Arquitetura Corporativa: Thais Trentin | Cultura, Pessoas e o Futuro do Trabalho | Podcast #112

Entrevista gravada ao vivo na Expo Construção Offsite onde Thaís Trentin discute o papel da ambiência e da arquitetura corporativa no comportamento, bem-estar e atração de talentos. Aborda neuroarquitetura, mensuração de uso do espaço (sensores, reservas), riscos psicossociais (NR01) e práticas de projeto focadas em pertencimento, produtividade e gestão. Conclui com reflexões sobre trabalho híbrido, hubs locais e a importância da gestão na implantação de mudanças.
Chapters
Diretamente do Sambódromo da A&B na Expo Construção Offsite, hoje vamos falar sobre ambiente de trabalho, vamos falar sobre vidas, ou seja, tudo que está relacionado ao comportamento das pessoas, o ambiente acaba influenciando.
Este.
Episódio é um oferecimento Hub e Construção. Thaís, seja bem-vinda a mais um bate-papo aqui no Constrycast.
Estou muito feliz em estar aqui com vocês. nessa edição diferente, porque estou acostumada a ir no seu estúdio, mas vamos trocar aqui justamente para contribuir e falar muito sobre o poder na ambiência.
O poder da ambiência e eu que já queria começar te agradecendo pelo apoio, inclusive, o Brigadeiro, o famoso Brigadeiro aqui da Workplace, é impressionante como as pessoas comentam na feira inteira. Thaís, agora eu queria que você falasse um pouquinho, como que você está enxergando essa coisa que as pessoas falam tanto de, ah, eu estou com problema de mão de obra e como você entende que o ambiente de trabalho pode ser um fator de atração de talentos?
A gente fala muito dentro da reflexão que a gente traz com os nossos clientes sobre o poder do ambiente, sobre o ambiente devolve, o que ele devolve, na verdade. Quando a empresa tem a clareza da construção da cultura dela, da mensagem que ela quer passar, o ambiente tem esse poder. Eu consigo embarcar tudo isso dentro de um projeto e passar essa mensagem através do ambiente. Então, quando você chega e tem um escritório adensado, com muitas pessoas, um ambiente branco, muitas mesas de trabalho, ruidoso, desconfortável, sem uma comunicação visual adequada, Ele tem, ele funciona assim, ele tem mesa, ele tem cadeira, né, ele tem ali salas de reunião, ele passou por uma recepção. É muito diferente de quando a gente faz um projeto intencionalmente focado pro desenvolvimento do colaborador, onde eu queira de fato promover o pertencimento, sentimento, sensação. Então o brigadeiro, ele também faz parte da experiência, né, do que o nosso cliente tem conosco. E até uma reflexão que a gente traz pra que ele possa levar isso pra dentro do ambiente de trabalho. Que experiência que você quer viver com o seu colaborador? Pra gente, é a grande pergunta, né? Porque tá tudo bem quando essa empresa, ela quer ser uma gestão de comando e controle, é uma coisa muito mais conservadora, talvez não tá tão aberta ao estudo do geracional, de quantas gerações eu tô embarcando dentro desse mesmo ambiente. Mas quando eu de fato tenho uma empresa que quer trabalhar num movimento novo, entender efetivamente que pode ter muito mais leveza dentro do trabalho, para que de fato você possa impactar mais, trazer mais resultados, isso tudo o ambiente pode comunicar. Então quando eu tenho um escritório onde a pessoa se sinta com vontade de ir, com vontade de pertencer, isso de fato é um movimento que o ambiente está te devolvendo. Então a gente devolve tanto as coisas boas como as coisas não tão boas.
E aí quando você traz essa parte do ambiente, você fala exatamente só do ambiente físico, da arquitetura em si, propriamente dito, e essa parte da questão comportamental também acaba influenciando?
