Allianz Parque: Bastidores da Construção e Engenharia em Aço | Laura Abreu | Podcast

Civil engineer Laura Abreu explains how Allianz Parque's roof was built by moving all loads to external steel structures, keeping the concrete stands ordinary. The biggest challenge was fitting steel and concrete together with tight tolerances. They used pre-assembly, paired lifts, and topographic monitoring to control deformation.
Questions this video answers
Around 2010.
About three years of work.
Approximately 100 meters of span.
Around 40 meters high.
On the order of 2–3 centimeters.
Chapters
Boa tarde pessoal, estamos direto aqui da ConstruMetal trazendo para vocês hoje uma pessoa que tem muito a ver com ConstruMetal, tem muito a ver com tudo isso que vocês estão vendo aqui atrás. Este episódio é um oferecimento hub e construção. Então é um prazer Laura te receber aqui. E gostaria que você se apresentasse rapidinho para o pessoal, dissesse um pouquinho quem é você, para a galera saber com quem eles estão lidando.
Nossa, gente, muito obrigada. É uma honra poder estar aqui apresentando esse trabalho maravilhoso que marcou a minha história, minha história de vida, minha história profissional. E obrigada, ConstruCash. Prazer em conhecer você, Rafael. Então, eu sou engenheira civil, dediquei minha vida inteira na formação como cálculo estrutural em aço, não só no cálculo estrutural, mas na solução construtiva em aço. Então, quem me conhece sabe que eu trabalhei com os melhores e me formei também academicamente com os melhores, referência. aí do mercado do aço. Eu sou de Belo Horizonte, né? Então, infelizmente, para os palmeirenses...
É galo?
Não, sou cruzeirense. Mas a cobertura do Palmeiras, ela é genuinamente mineira, tá? Então, quem não sabia, está sabendo agora. Mas, enfim, pulando da minha formação toda, profissional, acadêmica, para a minha vivência, né? Na época que em 2010, por aí, que a gente tinha aquele boom, né? Dos estádios, aquela febre, né? E a gente saiu percorrendo aí o Brasil inteiro, todo mundo queria fazer estádio, queria fazer estádio. E a Usiminas, como uma das grandes empresas de qualidade inquestionável, a gente correu para pegar. Surgiu essa demanda aqui de trazer esse projeto, essa concepção, apesar do Allianz Parque.
Na época, Ah, aqui era o Parque Antártica.
Parque Antártica, né? Não ser eleita um estádio para a Copa, né? Mas foi na mesma época. A proposta era exatamente ser o que é hoje, uma arena de multiuso, né? Para trazer shows, apresentações, além dos jogos. Feiras. de feiras, além dos jogos aí do time da casa e de lá pra cá o time da casa só fez sucesso, né gente? Então os mineiros trouxeram sorte aí para o time da casa. Mas não vou entrar nisso porque é delicado.
Esse é um grande momento. E vendo você falar assim um pouquinho sobre o desafio de transformar O antigo Parque Antártico, que era basicamente um estádio, servia para uma coisa só.
Era praticamente uma arquibancada.
Uma arquibancada para uma arena moderna, multiuso.
Exatamente.
Num espaço em que para o o contexto do Brasil naquela época, né? A gente tava dentro de um programa de aceleração do crescimento, várias coisas acontecendo, e o Brasil, não só com a Copa do Mundo, mas Olimpíadas, eu lembro Jornada Mundial da Juventude, o Papa passando aqui, quer dizer, São Paulo, Rio de Janeiro era o grande eixo, né? Então era um projeto desafiador, né?
