses 12 meses, aproveita que você tem que dedicar, você vai ter que dedicar ali esses 12 meses pra estudar algo. Estuda algo novo. lançar algo novo. Eu vou lançar algo novo. Então eu deixo essa mensagem para vocês. Então faz sentido sim se você fizer algo novo. Se você fizer um TCC adaptado, enfim. Como eu digo, vê se é mais um TCC no mercado, na engenharia, de teses e lá. É isso. Então tem como revolucionar.
Mais uma pergunta do Flávio Salles. É possível ganhar dinheiro com engenharia, mesmo sendo estudante?
Sim. Muito bem.
Muito bem.
Vistoria, projeto, você faz parceria com engenheiros que já são formados. Eu já ganhei muito bem com projeto.
Então, mas aí é uma coisa também que chama a atenção porque, assim, aquilo que a gente estava falando lá atrás, né, pra quem está, enfim, acompanhando até aqui, essa questão do interesse, de demonstrar interesse. Porque assim, cara, imagina, eu tô aqui trabalhando na minha área e tal, aí eu... Não importa, nem se você já tá na faculdade, mas eu conheço alguém, a pessoa é interessada. Vem, é possível ganhar dinheiro.
Ou ela domina o assunto, ela entende do assunto.
Sim, porque tem interesse.
Tem interesse, exatamente.
Então, é possível sim. Dica com Street Cash. É possível sim.
É possível.
Ganhar dinheiro. Não importa a profissão, não é só engenharia, em qualquer profissão, mesmo durante o processo de faculdade. Depende de você, se você tiver interesse, enfim, tiver disponibilidade, né, pra encarar os desafios da vida. Como o estudante de engenharia entra no mercado? Flávio aqui, ó, tá?
Já ouviu aquele ditado? Primeiro você serve para ser servido.
Adorei.
Meu primeiro estágio foi assim. Eu estava gerenciando operações no McDonald's ali, no drive, e passou um carro de uma construtora com um logo assim do lado. Eu falei assim, o melhor lanche é o dele.
Que legal.
Por quê? Porque eu vou me conectar com esse cara. Fui lá, entreguei. Eu mesma peguei. Eu tava com a roupinha de gerente, né? Eu tinha 18 anos ali. Eu tava no primeiro ano. E entreguei o lanche dele e falei assim, olha, você precisa de um estagiário voluntário? Eu folgo na terça e quarta. Eu posso ir no seu escritório pra mim aprender? No meu primeiro estágio eu ganhei 600 reais.
E se ofereceu como voluntária.
E eu me ofereci como voluntária. Mas como eu tinha um conhecimento absurdo, Assim, já no pouco tempo de estudo, ele falou, não, vira minha funcionária, vem, vem trabalhar comigo. Aí... Enfim, aí... Enfim. Primeiro, eu servi pra ser servida, entende? Então, acredito que se você não tem, você não pode largar o seu CLT ali, pra ir pra um estágio, porque você ajuda em casa, você ajuda a família. Então, você pega e tenta unir o útil ao agradável, que nem eu ia nas folgas, eu abdicava das minhas folgas pra ir pro estágio, eu passava ali mais de 10 horas. Entendeu?
Nossa, muito legal.
Então, eu acho que, primeiro, se você não tem algo firme e tal, ai, eu não consegui passar no estádio, pô, arruma alguém que você pode servir.
É, eu acho que é o... É, eu estava lendo sobre isso, mas eu não vou entrar no mérito, isso é importante.
Sim, exatamente.
Porque primeiro você serve pra depois ser servido. Isso é a regra da vida, né? Acho que é a base pra qualquer relação de sucesso, pra quem quer construir de fato.
Exato.
E aí tem outra pergunta aqui, ó. É verdade que a engenharia pra mulher é mais difícil?
Não.
Por que não é mais difícil?
Eu não acho. Depende do ponto de vista, sabe? Eu não acho que seja difícil. Eu não costumo não vitimizar as coisas que a gente passa na vida. É claro que você vai passar por momentos que você precisa ter uma base forte pra receber. Por exemplo, isso nunca me parou. Isso nunca me fez me sentir menos. Nunca me fez me sentir inferior. Pelo contrário, eu falava, nossa... Desprovido de conhecimento. Então, só é difícil pra quem eu acho que... Que traz isso pra si de forma pessoal, sabe?