Isso a neurociência explica. Por isso que a gente tem uma vertente da neurociência que foi batizada como neuroarquitetura, neurociência aplicada à arquitetura, Mas sim, a gente tem estudiosos pelo mundo, focados, pesquisadores, que de fato estudam o poder da influência do ambiente. E aí a gente tá falando muito aqui do ambiente de trabalho, porque é o que nós fazemos, o workplace. Mas quando eu vou olhar para um hospital, quando eu vou olhar a experiência de compra num supermercado, quando eu vou ter uma experiência de compra num restaurante, numa cafeteria, numa hospedagem, sendo um hotel, uma pousada, o ambiente, a tua própria casa. Por que a gente olhou tanto para a nossa casa quando a gente estava na pandemia? Porque a gente teve tempo de refletir porque estávamos naquele momento de olhar o que o nosso espaço poderia nos devolver pra que a gente pudesse continuar caminhada num pós-pandemia.
E foi a época que teve o maior número de reforma, né?
Exatamente, justamente.
Nunca teve tanta reforma, né?
É, e aí a arquitetura residencial cresceu, né, numa vertente muito alta, a corporativa baixou porque as pessoas não estavam nos escritórios e sim em suas casas. Então, o que eu acho é que a arquitetura, ela vem ganhando uma frente impactante com as pessoas, é entender, efetivamente, que você pode, desde o Faça Você Mesmo, em home centers, que é onde você vai, onde você às vezes tem auxílio de plataformas, de designers e tudo mais, e a gente olhar também o quanto a tecnologia pode estar sendo usada a nosso favor. Então, quando a gente olha o ambiente, não começa desde o seu acordar. Se você tá acordando num quarto que é aconchegante, que você teve uma noite de sono, que realmente teve um sono que te regenerou do dia anterior. Então, isso é o ambiente. A gente passa pelo ambiente a todo tempo, a todo momento.
E nesse processo até de comportamento, imagina que eu tenho uma empresa, sei lá, com 100, 200 funcionários, e a gente tem ali um comportamento. Existe alguma consultoria, algum profissional que ele consegue identificar que aquele meu ambiente está impactando em comportamentos inadequados? Antes de eu tomar a decisão de contratar um inscritor de arquitetura corporativa, Eu.
Acho que uma consultoria, não. A gente tem, na verdade, um grande parceiro que faz o movimento. A gente tem, assim, na verdade, dois parceiros. Um que olha muito para o lado de pessoas, uma pessoa totalmente ligada à gestão de pessoas e cultura, e o outro que é totalmente relacionado à tecnologia. Então, eu posso extrair esse comportamento pelo uso, através do uso. Quantas pessoas, mapeando, né, o layout, o ambiente. Então, se as pessoas deixam de usar uma região, eu vou tentar entender o comportamento, porque elas não usam. Então, pelo sistema de você poder bucar a mesa, de fazer reserva de mesa, você consegue mapear esse uso. Então, é você trazer dados para análises mais consistentes. E ao mesmo tempo eu também posso embarcar uma pesquisa, que não é uma pesquisa de clima, mas é uma pesquisa pra eu entender realmente mais aquela população, pra entender com que audiência eu tô falando. Porque eu acho que existem inúmeras empresas e tem pessoas que vão se adequar a um perfil de gestão, outras a outro perfil de gestão e tá tudo bem. Nenhuma empresa vai ser igual a outra, cada empresa tem a sua cultura. Então a gente tem que mapear tudo isso, para que a gente entenda qual vai ser esse momento novo. E muitas vezes, a alteração do ambiente está aliada à estratégia de gestão. Eu vou trazer aqui o exemplo de Ambev. Ambev, há um tempo, era considerada a comando e controle, tropa de elite, tenho que entregar resultado a qualquer preço. Hoje, Ambev não tem mais essa gestão. Ela não quer mais ser reconhecida desta forma. E ela vem fazendo uma adequação em todos os seus sites, em todos os seus ambientes, para que, de fato, comunique essa nova mensagem que a empresa quer passar. Então, também é ali uma decisão de gestão. Às vezes é uma troca de comando, é entender que você precisa estar num momento e num movimento novo. Então, o ambiente é estratégico. Ele pode ser usado de forma estratégica para que a gestão consiga implantar e implementar com sucesso, com mais êxito, a questão de você passar a mensagem do que a companhia quer ser a partir daquele momento.
E existe, por exemplo, nesse, de repente, existe algum estudo pra gente fazer mapeamento desses ambientes pra, por exemplo, identificar, sei lá, muito ruído no ambiente. Isso acontece no ambiente de trabalho, assim? Isso pode ser um fator, ou seja, ruído, por exemplo?