E isso também me motivou muito, né? Eu falei, nossa, é um momento que se passar, passou, né? Nunca mais, vai cair no nosso colo. uma insegurança e eu visualizei, eu conto isso, contei para várias pessoas aqui que eu fiquei conhecendo, visualizei toda essa concepção que está hoje, que como uma solução estrutural, não só uma solução estrutural, mas como um método construtivo, que existe toda uma ciência de metodologia construtiva para atender, na época, a demanda da construtora, que ela tinha uma demanda muito grande de reforma, de montagem de todas essas arquibancadas, e ainda tinha que conciliar o cálculo da estrutura metálica, que é a superestrutura da cobertura, com o embasamento, que é o cálculo do concreto, porque o concreto precisava de como que a minha estrutura ia se comportar pra ele poder fazer o conceito dele, né? Então a gente trabalhava junto ali. E o prazo... E o prazo andando, o prazo correndo, apertando e tal. E vamos lá, eu na época tive essa concepção de trabalhar que essa geometria que está lá hoje, essas grandes estruturas externas ali que trazem, que vão lá no centro do estádio, do campo, trazer todo o efeito de balanço, mais o comportamento interno dos anéis, de maneira a liberar um pouco do efeito de carga, de balanço, na estrutura mais leve das arquibancadas. Então, quem vem e frequenta o estádio percebe que os pilares das arquibancadas são pilares comuns, pilares de edificação comum. Por quê? Porque a responsabilidade do balanço, da cobertura, ela foi tirada Daqueles apoios das costas da arquibancada e trazido todo para as estruturas principais, que são aquelas estruturas que a gente vê saindo ali do volume da cobertura, aquelas estruturas brancas. Então, enfim, em resumo, o conceito da estrutura, trazendo aí essa demanda de solução estrutural, de solução construtiva, porque a gente está aqui em um ambiente confinado, o vizinho está aqui batendo na porta, e o momento, na época histórica, que ia passar, passou, acabou, não ia ter jeito. E a empresa, a Usiminas Mecânica, que confiou na minha intuição, no meu instinto, na minha capacidade técnica de desenvolver isso aqui. E foi muito trabalho, foram anos de trabalho, de dedicação. E a gente trouxe todo esse projeto para o campo. Então, não foi só uma solução de engenharia, foi uma solução de construção. Então, a gente projetou, a gente calculou e a gente veio aqui e fez. Nós montamos e entregamos o estádio com um padrão de qualidade e segurança. Porque pode ser bonito, pode ser feio, pode ser assim, pode ser assado. Mas o que eu tenho mais orgulho dessa estrutura aqui é realmente assim, milhares e milhares de pessoas passaram por aqui E puderam se divertir, puderam contemplar o jogo de futebol, os shows, ídolos, com segurança, com conforto. Isso é o que traz satisfação para o calculista. A pessoa está segura, está protegida naquilo que a gente trouxe, que a gente desenvolveu.
Adentrando um pouquinho no projeto, poucos sabem que foi uma reforma, ou seja, se fosse do zero ainda seria mais fácil ainda, mas ainda você teve que... no fundo foi uma reforma, porque existia alguma coisa aqui e ela tinha que se manter, não foi uma... Vamos dizer assim, você tinha limitações no projeto pra você, né? Porque você falou espaço confinado.
Isso.
E aí eu queria que você falasse um pouquinho sobre o desafio da interação entre essa solução que você deu do aço E ele precisa trabalhar junto com o concreto, né? Então essa interação um pouquinho, eu queria que você falasse um pouquinho do desafio de vencer essa interação e também uma coisa técnica importante que a gente sempre lembra do desafio que eu acho que foi para você com o cálculo, as deformações e você conseguir equilibrar essas deformações todas que você tinha dentro da estrutura.
Essa é uma ótima pergunta.
Bem técnica. Esse desafio acho que vai encantar quem está vendo de saber.
Tem um caso até interessante. Então, com relação à interação com a estrutura de concreto, eu até deixo aqui como um conselho. porque foi uma curva de aprendizado que a gente teve que desenvolver. É exatamente a questão da acuidade, da ordem de grandeza. O concreto, principalmente o concreto pré-fabricado, ele tem uma limitação de folga, de margem de erro, dez vezes maior que a do aço. Tanto é que o projeto de concreto é em centímetro e o projeto de aço é em milímetro. Então, de fato, a maior dificuldade nossa é realmente que a gente não tinha aquela perfeição na hora que a gente chegava com a nossa estrutura. Então, a gente teve que gerar muitos ajustes em função. Por exemplo, se um pilar desse aqui tiver, às vezes ele estava desalinhado... Desaprumulado de 3 centímetros. 2, 3 centímetros. Isso para o concreto é normal.
Fuásseo é um transtorno, né?
Fuásseo simplesmente não monta. A nossa margem era 20, 15 milímetros, era 10 vezes menor, né? Então, assim, aliás, 20 milímetros e 2 centímetros é a mesma coisa, né? Mas, então, eu falei, é 5 milímetros para 25 centímetros, 25 milímetros, né? Então, sempre a gente tinha que fazer alguns ajustes, né? E realmente foi uma curva de aprendizado, tanto para o concreto, que à medida que ele foi fabricando os perfis, que ele foi locando, ele foi tendo mais cuidado para evitar que a gente tivesse menos retrabalho na hora de posicionar as nossas peças. Porque se a gente posiciona uma peça e ela não monta, ela não fecha, porque as peças são todas intertravadas. Se ela não tiver um paralelismo igual ela estava lá no modelo de projeto, ela não fecha, ela não monta e eu não tenho como ajustar isso no campo. Então, foi uma curva de aprendizado que a gente teve, tanto a construtora quanto a metálica, para compatibilizar essas folgas, essas imperfeições, de maneira para evitar muito ajuste da cobertura. Só que o que acontece? Os elementos estruturais são muito grandes. Essas tesouras aqui têm 100 metros de vão. E as três primeiras tesouras foram montadas escoradas. A gente colocou torres de mais ou menos 40 metros de altura e montamos em duas metades com uma solda no meio. E aí a gente veio fechando a cobertura. Como o Rafael colocou, à medida que a gente fechava a cobertura, esse peso ia descendo. E eu tinha que regular isso na minha torre, senão ele estourava a minha torre. Então havia um macaqueamento da base, desse apoio.