É, eu acho que... Até uma dica, então, é não levar as coisas pro lado pessoal.
Exatamente, exatamente.
Eu acho que quem não tá, né? Quem não agrega...
Exatamente.
Então... É, tem várias outras perguntas aqui que você já respondeu, que eu não vou fazer de novo.
Nossa, o pessoal mandou bastante.
Né? Tem muitas aqui, ó. Tem... Essa do... Denil Oliver, não sei quem que é. Em todo o seu tempo de estudo e estágio, qual foi a parte mais difícil de conciliar?
Não tive momentos, assim, extremamente difíceis, porque eu, tipo, eu abdicava do sono. Então, às vezes, era quatro horas da manhã, eu estava estudando, fazendo algo que deveria ser feito no horário que eu estava no estágio, então... Mas um conselho que eu dou aí é... Tenta visualizar o quanto você pode evoluir com essas duas coisas e começa a abdicar aquelas horas de lazer pra poder estudar. Aí você consegue conciliar, porque você vai fazer escolhas. Quando você escolher que estudar e o estágio é importante, você vai começar a abdicar horas de lazer, enfim. É isso.
É básico.
É ponto de vista, né gente? A minha experiência foi assim, foi tudo muito intenso, sempre muito intenso com as coisas.
É que você tinha disciplina, né?
Disciplina. Essa é a palavra.
Resolve 90%. Resolve 90%. Bem isso. Eu acredito muito nisso. Disciplina, esforço, resolve muita coisa. Giovana, enfim, tem muitas outras perguntas aqui, mas você já respondeu várias durante o nosso baixo papo. Não sei se você reparou, mas a gente tem aqui o convidado com vida. Quem você gostaria de ver ou vir aqui no Constrae Cash?
Bom, tem uma engenheira. que eu conectei esse ano, que é a Ingrid. Ela é especialista em combate ao incêndio. Eu queria até deixar esse convite aí pra ela, se possível. A história dela de superação com a engenharia é algo que emociona e me emocionou bastante quando eu conectei com ela. Então, eu acho que ela tem a agregar também com engenharia, mas também com história de superação.
Legal.
Então, acredito que seria bom ela estar aqui e poder transformar e transbordar na vida de outras pessoas.
Então, para aquela câmera convidar ela?
Ingrid está convidada aí para o ConstrueCast para transbordar e transformar a vida de pessoas.
Aí eu queria te perguntar, fazer um bate-bola rapidinho, duas perguntas.
Bora.
O que é a engenharia para você?
A engenharia é um mundo de criação. Eu costumo dizer que é um mundo de criação físico. Eu leio muito Carl Sagan, meus professores falam que eu viajo na maionese. Mas enfim, é um mundo de criação físico, é onde você tem oportunidade de criar coisas, de revolucionar história, humanidade, legado. Então, eu vejo a engenharia como um meio de revolucionar o mundo. Então, eu tenho essa ciência e eu levo isso comigo desde sempre. É um caminho de revolução física.
O que é sucesso para você?
É isso aqui, é poder estar transformando e transbordando outras pessoas com o meu propósito. E prosperando naturalmente, não falo financeiramente, falo de poder transbordar naturalmente, que é a experiência, que é a vida, que é o conhecimento, enfim, é isso.
É, o financeiro, na verdade, é só uma consequência.
É só uma consequência do transbordo natural.
É só uma consequência do que você planta e a gente costuma falar que a vida devolve.
Sim.
Exato. Giovana, a gente já está há bastante tempo conversando.
Sim, sim.
Eu queria que você desse suas considerações finais pra gente encerrar esse bate-papo incrível que a gente teve aqui.