Muito, muito. Na verdade, a gente tem alguns fatores, né, que inclusive, né, precisam ser revistos. porque agora a gente tem a atualização da NR01. E a NR01, ela fala justamente sobre riscos psicossociais. Então, os riscos psicossociais, pra você olhar a saúde emocional, porque a gente vê uma taxa alta de absenteísmo, burnout, depressão, Então, isso também é o fator do ambiente. E quando eu olho, quando eu vou olhar, aterrissar isso para a arquitetura, que é o ambiente físico, eu preciso olhar a ventilação, eu preciso olhar a climatização, ruído, iluminação natural. Então, tudo isso está atrelado ao bem-estar da pessoa. Como é que eu promovo o bem-estar? Através de eu estar olhando isso. Então, sim, existem alguns estudos que são feitos através da própria medicina do trabalho, onde tem equipamentos específicos para fazer medição de iluminação, da parte de climatização, renovação de ar, enfim, e também a gente tem parceiros que olharam isso como uma oportunidade para trazer dados de uma forma mais tecnológica. Então, eles instalam câmeras com sensores, e aí sensores por calor, então você sabe qual que é a região que fica mais adensada para que a gente possa entender os comportamentos e o porquê, e trazer isso pra gestão, pra que de fato seja, né, tenha ali uma reflexão num nível mais estratégico.
Nossa, que legal. E nesse, quando, nesse, nesse estudo, né, já aconteceu, num processo desse, identificarem que ali eu tinha um problema de ruído ou de iluminação, sei lá, o ambiente não tá adequado, e te procurarem por conta desse estudo?
Sim, sim. A gente tem diversos chamados, porque às vezes a empresa acaba de implantar seu escritório, só que esses pontos não foram olhados tão a fundo, e quando começa a operar, os problemas começam a surgir. Então, sim, a gente tem algumas consultorias, com acústica principalmente, Já tivemos consultorias com luminotécnico também, mas principalmente com acústica para entender como que a gente pode prover soluções.
Isso geralmente surge das áreas de RH? Quais são as áreas que procuram um escritório de arquitetura corporativa para sanar esse problema?
Olha, dependendo do tamanho da empresa, geralmente vem pela área de facilities, que é quem cuida da operação, quem cuida da manutenção da operação do espaço físico. são muito demandados e estão abaixo da guarda-chuva de RH. Então, com certeza, vêm alguns comunicados, algumas notificações, através de RH, e RH aciona facilites para poder buscar e prover a solução, para resolver a questão de ruído.
E quais são os feedbacks?
A gente tem alguns processos em andamento, mas, inclusive, a gente criou, no ano passado, um movimento que se chama Happy New Work. que é a felicidade no trabalho. E a felicidade é justamente você promover um espaço saudável, um espaço que, de fato, promova bem-estar, que, de fato, impacte a vida dessas pessoas. Então, como é que funciona essa metodologia? Primeiro, a gente é chamado, a gente faz uma medição com essa empresa para que a gente possa colher os dados e, através desses dados, em cima desses dados, gerar o projeto de arquitetura. implanta o projeto de arquitetura, então tem alguns projetos que estão em obra, para que depois a gente faça uma nova medição e faça o comparativo, o antes e o depois, o que eu tinha, o que eu entreguei e o que o ambiente, de fato, está devolvendo para a produtividade, para o crescimento e para os resultados que precisam acontecer.
Que legal. Tais, e nesse processo todo, a gente, enquanto profissional, ainda mais quando a gente tem invocação, que é o seu caso, Tem algum projeto, não chamaria de cliente, mas alguma obra que você entregou e falou, cara, que me marcou demais? Se sim, por quê? Pela sua cara, são muitos.