Para poder ajustar.
De maneira que a medida que eu ia montando, eu ia montando a carga e aí eu orientava o campo. Olha, a cada dois dias, a cada três dias você desce o macaco 20 milímetros, 30 milímetros. Nossa! Então a montagem ela era acompanhada pelo macaqueamento. porque a medida que ia montando a tesoura eu tinha que descer para acompanhar a deformação peso, não só o peso como a outra extremidade da tesoura ela já era apoiada no balanço, então aquele balanço ele também deformava, então todo esse faseamento da montagem, com torre, com macaqueamento, com peça por peça, tesoura por tesoura, tudo isso passou por etapas de cálculo. Então, para cada quadrante que eu tenho, que a gente chama de quadrante, cada lateral, eu tenho, assim, cerca de 10 fases de cálculo.
Nossa!
Considerando, né? E aí, aí vem o segredo. Como que você controlava? Eu controlava por topografia, tá?
Nossa!
E aí, à medida que ele ia descer no macaqueamento, eu falava quantos milímetros que desceu.
Tempo real.
Em tempo real, adeceram tantos milímetros. Eu olhava no meu modelo de cálculo, batia certinho. Então, quando a estrutura responde, durante a montagem, com a deformação a mesma que você calculou, quer dizer que realmente a montagem está dando segurança para aquilo que você projetou.
Está admissível, né?
Exatamente. Então, as flechas que ocorreram durante a montagem, que foi a acomodação da estrutura devido ao peso próprio durante a montagem, porque ela estava sendo montada nas extremidades de balanço, foram exatamente verificadas com o cálculo.
Nossa, eu fico imaginando assim, lá... Ah.
Dava um alíviozinho, né?
As deformações e as vibrações de uma estrutura desse tamanho, porque todo o entorno, imagina esse campo gritando, aí a gente tem a ressonância, né, que o metal tá muito mais suscetível à ressonância também, vibração da rua na própria estrutura.
Então, na verdade, são coisas separadas. Essa parte aí da ressonância, do conforto, é outro estudo. Então, esse estudo foi desenvolvido, tanto é que a gente tem o sistema de telhas perfuradas, a gente tem toda uma parte aqui de legislação do ambiente em função de fazer. Então, esse é um conforto É um assunto de conforto acústico.
Acústico mesmo.
Que a gente trabalhou com o sistema de telha, das telhas termoacústicas. A questão da vibração, na verdade, pelo fato da estrutura ela ser meio que deslocada da arquibancada, ela não é aporticada com a arquibancada, ela não recebe aquela vibração igual maracanã.
Ela ficou isolada então?
Ela ficou isolada daquela vibração da torcida, né? Então os efeitos dinâmicos da cobertura metálica tem mais a ver mesmo com... Com o conforto acústico? Não, com o vento, com outras ações dinâmicas, né? Com o vento, mas essa parte da dinâmica mesmo da ação da torcida é a infraestrutura de concreto que trabalhou mais. Ela não reflete para a cobertura.
Essa já é uma sacada, porque muitas das vezes em alguns projetos fica conectado a estrutura balança.
Quando você tem a cobertura conectada com a arquibancada que são as estruturas mais convencionais, mais clássicas.
Você comentou ali no início da conversa sobre as etapas, a dificuldade de se, etapa a etapa, e até para ficar claro para o pessoal, Tem gente que às vezes me faz aquela pergunta, porque a gente tem tanto um público mais que são de engenheiros, de calculistas que entendem os processos de montagem e também pessoas mais leigas do dia a dia que muitas das vezes acham que essa estrutura ou ela é montada no chão, você já explicou que não. Teve gente que já me perguntou, olha, mas eles montam tudo no chão e sobem com o macaco? Eles montam tudo de uma vez e sobem? Eles montam por partes? Você estava comentando aqui no nosso bate-papo antes sobre toda essa dinâmica, né? De que você tinha às vezes 20%, às vezes 30%. Aí você tinha que ir dinamicamente sem soltar essa estrutura de uma maneira geral para que ela funcionasse. E aí você precisou de... também calcular o projeto, como você disse, mas recalcular várias vezes.