Como eu te falei, eu até vou dar a minha palestra dia 10 e eu já tenho aí o que eu quero passar para estudantes, para engenheiros, enfim. É o que eu vou fazer, o que eu tenho ciência hoje. Construam legados, façam a diferença no mundo, não importem onde vocês estejam. Se for necessário, mudem o ambiente de vocês, as conexões e pensem em sempre ir além. Eu escuto de um amigo que ele fala, pô Giovana, quando eu vou ver você já está há 10 anos luz na frente. Porque é essa vontade constante de querer revolucionar o mundo. Isso que é engenharia pra mim. Entende? Então eu deixo essa mensagem. Faça o diferente, saia do óbvio, enfrente aí o oceano azul que você tiver que enfrentar. Vai ser difícil? Vai. Mas faça. E faça hoje. Teoria sem aplicação é só teoria. Ela não é resultado, ela não vira nada. É esse conselho que eu tenho hoje. Façam e... Enfrentem caminhos novos. Não tenham medo.
Tem que se movimentar.
Tem que se movimentar.
Agora, uma última pergunta que eu tenho aqui, que me surgiu agora. Você se cobra muito quando você faz algo que não dá certo? Você sofre? Como que você lida com esse tipo de frustração? Fiz tal coisa e não deu certo.
Eu me cobro muito, Paulo. E eu me cobro muito porque eu tenho essa responsabilidade com o mundo, tá entendendo? Então eu me cobro em diversos aspectos, por exemplo, na faculdade, pô, eu quero transbordar na vida daquelas pessoas, eu tenho que saber, eu tenho que fomentar, eu tenho que... Eu tenho que estar à frente, eu tenho muito espírito de liderança, então eu me cobro muito, muito. Eu odeio sentar numa mesa onde eu não sei o que você está falando, não saber do assunto. Então, eu me cobro muito no questão estudo, no questão pessoal, no questão família, eu quero estar sempre provendo, eu quero estar sempre ali, eu quero ser referência, eu quero ser exemplo. Então, eu me cobro muito.
Você é uma pessoa, no geral, muito participativa.
Sim.
É isso. Isso te resume.
Isso me resume, exatamente.
Gabi, você tem alguma pergunta pra ela?
Eu tenho. Eu fico me concentrando.
Tá, me pergunta. Me manda a pergunta da Gabi.
Manda aí, Gabi. Bom, eu me identifiquei muito com você por conta até de idade. Eu ia. Então, eu queria, assim, um conselho, uma dica ou experiência até, como, em relação, assim, das pessoas, elas te veem uma menina, uma garota, tipo, quem é essa menina? O que ela tá fazendo aqui? Como que você... Aconteceu já? Já aconteceu muito. A Gabi perguntou aqui pra mim como é que é enfrentar, né? Quando as pessoas me veem como uma menina. Uma jovem que tá querendo ganhar o mundo, com 22 anos, acha que tem o mundo nas mãos, Mas eu literalmente tenho, e eu já tenho essa ciência, então pra mim isso não é relevante, nem um pouco. E já escutei, né, nossa, tá começando agora, nem tá formada, já tá se posicionando, já tá fazendo isso. Então, Gabi, não sei se hoje na sua profissão, né, você já enfrenta esse tipo de situação por estar à frente, olha onde você está hoje, com as pessoas que você está, e isso pode causar um desconforto. Nessas pessoas que estão em outra frequência. Não vou dizer abaixo, não. Então, quando você enfrentar essas situações, eu falo até pra pessoas que estão na mesma pegada que eu, né? Peguem essas pessoas e falam assim, você quer aprender como é que eu fiz? Você quer entender?
É isso aí, Giovana.
É isso aí, Gabi. Respondi? Respondeu.
Vamos para o próximo nível. Então, gente, hoje eu conversei com essa jovem de 22 anos, jovem de idade, né? Mas que tem aí uma enxurrada de conteúdo, tem muito conteúdo aí pra passar pra muita gente com experiência, então... Peço que compartilhe esse material com o maior número de pessoas, como eu falei lá no início, e te vejo no próximo encontro, talvez com engenheiro, ou engenheiro-arquiteto, enfim, algum profissional do mercado de construção, arquitetura e engenharia, para aquela câmera, Giovana. Tchau, gente!
Tchau, gente! Um abraço, até mais!
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