São muitos. Na verdade, acho que a gente trata os nossos clientes de uma forma muito especial. Até porque não tem projeto pequeno ou projeto grande. Cada projeto é único, tem sua demanda e precisa ser atendido. Eu sempre gosto muito de dizer, somos e seremos a melhor empresa de arquitetura corporativa para o nosso cliente. Eu tenho que prover a solução, eu tenho que trazer, eu tenho que ter esse brilho no olho do meu cliente. E através desses cases, claro, alguns outros vão se reconhecer nessa situação e a gente também está aqui para prover solução para eles. Mas tem alguns cases emblemáticos, né? Então, um deles, por exemplo, foi o projeto da Natural One, que eles estavam voltando ali de pandemia, não tinham mais o escritório físico, e o senhor à época me falou, olha, eu quero que as pessoas cheguem aqui e olhem pra direita e esquerda, elas não entendem qual é o espaço que elas têm pra trabalhar, porque todo lugar é espaço de trabalho. Eu falei, o futuro do trabalho é isso. E isso a gente tava saindo de uma pandemia, então pra mim é um case bem emblemático, porque ali a gente pôde realmente trazer muito do que da nossa crença pro que de fato tem que ser esse ambiente do trabalho, onde acolhe gerações diferentes. Já tivemos casos, por exemplo, onde a preocupação era acústica. E por quê? Porque vinha de um histórico não bom. Falava, mas você tem certeza que a sala que você vai construir, com vidros duplos, com elementos acústicos, vai ser efetiva? Vai ser uma sala eficiente? Sim. Até porque a gente trabalha isso em projeto. Acho que todo case tem algo que o cliente brilha o olhar e fala, olha, queria trazer isso e de alguma forma a gente consegue entregar. E ver esse brilho no olhar do cliente na entrega é o que motiva a gente.
E agora falar uma coisa que eu sempre gosto de perguntar, que a gente vive na era das redes sociais, que tudo é lindo e tal, Mas só a gente sabe, né? Durante uma obra a gente tem muitos problemas. E quais são os problemas mais comuns, assim, ou seja, os maiores desafios que vocês... O que que é mais comum acontecer, assim, pra você executar essas obras em períodos tão curtos, né? Que geralmente são obras que acontecem, sei lá, falam prazo, assim, geralmente... Em uma única palavra.
Pessoas.
Pessoas.
Sempre, né? Eu acho que pessoas capacitadas, você comentou na chamada, falando sobre a escassez de mão de obra, isso de fato é bem desafiador pra gente... E durante esse.
Processo de entrega, as pessoas que estão ali nesse processo de entrega, elas têm noção, será, da importância delas?
É, eu acho que existe uma grande missão na catequização de entender o quanto elas são importantes, e o quanto de fato elas precisam estar comprometidas com a causa, que é a entrega da obra. Eu acho que hoje a gente tem encontrado um desafio enorme de ter bons profissionais, e obviamente os melhores São muito discutados, nem sempre estão acessíveis para o tempo, para o prazo que você precisa. Mas sim, a gente também tem uma preocupação em formar, na formação. A gente tem um trabalho junto com os nossos parceiros justamente para buscar a base, construir essa base. para que a gente continue tendo bons profissionais. Então, eu acho que esse é um ponto que eu vejo grande parte da construção civil, do movimento como um todo, das pessoas, das empresas, fazendo o seu movimento de formação, de capacitação. que é necessário.
Então, eu ainda acho que o ambiente da construção civil ainda falta um pouco dessa, sabe, desse olhar. Isso falando um pouco de construção pesada, né? E como a arquitetura, geralmente, ainda tem essa parte de, essa mão de obra, ainda tem, né, Thais? Por mais que a gente fale de industrialização.
Com certeza. Na verdade, o que acho que tem que alterar aqui, Paula, é o mindset, né? O mindset da construção. A construção abrange tanto a arquitetura quanto a engenharia. Então, quando a gente fala de inovação, existe muita resistência ainda. A gente está aqui no meio de uma feira onde fomenta, onde ferve, borbulha essa questão da inovação. Então, houve muitas coisas interessantes, coisas que inclusive a gente consegue facilmente embarcar dentro de obras corporativas. por valores acessíveis, né, porque também tem a questão que a inovação às vezes te traz um custo, te traz um prazo que você não consegue acomodar, mas eu achei totalmente possível e factível.
E a inovação também ela tá na criatividade.