Todas as etapas.
E você falasse um pouquinho para o pessoal, tipo, galera, ela não saiu de uma vez, tá?
Então, essa geometria desse estádio, ele tem essa característica, que ele tem essas, que a gente chama dos núcleos de concreto, quem vê a projeção, superior, né, do estádio, vê que a gente tem aqueles cinco grandes elementos, né? E a gente não começou a estrutura montando pelo aquele elemento central, né? Esse grandão que tá aqui atrás de mim. Na verdade, esse foi o último. A gente começou por aquele, né? O da esquerda. E a gente fez uma montagem no sentido anti-horário. Então, a gente pegou aquele da esquerda e o parzinho dele lá então a gente chamou de par em par aquela arquibancada dali ó como um quadrante. Ah, então aquele ali foi o quadrante A. Então eu vou montar aquela água lá. Então deu uma água entre dois balanços e a gente montou aquela estrutura posicionada. Então a gente fez primeiro aquela tesoura lá. Só que a tesoura ela tem 100 metros de vão. A primeira concepção a gente fez ela montada em duas metades e escorando cada metade. e ao mesmo tempo essa tesoura ela tinha que ser estabilizada porque ela é muito alta, então ela tinha que ser montada junto com as tesouras secundárias e é um conjunto. Então os conjuntos todos eram montados, pré-montados no campo Então a gente tinha uma grande oficina no campo, onde todas essas peças que estão aqui, elas eram montadas no campo, içadas em conjunto. Por que em conjunto? É importante que essas peças sejam içadas em conjunto porque elas são grandes. Então, quando você pega uma peça grande e issa ela isoladamente, ela tem uma tendência a entrar em instabilidade. Ela pode tombar, ela pode deformar. Então, ela sempre subiu em conjunto, em pares. E aí, à medida que a gente ia montando as tesouras em pares, ia travando até fechar o quadrante. E aí, a gente emendava. a tesoura pelo meio e desescorava, tá? A parte de desescoramento, eu tava explicando pra ele, também foi progressiva, né? A gente tinha que ir aliviando os macacos, né? Porque à medida que a gente ia montando esse pano, o peso próprio ia aumentando, então a gente tinha que progressivamente ir aliviando os macacos. Foi nesse momento que a gente fez um controle rigoroso da deformação.
Momento de maior tensão, talvez, da fase de etapa?
É... Não, acho que todos os momentos foram de tensão, porque além dessa parte técnica, a gente tinha que lidar com a parte toda comercial e de demanda, porque é uma obra de custo muito alto. Então, que bonito, faz assim, faz assado. Não é, a gente tinha uma equipe muito grande de pessoas, então... sempre foi tenso, o tempo inteiro. Se não era a parte técnica, vamos fazer uma operação, eram outros pontos que eram tensos. Mas essa primeira fase, esse primeiro parzinho, essa primeira água, realmente foi Aquela parte que teve essa curva de aprendizado de como fazer. Depois a gente foi rodando o estágio no sentido anti-horário, repetindo esse sistema construtivo. E nessa parte aqui da arena, já foi um pouco diferente, porque essa peça que emenda essas duas como se fosse um triângulo, ela já tem um tamanho menor de vão. Então a gente já conseguiu fazer essa peça na fábrica e já mandar ela pronta, soldada. Então foi uma montagem sem escoramento. Então essa parte aqui da arena, a gente já fez ela toda sem escoramento. Então foi mais rápido, ela foi mais ágil. A gente precisava fazer mais ágil porque o nosso prazo já tinha todo indo embora. A gente já estava fazendo três anos de obra.
Nossa, sensacional! Olhando a magnitude dessa obra, a excelência técnica dessa obra, o que você enxerga como lição estratégica que você leva para a vida, de repente, para os seus alunos na manhã, sobre a perfeita união entre um projeto realizado e uma execução que precisava ser impecável? Qual que é a grande lição estratégica que você, agora estou trazendo aqui a Laura, professora, teacher, e você trazendo esse olhar da educadora que você é, da profissional que não só é executora, mas que é formadora. Qual a lição estratégica que você deixa para a galera, para os futuros engenheiros? Nós estamos escassos, nós, e se for calculista então, já não existe mais, raridade.