Sem dúvida, sem dúvida. E a criatividade ela tá nessa questão, né, assim, no drive do arquiteto. A gente precisa ser criativo, inovador a toda hora, a todo momento, mesmo com restrições de budget, mesmo com coisas que, de fato, eu preciso fazer a equação acontecer. Então, eu acho que essa questão do mindset é ainda um trabalhar. E onde eu vejo que é a grande virada de chave, as pessoas deixarem de serem técnicos, arquitetos, engenheiros, e olharem para a gestão. Acho que o que muda o jogo é a gestão. Então, é o que mudou o nosso jogo, é o que mudou o meu jogo, como empresária, empreendedora, e eu acho que é o que muda, de fato, para que você tenha um drive diferente da sua empresa e não fazer mais do mesmo.
Mais do mesmo. Essa é a única forma de a gente ter uma mudança de fato. A gente está chegando no final e nesse processo, nessa conversa que tivemos aqui, tem alguma coisa que você gostaria de falar que eu deixei de perguntar?
Sim, eu quero te fazer uma pergunta.
Uma pergunta? Faça duas, Thaís, ou três.
O que é sucesso para Paulo Barros?
Sucesso... Nossa, Thaís... Sucesso é o que eu estou sentindo hoje. pra mim, assim. Bom, eu me emociono fácil, mas a gente passar pelos perrengues, trazer pessoas tão importantes como você, Edson Kater, Zé Augusto da Braffet, o Marcos da Gerdau, enfim, tanta gente que sai, sei lá, de suas cidades aí, espalhadas pelo país, e vir aqui, gerar conteúdo de valor, ou seja, contar a história que viveram aqui dentro dessa exposição assim, isso pra mim é sucesso. Então assim, acho que as possibilidades que a gente conseguiu mostrar pro mercado, como eu te falei fora da gravação, eu peguei pra mim o desafio de ampliar essa exposição pro ano que vem em 30%.
Bom desafio. Radiante e incrível.
Radiante e incrível. Agora, eu queria que você contasse da sua experiência. Você já participou do ConstraeCast lá no começo, né? E como que você tá se sentindo hoje? Eu não sei como que você veio naquele momento, porque não tinha, enfim... Você tava começando, era um...
Eu não tinha essa dimensão... Ah, eu compro as ideias. Eu sempre compro as ideias. Ah, eu acho... você tá com o Constrycast há quanto tempo?
Vai fazer três anos em dezembro.
Três anos?
É, vai fazer três anos... sete de dezembro. Então, dois anos e meio, mais ou menos.
É, dois anos e meio. Na verdade, assim, eu vejo uma evolução gigante, né? Acho que você realmente enxergou uma oportunidade pra que você desenvolvesse essa trilha e fortalecesse essa voz de quem não tinha voz, né? Então, é o que a gente estava falando aqui, é identificar as oportunidades, e são muitas. Eu acho que o empreendedor tem isso, a gente identifica lacunas ali e tenta, de fato, trazer alguma solução, prover alguma proposta inovadora para que aquilo aconteça. Então, para mim, sucesso também é isso. E aí, obviamente, tem amor envolvido. Eu vejo quanto você, seu time, se dedica. Então, sim, quando eu participei, eu lembro que soava frio também. Eu falava, meu Deus, o que a gente vai falar aqui? E hoje é um papo fluido.
É um papo natural.
Exato, é flow aqui. É totalmente no flow. Acho que essa curva de crescimento, de evolução, de desenvolvimento, ela é nítida, pelo sucesso do canal, pelos nomes que você consegue trazer aqui. Então, acho que ter essa contribuição genuína para a nossa área, para esse movimento que gera movimento, é sensacional.
E agora você me lembrou de um ponto, eu lembro quando fui conversar com você, que eu acho que eu tentei começar umas três vezes. Porque eu não saía e eu suava frio, assim, então eu acabei... Aí você vê como é legal, né, reviver as histórias, assim.
E por mais, né, assim, sempre tem essa frase, né, assim, ah, não precisa ser perfeito. Pelo menos tá feito, né? Então, acho que você ousar ter a coragem de começar algo, né? Então, assim, inspirado em você, eu vou começar o meu agora.
Olha que legal! E a última pergunta, o que a Thais espera pro futuro do workplace, ou seja, dos ambientes corporativos?