Bom, a primeira coisa é que a gente não faz um projeto desse porte sem a gente ter uma base muito boa. Então, eu sou muito grata com a base que eu tive de formação, tanto profissional quanto acadêmica. E sempre respeitei muito isso, né? Então, acho que o calculista, o engenheiro civil, ele tem que respeitar muito a sua formação, tem que respeitar as normas técnicas, tem que respeitar os procedimentos, tem que colocar a segurança em primeiro lugar, tá? Isso aí eu acho que é o principal, tá? Para quem quer trabalhar com cálculo. Então, assim, tem hoje em dia acesso remoto a excelentes formadores, excelentes profissionais. Levem isso muito a sério, porque trazer para hoje o que a gente aprendeu com os mestres, que os mestres já estão aí velhinhos, já estão querendo descansar, não estão querendo mais trazer, mas a gente tem que resgatar, a gente não pode deixar perder essa cultura daqueles que editaram livros, daqueles que editaram nomes, daqueles que fizeram da estrutura metálica o que estrutura metálica é hoje para o Brasil. Hoje a gente tem uma estrutura metálica, a gente tem uma construção metálica que é referência e que é a mesma construção metálica que é feita em qualquer lugar do mundo, a mesma qualidade, o mesmo padrão, entendeu? Então é isso, é ter referência, é ter excelência em tudo que você for fazer, né? Respeita a sua formação, não negligencie etapas, não negligencie etapas, respeite o material, tá gente? O aço não é um material que é Ah, ele aguenta tudo, não é o aço, é o material que ele tem as particularidades de estabilidade, de demanda. Então, entenda como que o aço funciona, seja o aço leve, seja o aço pesado. E agradecer a toda a equipe da época da Usiminas, que é uma empresa que Eu trabalhei anos e que eu ainda tenho muito carinho por abraçar esse projeto e trazer esse empreendimento pra cá. Um case de sucesso, sem dúvida. E todo mundo, todos os parceiros que trabalharam com a gente, que trouxeram esses materiais. A gente trabalhou com a Nippon Steel, que trouxe tubos do Japão. A gente trabalhou com a Valorec Management, que trouxe tubos da Alemanha. a Usiminas Mecânica teve uma capacidade impecável de fabricação e soldo e controle de qualidade. Então assim, é trazer sempre excelência. O aço é um produto nobre, então vamos trazer excelência para o resultado do nosso trabalho.
Laura, se eu pudesse eu ficava aqui com você a tarde toda, o dia todo, porque é muito gostoso de te ouvir, tá? Muito gostoso de ouvir você falar, a paixão que você traz, e acho que você fecha com chave de ouro esse episódio, esse momento, trazendo tudo isso, né? Tipo, o aço é nobre, então trate ele de uma maneira nobre, né?
É, com excelência.
Com excelência e também acho que evoca uma frase lá que as pessoas atribuem ao Newton, se fui mais longe foi porque estava apoiado sobre o ombro de gigantes. Acho que você trouxe muito bem isso também aqui para esse momento, a importância de termos boas referências técnicas, a importância de termos referenciais humanos também. Principalmente, apoiado em grandes empresas, você que citou várias delas, os Ziminas, entre tantas outras. Então, acho que é muito legal a gente poder ter bate-papos assim, porque hoje o mercado carece de referenciais como você.
Eu estou à disposição para quem quiser entrar em contato comigo e saber de outros trabalhos que eu já desenvolvi que também foram referência para mim como desafiadores tanto na parte acadêmica de educação quanto na parte de engenharia também.
Então pessoal é isso, se vocês quiserem saber um pouco mais sobre estruturas metálicas, sobre esse mundo nobre da estrutura metálica, do cálculo, do projeto, projetos lindos como essa arte aqui com a nossa artista A Laura aqui trouxe pra nós e nos enriqueceu com mais esse episódio no meio aqui da ConstruMetal. Então foi um prazer, Laura, te receber.
Obrigada!
A casa está aberta pra te receber mais vezes. Queremos saber também um pouquinho mais da sua história, um pouquinho mais de tempo, um pouquinho mais pra gente se aventurar aí durante essa carreira, essa solidez, tudo. Então, Laura, muito grato por você ter aceitado o convite de estar conosco.
Eu que agradeço o convite da feira por ter me trazido, por ter me convidado e vocês também. É sempre bom estar aqui celebrando grandes projetos, grandes conquistas, grandes amigos, grandes colegas, grandes mestres. Esse reencontro é sempre muito bom.
É isso pessoal, estamos entre amigos e assim finalizamos aí. Eu sou Rafael dos Santos e você se vê com a gente ainda com mais conteúdos de qualidade. Então como sempre, com a Streamcast e a voz da construção. Out!
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