Olha... Essa é uma pergunta desafiadora. Mas eu acho que, enquanto ambiente de trabalho, a gente já tem feito muitos movimentos nesse sentido. Quando a gente traz um olhar mais de colaboração para espaços, quando a gente traz um olhar... A gente gosta muito de falar que os nossos leados são meio que pensados como vilas, que tem um zoneamento ali. essa integração, que é pensando no dia a dia, na jornada do colaborador, desde que ele chega nesse espaço até a hora que ele vai embora, por onde que ele vai passar, como é que ele vai interagir. Então, a gente fomentar esse uso de maneira segura, saudável, e com isso ele vai ter a promoção do bem-estar. Então, é pensar no colaborador. é ter um design focado no humano, totalmente humanizado. Então, muito daquilo que a gente acredita, a gente tem a possibilidade de já trabalhar com muitos dos nossos clientes. Mas para que isso, de fato, seja um sucesso efetivo, eu acho que a gente precisa ter o outro lado, que é a gestão. E a gestão, a gente trabalha pra essa gestão. De fato, o ambiente, quando a gente fala, o ambiente é vivo, ele é dinâmico, mas quem traz essa vivacidade, esse dinamismo, são as pessoas que frequentam aquele ambiente. O ambiente é estático.
Quando você fala de coragem, esses gestores precisam ter coragem também pra enfrentar aquele famoso caos da transformação, porque a gente só consegue melhorar algo quando a gente tem coragem pra imaginar, eu tô com o ambiente de trabalho, peraí, tá bom? Não, não tá, então eu preciso ter coragem pra mudar. É um ciclo, sim.
Então eu acho que tem que ter ali uma colaboração e uma participação muito ativa da gestão. E aí eu volto para a pergunta que eu trouxe aqui. O que você quer viver com o seu colaborador? Você tem que me dizer. Acho que o ambiente do trabalho, a gente já entendeu que ser flexível funciona, que entregar... O ser humano é adaptável, então, quando eu posso entregar uma flexibilidade de horários para esse colaborador, ele vai produzir mais, mas é claro que também tem uma gestão muito efetiva e que queira desenvolver isso no colaborador. Então, eu acho que o grande desafio está em ter clareza nessa gestão para entender qual é a experiência que ele quer viver como colaborador. E, para mim, acho que o futuro do trabalho vai... se endereçando, se encaminhando nessa forma. Acredito muito também que hoje a gente vê que as sedes das empresas às vezes estão ficando menores, justamente por acomodarem modelos híbridos, outras solicitando modelos presenciais 100%, mas aí eu já não acho que isso é o caminho do futuro e sim muito mais acomodado dentro do modelo híbrido.
Depende da área, né?
Depende da área, sim. Mas quando a gente tá falando do trabalho corporativo, né? Então, quando eu tô falando de uma vivência de um âmbito administrativo, enfim. E depende da área e da maturidade também desse time, né? Pra que, de fato, os resultados sejam produzidos. Mas eu acredito muito em hubs também, né? Por conta de deslocamento. A gente tá em São Paulo, que é uma... Não é nem uma cidade, né? Ela é um continente, sim. Exatamente. Então, para que a gente possa promover, na linha do bem-estar, para que a gente possa promover um conforto maior para esse colaborador, a gente também tem que calcular o tempo de deslocamento, fazer geoprocessamento para entender e mapear onde é que estão os colaboradores daquela determinada empresa. Então, hubs, pequenos hubs, eu também acho que funcionam muito. Mas tudo isso está atrelado à estratégia da empresa, à gestão da empresa. Então, eu acho que o caminho são essas reflexões.
Então, ótimo. Então, eu vou encerrar o episódio de hoje de outra forma. Como você vai começar a produzir um podcast? Como que é o nome?
WorkCast.
O WorkCast. Então, você já vai começar a praticar a partir de agora. Você vai encerrar esse episódio. Só que antes eu quero deixar uma reflexão pra você. Você está feliz com o seu ambiente de trabalho?
Bom, tive um papo muito bacana, porque é um bate-papo mesmo, que é um amigo querido, Paulo Barros, estamos aqui finalizando esse bate-papo dentro da maior feira da América Latina, certo?
De construção off-site.
De construção off-site, então é uma experiência incrível também, e trazendo um pouco de reflexão para que você entenda como é que está o seu ambiente de trabalho, o que você quer viver com o seu colaborador, e pensar o quanto o ambiente pode devolver.
É isso aí. E o Constraint Cash é a voz da construção.
A voz da construção.
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